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Full text of "Resenha das familias titulares e grandes de Portugal"

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RESENHA 



DAS 



famílias titulares 



GRANDES DE PORTUGAL 



ALBANO DA SILVEIRA PINTO 

Guarda roupa da Camará de Sua Magestade BI-Rei a 8enhor U. Luiz.I; 

Moço ridalgo com exercício na Sua Real Casa; Cavalleiro das Ordens deNoosa Senhora dá Conceição de Villa Viçosa, 

e da Muito Anti{;a e Nobre Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito 

Commendador das Ordens de S. Gregório Maf^o de Roma, e de Leopoldo da Bélgica; Commendador de numero extraordinário 

4 de Carlos III de He8panha,e da Ordem religiosa do Santo SepulcLro de Jerusalém; 

Cavalleiro da 1." Classe da Ordem dos Guelfos do Hanover, e Cavalleiro da Legião de Hopra de França, etc. 



DEDICADA A SUA MA6ESTADE FIDELÍSSIMA EL-REI O SENHOR D. LUIZ 



DESENHOS DE ANTÓNIO JANUÁRIO CORRÊA, GRAVURAS OE D.JOSÉ SEVERINI 



TOMO J. 




EMPREZA EDITORA DE FRANCISCO ARTHUR DA ^^^A 



RUA DOS DOURADORES, 72 
LISBOA 



'•) I 




i883, Lallemant Frères, Typ. Rua do Thesouro Velho, 6, Lisboa. 



INTRODUCÇÂO 



A genealogia tem sido considerada como guia e regra para qualificar 
a origem e successão das famílias ; as regalias e privilégios que estas tiveram 
no antigo regimen ; as mercês regias perpetuas ou temporárias que disfru- 
ctaram; os altos cargos e distincções honorificas que seus ascendentes 
tiveram ; o direito para regular, transmittir e provar o grau de parentesco, 
para entrar na posse de uma determinada propriedade senhorial ou vin- 
cular; e não poucas vezes de causa para nobilitação individual, ou 
motivo par^ previr algumas vantagens sociaes, e por isso conceituada 
manifestação de nobreza, e, com sobeja rasão, apreciada como curiosi- 
dade familiar. 

Desde que na genealogia se consignou os actos parciaes dos indivíduos, 
que n'essas antigas épocas, ou posteriormente, se elevaram e distin- 
guiram de seus coetâneos por feitos da sua espada, heroicidade, talentos, 
proesas ou por quaesquer outros factos beneméritos, que, honrando seus no- 
mes e famílias, ennobreceram também a pátria ; taes actos marcarão no seu 
conjuncto padrões, que a historia deve registar e commemorar, como 
lição a vindouros, e incitamento aos representantes d'essas famílias; 
e a genealogia ficou então sendo um braço subsidiário da historia pátria, 
um repositório de não somenos valia. 

Abrangendo um e outro systema de escrever a genealogia, e consi- 
derando, que, cada periodo de transicção social oíferece um lado cara- 



VIII 



cteristico, que liga o passado das nações e das famílias á sua situação 
presente, os modernos genealogistas, infundidos na transmutação e 
feição d'esses períodos históricos, tem buscado provar, que, se nos tempos 
feudaes os titulos e foros de nobresa eram considerados como privilegio 
de geração e orgulho, que fazia erguer a ascendência das famílias até 
as mais longiquas épocas da historia, para lhes distinguir a primasia 
de nobresa, ou significar méritos e privilégios, hoje, nos paizes monar- 
chicos, esses mesmos titulos, distincções e foros, são destinados a premiar 
os grandes feitos, os serviços distinctos, os actos de valor, coragem e 
dedicação á pátria; a servir de exaltação a talentos salientes, a virtudes subli- 
madas: a genealogia, sem abrogar da sua forma característica, aponta 
e regista as grandes acções e factos notáveis, peculiares a um ou mais 
indivíduos; os grandes méritos, qualidades e virtudes que os fazem 
sobresair, que os sobreexaltam á ancianidade de raça, que os sobreleva a 
todos os preconceitos; que firma a grandiosa idéa do século «o homem 
nunca é maior do que quando se remonta acima de si mesmo». 

Propondo-nos relacionar as famílias Titulares e Grandes de Portugal, 
nas quaes se comprehendem os Dignos Pares do Reino, conforme a lei 
de 28 de Setembro de i855, e escrever a noticia genealógica das res- 
pectivas famílias, inserindo por essa occasião a par do nome de cada 
individuo, os factos honrosos e dignos de memoria que lhe respeitam, 
e que mais tarde devem ser aproveitados pelo historiador ou pelo 
bíographo ; factos ora desconhecidos pela falta de escripta da historia pátria, 
e alguns até mesmo dos próprios descendentes; os senhorios, alcaídarias 
e commendas das Ordens militares, com a denominação do título e ordem, 
notícias estas de bastante alcance económico e administrativo para facilitar a 
remissão dos encargos e foros que oneravam bens outr'ora da coroa, e 
que nos termos das leis hoje se consideram libertos: parece-nos haver 
emprehendido um trabalho, consoante á nossa época, que não será isenpto 
de incorrecções e faltas, todavia não será tido na conta de futilidade. 

Restringindo a nossa escripta genealógica á linha de varonia das 
familias, mencionando tão somente o que encontrámos em documentos 
de provada authenticidade, circumscrevendo-nos quanto á pureza de 
sangue e qualidade, ás habilitações para Familiares do Santo Ofíicio; 
quanto ás honras, distincções e cargos, ao registo geral das mercês dos 
Senhores Reis d'este Reino, existente no Real Archivo da Torre do 
Tombo; aos variados processos do Tribunal do Desembargo do Paço, 
e da Mesa da Consciência e Ordens pelo que toca aos graus e bens 
das ordens militares; aos dos antigos Conselhos de Guerra e Marinha; 



IX 

aos Archivos das Secretarias d'Estado, da Mordomia-mór do Reino, 
do importantíssimo cartono da Universidade de Coimbra, e de alguns 
archivos particulares; tudo investigámos por nossos próprios olhos e 
critério, e revolvemos muitos documentos e processos, folheámos muitos 
livros com pertinaz e aturada paciência, fizemos trabalho quasi de 
beneditino, para podermos dizer com alguma sobranceria, que não copiámos 
genealogias manuscriptas de nenhum cartório; não acceitámos tudo o 
que escreveram genealogistas por melhor qualificados, nem o que nos 
disseram e afíirmaram os chefes ou representantes das famílias, não 
poucos d'elles instruídos de sincera vaidade, outros convictos de errada 
prosápia. 

A hombridade com que sustentámos a feitura d'este trabalho, no 
largo espaço da sua publicação, n'uma época em que a adulação servil, ou 
a lisonja interesseira, motivam troca de attenções e favores, impoz-nos 
a obrigação de prescrever titulos cujo tratamento a sociedade politica- 
mente conserva, mas que n'outras regiões se não devem permittir nem 
mencionar; referimo-nos aos denominados titulos de cortesia que senhoras 
titulares, que passaram a segundas núpcias com indivíduos não titulares, 
ou de menor titulo, abusivamente ainda usam e sustentam; a falta de 
menção de titulos de duvidosa legalidade, por haverem sido conferidos 
no outro regimen politico; bem como certas velleidades familiares; tudo 
isto tem promovido contra nós um tom de despeito, de falta de nobreza 
de sentimentos, e até de indelicadeza, e também, como era de pre- 
sumir, muita indiíFerença, desaguisados, quiçá desgostos, a que feliz- 
mente podemos oppôr o nosso voluntário retiro e isolamento, o des- 
prendimento por attenções sociaes, a intima convicção da nullidade da 
nossa pessoa. 

Obras do género da Resenha, nunca podem dizer-se completas, e 
ainda menos isentas de faltas e erros, e só se consegue aperfeiçoal-as 
alem das investigações acima relatadas, com o auxilio pundonoroso e 
liberalidade de informações e provas ministradas pelos chefes ou repre- 
sentantes das famílias cuja proeminência se trata de perpetuar: diri- 
gindo-nos varias vezes, e sempre mui attentamente, a algumas d'estas 
pessoas, tivemos o silencio ou despreso como resposta. Se foi acto de 
modéstia, ou vaidade d'essas pessoas, outros que o julguem; porem 
tomamol-o como crença de inhabilidade em nós para o propósito, senão 
descuido ou desattenção. A obra que emprehendemos ahi fica, para 
attestar a nossa diligencia e esmero pela escripta genealógica, e o nosso 
amor pelo trabalho. 



Não deporemos a penna sem aqui fazer menção de alguns esclarecidos 
cavalheiros que nos coadjuvaram na tarefa, que sem o seu auxilio e 
conselho teriamos desistido de proseguir na empreza, e seria absoluta- 
mente inefíicaz a nossa pertinácia; taes são os senhores João Pedro da 
Costa Basto, sócio eíFectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa, 
José Manuel da Costa Basto, oííicial-maior do Real Archivo da Torre 
do Tombo, e o illustrado genealogista e sócio do Instituto de Coimbra 
António Maria Seabra d'Albuquerque alem d'outros que para não ferir 
susceptibilidades deixamos de inscrever. 



RESENHA 



PÍIIILIIS TITIUR[S E GWD[S D[ mmi 



sereníssima casa de BRAGANÇA 



SUA MAGESTADE 



O Senhor Dom Luiz I, 31.° Rei reinante de Portugal, e 27." dos Al- 
garves, d'aquem e d'aleni mar em Africa, Senhor de Guiné e da Conquista 
Navegação e Commercio da Ethiopia, Arábia, Pérsia e da índia, etc. 

Sua Magestade nasceu em Lisboa, no Real Paço das Necessidades, pelas 
11 horas e 45 minutos da manhã do dia 31 d'Outubro de 1838, e foi ba- 
ptisado na Real Capella do mesmo Paço pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa, 
Dom Patrício da Silva, Capellão-mór da Rainha D. Maria II, em 14 de No- 
vembro do mesmo anno com os nomes de : 

Luiz Filippe, Maria, Fernando, Pedro d'Alcantara, António, Miguel, Ra- 
fael, Gabriel, Gonzaga, Xavier, Francisco d'Assis, João, Augusto, Júlio, Vol- 
fando, Saxe Cobourg-Gotha, de Bragança e Bourbon, Infante de Portugal e 1." 
Duque do Porto. 

Succedeu no Throno, pelo prematuro e inesperado fallecimento de seu 
irmão primogénito El-Rei D. Pedro V, em 11 de Novembro de 1861. 

Achando-se S. M. em viagem, como Official da armada nacional, com- 
mandando a corveta de guerra Bartholomeu Dias, com o posto de Capitão de 
Fragata, a que fora promovido a 24 de Março de 1858, succedeu no Throno, 
assumindo durante a sua ausência, e desde logo, a Regência do Reino, seu 
Augusto Pae, El-Rei o Senhor D. Fernando II, em virtude da resolução una- 
nime do Conselho de Estado, do predito dia 11 de Novembro, visto não haver 
expressa disposição na Carta Constitucional, para o caso acima referido, até 
a próxima chegada do legitimo successor do Throno. 

A 14 do mesmo mez de Novembro de 1861, proclamou S. M. El-Rei 
D. Luiz aos Portuguezes, e assumio n'esse dia o governo d'este Reino, co- 
meçando de reinar nos termos da Lei fundamental do Estado. Logo, a 15 de 
Novembro, convocou as Cortes Geraes da Nação para ratificar o seu juramento, 
já previamente feito e declarado na sua proclamação do dia 14. 
2 



XIV 

A 22 do Dezembro de 18G1, perante as Cortes Geraes da Nação, nos 
termos do artigo 76.° da Carta Constitucional, ratificou S. M. o juramento 
de «Manter a Religião Catholica Apostólica Romana, a integridade do Reino, 
observar e fazer observar a Constituição politica da Nação Portugueza e mais 
leis do Reino, e promover o bem geral da Nação», e foi proclamado pelas 
mesmas Cortes Rei Reinante de Portugal, Algarves e seus Domínios. 

Sua Magestade é Gran-Mestre das três Ordens Militares, de Nosso Senhor 
Jesu-Christo, de São' Bento d'Aviz e de São Thiago da Espada ; Gran-Mestre 
da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Gran-Mestre da 
Muito Antiga e Nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mé- 
rito ; Gran-Mestre da Ordem de São Thiago, do Mérito Litterario, Scientifico 
e Artístico ; Presidente da Academia ReíiT das Sciencias de Lisboa, e Presi- 
dente honorário e Protector de varias corporações scientificas, litterarias e 
de beneficência do Reino. 

S. M. El-Rei D. Luiz I, tem as seguintes condecorações estrangeiras: 
Cavalleiro da Ordem Suprema da Santissima Annunciada, de Itália ; Caval- 
leiro da Insigne Ordem do Tosão de Ouro, da Hespanha ; Cavalleiro da Ordem 
da Jarreteira, de Inglaterra ; Gran-Cruz das Ordens, de Ernesto Pio de Saxe 
Cobourg-Gotha ; da Coroa de Arruda (Rue), de Saxonia Real; da Águia Ne- 
gra, da Prússia, com Collar ; do Cruzeiro do Sul, da Rosa, com Collar, e 
de Pedro I, do Brazil ; de Santo Estevão da Hungria (Áustria) ; da Ordem 
do Mérito militar de São Fernando ; da Ordem Soberana de São João de Je- 
rusalém, de Roma; de Santo Huberto, da Baviera; da Legião de Honra de 
França ; de Santo André, com Collar, de Santo Alexandre Newsky, de Santa 
Anna, e da Águia Branca, da Rússia ; do Elefante, em brilhantes, da Dina- 
marca ; dos Serafins, e de Santo Olavo, da Suécia ; do Leão Neerlandez, dos 
Paizes Baixos (Hollanda) ; do Salvador, da Grécia ; da Ordem de Luiz, de 
Hesse Gran-Ducal ; da Coroa dos Wendes, com Collar, de Mecklembourg-Sche- 
verim Strelitz ; da Estrella, da Roumania ; do Medjidié, em brilhantes, da 
Turquia ; da Ordem da Vigilância ou Falcão Franco, de Saxe Weimar ; do Sol 
de Ouro, de Siam ; do Nichan-Iftikar, em brilhantes, de Tunes ; do Sol de 
Ouro, da Birmânia ; da Ordem do Redemptor do Mundo, da Libéria ; de São 
Carlos, de Mónaco ; dos Cavalleiros de São Marino ; da Real Ordem de Mé- 
lusine. 

S. M. El-Rei casou por procuração em Turin, a 27 de Setembro de 1862, 
e em pessoa, na Parochial Egreja de Santa Justa e Rufina de Lisboa, a 6 de 
Outubro do mesmo anno, com Sua Magestade a Rainha a Senhora D. Maria 
Pia, de Saboya, que nasceu na predita cidade de Turin, outr*ora capital do 
Reino da Sardenha, a 15 d'Outubro de 1847 ; segunda filha d'El-Rei Victor 
Manuel 11, proclamado 1.° Rei d'ltalia a 17 de Março de 1861, sendo já o 
7.° Rei da Sardenha, o qual morreu em Roma, a 9 de Janeiro de 1878, e de 
sua esposa a Archiduqueza d' Áustria, D. Maria Adelaide Francisca Reinero-Eli- 
sabeth Clotilde, que nasceu em 3 de Junho de 1822, e morreu a 20 de Janeiro de 
1855, filha do Archiduque da Áustria Reinero José, que foi Vice-Rei da Lom- 
bardia e de Veneza ; General Feld-mestre, proprietário do Regimento n.° 1 1 
d'infanteria austríaca; e de sua mulher D. Maria Izabel Francisca, Duqueza 
de Saboya. 

Sua Magestade a Rainha, é Gran-Mestra da Ordem de Santa Izabel, Rainha 
de Portugal, e Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa, de Portugal ; condecorada com a Ordem das Damas Nobres de Maria 



r 



XV 



Luiza, de Hespanha ; Presidente e Protectora de muitas corporações de bene- 
ficência do Reino, e especialmente da Associação das Creches, asylo infantil 
das creanças de tenra edade, por EUa iniciado e fundado. 

1.° Sua Alteza o Príncipe Real D. Carlos, nasceu no Real Paço de Nossa 
Senhora da Ajuda, pela 1 hora e 30 minutos do dia 28 de Setembro de 
1863, e foi baptisado na parochial Egreja de Santa Justa e Rufina, pelo 
Cardeal Patriarcha de Lisboa, Dom Manuel Bento Rodrigues, Capellão-mór 
d'El-Rei, a 19 de Outubro do mesmo anno, com os nomes de: 

Carlos, Fernando, Luiz, Maria, Victor, Miguel, Rafael, Gabriel, Gon- 
zaga, Xavier, Francisco d'Assis, José, Simão, de Bragança, Saboya, Bour- 
bon, Saxe Cobourg-Gotha; Príncipe Real, 24." Duque de Bragança; 21.° de 
Guimarães; 19" de Barcellos ; 23." Marquez de Villa Viçosa; 27.° Conde 
d'Arrayolos ; 23." Conde de Barcellos, de Ourem, de Faria e de Neiva; 
21." Conde de Guimarães ; Gran-Cruz e Commendador-mór das três Ordens 
militares, de Nosso Senhor Jesu-Christo, São Bento d'Aviz, e de São 
Thiago da Espada ; GranCruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição 
de Villa Viçosa ; Cavalleiro da Ordem Suprema da Santíssima Annun- 
ciada, de Itália ; Cavalleiro da Insigne Ordem do Tosão de Ouro, de Hes- 
panha ; Gran-Cruz das Ordens dos Santos Maurício e Lazaro, e da Ordem 
da Coroa, dltalia ; Gran-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul, do Brazil ; 
de Santo Estevão de Hungria, d'Austria ; de Santo Alexandre Newsky, de 
SanfAnna, de Santo Estanislau e da Águia Branca, da Rússia ; da Ordem 
dos Serafins, da Suécia ; Alferes do Regimento de Lanceiros n." 2, deno- 
minado de Victor Manuel ; Guarda Marinha da armada nacional. 

Sua Alteza, o Príncipe Real, foi reconhecido Herdeiro e Successor 
da Coroa de Portugal, por acto solemne das Cortes Geraes da Nação, em 
sessão de 11 de Fevereiro de 1864, e n'essa qualidade, nos termos do ar- 
tigo 79." da Carta Constitucional, prestou juramento de «Manter a Reli- 
gião Catholica Apostólica Romana, observar a Constituição politica da Na- 
ção Portugueza, ser obediente ás Leis e ao Rei», perante as Cortes Geraes 
em Sessão de 14 de Março de 1878, e tomou logar no Conselho d'Estado 
politico, em Sessão do mesmo Conselho de 14 de Março de 1882. Foi Re- 
gente do Reino durante a curta ausência de seu Pae, nos termos do artigo 
96." da Carta Constitucional, de que prestou juramento perante as Cortes 
Geraes da Nação, em Sessão de 21 de Maio de 1883. 
2." Sua Alteza o Sereníssimo Senhor Infante D. Affonso, 2." Duque do Porto, 
nasceu no Real Paço de Nossa Senhora d' Ajuda, pelas 2 horas da manhã 
do dia 31 de Julho de 186S, e foi baptisado na Capella real do mesmo 
Paço, a 27 de Setembro d'esse anno, pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa, 
Dom Manuel Bento Rodrigues, Capellão-mór d'El-Rei D. Luiz I, com os 
nomes de : 

Affonso Henriques, Maria, Luiz, Pedro d'Alcantara, Carlos, Hum- 
berto, Amadeu, Fernando. Antouio, Miguel, Rafael, Gabriel, Gonzaga, Xa- 
vier, Francisco d' Assis, João, Augusto, Júlio, Volfando, Ignacio de Bra- 
gança, Saboya, Bourbon Saxe Cobourg-Gotha. 

Sua Alteza é Cavalleiro das Ordens de Christo e de São Bento de 
Aviz ; Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa ; Cavalleiro da Ordem Suprema da Santíssima Annunciada, de 
Itália. Sua Alteza tem actualmente no exercito portuguez o posto de 
l." Sargento de artilheria. 

IRMÃO DE S. M:. EL-REI O. LXJIZ I 

Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Pedro V, de Alcântara, Maria, Fer- 
nando, Miguel, Rafael, Gonzaga, Xavier, João, António, Leopoldo, Victor, 
Francisco d' Assis, Júlio, Amelio, 30." Rei de Portugal e 26." dos Algarves, 



XVI 

d'aquem e d'alem mar em Africa, Senhor de Guiné e da Conquista, Nave- 
gação e Commercio da Ethiopia, Arábia, Pérsia, e índia, etc. Nasceu a 16 
de Setembro de 1837, pelas 11 horas e 30 minutos da noite, no Real Paço 
das Necessidades, em Lisboa, e foi baptisado a 1 de Outubro do mesmo anno 
na Real Capella do Paço, pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa Dom Frei Patricio 
da Silva, Capellão-mór da Rainha D. Maria JI. 

Foi jurado e reconhecido Principe Real de Portugal e Herdeiro da Coroa 
pelas Cortes Geraes da Nação, a 26 de Janeiro de 1838; e havendo com- 
pletado dezoito annos de edade a 16 de Setembro de 1855, chegando assim 
á maioridade, conforme o disposto no artigo 66." da Carta Constitucional, 
prestou o juramento por ella estatuído em sessão das Cortes Geraes da Nação 
d'esse mesmo dia : começou a governar o Reino, em que succedêra pelo fal- 
lecimento de Sua Augusta Mãe a Rainha a Senhora D. Maria II, exercendo 
desde então, e durante a sua menoridade, a Regência do Reino, seu Augusto 
Pae El-Rei D. Fernando II, por deliberação unanime do Conselho d'Estado 
de 15 de Novembro de 1853, visto não haver disposição alguma a tal res- 
peito na Carta Constitucional da Monarchia, disposição que foi confirmada 
pelas Cortes Geraes da Nação, e de que prestou o devido juramento em Sessão 
de 19 de Dezembro de 1853. 

El-Rei D. Pedro V foi Principe Real de Portugal e Duque de Saxe Co- 
bourg-Gotha, Gran-Mestre das Ordens militares de Nosso Senhor Jesu-Christo, 
de São Bento d'Aviz, e de São Thiago da Espada ; Gran-Cruz das Ordens de 
Nossa .Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e da Antiga e Muito Nobre Or- 
dem da Torre Espada do Valor Lealdade e Mérito ; Gran-Cruz da Ordem de 
Ernesto Pio, de Saxe Cobourg-Gotha ; Cavalleiro da Insigne Ordem do Tosão 
d'Ouro, de Hespanha ; Cavalleiro da Ordem Suprema da Santíssima Annun- 
ciada, de Sardenha; Cavalleiro de 1." classe, em brilhantes, da Ordem de 
Hohenzollern ; Gran-Cruz das Ordens do Cruzeiro do Sul, do Império do Brazil ; 
de Santo Estevão de Hungria, da Áustria; da Águia Negra, da Prússia; da 
Ordem da Coroa da Arruda, de Saxonia Real ; do Leão Neerlandez, dos Paizes 
Baixos ; do Falcão Branco, de Saxe-Weimar ; da Legião de Honra, de França ; 
de São Fernando e Mérito, das Duas Sicilias. 

Casou por procuração era Dresde a 19 de Abril de 1858, e em pessoa, 
em Lisboa, a 18 de Maio do mesmo anno, com a Princeza de Hohenzollern- 
Sigraaringen, D. Estephania Josefina, Frederica, Guilhermina, Antónia, Rainha 
de Portugal, que nasc. em Dresde a 15 de Julho de 1837, e falleceu em Lisboa 
a 17 de Julho de 1859, pela uma hora da madrugada, no Real Paço das Ne- 
cessidades ; 2/ filha do Principe Soberano de Hohenzollern- Sigmaringen, Carlos 
António Joaquim, e de sua mulher a Princeza D. Josefina Frederica, Gran- 
Duqueza de Bade. — Sem successão. 

SEUS PAES 

A Rainha a Senhora D. Maria II, 29." Reinante de Portugal, e 25." dos 
Algarves, nasceu no Rio de Janeiro, no Real Paço da Quinta da Boa Vista, 
em São Christovam, a 4 d' Abril de 1819, e foi baptisada a 3 de Maio se- 
guinte, com os nomes de D. Maria da Gloria, Joanna, Carlota, Leopoldina da 
Cruz, Francisca, Xavier de Paula, Izidora, Michaela, Gabriella, Rafaela, Gon- 
zaga. Foi Princeza da Beira e do Grão-Pará ; G:ran-Mestra das Ordens de 
Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, de Santa Izabel Rainha de 



XVII 

Portugal, e das Ordens de Christo, de São Bento d'Aviz, e de São Thiago 
da Espada, na qualidade de Rainha Reinante ; Dama das Ordens da Cruz Es- 
trellada, da Áustria ; de Santa Catharina, da Rússia ; de Maria Luiza, de Hes- 
panha. 

Succedeu na Coroa de Portugal e seus Dominios pela abdicação e cessão 
de seu Augusto Pae, o Senhor D. Pedro IV, 28." Rei de Portugal, e 24." dos 
Algarves, 1.° Imperador do Brazil, feita no Rio de Janeiro, a 2 de Março de 
1826, ratificada e completada na pessoa de Sua Filha, por Carta Regia da- 
tada do Palácio da Boa Vista (Rio de Janeiro), a 3 de Março de 1828. 

. Tendo adoecido gravemente, a 4 de Março de 1826, El-Rei D. João VI, 
por Carta Regia de 6 do mesmo mcz nomeou uma Regência presidida por 
Sua Filha a Serenissima Senhora Infanta D. Izabel Maria, para, durante a sua 
enfermidade, e no caso de morte, governar o Reino, até que o legitimo suc- 
cessor da Coroa providenciasse convenientemente. ^ 

El-Rei D. João VI falleceu em Lisboa, após a curta doença de seis dias, 
no Palácio da Bemposta, pelas 4 horas e 40 minutos da tarde de 10 de Março 
de 1826, estando ausentes do Reino seus dois Filhos, o Senhor D. Pedro, 
já Imperador do Brazil, e o Sereníssimo Infante D. Miguel, que estava em 
Vienna d' Áustria, em virtude da licença que pedira a El-Rei Seu Augusto 
Pae, e lhe fora concedida por Carta Regia de 12 de Maio de 1824. 

A Regência do Reino em 20 de Março de 1826, e em Carta de 26 de 
Abrir do mesmo anno o Sereníssimo Senhor Infante D. Miguel, afíirmam e re- 
conhecem por legitimo herdeiro e successor da Coroa, e como Rei de Por- 
tugal ao Senhor D. Pedro IV, o qual n'essa qualidade outhorgou, e decretou 
a 29 d' Abril d'esse anno a Carta Constitucional, novo regimen da Monar- 
chia e do Paiz : e na mesma data confirmou a Regência, que seu Augusto Pae 
decretara, e que governaria o Reino até ulterior disposição. 

A Carta Constitucional foi jurada em Portugal a 31 de Julho de 1826; 
e prestado juramento a este Código, em Vienna d'Austria a 4 d'Outubro d'esse 
anno, pelo Sereníssimo Senhor Infante D. Miguel, seguidamente effeituou o 
seu casamento, por procuração, com a Rainha sua Sobrinha, perante a Corte 
de Vienna, no dia 29 d'Outubro, dispensado o impedimento de consanguini- 
dade por Breve de Sua Santidade Leão XII, representando a Rainha n'esse 
solemne acto, em virtude do Alvará que para tal fim Ella conferira em 28 
d' Abril de 1826, o Barão de Villa Sêcca, Enviado Extraordinário e Ministro 
Plenipotenciário do Império do Brazil, junto de Sua Magestade o Imperador 
d' Áustria, Rei de Hungria, de Bohemia, da Lombardia e da lllyria, Francisco I, 
como foi participado ás Cortes Geraes da Nação, pela Serenissima Senhora In- 
fanta D. Isabel Maria, Regente do Reino, na ausência de seus Irmãos, os Se- 
nhores D. Pedro IV, e do Infante D. Miguel, Logar Tenente do mesmo Se- 
nhor e Regente do Reino, em nome da Rainha D. Maria II, sua Sobrinha, e 
promettida Esposa, cargo era que havia sido investido por Carta Regia de 3 
de Julho de 1827. 

A 9 de Fevereiro de 1828, o Sereníssimo Senhor Infante D. Miguel, Re- 
gente do Reino, regressa a Portugal, aportando a Lisboa a 22 do mesmo 
mez, 6 a 26 ratifica o seu juramento á Carta Constitucional, perante as Cortes 
Geraes da Nação, para tal fim convocadas por Decreto da Senhora Infanta 

' o Decreto ori^nal nSo existe no Archivo Nacional; não passoa, como era de uso, pela Obancellaria-mór do Reino, 
nem se encontra nos Archivos das Secretarias d'E8tado. Um exemplar impresso d'este Decreto, revestido com a asslgnà- 
tnra do Conselheiro d"EsUdo, Ministro e Secretario dos Negócios do Reino, José Joaqaim d'Âlmeida e Aranjo Corrêa de 
Lacerda, achase na Bibliotheca Nacional de Lisboa. E o único exemplar assim legallsado de que temos noticia. 



XVIII 

Regente de 4 de Novembro de 1827; e então logo assumio a Regência do 
Reino, que de facto já exercitava desde o mencionado dia 22. 

A 13 de Março d'esse mesmo anno, o Senhor Infante, Regente em nome 
de sua Sobrinha, e já presumida esposa, dissolve as Cortes, e a 3 de Maio 
seguinte, convoca os Três Estados, segundo a antiga forma das Cortes do 
paiz, a fim de decidir graves pontos de direito portuguez. 

Os Três Estados não se haviam tornado a reunir desde 30 d' Abril de 
1698, no reinado d'El-Rei D. Pedro 11. Os Três Estados não tinham periodo 
certo da reunião ; todavia é para admirar que os Monarchas que áquelle suc- 
cederam, apesar de successos importantíssimos que durante os seus reinados 
tiveram logar, nunca julgassem necessária a convocação d'aquelle Congresso no 
longo periodo de 130 annos. 

El-Rei D. João Vi, abolindo por Decreto de 28 de Junho de 1823 a Cons- 
tituição Politica da Monarchia feita nas Cortes Geraes da Nação em 1822, pro- 
metteu dar uma nova Lei Fundamental mais consentânea com os costumes 
portuguezes, e manter os direitos e interesses das diversas classes do Estado : 
creou para esse effeito uma Junta, que dissolveu por Decreto de 4 de Junho de 
1824, determinando que essa lei seria formulada na forma das antigas Cortes 
Portuguezas, compostas dos Três Estados do Reino, clero, nobreza e povo (os 
três braços), que para tal fim seriam convocados, estabelecendo-se então os 
períodos certos e determinados para as reuniões d'esse Congresso ; mas não 
marcou desde logo a época da sua reunião : foi simples promessa. A idéa da 
convocação dos Três Estados suggerida por El-Rei D. João VI, foi julgada inop- 
portuna, e contraria ao regimen politico que desde o principio do século se 
havia efifeituado em algumas nações da Europa, por uma conferencia diplo- 
mática celebrada em Paris a 14 de Agosto de 1824, entre os Ministros da 
França, Rússia, Áustria, Prússia e Hespanha : todavia o Senhor Infante Re- 
gente, levou á execução aquelle propósito. 

Os Três Estados, por effeito da predita convocação, reuniram-se a 23 de 
Junho, e a 25 do mesmo raez proclamaram Rei ao Senhor Infante D. Miguel, 
titulo que logo assumiu no mesmo dia, e que seguidamente fora communicado 
aos Três Estados {Gazeta de Lisboa, n.° 158 de 1828). 

É para notar a precipitação d'esta resolução dos Três Estados, em vista 
do acto de reconhecimento do herdeiro da Coroa de Portugal, prestado pela 
Regência do Reino, e pela Camará dos Pares, instituída pela Carta Consti- 
tucional, acerca da Successão da Casa de Bragança nas duas Coroas de Por- 
tugal e Brazil, e particularmente na de Portugal, já indicada nas conferen- 
cias que houveram em Londres, em Agosto de 1823, e preliminares do Tratado 
de 25 d' Agosto d'esse anno, que reconheceu a independência da Nação Bra- 
zileira, onde a tal respeito foi apresentado na conferencia de 9 d' Agosto 
d'esse anno o seguinte Artigo Secreto: «Como por causa da acceitação da re- 
«nuncia pessoal do Imperador do Brazil, D. Pedro, á Coroa de Portugal, as 
«Cortes de Portugal devem determinar qual dos filhos do Imperador será 
«chamado á successão d'aquella Coroa por morte do presente Rei : entende-se 
«que as ditas Cortes podem chamar á successão o filho mais velho do dito 
n Imperador do Brazil, ou a filha mais velha, na falta de descendência mas- 
«culina (Biker, Supp. á Collec. de Trat. Tom. XXII, pag. 499). y) 

O importante facto das conferencias de Londres, que acima deixamos 
consignado, não devia, nem podia ser ignorado pela alta nobreza, nem pelos 
membros mais conspicuos dos Três Estados, e dar origem a hesitar, ou pelo 



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XIX 



menos não precipitar a resolução de um accôrdo, que alterava a ordem 
dynastica do paiz, e ia renovar lutas civis que tanto importava entorpecer e 
apagar. 

A abjuração tão rápida como inconsequente de muitos membros dos Três 
Estados, e particularmente os da alta nobreza, que compunha parte da Ca- 
mará dos Pares, faz presumir que a resolução dos Três Estados fora adrêde 
preparada para inaugurar novo Príncipe Reinante. 

Não se tendo realisado em Pessoa o Consorcio da Rainha, a Senhora 
D. Maria II, com seu tio o Serenissimo Senhor Infante D. Miguel, e julgado 
nullo aquelle acto pelo acontecimento a que temos alludido ao qual se seguiu 
a sanguinolenta guerra civil, da qual a historia pátria fará larga menção, 
a Rainha D. Maria II, sahiu do Brazil para a Europa, sob o titulo de Du- 
queza do Porto, sendo reconhecidos os seus direitos á Coroa de Portugal por 
algumas Potencias da Europa, no que foi sempre presistente a Corte dos 
Paizes Baixos, sendo Rei Guilherme Frederico de Orange-Nassau, dito Gui- 
lherme í. 

O Senhor D. Pedro I, Imperador do Brazil, resolveu a 7 de Abril de 
1831 abdicar a Coroa em seu filho primogénito o Senhor D Pedro II, e 
passar á Europa para sustentar os direitos de sua Filha á Coroa de Portu- 
gal, tomando o titulo de Duque de Bragança, Regente em nome da Senhora 
D. Maria II. 

Terminada a luta civil de que acima se faz menção, a Rainha D. Ma- 
ria II, desembarcou em Lisboa a 7 de Setembro de 1834, prestou o seu 
juramento ante as Cortes Geraes da Nação, e começou a governar o Reino 
a 20 de Setembro, havendo antes resignado a Regência seu Augusto Pae 
e dispensado pelas mesmas Cortes a 18 de Setembro, o impedimento de 
menoridade do Artigo 91.° da Carta Constitucional. O primeiro acto de So- 
berana que a Rainha practicou, foi nomear seu Augusto Pae Gran-Cruz da 
Antiga e muito nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito. 

A 1 de Dezembro de 1834 o Patriarcha de Lisboa declarou dissolvido 
o casamento por procuração effeituado a 29 de Outubro de 1826 com seu 
tio o Senhor Infante D. Miguel; e Sua Magestade a Rainha passou a no- 
vas núpcias, por procuração, em Munich a 5 de Novembro de 1834, e 
em Pessoa em Lisboa, na Sé Patriarchal, a 26 de Janeiro de 1835, com Sua 
Alteza o Príncipe D. Augusto Carlos Eugénio Napoleão, Duque de Leuchten- 
berg e de Santa Cruz ; Príncipe d'Èichstoed ; (nomeado) Marechal General do 
do exercito portuguez ; Gran-Cruz das Ordens Militares de Christo, São Bento 
d'Aviz e São Thiago da Espada; e de S. Miguel, de Baviera: nasceu a 9 
de Dezembro de 1810, e falleceu em Lisboa, no Real Paço das Necessidades, 
a 28 de Março de 1835, pelas 2 horas e 20 minutos da tarde, sem deixar 
successão ; filho e herdeiro de Sua Alteza o Príncipe Eugénio Beauharnais, 
Duque de Leuchtenberg e de Santa Cruz, e Príncipe d'Eschstoed ; e da Prin- 
ceza D. Augusta Amália, 1." filha do Rei de Baviera Maximihano José I. 

Sua Magestade a Rainha passou a segundas núpcias, por procuração, em 
Cobourg, a 1 de Janeiro de 1836, e em Pessoa na Sé Patriarchal de Lisboa 
a 9 de Abril do mesmo anno, como Príncipe D. Fernando Augusto. Francisco, 
António, Príncipe e Duque de Saxe-Cobourg-Gotha, Rei de Portugal, II do 
Nome; Marechal General do exercito portuguez: nasceu a 29 de Outu- 
bro de 1816, filho de Sua Alteza Real (tratamento conferido em Portugal 
por Decreto de 9 de Dezembro de 1835) o Príncipe Fernando Jorge Au- 



XX 

gusto, Duque de Saxe-Cobourg-Gotha ; e de sua mulher a Princeza de Kohary 
D. Maria Antónia Gabriella, filha e herdeira de Francisco José, Príncipe de 
Kohary, Senhor de Casabrag, Szitrya, Murany, Balogwar, Bimaszets, Terren- 
tschin, Fulk e Hetskermet, em Hungria; Walterskirchen, Ebenthal e Durn- 
krant na Áustria ; e de sua mulher a Princeza D. Maria Antónia de Waldstein- 
Wartemberg, de quem houve successão. 

El-Rei o Senhor D. Fernando II, passou a segundas núpcias, que se ce- 
lebraram em Bemfica, na Capella do Paço da Serenissima Senhora Infanta 
D. Isabel Maria, a 10 de Junho de 1869, com D. Eiiza Hensler Condessa 
d'Edla, na Prússia. 

El-Rei o Senhor D. Fernando II é Presidente da Academia Real das Scien- 
cias de Lisboa ; Gran-Cruz ('Banda) das Ordens Militares portuguezas de 
Nosso Senhor Jesu-Christo, de São Bento d'Aviz, de São Thiago da Espada ; 
Gran-C ruz das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; da 
Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; 
Condecorado com a Medalha militar de Ouro por bons serviços ; Cavalleiro 
da Insigne Ordem do Tosão de Ouro, de Hespanha, e da Ordem suprema da 
Santíssima Annunciada, de Sardenha; Gran-Cruz da Ordem de Ernesto Pio, 
de Saxe-Cobourg-Gotha ; de Santo Estevão, da Áustria ; do Cruzeiro do Sul, 
de Pedro I, e da Roza, do Brazil; de Leopoldo, da Bélgica; das Ordens da 
Coroa, e do Rei Frederico Augusto, de Saxonia ; da Águia Negra, e da Águia 
Vermelha, de Prússia ; de Santo Alexandre Newsky, de Santo André, de San- 
t'Anna, e da Águia Branca, da Rússia ; da Legião de Honra, de França ; do 
Elephante, da Dinamarca ; do Leão Neerlandez, dos Paizes Baixos ; dos Sera- 
fins, da Suécia ; de São Fernando, de Nápoles. 

El-Rei o Senhor D. Fernando II foi regente do Reino durante a meno- 
ridade de seu filho primogénito o Senhor D. Pedro V, Herdeiro e Successor 
do Throno de Portugal, desde o fallecimento da Rainha a Senhora D. Ma- 
ria II, a 15 de Novembro de 1853, até 16 de Setembro de 1855, em que 
El-Rei o Senhor D. Pedro V, completando dezoito annos de idade (a sua maio- 
ridade segundo a Carta Constitucional), assumio o Governo da Nação. 

Foi pela segunda vez Regente do Reino, desde 11 de Novembro de 
1861, em que falleceu El-Rei D. Pedro V, até 14 de Novembro do mesmo 
anno, em que El-Rei o Senhor D. Luiz I começou de reinar. 

l." D. Pedro v. —Foi o 30." Rei de Portugal (V. acima). 

2." D. Luiz i. — Actual Rei de Portugal (V. acima). 

3.° S. A. A Senhora Infanta D. Maria. — Nasc. no Real Paço das Necessi- 
dades pelas 10 horas e três quartos da manhã de 4 de Outubro de 1840, 
baptisada em seguida ao seu nascimento e fallecendo pouco depois. 

4." S. A. o Senhor D. JoÃo, Maria, Fernando, Pedro d'Alcantara, Miguel, 
Raphael, Gonzaga, Félix de Bragança e Bourbon, Infante de Portu- 
gal, Duque de Beja, e Duque de Saxe-Cobourg-Gotha. — Nasc. no Real 
Paço das Necessidades a 16 de Março de 1842, pelas 9 horas e 2 minutos 
da manhã ; foi baptisado na Real Capella do Paço das Necessidades a 16 do 
mez de Abril do mesmo anno, pelo Cardeal D. Francisco de São Luiz, 
Bispo resignatario de Coimbra, Patriarcha eleito de Lisboa, Capellão-mór 
da Rainha, e falleceu no Real Paço de Belém a 27 de Dezembro de 1867, 
pelas 8 horas da noite. Era Gran-Cruz e Alferes das Ordens Militares de 
Christo, S. Bento d'Aviz e S. Thiago da Espada ; Gran-Cruz da Ordem 
de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e da Antiga e Muito 



XXI 

Nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; Coronel effe- 
ctivo do regimento de cavallaria de Lanceiros n.° 2. — Sem successão. 
).° S. A. A. Senhora D. Maria Anna, Fernanda, Leopoldina, Michaela, Ra- 
FAELA, Gabriela, Carlota, Antónia, Júlia, Victoria, Praxedes, Fran- 
cisca d'Assis, Gonzaga, de Bragança e Bourbon, Saxe-Cobourg-Gotha. 
Infanta de Portugal, Duqueza de Saxe-Gobourg-Gotha, e Princeza de 
Saxonia Real. — Nasc. no Real Paço das Necessidades, a 21 de Julho de 
1843, pelas duas horas e meia da tarde, e foi baptisada na Real Capella 
do mesmo Paço a 10 d'Agosto do mesmo anno, pelo Cardeal Patriarcha de 
Lisboa Dom Francisco de S. Luiz Saraiva, Capellão-mór de S. M. S. A. é Gran- 
Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Dama das 
Ordens de Santa Izabel Rainha de Portugal, da Ordem de Sidónia, de 
Saxonia, e de Maria Luiza. de Hespanha. Renunciou os seus direitos even- 
tuaes á Coroa de Portugal por Acto de 14 de Abril de 1859, os quaes, 
conforme o disposto no artigo 2." da Carta de Lei de 12 de Fevereiro de 
1862, na falta de descendência masculina da Rainha a Sr." D. Maria II, 
poderá rehaver segundo a ordem de successão estabelecida na Carta Cons- 
titucional. 

Casou na Capella do sobredito Real Paço a 11 de Maio de 1859, com 
S. A. o Príncipe Frederico Augusto Jorge, Luiz, Guilherme, Maximiliano, 
Carlos, Maria, Nepomuceno, Baptista, Xavier, Syriaco, Romano, Duque de Sa- 
xonia Real, que nasc. a 8 d'Agosto de 1832 ; General de infanteria saxonia; 
Commandante em chefe do xii corpo do exercito federal ; Chefe do 7," regi- 
mento d'infanteria n." 106, do regimento de Fuzileiros n.° 108, e do re- 
gimento prussiano n.° 16 de Lanceiros de Altemark ; Gran-Cruz (Banda) 
das Ordens portuguezas de Christo e de S. Bento d'Aviz ; Gran-Cruz da 
Ordem da Coroa da Arruda, e da militar de Santo Henrique, de Saxonia. 

FILHOS 

1." Princeza Mathilde, María, Agostinha, Victoria, Leopoldina, 
Carolina, Luiza, Francisca, Josefina. — Nasc. a 19 de 
Março de 1863. 

2." Príncipe Frederico, Augusto, João, Luiz, Carlos, Gustavo, 
Gregório, Filippe. — Nasc. a 15 de Maio de 1865. Chefe do 
1.° regimento d'infanteria n.° 104; Tenente do 1.» regimento 
nLeib-Grenadier-Regiment» n." 100. 

3." Princeza Maria, Josefa, Luiza, Filippina, Isabel, Pia, Angé- 
lica, Margarida. — Nasc. a 31 de Maio de 1867. 

4.° Príncipe Joào, Jorge, Pio, Carlos, Leopoldo, Maria, Januário, 
Anacleto. — Nasc. cmDresde a 10 de Julho de 1869 ; Tenente 
do 1.° regimento de Fuzileiros «Príncipe Jorge n.° 8» ; Chefe 
do 8.** regimento de infanteria n.° 107. 

5." Príncipe Guilherme, Augusto, Alberto, Carlos, Gregório, 
Odon. — Nasc. a 25 de Fevereiro de 1875. 

6.° Príncipe Alberto, Carlos, António, Luiz, Guilherme, Victor. 
— Nasc. a 25 de Fevereiro de 1875. 



ô.'» S. A. A Senhora D. Antónia, Maria, Fernanda, Michaela, Gabriela, Ra- 
faela, d'Assis, Gonzaga, Silveria, Júlia, Augusta, de Bragança e Bour- 
bon, Saxe-Coboúrg-Gotha, Infanta de Portugal, Duqueza de Saxe-Co- 
bourg-Gotha, Princeza de Hohenzollern-Sigmarigen. — Nasc. no Real 
Paço de Belém a 17 de Fevereiro de 1845 pelas 10 horas e 45 minutos 
da tarde, e foi baptisada na Igreja de Santa Maria de Belém a 8 d' Abril 
do mesmo anno, pelo Bispo de Leiria Dom Guilherme Henriques de Carva- 
lho, no impedimento do Cardeal Patriarcha de Lisboa, Dom Francisco de 
São Luiz Saraiva, Capellão-mór de S. M. S. A. é Gran-Cruz da Ordem de 
Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Dama da Ordem de Santa 
Izabel, Rainha de Portugal ; Dama da Ordem de Luiza, da Prússia. 

Renunciou o seu direito eventual á Coroa de Portugal por Acto de 
9 de Setembro de 1861, o qual, pelo artigo 2.° da Carta de Lei de 12 de 



XXII 

FífV'erciro de 1862, poderá reliavcr, na falta de descendência masculina da 
Rainlia a Senhora I). Maria II, segundo a ordem de successão estabelecida 
na Carla Constitucional. Casou em Lisboa, na Capella do Real Paço das 
Necessidades, a 12 de Setembro de 1861, com S. A. o Príncipe Leopoldo, 
Estevão, Carlos, António, Gustavo, Eduardo, Thassilo, Príncipe hereditário 
de Hohenzollern-Sigmaringen, que nasc. a 22 de Setembro de 1835; Te- 
nente General do exercito prussiano ; filho do Príncipe de Hohenzollern- 
Sigmaringen, Carlos António, e de sua mulher a Princeza D. Josefina 
Frederica ; Gran-Cruz (Banda) das Ordens portuguezas de Ch riste e de 
S. Bento d'Aviz ; Gran-Cruz da Ordem de Hohenzollern, e da Águia Ver- 
melha da Prússia. 

FILHOS 

1 ." O Príncipe Guilherme, Augusto, Carlos, José, Fernando, Pe- 
dro, Bento, que nasc. no Castello de Benrath a 7 de Março 
de 1864. 

2." O Príncipe Fernando, Victor, Alberto, Mainrad, que nasc. 
em Sigmaringen a 24 d'Agosto de 1865. 

3." O Príncipe Carlos, António, Frederico, Guilherme, Luiz, que 
nasc. a 1 de Setembro de 1868. 

7. " S. A. Senhor Infante D. Fernando, Maria, Luiz, Miguel, Gabriel, Ra- 
fael, Gonzaga, Francisco d'Assis, António, Apollinario, de Bragança 
E Bourbon, Saxe-Cobourg-Gotha, Infante de Portugal, Duque de Saxe- 
CoBOURG-GoTHA. — Nasc. no Real Paço de Belém a 23 de Julhç de 1846, pelas 
3 horas da manhã, e foi baptisado na Igreja de Santa Maria de Belém a 
25 d' Agosto do mesmo anno, pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa Dom Gui- 
lherme Henriques de Carvalho, Capellão mór de S. M. Falleceu no Real 
Palácio das Necessidades, pelas einco horas da manhã de 6 de Novembro 
de 1861. S. A. Sereníssima era Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora 
da Conceição de Villa Viçosa, e Tenente de Caçadores n." 5. 

8," S, A. o Senhor Infante D. Augusto, Maria, Fernando, Carlos, Miguel, 
Gabriel, Rafael, Agrícola, Francisco d'Assis, Pedro d'Alcantara, 
LoYOLA, de Bragança e Bourbon, Infante de Portugal, Duque de Coim- 
bra, E Duque de Saxe-Cobourg-Gotha. — Nasc. no Real Paço das Necessida- 
des a 4 de Novembro de 1847, pela 1 hora e vinte cinco minutos da tarde, 
e foi baptisado no mesmo dia, como em caso de necessidade, pelo Cardeal 
Dom Guilherme Henriques de Carvalho, Capellão-mór de S. M., e a 2 de 
Dezembro do mesmo anno, lhe foram postos os Santos Óleos na Real Ca- 
pella do mesmo Paço pelo sobredito Cardeal. Sua Alteza é Gran-Cruz e 
Glaveiro das Ordens militares de Christo e de São Bento d'Aviz ; Gran- 
Cruz das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; da Antiga 
e Muito Nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; Gran- 
Cruz da distincta Ordem de Carlos 'iii,. de Hespanha; General de Divisão 
honorário. 

9.° S. A. o Senhor Infante D. Leopoldo. — Nasc. no Paço das Necessidades a 7 de 
Maio de 1849, pelas duas horas e meia da tarde, e falleceu momentos 
depois. S. A. foi extrahido pelos médicos e facultativos da Real Camará, 
por meio do instrumento denominado ar^péo rubro, conformo a declaração 
c auto celebrado pelos mesmos facultativos. 

10." S, A. A Senhora InfantaD. Maria. — Nasc. a 3 de Fevereiro de 1851, no Real 
Paço das Necessidades, pelas duas horas e meia da manhã ; em seguida foi 
baptisada pelo Cardeal Patriarcha Carvalho, e falleceu no mesmo dia. 

U." S, A. o Senhor Infante D. Eugénio Maria. — Nasc. a 15 de Novembro de 
1853 no Real Paço das Necessidades, e falleceu no mesmo dia. 

AVÔS 

Sua Magestade Imperial Real, o Senhor D. Pedro IV, do Nome; 28." 
Rei de Portugal, 24.° dos Algarves, 22." Duque de Bragança, 21." Marquez 



XXIII 

de Villa Viçosa; 23." Conde de Barcellos; 19." de Guimarães, d'Ourem, de 
Faria e de Neiva; 25.° d'Arrayolos ; 1." Imperador do Brazii. — Nasc. no Paço 
de Queluz, a 12 d'Outubro de 1798, pelas seis e meia horas da manhã, e 
foi baptisado na Real Capella do mencionado Paço, a 19 do dito mez, pelo 
Cardeal Patriarcha de Lisboa Dom José Francisco Miguel António dé Men- 
donça, Capellão-mór da Rainha D. Maria I e do Principe Regente D. João 
com os nomes de : 

D. Pedro d' Alcântara, Francisco, António, João, Carlos, Xavier de Paula, 
Miguel, Rafael, Joaquim, José, Gonzaga, Paschoal, Cypriano, Serafino, de Bra- 
gança e Bourbon. Foi Infante de Portugal e Principe da Beira em 11 de 
Junho de 1801, e do Brazii em 20 de Março de 1816; Gran-Prior do Crato; 
e depois Principe do Reino unido de Portugal, Brazii e Algarves (em 9 de 
Janeiro de 1817); Regente do Reino do Brazii em Nome de Seu Pae em 22 
de Abril de 1821 : proclamado pela Camará Municipal povo e tropas do Rio 
de Janeiro, Regente Constitucional e Perpetuo Defensor do Brazii (13 de Maio 
de 1822), acclamado Imperador do Brazii (12 de Outubro de 1822), e co- 
roado a 1 de Dezembro do mesmo anno ; reconhecida a separação e depen- 
dência do Brazii pela Carta Patente d'ElRei D. João VI de 13 de Maio de 
1825, e depois pelo Tratado de 25 d' Agosto, ratificado e confirmado pela 
Carta de Lei de 15 de Novembro de 1825, publicado e mandado executar 
no Brazii por Decreto do Imperador D. Pedro I, a 10 d'Abril de 1826. A 
16 de Novembro de 1825 instituiu a Ordem do Seu Nome, ora denominada 
d(\ Cruzeiro Sul, e posteriormente a Ordem da Rosa, do Brazii. 

O Senhor D. Pedro IV succedeu no Throno de Portugal a 10 de Março 
de 1826, a Seu Pae El-Rei D. João VI; e foi reconhecido legitimo herdeiro 
pela Regência do Reino em 1826, e pelas Cortes Geraes da Nação: n'essa 
qualidade outhorgou a Carta Constitucional de 29 d' Abril de 1826, e abdicou 
a Coroa em Sua Augusta Filha a Senhora D. Maria II da Gloria. A Carta 
Constitucional foi entregue á Regência do Reino, em Lisboa a 7 de Julho do 
mesmo anno. Em consequência de sérios motins levantados no Rio de Janeiro, 
acerca do Governo do Imperador, resolve este abdicar também a Coroa Im- 
perial, a 7 de Abril de 1831,' em seu filho primogénito o Senhor D. Pedro II, 
d' Alcântara e no dia immediato embarca para a Europa a bordo da Nau In- 
gleza Warspite, d'onde passou para a fragata franceza Volage. • 

Chegando á Europa em 1831, resolve sustentar os direitos da Coroa de sua 
Filha, collocar-se á frente dos poucos portuguezes que na Ilha Terceira, desde 23 de 
Junho de 1 828, sustentavam e defendiam aquelles direitos ; e como Pae e Tutor, e 
natural defensor dos direitos de Sua Augusta Filha á Coroa de Portugal, que 
lhe era disputada por seu Tio o Senhor Infante D. Miguel, sáe de Bellé Isle 
o Senhor D. Pedro a 20 de Fevereiro .de 1832, sob o titulo de Duque de 
Bragança, com direcção á cidade d'Angra (Ilha Terceira), a bordo da Fragata 
Portugueza Rainha de Portugal; e a 3 de Março de 1832, proclama e as- 
sume a Regência, que em Nome da Rainha ali estava funccionando, por Seu 
Decreto de 29 de Junho de 1829, e exerce aquella Regência (que fora appro- 
vada e confirmada pelas Cortes Geraes da Nação em 23 e 28 d'Agosto de 
1834) até o dia 19 de Setembro de 1834, em que foi pelas mesmas Cortes 
declarada a maioridade da Rainha, que logo no dia seguinte prestou jura- 
mento e assumio a direcção do Governo do Reino. 

Teve o Senhor D. Pedro as seguintes condecorações : Gran-Mestre das 
Ordens de Nosso Senhor Jesus Christo, de São Bento d'Aviz, de S. Thiago 



XXIV 

da Espada, da Antiga Ordem da Torre Espada, creada em 1459 por El-Rei 
D. Affonso V, e de novo restaurada em 13 de Maio de 1808, e regulamentada 
pelo Príncipe Regente D. João em Nome da Rainha D. Maria I, por Carta de 
Lei de 29 de Novembro de 1808, ampliada por alvará de 5 de Julho de 1809, 
e reformada ultimamente em 1832, e da qual fora Commendador-mór, emquanto 
Príncipe da Beira ; Gran Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa, creada por El-Rei D. João VI a 6 de Fevereiro de 1818 ; Gran- 
Cruz das Ordens do Cruzeiro e da Rosa, por Elle instituidas no Brazil ; Ca- 
valleiro da Insigne Ordem do Tosão d'Ouro, e Gran-Cruz das Ordens de 
Carlos in, e da Americana de Isabel a Catholica, de Hespanha ; Gran-Cruz das 
Ordens do Santo Espirito, de São Luiz, e de São Miguel, de França; Gran-Cruz 
da Ordem de Santo Estevão, da Hungria, e de S. Miguel, da Baviera ; Gran-Cruz 
da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito, 
reformada a 28 de Julho de 1832 pelo Duque de Bragança, Regente em 
Nome da Rainha, e pela mesma Augusta Senhora nomeado Gran-Cruz a 20 de 
Setembro de 1834, por occasião de ser declarada a sua maioridade. Casou 
em 1." núpcias a 13 de Maio de 1817, com a Archiduqueza d' Áustria 
D. Maria Leopoldina Josefa Carolina, que nasc. a 22 de Janeiro de 1797, e 
falleceu no Rio de Janeijo a 11 de Dezembro de 1826, da qual houve suc- 
cessão ; 2.' filha de Francisco I Imperador d'Austria, e de sua 2." esposa a 
Imperatriz D. Maria Thereza Carolina, Princeza das Duas Sicilias. 

Passou a 2/' núpcias, a 2 d'Agosto de 1829, com D. Amélia Augusta 
Eugenia Napoleão Beaaharnais, que nasceu a 31 de Julho de 1812: Impera- 
triz viuva, que falleceu era Lisboa, no Palácio das Janellas Verdes pelas cinco 
horas da manhã de 26 de Janeiro de 1873, de quem houve successão ; 3." 
filha do Príncipe Eugénio Beauharnais, Duque de Leuchtenberg, e Príncipe 
d'Eichsted e Santa Cruz, e da Princeza D. Augusta Amália, filha de Maximiliano 
Rei de Baviera, e da Rainha D. Frederica Guilhermina, Princeza de Baden. 

FILHOS DO 1.0 MATRIMONIO 

1." Sua Magestade a Rainha D. Maria ii da Gloria, Rainha de 
Portugal. (V. acima). 

2.° S. A. R. o Senhor D. João Carlos, Príncipe da Reira, que 
nasc. no Rio de Janeiro a 6 de Março de 1821, e falleceu no 
Rio de Janeiro a 4 de Fevereiro de 1822. 

3." S. A. I. A Princeza D. Januaria, Maria, Joanna, Carlota, 
Leopoldina, Francisca, Xavier, de Paula, Michaela, Ga- 
briela, Rafaela, Gonzaga. Nasc. a 11 de Março de 1822, no 
Rio de Janeiro. Condecorada com a Ordem da Cruz Estrellada 
d' Áustria, e com a Banda da Ordem das Damas Nobres de 
Maria Luiza de Hespanha. Casou a 28 d'Abril de 1844 com 
S. A. R. o Príncipe Luiz, Carlos, Maria, José de Bourbon, 
Príncipe das Duas Sicilias; Conde d'Aquila; Almirante honorá- 
rio da armada Drasileira; Gavalleiro da Insigne Ordem do To- 
são d'Ouro, d'Hespanba ; Gran-Cruz das Ordens de São Januá- 
rio e de São Fernando, de Nápoles ; das Ordens do Cruzeiro do 
Sul, de Pedro I, da Roza, de Christo e de São Bento d'Aviz, 
de São Thiago da Espada, do Brazil. Nasc. cm Nápoles a 19 
de Julho de 1824, filho de Francisco I, Rei das Duas Sicilias. 

FILHOS 

1." S. A. o Príncipe D. Luiz, Maria, Fernando, Pe- 
dro d'Alcantara, e Bourbon. — Nasc. em Nápoles a 
18 de Julho, de 184b, e casou (morganatícamente) 



XXV 



a 20 de Março de 1869, com a Senhora D. Maria 

Amália Hamel. 
2." S. A. o Príncipe D. Filippe, Maria Pedro d'Al- 

CANTARA E BouRBON. Nasc. a 12 d'Agosto de 1846. 

Dignitário da Ordem do Cruzeiro do Sul, do Brazil. 
S. A. I. aPrinceza d. Paula Marianna. Nasc. no Paço do Rio 
de Janei-ro a 17 de Fevereiro de 1823 e falleceu no mesmo 
Paço a 16 de Janeiro 1833. 
S. A. I. A Princeza d. Francisca, Carolina, Joanna, Carlota, 
Leopoldina, Romana, Xavier, de Paula, Michaela, Gabriela, 
Rafaela, Gonzaga. Princeza de Joinville. Nasc. no Paço do 
Rio de Janeiro a 2 d' Agosto de 1824, e casou a 1 de Maio de 
1843, com S. A. R. o Príncipe Francisco, Fernando, Filippe, 
Luiz, Maria, d'Orleans, Príncipe de Joinville. Gran-Cruz da 
Ordem da Legião de Honra, de França, e da Ordem do Cru- 
zeiro do Sul, do Brazil ; Vice-Almirante da armada franceza : 
nasc. a 14 d'Agosto de 1818 em NeuUy (França). 

FILHOS 

i.' A Senhora D. Francisca, Maria, Amélia, d'Or- 

LEANS, DUQUEZA DE CHARTRES, NaSC. Cm Ncully 

a 14 d' Agosto de 1844, e casou a 11 de Junho de 
1863 com seu primo Roberto, Filippe, Luiz, Eu- 
génio, Fernando, d'Orleans, Duque de Chartres, que 
nasc. em Paris a 9 de Novembro de 1840. Coro- 
nel de cavallaria do exercito francez, 1." filho de 
Fernando, Filippe, Luiz, Carlos, Henrique, José, 
d'Orleans, JDuque d'Orleans (1.° filho de Luiz Fi- 
lippe I, Rei de França), e da Gran-Duqueza hcridita- 
ria de Mecklembourg Schewerin D. Helena, Luiza, 
Elisabeth. 

FILHOS 



1 ." A Princeza Maria, Amélia, Francisca, 
Helena, d'Orleans. Nasc. a 13 de Ja- 
neiro de 1865 em Ham, perto de Ri- 
chmond, em Inglaterra. 
2.° O Príncipe Roberto, Franciso, Luiz, Fi- 
lippe, Fernando, Maria. Nasc. a 1 
de Janeiro de 1866, em Ham. 
3." O Príncipe Henrique. Nasc. a 14 de 

Outubro de 1867, em Ham. 
4.° A Princeza D. Margarida. Nasc. a 25 
de Janeiro de 1869, em Ham. 
2.° O Príncipe D. Pedro, Filippe, Joào, Maria d'Or- 
LEANS, Duque de Pentievre. Nasc. a 5 de No- 
vembro de 1845, em Saint-Cloud (França) : Te- 
nente da armada franceza. 
6." S. M. I. o Senhor D. Pedro ii db Alcântara, Joào, Carlos, 
Leopoldo Salvador, Bibiano, Xavier, de Paula, Leocadio, 
Miguel, Gabriel, Rafael, Gonzaga. II Imperador Constitu- 
t cioNAL E Defensor Perpetuo do Brazil. Nasc. a 2 de Dezem- 
bro de 1825, no Palácio da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Suc- 
cedeu no Throno, por abdicação do Imperador seu Augusto 
Pae o Senhor D. Pedro I, em 7 d' Abril de 1831. Declarado 
maior, tomou as rédeas do governo em 23 de Julho de 1840, 
e foi sagrado e coroado em 18 de Julho de 1841. Gran-Mes- 
tre e Gran-Cruz das Ordens do Cruzeiro do Sul, de Pedro I, da 
Rosa, de Nosso Senhor Jesus-Christo, de São Bento d*Aviz, de 



XXVI 



São Tliiago da Espada, de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa, de Portugal, e da Antiga e Muito Nobre Ordem da 
Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito; das Ordens de 
São Fernando e de S. Januário, das Duas Sicilias ; de Santo 
Estevão de Hungria, da Áustria ; de Leopoldo, da Bélgica ; 
Gavalleiro da Ordem do Elephantc, de Dinamarca; Gran- 
Cruz da Ordem da Legião de Honra, de França, e do Sal- 
vador, da Grécia; Gavalleiro da insigne Ordem do Tosão de Ouro, 
de Hespanlia; Gran-Gruz da Ordem do Leão Neerlandez, dos 
Paizes Baixos; Gavalleiro da Ordem da Jarreteira, de Ingla- 
terra ; Gran-Gruz da Ordem de São João de Jerusalém, c do 
Santo Sepulchro, de Roma; da Ordem Imperial, Angélica, 
Gonstantiniana de São Jorge, de Parma ; da Águia Negra, da 
Prússia ; de Santo André, de Santa Gatharina, de Santo Ale- 
xandre Newski, da Águia Branca, de SanfAnna e de Santo Es- 
tanislau, da Rússia ; Gavalleiro da Ordem Suprema da Santís- 
sima Annunciada, de Itália; Gran-Gruz das Ordens da Estrella 
Polar e dos Serafins, da Suécia ; da Insigne Ordem doMedjidié, 
da Turquia. Gasou por procuração em Nápoles, a 30 de Maio 
de 1843, e em Pessoa no Rio de Janeiro a 4 de Setembro do 
mesmo anno, com Sua Magestade a Imperatriz D. Tbereza 
Christina Maria, que nasc. a 14 de Março de 1822, filha de 
Francisco I Rei das Duas Sicilias : condecorada com a Banda 
das Ordens, de Santa Isabel, Rainha de Portugal ; da Ordem 
Hespanhola das Damas de Maria Luiza; da Cruz Estrellada, 
d' Áustria ; da Ordem Bávara de Santa Isabel ; Gran-Gruz da 
Ordem do Santo Sepulchro, e Dama de Honra de devoção da 
Ordem de S. João de Jerusalém, de Roma. 

FILHOS 

1." S. A. I. o Príncipe D. Affonso. — Nasc. a 23 de 
Fevereiro de 1845, e falleceu a 11 de Junho de 
1847. 

2." S. A. A Senhora D. Isabel, Christina, Leopoldina, 
Augusta, Michaela, Gabriela, Rafaela, Gon- 
zaga, Pringeza Imperial e Herdeira presum- 
PTiVA DA GoRÔA DO Brazil. Nasc. a 29 de Ju- 
lho de 1846, no Palácio da Boa Vista, no Rio de 
Janeiro. Condecorada com a Banda da Ordem 
de Santa Isabel, Rainha de Portugal ; com a Cruz 
Estrellada, d'Austria ; com a Banda das Damas de 
Maria Luiza, de Hespanha. Casou a 15 de Ou- 
tubro de 1864 com S. A. I. o Senhor D. Luiz 
Filippe, Maria, Fernando, Gastão de Orleans, 
Conde d'Eu, em França ; Conselheiro de Estado 
do Império do Brazil ; Marechal do exercito bra- 
zileiro ; Gran-Gruz das Ordens do Cruzeiro do 
Sul, de Pedro I, da Rosa, de Christo, de São 
Bento d'Aviz e de São Thiago da Espada, do Bra- 
zil ; com a Gran-Gruz da Antiga e Muito Nobre 
Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mé- 
rito, de Portugal ; com a Ordem de Ernesto Pio, 
de Saxonia ; de Santo Estevão, de Hungria ; Ga- 
valleiro de 1.° Classe da Real e Militar Ordem 
Hespanhola de São Fernando e Mérito, e com as 
Medalhas, Hespanhola da guerra d'Africa, e da 
Campanha geral do Paraguay f Mérito Militar, 
e da Uruguayna. — Nasc. em Neuilly, França, a 
29 d'Abril de 1842, filho do Duque de Nemours 



XXVII 

Luiz Carlos Filíppe de Orleans, c da Princeza D. Vi- 
ctoria Augusta, Duqueza de Saxe Cobourg Golha. 

FILHOS 

1.° S. A. L o Príncipe do Gran-Pará 
D. Pedro d'Alcantara, Luiz Fi- 
líppe, Maria, Gastão, Miguel, Ga- 
briel, Rafael, Gonzaga. — Nasc. a 
15 de Outubro de 1875, em Petró- 
polis, provincia do Rio de Janeiro. 
2.* S. A. I. o Príncipe D. Luiz Filippk, 
d'Alcantara, Maria, Gastão, Mi- 
guel, Rafael, Gabriel, Gonzaga. 
— Nasc. a 26 de Janeiro de 1878 
em Petrópolis, provincia do Rio de 
Janeiro. 
3.° S. A. I. a Senhora D. Leopoldina, Thereza, Fran- 
cisca, Carolina, Michaela, Gabriela, Rafaela, 
Gonzaga, Duqueza de Saxonia. -? Nasc. a 13 de 
Julho de 1847, no Palácio da Roa Vista do Rio de 
Janeiro, e falleceu em Vienna d' Áustria a 7 de 
Fevereiro de 1871, tendo casado, a 15 de Dezem- 
bro de 1864, com S. A. R. o Senhor D. Luiz Au- 
gusto, Maria, Eudes; Príncipe de Saxe Cobourg 
Gotha ; Duque de Saxe ; Almirante da armada Im- 
perial ; Gran-Cruz da Ordem de Ernesto Pio de 
Saxonia ; Gran-Cruz das Ordens do Cruzeiro do 
Sul, de Pedro I, da Roza, de Christo, de São 
Rento d'Aviz, e de São Thiago da Espada; con- 
decorado com a Medalha da guerra Uruguayana. 
— Nasc. a 9 de Agosto de 1845, em Vienna d' Áus- 
tria, 2.» filho do Príncipe de Saxe Cobourg-Gotha, 
Augusto, Luiz, Victor, e da Princeza D. Maria 
Clementina de Orleans, filha de Luiz Filippe I Rei 
de França. 

FILHOS 

1." S. A. o Príncipe D. Pedro, Augusto, 
Luiz, Maria, Miguel, Gabriel, Ra- 
fael, Gonzaga. — Nasc. a 19 do 
Março de 1866 no Rio de Janeiro. 

2." S. A. o Príncipe D. Augusto Leopoldo, 
Filippe, Maria, Miguel, Gabriel 
Rafael, Gonzaga. Nasc. a 6 de De- 
zembro de 1867, no Rio de Janeiro. 

3.« S. A. o Príncipe D. José Fernando, 
Francisco, Maria, Miguel, Gabriel, 
Rafael, Gonzaga. — Nasc. a 20 de 
Maio de 1869, no Rio de Janeiro. 

4.0 S. A. o Príncipe D. Luiz Gastão, Cle- 
mente, Maria, Miguel, Rafael, Gon- 
zaga. — Nasc. a 16 de Setembro de 
1870, em Vienna d' Áustria. 



FILHOS DO 2." MATRIMONIO 

(Do Sr. D. Pedro I Imperador do BrazU) 

7.0 S. A I. A Princeza D. Maria Amelta. — Nasc. em Paris a 14 
de Dezembro de 1831, e falleceu na Cidade do Funchal, Ilha 



XXVIII 

da Madeira, a 4 de Fevereiro de 18S3, pelas 4 lioras dama 
nhã. 

(Legitimada) 

8." S. A. A Senhora D. Isabel Maria d' Alcântara (Brasileira) 
Duqueza de Goy az, com tratamento d' Alteza. — Nasc. a 23 de 
Maio de 1823. 

BISAVÓS 

O Senhor D. João vi, 27." Rei de Portugal; 23." dos Algarves ; 1." 
Rei do Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves ; Imperador titular do 
Brazil; 8." Principe da Beira e do Brazil, e 21.° Duque de Bragança; 
18.» de Guimarães; 16." de Barcellos ; 20.° Marquez de Villa Viçosa; 24.° 
Conde d'Arrayolos ; 22.° Conde de Ourem e de Barcellos, de Faria e de 
Neiva; 19.° de Guimarães. Nasceu no Paço da Real Quinta de Queluz a 13 
de Março de 1767, e foi baptisado a 24 do mesmo mez, na Real Capella do 
dito Paço, pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa, Dom Francisco de Saldanha, 
Capellão-mór da Rainha D. Maria i, e de seu marido El-Rei D. Pedro iii. 

Foi Gran Prior do Crato, e Senhor da Serenissima Casa do Infantado, 
pelo fallecimento de seu irmão o Principe Real D. José a 20 de Setembro 
de 1788: Gran-Mestre das Ordens Militares de Nosso Senhor Jesus Christo ; 
de São Bento d'Aviz ; de São Thiago da Espada ; da Torre Espada, res- 
taurada em de Maio de 1808, á qual deu nova forma e regulamento pela 
Lei de 29 de Novembro do mesmo anno, ampliado por Alvará de 5 de Julho 
de 1809; de São João de Jerusalém, e Gran-Prior em Portugal; Gran-Cruz 
da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, por Elle.instituida 
a 6 de Fevereiro de 1818. Cavalleiro da Insigne Ordem do Tosão de Ouro, 
e Gran-Cruz das Ordens de Carlos iii. São Fernando e Isabel a Catholica, em 
Hespanha ; do Santo Espirito, São Luiz, São Miguel e da Legião de Honra, em 
França; de Leopoldo da Áustria e de Santo Estevão, de Hungria; da Coroa 
de Ferro, da Itália, (fundada por Napoleão i, na qualidade de Rei, a 5 de 
Junho de 1805); das de Santo André, Santo Alexandre Newsky e de Santa 
Anna, da Rússia ; Cavalleiro da Ordem da Jarreteira, em Inglaterra ; Gran- 
Cruz da Ordem do Elephante, em Dinamarca ; do Leão Neerlandez, dos 
Paizes Baixos ; da Águia Negra, na Prússia. 

Serviu de Condestavel do Reino, no acto da acclamação de Sua Augusta 
Mãe a Rainha D. Maria i, a 13 de Maio de 1777. Succedeu na Casa do 
Infantado, por fallecimento de seu Irmão primogénito o Principe do Brazil 
D. José, a 11 de Setembro de 1788, a qual a herdara de seu Pae El-Rei 
D. Pedro iii a 25 de Maio de 1786, passando por aquelle motivo a ser 
Principe da Beira e do Brazil. 

Em consequência da grave enfermidade de sua mãe, a Rainha D. Maria i, 
tomou a si a direcção dos negócios do Estado, como Regente, de facto, e 
em nome d'Ella, sem alteração na norma dos Despachos, Decretando isto 
por seu motu próprio em 10 de Fevereiro de 1792 (sem para isso convocar 
os Três Estados e Cortes do Reino), governando assim até 14 de Julho de 
1799; principiou a governar, como Principe Regente, desde 15 do mesmo 
mez e anno até ao fallecimento da mesma Augusta Rainha, em que succedeu 
na Coroa; e começou a reinar como Soberano á 20 de Março de 1816, 
sendo acclamado e coroado Rei do Reino Unido de Portugal e Brazil, no Rio 
de Janeiro, a 6 de Fevereiro de 1818. 



XXIX 

Por effeito da invasão do Reino de Portugal, pelas tropas de Napoleão I 
Imperador de França, passou El-Rei com a Real Familia ao Brazil a 29 de 
Novembro de 1807 : chegou á Bahia de Todos os Santos a 21 de Janeiro, 
e ao Rio de Janeiro a 8 de Março de 1808, e alli estabeleceu o governo do 
Reino e suas dependências. 

A idéa da Familia Real partir para uma possessão transatlântica, foi 
de novo suggerida pelo governo inglez por intermédio do seu ministro era 
Lisboa, lord Roberto Fitz Gerald, em 11 de Novembro de 1803, prevendo já 
a referida invasão, propondo-se a defender as costas de Portugal com as es- 
quadras britânicas. Este mesmo pensamento já havia sido apresentado a ou- 
tros Monarchas, e designadamente a El-Rei D. João IV, D. João V e D. José I, 
e anteriormente ao Senhor D. António, Prior do Crato, que não julgaram 
conveniente de acceitar. 

D'aqui se vê o grande interesse que, desde longe, a Inglaterra punha 
em adiantar a colonisação e civilisação do Brazil, com a mira de estender 
o seu commercio ,e poderio, e quiçá apressar o periodo da emancipação d'esta 
colónia portugueza : sempre os nossos bons amigos e alliados, ou com mais 
verdade, os alliados mais ardilosos e pertinazes de Portugal. 

O exercito invasor sob o commando do general Junot entrou em Lisboa 
a 30 de Novembro de 1807, e logo em seguida declarou em nome de Na- 
poleão I, que a familia de Bragança havia deixado de reinar em Portugal ; 
e nomeou na qualidade de Governador do Reino um conselho de Gfoverno, do 
qual infelizmente fizeram parte alguns portuguezes, afim de substituir a Re- 
gência que o Rei nomeara. ^ 

Declaração sirailhante já se tinha feito anteriormente em França pelo 
jornal oflâcial o Moniteur de 13 de Novembro do mesmo anno. 

Este governo intruso durou apenas 9 mezes ; e n'este periodo além de 
absorver todos os rendimentos do Estado, lançou sobre Portugal uma contri- 
buição extraordinária de guerra de 40 milhões de- cruzados. 

O jugo estrangeiro principiou a ser repellido pela cidade do Porto a 
19 de Junho de 1808, inaugurando uma Junta provisória do Governo do 
Reino, 8 organisando forças para sustentar a independência de Portugal e a 
dynastia de Bragança. Em breves dias a Nação inteira abraçou o grito le- 
vantado no Porto : tropas portuguezas começam a bater-se heroicamente 
contra as francezas em vários pontos do nosso território, até que estas, au- 
xiliadas pelas tropas britânicas, formaram o exercito Anglo-Luzo, que deno- 
dadamente fez a Guerra .Peninsular, repellindo audaciosamente as tropas 
francezas de Portugal ; e mais tarde, coadjuvadas pelas tropas hespanholas, per- 
seguindo-as para além dos Pyreneos. 

Á historia, pois, cabe relatar os factos gloriosos que tanto renome deram 
ás tropas inglezas, portuguezas e hespanholas. 

Restabeleceu como Príncipe Regente, em 13 de Maio de 1808, a antiga 
Ordem da Torre e Espada, que fora instituída por El-Rei D. Affonso V no 
anno de 1459; e para premiar os feitos da Guerra Peninsular deu á mesma 

' Membros do Conselho do Governo invasor (Junot^. 

Mr. Herman, Serretario de Estado, encarregado da Repartição do Interior e das Flnançaa. 
Mr. Pedro de Mello Breyner, Conselheiro do Governo na Repartição do Interior. 
Mr. Francisco de Azevedo Coutinho, Conselheiro do Governo na Repartição daa Finanças. 
Mr. Lhuitte, Secretario de Estado, encarregado da Guerra e da Marinha. 
Mr. Conde de Sampaio, Conselheiro do Governo da Repartição da Guerra e da Marinha. 

Mr. Principal D. Francisco Raphael da Castro, Conselheiro do Governo, encarregado da Justiça e dos Cultos, 
eom o titulo de Regedor. 

Mr. Viennez-Vaiwblanc, Secretario Geral. 
(Caltndritr de LUbonnt pour Van 1808, pag, 10), 

4 



XXX 

Ordem nova forma e Regulamento, por Carta de Lei de 29 de Novembro de 
1808, que ampliou por Alvará de 5 de Julho de 1809. 

Por Decreto de 6 de Fevereiro de 1818 creou e deu Estatutos á Ordem 
de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, Padroeira do Reino, deter- 
minando que as Senhoras Rainhas e Infantas de Portugal fossem Gran-Cruzes 
d'esta Ordem, sem prejuiso dó numero effectivo para tal grau designado. 

El-Rei D. João Vi elevou o Principado do Brazil á cathegoria de Reino 
a 16 de Dezembro de 1815, e lhe deu armas em 13 de Maio de 1816, in- 
titulando-se Rei do Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves. 

Terminada a guerra peninsu^r, e liberto Portugal de seus invasores, 
voltou El-Rei á Europa deixando no Brazil seu filho primogénito, o Senhor 
Dom Pedro d' Alcântara, Principe da Beira e do Brazil, na qualidade de Re- 
gente e seu Logar Tenente no governo provisório do Reino do Brazil, apor- 
tando ao Tejo pelas 11 horas da manhã de 3 de Julho de 1821 : no dia 4 
desembarcou, ratificou perante as Cortes geraes o seu juramento ás bases 
da Constituição de 1830, e reassumiu o governo do Estado, findando assim 
as Regências que na sua ausência o tinham administrado, em virtude do Real 
Decreto de 26 de Novembro de 1807, bem como a que fora nomeada pelas 
Cortes geraes. 

Governou El-Rei D. João VI, por espaço de 34 annos, vindo a fallecer 
no Real Paço da Bemposta no dia 10 de Março de 1826. ^ 

Senhor D. João VI é na serie dos Reis de Portugal cognominado o 
Clemente, em attençào ás repetidas manifestações e provas do seu bondoso 
coração, e magnanimidade d'alma ; todavia teve um reinado infeliz, porque 
durante elle successivamente viu mutilar o Reino que herdara, na perda de 
territórios em Africa e na America do Sul ; e finalmente a da separação do 
Principado do Brazil que elle próprio elevara a Reino, onde se manifestaram 
gravíssimos acontecimentos, pelos quaes foi desligado e perpetuamente sepa- 
rado da Monarchia Portugueza, e declarado Império independente por Carta 
Patente de 13 de Maio de 1825, á qual se seguiu o Tratado de Separação 
assignado no Rio de Janeiro a 29 d'Agosto, e ratificado em Lisboa por Carta 
de Lei de 15 de Novembro do mesmo anno. 

Este Tratado e Carta de Lei foram mandados executar no novo Império 
por Decreto de 10 de Março de 1826^ conservando El-Rei D. João VI apenas 
o tratam.ento de Imperador titular do Brazil. 

No continente do Reino, também se perderam os territórios d'01ivença, 
de que durante a invasão franceza as tropas haspanholas, então d'accordo 
com a França, se apossaram, e que a Hespanha nunca nos restituiu, não 
obstante os accôrdos. e disposição expressa do Congresso de Vienna d' Áustria 
em 1815, e do Tratado de 9 de Junho d'esse anno, nos artigos 105.", 106." 
e 107.° relativos a Portugal. O facto da posse arbitraria da Hespanha no 
nosso dominio em Olivença, nas condições acima relatadas, restituição já an- 
teriormente ajustada com a mesma Nação pelo Tratado de 6 de Junho de 
1801, deixa pouco a confiar no effeito dos tratados e accôrdos das Nações, 
ainda que pactuadas em solemnes e famosos Congressos diplomáticos, como 
foi o de Vienna d'Austria. 

Casou ElRei, sendo Principe, a 8 de Maio de 1785, com a Sereníssima 

1 Sobre a morte â'£URe{ D. João VI, existem algumas apprehensôes. Ê certo que no Real cadáver, cm quanto 
eiteve em^camara ardente, se nSo tornaram visíveis alguns signaes suspeitosos ; todavia foi para estranhar, segundo os 
nsos da Corte, que El-Rei tivesse luvas calçadas, e que sobre a mão assim coberta se realisasse o beijamSo da Corte. 

^ Este facto foi-nos aaegurado por nm antigo titular, caracter houradisslmo e insuspeito, que fora áquelle acto, sendi 
ent&o mui Joven. Este titular, mui conhecido pela sua apreciada illnatraçio, é o sr. V. de J., que ainda vive 



^Senh 



XXXI 



enhora Infanta de Hespanha D. Carlota Joaquina de Bourbon, 1." filha de 
El-Rei D. Carlos IV das Ilespanhas, e da Rainha D. Maria Luiza Thereza de 
Bourbon, Duqueza de Parma e Rainha das Hespanhas. A Senhora Infanta 
D. Carlota Joaquina foi pelo seu casamento Princeza da Beira e do Brazil, 
Rainha do Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves, Imperatriz titular do 
Brazil, e Rainha de Portugal e Algarves. Nasceu no P^ço de Aranjuez (Hes- 
panha) a 25 d' Abril de 1775, e falleceu no Real Paço de Queluz pelas três 
horas e três quartos da tarde de 7 de Janeiro de 1830. 

A Senhora D. Carlota Joaquina, auctorisada por Decreto do seu marido 
o Príncipe Regente do Reino, datado de 4 de Novembro de 1801, instituiu 
(pela primeira vez em Portugal) uma Ordem exclusivamente destinada ás 
Damas sob a designação de Ordem das Damas Nobres de Santa Izabel, cujos 
Estatutos foram confirmados por Alvará de 25 d'Abril de 1804. 

FILHOS 

1." S. A. S. A Senhora D. Maria, Thereza, Francisca d*Assis, Antónia, Car- 
lota, JoANNA, JosEF.v, Xavier dje Paula, Michaela, Rafaela, Izarel, 
Gonzaga, de Bragança e Bourbon. — Princeza da Beira, Gran-Cruz da 
Ordem de Nossa SENuonA da Conceição de Villa Viçosa, Dama das Or- 
dens DE Santa Izabel Rainha de Poutugal, e de Maria Luiza de 
Hespanha. — Nasceu no Real Paço de Queluz pelas 6 horas e 40 minutos 
da manhã de 29 d'AbriI de 1793, e foi baplisada a 6 de Maio seguinte 
na Real Capella do mesmo Paço, pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa 
D. José Francisco Miguel António de Mendonça, Gapellão-mór da Rainha 
a Senhora D. Maria I. Casou no Real Paço do Rio de Janeiro a 13 de 
Maio de 1810, com seu Primo o Senhor D. Pedro Cailos de Bourbon e 
Bragança, Infante de Hespanha, Almirante General da Marinha Portu- 
gueza (nomeado em 13 de Maio de 1810) ; Cavalleiro da Insigne Ordem 
do Tosão d'Ouro de Hespanha ; Gran-Cruz das Ordens Militares de Christo, 
de São Bento d'Aviz, e da Antiga Ordem da Torre Espada, de Portugal ; 
Gran-Cruz da distincla Ordem de Carlos III e de São João de Jerusalém, 
de Hespanha ; Gran-Prior da Ordem de São João de Jerusalém, de Cas- 
lella e Leão. Nasceu no Palácio d' Aranjuez a 18 de Julho de 1787, e 
falleceu no Rio de Janeiro a 26 de Maio de 1813 : filho do Senhor Infante 
de Hespanha D. Gabriel, e de sua esposa a Senhora Infanta de Portugal 
D. Marianna Victòria, filha de Sua Magestade a Rainha D. Maria I, e 
de seu esposo e Tio paterno El-Rei D. Pedro III. 

A Senhora Infanta passou a segundas núpcias em Salzburgo, por 
procuração a 2 de Fevereiro de 1838, e em pessoa em Aspeitia a 20 
d'Outubro do mesmo ânno, com seu Tio e Cunhado D. Carlos Maria 
Isidoro, Infante de Hespanha ; Cavalleiro da Insigne Ordem do Tosão 
d'Ouro ; Gran-Cruz das Ordens militares de Calatrava e de Alcântara, 
de Hespanha ; Cavalleiro da Ordem de São Januário ; Gran-Cruz da 
Ordem de São Fernando e Mérito, das Duas Sicilias, e da Legião de 
Honra de França. Nasceu a 29 de Março de 1788, e falleceu em Trieste 
a 10 de Março de 1853, depois de longa disputa á successão da Coroa 
de Hespanha, contra sua Sobrinha a Rainha D. Maria Izabel II, confir- 
mada Successora a seu Pae Fernando VII por Decreto de 29 de Março 
de 1830, e proclamada Rainha de Hespanha em 2 de Outubro de 1833 : 
renunciando o predito Senhor Infante em 18 de Março de 1845 os seus 
direitos á mesma Coroa, em seu filho primogénito Carlos Luiz Maria, 
Conde de Montemolim. Nasceu a 31 de Janeiro de 1818, e falleceji a 13 
de Janeiro de 1861. 

O Senhor Infante D. Carlos,' Maria, Isidoro, era viuvo de sua pri- 
meira esposa a Senhora Infanta de PorlUja;al, D. Maria Francisca d' Assis 
que falleceu em Inglaterra a 4 de Setembro de 1834, o." filha d'El-Rei 
D. João VI. (V. adeantej. 



XXXII 



FILHO DO l.** MATRIMONIO 

S. A. o Sereníssimo Senhor Infante D. Sebastião, Gabriel, 
Carlos, João, José, Francisco Xavier, de Paula, Miguel, 
Bartholomeu, de Sao GiMiNiANO, Rafael, Gonzaga, de Bour- 
bon e Bragança. — Infante de Portugal (declarado por A Ivará 
' de 9 de Janeiro de 1811); Infante de Hespanha ; Gran-Cruz 
Prior da Ordem de São João de Jerusalém, de Castella e de 
Leão ; Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição 
DE ViLLA Viçosa, de Portugal; Gavalleiro da Insigne Ordem 
DO Tosão de Ouro, e Gran-Cruz das Ordens militares de São 
Fernando e da distingta Ordem de Carlos III, de Hespa- 
nha ; Gran-Cruz da Ordem de São Fernando e Mérito, das 
Duas Sigilias ; Gran Cruz da Ordem do Mérito de São Luiz, 
DE Parma. — Nasceu no Rio de Janeiro a 4 de Novembro de 
1811, e foi baptisado a 17 de Dezembro do mesmo anno; falle- 
ceu em Madrid a 13 de Fevereiro de 1875. 

Casou por procuração a 7 d' Abril, e em pessoa a 25 de 
Maio de 1832, com a Senhora D. Maria Amélia, Princeza das 
Duas Sicilias, que nasceu a 25 de Fevereiro de 1818, e falleceu a 
6 de Novembro de 1837, da qual não houve successão : 4.» filha 
. de Francisco I, Rei das Duas Sicilias, e de sua segunda esposa 

a Rainha D. Maria Izabel, Infanta de Hespanha e filha de 
Carlos IV, Rei de Hespanha. 

Passou a segundas núpcias em Madrid, a 19 de Novembro 
de 1860, com sua Prima a Senhora D. Maria Christina Izabel, 
Infanta de Hespanha, que nasceu a 5 de Junho de 1833 ; 6.* 
filha de seu Tio o Senhor D. Francisco de Paula, Infante de 
Hespanha, e de sua primeira esposa a Princeza D. Luiza, Ca- 
rolina, Maria, Izabel, 3." filha do segundo matrimonio de Fran- 
cisco I, Rei das Duas Sicilias, Infanta de Hespanha, e da Rainha 
D. Maria Izabel filha de Carlos IV, Rei das Hespanhas. 

FILHOS DO 2.** MATRIMONIO 

1." Senhor Infante D. Francisco, Maria, Izabel, 
Gabriel, Pedro, Sebastião, Affonso, de Bourbon 
Y Bourbon. — Nasceu em Madrid a 20 de Agosto 
de 1861. 
2," O Senhor Infante D. Pedro d'Alcantara, Maria 
da Guadalupe, Thereza, Izabel, Francisco d'As- 
sis, Gabriel, Sebastião, Christina, de Bourbon y 
Bourbon. — Nasceu em Madrid a 12 de Dezembro 
de 1862. 
3." O Senhor Infante D. Luiz, de Jesus Maria, Iza- 
bel, José, Francisco d'Assis, Sebastião, Chris- 
tina, DE Bourbon y Bourbon. — Nasceu em Ma- 
drid a 17 de Janeiro de 1864. 
4." O Senhor Infante D. Affonso, Maria, Izabel, Fran- 
cisco, Eugénio, Sebastião de Bourbon, y Bourbon. 
— Nasceu em Madrid a 15 de Novembro de 1866. 
5." O Senhor Infante D. Gabriel, Jesus Maria, Al- 
berto, Sebastião, Christina, de Bourbon y Bour- 
bon. —Nasceu em Madrid a 22 de Março de 1869. 
2." S. A. o Sereníssimo Senhor D. António, Príncipe da Beira. — Nasceu no 
Palácio de Queluz pelas 7 horas e 45 minutos da tarde de 21 de Março 
de 1795, e foi baptisado pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa, Dom José Fran- 
cisco de Mendonça, Capellão-mór da Rainha D. Maria i e de S. A. o Prín- 
cipe Regente, depois Rei D. João vi, a 11 d' Abril do mesmo anno na Salla 



XXXIII 

da Musica do Palácio do Queluz por nao ter a Capella Real d'aquelle Pa- 
lácio a capacidade suíficiente para tal f uncção. — Falleceu de bexigas pelas 
8 horas e meia da noite de 11 de Junho de 1801, e na noite de 14 do 
mesmo mez foi o seu corpo depositado no Real deposito de São Vicente de 
Fora, em Lisboa. 
3." S. A. A Sereníssima Senhora Infanta D. Maria Isadel, Francisca de 
Bragança.— Nasc. no Real Palácio de Queluz pelas 6 horas e 10 minutos 
da manhã de 19 de Maio de 1797, e foi baptisada pelo predito Cardeal Pa- 
triarcha de Lisboa na tarde do dia 5 de Junho d'aquello anno, na Ca- 
pella do mesmo Real Palácio. Casou por procuração, a 22 de Fevereiro de 
1816, e em Pessoa, em Cadiz a 5 de Setembro do mesmo anno, com S. M. 
El-Rei D. Fernando VII Rei de Hespanha, seu Tio, do qual foi segunda 
mulher. 

A Senhora Infanta, Rainha, D. Maria Isabel, e sua Irmã a Senhora In- 
fanta D. Maria Francisca d'Assis, esposa do sr. Infante de Hespanha, 
D. Carlos Maria, haviam chegado á bahia de Cadiz, a bordo da nau Por- 
tugueza S. Sebastião, pela volta da uma e meia horas da tarde do dia 4 
de Setembro de 1816 (Gazeta de Lisboa). A Rainha de Hespanha D. Maria 
Isabel, outr'ora Infanta de Portugal, falleceu em Madrid a 26 de Dezem- 
bro de 1818 sem deixar successor. 
4." O Senhor D. Pedro IV d'Algantara, 28." Rei de Portugal e dos Algarves ; 
22 " Duque de Bragança, etc. ; 1.° Imperador e Defensor Perpetuo do 
Brazil, etc. (V. acima). 
o." A Sereníssima Senhora D. Maria Francisca d'Assis, da Maternidade, 
Xavier de Paula, d'Algantara, Antónia, Joaquina, Gonzaga, Carlota, 
Mónica, Senhorinha, Soter e Gaia, de Bragança e Bourbon. — Nasc. 
no Real Palácio de Queluz, pela uma hora e três quartos da manhã 
de 22 d' Abril de 1800. Infanta de Portugal ; Gran-Cruz da Ordem de Nossa 
Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Dama da Ordem das Damas No- 
bres de Santa Isabel Rainha de Portugal. 

Foi baptisada a 4 de Maio seguinte na Real Capella do mesmo 
Palácio, pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa D. José Francisco de Men- 
donça, Capellão-mór da Rainha D. Maria i e do Príncipe Regente do 
Reino o Senhor D. João, depois Rei vi do nome. Falleceu em Inglaterra 
a 4 de Setembro de 1834, tendo casado por procuração a 22 de Fevereiro 
de 1816, e em Pessoa a 5 de Setembro do mesmo anno, na cidade de 
Cadiz, com seu Tio o Senhor D. Carlos Maria José Isidoro, Infante de 
Hespanha, que nascera a 29 de Março de 1778, e falleceu em Trieste a 
10 de Março de 1833, sob o titulo de Conde de Molina, que adoptara 
desde 18 de Maio de 1845; era Cavalleiro da Insigne Ordem do Tosão de 
Ouro, de Hespanha ; Gran-Cruz das Ordens Militares de S. Thiago, e de 
Nossa Senhora da Monteza, ambas de Hespanha; Cavalleiro Gran-Cruz 
das Ordens de São Januário, e de São Fernando e Mérito, das Duas Sici- 
lias ; Gran-Cruz da Ordem da Legião de Honra, de França. 

O Senhor Infante D. Carlos, passou a segundas núpcias, por procuração 
em Salzburgo, a 2 de Fevereiro de 1838, e em pessoa a 20 d'Outubro do 
mesmo anno, em Aspeitia, com sua Cunhada e Sobrinha, a Senhora D. 
Maria Thereza de Bragança, Infanta de Hespanha, e antes de Portugal, 
viuva desde 4 de Julho de 1812 de seu Irmão e Cunhado o Sereníssimo 
Senhor Infante D. Pedro Carlos, Infante de Hespanha, e Almirante Ge- 
neral da armada portugueza. 

O Senhor Infante D. Carlos, depois do fallccimento de seu Irmão o Se- 
nhor D. Fernando vii. Rei das''Hespanhas, que teve logar a 29 de Setembro 
de 1833, disputou a successão d*aquella coroa, còm o motivo do im- 
pedimento da lei Sálica, contra sua Sobrinha D. Maria Isabel ii. Rainha 
das Hespanhas, que em virtude da successão decretada a 29 de Março de 
1830, e roborada pela disposição testamentária de seu Pae, datada de 
12 de Junho do mesmo anno, subiu ao throno das Hespanhas sob a Tu- 
tella e Regência, durante a menoridade, de sua Mãe a Rainha D. Maria 
Christina, Filha de Francisco i Rei das Duas Sicilias. 

A Senhora D. Maria Isabel ii Rainha Catholica, foi acclamada 



XXXIV 



Rainha em Madrid a 2 d'Outubro do 1833, q declarada maior pelas Cortes 
de Hespaulia, a 8 de Novembro de 1843. 

Após uma porfiada e sanguinolenta lucta civil de mais de sete annos, 
o Senhor Infante D. Carlos teve de abandonar o território hespanhol, o 
de entrar em França, e em Bourges, a 18 do Maio de 1845, renun- 
ciou os seus presuppostos direitos áquella Coroa em seu Filho primogé- 
nito, o Príncipe das Astúrias D. Carlos, tomando para si, desde este 
periodo, o titulo do Conde de Molina. 

FILHOS 

1.** D. Carlos Luiz, Maria, Fernando, Infante de Hespanha e 
Príncipe das Astúrias : nasc. a 31 de Janeiro de .1818. Acceitou 
a cessão paterna dos direitos á Coroa de Hespanha que lhe fizera 
seu Pae a 18 de Março de 184S, e tomou desde logo o titulo de 
Conde de Montemolim. Depois de pequena lucta levantada pelos 
seus sequazes em seu favor, teve de abandonar a Hespanha 
e reentrar em Bourges a 16 de Setembro de 1846. Falleceu em 
Trieste, pelas b horas da tarde de 13 de Junho de 1861, depois 
de curta enfermidade. Casou a 10 de Julho de 18b0 com a 
Princeza D. Maria Carolina Fernando, que nasc. a 29 de Feve- 
reiro de 1820, filha de Francisco i Rei das Duas Sicilias e de 
sua segunda esposa e Rainha D. Maria Thereza Isabel, que falle- 
ceu também- em Trieste, pelas onze horas da noite de 13 de 
Junho de 1861, sobrevivendo apenas seis horas a seu esposo. 
— Sem successão. 

2.° D. JoÀo Carlos, Maria, Isidoro, Infante de Hespanha: nasc. 
a 15 de Maio de 1822. O Infante, em consequência do falle- 
cimento de seu Pac e falta de successão de seu Irmão o Prin- 
cipe das Astúrias, proclamou de Londres, a 5 de Junho de 18b9, 
aos hespanhoes, sustentando os seus direitos á Coroa de Hespa- 
nha. Casou a 6 de Fevereiro de 1847 com a Senhora D. Maria 
Beatriz, Anna, Francisca, Archiduqueza d' Áustria e Este, que 
nasc. a 13 de Fevereiro de 1824, 2.* filha de Francisco ii Du- 
que de Módena, e da Duqueza D. Maria Beatriz Victoria, filha 
de Victor Manuel i Rei de Sardenha. 

O Senhor Infante D. João Carlos renunciou a 31 d'Outubro 
de 1868, os seus presuppostos direitos á coroa de Hespanha,^ 
em favor de seu Filho primogénito, D. Carlos Maria, Duque de 
Madrid. 

' FILHOS 

1.° D. Carlos, Maria, das Dores, Joio, Isidoro, José, 
Francisco, Quirino, António, Miguel, Rafael, 
DE Bourbon y Bourbon. Nasc. a 30 de Março de 
1848, e casou em Froschsdorf (baixa Áustria) a 
4 de Fevereiro de 1867, com D. Margarida, Maria, 
Thereza, Henriqueta, Princeza de Parma, que nasc. 
a 1 de Janeiro de 1847, filha de Fernando Car- 
los III Duque de Parma. 

FILHOS 

1." D. Branca de Castella, Maria, da Con- 
ceição, Thebesa, Francisca d'Assis, 
Margarida, Joanna, Beatriz, Carlo- 
ta, LuizA, Fernanda, Aldegonda, El- 
vira, Affonso, Regina, José, Michaela, 
Gabriella, Rafaela de Bourbon. — 
Nasc. em Gratz a 7 de Setembro de 1868. 



XXXV 

2." TiiiAGo (Jacques) Joa.0, Caulos, Affonso, 
FiLiPPE DE Bourbon. — Nasc. a 27 de 
Junho de 1870. 

3." D. Elvira, Maria, Thereza, Henri- 
, QUETA. — Nasc. em. Génova a 28 de 

Julho de 1871. 

4." D. Maria, Beatriz, Taereza, Carlota. 

— Nasc. em Pau (França) a 21 de Março 
de 1874. 

5.° D. Maria, Altce, Ildefonso, Margarida. 

— Nasc. em Pau a 21 de Junho de 1876. 
2." D, ArfoNso, Carlos, Fernando, José, J^oào, Pio de 

Bourbon. — Nasc. a 12 de Setembro de 1849, e ca- 
sou no Castello de Heubac (Baviera) a 26 d' Abril do 
1871 com a Senhora D. Maria das Neves, 1.' filha 
do Sereníssimo Senhor Infante de Portugal D. Mi- 
guel, e de sua mulher a Sereníssima Senhora 
D. Adelaide Sophia, Princeza de Leewestein-Wer- 
theim. (V. adiante). 
3.° D. Fernando, Maria, José. — Infante de Hespanha. 
Nasc. a 19 d'Outubro de 1824 e falleceu a. . . 
6.* S. A., A Sereníssima Senhora D. Isabel, Maria, da Conceição, Joanna, 
Gualberta, Anna, Francisca d' Assis, Xavier de Paula, d'Alcantara, 
Antónia, Rafaela, Michaela, Gabriela, Joaquina, Gonzaga, de Bra- 
gança E Bourbon. — Infanta de Portugal ; Gran-Cruz da Ordem de Nossa 
Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Dama das Ordens de Santa Isabel, 
Rainha de Portugal, e das Damas nobres de Maria Luiza, de Hespanha ; 
Condecorada com a Cruz Eslrellada, da Áustria. Nasc. no Real Palácio 
de Queluz, pelas dez horas e meia da manhã de 4 de Julho de 1801, e 
foi baptisada na Real Capella do mesmo Palácio a 12 do mesmo mez 
pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa, D. José Francisco do Mendonça, Ca- 
pellão mór da Rainha D. Maria i e do Príncipe Regente D. João, depois 
VI do nome. 

A Senhora Infanta foi nomeada por El-Rei seu Pae, para presidir á 
Junta da Regência do Reino instaurada por Decreto de 6 de Março de 
1826, ^ durante a enfermidade do dito Senhor, e no caso de fallccí- 
mento, em quanto o legitimo Herdeiro c Successor da Coroa de Portugal 
não desse providencias a tal respeito. 

S. A. a Senhora Infanta, depois do fallecimento de seu Pae a 10 de 
Março de 1826, assumiu a Presidência da Junta da Regencja, por esta 
Decretada na data acima referida, até que seu Irmão o Senhor D. Pedro iv, 
reconhecido legitimo Herdeiro e Successor da Coroa por seus Irmãos e 
pelas Cortes Geraes da Nação, resolvesse a tal respeito. (Cartas de 6 d' Abril 
6 12 de Maio de 1826. liiker. Collecção de Tratados, Tom. 1). 

Eífectivamente o Senhor D, Pedro, por Decreto de 26 de d' Abril do 

DECRETO 

' «Por ser conveniente dar providencia ao Governo d'e<tei Reinos e Domiaios, em qaanto dnrar a moleatia, com 
qne presentemente Me Acho, para que a suspensão dos negócios, ainda sendo breve, os não accumule de forma qne de- 
pois se faça roais diflScuUosa a expedição d'elle8 : Hei por bem encarregar o sobredito Governo á Infanta D. Issbel Ma- 
ria, Minha Muito Amada e Prezada Filha, juntamente com os Conseiheiro» de Estado Cardeal Patriarcha Eleito, Daqae 
de Cadaval, Marquez de Vallada, Conde dos Arcos, e o Conselheiro Ministro e Secretario da Estado em cada hama das 
suas respectivas Secretarias d'Estado, decidindo-se todos os Negócios i pluralidade de votos, sendo sempre decisivo o da 
dita Infanta no caso de empate : os quaes todos Espero que administrarão jnstiça aos Meus Pieis Vassallos, e obrarão 
em tudo o mais com o acerto, que Desejo: B esta Minha Imperial e Real Determinação regulará também para o caso, 
em qne Deus seja servido chimar-Me á sua Santa Gloria, em qaanto o legitimo Herdeiro e Successor desta Coroa não 
dér as Snas providencias a este respeito. E para que conste d'esta Minha Imperial e Real Resolação, Ordeno que o Con- 
selheiro d'E3tado José Joaquim de Almeida e Araújo Corrêa de Lacerda, Men Ministro e Secretario d'E8tado dos Negó- 
cios do Reino, depois que este Decreto fõr por Mira Rubricado, envie a todas as Repartições competentes as copiaa d'e]le, 
ii» qnaes, indo pelo dito Ministra e Secretario de Estado dos Negócios do Reino sobrescritas, se dará todo o credito 
como ao próprio original, sem embargo de quaesquer Leis, Disposições, e Ordens em contrario. Palácio da Bemposta 
em seis de Março de mil oitocentos e vinte e seis — Com a Rubrica de Sua Magestade O Imptrador, e Rti Notto Stnhor.> 

Suppltmtnto ao n." Ò6 da Oateta de Lisboa. — O original d^ute Dtertto não te tneontra tm parte alguma, gut u 
laiba : o unieo exemplar impresso, asslgnado pela mão do Ministro Jo':é Joaquim de Almeida e Araújo Corrêa de La- 
cerda, de que ha coahecimento, existe na collecção da Repartição dos Manuscriptos da Bibliotheca Nacional de Lisboa, 
que nós Timos, e reconhecemos n'oIle a referenda do Ex."* Ministro. 



XXXVI 



mesmo anno, confirmou e continuou a instituida Regência, até á instal- 
lação da que havia de decretar na Carta Constitucional, que ia promulgar. 

A 2 de Maio seguinte, abdicou o Senhor D. Tcdro iv, debaixo de cer- 
tas condições, os seus direitos á Coroa da Monarchia portugueza, na pes- 
soa de sua Filha a Senhora D. Maria (ii) da Gloria, futura Rainha rei- 
nante de Portugal, a qual deveria casar com seu Tio o Sereníssimo Se- 
nhor Infante D. Miguel. 

Outhorgou o Senhor D. Pedro a promettida Carta Constitucional a 
a 29 d'Abril de 1826, a qual foi jurada pela Serenissima Senhora Infanta 
Regente, pela Nação a 12 de Julho, e pelo Sereníssimo Senhtir Infante 
D. Miguel, em Vienna d'Austria onde então se achava, a 4 d'Outubro. 

Investida, de novo a Serenissima Senhora Infanta D. Isabel Maria 
na Regência do Reino, em virtude do artigo 92." da Carta Constitucional, 
que dispõe : — «A Regência pertencerá ao parente mais chegado do Rei, se- 
gundo a ordem da succesòão, que seja maior de vinte e cinco annos», visto 
o Infante não ter ainda os vinte e cinco aanos legaes, e estar ausente 
do Reino, continuou com esta preeminência até 22 de Fevereiro de 1828, 
governando o Reino em nome d'El-Rei D. Pedro iv, tanto por não estar 
ainda proclamada Rainha Sua Sobrinha a Senhora D. Maria ii, como 
por se não haverem ainda realisado todas as clausulas da abdicação, 
prestando n'essa qualidade os devidos juramentos como Regente do Reino, 
e de observância e fidelidade á Carta Gonstitucibnal perante as Cortes 
Geraes. 

Todos os actos da Regência da Senhora Infanta foram continuados, 
feitos e publicados em Nome d'El-Rei D. Pedro iv. 

Celebrados em Vienna d'Austria a 29 d'Outubro de 1826 os esponsaes 
da Rainha D. Maria II, por procuração que dera ao Rarão de Villa Secca, 
, Ministro Plenipotenciário de S. M. o Imperador do Brazil junto da Corte 
de Vienna, com seu Tio o Senhor Infante D. Miguel (V. acima pag. XVII), 
acto este que não só teve o aprazimento de toda a Família Real, como 
também do paiz, segundo se mostra da felicitação da Camará dos Dignos 
Pares datada de 29 de Novembro seguinte, respondida pelo Senhor Infante 
a 2b de Fevereiro de 1827. 

Constituído o Senhor Infante D. Miguel presumido esposo da futura 
Rainha, em consequência dos esponsaes que acabamos de mencionar, o 
Senhor D. Pedro IV, por Decreto de 3 de Julho de 1827, nomeou o Senhor 
Infante D. Miguel seu Logar-Tenente, outhorgando-lhe como Rei de Por- 
tugal todos os poderes para governar o Reino, como Regente, em confor- 
midade com a Carta Constitucional, acto e encargo que o Infante acceitou, 
dirigindo-se para Lisboa, onde desembarcou da Fragata Portugueza Pérola 
a 22 de Fevereiro de 1828. 

Cessou de facto desde a noite d'aquelle dia a Regência da Senhora 
Infanta D. Isabel Maria, que ella immediata e promptamente desde logo 
entregou a seu Irmão, e officialmente a contar do dia 26 em que o Se- 
reníssimo Senhor Infante D. Miguel assumiu perante as Cortes Geraes 
a Regência do Reino, renovando o seu juramento de fidelidade ao legitimo 
Monarcha, e á Carta 'Constitucional. 

Foi a Senhora Infanta D. Isabel Maria dotada de bastante viveza 
do entendimento, e houve-se com grande moderação e certa fidelidade 
apparente no cumprimento dos seus deveres, como primeira executora 
dos preceitos da Carta Constitucional inaugurada durante a sua Regên- 
cia ; podendo conter sem actos de rigor as demasias dos partidos exal- 
tados liberal e absoluto, que por mais de uma vez se manifestaram, 
particularmente este ultimo, subtilmente protegido pelo governo da nação 
visinha. Educada a Senhora Infanta D. Isabel Maria n'um regimen mui 
diverso d'aquelle que a Carta Constitucional estabelecia, não é muito para 
extranhar, que não abraçasse de boamente as theorias democráticas da 
Carta, nem também a Monarchia Constitucional que com ella se fundava. 
O partido liberal nunca confiou na sinceridade da acceitação e dissimulada 
obediência da Senhora Infanta aos princípios da Carta Constitucional, e 
os actos seguintes da vida d'esta Senhora comprovaram por mais de uma 



XXXVII 

vez, conforme as noticias oíficiaes e coníidenciaes que por vezes chegaram 
ao governo, de que não era fallaz este èonceito. 

Pertence mais ao historiador descrever e criticar os actos da Regên- 
cia e vida politica da Senhora Infanta ; nós apenas como genealogistas 
lançamos estes ligeiros traços das altas funcções que aquella Sereníssima 
Infanta exercitara no Paiz, limitando-nos a pôr em relevo e chamar a 
altenção para o seu manifesto datado de 20 d'Abril de 1828, copiado da 
Gazeta de Lisboa n." 114, de 11 de Maio de 1828, cujo original — próprio 
punho — existe no Archivo da Secretaria d'Estudo dos Negócios do Reino. ' 
Este manifesto, é uma verdadeira expansão politica dos sentimentos de 
.absolutismo que a Senhora Infanta sempre abrigou em seu coração, e que 
ella directa e indirectamente patrocinou em varias conjuncturas, termi- 
nando por legar exclusivamente os seus bens particulares e directos, ha- 
vidos ou a haver, em pró dos filhos de seu Irmão o Senhor Infante 
D. Miguel, premunindo-sc, para maior seguridade do seu legado, de uma 
astuciosa evasiva, que dissimulava, e ao mesmo tempo a certificava da 
fiel execução do seu reservado pensamento. 
7.** S. A. o Sereníssimo Senhor Infante D. Miguel, Maria, do Patrocínio, 
João, Carlos, Fra.ncisco d'Assis, Xavier de Paula, Pedro d'Alcantara, 
António, Rafael, Gabriel, Joaquim, José, Gonzaga, Evaristo de Bra- 
gança e Bourbon. — Nasceu no Real Palácio de Queluz a 20 d'Outubro 
de 1802, depois das 6 horas da manhã, e foi baptisado a 14 de Novembro 
do mesmo anuo, pelas S horas da tarde, na Gapella do mesmo Palácio, 
pelo Cardeal Patriarcha de Lisboa Dom José Francisco de Mendonça, 
Capellão-mór da Rainha D. Mar^a l e do Príncipe Regente o Senhor 
D. João, depois Rei, VI do nome. 

O Senhor Infante foi Gran-Prior do Grato, da Ordem de São João de 
Jerusalém, Priorado de Portugal ; Claveiro das Ordens Militares de Nosso 
Senhor JesusChristo, de São Thiago da Espada, de São Bento d'Aviz, 
e da Torre Espada ; Grau Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição 
de Villa Viçosa ; Cavalleii'o da Insigne Ordem do Tosão d'Ouro, de Hes- 
panha ; Gran-Cruz das Ordens de Santo Estevão, de Hungria ; do Cruzeiro 
do Sul, do Brazil; de São Fernando e Mérito, e de Carlos III, da Hespanha ; 
do Espirito Santo, de São Luiz, e de São Miguel, de França ; de Santo 
André Newsky, da Rússia ; Commandante em Chefe do Exercito portuguez 
(29 de Julho de 1823) ; Logar-Tenente e Regente do Reino (3 de Julho 
de 1827). 

Achando-se o Senhor Infante em Vienna d' Áustria, na occasião do 
falleciraento d'El-Rei D. João VI, seu Pae ; prestado o reconhecimento 
de fidelidade ao Successor da Coroa, o Senhor D. Pedro IV, seu Irmão, 
conforme as Cartas que lhe dirigira em 6 d' Abril e 12 de Maio de 1826 ; 
acccite e jurada a Carta Constitucional que este oulhorgára a 29 d' Abril 
do dito anno ; acceite lambem por Esposa sua Sobrinha a Senhora D. Maria 
da Gloria, filha primogénita do dito seu Irmão El-Rei D Pedro IV, que 
n'ella havia abdicado condicionalmente a Coroa de Portugal a 2 de Maio 
de 1826; celebrados os esponsaes por procuração em Vienna d'Austria a 
29 d'Outubro do mesmo anno com a predita sua Sobrinha, pela Augusta 
Contrahente não ter ainda a idade legal ; finalmente investido, a 3 de 
Julho de 1827, o Senhor Infante da Regência do Reino e Logar-Tenente 
d'El-Rei D. Pedro IV, em quanto se não completassem as clausulas da 
referida abdicação, seguiu o Senhor Infante de Vienna d' Áustria para 
Portugal a tomar o governo do Reino, na qualidade de Regente, e des- 
embarcou em Belém, de bordo da Fragata Portugueza Pérola, pelas 4 

' Ea a Infanta Dona Izabel Maria declaro, como Me compre, que pessoas mal intencionadas, e da sentimentos con- 
trários ao sorêgo, e tranquilidade, que devem manter-se entre os bons Portiignezes, re tem injusta e indevidamente, nestes 
próximos tempos, servido do iíeu Nome, para á sombra de httm falso pretexto persuadir dos incautos e desapercebidos, doutri- 
nas erradas, e máximas perniciosas, com os sinis'tros fiiu de destruir o Altar e o Throno : e chegando ao Meu conliecimt-nto tão 
ouzado abnzo : Quero, e he Minha plena e livre vontade, e de Meu motu próprio, detestar, t declarar por faluas, e pérfidas simi- 
Ihantes imputações, diametralmente oppostas aos sentimentos do Meu Real coração, sempre disposto e inclinado a procurar, e sol- 
licitar tudo quanto possa ser útil, e conveniente a estes liemos. Assim o Declaro e Firmo debaixo da Minha Real Palavra. 
Paço de Nossa Senhora d' Ajuda, em 20 de Abril de 1828. — /n/an<a Dona Izabel Maria. — (Gazeta de Lisboa n." 114 de 1828.) 

O original, firmado pelo próprio pooho da Sereniiísima Senhora Infanta Regente, existe no Archiro da Secretaria doa 
Negócios do Reiuo. 



XXXVIII 



horas e meia da tarde de 22 de Fevereiro de 1823, dirigindo-se logo para 
o Palácio d' Ajuda, acompanhado da Senhora Infanta Regente e de suas 
Augustas Irmãs. 

A 2G reunem-se no referido Palácio as Gamaras dos Dignos Pares, e 
a dos Senhores Deputados da Nação, e perante ellas renovou o Senhor 
D. Miguel o juramento que já havia prestado em Vienna, de fidelidade 
a El-Rei D. Pedro IV e á Carta Constitucional, e começou a exercer a 
Regência do Reino, que, no mesmo dia e perante as Cortes Geraes, resi- 
gnara a Senhora Infanta Regente D. Isabel Maria que também a exerci- 
tava por auctorisação d'El-Rei D. Pedro. 

Logo a 13 de Março de 1828 o Senhor Infante Regente dissolve n'essa 
qualidade as Gamaras Legislativas, e a 3 de Maio seguinte manda con- 
vocar nova reunião das Cortes para 23 de Junho, sendo a eleição feita 
segundo o antigo uso do Reino, denominadas Três Estados (ou três bra- 
ços) da Nação, para decidirem graves pontos de direito portuguez. 

Por Decreto de 3 de Março de 1828, datado do Palácio da Roa Vista, 
no Brazil, o Senhor D. Pedro completando a sua abdicação, ordenou que 
o Reino de Portugal fosse governado em Nome da Rainha Sua Augusta 
Filha, na forma da Carta Constitucional que como Rei havia outhorgado. 

O Senhor Infante Regente não deu publicidade ao Decreto acima referido; 
pelo seu Decreto de 3 de Maio era evidentemente infringida a Carta. 

O íim apparenle da convocação dos Três Estados (Cortes) tinha realmente 
por objectivo determinar oulra successão ao throno de Portugal, e res« 
taurar o predomínio de certas classes sociaes a quem o systema liberal 
havia lesado, e que ainda previam maior aniquilação de suas regalias. 

O pensamento de" reunir os Três Estados, que El-Rei D. João VI in- 
tentara realisar, para destruir as idéas democráticas da Constituição de 
1822, e que fora julgado inconveniente e inopportuno pela reunião dos 
diplomatas das grandes potencias, como n'outro logar apontamos, era 
agora posto em acção pelo Senhur Infante Regente, para supprinair a Carta 
de 1826, e invalidar o reconhecimento da successão do Throno que as 
Cortes anteriores haviam estatuído. 

A 8 de Maio reune-|e em Lisboa o Corpo Diplomático e protesta 
contra os actos do Senhor Infante Regente. 

Reunidos os Três Estados, logo a 25 de Junho de 1828 excluem o 
Senhor D. Pedro e sua descendência, e determinam que a successão le- 
gitima da Coroa de Portugal compete ao Sereníssimo Senhor Infante 
D. Miguel, e o proclamam Rei. 

A 30 de Junho, assume o Senhor D. Miguel o titulo de Rei de 
Portugal f Gazela de Lisboa n.° 138 de 1828) sendo acclamado a 7, 11 e 
23 de Julho seguinte. 

Dentro de poucos dias mais se aggravaram as dissenções politicas, com 
que os partidários dos systemas liberal e absoluto havia alguns annos tra- 
ziam inquieto o paiz, e dividiam o exercito e a familia portugueza, par- 
ticularmente desde que travaram as armas e iniciaram a guerra civil nos 
combates de Coruche, Ponte do Prado e da Barca, a 9 de Janeiro e 5 de 
Fevereiro de 1827. 

A 16 de Maio de 1828 pronuncia-se a cidade do Porto e a sua guar- 
nição militar no sentido liberal, e restauração da Carta Constitucional ; 
e a este movimento adherem algumas das províncias do norte e do Algarve, 
e parte do exercito de primeira e segunda linha. 

Renovam-se as hostilidades por novos combates, em que as tropas 
liberaes, tendo a principio alcançado vantagem, foram vencidas a 24 e 
28 de Junho de 1828 na Cruz dos Morouços e passagem do Rio Vouga, 
e compellidas a refugiar se em Galliza, onde entraram a 6 de Julho, sendo 
logo desarmadas ; e após ellas, muitas pessoas, que nutrindo idéas liberaes, 
julgaram dever emigrar paia vários pontos da Europa e da America, 
fugindo ás medidas de rigor, que o governo do Senhor Infante já então 
exercitava. 

A 18 de Maio de 1828 proclamavam Rei nas Ilhas dos Açores o Se- 
nhor Infante D. Miguel ; e logo a 22 de Junho seguinte é restaurada a Carta 



XXXIX 

Constitucional na Illia Terceira, e afflrmada a dynastia do Senhor D. Pe- 
dro IV na pessoa de sua Fillia a Senhora D. Maria II, estabelecendo so 
também ali, desde logo, uma Junta Provisória do Governo do Reino. 

A 25 de Julho' de 1828, proclama o Senhor D. Pedro IV aos Por- 
tuenses obediência á Carta Constitucional, e declara coacto o Senhor In- 
fante Regente. 

Em virtude do pronunciamento da Ilha Terceira, começam a reunir- 
se ali os emigrados liberaes, e a orgauisar forças belligerantes. 

A Ib de Junho de 1829 nomeia o Senhor D. Pedro IV uma Regência 
em Nome da Rainha, e, em quanto se não estabelece e completa, toma 
a direcção dos negócios, e o comitando das forças o general Conde de 
Villa Flor, mais tarde Duque da Terceira, que consegue desembarcar na 
Villa da Praia da Ilha Terceira a 22 de Junho do mesmo anno, sob o titulo 
de Governador e Capitão General, e n'elle resignou desde logo os seus 
poderes á Junta Provisória. 

Ao governo do Senhor D. Miguel não era conveniente deixar engran- 
decer aquelle núcleo de forças liberaes, e para o destruir, organisou uma 
divisão naval composta de vários navios de guerra, e consideráveis forças 
de desembarque sob o commando do General Azevedo Lemos, as quaes, 
desembarcando em 11 d'Agosto de 1829 C3i Angra, foram repellidas na 
investida com perdas consideráveis, e obrigadas a reembarcar e voltar a 
Lisboa. 

A Senhora D. Maria da Gloria que já tinha vindo para a Europa, 
com o titulo de Duqueza do Porto, regress,a a 31 d' Agosto de 1829 ao 
Brazil, levando a noticia da vicloria dos liberaes na Ilha Terceira, e com 
ella a seguridade de ter audazes defensores de seus direitos á Coroa. 

A Regência da Terceira inslalla-se definitivamente a IS de Maio de 
1830, e por Decreto de 23 d'Agosto do mesmo anno declara irritos e 
nullos todos os actos que o Senhor Infante Regente houvesse praticado 
desde 2o d'Abril de 1828, e seguidamente principia a publicar as leis 
orgânicas do novo regimen politico do paiz. Continuaram a juntar-Se no 
baluarte da Ilha Terceira os emigrados liberaes e a formarem e organisarera 
um pequeno exercito, que sob as ordens do predito General Conde de Villa 
Flor sae da Cidade d' Angra a 17 d'Abril de 1831, apossa-se das Ilhas 
do Pico, de São Jorge e Fayal, e poaco depois da Ilha de S. Miguel. 

O Senhor D. Pedro, que a 7 d'Abril de 1831 havia abdicado á Coroa 
Imperial do Brazil em seu filho o Senhor D. Pedro d' Alcântara, veio 
para a Europa a bordo da Fragata Franceza Volage, e chegou a Cherburgo 
a 12 de Junho; e sua filha a Senhora D. Maria II que também regressara 
á Europa, com direcção a Brest, encontra se com seu Augusto Pae a 26 
de Julho do mesmo anno. 

Na qualidade de Pae, Tutor e natural Defensor dos direitos da Rainha 
sua Filha dirige-se o Senhor D. Pedro para a Ilha Terceira, sob o titulo 
de Duque de Bragança, e por Decreto de 3 de Março de 1832 assume ali 
a auctoridade de Regente em nome da Rainha, que até então fora exer- 
cida pela Regência «por elle nomeada. Os actos da anterior Regência são 
confirmados, e prosegue com mais amplitude a publicação das alludidas 
leis orgânicas : forma-se um troço de forças militares, que embarcadas 
n'uma expedição de navios mercantes, resguardada por bem poucos navios 
de guerra, sae da Ilha Terceira a 26 de Junho, aporta ás aguas de Por- 
tugal a 8 de Julho de 1832, pelas 3 horas da tarde, e plantam o estandarte 
da Rainha nas praias do Mindello, ou melhor Arnosa de Pampellido, cer- 
canias de Villa do Conde e proximidades da Cidade do Porto, onde o Senhor 
D. Pedro e o seu pequeno exercito tomam quartel no seguinte dia 9 de 
Julho, retirando da cidade na véspera as forças do exercito do Senhor D. Mi- 
guel, commandadas pelo General Visconde de Santa Martha, a fim de tomar 
posição militar defensiva. Com eíTeito, a 10 de Julho verifica-se o primeiro 
cruzamento d'armas contra o Porto pelas forças do Senhor D. Miguel, que 
foram repellidas : a 17 do mesmo mez,dá-se o combate de Penafiel, e a 22 
a primeira batalha, em Ponte Ferreira, na qual egualmente as forças li- 
beraes ficaram victoriosas ; mas não podendo pelo seu insufficiente numero 



XL 



continuar as marchas sobre os contrários, tiveram do regressar ao Porto,, 
reconcentrar-se ali, e aguardar os acontecimentos. 

O paiz, e particularmente as Proviucias do Norte, não se pronunciaram 
em favor da caiísa da Rainha tão repentinamente como os liberaes augu- 
ravam, devido por certo ao pequeníssimo exercito do Senhor D. Pedro, Re- 
gente cm Nome de Sua Filha. O Porto, que mais uma vez tinha aflirmado 
as suas ideias liberaes, não podia deixar agora de segundar a intenção do 
Senhor D. Pedro e do seu exercito, (.(destruir por completo o regimen do go- 
verno absoluto,)) e animosamente abraçou este seu antigo lemma. 

Bem depressa o Porto foi cercado pelo exercito numeroso do Senhor 
D. Miguel : ferem-se vários combates, sem êxito decisivo que aniquilasse 
um dos contendores, e a guerra civil surge com todos os seus horrores e 
effcitos. A S de Novembro de 1832 o Senhor D. Pedro assume o com- 
mando em Chefe do Exercito Liberal, que até então fora mandado pelo 
General Conde de Villa Flor, e o General francez Solignac. O assedio ao 
Porto estreita-se cada vez mais, escaceiam os viveres e diíliculta-se o 
seu abastecimento, assim como o de munições de guerra, e mormente o 
ingresso de novos auxiliares. Amiudam-se os combates cada vez mais rijos 
e arrojados ; finalmente a enfermidade da Cólera Morbus invade também 
o Porto e ajuda a dizimar os seus defensores. Diante de lances tão angus- 
tiosos não aífrouxam os brios, nem a constância dos sitiados, que resis- 
tem e persistem com equivalente ardor e aííinco a tão formidável conjun- 
ctura. Não obstante, a causa da Rainha não adiantava, antes enfraquecia 
6 quasi periclitava. 

Era mister tentar um emprehendimento audacioso para alliviar o 
Porto de tão apertada situação ; dar um golpe inesperado e quiçá fortu- 
noso, que contribuísse para fazer triumfar a causa liberal, e fizesse imme- 
diataraente divergir uma boa parte das tropas sitiantes, cerca de quarenta 
mil homens, ora guiadas por um Capitão experimentado e glorioso, o Ma- 
rechal de França Conde de Bourmont (o vencedor d' Argel) ; não que estas 
carecessem de quem lhes imprimisse mais animo e valor, por que de so- 
bejo o haviam assignalado em vários combates, nunca inferiormente a 
seus contendores. Distrahir forças d'um exercito já de si tão apoucado por 
grandes perdas, como então tinha o Senhor D. Pedro, que pouco ascendia 
de oito mil combatentes, era grande temeridade ; ter Capitão assaz ou- 
sado e soldados audaciosos para executar o atrevimento d'este supremo es- 
forço, era tentar um acaso da fortuna. 

O General Duque da Terceira, pelos seus feitos e gloriosos antece- 
dentes era o Capitão azado para similhante empreza : n'esse intuito sae 
do Porto a b de Junho de 1833 com uma pequeníssima Divisão expedi- 
cionária (dois mil e quinhentos combatentes), resguardada por embarcações 
de guerra da Esquadra liberal, e effectua o desembarque das suas tropas 
nas praias de Cacella no Algarve, a 24 de Junho. (V. Cacella e Cacilhas). 

Segue fortunosamente o Duque da Terceira* na sua arrojada tentativa, 
atravessa em poucos dias a marchas rápidas o Algarve e Alemtejo, tra- 
' vando pequenos combates, até que, a 23 de Julho de 1833, fere victoriosa- 
mente um maior, na Cova da Piedade e em Cacilhas, povoações fronteiras 
a Lisboa ; e no seguinte dia, 24 de Julho, entra com as suas tropas na 
Capital, onde poucas horas antes, tendo na madrugada a guarnição mi- 
litar abandonado a Cidade e retirado em direcção a Loures, a povoação de 
Lisboa acclan\ára a Rainha e a Carta. 

A estes imprevistos successos, outros não menos famosos se realisa- 
ram quasi a par e par. 

As esquadras do Senhor D. Miguel e da Rainha, que desde algum 
tempo buscavam entrar em combate, encontram-se em linha de batalha a 
b de Julho de 1832 nas aguas do Cabo de São Vicente, è*realisam o tre- 
mendo combate naval, em que a audaciosissima abordagem ordenada pelo 
Almirante Napier e pela guarnição da Fragata Rainha de Portugal sobre 
a Náu D. João' VI, consegue dominar o navio chefe da esquadra inimiga, 
variar a acção, e destroçar a esquadra do Senhor D. Miguel. 

No mesmo dia se feria nas linhas do Porto uma forte acção, a que 



XLI 

OS sitiados resistiram ; e em quanto seus companlieiros ostentavam em 
Lisboa os louros da victoria, era o Porto de novo accommettido pela estron- 
dosa batalha de 25 de Julho sobre toda a linha da sua defeza, 'especial- 
mente na esquerda, entre os pontos de Lordêllo até á Senhora da Luz, 
empregando-se todas as forças dos dois exércitos contendores ; na qual o 
Marechal Bourmont, que pessoalmente dirigira os movimentos d'esta bata- 
lha, sentiu murchar os louros que alcançara em Argel, deante da tenaz 
resistência dos liberaes portuguezcs sob as ordens do insigne e deno- 
dado General Conde de Saldanha. 

A noticia d-e acontecimentos tão extraordinários quão inopinados 
chega ao Porto a. 27 de Julho, e logo o Senhor D. Pedro entrega a guarda 
da Cidade ao General Saldanha e aos cid^idãos defensores, embarca para 
Lisboa, e a 28 faz a sua entrada na Capital do paiz. 

Desde então a lucta civil havia mudado quasi completamente de 
face. As tropas do Senhor D. Miguel, que a 18 d' Agosto tentaram pela 
ultima vez assenhorear-se do Porto, não o conseguem; e a 19 levantam 
o assedio d'aquella Cidade, e vem sobre Lisboa, que ainda mal organisada 
para a defensiva, a 5 de Setembro do 1833, supporla uma furiosa batalha, 
também dirigida pelo Marechal Bourmont, que vendo frustrados os seus 
intentos reconhece haver a fortuna abandonado o vencedor da conquista 
d' Argel, e resigna o mando das tropas. 

Tantas conlrariedíidcs, e outras mais que se seguiram, ehtibiam as 
forças do exercito do Senhor D. Miguel ; todavia os seus brios de portu- 
guezcs leaes não lhes consente ainda desistir. Proíiam, e não menos cora- 
josamente em ulteriores combates, mui especialmente nas batalhas d'Al- 
moster a 18 de Fevereiro de 1834, e da Asseiceira a 16 de Maio seguinte, 
em que soíTreram golpes formidáveis e decisivos, que os levaram vencidos 
até fazer a Convenção d'Evora Monte a 27 de Maio de 1834, segundo as bases 
ajustadas no dia anterior 26, por uma das quaes o Senhor D. Miguel foi 
obrigado a sair do Reino, e dar por terminada a lucta politica que com 
tanta tenacid-ado fora defendida e sustentada pelos seus partidários. A con- 
venção é firmada pelo General em Chefe, Azevedo Lemos, e a 30 de Maio 
depõe o exercito as suas armas. Notável coincidência: o General que dá 
e perde a primeira batalha na liha Terceira, ali d'Agosto de 1829, em 
defeza dos direitos do Senhor D. Miguel, é aquelle que ora firma a com- 
pleta anniquilação do seu exercito. 

A 29 de Maio declara o Senhor D. Miguel, não volver a misturar-sc 
em negócios políticos de Portugal e seus domínios ; a 30 embarca na 
fragata ingleza Stag, acompanhado de alguns officiaes mais dedicados, e 
sae do porto de Sines a 1 de Junho com direcção a Génova, na Itália. 

Antes de abandonar o Reino, manda entregar todas as jóias da Coroa 
que ainda conservava, sem falta da menor peça, o que a pessoa incumbida 
da guarda d'esse tliesouro effectuou com igual isenção e pontualidade. ^ 

Cheg.mdo a Génova a 20 de Junho, desde logo protestou e declarou, 
que a sua annuencia ás condições propostas em 26 de Maio, em Évora 
Monte, acerca da renuncia do seu direito á Coroa de Portugal, fora provi- 
sória e occasionada pelas circumstancias, e mui particularmente motivada 
pelo Tratado de 22 d'Abril de 1 834, em que a Inglaterra, França, Hespa- 
nha e Portugal se ajustaram e comprometteram a pôr termo á porfiada con- 
tenda que desde alguns annos existia n'estas duas ultimas nações, con- 
cernente á successão dos respectivos thronos. 

Assim terminou o reinado do Senhor D. Miguel, que apenas durou 
seis annos incompletos. 

FILHOS 

• 1.° Sua Alteza Sereníssima a Senhora D. Maria das Neves, Isa- 
bel, Eulália, Carlota, Adelaide, Michaela, Gabriela, Ra- 
faela, Gonzaga, de Paula, Ignez, Sopeia, Romana, de Bra- 
GANÇAE Bourbon. — Nasc. no Castello de Heubach, na Baviera, 

* Este honrado empregado chamado Joio Carlota, servia de Guarda-ioias do Senhor Infante D. Migruel, e era 
anteriormente Escrivlo da Mantearia.da Casa BeaL 



Xl.Il 



a b d' Agosto de 1852, e casou no sobredito Castello a 26 d' Abril 
de 1871, com Sua Alteza Sereníssima o Infante de Hespanha, 
D. AÍTonso, Carlos, Fernando, José, João, Pio, d'Este o Bourbon, 
filho de Sua Alteza o Infante de Hespanha {casa exilada) D; João 
Carlos Maria Isidoro de Bourbon, e de Sua Alteza a Princeza 
D. Maria Beatriz, Anna, Francisca, d' Áustria "e Este, segunda 
filha de Francisco IV Duque de Módena. — Sem geração. 
2." Sua Alteza Seiienissima o Senhor D. Mióuel, Maria, Carlos, 
Egydio, Constantino, Gabriel, Rafael, Gonzaga, Francisco 
de Paula e d'Assis, Januário, de Bragança e Bourbon. — 
Nasc. 'no Castello de Heubaoh a 19 de Setembro de 1853 ; Caval- 
leiro da Ordem do Tosão d'Ouro, d'Austria, e Capitão do Regi- 
mento Austríaco de Dragões Príncipe ^Víndisch-Graetz n.° 14. 
Casou em Ratisbonna a 17 de Outubro de 1877, com Sua Alteza 
a Senhora D. Isabel Maria Maximiliana, Princeza de Turn e 
Taxis, que nasceu a 28 de Maio de 1860, e falleceu em Sopron 
a 7 de Fevereiro de 1881, filha de Sua Alteza o Príncipe Maxi- 
miliano António, Príncipe hereditário de Turn e Taxis ; Prín- 
cipe de Buchau e de Krotoszin ; Conde Príncipe de Friedsberg- 
Scheer ; Conde de Valle de Sassina, de Marchethal e de Ne 
resheyn, fallecido a 26 de Junho de 1867, havendo casado a 24 
d' Agosto de 1838, com Sua Alteza a Princeza, D. Helena Carolina 
Thereza, Duqueza de Baviera, filha de Sua Alteza Real Maximi- 
liano José, Duque de Baviera e de Sua Alteza a Princeza de 
Baviera, D. Luiza Guilhermina, filha de Sua Magestade o Rei da 
Baviera, Maximiliano I. 

FILHOS 

1." Sua Alteza o Senhor D. Miguel, Maria, Sebastião, Ma- 
ximiliano, Rafael, Gabriel, Gonzaga, Francisco d'As- 
sis E de Paula, Eustacuio, Carlos, Affonso, José, Hen- 
rique, Alberto, Clemente, Ignacio, Martinho, António, 
■ Gerardo, Jorge, Emmeric, Maurício.— Nac. em 22 de 
Setembro de 1878. 
2.° Sua Alteza o Senhor D. Francisco José, Maria, Gerardo, 
Jorge, Humberto, António, Henrique, Miguel, Rafael, 
Gabriel.— Nasc. a 7 de Setembro de 1879. 
3." Sua Alteza a Senhora D. Maria Thereza, Carolina, 
Michaela, Gabriela. Rafaela, Anna, Josefina, Anto- 
nieta, Francisca d'Assis e de Paula, Brígida, Pia, 
Gerardina, Severina, Ignacia, Luiza, Estanislau, Joan- 
na, polycarpa, de bragança e bourbon. - nasc. cm 
Oedcmbourg a 26 de Janeiro de 1881. 
3." Sua Alteza Sereníssima a Senhora D. Maria, Thereza, da 
Immaculada Conceição, Fernanda, Eulália, Leopoldina, 
Adelaide, Isabel, Carlota, Michaela, Rafaela, Gabriela, 
Francisca d'Assis e de Paula, Gonzaga, Ignez, Sophia, B.ar- 

THOLOMEA, DOS AnJOS, DE BrAGANÇA E BoURBON — ArCHIDU- 

QUEZA d'Austria. — Nasc. no Castello deHeubach a 24 d'Agosto 
de 18bb, e casou no mesmo Castello a 23 de Julho de 1873, 
com Sua Alteza o Archiduque d' Áustria e Príncipe Real da Hun- 
gria e da Bohemia Carlos, Luiz, José, Maria, Tenente Marechal, 
proprietário do Regimento de Lanceiros n.° 7 ; proprietário do. 
Regimento de Lanceiros Prussianos n.° 8, e Chefe do Regimento 
de Hussards Russos de Lobanow, que nasceu a 30 de Julho de 
1833, do qual a Sereníssima Senhora D. Maria Thereza, é ter- 
ceira esposa ; 2.° filho do Archiduque d'Austría. Francisco 
Carlos José, e de sua esposa a Archiduqueza Sophia, filha de 
Maximiliano l Rei da Baviera, Irmão de Sua Magestade Fran- 
cisco José I, actual Imperador da Áustria. 



XLIII 
FILHOS 

1." A Archiduqueza D. Maria da Annunciada. — Nasc. 
no Castello de Reclienau a 31 de Julho de 1876. 
2." A AncHiDUQUEZA D. Isabel, Amália, Eugenia. — 
Nasc. no Gaslcllo de Rechenau a 7 de Julho de 
1878. 
4." Sua Alteza Sereníssima a Senhora D. Maria José, Beatriz, 
JoANNA, Eulália, Leopoldina, Adelaide, Isabel, Carolina, 
MiciiAELA, Gabriela, Rafaela, Francisca d'Assis e de Paula, 
Ignez, Sophia, Joaquina, Thereza, Benedicta, Bernardina, 
DE Bragança e Bourbon — Duqueza de Baviera — Nasc. no 
Castello de Brombach, em Baden, a 19 de Março de 1857, e 
casou no Castello de Heubach a 29 d' Abril de 1874, com Sua 
Alteza Real o Príncipe Carlos Theodoro, Duque de Baviera, 
Major-General e proprietário do Regimento Bavaro de Infan te- 
ria n.° 14 ; que nasceu cm Possenhofen a 9 de Agosto de 1839, 
viuvo àa primeiras núpcias desde 9 de Março de 1867 da Prin- 
ceza D. Sophia Maria Frederica, filha de Sua Magestade o Rei 
de Saxonia, João Nepomeceno. 

FILHOS 

1 ." A Princesa Sophia, Adelaide, Luiza, Maria. — 

Nasc. a 22 de Fevereiro de 187S. 
2.° A P;\iNcksA Isabel, Valeria, Gabriela, Maria. — 

Nasc. a 2b de Julho de 1876. 
3." A Princeza Maria, Gabriela, Mathilde, Isabel, 
Thereza, Antónia, Sabina. — Nasc. a 9 de Outu- 
bro de 1878. 
S.° Sua Alteza Sereníssima a Senhora D. Aldegundes de Jesus 
Marta, Francisca d'As.sis e de Paula, Eulália, Leopoldina, 
Carlota, Michaela, Rafaela, Gabriela, Gonzaga, Ignez, Isa- 
bel, Avelina, Anna, Stanislava, Sophia, Bernardina, de Bra- 
gança e Bourbon — Condessa de Bardi. — Nasc. no Castello 
de Brombach a 10 de Novembro de 18S8, e casou a 15 de 
Outubro de 1876, com Sua Alteza Real o Príncipe Carlos, Luiz, 
Jorge, Abraham, Paulo, Maria, de Bourbon, Conde de Bardi, da 
casa Ducal de Parma, que nasceu a 12 de Fevereiro de 1851 ; 
viuvo de primeiras núpcias, desde 23 d'Agosto de 1874, da 
Princesa, D. Maria Immaculada, Luiza, de Bourbon, filha de Sua 
Magestade o Rei das Duas Sicilias Fernando II. — Sem geração 
d'ambos os matrimónios. 
6.0 Sua Alteza a Sereníssima Senhora D. Maria, Anna, do Carmo, 
Henriqueta, Thereza, Adelaide, Joanna, Carolina, Ignez, 
Sophia, Eulália, Leopoldina, Isabel, Bernardina, Michaela, 
Rafaela, Gabriela, Francisca d'Assis e de Paula, Ignacia, 
Gonzaga de Bragança e Bourbon. — Nasc. no Castello de 
Brombach a 13 de Julho de 1861. 
7." Sua Alteza Sereníssima a Senhora D. Maria, Antónia, Ade- 
laide, Camilla, Carolina, Eulália, Leopoldina, Sophia, Ignez 
Francisca d'Assis e de Paula, Gonzaga, Gregoriana, Ber- 
nardina, Benedicta, Andreza, de Bragança e Bourbon.— Nasc. 
no Castello de Brombach a 28 de Novembro de 1862. 
8.° (B). Sua Alteza a Senhora D. Maria d'Assumpção. — Nasc. em 
Lisboa a 12 de Março de 1831. 
Legitimada por declaração escripta e firmada Próprio Punho, ' feita 

' Rkconskcimkkto de riLiAçZo FEITO PELO Senhor iRrAXTB D. Miodei. «Podendo ser que Deus seja servide de me 
chamar a si, nâo tendo eu feito testamento, Declaro, que Dona Maria d'As8nmpção he minha filha, e por tal a reconheço. Paço 
•m Albano aos 2 d'Ag09to de 1839. > — Logar da Sêllo — Firmado El-Rei M. R. Próprio punho. 



XLIV 

em A lhano (Roma) a 2 dM gosto de 1839, e reconhecida a identidade por documento 
annexo, que foi depositado no Cartório do Notário publico do Collefjio de Romu, 
António Hlasi, a 4 de Dezembro de 18GG. ^ Via Florida n." 13. 
.. 8." Sua Alteza Sereníssima a Senhora D. Maria d'Assumi*çÃo, Anna, Joan- 
NA, Josefa, Luiza, Gonzaga, Francisca d'Assis, Xavier de Paula, 
Joaquina, Antónia, db São Thiago, de Bragança e Bourbon — Infanta 
de Portugal. — Nasc. no Palácio de Queluz, pelas onze horas e meia da 
noite de 2o de Julho de 1805, e foi baplisada a 15 d' Agosto seguinte, na 
Capella Real do dito Palácio, pelo Principal Primário, Deão da Capella 
Real da Santa Basilica Patriarchal António Xavier de Miranda (que oíll- 
ciou n'esta acção por impedimento do Eminentíssimo Cardeal Patriarcha 
de Lisboa Dom José Francisco de Mendonça, Gapellão-mór da Rainha 
D. Maria I e de seu Filho o Príncipe Regente D. João, depois Rei, (VI do 
nome) Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Vi- 
çosa, e Dama da Ordem de Santa Isabel Rainha de Portugal. 

Sua Alteza a Senhora Infanta D. Maria d'Assumpção falleceu em 
Santarém a 7 de Janeiro de 1834. 
9." Sua Alteza Sereníssima a Senhora^ D. Anna de Jesus, Maria,. Luiza, 
Gonzaga, Joaquina, Mighaela, Rafaela, Servula, Francisca, Antónia, 
• Xavier de Paula, de Bragança e Bourbon— Infanta de Portugal, Gran- 

Cruz DA Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e Dama 
DA Ordem d); Santa Isabel Rainha de Portugal. — Nasc. no Real Palácio 
de Mafra pelas quatro horas da manhã de 23 de Dezembro de 1806, e 
foi baptisada na Real Egreja de Mafra pelo Principal Primário, Deão da 
Capella Real da Santa Basilica Patriarchal j António Xavier de Miranda 
(que officiou n'esta acção, por impedimento do Eminentíssimo Cardeal 
Patriarcha de Lisboa Dom José- Francisco de Mendonça, Gapellão-mór da 
Rainha D. Maria I e de seu Filho o Príncipe Regente D. João, depois 
Rei VI do nome) ; e casou particularmente, na Capella do Real Paço de 
Queluz, precedendo licença expressa de sua Mãe a Imperatriz Rainha 
D. Carlota Joaquina, que directamente solicitou a precisa auctorisação do 
Cardeal Patriarcha de Lisboa Dom Frei Patrício da Silva, e consentimento 
da Senhora Infanta Regente D. Isabel Maria celebrando-se o Sacramento 
do matrímonio na presença da mencionada Imperatriz Rainha, a 5 de De- 
zembro de 1827, com Nuno José de Mendonça Barreto, Marquez de Loulé 
e Conde de Vai de Reis, Gentil Homem da Real Gamara, Commendador 
da Ordem de Christo, Alcaide-mór d' Albufeira. (V. Azambuja, Linhares, 
Loulé), * 

FILHOS 

1." D. Anna de Mendonça. — Nasc. a 27 de Dezembro de 1827, e 
casou a 21 de Fevereiro de 1846, com Dom Rodrigo de Sousa 
Coutinho Teixeira d' Andrade Barbosa, 3.° Conde de Linhares, 
. Par do Reino, Gentil Homem da Gamara d'El-Rei, D. Luiz I, 
Capitão de Mar e Guerra, Engenheiro Inspector, Constructor na- 
val. — Com geração. (V. Linhares). 

2.° D. Maria de Mendonça, Condessa de Belmonte, viuva, e Dama 
de Honor da Rainha D. Maria Pia.— Nasc. a 26 de Fevereiro 
de 1829, e casou a 20 d'Outubro de 1847 com Dom Vasco António 

' Traduzido no idioma italiano por João Alvarez de Castro, traductor approvado ppla Sagrada Rota para a língua portu- 
gneza. Authentícaram a veracidade da declaração auctografa ser escripta e firmada pelo Sereníssimo Senhor Infante D. Miguel : 
João José Xavier da Silva, ex-oflficíal ordinário da Saeretaria d'Estado dos Negócios do Keíno e Fazenda, do mesmo Senhor, na- 
tural de Lisboa, domiciliado em Roma, Via Lucina n." 20. — Vicente Miguel dos Santos, natural de Belém, creado do mesmo Se- 
nhor e Tenente do 3." Regimento d'Ordenanças da Corte. — Dom Miguel da Cunha, filho de Dom João da Cunha, natural de 
Cocbin na índia Oriental, Doutor em Theologia e em Leis, domiciliado em Roroa, no estabelecimento de Santo António dos Por- 
tuguezes. — O Cavalheiro Francisco Rinaldi, Contador e Pagador do predito estabelecimento de Santo António dos Portuguezea, 
domiciliado em Roma, Via de São Vicente n." 1^. — Este documento foi roborado pela Secretaria d'E6tado de S. S. o Papa 
Pio IX, peloa Monsenhores Marcial d' Ávila, Auditor do Tribunal da Rota, e Muccioli Votanto do Supremo Tribunal da 
Assignatura de Justiça, que verificaram a declaração. 

N. B. — Os documentos acima referidos, e legalisaçâo certificada do Notário António Blasi, devidamente sellada, etc, foi 
entregue no Real Archivo da Torre do Tombo, como acto particular, pelo Auctor da Resenha das Famílias Titulares e Grandes 
de Portugal. 

* O respectivo termo foi lançado no livro dos Casamentos occultos do patriarchado. 

N. B. Oa Autos de nascimento e haptismo doestas pessoas Reaes, filhos d^Bl-Uei D. João VI não foram enviados para o 
Archivo Nacional da Torre do Tombo -~ como devera ter sido I Soccorremo-nos á Gazeta de Lisboa. 



XLV 

de Figueiredo Cabral da Gamara, 3." Conde de Belmonte, e 
Porleiro-mór da Real Gamara. — Com gentçuo. (V. Belmonte). 

3.° Dom Pedro de Mendonça. — Nasc. a 7 de Outubro de 1830: 
2." Duque de Louló, e 10." Goude de Vai de Reis; Estribeiro 
Mór e Veador de S. M. a Rainha D. Miuia Pia. Casou a 19 
d'Abril de 1832, cora D. Constança Maria de Figueiredo Cabral 
da Gamara, Dama de Honor da Rainha D. Eslephania e D. Maria 
Pia, filha dos 2.°* Condes de Belmonte. — Com geração. (V. Loulé J. 

4." D. Maria Amália. — Nasc. a 27 d' Abril de 18:52 e falleceu em 
Paris (França), lendo entrado no Instituto das Irmãs de Caridade 
de São Vicente de Paulo. 

5." Dom Augusto de Mendonça. — Nasc. a 4 d' Agosto de 1 83b, 3." Conde 
d'Azambuja. Addido de Le^'ação de S. M. F. fora d'excrcicio. 
Casou a i'2 de Muio de 1860 com D.Maria d'AssumpçSo Ferreira. 
— Com geração. (V. Azambuja). 

TERCEIROS AVOS 

D. Maria I, 26.' Rainha de Portugal e dos Algarves, Princeza do Brazil : 
nasceu em Li.-boa a 17 de Dezembro de 1734. Casou no Palácio de Nossa 
Senhora d'Ajuda a 6 de Julho de 1760, com seu Tio o Serenissimo Senhor 
Infante D. Pedro (depois Rei, III do nome), Gran-Cruz das Ordens Militares 
de Christo, de São Bento d'Aviz, e de São Thiago da Espada ; Cavalleiro da 
Insigne Ordem do Tosão d'Ouro de Hespanha, o qual nasceu em Lisboa a 
õ de Julho de 1717, e falleceu no Real Palácio de Nossa Senhora da Ajuda 
a 5 de Março de 1786. 

A Rainha a Senhora D. Maria I começou a Reinar pelo fallecimento de 
seu Pae El-Rei D. José I, a 24 de Fevereiro de 1777, e foi acclamada a 13 
de i\faio do mesmo anno. Falleceu no Rio de Janeiro a 20 de Março de 
1816 com 81 annos, 3 mezes e 3 dias de idade, e de treinado 39 annos 
e 25 dias. A Rainha deixou de governar de facto desde 10 de Fevereiro 
de 17')2. 

Durante o seu reinado foi instituida, a 24 de Dezembro de 1779, a 
Academia Real das Sciencias de Lisboa, que succedeu á Academia de His- 
toria Portugueza. O seu reinado não foi prospeio para o paiz. 

FILHOS 

1." O Sereníssimo Senhor D. José, Francisco, Xavieh de Paula, Domingos, An- 
tónio, Agostinho, Anastácio — Príncipe da Beira e do Brazil ; Duque dk 
Bragança ; Commendador-Mór das Ordens de Christo, Sào Bento d*Aviz 
E Sao TniAGo DA Espada ; Cavai leiro da Insigne Ordkm do To?ào de Ouro, 
DE Hespanha. — Nasceu no Real l'alacio de Nossa Scubor^i da Ajuda pelas 
11 horas da nOite de 20 d'Agosto de 1761, e Ibi baplisado pelas 4 horas 
da tarde do dia 28 do mesmo mez na Capella do sobredito Palácio, pelo 
Erainentissimo Cardeal Patriarcha de Lisboa Dom Francisco de Salda- 
nha, Capellão-mór da Bainha D. Maria I. Casou em Lisboa a 21 de Feve- 
reiro de 1777,. com sua Tia materna a Sereníssima Senhora Infanta 
D. Maria Francisca Benedida, Princezi da Beira e depois do Brazil, que 
nasc. a 2S de Julho de 1746, e foi baptisada em Agosto do mesmo anno : 
falleceu no Palácio de Nossa Senhora da Ajuda a 18 de Agosto de 1í*29 
pela manhã. A Princeza dotou, e fez lançar a primeira pedra no ediricio 
do Asylo d'Invalidos Militares, era Buna, a 18 de Junho de 1792: a obra 
esteve parada em quanto a familiaReal residio no Brazil por eCfeilo da in- 
vasão franceza: S. A. mandou continuar a obra depois do seu regresso a 
Portugal, e o* Asylo foi inaugurado a 28 de Junho de 1827. 

6 



XLVI 

O Príncipe D. José falleceu de bexigas, pelas 4 horas e meia da tarde 
de 11 de Setembro de 1788, tendo 27 annos e 21 dias de edade, e enter- 
rou-se no Real Jazigo de São Vicente de Fora a 14 de Setembro do predito 
anno — sem baver deixado descendência. 

2." O SERENÍSSIMO Senhor D. JoÃo. — Morrcu ao nascer no Palácio da Ajuda 
a 10 d'Outubro de 1763, pelas sete e meia boras da tarde. 

3." O Sereníssimo Senhor D. JoÀo, Príncipe da Beira, depois Príncipe Real 
E Rei de Portugal, vi do nome. Regente do Reino durante o impedi- 
mento DE GRAVE enfermidade DE SUA MaE A RaINHA, DESDE IjO DE FE- 
VEREIRO DE 1792 ATÉ 20 DE Março de 1816. — Nasceu no Real Paço de 
Queluz a 13 de Maio de 1767, e foi baptisado na Real Capella do mesmo 
Paço a 24 do referido mez. Casou a 8 de Maio de 1785 com a Sereníssima 
Senhora D. Carlota Joaquina de Bourbon, Infanta de Hespanha, que nas- 
ceu a 25 de Abril de 1775, filha de Carlos iv, e de sua mulher a Rainha 
D. Maria Luiza, de Parma. 

A Sereníssima Senhora D. Carlota Joaquina, foi Princeza da Beira, de- 
pois Rainha de Portugal e Brazil, e por ultimo Imperatriz titular do Brazil 
e Rainha de Portugal. Falleceu no Palácio de Queluz a 7 de Janeiro de 1830. 
Tiveram larga descendência, fV. acima). 

4.0 A Sereníssima Senhora D. Marianna Victoria, Infanta de Portugal. — 
Nasceu no palácio de Queluz a 15 de Dezembro de 1768, e casou por pro- 
curação em 1783, e em pessoa a 8 de Maio de 1785, com o Sereníssimo 
Senhor Dom Gabriel António de Bourbon, Infante de Hespanha, que nasc. 
a 11 de Maio de 1752, 3." filho d'El-Rei Carlos m de Hespanha e das 
Duas Sicilias, e da Rainha D. Maria Amália, filha de Augusto iii. Rei da 
Polónia, e da Rainha, D. Maria Josefa, Archiduqueza d' Áustria. 

FILHOS. 

1 .° O Sereníssimo Senhor Dom Pedro Carlos, Infante de Hespanha, 
Gran-Prior da Ordem de S. João de Castella. — Casou 
em 13 de Maio de 1810 com a Sereníssima Senhora D. Maria 
Thereza, Infanta de Portugal, da qual houve descendência. — 
(V. acima). 
2." O Sereníssimo Senhor Carlos, Maria, Isidoro, Infante de Hes- 
panha. — Casou a 4 de Setembro de 1816 com a Sereníssima 
Senhora D. Maria Francisca de Assis Infanta de Portugal, da 
qual houve descendência. (V. acima). Passou a segundas 
núpcias em 1818 com sua cunhada a Sereníssima Senhora 
Infanta D. Maria Thereza, da qual não teve descendência. 
5.** A Sereníssima Senhora D. Maria Clementina, Infanta de Portugal. — 
Nasceu no Palácio d' Ajuda a 26 de Junho de 1776, fallecendo pelas 
6 horas da manhã do mesmo dia, e foi depositado o seu cadáver na 
Santa Basílica Patriarchal a 27 do predito mez e anno, e transferido 
para o Real Jazigo de São Vicente de Fora a 13 de Setembro de 1855. 
6.° A Sereníssima Senhora D. Maria Izadel, Infanta de Portugal. — Nasceu 
no Palácio de Nossa Senhora d' Ajuda a 14 de Janeiro de 1777, falle- 
cendo pelas 4 horas e meia da tarde do mesmo dia, e o seu cadáver 
depositado na Egreja da Santa Basílica Patriarchal a 15 do predito 
mez e anno, sendo depois transferido para o Real Jazigo de S. Vi- 
cente de Fora, como consta do respectivo auto de deposito datado de 
13 de Setembro de 1885. 

Rectificações e correcções 

El-Rei o Senhor Dom Luiz l é também Gran-Cruz das Ordens, do Mérito Militar e do 
Mérito Naval de Hespanha ; do Leão de Zehringen, de Baden ; de Luiz I, de Hesse-Darms- 
tad ; do Takôvo, da Servia ; da Coroa de Wendes dos Mecklemburg-Schwerín ; 

S. M. a Rainha D. Maria Pia é condecorada com a Ordem da Cruz Estrellada, d'Austria. 

Sua Alteza a Sereníssima Senhora Infanta D. Maria Anna, Duqueza de Saxe, falleceu 
em Dresde a 5 de Fevereiro de 1884. 



i 



XLVII 

Condessa d'Edla, o titulo é de Coburgo ; e nâo da Prússia. 

A Bainha a Senhora D. Maria II, entrou ena Lisboa a 22 de Setembro de 1833, e des- 
embarcou a 24 do mesmo mez e anno. O seu primeiro acto como Rainha foi a 19 de Setembro 
de 1834, firmando a Carta Regia pela qual concedeu a Seu Pae a Gran-Cruz da Ordem da 
Torre Espada. Prestou juramento perante as Cortes Geraes da Nação a 20 de Setembro 
de 1834. 

A Rainha D. Maria II foi pela primeira vez á cidade do Porto em 27 de Julho de 1834, 
em cumprimento da promessa de seu Augusto Pae, renovava quando a Augusta Rainha 
chegou a Lisboa, á Deputação da Gamara Municipal do Porto : 

«Renovo a promessa de conduzir a Rainha ao meio de vós, c ahi, renovando-se as sua- 
ves recordações da generosa lucta da lealdade com os sacrifícios, serão regados em família 
os louros da gloria com as lagrimas honrosas do reconhecimento». fChronica n" 54 de Se- 
tembro de 1833). 

Estas memoráveis palavras, constituíram uma espécie de pacto entre a dynastia da Rai- 
nha e a cidade do Porto. 



RESENHA 

DAS 

TITULARES E GRANDES DE PORTUGAL 




ABRANÇALHA (Visconde). — Mo José Henriques Trigueiros de Castro e Alhaide, 
1.° Visconde de Abrançallia, em sua vida, Moço Fidalgo cora exercicio na Casa Real, abas- 
tado proprielario em Abrantes. Nasc. a 4 de Julho de 1836, e casou em 1867 com D. Ma- 
ria Eugenia Rôrao^ de Castro e Athaide, sua prima, que nasc. a 22 de Julho de 1853, 
administradora de diversos vinculos em Abrantes, Elvas e Portalegre ; íilha de D. Álvaro 
Henriques Rômo de Souza Tavares, Fidalgo da CasaTIêal por successão a seus maiores, e 
de sua mulher D. Francisca de Castro Freire Zuzarte da Silveira, sua prima ; ambos já 
fallecidos. — Sem geração. 

SEUS PAES 

José Bernardo Trigueiros do Rego Martel, Fidalgo da Casa Real por successão a seus 
maiores, Comraendador da Ordem de Christo, Coronel graduado do extincto Regimento de 
Milícias de Idanha (13 de Maio de 1825), e depois aggregado ao Regimento de Castello 
Branco; Coronel do 5." Batalhão Nacional Movei de Lisboa (em 1833). Esteve no cerco da 
cidade do Porto em 1832 e 1833 e serviu no Deposito militar no posto de Tenente Coronel, 
graduado era Coronel do Regimento de Mihcias de Idanha. Casou era 1835 cora D. Maria 

Christina Rômo de Castro e Athaide que nasc , filha de D. Manuel Henriques Rômo 

de Souza Tavares, Fidalgo da Casa Real, Coronel de Milícias, aggregado ao Regimento de 
Portalegre (20 de Março de 1821), e proprietário; e de sua mulher D. Thereza de Castro 
e Athaide de Souza Tavares. 

João José — Actual Visconde. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 24, e Carta de 28 de Julho 1869 — (D. LUIZ l. — Registado no Arehivo da Torre 

do Tombo Cliancellaria de D. Luiz I, Livro 21, fl. 67 v.) 
FÔRO DE FIDALGO cAVALLEiRO — Alvará dc 3 dc Fevereiro de 1849 — (D. Maria II. — Registado no Livro 5.o, 

fl. 57 da Matricula dos Moradores da Casa Real na Secretaria dos Filhamentos, e Livro i.°, fl. 149 v. 

de Cartas e Alvarás da mesma Secretaria, 

^ O verdadeiro cognomo é Rombo. • 



famílias titulares 



ABR 



Mercê de moço fidalgo — Alvará de 9 de Fevereiro de 1858. — (D. Pedro V. Registado no Livro 4.° fl. 118 
de Cartas, Alvarás ele. da Secretaria dos Filhamentos, e Livro 7.o a fl. 53 da Matricula dos Mo- 
radores da Casa Real.) 

Concessão das honras e prerogativas de moço fidalgo com exercício — Alvará de 9 de Fevereiro de 1858. 
(O mesmo registo.) 

UtrsixsLa <l'A.r>inas — Um escudo partido em pala, na primeira as armas dos Pereiras 
— em campo vermelho uma cruz de prata, florida, vasia do campo; na segunda pala as armas 
dos Regos — em campo verde uma banda ondeada de prata e azul, e sobre esta três vieiras d'oiro. 

BRAZÃO concedido ao segundo Avô do sr. Visconde, João José Martins Pereira do Rego Goulâo, filho 
de José Martins Pereira Goulão, Caprtão-mór das Ordenanças de Castello Branco. {Por Alvará de 20 de 
Março de 1821 — Registado no Cartório da Nobreza, Liv. VIU, p. 76.) 




ABRANTES (Marqueza). — D. Luiza Henriqueta Fêo Sanches Pereira de Gusmão, 
5.** Marqueza d'Abrantes; 8.^ Condessa de Penaguião. Nasc. a 14 de Dezembro de 1810, 
e casou a 28 d' Abril de 1834; 4." filha de Francisco José de Faria da Costa de Abreu 
Guião, do Conselho de S. M. F., Desembargador do Paço, Fidalgo da Casa Real, por 
successão a seus maiores; e de sua mulher D. Joanna Perpetua Fêo Sanches de Gusmão. 

VIUVA X>E 

Dom Pedro José Maria da Piedade d'Alcantara Xavier António Nicolau Veríssimo Má- 
ximo Júlia Adríão Francisco d'Assis de Salles Jerónimo Domingos Miguel Gabriel Rafael 
Gonzaga Thereza João de Capistrano de Lencastre Lorena Almeida Sá e Menezes Castello 
Branco da Silveira Valente Barreto Vasconcellos Távora, 5." Marquez d' Abrantes, em sua 
vida, e 8.° Conde de Penaguião, tamhem em sua vida, 18.° Sr. de Villa Nova de Por- 
timão, Par do Reino por successão de seu Avô o 3.° Marquez d' Abrantes, Pai- em 1826, 



ABR E GRANDES DE PORTUGAL 



de que prestou juramento e tomou posse na Gamara dos Dignos Pares a 25 d'Agosto de 1842. 
Succedeu nas Casas d' Abrantes e de Yilla Nova, a seu pae, era 11 de Fevereiro de 1827. 
Nasc. a 22 de Outubro de 1816, e m. a 2 de Setembro de 1847. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Dom José Maria da Piedade de Lencastre Silveira Castello Branco Almeida Sá e Me- 
nezes, 4.° Marquez d'Abrantes, 8." Conde de Yilla Nova de Portimão, de juro e herdade 
por commutação do titulo de Conde de Penaguião, que competia aos primogénitos dos 
Marquezes d'Abrantes. Major de Cavallaria do Exercito. Nasc. a 7 de Fevereiro de 1784 
e m. em Londres a 11 de Fevereiro de 1827. Casou a 11 de Fevereiro de 1806 cora D. He- 
lena do Sanctissimo Sacramento de Vasconcellos e Souza, 2." íilha dos 2.°* Marquezes de 
Castello Melhor, que nasc. a 6 de Fevereiro de 1786 e ra. a 9 de Fevereiro de 1846. 

1." D. Maria Joanna. — Nasc. a 24 de Junho de 1815 em. a 21 d'Outubro de 1869. 

2.0 Dom Pedro José Maria. — Foi o 5." Marquez d'Abrantes. 

3." Dom José Maria da Piedade. — Nasc. a 19 de Setembro de 1819 e m. a 28 de Feve- 
reiro de 1870. Herdeiro do titulo de Conde de Villa Nova de Portimão, por succes- 
são de juro e herdade. Casou a 1 de Outubro de 1849, com D. Maria Rita Corrêa de Sá 
Benevides Velasco da Gamara, filha dos 6.°* Viscondes à'Asseca, com Grandeza, que 
nasc. a 2 de Outubro de 1821 e m. a 30 de Janeiro de 1868. 

FILHO ÚNICO 

Dom JoXo de Lencastre e Távora. — Nasc. a 28 de Dezembro de 1864. Her- 
deiro do titulo de Conde de Villa Nova de Portimão, por sucessão e 
de juro e herdade. (Veja Villa Nova de Portimão.) 
4." D. Helena Maria. — Nasc. a 6 de Novembro do 1820. 2.* Condessa de Murça. (Veja 
Murça.) 

SEXJS Avós 

Dom Pedro de Lencastre da Silveira Castello Branco Almeida Sá e Menezes, 3." Mar- 
quez d'Abrantes com honras de Parente, (era veriíicação da 3.* vida fora da Lei Mental 
concedida no mesmo titulo ao 3." Marquez de Fontes e 1.° Marquez d' Abrantes Dom Ro- 
drigo Annes de Sá Almeida e Menezes), por eííeito da Graça que lhe foi conferida por 
Carla de 9 de Dezembro de 1789. Par do Reino em 30 d'Abnl de 1826, de que prestou 
juramento e toraou posse na Gamara dos Pares a 31 do mesmo mez e anno, 7." Conde de 
Villa Nova de Portimão, Alcaide-mór d' Abrantes, Sr. d' Abrantes, Sardoal, Bouças, Se- 
ver, dos quatro casaes de Mattosinhos, e dos Direitos Reaes da Terra de Gaia, Coronel 
do Regiraento de Mihcias de Lisboa Occidental. Foi Presidente e Membi-o da Regência do 
Reino, decretada era Novembro de 1807 durante a ausência d'EI-Rei D. João vi no Estado 
do Brazil. Nasc. a 28 de Julho de 1771 e m. a 25 de Março de 1828. Foi casado com D. Ma- 
ria Joanna Xavier de Lima 4." filha dos Marquezes de Ponte de Liraa, que nasc. a 28 
d' Abril de 1753 era. a. . . de Fevereiro de 1834. 

1." Dom José Maria. — Foi o 4." Marquez d'Abrantes. 

2." D. Maria Antónia. — Nasc. em 1785, c m. em 1808. Foi 6.» Marqueza de Angeja. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Sr. do Barreiro e de Sevér — 29 de Março de 1384. — (D. João I. — Arch. da T. do T., Chanc.'de 

D. João I. Livro 16, /I. 16.; 
Conde de Maçarellos — 29 de Dezembro de 1469. — (D. Affonso V.^—Arch. da T. do T., Liv. 2 d' Além 

Douro, a fl. 48.) .' 



famílias titulares abr 



Conde de Abrantes — 17 de Novembro de 1450. — (D. João II — Arch. da T. do T., Chanc. de D. João II, 

Liv. 22, fl. 48.) 
Conde de Abrantes, (renovado) — 12 de Novembro de 1645. — (D. João IV — Arch. da T. do T., Chanc. d< 

D. João IV. Liv. 19, fl. 80 V. ) 
Conde de Villa Nova de Portimão — 1 de Janeiro de 1508. — (D. João III — Arch. da T. do T., Chanc. de 

D. Joào III, Liv. 47, fl. 108.) 
Conde de Mathosinhos e S. JoSo da Foz — S de Junho de 1579. — (Cardeal-Rei — Arch. da T. do T., Chanc. 

de D. Henrique, Liv. 43, fl. 109. — Privilégios de D. Sebastião e D. Henrique, Liv. 13, fl. 156.) 
Conde de Penaguião — 10 de Fevereiro de 1583. — ( D. Filippe I — Arch. da T. do T., Liv. 16, fl. 191.) 
Marquez de Fontes — 2 de Janeiro de 1659. — (D. Affonso VI — Regência da Rainha D. Luiza — Archivo 

da T. do T., Chanc. de D. Affonso VI, Liv. 22, fl. 116. J 
Tratamento de Marquez Parente — 24 de Junho de 1718. —(D. JoãO V — Arch. da T. do T., Chanc. de 

D. João V, Liv. 10, fl. 164.) 
Transferencia do titulo de Marquez de Fontes para Abrantes, de juro e herdade. Ires vezes fora da 

Lei Menlal — 12 de Agosto de 1718. — (D. João V — Arc/i. da T. do T., Chanc. de D. João V, 

Liv. 10, fl. 159.) 
Condes de Penaguião, de juro e herdade, prerogativa dos filhos primogénitos dos Marquezes d'Abrantes. — 

13 de Agosto de 1718. — (D. João V — Arch. da T. do T., Chanc. de D. João V, Liv. 10, fl. 159, j 
Verificação da 3.^ vida fora da Lei Mental, no titulo de Marquez d'Abrantes com honras de Parente, no 7." 

Conde de Villa Nova, 3." Marquez d'Abrantes. — 9 de Dezembro de 1789. — (D. Maria I — Arch. 

da T. do T., Chanc. de D. Maria I, Liv. 17, fl. 88. v. ) 
Commutação do titulo de Penaguião de juro e herdade, que competia aos primogénitos da Casa d'Abrantes 

para Condes de Villa Nova de Portimão, de juro e herdade, na linha de descendência do 3." Mar- 
quez d' Abrantes, vcrifícando-se desde logo no seu filho primogénito D. José de Lencastre, 8." Conde 

de Villa Nova de Portimão. — 17 de Junho de 1793. — (D. Maria I — Regência do Senhor D. João VI. 

— Liv.8.°fl. 134 de Cartas, Alvarás e Patentes da Secretaria do Reino.) 

Renovação no 4.° Marquez d'Abrantes — 24 d'Abril de 1795. — ( D. Maria I — Regência do Senhor D. João VI. 

Arch. da T. do T., Chanc. do Principe Regente, Liv. 27 fl. 328. u.) 
Renovação no b.° Marquez d'Abrantes, com honras de Parente. — Decreto de 7 de Julho de 1828, e Portaria 

de 15 de Julho do mesmo anno. — ( Liv. 22, fl. 103 de Portarias e Avisos da Secretaria do Reino. 

— Não tirou Carta. ) 

Parece que o Sr. Dom Pedro José Maria da Piedade, deveria ser o 9." Conde de 
Villa Nova de Portimão, por successão de juro e herdade, na conformidade da Carta de 
17 de Junho de 1793 ; todavia, os Dignos Pares do Reino, dando-lhe legalmente assento 
na respectiva Camará a 25 de Agosto de 18i2, como successor no Parialo a seu Avô o 
3." Marquez d'Abrantes, e recebendo-o como 5.° Marquez d'Abrantes, ficou admittida, 
ainda que por inadvertência, uma mercê, que tendo sido feita depois de 30 de Junho de 
1828, era reputada illegilima pelo Governo Constitucional. 

Por fallecimento do 5.° Marquez d'Abran1es, ficou exlincto este titulo, como já o estava 
na linha de successão do 1.° Marquez Dom Rodrigo Annes de Sá Almeida e Menezes, pelo 
fallecimento de sua neta a 3." Marqueza e 2." Duqueza d'Abranles, sem deixar progénie. 

Brazao cl' Armas — As armas Reaes do Reino, com um filete negro em contrabanda. 
— Timbre — um Pelicano com as azas abertas picando no peito, com seis besantes nas azas, e 
um no peito. 

BRAZAO da casa dos Duques d'Aveiro, de que usaram os Condes de Figueiró, e usam os Condes de Villa 
Nova de Portimão, como descendentes do Duque de Coimbra D. Jorge de Lencastre, Commendador-mór das 
Ordens d'Aviz e de S. Thiago, filho legitimado d'El-Rei D. João ii. 

O Brazão d'Armas de que usaram os Condes de Penaguião, os Marquezes de Fontes e 1.° d'Abrantes, 
foi o do sobrenome da sua nobilíssima familia, Sá — Vm escudo xadrezado - de prata e azul de seis peças 
em faxa e sete em pala. Timbre — um pescoço de búfalo da sua côr xadrezado de negro e prata, com uma 
argola de oiro nas ventas. 

Teve origem esta familia em João Affonso de Sá, vassallo d'El-Rei D. AíTonso iv, 
casado com Maria Martins, os quaes viveram no logar de Sá e foram senhores da quinta 
ou herdade d'este nome, que tomaram por appellido. 



ABR E GRANDES DE PORTUGAL 



^ 



Seus descendentes prestaram grandes serviços á Coroa de Portugal, e exerceram 
os mais altos cargos. 

A Rodrigo Annes de Sá, foi entregue por El-Rei D. Pedro i a guarda do Castello de 
Gaia, era frente da cidade do Porto, por carta de 29 de Julho de 1357 (Arch. da T. do 
T. Chanc. de D. Pedro I Livro I fl. õ), e d'elle descendeu João Rodrigues de Sá, que 
foi Caraareiro-mór d' El-Rei D. João i, que lhe fez doação do Barreiro e Sever, depois 
confirmada por El-Rei D. Duarte, que doou de juro e herdade as terras de Sever e Bouças 
or carta de 18 de Fevereiro de 1436. (Arch. da T. do T., Liv. I d' Além Bouro fl. 1^0.) 

Fernão de Sá, filho de João Rodi-igues de Sá, succedeu a seu pae no Officio de Cama- 
reiro-niór por carta de 13 de Novembro de 1425. (Arch. da T. do T., Livro IV de Doa- 

tões de J). João I fl. i 1Õ), é este o primeiro diploma de Gamareiro-mór de que até agora 
avemos achado registo. Este oíTicio continuou na familia Sá durante os reinados dos Senho- 
es Reis D. Duarte e D. AíTonso v. 
Seu filho João Rodrigues de Sá que também foi Gamareiro-mór, teve mercê por carta 
e 21 de Maio de 1453 do morgado de Sever, instituído por Gonçalo Giraldes lavrador 
a'aquella terra, fallecido sem descendência, (Arch. da T. do T., Livro II da Beira a 
fl. 54j e foi elevado a Gonde de Maçarellos. 

Francisco de Sá e Menezes, foi do conselho d'El Rei D. Sebastião, e Gapitão da sua 
Guarda de Pé, por carta de 10 de Outubro de 1598 (Arch. da T. do T., Chanc. de D. Se- 
bastião, Livro VIII, fl. 209)^ e depois Gamareiro-mór do Gardeal Rei D. Henrique, por 
carta de 9 de Outubro de 1578 ; e feito Gonde de Mathosinhos e S. João da Foz como consta 
da Garta de 5 de Junho de 1579. 

D. Francisco de Sá e Menezes, foi Gamareiro-mór d'El-Rei D. Filippe i e Gonde de 
Mathosinhos, titulo do qual se passou Alvará de lembrança, em 10 de Fevereiro de 1583 
(Arch. da T. do T., Chanc. de D. Filippe II, Livro XIX fl. 125) para seu herdeiro; 
porém como este fallecesse sem deixar successão, a seu sobrinho João Rodrigues de Sá, 
filho primogénito de seu irmão Sebastião de Sá, e herdeiro da sua casa; em virtude do 
citado Alvará de lembrança se passou Garta do oíTicio de Gamareiro-mór, e do titulo de 
Conde de Penaguião, em satisfação do de Mathosinhos de que tinha promessa. 

Ao 4.° Conde de Penaguião, D. Francisco de Sá e Menezes, Gamareiro-mór d'El-Rei 
D. AíTonso vi, fez este Senhor, mercê do titulo de Marquez de Fontes. 

Ao 3." Marquez de Fontes e 6.° Conde de Penaguião, D. Rodrigo Annes de Sá Almeida 
e Menezes, Embaixador d'EI-Rei D. João v, querendo galardoar os serviços que este lhe 
havia feito nas armas e em cargos importantes, particularmente no de seu Embaixador na 
Corte de Roma, concorrendo efficazmente para a realisação dos desejos do Soberano a fim 
de elevar a metrópole de Lisboa á sublime cathegoria de Egreja Patriarchal, e que a digni- 
dade Cardinalícia fosse inherente á eleição de Palriarcha de Lisboa, sem dependência de 
nomeação e approvação de sua Santidade, e immediatamente proclamado no primeiro Con- 
sistório que se celebrasse em Roma depois da eleição e apresentação Real conforme se de- 
clara na Bulia — Inter-prwcipuas — datada de 17 de Dezembro de 1739; El-Rei D. João v 
lhe fez mercê do tratamento de Sobrinho para elle e seus descendentes, e da transferencia 
do titulo de Marquez de Fontes para Abrantes, áe juro e herdade; e que alem d'isso os 
filhos primogénitos d'esta casa fossem Condes de Penaguião também áejuro e herdade, cujo 
titulo usariam ainda na vida dos pães. 



famílias titulares 



ABR 




ABRIGADA (Visconde). — José Maria Camillo de Mendonça 1." Visconde d' Abri- 
gada, em sua vida, Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa, Fidalgo Cavalieiro da Casa Real, Vice-Consul da Bélgica em Lisboa, abastado 
proprietário e negociante de grosso tracto da Praça de Lisboa. Nasc. a 31 de Outubro de 
1815, e casou em 1849 com D. Maria Leonor Ernestina Coutinho Seabra Saldanha Daun e 
Mendonça, filha do 2.° Visconde da Bahia, que nasc. a 8 de Dezembro de 1818. 

1." D. Maria Gamilla. — Nasc. a 20 de Outubro de 1852, e casou a 1 de Novembro de 
1869 com António Affonso Vellado Júnior, iilho primogénito do 1." Viscoridedo 
Freixo. — Sem geração. 

2." D. Anna xMafalda. — Nasc. a 2 de Agosto de 18S6, e casou a 8 de Janeiro de 1876 
com o 2." Visconde da Graça. 

3.° D. Leokor Beatriz. — Nasc. a 13 de Fevereiro de 1861. 



SEUS PA.ES' 

José Camillo de Lellis Vieira de Mendonça, proprietário, e D. Maria Delfina da 
Cunha. — Ambos já fallecidos. 

1.0 D. Maria Amália. — Nasc. a 10 de Setembro de 1817, e casou em 14 de Novembro de 
1835, com José Avelino da Silva e Matta, Bacharel formado era Direito. — .Ambos já 
fallecidos. 

FILHOS 

1.0 Manuel Joaquim. — Nasc. a 23 de Agosto de 1836. Bacharel formado 
em Philosophia e Mathemaiica pela Universidade de Coimbra, Capitão 
de Artilheria do Exercito e proprietário. 

2.° D. Marianna Adelaide. — Nasc. a 20 de Dezembro de 1837, casada com 
Ezequiel António Ribas, Cavalieiro das Ordens da Conceição e de S. B. 
d'Aviz, condecorado com a medalha de prata por comportamento exem- 
plar, Cirurgião-mór do Regimento de Infanteria n.° 4, com honras de 
Capitão do Exercito. — Sem geração. 



ABR E GRANDES DE PORTUGAL 



3." D. Catharina Amélia. — Nasc. a 26 de Março de 1839. 
4.° D. Marianna Carolina. — Nasc. a 8 de Setembro de 1840, e casou a 8 de 
Setembro de 1867 com João Carlos da Costa; proprietário e lavrador. 

FILHOS : 

J.** D. Maria Carolina. 
2." D. MarIa Adelaide. 
3." D, Catharina Amélia. 

2.0 José Maria. — Actuai Visconde. 

3.<* D. Joaquina Cândida. — Nasc. a 8 de Setembro de 1820, e casou com Francisco Joaquim 

Mendes Maia que nasc. a 15 de Janeiro de 1843. — Sem geração. 
4.0 D. Francisca de Jesus Maria. — Nasc. a 10 de Agosto de 1824, e casou a 16 de Maio 

de 1844, com Domingos Joaquim da Silva, proprietário na Abrigada, qi^e nasc. a 19 

de Novembro de 1808. 

FILHOS 

1." Ernesto Vieira. — Nasc. a 3 de Junho de 1845. 
2." Domingos Joaquim. — Nasc. a 21 de Dezembro de 1846. 
3.° Ildefonso Profirio. — Nasc. a 23 de Janeiro de 1847. 
4.° D. Maria Adelaide. — Nasc. a 24 de Março de 1848, e casou com An- 
tónio Alves Pereira, 1.° Tenente de Artilheria do Exercito. 
5." D. Francisca Maria. — Nasc. a 9 de Março de 1858. 

ô."*' D. Ernestina Leonor ) xt ^ h a^ \f ^,. a j oesn 

7.0 D. Leonor Ernestina ! 9emeas.-^^sc. a 11 de Março de 1859. 

8.0 Duarte Mathias. — Nasc. a 31 de Junho de 1861. 
9.0 D. Maria Constança. — Nasc. a 23 de Setembro de 1863. 
5.» Duarte Egídio. — Nasc. a 21 de Dezembro de 1826. Cavalleiro da Ordem de Christo, Ca- 
pitão na arma de Artilheria, servindo presentemente no Regimento de Artilheria n.o 3. 
6.0 Bernardo Augusto Vieira Mendonça. — Nasc. a 29 de Novembro de 1831. Commendador 
da Ordem de Christo. Negociante de grosso tracto da Praça do Rio de Janeiro, actual- 
mente em Portugal onde é proprietário. Casou no Rio de Janeiro em 1852, com D. Juliá 
CQrins^ Ceva de Mendonça. 

FILHOS 

1.0 D. JuLiA Cândida. — Nasc. a 30 de Setembro de 1855. Casada com Henri- 
que Pereira Taveira, Banqueiro na Praça de Lisboa. 
2.0 D. Maria Policena. — Nasc. a 16 de Junho de 1857. 
3.0 D. Adelína Melania. — Nasc. a 9 de Junho de 1860. 
4.0 D. Izelina Emília. — Nasc. a 9 de Fevereiro de 1863. 
5.0 Alfredo Augusto.' — Nasc. a 16 de Junho de 1865. 
6.0 D. Leonor Amélia. — Nasc. a 19 de Outubro de 1867. 
7.0 Henrique Eugénio. — Nasc. a 20 de Maio de 1833; proprietário. 

CREAÇÃO DO TITULO 

ViscoNBE. — Decreto de 17, e Carta de 29 de Janeiro de 1870. — (P. Luiz 1. — Areh. ia T. io T., 
Ckaxw. de í>. Luiz I, liv. 23, fl. 36. ) 

BrazsLo d'A.i:>nias. — Um escudo partido em pala; na primeira as armas dos Men- 
donças — escudo franchado, e na parte alta e baixa, em campo verde, uma banda vermelha 
coticada de eiró; no segundo, e seu contrario, em campo de oiro um S negro; na segunda 
pala, as armas dos Cunhas, — em campo de oiro nove cunhas de azul postas em três palas. — 
Timbre — uma aza de oiro carregada com um S negro e por differença uma brica azul com 
um bezante de prata. 

BRAZÃO concedido por Alvará de 14 de Fevereiro de 1868. — ( Regiit. no Cartório da Nobreza, 
Liv. 9.0 fl. 108. j 



famílias titulares 



AGU 




AGUA-IZÉ (Barão). — Manuel da Vera Cruz Almeida, 2.° Barão d'Agua-Izé, em 
sua vida, Fidalgo da Casa Real por successâo a seus maiores. Abastado proprietário na Ilha 
de S. Thomé, e Sr. do grande prazo denominado Agua-Izé, sito na Praia-Rei da sobredita 
Ilha. Nasc. em Benguella a 1 de Maio de 1838, e casou a 26 de Novembro de 1859, com 
D. Faustina Maria da Conceição, natural da Ilha do Príncipe que nasc. a 21 de Março 
de 1845, e m. em Lisboa (Beiifica) a 15 d'Abril de 1875, filha de Christovão Xavier Vel- 
loso e de sua mulher D. Maria da Conceição Paulet. — Sem geração. 

SEUS JPAES 

João Maria de Souza Almeida, 1." Barão d'Agua-Izé, em sua vida, do Conselho de 
S. M. F,, Fidalgo da Casa Real, Commendador das Ordens de Christo, e da de Nossa Se- 
nhora da Conceição de Villa Viçosa, Cavalleiro da Ordem da Torre e Espada, do Valor, 
Lealdade e Mérito, Tenente Coronel de 2." linha (voluntários de Benguella). Abastado 
proprietário nas Ilhas de S. Thomé e do Príncipe, e na Cidade de S. Filippe de Benguella, 
Sr. dos grandes prazos denominados Agua-Izé, e Castello do Sul, sitos na Praia-Rei, e do 
grande prazo denominado Alto Douro na Ilha de S. Thomé. Nasc. na Ilha do Príncipe 
a 12 de Março de 1816, e m. na Cidade de S. Thomé a 17 d'Outubro de 1869, tendo 
sido casado com D. Marianna Antónia de Carvalho, que nasc. a. .. . e m. a 30 de Junho 
de 1865. — Sem geração legitima. 

IFIXjUOS I>r.<ÍLTTJI?.-A.ES IDO 1." BJ^DBXO 

1.0 D. Leonor de Souza. — Nasc. a 26 de Novembro de 1835, e m. a 12 de Junho de 

1864 tendo casado em de Abril de 1848 com Manuel José Corrêa, capitalista e 

proprietário do grande prazo denominado Carunjambá, ao Norte de Mossamedes. — 
Ambot já fallecidos. 



AGU 



E GRANDES DE PORTUGAL 



FILHA ÚNICA E HERDEIRA 

D. Paschoella Corrêa d'ALMEiDA. — Nasc. a 11 de Outubro de 18S1 e casou 
a 9 de Fevereiro de 1868, com seu lio materno Jacintho Carneiro de 
Souza e Almeida, Fidalgo da Casa Real por suceessão a seus maiores, 
Commendador da Ordem de Chrísto, Sr. dos grandes prazos denomi- 
nados Alto Douro e Monto Bello sitos na Ilha de S. Thomé, que nasc. a 
17 de Outubro de 1845; 3.o filho do l.» Barão d'Agua-Izé. 

2.° Manuel da Vera Cruz. — Actual 2." Barão d'Agua-Izé. 

3." Jacintho Carneiro de Souza. — Nasc. na Ilha do Príncipe a 17 de Outubro de 1845, 
Fidalgo da Casa Real por Alvará de 13 de Agosto de 1874. — (D. Luiz I — Begist. no 
Liv. 6 fl. 187 de Cartas e Alvarás, e no Livro 8, fl. 117 v. da Matricula dos Mora- 
dores da Casa Real, na Secretaria dos Filhamentos.) Abastado proprietário na Ilha de 
S. Thomé, e ali Sr. dos grandes prazos denominados Alto Douro e Monte Bello, que 
casou a 9 de de Fevereiro de 1868 com D. Paschoella Corrêa d' Almeida, sua sobri- 
nha, que nasc. a 11 de Outubro de 1831; filha de D. Leonor de Souza Almeida, e 
de Manuel José Corrêa, capitalista, residente na Ilha de S. Thomé, onde m., e Sr. do 
grande prazo denominado do Carunjambá sito ao Norte de Mossamedes.. — Ao presente 
sem geração. 

4.° Alberto da Vera Cruz. — Nasc, em .... e m. a 11 d' Abril do 1864. 
Legitimados por Alvarás de 12 de Maio de 1869. 

5.<' Augusto Vianna. — Nasc. a 28 de Dezembro de 1851. 

6.0 João Maria. — Nasc. a 26 de Abril de 1856. 

7.0 Jesuino Vidal. — Nasc. a 26 de Maio de 1858. 

8.0 Fortunato José. — Nasc. a 9 de Dezembro de 1839. 

9.0 JuLio César. — Nasc. a 31 de Junho de 1862. 
10. o D. LuizA Albertina. — Nasc. a 25 de Setembro de 1863. 
11.0 António Carolino. — Nasc. a 22 de Junho de 1865. 

SEUS AVOS 

Manuel da Vera Cruz Almeida, Coronel de Milícias, natural da Cidade de S. Sal- 
vador da Bahia, proprietário na Ilha do Principe, filho de António d'Almeida Vianna, 
negociante e proprietário na referida Cidade, e de sua mulher D. Anna d'Assumpção; o 
qual foi casado com D. Paschoella de Souza Leilão, natural da Ilha do Principe, filha do 
Capitão João Mathias dos Santos, e de sua mulher D. Antónia Gomes dos Santos. 

IFIXjBCOS 

1.0 António de Souza Vianna. — M. da idade de 22 annos. — Sem geração. 
2.0 António Barreto de Souza. — M. no estado de solteiro e teve: 

FILHOS NATURAES 



1.0 D. Anastácia Barreto da Fonssca que foi casada com Augusto José da 
Fonseca. E tiveram filhos: 

1.0 D. Maria Cândida da fonseca. 
2.0 D. Lourença Augusta da Fonseca. 
3.0 António Augusto Barreto da Fonseca. 
4.0 D. Henriqueta da Fonseca. 
5.0 D. Augusta da Fonseca. 

2.0 Paschoal Barreto, que casou com D. Leonor Pereira. — Sem geração. 
3.0 Simão Barreto, casado com D. Maria Pedro Frota. — Sem geração. 
4.0 José Barreto. — Falleceu no estado de solteiro. — Sem geração. 
3.0 JoÀo Maria de Souza. — Foi o l.o Barão d'Agua-Izé. 



10 famílias titulares AIjIU 



CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 16 de Abril, e Carta de 18 de Maio de 1868. — (Não tem regiito na T. do T.) 
Renovação no 2.° Babão — Decreto de 28 de Dezembro de 1871. 

Sirazã.0 d' Afirmas. — Um escudo partido em pala; na primeira as armas dos Almeidas 
— em campo vermelho seis besantes de oiro entre nma dobre cruz, e bordadura do mesmo 
metal ; — na segunda pala, as armas dos Leitões — em campo de prata três fazas vermelhas — 
e por differença uma brica verde com um ferro de flecha de prata. 

BRAZÃO concedido por Alvará de 2 de Junho de 1845, a João Maria de Souza Almeida, filho do Coro- 
nel Manuel da Vera Cruz Almeida. — ( Regist. no Cartório da Nobreza, Liv. 8.°, a fl. 313 v. ) 




AGUIAR (Barão). — Silvino Luiz Teixeira d'Aguiar e Vasconcellos, l.^Rarão d'Aguiar 
em sua vida, do Conselho de Sua Magestade, Commendador da Ordem de Christo, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real, Antigo Deputado da Nação Portugueza, Juiz Relator do Supremo 
Conselho de Justiça Militar; Juiz e Presidente da Relação de Goa, aonde não chegou a 
ir, por ser nomeado, em 22 de Dezembro de 1836, Juiz Relator Supplente do Supremo 
Conselho de Justiça Mihtar; Juiz Relator eíFectivo em 8 de Maio de 1841, Desembarga- 
dor e Procurador Régio do Supremo Tribunal de Marinha, Juiz de Fora de Monlealegre 
e de Elvas, com predicamento de correição ordinária e beca honorária; proprietário do oíTi- 
cio de Feitor e Recebedor da Alfandega de Chaves, Racharei formado em direito. Nasc. 
em Chaves a 18 de Agosto de 1798 e m. a 12 de Setembro de 1862. — Sem geração. 

SETJS PAES 

José Xavier Teixeira, proprietário do oílicio de Feitor e Recebedor da Alfandega de 
Chaves; casado com D. F. . . 

1.° Silvino Luiz. — Foi o 1.° Barão d' Aguiar. 

2.° Ephigenia Maria. — Nasc Viuva de Máximo Luiz Teixeira d'Aguiar 

Vasconcellos. 

3.° Raymundo Luiz. — Nasc. a 4 de Julho de 1800; Commendador da Ordem de Christo, Có- 
nego da Sé Primacial de Braga ; m. em 1852. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 17 de Junho e Carta de 19 de Julho de 1854 — (D. Pedro Y — Regência do Senhor 

D. Fernando 11 — Regist. no Arch. da T. do T. Chanc. de D. Pedro V, Liv. 4.» a fl. 165 v.) 
Escudeiro Fidalgo — Alvará de 11 de Março de 182o. 
Fidalgo Cavalleiro — Alvará de 26 de Julho de 1836. 



AGU 



E GRANDES DE PORTUGAL 



ti 




AGUIERA (Visconde). — Joaquim Álvaro Telles de Figueiredo Pacheco, 1." Visconde 
d'Aguiera, em sua vida, Fidalgo da Casa Real, Sr. da casa d'Aguiera, Bacharel formado 
em direito, antigo Administrador do Concelho d'Agueda, ( em 1862). Nasc. a 16 d'Abril 
de 1816 e casou em primeiras núpcias, com D. Maria Mascarenhas Bandeira Telles de Man- 
cellos Pacheco, sua prima, filha de Joaquim de Mascarenhas de Mancellos Pacheco e de 
sua mulher D. CaroUna Bandeira da Guerra, que m. a 7 de Novembro de 1851. — Sem 
geração. 

Passou a segundas núpcias em 29 de Abril de 1868 com D. Maria Ignez Caldeira Pinto 
Giraldes de Bourbon, que nasc. a 22 de Dezembro de 1842, filha dos 1.°' Viscondes da 
Borralha (V. Borralha). — De presente sem geração. 

SEUS PAES 

José Agostinho de Figueiredo Pacheco Telles, Fidalgo da Casa Real, Bacharel formado 
em Leis, proprietário e Sr. da casa de Aguiera, antigo Monteiro-mór do Concelho do Vouga 
e seu districto na comarca d'Aveiro ; casado com D. Maria Luiza de Magalhães Telles. 

1." Agostinho Pacheco. — Nasc. a 5 de Setembro de 1794. Fidalgo da Casa Real, Bacha- 
rel formado em direito, Commendador da Ordem de Christo, Cavalleiro da ordem de Nossa 
Senhora da Conceição de Villa Viçosa. Foi Sub-Perfeito do Districto d'Aveiro, Conta- 
dor Gerai da Fazenda do Districto do Porto, Senador eleito pelos Districtos de Vizeu 
e de Aveiro na legislatura de 1839 a 1841, tomou assento na camará dos Senadores 
pelo Districto d'Aveiro, por ser o da sua naturalidade ; m. em Lisboa a 1 de Maio 
de 1856. 

2.0 D. Emília Carlota. — Nasc. a 8 de Setembro de 1796 e m. a 8 de Dezembro de 1861. 

3.0 D. Engragia Ludovina. — Nasc. a 30 de Novembro de 1798 e m. a 3 de Janeiro de 1858. 

4.0 D. Maria Cândida. — Nasc. a 19 d" Abril de 1800. — Foi casada com João Francisco 
d'Araujo Pacheco, Capitão-mór de Sever do Vouga. — Fallecida. 

FILHOS 

1.0 João de Figueiredo Pacheco. — Nasc. a... Bacharel formado em Direito. 
2.0 Guilherme Telles de Figueiredo. — Nasc. a. . . Bacharel formado em Direito. 
3.0 D. Mathilde Máxima de Figueiredo. — Nasc. a. . . . 



12 



FAMÍLIAS TITULARES 



AlU 



5.0 Nicolau Baptista de Figueiredo. — Nasc. a 18 de Abril de 1802. Fidalgo da Casa Real. 
Bacharel formado em Direito c Juiz de Direi-to que foi nas commarcas de Torres 
Vedras, Monte-Mór o Velho, Figueira da Foz, e na de Midões, aonde foi assassinado 
em 1842, victima da sua integridade e rectidão de justiça. 

6.° D. Anna Casimira. — Nasc. a 16 de Setembro de 1803. 

7.0 João Baptista Pacheco. — Nasc. a 7 de Julho de 1805. Fidalgo da Casa Real, Cavalleiro 
da Ordem de Christo. Foi administrador do Concelho de Sevôr do Vouga; m. em 1849. 

8.0 José Agostinho de Figueiredo. — Nasc. a 19 d'Abril de 1809. B'idalgo da Casa Real, 
Sr. de morgado em Louroza. 

9.0 D. Luiza Augusta. — Nasc. a 28 de Fevereiro de 1811, c m. a 5 de Julho de 1874. 
10. o Joaquim Álvaro. — Actual Visconde d'Aguiera. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Fidalgo Cavalleiro — Alvará de 4 d'Outubro d.; 1863. — (D. Luíz I — fíegist. no Liv. 8. fl. 16 da Matricula 

dos Moradores da Casa Real, na Secretaria dos Filhamentos.) 
Visconde — Decreto de 19 de Setembro e Carta de 5 de Dezembro de 1872. — (D. Luiz I — Regist. no Arch. 

da T. do T. Clianc. de D. Luiz I Liv. 26 o fl. 129.) 

Brazâo <i'Ai*mas — Um escudo esquartelado; no primeiro quartel as armas dos Fi- 
gueiredos — cinco folhas de figueira nervadas e perfiladas de oiro, em campo vermelho; no 
segundo quartel, as armas dos Telles — escudo esquartelado, no primeiro quartel, um leão de 
purpura armado d'azul em campo de prata; no segundo, o campo d'oiro, e assim os alternos; 
no terceiro quartel as armas dos Pachecos — cm campo de oiro duas caldeiras negras faxadas 
de três faxas veiradas de oiro e vermelho, e em cada encaixe das azas quatro cabeças de ser- 
pes verdes; e no quarto quartel as armas dos Moraes — quartel partido em pala, na primeira 
em campo vermelno uma torre de prata coberta de oiro, sobre um rio de prata e azul, na se- 
gunda pala, em campo de prata uma amoreira verde — Timbre o dos Figueiredos — dois braços 
de leão de vermelho em aspa, cada um com sua folha de figueira na garra. 

BRAZAO de familia, de que não conhecemos a origem, nem data da concessão. 




AIREY (Visconde). — João Moore Cole Airey, 1.° Visconde de Airey, em sua vida, 

Capitão de Mar e Guerra da marinha Britânica, súbdito ingiez. Nasc. a de 1810, 

e casou em 1851, com D. Amélia Sarsfield Walsh, que nasc. a .... , íilha de George Diniz 
Walsh, Esq."", negociante de grosso tracto da praça de Lisboa, e de D. Amélia Sarsfield 
Walsh ; ambos já fallecidos. — Sem geração. 



B Sir Ge 



E GRANDES DE PORTUGAL 



13 



SETJS PAES 



Sir George Airey, Cavalleiro da Real Ordem ingleza dos Guelfos, e Tenente General 
do Exercito Britânico, Chefe do eslado Maior na Irlanda, Coronel e ex-Chefe do Regimento 
de Infanteria n.° 39, que m. a 18 de Fevereiro de 1833; casado com D. Catharina Tal- 
bot, que m. a 13 de Maio de 1852; da nobre familia Talbot, antigos Barões Feudaes de 
Talbot de Malahide, em tempo de Henrique II, Rei de Inglaterra, cuja familia ainda hoje 
possue, na linha masculina, o Caslello de Malahide sua casa solar. 

1.° RiCHARD. — Nasc. a ... de 1805. Gran Cruz da Ordem do Banho; Gran Cruz da Ordem 
de S. Maurício de Itália, Commendador da Ordem de Medigié da Turquia, Commendador 
da Ordem da Legião de Honra de França, General do Exercito Britânico, Coronel Ho- 
norário do Regimento de Infanteria n.» 17; foi Governador de Gibraltar em 1865. 

2.° João. — Actual Visconde. 

Houveram mais quatro filhos e três filhas cujos nomes ignoramos. 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 25 de Abril e Carta 20 de Junho de 1872. 
Chanc. de D. Luiz 1 Liv. 24, fl. 116.) 



(D. Luiz l — Areh. da T. do T. 



BrazsLo cl'A.i:*ina,N. — Hum escudo partido em pala; na primeira, em campo azul, 
uma asna de prata, ao centro, carregada com três estreitas de cinco folhas azues ; na se- 
gunda, em campo azul, hum leão branco arremettente : a pala atravessada ao centro por 
hnma faza que cobre também parte do corpo do leão, metade encarnada, metade branca. 
Timbre — ^dois braços armados, postos em aspa, sustentando, em ambas as mãos, uma das 
estreitas azues e por divisa: JE LC TIENDRÂl. 




ALBUFEIRA (Barão). — José Maria de Faria Souza de Vasconcellos e Sá, 2.° Barão 
d'Albufeira, em sua vida, e em memoria dos serviços de seu pae o 1." Barão; Fidalgo Ca- 
valleiro da Casa Real, por successão a seu pae, Cavalleiro da Ordem Militar de S. Bento 
d'Aviz; condecorado com as medalhas militares de bons serviços, e de comportamento 
exemplar; Commendador da Real Ordem Americana de Isabel a Catholica de Hespanha, 
Cavalleiro das Ordens de Santo Estevão da Rússia, e da Coroa d'Italia, Capitão de Caval- 
laria do Exercito. Nasc. a 1 de Maço de 1830. 



14 famílias titulares alb 

José Maria — Nasc. a 23 de Janeiro de 1866. (Legitimado pelo acto do baptismo.) 
SEUS PAES 

José de Vasconcellos e Sá 1.° Barão d' Albufeira, em sua vida, do Conselho de Sua 
Magestade Fidelíssima ; Commendador das Ordens de S. Bento d'Aviz e da antiga Ordem 
da Torre e Espada ; Condecorado com o distinctivo da Granada d'oiro pelas campanhas da 
Catalunha e Roussillon em 1793 e 1794, distinctivo concedido por Decr. de 17 de Dezem- 
bro de 1795. Condecorado com a Medalha Portugueza de três campanhas da Guerra Pe- 
ninsular, e com a Medalha de Commando ; foi condecorado por Sua Magestade Britânica 
com a Medalha da mesma Guerra Peninsular, pelas batalhas de Nivelle (10 de Novembro de 
1813), Orthez (27 de Fev. 1814), e Toulouse (10 d'Abril de 1814), Tenente General do Exer- 
cito Portuguez. Nasc. a 19 de Março de 1775 e m. a 4 de Setembro de 1842. Foi casado 
duas vezes; a 1.^ em 1799 com I). Maria José de Vasconcellos e Sá, sua prima, que nasc. 
a 4 de Agosto de 1774 e m. a 7 de Setembro de 1807, filha de Caetano António Rodri- 
gues Godinho e de sua mulher D. Thereza José de Vasconcellos e Sá. Passou a segundas 
núpcias em 15 de Dezembro de 1834 com D. Maria Barbara de Andrade, que nasc. a 20 
de Janeiro de 1806, íilha do Major d'Infanteria José Marcellino de Andrade e de sua mu- 
lher D. Roza de Paiva e Palma. 

1°. Theodoro José de Vasconcellos e Sá. — Nasc. a il de Agosto de 1800 e m. a.... 

Foi Fidalgo da Casa Real e Capitão dlnfanteria do Exercito, Cavalteiro das Ordens 

de S. Bento d'Aviz, e da de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa. Casou cm 

Abril de 1825 com D. Thereza de Sequeira, a qual m. a 2S de Agosto de 1829, filha 

' de José do Nascimento Sequeira e de D. Maria Antónia Azinhaes, e tiveram : 

FILHO 

Carlos José. — Nasc. a 3 de Março de 1826. 

1." José Maria. — Actual 2.° Barão d' Albufeira. 

2.° João Maria. — Nasc. a 11 de Março de 1833. Fidalgo da Casa Real, Tenente d'Infanteria 

do Exercito. 
3.0 D. Maria José. — Nasc, a 23 de Junho de 1840. 

SEUS AVÓS 

Theodoro José de Vasconcellos e Sá, Capitão d'Infanteria do Exercito, Governador 
da praça d' Alcoutim, (Decr. de 20 de agosto de 1785, Gazeta de Lisboa n.° 37) o qual 
m. em Novembro de 1786. Foi casado com D. Maria Josefa Caetana Pereira Monteiro, filha 
de Caetano Pereira Monteiro d' Al vim e de sua mulher D. Clara Luiza Machado Narvaes 
Gutierres. 

1.0 José de Vasconcellos e Sá — Foi 1.° Barão d' Albufeira. 

2.0 D. Paula José — í Por Decreto de 29 d' Abril de 1793 foi-lhes concedida uma pequena 

3.0 D. Maria José — ( pensão que principiaram a usufruir em Março de 1800. 

4.0 António José — M. no posto de Tenente Coronel do Exercito. 

5.0 João de Vasconcellos. — Nasc. a 21 de Julho de 1799 e m. em 1846. Fidalgo da Casa 
Real, Tenente General Reformado, Commendador da Ordem de S. Bento d'Aviz, Caval- 
leiro das Ordens de Christo e da Antiga Torre e Espada : Condecorado com a Medalha 
de 3 Campanhas da guerra Peninsular, e com as Medalhas do Bussaco ( 27 de Setembro 
de 1810), « Fuentes de Honor (5 de Maio 1811). Foi Governador da Praça de Peniche, 






ALC E GRANDES DE PORTUGAL 15 



e Governador Militar das Armas da Beira Baixa desde 23 de Maio de 1834 até 13 de 
Setembro de 1836. Serviu de Administrador Geral do Districto de Braga desde 1838 
até 1841. Casou no Porto com D. Maria Margarida Carvaliio de Sampaio, que nasc. a 5 
de Julho de 1792 e m, a 17 de Julho de 1833, filha de Bento António de Oliveira 
Sampaio, Sr. da Casa de Laborim, Desembargador da Casa da Supplicação ; e do 
sua mulher D. Thereza Manuel de Carvalho Sampaio. — Sem geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 



RÃo — Decreto de 26 de Outubro de 1823, e Carta de 24 de Fevereiro de 1824. — (D. João. VI, 
Regist. no Arch. da T. do T. Ghanc. de D. João VI, Liv. VIU a fl. 71 v ) 
Renovação NO 2.° Barão — Decreto de 4 de Outubro e carta de IS de Outubro de 1864. — (D. Luiz I 
Regist. no Ardi. da T. do T. Chanc. de D. Luiz 1, Liv. V a fl. 172 v.) 

BrazSLo <i'u4.vin£is. — Um escudo esquartellado ; no primeiro quartel as armas dos 
Sousas do Prado — quartel esquartellado : no primeiro quartel as quinas do Reino, sem a orla 
dos Castellos ; no segundo quartel, em campo de prata, um leão sanguinho — no segundo 
quartel as armas dos Vasconcellos — em campo negro três faxas veiradas de prata e vermelho, 
sendo a prata da parte de cima, e a vermelha de baixo : no terceiro quartel as armas dos 
Farias — em campo vermelho um Castello de prata, com portas e frestas de negro entre duas 
flores de liz do mesmo metal, e três em chefe; no quarto quartel as armas dos Sás: — escudo 
xadrezado de prata e azul de seis peças em faxa e sete em pala. 

BRAZAO de família de que não conhecemos a origem, nem a data da concesão. 




ALCÁCER DO SAL (Visconde). ^António Caetano de Figueiredo, 1." Visconde 
d' Alcácer do Sal, em sua vida, Commendador da Ordem de Chrislo, Cavalleiro da Ordem 
da Conceição. Nasc. a 18 de Outubro de 1810, e casou em 1841 com D. Maria Paula 
Leite de Figueiredo, filha de Francisco de Paula Leite, Commendador da Ordem de 
Christo, Coronel do Regimento de Milícias d'Alcacer do Sal, e de sua mulher D. Maria 
Thereza Coelho Leite, que nasc. a 8 de Agosto de 1825. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Francisco Joaquim Figueira, proprietário, casado com D. Roza Maria dos Reis. 

António Caetano. — Actual Visconde. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde —Decreto de 31 de Maio e Carta de 2 de Junho de 1871. — (D. Luiz I. — Não tem registo 
no Arch. da T. do T.) 



16 



famílias titulares 



ALC 




ALCÁÇOVAS (Conde). — Dom Caetano de Salles Henriques Pereira de Faria Salda- 
nha Vasconcellos de Lencastre, 2." Conde das Alcáçovas, em sua vida, Par do Reino, por 
successão a seu pae, de que prestou.juramento e tomou posse na Camará dos Dignos Pares a 
22 de Março de 1843. Gentil Homem da Camará de Sua Mageslade El-Rei o Senhor D. Luiz i, 
em serviço junto de Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Fernando ii, 13.° successor da Casa 
das Alcáçovas, Commendador da Ordem de Christo, Gran Cruz das Ordens de Ernesto Pio 
de Saxe Coburgo Gotha, e da de Carlos m de Hespanha. Nasc. a 24 de Agosto de 1839, 
e casou em 1842 com D. Thereza de Souza Ilolstein, Dama de Honor de Sua Mageslade 
a Rainha D. Maria ii, 3." filha dos 1.°' Duques de Palmella, que nasc. a 14 de Dezembro 
de 1823, e m.a 11 de Junho de 1865. Succedeu na Casa das Alcáçovas a seu pae, em 3 
de Setembro de 1843, e no titulo de Conde a seu irmão Dom Francisco de Sálles Henriques 
1." Conde das Alcáçovas que m. a 21 de Maio de 1840. 

1.0 D. Maria. — Nasc. a 10 de Novembro de 1844. 

2.° Dom Luiz. — Actual 3.° Conde das Alcáçovas. 

3." D. Thereza. — Nasc. a 6 de Março de 1848. Viscondessa de Barcellinhos. (V. Barcel- 

linhos). 
4.0 Dom Pedro, — Nasc, a 24 de Março de 1849, Segundo Tenente da Armada Nacional. 
5." Dom Caetano. — Nasc. a 5 de Junho de 1850. 
6.0 D. Eugenia. — Nasc. a 26 de Abril de 18S2. 
7.0 Dom Alexandre, — Nasc. a 27 de Novembro de 1853. 
8.0 Dom António. — Nasc. a 27 de Outubro de 1855. 
9.0 Dom Domingos. — Nasc. a 19 de Abril de 1857. 
10.0 D. Maria. —Nasc. a 5 de Outubro de 1862. 



SEUS PAES 



Luiz de Vasconcellos e Souza, Par do Reino por Carta Regia de 1 d'Outubro de 1835, 
de que prestou juramento e tomou posse na Camará dos dignos Pares a 5 de Janeiro de 
1836, competindo-lhe por isso as honras de Grande do Reino, em virtude do Decreto de 
28 de Setembro de 1835; do Conselho de Sua Magestade FideUssima, Veador da Sere- 



ALC 



E GRANDES DE PORTUGAL 



ti 



nissima Senhora Infanta Regente D. Isabel Maria, Commendador da Ordem de Christo, 
Inspector Geral do Terreii-o Publico de Lisboa, Capitão d'Infanteria do Exercito, 2.° filtio 
dog 2.°' Marquezes de Castello Melhor, que nasc. a 6 de Fevereiro de 1791; e m. a 3 de 
Setembro de 1843, lendo casado a 27 de Fevereiro de 1808 com D. Thereza Francisca de 
Paula Henriques Pereira Faria Saldanha dç Lencastre, que nasc. a 27 de Fevereiro do 
1788, em. a 2 de Janeiro de 1821, filha única e herdeira de D. Caetano Alberto Henriques 
Pereira Faria Saldanha de Lencastre, 11." Sr. das Alcáçovas d'Evora, Coronel dos Pri- 
;kilegiados da Côrle, que m. a 21 de Fevereiro de 1822, e de D. Maria Domingas de Cas- 
ro, que m. a 2 de Janeiro de 1821, 7." íilha dos 1.°' Condes de Resende. 



1.° Dom Francisco de Salles. — Nasc. a 12 de Dezembro de 1811, e m. a 21 de Maio de 1840. 
Foi o 1.° Conde das Alcáçovas, e 14.° Sr. das Alcáçovas d'Evora cujo Senhorio succe- 
deu a seu avô materno em ;i2 de Março de 182-2 ; Commendador da Ordem de Christo, 
Cavalleiro da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; Tenente Refor- 
mado dlnfanteria do Exercito. Distinguiu-se pelo seu valor na deíeza do côrco do 
Porto e particularmente na acção de 29 de Setembro de 1834 em que foi ferido 
gravemente, de que lhe resultou a perda de um braço, que o impossibilitou de seguir a 
carreira das armas. Casou a 1 de Novemirro de 1838 com D. Rita de Cássia de Noro- 
nha, que nasc. a 11 de Julho de 1824, 1.» filha dos 1.°* Condes de Parati. Esta 
Senhora passou a segundas núpcias a 24 de Outubro de 1843, com Dom António da Silva 
Pessanha, Moco Fidalgo com exercício na Casa Real, que nasc. a 26 de Abril de 1822, 
filho de Dom João da Silva Pessanha, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real; e de 
sua mulher D, Francisca (\e Noronha, filha dos 1."* Condes de Peniche. A senhora 
D. Rita de Cas«ia de Noronha perdeu o direito de usar do titulo do seu 1." marido, 
por não ter Alvará de conlirmação do titulo de Condessa das Alcáçovas, não obstante 
haver passado a se^'undas núpcias, como é de uso e estylo da Corte. (Assim se praticou 
com as senhoras Condessas de S. Vicente c de Subserra.) 

2.° D. Marianna. — Nasc. a 8 de Janeiro de 1814, e casou a 20 d'Agosto de 1837, com Carlos 
Leme Guedes Vieira de Macedo, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real, (AIv. de' 
29 de Maio de 1837), Sr. da Casa de Solavenga, e do vinculo de Valle do Couto na 
Villa de Mezão Frio, e por sua mãe, Sr. do Solar e Quinta do Ribeiro, sita no antigo 
Concelho de Bem-viver. Descendente por linha recta de Gonçalo Vaz Guedes, 1." Sr. 
de Murça em tempo d'El-Rei D. João i. 

FILHOS 

1." Sebastião Leme. — Nasc. a 22 de Junho de 1838, e casou com sua prima 

D. Maria Antónia de Souza. — Sem geração. 
2.° D. Maria Thereza. — Casou com Manuel Cardozo de Gouvêa Corte Real, 

Fidalgo da Casa Real, e tem filhos : 

1." Carlos Leme Corte Real. 
2." D. Maria Clementina Leme. 
3." D. Anna de Jesds Maria Leme. 

3.° D. Leonor. — Nasc. a 20 de Agosto de 1818, e m. a 10 de Fevereiro de 1836. 
4.0 Dom Caetano. — Actual 2.o Conde das Alcáçovas. Nasc. a 24 de Agosto de 1819. 
5.0 D. Helena. — Nasc. a 31 de Dezembro de 1820, e m. a 23 de Janeiro de 1836. 

SEXJS AVÔS 

Linha materna por onde provêm a Casa das Alcáçovas 

Dom Caetano Alberto Henriques Pereira de Faria Saldanha e Lencastre, 12.° Sr. das 
Llcaçovas, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real (Alvará de 12 de Dezembro de 1780) ; 
Commendador de S. Pedro de Lordoza, de S. João de Trancozo e de S. Pedro de Man- 
teigas na Ordem de Christo, e de S. Braz da Villa da Figueira com sua Alcaidaria-mór 
na Ordem de S. Bento d'Aviz (em verificação de vida concedida n'estas Commendas e 
Alcaidaria, por Decreto de 20 de Julho de 1794, a seu Pae Dom José de Lencastre e Sal- 

3 



18 famílias titulares alc 



danha, Gentil Homem da Gamara da Rainha D. Maria i) ; Coronel dos Privilegiados da 
Côrle, que ra. a 22 de Março de 1822, havendo casado por escriptura nupcial de 25 d'Ou- 
tubro de 1785 com D. Maria Domingas de Castro, que nasc. a 17 de Fevereiro de 1^8 
e m. a 2 de Janeiro de 1821, 7/ filha dos 1.°' Condes de Rezende. 

D. Thereza Francisca de Paula. — Nasc. a 27 de Fevereiro de 1788, e m. a 2 de Janeiro 
de 1821, 13.* Sr.8 das Alcáçovas; que casou a 27 de Fevereiro de 1808, com Luiz de 
Yasconcellos e Souza, Par do Reino, etc. (V. acima.) 

BISAVÓS 

Dom José de Lencastre e Saldanha, Gentil Homem da Camará da Rainha D. Maria i ; 
Alcaide-mór da Villa da Figueira, Commendador de S. Braz da mesma Villa na Ordem de 
S. Bento d'Aviz; Commendador de S. Pedro de Lordoza, de S. João de Trancozo e de 
S. Pedro de Manteigas na Ordem de Christo, que casou em 1746 com D. Leonor Marianna 
Henriques Pereira de Faria, 11." Sr." das Alcáçovas, que m. em 1808. 

D. Caetano Alberto. — Foi o 12.° Sr. das Alcáçovas; Moço Fidalgo com exercício no Paço; 
Coronel dos Privilegiados da Corte, que casou com D. Maria Domingas de Castro, 7.» filha 
dos d.°» Condes de Rezende. {Y. acima.) 

TERCEIROS A.VOS 

Dom António Henriques Pereira de Faria, 10." Sr. das Alcáçovas, Fidalgo Escudeiro 
(por Alv. de 19 d'Abril de 1734), Alcaide-mór de Faro, Commendador de S. Salvador de 
Campia e de Santo André de Pinhel na Ordem de Christo, que m. a 5 de Março de 1744, 
havendo casado a 30 d'Agosto de 1728 com D. Josefa Francisca, Condessa de SherlTenberg, 
Dama Camarista da Rainha D. Maria Anna de Áustria ; que nasc. na Província de Stiria a 
27 d'Outubro de 1695, e m. em Lisboa a 9 de Novembro de 1749, na idade de 45 annos, 
filha dos Condes de SherflFenberg, Srs. donatários do castello de Ilohenwang, na dita Pro- 
víncia da Stiria, descendentes por varonia de Ortulpho i de SherlTenberg que existia no 
anno de 960. 

D. Leonor Marianna. — Foi a 11.» Sr." das Alcáçovas, que casou em 1746 com Dom José 
de Lencastre, Gentil Homem da Gamara da Rainha D. Maria i, Alcaide-mór da Figueira, 
Filho de Dom Pedro d'Almeida e Lencastre, nlcaide-mór da Figueira, Moço Fidalgo 
com exercício no Paço ; e do sua mulher D. Ignez Josefa de Távora, Dama do Paço. 

GREAÇÃO DO TITULO 

Sr. das Alcáçovas d'Evora — Carta de 14 de Agosto de 1449. — (D. Affonso V. — Regência da Rainha 
D. Leonor e do Infante D. Pedro. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 3.° dos Místicos, 
fl. 96 V. e 203 v.) 

Sr. das Alcáçovas, de juro e herdade — Carta de 11 de Fevereiro de 1518. — (D. Manuel I. — Regist. 
no Arch. da T. do T., Liv. 7 de Guadiana, fl. 212. «J 

Conde das Alcáçovas — 1 de Dezembro de 1834. — (D. Maria II.) 

Renovado no 2.» conde — Decreto de 22 de Maio de 1840. 

Descende esta familia de Dom Fernando Henriques, neto d'El-Rei D. Henrique de 
Castella, que veio para Portugal no Reinado d'El-Rei D. Duarte, que lhe destinara para 
seu casamento o Reguengo e direitos das Alcáçovas d'Evora, cuja tenção verificou sua 
mulher a Rainha D. Leonor, Regente do Reino na menoridade d'El-Rei D. Affonso v. 




E GRANDES DE PORTUGAL 



19 



de accordo com o Infante D. Pedro seu Tio, defensor por elle de seus Reinos c Senho- 
rio, como consta da Carla passada em Sacavém a 14 d'Agoslo de 1439 (Arch. da T. do T., 
Liv. 5.° dos MislicoSj a fí. 205.) 

Esta doação com o Senhorio da Villa das Alcáçovas, pelos motivos acima apontados, 
foi confumada pelo Senhor Rei D. Affonso v, por Carla passada nos Paços da Serra a 14 
d'Agosto de 1449 (Arch. da T. do T., Liv. 5." dos Místicos, a jl. 98, v.) 

A doação do Senhorio do sobredito Reguengo da Villa das Alcáçovas foi conferida, 
de juro e herdade a D. Fernando Henriques por El-Rei D. Manuel i por Carla passada em 
Lisboa a 11 de Fevereiro de 1518 (Arch. da T. do T., Liv. 7.° de Guadiana, a fí. 212. v.) 



Bra^zão cl'^r*m£iH. — Um escudo partido em pala; na primeira as armas dos Hen- 
riques, Srs. das Alcáçovas, oriundos de Castella — escudo mantelado, os dois campos altos 
vermelhos e em cada um seu castello de oiro, o de baixo de prata com um leão vermelho, ^ — 
^ segunda pala as armas dos Lencastres — as armas do reino com um filete em contrabanda, 

le passa por baixo do escudinho. — Timbre o dos Lencastres — um pelicano de oiro ferindo 

próprio peito. 




ALCÁÇOVAS (Conde). — Dom Luiz Henriques de Faria Pereira Saldanha e Lencas- 
re, 3.** Conde das Alcáçovas, em sua vida; Official-mór da Casa ReaF ; Doutor em Sciencias 
pela Universidade de Louvain; Commendador de numero extraordinário da Ordem d'Isabel 
a Catholica, c Cavalleiro da Ordem de Carlos iii de Ilespanha; Cavalleiro das Ordens de 
S. Maurício e S. Lazaro d'Ilalia, e de Leopoldo da Bélgica. Nasc. a 11 de Maio de 1846, e 
casou a 9 de Novembro de 1871 com D. Thomazia de Magalhães Mexia Sande Salema Gue- 
des e Menezes, Dama de Honor de Sua Mageslade a Rainha a Senhora D. Maria Pia ; filha 
dos 1.°' Viscondes do Torrão, que nasc. a 7 de Dezembro de 1851. 

1.° D. Maria do Carmo. — Nasc. a 24 de Outubro de 1872. 
2.» D. Thereza Maria. — Nasc. a 29 de Outubro de 1873. 



SEXJS PAES 

Os 2.°' Condes das Alcáçovas 

(V. Alcáçovas, 2.° conde.) 



i Na primeira pala é o brazâo de Castella, de que usam os Srs. das Alcáçovas, por descenderem de Dom Fernando 
Henriques, neto d'El-Rei D. Henrique de Castcllfi, que veiu para Portugal em tempo dos Senhores Reis D. JoSo I ou 
talvez D. Duarte, por quanto á Rainha D. Leonor e o Infante D. Pedro, Regentes do Reino, certos das intenções do Se- 
nhor D. Duarte, lhe tizeram doação do logar e Reguengo das Alcáçovas por Carta de 14 de Agosto de 1439. 

' Serviram n'esta família os oflBcios da Casa Real, de Aposentador-mór, Dom Henrique Henriques, e o de Caçador-mór, 
que servira António de Brito, o qual foi conferido a outro Dom Henrique Henriques por El-Rei D. Manuel por Carta pas- 
sada em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1504. (Arch. da T. do T., Chanc. de D. Manuel I, Liv. 23, a Jl. 2.) - 



famílias titulares alc 



CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — l de Dezembro de 1834. — (D. Maria II.) 

Renovado no 3.° conde — Decreto de 5 e Carta de 18 de Setembro de 1865. — (D. Luiz I. — Regist. 

Arck. da T. do T., Ckan. de D. Luiz I, Ud. 12, fl. 109 v.) 
Aposentador-mór — Decreto de 30 de Setembro de 1868. — (D. Luiz L) 



Srazilo <i'A.rmas — O da Casa das Alcáçovas. 




ALCÂNTARA (Conde). — Rodolfo Maria Bernardo, 1." Conde d'Alcantara, em sua 
vida, Conde de Stillfiied-Raltonitz, na Prússia; Sr. de Siibilz na Silesia prussiana; Caraa- 
risla e Conselheiro inlimo aclual de S. M. o Imperador da Ailemanha e Rei da Prússia, 
Meslre-Sala da sua Côrle, e Meslre de Ceremonias da dislincla Ordem da Águia Negra; Dire- 
ctor dos Arciíivos da Casa Real da Prússia, e da Reparlição Heráldica do mesmo reino; Mem- 
bro da Commissão Geral das diversas Ordens e Dislincções ; xMembro da Academia das 
Sciencias e das Bellas-Aites da Prússia; Doulor em Phiiosophia; Cavalleiro de Direito da dis- 
lincla Ordem de S. João de Jerusalém; Gran-Cruz das Ordens de Chrislo e de S. Thiago 
da Espada de Portugal; Gran-Ciuz das Ordens da Águia Negra e Vermelha da Prússia; 
Grande Commendador da Ordem Real de Hohenzollern; Gian-Cruz das Ordens de Leopoldo e 
da Coroa de Ferro da Áustria; Gran-Cruz da Ordem da Rosa do Brazil; Gian-Ciuz da Águia 
Branca da Rússia; Gran-Cruz da Ordem de Medjidihé da Turquia; Gran-Cruz da Ordem 
E<|uestre e Militar de S. Miguel de Baviera ; Gran-Cruz da Ordem de Alberto o Valeroso 
de Saxe ; Gran-Cruz da Ordem de Frederico de Wurtemberg ; Gran-Cruz de Leopoldo da 
Bélgica; Gran-Cruz do Leão de Zaíhringue de Baden; Gran-Cruz do Falcão Branco de Saxe 
Weimar; Gran-Cruz da Ordem d'Erneslo Pio de Saxe Coburgo Gotha; Cavalleiro da Cruz de 
Honra de 1.^ Classe da Ordem da Casa de Hohenzollern em diamantes. Nasc. a 14 crAgoslo 
de 1804, e casou a primeira vez em 4 de Junho de 1827 com D. Maria Rosa Josefa de Kockritz 
e Friediand, que ra. a 13 de Dezembro de 1837, e passou a segundas núpcias em 30 de 
Novembro de 1839 com D. Gabiiella, Condessa de Wallis, Baroneza de Carrighmain, Dama 
das Ordens da Cruz Eslrellada d'Austria, e da Rainha Thereza de Baviera, que m. a 
8 de Janeiro de 1858 ; e passou a terceiras núpcias em 11 de Junho de 1859 com D. Ca- 
rolina Anna Francisca, Condessa e Sr.° de Silbitz, Baroneza de Tschetschau, a qual nasc. 
a 11 de Junho de 1815 e m. a 31 de Maio de 1865. 

1.0 Henrique Maria. — Nasc. a 28 de Setembro de 1828, Conde de Stillfried-Rattonitz, 
Sr. de Wilka e de Bora junto do Gorlitz, na Lusacia; Cavalleiro da Ordem de S. João 
de Jerusalém; Capitão do Exercito da Prússia; Dinctor das Caudeilarias Reaes na Sile- 
sia prussiana; casou em 18 de Outubro d- 18152 com D. .Maria Anna, Condessa de 
Ingenheim, Dama da Ordem da Rainha Thereza de Baviera; nasc. a 17 de Jullio 
de 1831. 



\LC 



E GRANDES DE PORTUGAL 



21 



2.0 Jorge Maria. — Nasc. a 28 de Dezembro de 183S. Conde de Stillfried-Rattonitz ; Doutor 
em Direito ; Membro da Hegencia em Liegnitz na Silesia ; Cavalleiro da Ordem de 
S. João lie Jerusalém; Commendador da Ordem.de Christo de Portugal; Cavalleiro da 
Ordem da Cruz de Ferro de Áustria; casou a 6 de Junho de 1872 com D. Sophia 
Augusta Ida de Sobotiendorf, que nasc. a 16 de Maio de 1843. 

3.° Francisco Paulo. — Nasc. a 5 d"Agosto de 1842. Conde de Stillfried-Rattonitz; Sr. de 
Buchwald na Silesia prussiana ; Terunte Ajudante de Campo ; Cavalleiro da Ordem de 
S. João de Jerusalém, c Cavalleiro da Ordem da Cruz de Ferro d'Austria ; casou a 21 
de Junho de 18138 com Pia Hcdwige, Condessa de SchafTgotsch, que nasc. a 31 d' Agosto 
de 1847. 

A primitiva residência da familia de Slillfried-Rassonitz, é no Castello de Ratienic, situado na Bohemia, 
ito de Kollin. 

Jorge de Ratii nic, cognominado Stillfried, general em chefe, no reinado de Podiebrad, Rei de Bohemia, 
investido cm 1472 no Feudo familiar, e no senhorio de Neurode (Condado de Glatz), onde os seus 
Bcendentes residiram até o anno de 1813. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde d^Alcanta^a-^SS de Maio de 1858. — (D. Pedro V.) 
Conde de Stillfrid Rattonitz — 14 de Dezembro de 1861. 

Barão e Senhor — 25 de Dezembro 1680. — Conferido a Bernardo iii (Barão de Stilífried-Raltonitz ) Sr. de 
Neurode, por Leopoldo Imperador d'Allemanha. 











ALCANTARILHA (Barão) — Sebastião José de Mendonça, 1." Barão d'Alcanlarilha, 
em sua vida, Commendador da Ordem de Chrislo, Capitão Honorário do exlincto Batalhão 
Nacional de Faro, habilitado com os estudos preparatórios para a Universidade de Coim- 
bra, e com o curso do 1." anno Jurídico; proprietário nos Concelhos de Silves e de Faro, 
no Algarve. Nasc. a 13 de Janeiro de 1809, e casou era Dezembro de 1833 com D. Rita 
Augusta de Macedo Ortigão e Mendonça, lilha do Major António Joaquim de Ramalho 
Ortigão e de D. Marianna Rita de Macedo e Brito Ortigão, que nasc. a 4 de Maio de 1819. 
^r.Sem geração. 



famílias titulares 



ALC 



SETJS PAES 

José António de Mendonça, proprielario, e D. Angelina Rosa da Conceição Cabrita e 
Mendonça. 

!.<' JosB António de Mendonça. — Nasc. a 16 de Julho de 1800 — 1.° Barão de Jaraguá. 
no Brazil ; Commendador das Ordens de Chrislo de Portugal, e da Roza do Império 
do Brazil ; Commandante Superior Reformado da Guarda Civica da Província das 
Alagoas, no mesmo Império ; casado com D. Francisca Eugenia Benedicta de Bomfim 
Alves. — Sem descendência leíjitima. 

2." Sebastião José. — Actual Barão. 

3.° Gregório José. — Nasc. a 12 de Setembro de 1813, Capitão do Batalhão Nacional de 
Lagos; casou com D. Rita Antónia de Bomllm e Mendonça. 

4.0 D. Maria do Carmo. — Nasc. a .... e casou com Manoel José Vaz Velho Sanches, Tenente 
do Exercito, reformado. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barío — Decreto de 17 e Carta de 21 de Junho de 1869. — (D. Luiz I. — Regist. no Arch. da T. do T., 
Chanc. de D. Luiz I, Liv. 21 fl. 38.) 

J3x*a.zão d'A.x*inciS — ("Usa do brazão que foi concedido no Brazil a seu irmão o Barão do 
Jaraguá por Alvará de 22 d'Agosto de 1861.) — Um escudo esquartelado ; no primeiro quartel as 
armas dos Mendonças, que são — o escudo franxado, no primeiro verde uma banda vermelha 
coticada d'oiro ; no segundo um 3 preto em campe doiro, e assim os contrários ; no segundo 
as dos Vieiras — em campo vermelho seis vieiras de oiro em duas palas; no terceiro as dos 
Mattos — em campo vermelho um pinheiro verde, com fructos, perfis e raizes de oiro entre dois 
leões do mesmo metal, armados de azul; no quarto, as dos Moreiras, — em campo vermelho 
nove escudetes de prata, sobre cada um sua cruz verde floretada como as de Aviz, em três 
palas — Timbre — uma aza de oiro e sobre ella um S como os do escudo, e por differença uma 
brica de prata com um S pretO. — (Regist. na Cart. da Nobreza do Brazil, Liv. 60 fl. 29.) 




ALCOCHETE (Barão). — Jacome Leão Daupias, 2.'* Barão d'Alcochèle, em verifica- 
ção de vida concedida no referido titulo a seu Pac o 1.° Visconde o 1." Barão d'Alcochête por 
Decreto de 17 de Janeiro de 1810; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por successão a seus 
maiores, Commendador da Ordem de Chrislo, Addido honorário da Legação de S. M. F. 
em Paris. Abastado proprietário no Dislricto de Lisboa. Nasc. em Paris a 7 de Feve- 
reiro de 1813, e casou a 16 de Junho de 1834 com sua prima D. Emilia Júlia Ratton 




E GRANDES DE PORTUGAL n 

upias, que nasc. a 1 de Agosto de 1810 e m. a 21 de Julho de 1873, fdha única 
e herdeira de Diogo Ratlon Clamouse, Fidalgo Cavaileiro da Casa Real por succesão a 
seus maiores, Sr. do grande Prazo da Barroca d'Alva, e de sua mulher D. Juha Fran- 
cisca Daupias. 

O Barão passou a segundas núpcias em 19 de Junho de 1875 com D. Carolina Jose- 
fina Rallon de Bourgon, sua prima, viuva do General de Divisão, Mr. de Bourgon (Fran- 
cisco Martinho de), Grande ollicial da Legião de Honra de França; íilha de José Luiz Rat- 
ton e de sua mulher D. F da Silva. 

: ifixjUos ido 1.0 isa:j^'j::EòTJ^oi<rxçD 

i.° Bernardo Victor. — Nasc. a 20 de Março de 1833. Fidalgo da Casa Real por successão 

a seus maiores. 
2.0 Pedro Júlio. — Nasc. a 22 de Novembro de 1836. Fidalgo da Casa Real por successão 

a seus maiores. 
3.° D. Eugenia Júlia — Nasc. a 5 de Setembro de 1837 e m. em 1843. 

4.° Frederico Daupias. — Nac. a Fidalgo da Casa Real. 

5.° Estevão Daupias. — Nasc. a Fidalgo da Casa Real. 

6.^ Rafael Daupias. — Nasc. a Fidalgo da Casa Keal. 

7.° Gabiuel Daupias. — Nasc. a Fidalgo da Casa Real. 

8.0 Henrique Daupias. — Nasc. a .. ... Fidalgo da Casa Real. 
9.0 Felix Daupias. — Nasc a Fidalgo da Casa Real. 

Recusaram indicar as datas de nascimento e outras informações.) 

SEUS PAES 

Bernardo Daupias, 1." Visconde d'Alcochète, em sua vida, e 1." Barão d'Alcochète 
em duas vidas; do Conselho de S. M. F.; Commendador da Ordem de Christo ; Cavaileiro 
da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; OíTicial da Ordem da Legião 
de Honra de França; Conselheiro de Legação, com exercício na Legação de S. M. F. era 
Paris, e Cônsul Geral aposentado. Nasc. cm Lisboa a 9 de Novembro de 1782 e casou a 
11 de Novembro de 1811 com D. Maria Victoria Laurent, que nasc. a 20 de Julho de 1790 
e m. a. . ., fdha de Estevão Thibaut Laurent, negociante, e de sua mulher D. Anna Es- 
perança Pottier, natural da Cidade de Ruão, em França. 

IPIIiHOS 

1.0 Jacoue Leão. — Actual 2. o Barão d'Alcochôte. 

2.0 D. Júlia. — Nasc. a 16 de Novembro do 1816, e m. a 20 de Julho de 1837. 

3.0 Pedro Daupias. — Nasc. a 28 de Maio de 1818. Fidalgo da Casa Real por successão a 

seus maiores. Abastado proprietário e grande industrial em Lisboa ; casado com 

D. Joanna Daupias, sua parenta. 

FILHOS 

1,0 D. Victoria. — Nasc. em 1846, e m. a 29 de Março de 1876 havendo sido 
casada com Mr. Theodoro Defifez, negociante cm Bordéus. 

FILHOS 

1.0 D. Maria Jolia. 

2.0 D. JOANNA. 

2.0 D. Jdlia. — Nasc. em 1853, e m. a 30 de Março de 1874, tendo casado 
em Lisboa em 1873 com Jofio Burnay, Commendador da Ordem de 
Christo, e negociante. — Sem geração. 

SEUS AVÓS 

Gabriel João Lourenço Daupias, negociante, natural de Tolosa de França, nasc. em 
17o2, e veio eslabelecer-se em Lisboa aonde m. em 1784, lendo casado em 1781 com 



u 



famílias titulares 



ali: 



D. Francisca Júlia Rallon Clamouse, que nasc. em 1755, e m. em 1785, filha e her- 
deira de Jacome Rallon, primeiro Sr. do Piazo da Rarroca d'Alva, Fidalgo da Casa 
Real, Cavalleiro da Ordem de Chrislo, casado que foi com D. Anna Clamouse. 

IPIXjSIOS 

1.0 Bernardo Daupias. — Foi o l.» Visconde e 1.° Barão d'Alcochête. 

2.0 D. JuLiA Franxisca. — Nasc. a 8 de Setembro de 1874 e m. a ; foi casada com seu 

tio materno Diogo Hatton Clamouse, Fidalgo da Casa Real, e tiveram : 

FILHA ÚNICA E HERDEIRA 

D. Emília Júlia. — Foi a 2." Baroneza d'Alcochête, e 1.* mulher de seu pri- 
mo Jacome Leão Daupias, 2.° Barão d'Alcochète. 

CREAÇÃO DO TÍTULO 

BarXo — Decreto de 25 e Carta de 26 de Maio de 1836. — (D. Maria II. — Regist. no Ardi. da T. do T., 

Clumc. de D. Maria, II, Liv. 6 a fl. ilib.) 
2." Barão — Decreto de 17 de Janeiro e Carta de 19 de Junho de 1840. — (D. Maria II. — Regist. no 

Arch. dii T. do T. Chonc. de D. Maria II, Liv. 10 fl. 277.J 
Visconde — Decreto de 18 de Fevereiro de 1852. 

Brasão cl'A.i"iiíiasi!. — Um escudo de azul com um mar de prata passante da ponta 
do escudo, sobre o qual está um atum da sua própria côr, e um chefe também de prata, car- 
regado de um rato passante, também da sua côr. 



BRAZÃO concedido a Jacques Ratton 
breza, Liv. í.° fl. 42 v.) 



Alvará de 16 de Março de 1787. — (Regist. na Cart. da No- 




ALEGRETE (Marquez) — Titulo de juro e herdade. — Este titulo anda reunido ao 
de Marquez de Penalva, na antiga e mui nobre família dos Telles da Silva, allernando-se 
na ordem da successão. 

Os filhos primogénitos d'estes dois Ululares, são Condes de Tarouca de juro e her- 
dade, e tem a prerogaliva de usar do titulo de Conde, ainda em vida de seus pães. 

O actual 4." Marquez de Penalva e 10.° Conde de Tarouca, D. Fernando Telles da 
Silva Caminha Menezes, succedeu na casa e Ululo de Marquez d'Alegrete a seu pae, o 
5.° Marquez d' Alegrete, em 21 de Janeiro de 1828. 



E GRANDES DE PORTUGAL 25 

O ultimo Marquez d'Alegrete foi Luiz Telles da Silva Caminha e Menezes, 5." Mar- 
quez d'Alegrete de juro e herdade, e 8." Conde de Tarouca também de jwo e herdade; 

Par do Reino em 30 d'Abril de 1826 ; Gentil Homem da Camará do Senhor D. João vi ; 

'onselheiro do Conselho de Guerra; Gran-Cruz da Ordem da Torre e Espada; Commenda- 
^or das Ordens de Nosso Senhor Jesus Chrislo, e de Nossa Senhora da Conceição de 
Viiia Viçosa; condecorado com as Medalhas de Campanha da Guerra Peninsular; Gover- 
nador e Capitão General de S. Paulo e Rio Grande do Sul; Tenente General do Exercito, 
que nasc. a 27 de Abril de 1775, em. a 21 de Janeiro de 1828, havendo casado em pri- 
meiras núpcias, a 10 de Fevereiro de 1793, com D. Francisca de Noronha, que nasc. 
a li de Maio de 1773, e m. a 9 de Dezembro de 1798, segunda lilha dos 4.°' Mar- 
quezes d'Angeja. Passou a segundas núpcias no Rio de Janeiro, a 1 de Outubro de 1800, 

cora D. Margarida d'Almeida, que nasc. a 24 d'Agosto de 1791, e m. a 4." filha 

dos 3.°' Marquezes do Lavradio. (V. Lavradio.) 

IF-IXiHOS IDO 1." I^JL.TTÍXI^OISTXO 

l.° D. Francisca Xavier. — Nasc, a 3 de Dezembro de 1795, c casou a 16 de Julho de 1823 
com o 1.° Marquez de Chaves, e 2." Conde d'Amarante, Manoel da Silveira Pinto da 
Fonseca Teixeira, Par do Reino em 1826; Gran-Cruz da Ordem da Torre e Espada; 
Gran-Cruz da Ordem de S. Luiz de França ; Commendador das Ordens de Christo e de 
S. Benlo d'Aviz ; Tenente General do Exercito, o qual m. a 7 de Março de 1830. Pas- 
sou a segundas núpcias, em 20 d'Agosto de 1834, com Dom João Manuel de Vilhena, 
(da casa d'Alpedrinha, outr'ora Pancas j, Veador da Sereníssima Senhora Infanta Re- 
gente D. Isabel Maria ; Cavalleiro da Ordem Portugueza de S. João de Jerusalém ; Ba- 
charel formado em Leis, que nasc. a 21 d'Outubro de 1800, em. a. . . de Novembro 
de 1841. Em consequência do 2." consorcio, a Sr." Marqueza de Chaves perdeu o 
direito ás honras e uso d'este titulo, por não ter Alvará de permissão para esse eíYeito, 
sem embargo de haver passado a segundas núpcias, como é de estylo c praxe da Corte. 
— Sem geração de ambos os matrimónios. 

ipiiinos IDO 2.0 i^jí^rr:EòTj^<Disrxa 

2.0 Fernando. — Foi o 9.o Conde de Tarouca. Nasc. a 2i de Junho de 1810, em. a 10 
de Fevereiro de 1812. 

3.0 Fernando. — Actual 4. o Marquez de Penalva, e 10. o Conde de Tarouca. 

4.0 D. Anna Telles. — Nasc. a 4 de Dezembro de 1825, e casou com António d'Albuquerque do 
Amaral Cardozo, Fidalgo da Casa Real, Sr. da Casa do Arco em Yizeu e de vários víncu- 
los ; Coronel do extinclo Regimento de Milícias de Vizeu. — Com geração. (V. Amparo.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde d'Alegrete (Mathias d'Albuquerque ) — 1 de Junho de 1644. — (D. João IV. — Arch. da T. do T., 

Chane. de D. João IV, Liv. 14 a /I. 282.) 
Conde de Villar Maior (Fernão Telles de Menezes) — Assentamento do titulo, 27 de Janeiro de 1653. — 

(D. João 1W.~ Arch. da T. do T., Chanc. de D. João IV, Liv. 22 a fl. 228.) 
Sr. da Villa d'Alegrete (Doação ao 2. o Conde de Villar Maior) — 13 de Novembro de 1679. — 

(D. Pedro II.) 
Elevado a Marquez d'Alegrete (Manoel Telles da Silva) — 19 d'Agosto de 1687. — (D. PedrO II. — Arch. 

da T. do T., Chanc. de D. Pedro II, Liv. 18 a fl. 14 v.) 
Marquez d'Alegrete de juro e herdade (O 7. o Conde de Tarouca D. Luiz Telles da Silv* Menezes) — 

Decreto de 4 de Abril e Carta de 14 do mesmo mez de 1795. — (D. Maria I. — Regist. no Arch. da 

T. do T., Chanc. de D. Maria I, Liv. 31 das Mercês a fl. 246 v.) 

NB. O Decreto de 4 d'Abril de 1795 que elevou a Marquez o Conde de Tarouca, D. Luiz Telles da 
Silva Menezes, comprehende varias mercês feitas por occasião do nascimento do Príncipe da Beira (D. João vi) e 
não declara ser o titulo de juro e herdade; porém esta circumstancia acha-se expressa na carta do Titulo pas- 
sada a 14 d'Abril de 1795. 

Bi*asEã,o cl'A.rntas — Um escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Sil- 
vas — em campo de prata um leão de purpura ; no segundo as dos Telles — o campo somente 
de oiro e assim os contrários. — São as armas da antiga casa de Alegrete. 
4 



i 



26 



famílias titulares 



ALE 




ALEMQUER (Visconde). — D. Thomaz de Nápoles Noronha e Veiga, 1." Vis- 
conde de Alemquer, em sua vida, e em memoria dos serviços de seu pae o 1.° Barão 
d'Aleraquer; Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real por successão a seus maiores 
(Alvará de 12 de Julho de 1869); Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Concei- 
ção de Villa Viçosa. Nasc. a 17 de Novembro de 1840. 



SEXJS I>AES 

Manoel Joaquim d' Almeida, 1." Barão d' Alemquer, em sua vida; Fidalgo da 
Casa Real; Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa. Foi por 
muitos annos Administrador do Bairro Alto de Lisboa, logar em que prestou relevantes 
serviços ao Estado. M. a 22 de Fevereiro de 1873, e foi casado com D. Maria José de 
Nápoles Noronha e Veiga que m. a IS de Junho de 1857. ^ 

l.° D. Maria Amelía. — Nasc. a 12 d'Abril de 1836, e casou em 1857 com o 2." Barão 
d'Almeida. (V. Almeida) 

2,0 Dom Thomaz de Nápoles. — Actual Visconde d' Alemquer. 

3.0 Dom Diogo de Nápoles. — Nasc. a 16 d'Abril de 1842; Moço Fidalgo com exercicio na 
Casa Real; Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores (Alvará de 12 de No- 
vembro de 1875.) 

4.0 Dom Pedro de Nápoles. — Nasc. a 4 de Janeiro de 1844; Fidalgo da Casa Real por suc- 
cessão a seus maiores. 



SEXJS AVOS 

Dom Thomaz de Nápoles Noronha e Veiga; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Al- 
vará de 30 de Setembro de 1796); natural da freguezia de Nossa Senhora do Amparo de 
Bemfica ; Sr. da Honra de Nandufe e Santa Ovaia, etc. ; casado com D. F . . . . 



ALE ' E GRANDES DE PORTUGAL 27 

■ — : ~. 

^^M NB. E importante a ascendência d'esta famiiia, porem, como nos faltam esclarecimentos para ligar a as- 
^^Bpeodencia até aos 3.°* Avós do actual Visconde, não proseguimos. 



CREAÇÃO DO TITULO 



iscoNDE — Decreto de li de Dezembro de 1873, e Carla de 5 de Março de 1874. — (D. Luiz I. — Regist. 
no Registo Geral das Mercês do Arch. da T. do T., Chanc. de D. Luiz I, Liv. 24 a fl. 233.) 
Barão — Decreto de 3 e Carta de 4 de Julho de 1862. 
Moço Fidalgo com exercício na Casa Real — Alvará de 12 de Julho de 1869. — (D. Luiz I. — Regist. no 
Arch. da T. do T., Chanc. de D. Luiz I, Liv. Ib a fl. 287.) 



Ao ascendente d'esta família Bernardo de Nápoles e Veiga, o qual acudiu ás frontei- 
is du Reino com cavallos, armas e soldados, á sua custa, na acciamação do Senhor Rei 
João IV, este lhe fez a mercê da Capitania-mór de Besteiros, Guardão e S. João do 
íonte, como se declara no Alvará de 30 de Agosto de 1642. (Arch. da T. do T., 
Ihanc. de D. João lY, Liv. li, fl. 48 v.) 

Bernardo de Nápoles foi Sr. da Honra de Nandufe, e casado com D. Marianna de 

íapoles Noronha e Menezes, íilha de D. Thomaz Jordão de Noronha, Governador d'Alem- 

|uer e Torres Vedras, a quem foi confirmada a doação da Leziria da Caniceira, que lhe 

lavia feito em três vidas o Duque de Caminha, o Velho, do qual era descendente. Carta 

de 23 de Maio de 16M. (Arch. da T. do T. Chanc. de D. João IV Liv. 14, fl. 278 v.) 

Dom Thomaz Jordão de Noronha foi filho de Dom Pedro de Noronha, Sr. de Villa 

Verde, e de sua mulher D. Maria Jordão, filha única e herdeira de Fernão d'Almeida e 

Gouvêa, Sr. do Morgado de Jordão. 

Dom Thomaz Jordão casou em segundas núpcias com D. Catharina da Veiga e Nápo- 
les, filha de Henrique Esteves da Veiga, Sr. da Quinta daRequeixada, ou do Contador-raór, 
sita na Freguezia de Triana, em Alemquer, cuja quinta tomou esta ultima denominação por 
haver pertencido a Fernão Nunes Esteves de Nápoles e Veiga, que foi Contador-mór das 
terras (em Alemquer) da Rainha D. Leonor, mulher de D. João iii. Esta quinta ainda se 
conserva na famiiia Nápoles e Veiga, e é hoje do actual Visconde d'Alemquer. 

A Dom Thomaz de Nápoles e Noronha, natural de Lisboa, filho de Dom Diogo de 
Nápoles Noronha e Veiga, neto de D. Thomaz de Nápoles e Noronha, se passou Alvará de 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Real em 4 de Julho de 1768. {Arch. da T. do T., Chanc. de 
D. João I, Liv. 22 a fl. 360.) 

Brazã-o d' Armas. — Escudo esquartelado, no primeiro quartel as armas do reino, 
com iim filete negro em contrabanda, que adoptaram por descender de Leonardo Esteves de 
Nápoles que casou com D. Margarida Annes, filha do Conde D. João Affouso Telles de Menezes 
e de sua mulher D. Thereza Sanches, e que também adoptaram os Noronhas de Linhares ; no 
segundo quartel, as armas dos Esteves — em campo de oiro, treze flores de liz de vermelho 
(conforme o brazão passado em 31 de Agosto de 1542, a Diogo Esteves da Veiga); no terceiro 
as armas dos Veigas — em campo vermelho uma águia de oiro estendida armada de prata; 
no quarto quartel as armas dos Cardosos — em campo vermelho dois cardos verdes com alca- 
chofras floridas de prata, com raizes e perfis d'oiro, entre dois leões de oiro batalhantes. 

Ignoramos a data do Alvará ,de concessão d'este Brazão, e o motivo da alteração do segundo quartel 
lio escudo, usado pela varonia actual. 



28 



famílias titulares 



ALE 




ALENTEM (Visconde). — António Barreto d'Almeida Soares de Lencastre, 1.° Vis- 
conde de Alentem, em sua vida; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por successão a seus 
maiores, antigo Deputado da Nação ; Sr. da Casa de Alentem em Unhão ; abastado pro- 
])nelario no Concelho de Louzada, Districto Administrativo do Porto. Nasc. a 14 de Julho 
de 1835, e casou a 29 de Maio de 1839 cora D. Carolina Cândida Pita Malheiro, sua prima, 
que nasc. a 22 de Março de 1835, íilha de José Pinto de Souza Freire e de sua mulher 
D. Maria Rita Malheiro Freire, Srs. da Casa da Costilha. 

1.0 D. Maria Margarida. — Nasc. a 12 d'ALril de 1861. 
2.0 Christovão. — Nasc. a 7 de Março de 1862. 
3.° D. Laura Augusta. — Nasc. a 25 dOutubro de 1864. 
4.° António. — Nasc. a 1 de Julho de 1872. 

SEUS PAES 

Christovão d'Almeida Soares de Barros Gavião, Fidalgo da Casa Real por successão 
a seus maiores, Sr. das Casas de Alentem, em Unhão, da de Robalde, em Idães, e das 
de Guilhadezes e Gondufe. Nasc. a 16 de Junho de 1808, em. a ... de Janeiro de 1862, 
tendo casado em Alentem, em 22 de Setembro de 1830, com D. Margarida EÍTigenia de Len- 
castre Camanho de Queiroz e Menezes, sua prima, que nasc. a 22 de Setembro de 1809, 
íilha de Jayme de Magalhães e Menezes, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maio- 
res, Sr. das Casas da Torre de Villa Cova, na Lixa ; e da da Quintãa em Santa Cruz de 
Riba Tâmega, Tenente Coronel do Regimento de Milícias de Penafiel, que nasc. a. . . . 
e casou a 27 de Maio de 1807 com D. Anna Rita de Queiroz de Vasconcellos Coimbra 
Camanho, sua prima. (V. Torre de Villa Cova da Lixa.) 



1.0 D. Carlota Joaquina. — Nasc. a 22 de Setembro de 1833, casada com Augusto Anthero 
de Madureira, Fidalgo da Casa Real, Bacharel formado em Direito, proprietário, que 



ALE E GRANDES DE PORTUGAL 29 



nasc. a 10 de Março de 1832; filho de José Pedro de Madureira, Fidalgo da Casa 
Real, Sr. da Casa de Beiral, em Villa Bôa do Bispo, e de sua mulher D. Francisca 
Flaminia Teixeira de Mello. 

FILHOS 

1.*^ D. Margarida Augusta. 
2.° D. Maria Augusta. 
3.° José Augusto. 
4.° D. Beatriz Augusta. 
S." D. Carolina Augusta. 
G.** Christovão Augusto. 
7.0 D. Laura Augusta. 
8.0 João Augusto. 

2.0 António Barreto. — Actual Visconde. 

3.0 Joio Soares. — Nasc. a 4 de Março de 1837; Fidalgo da Casa Real por successão a seus 
maiores. * 

4.0 Bernardo Pinto. — Nasc. a 26 de Outubro de 1839; Fidalgo da Casa Real por succes- 
são a seus maiores. Casado com D. Maria Amália Teixeira Leite, que nasc. a 29 de 
Setembro de 1852, filha de Jacinto Teixeira Leite, proprietário, e de sua mulher 
D. Umbelina Máxima Leite Soares. — Sem geração. 

5.0 Luiz Pinto. — Nasc. a 11 de Março de 1846; Fidalgo da Casa Real por successão a seus 
maiores. 

SEUS AVOS 

Martinho de Faria (l'Andrade Caslello Branco Ribeiro, Fidalgo da Casa Real por suc- 
cessão a seus maiores, Sr. das Casas de Robalde em Idães, e da Cruz de Real em 
Amarante. Nasc. em Idães em 1784, e casou em Alentem a 13 de Setembro de 1807 com 
sua prima D. Maria Antónia Ignacia d'Almeida Soares Gavião, herdeira da Casa de Alen- 
tem, em Unhão, e das de Guilhadezes e Gondufe, a qual nasc. em Santa Maria Magdalena 
d'Amaranle a 8 d'Agoslo de 1788, filha natural legitimada de Christovão d'Almeida Soa- 
res Gavião, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores, Sr. da Casa de Alentem, 
em Unhão, e das de Guilhadezes e Gondufe (as quaes lhe vieram por sua mãe D. Agos- 
tinha Antónia de Abreu de Lima, casada com Luiz Pinto de Almeida Soares Gavião), o qual 
foi o ultimo Capilão-mór do antigo Concelho de Unhão, e casou em 19 de Outubro de 1777 
com D. Archangela Rosa Teixeira. 

ZFIXjECOS 

1.0 Christovão d'ALMEiDA. — Nasc. a 16 de Junho de 1808; Fidalgo da Casa Real. fV. acima) 
2.0 Luiz Pinto. — Nasc a . . . Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores, casado com 

D. Marianna Peixoto de Souza Villas Boas, Sr.^* da Casa de Barrimão em Nevo- 

gilJe. — Com (jeração. 
3.0 João dr Faria. — Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores, casado com 

D. Constança de Queiroz, Sr.* da Casa de Real, em Santa Eulália da Ordem. — Com 

(jinição. 
4.0 Rodrigo de Faria. — Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores; solteiro. 
5 o D. Maria do Carmo. 
6.0 D. Agostinha Maria. 
7.0 D. Maria da Purificação. 
8.0 D. Maria do Rosário. 
9.0 D. Maria. 

BISAVÓS 

Rodrigo de Faria de Andrade Caslello Branco Fidalgo da Casa Real por successão a 
seus maiores; Sr. da Casa de Robalde em Idães, e da da Cruz, que nasc. em Idães a 3 



30 



FAMILFAS TITULARES 



ALG 



de Junho de 1734, e casou em 1781 com 1). Benta Antónia de Abreu Araújo Bacellar, sua 
prima, lilha de António Carlos de Araújo e Azevedo, Sr. do morgado de Santa Luzia e de 
sua mulher I). Maria Antónia de Souza Rego. 

1." Martinho de Faria. — Foi o primogénito e herdeiro. 
(NB. Ignoramos se teve mais descendentes.) 

TERCEIROS A. VOS 

Martinho de Faria Machado de Andrade, Fidalgo de geração, Sr. da Casa de Ro- 
balde, em Idães, e pelo seu casamento da da Cruz, casado com D. Magdalena Luiza de 
Carvalho, herdeira da Casa da Cruz. 

i.o Rodrigo de Faria. — Primogénito o herdeiro das casas acima mencionadas. 
(NB. Ignoramos se tem mais descendentes.) 



GREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 3 de Setembro, e Carta de 26 de Novembro de 1874. 

no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Luiz I, Liv. 25, fl. 312. v.) 
Fidalgo Cavalleiuo — Alvará de 23 de Novembro de 1873. 



(D. Luiz I. — Regist. 



Brazao d' Armas.— Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Pintos — 
em campo de prata cinco crescentes de lua de vermelho em sautor : no segundo as armas dos 
Almeidas — em campo vermelho seis besantes de oiro entre uma dobre cruz e bordadura do 
mesmo metal: no terceiro quartel as armas dos Soares de Albergaria — em campo de prata uma 
cruz vermelha florida orlada do mesmo metal, com oito escudetes das armas do reino; e no 
quarto as armas dos Farias — em campo vermelho um castello de prata, com portas e frestas 
de negro, entre duas flores de liz do mesmo metal, e três em chefe. 

Ignoramos a data da concessão d'este brazuo e o nome da pessoa a favor da qual foi passado. 




ALGÉS (Visconde). — Augusto Carlos Cardozo Bacellar de Souza Azevedo, 2." Vis- 
conde de Algés, em verificação de vida concedida no mesmo titulo a seu pae o 1.° Vis- 



ALG E GRANDES DE PORTUGAL 31 

conde ; Par do Reino também por successâo a seu pae, de que prestou juramento e tomou 
posse na Gamara dos Dignos Pares em Sessão de 7 d'Abril de 1865, competindo-lhe por isso 
as honras de Grande do Reino, em virtude do Decreto com força de Lei de 28 de Setembro 
de 18o5; Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores; Commendador da Ordem 
de Christo, Gran-Cruz da Ordem de Carlos iii de llespanha; Racharei formado em Direito; 
Juiz de Direito de 1." classe; Ajudante do Procurador Geral da Coroa e Fazenda. Nasc. a 
2 de Dezembro de 1827, e casou a 2 de Fevereiro de 1863, com D. Maria Magdalena Pes- 
soa de Amorim da Vargem, que nasc. a 19 de Abril de 1828, e ra. a 9 de Outubro de 
187Í, 1." filha dos Viscondes da Vargem da Ordem. 



^■fi! 



i.° D. Marianna José. — Nasc. a 30 de Novembro de 1864. 

2.0 José António. — Nasc. a 22 de Fevereiro de 1866. 

3.0 António José. — Nasc. a 17 d'Agoslo de 1867. 

4.° Manoel Thomaz. — Nasc. a 9 de Novembro de 1868. 

5.0 Carlos Augusto. — Nasc. a.. .de Outubro de 1869. 

6.0 D. Maria Gertrudes. — Nasc. a. ..de Abril de 1871, e m. a 9 de Dezembro de 1875. 

SEXJS PAES 
(V. Viscondessa d' Algés.) 

CREAÇÃO DO TITULO 



iscoNDE — Decreto de 9 de Março de 1849. — (D. Maria II.) 
Verificação da 2.^ vida — Decreto de 3, e Carta de 19 de Setembro de 1865. — (D. Luiz I. — Regist. no 
Arch. da T. do T., Chanc. de D. Luiz I. Liv. 10, a fl. 238.) 

Sirazêio cl'A.rmas. — As armas dos Azevedos, dos Srs. do Couto d'Azevedo, — escudo 
esquartelado; no primeiro quartel em campo de oiro uma águia preta estendida; no segundo, 
em campo azul cinco estrellas de prata, com uma orla sanguinha, e n'ella oito aspas de oiro, 
e assim os contrários, — e por differença uma brica azul com um besante de prata. 




ALGÉS (Viscondessa). — D. Marianna José de Vasconcellos Mascarenhas Cardozo 
Moniz Racellar, natural de Thomar, filha de José d'^Abreu Racellar Chichôrro, natural de 
Monte-Mór o Velho ; Racharei formado em Leis ; Desembargador da Casa da Supplicação, 
com exercício na 10.* Casa dos Aggravos; Cavalleiro professo na Ordem de Christo, o qual 
m. a 23 de Outubro de 1822, e de sua mulher D. Rrites Luiza de Vasconcellos Mascarenhas 
Cardozo Moniz. Nasc. a 21 de Setembro de 1790, e casou a 21 de Setembro de 1825. 

VIUVA I>E 

José António Maria de Souza Azevedo 1." Visconde d' Algés, em duas vidas, e em 
memoria e satisfação dos mui valiosos e importantes serviços de seu pae o Conselheiro 



32 • famílias titulares alg 

Manoel Thomaz de Souza Azevedo, que m. a 2 de Janeiro de 1819, prestados por espaço 
de quasi 50 annos nos principaes logares da magistratura judicial, e no de Deputado da 
Mesa da Consciência e Ordens, e em attenção aos serviços igualmente importantes o 
valiosos de seu íilho, nos altos cargos que lhe foram confiados; Par do Reino por Carta 
Regia de 22 de Outubro de 1847, de que prestou juramento e tomou posse na Camará dos 
Dignos Pares em Sessão de 7 de Fevereiro de 1848, competindo-lhe por isso as honras de 
Grande do Reino, nos termos do Decreto cora força de Lei de 28 de Setembro de 1855; 
Conselheiro do Estado eCfectivo ; Ministro e Secretario d'Estado honorário ( exerceu o cargo 
de Ministro d'Estado na Repartição dos Negócios Ecclesiasticos e da Justiça, da Fazenda, 
e interino da Guerra em 1846); Gran-Cruz da Ordem de Christo; Conselheiro do Tribunal 
do Thesouro Publico; Vogal e Presidente do Tribunal de Contas; Desembargador da Re- 
lação do Porto; Intendente Geral da Policia (em 24 de Julho de 1833); Corregedor do 
Crime do Bairro de Belém, e Juiz dos Foros da Ajuda; Syndico da Camará Municipal de Lis- 
boa; Deputado da Nação em quasi todas as legislaturas; Bacharel Formado em Direito. 
Nasc. em Lisboa a 18 d' Agosto de 1796, e m. a 3 de Março de 1865. 

i.° Manoel Thohaz. — Nasc. a 4 de Setembro de 1826, e m. a 28 de Março de 1850. Fidalgo 
da Casa Real por successão a seus maiores ; Bacharel formado em Direito ; Juiz de 
Direito na Camarca de Villa Franca de Xira, servindo d'Ajudante do Procurador Régio 
junto á relação de Lisboa. 

2." Augusto Carlos. — Actual Visconde. 

3.° António José. — Nasc. a 26 d'Abril de 1830. Moço Fidalgo com exercício na Casa Real 
(Alvará de 13 d'Outubro de 1862); habilitado com o curso d'Arlilheria ; Primeiro 
Oílicial Chefe de Sessão na Secretaria d'Estado do Ministério das Obras Publicas, Com- 
mercio e Industria ; Vogal e Secretario da Junta Centrai dos Melhoramentos Sanitários. 

SETJS FA.ES 

Manuel Thomaz de Souza Azevedo, natural de Coimbra ; do Conselho de Sua Mages- 
tade Fidelíssima ; Dezembargador dos Aggravos da Casa da Supplicação ; Deputado da Meza 
da Consciência e Ordens; Juiz das Capellas da Coroa, e serviu outros logares da magistra- 
tura judicial desde 13 de Fevereiro 1770, até 2 de Janeiro de 1819 ( conforme o respe- 
ctivo Decretamento de serviços passado em virtude da sentença do Juizo das Justificações 
do Reino); Doutor na faculdade de Leis, o qual m. a 2 de Janeiro de 1819, e foi casado 
com D. Maria Barbara Benedicta Xavier de Souza Pinto, natural de Lisboa, a qual m. a 
13 de Março de 1828. 

1." José António. — Foi o 1." Visconde d'Algés. 
2." D, María Ignacia. 
3.° D. Maria Juliana. 

SEUS AJVOS 



António de Souza Azevedo, proprietário, natural de Coimbra, e D. F 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde fem duas vidas) — Decreto de 9 de Março de 1839. — (D. Maria II.) 

FôRO DE Fidalgo Cavalleiro — Alvará de 19 d'Agosto de 1835. — (D. Maria II. — Regist. no Liv. 1° 
a ^. 112 V. dos Alv. e Cart. da Secretaria dos Filhamentos.) 

Biraasa^ Gl'ikx*iiia,s« — (V. \i$eonde d' Algés.) 



E GRANDES DE PORTUGAL 



33 





ALJEZUR (Viscondessa). — D. Maria Rita de Noronha, 1.' Viscondessa d'Aljezur, 
*«w sua vida, filha natural, reconhecida no acto do baptismo, por seu pae o 6." Marquez 
d'Angeja e 8." Conde de Viila Verde, e depois legitimada por Alvará de 28 de Maio de 
1845. Nasc. a 21 de Janeiro de 1826, e casou eni 3 de Junho de 1845 com Francisco de 
Lemos de Faria Pereira Coutinho, súbdito brazileiro, Visconde d'Aljezur pelo seu casa- 
mento, auctorisado a usar d'este titulo por Decreto de 15 de Setembro de 1858, (e por 
Sua Magestade Imperial, por Portaria de 23 de Dezembro do mesmo anno) ; Veador de Sua 
Magestade a Imperatriz do Rrazil; Fidalgo da Casa Imperial; por successão a seus maiores; 
4." Sr. do Morgado de Marapicu no Rio de Janeiro; Gommendador da Ordem da Estrella 
do Norte, da Suécia; Cavalleiro da Ordem de Christo, do Rrazil; Cavalleiro da Ordem de 
S. Gregório Magno, de Roma; que hasc.- a 12 de Setembro de 1820, filho primogénito de 
Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho, Conselheiro Honorário do Conselho da Fa- 
zenda no Rio de Janeiro, por Carta de 4 de Janeiro de 1813, e Desembargador da Relação 
do Porto, e depois da Relação do Rio de Janeiro; Fidalgo da Casa Real por successão a 
seus maiores; 3.° Sr. do Morgado de Marapicu; e de D. Maria Carohna Pinto Coelho da 
Cunha, ambos já fallecidos. — Ao presente sem geração. 



SEU PAE 

Dom João de Noronha Camões d'Albuquerque Souza Moniz, 6." Marquez d'Angeja, 
11.° Sr. de Angeja, e 17.° Sr. de Villa Verde; 8.° Conde de Villa Verde; Gentil Homem 
da Camará do Senhor D. João yi; Par do Reino em 1826; Gran-Cruz das Ordens de Nossa 
Senhora da Conceição, de S. Rento d'Aviz, e da Torre e Espada ; Tenente General do Exer- 
cito, que m. a 23 de Junho de 1827, sem haver tomado posse do Pariato. 



D. Maria Rita. 



Actual Viscondessa. — Legitimada por Alvará de 28 de Maio de i846. 



3í 



famílias titulares 



ALM 



CREAÇÃO DO TITULO 



Viscondessa — Decreto de 15 de Setembro, e Carta de 23 
no Arch. da T. do T., Liv. 13, a fl. 81.) 



d'Outubro de 1858. — (D. Pedro V. — Regist. 



Bi^azâo dl»ArTOas da "ViseoiKiesgia. — Uma lisonja partida em pala e esta 
esqnartelada; no primeiro qnartel as armas Reaes de Portugal, com um filete negro em con- 
trabanda; e no segundo as armas Reaes de Castella, mantelado de prata, e dois leões de pur- 
pura batalhantes, e uma bordadura composta de oiro, e veiros de côr azul, e assim os contrá- 
rios. (São as armas da antiga Casa de Ângeja.) 

Brazão <i'Armas do Visconcle. — Um escudo esquartelado ; no primeiro 
quartel as armas dos Moreiras — em campo vermelho nove escudinhos de prata, cada um com 
sua cruz verde florida, em três palas ; no segundo, as armas dos Lemos — em campo vermelho 
cinco quadernas de crescentes de oiro, em santor ; no terceiro quartel as armas dos Azevedos — 
em campo azul oito contrabandas de oiro; e no quarto as armas dos Goutinhos — em campo 
de oiro, cinco estrellas sanguinhas de cinco raios cada uma, postas em santor. 




ALMADA (Condessa). — D. Maria Rita Machado de Castello Rranco, 3." Condessa 
d' Almada, 2." íilha dos 1.*" Condes da Figueira. Nasc. a 23 de Setembro de 1824, e casou 
a 26 de Setembro de 1844. 

VIUVA. DE 

Dom Lourenço José Maria d'Almada d'Abreu Pereira Cyrne Peixoto, 3." Conde d'Al- 
mada, em verificação de vida concedida no mesmo titulo a seu Pae o 2.° Conde, por De- 
creto de 13 de Maio de 1825. Nasc. a 5 de Dezembro de 1818, em. a 7 de Setembro 
de 1874. 



ALM 



E GRANDES DE PORTUGAL 



3S 



FILHOS 

!.• Dom Antão. — Nasc. a 19 de Julho de Í8i5, e m. a 3 de Maio do 1863. 

2.0 Dom José. — Nasc. a 14 d'Agosto de 1846. 

3." D. Maria Amália. — Nasc. a 18 de Outubro de 1847, e casou a 19 de Outubro de 1869 
com seu primo-co-irnião Sebastião Pereira da Cunha e Castro, Fidalgo da Casa Real 
por successão a seus maiores, filho de António Pereira da Cunha e Castro, Fidalgo da 
Casa Heal por successão a seus maiores (Alvará de 4 de Fevereiro de 1825J, e her- 
deiro da Casa da Torre da Cunha, em Coura, e de sua mulher D. Maria Anna Ma- 
chado de Castello Branco, 3.» filha dos 1.°» Condes da Figueira. (V. Figueira.) 



D. Maria 
António. - 



Rita. - 

— Nasc. 



FILHOS 

-Nasc. a 22 de Setembro de 1870. 
a 15 d'Agosto de 1874. 



4.* D. Maria Francisca. — Nasc. a 17 de Novembro de 1848. 

5.0 D. Maria Rita. — Nasc. a 28 d'Outubro de 1833, e m. a 26 de Setembro de 1872. 

6.0 Dom Miguel Vaz. — Nasc. a 27 de Junho de 18... 

7.0 D. Maria José. — Nasc. a 18 de Fevereiro de 1862, e m. a 24 d'Agosto de 1865. 

8.0 D. LuizA. — Nasc. a 4 d'Abril de 1863. 

9.0 D. Maria Anna. — Nasc. a 6 d'Outubro de 1865. 



SEUS PAES 



Dom Antão José Maria d' Almada, 2." Conde d'Almada, em verificação de vida con- 
'cedida no mesmo titulo a seu Pae o 1.° Conde, por Decreto de 15 d'Agoslo de 1805; Mes- 
tre Salla (OíBcial-raór) da Casa Real, em veriticação de vida, concediíia no dito oíTicio; 
Par do Reino em 30 d'Abril de 1826, de que prestou juramento e tomou posse na respe- 
ctiva Camará a 23 de Novembro de 1826; Sr. do Pombalinho e dos Lagares d'El-Rei; 
Alcaide-mór de Proença a Velha; Commendador da Ordem de Christo; Capitão de Caval- 
laria do Exercito; (succedeu na Casa e titulo a seu Pae a 11 de Maio de 1814). Nasc. a 28 
de Novembro de 1801, era. a 5 de Abril de 1834, tendo casado a 30 de Março de 1812 
com D. Maria Francisca d'Abreu Pereira Cyrne Peixoto, que nasc. a 10 d'Outubro de 

1801, e m. a ; filha única e herdeira de Sebastião d'Abreu Pereira Coutinho Cyrne 

Peixoto, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Alcaide-mór de Ferreira ; Sr. de Lin- 
dozo, transferido este senhorio para o da freguezia de Villa Nova de Lanhezes, de que 
era Padroeiro, e elevada a Villa, ficando o senhorio de juro e herdade nos seus descen- 
dentes, em remuneração dos muito e valiosos serviços de seu tio José Ricaide Pereira de 
Castro, Desembargador do Paço e Chanceller-mór do Reino (Decreto de 29 d' Abril de 
I79Õ) Prestamario de Gominhães; Padroeiro da Abbadia de Santa Eulália de Linhares; 
Commendador da Ordem de Christo, que m. em Maio de 1796, e de sua mulher D. Maria 
José de Lencastre César de Menezes, que nasc. a 25 de Setembro de 1776, e m. em 1823, 
filha de Gonçalo Pereira da Silva Souza e Menezes, Moço Fidalgo accrescentado a Fidalgo 
Escudeiro da Casa Real por successão de seus maiores ; Sr. da Villa e Casas de Bertian- 
dos e dos Biscainhos de Braga, que m. a 18 de Fevereiro de 1793, e de sua mulher 
D. Ignez Luiza César de Lencastre, filha única e herdeira de Sebastião Corrêa de Sá, Moço 
Fidalgo com exercício na Casa Real ; Tenente General do Exercito ; Governador das armas 
do Partido do Porto, e de sua mulher D. Clara Joanna d'Araorim Pereira de Brito, Sr." dos 
Morgados de Fontão, Agrédo, e Rua Escura, como herdeira de Dom Lourenço Manoel de 
Amorim Pereira, Sr. dos ditos Morgados; Alcaide-mór de Monção; Commendador de Ay- 
rães na Ordem de Christo; Sargento-mór de Campanha; Fidalgo da Casa Real, casado 
com D. Luiza Josefa d' Abreu Pereira, Sr." do Morgado da Rua Escura, no Porto. 



36 famílias titulares alm 



1.0 Dom Lourenço. — Foi o 3." Conde d'Almada. 

2.0 D. Maria José. — Nasc. a 30 de Setembro de 1819, e m. a 8 de Março de 1835. 

3.0 D. Maria Carlota. — Nasc. a 17 d'Abril de 1821, e m. em tenra idade. 

4."» D. Maria Barbara. — Nasc. a 14 de Dezembro de 1822, e m. a 13 de Março de 1852. 

5.0 D. Maria. — Nasc. a 22 de Dezembro de 1823. 

6.0 D. Maria Victoria. —Nasc. a 27 de Junho de 1830. 

7.° Dom Antão José d' Almada. — Nasc. a 9 de Maio de 1831, e casou a 1 de Maio de 1858, 
com D. Júlia de Mello Teixeira, que nasc. a 10 de Novembro de 1838, filha de João 
Lopes Teixeira de Mello, antigo official do Exercito, e de sua mulher D. Joaquina de 
Souza. 

FILHOS 

l." D. Maria Francisca. — Nasc. a 30 de Março de 1859. 
2.° D. Maria Barbara. — Nasc. a 15 de Março de 1866. 

SEUS AVOS 

Dom Lourenço José Boaventura d'Almada, 1.° Conde da Villa d' Almada, de que to- 
mou o appelido em honra e memoria do primeiro de seus Avós, que o adoptou como Con- 
quistador e Povoador pelo Senhor Rei D. Affonso Henriques, e em altenção aos relevantes 
serviços que os ascendentes de Dom Antão d'Almada fizeram aos Senhores Reis d'esle 
Reino, principalmente desde o Senhor Rei D. João iv, em cuja acclamação teve uma parte 
tão principal Dom Antão d' Almada, e aos cargos que este serviu na guerra, e como seu Em- 
baixador na Corte de Londres, e em compensação da extincção do officio de Capitão-mór 
do Reino. Foi Mestre Salla da Casa Real; Deputado da Junta dos Três Estados; Commenda- 
dor da Ordem de Christo; Sr. de PombaHnho e do Reguengo dos Lagares d'El-Rei; Gover- 
nador e Capitão General da Ilha Terceira. Nasc. a 14 de Julho de 17. . , em. a 11 de 
Maio de 1814, havendo casado a 2 de Maio de 1786 com D. Maria Barbara José António 
Lobo da Silveira Quaresma, que nasc. a 24 de Setembro de 17. . , e m. na Ilha Terceira 

a , filha dos 2.°' Marquezes, e 11.°* Barões d'Alvito, e 4.°' Condes da Oriola, Dom 

Fernando José Lobo da Silveira Quaresma, e de sua segunda mulher D. Maria Barbara de 

Menezes, que nasc. a 13 de Fevereiro de , filha de Dom José de Menezes de Castro e 

Silveira, Commendador de Vallada, Sr. do Morgado da Patameira, e de sua mulher D. Luiza 
Gonzaga de Lemberg, Condessa de Rappach, Dama da Rainha D. Maria Anna d' Áustria, 
filha de Carlos Adolpho, Conde de Rappach, Camarista da Rainha de Hungria, e de sua 
mulher D. Luiza Gonzaga de Lemberg, filha de Francisco José, Príncipe de Lemberg e de 
S. R. I. a Princeza Anna Mana de Frautmadorf. 

1.° Dom Antão. — Foi o 2." Conde d'Almada. 

2.° Leonor Josefa. — Casou com seu primo Lourenço Gonçalves da Camará Coutinho, filho 
primogénito de João Gonçalves da Gamara Coutinho, Almotace-mór do Remo. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde d' Abranches — Titulo recebido em Portugal e confirmado a Dom Fernando d'Almadã, filho primogénito 
do Conde d'Abranches Dom Álvaro Yasques d'Almada — Decreto de 1 de Janeiro de 1478, e Carta 
de 7 de Maio do mesmo anno. — (D. Âffonso V. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv., 3 dos Mís- 
ticos a fl. 188.) 

Conde d'Almada — Decreto de 4 de Maio de 1793. — (D. Maria l. — Regist. no Arch. da T. do T., 
Lio. 22 de Mercês de D. Maria J, a fl. 249.) 

Renovado no 2.° Conde — Decreto de 15 d'Agosto de 1805, e Portaria de 20 d'Agosto do mesmo anno, — 
{Original no Arch. da Secret. d'Est. dos Neg. do Reino, maço de Decretos d^Agoslo de 1805.) 



\LM ■ E GRANDES DE PORTUGAL 37 

^Kenotado no 3.0 Conde — Decreto de 13 de Maio de 1825. — (D. João VI) — e Carta de 20 de Setembro 
^H^ de 1841. — (D. Maria II. — Regist. no Arch. da T. do T., Clianc. de D. Maria II, Liv. 15, 
^m a fl. 145. V.) 

^^KSTRE Salla da Casa Real — (Dom Lourenço d'Almada, o primeiro que d'esta família teve o dito officio). 
^H^ — Carta de 14 de Agosto de 1696. — (D. Pedro II. — Regi$t. no Arch. da T. do T., Chanc. de 
^^B D. Pedro II, Liv. 52, de Doações, a fl. 38 v.) — (O officio de Mestre Salla foi successivamente reno- 

^^m vado n'esta íamilia até o 2." Conde dAlmada.) 

Capitão-mór da frota — Decreto de 24 de Junlio de 1423, e confirmado em 5 de Janeiro de 1434. — 
(D. João I. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv. d'Extras, a fl. 170 v.J 

Capitão-mór do Reino — 28 de Fevereiro de 1456 — (D. Affonso V, — Arch. da T. do T., Chane. de 
D. Affonso V, Liv 13, a fl. 79. v.) 

Brazêlo d' Armas. — As armas dos Abranches e dos Almadas — em campo de oiro, 
nma banda azul carregada de dnas cruzes de oiro abertas e floreteadas, e nos vãos em con- 
trabanda duas águias vermelhas armadas de negro. ^ — Timbre uma das águias. 

Teve esta família o titulo de Conde d' Abranches era França, que foi conferido a Dom 
Álvaro Vasques d'Almada por Carlos vii entre 1434 e 1449, titulo que parece também 
usara era Portugal, durante o Reinado do Senhor D. Affonso v. 

Que este tilulo fora adraitlido e reconhecido era Portugal, não deve soffrer duvida, 
por quanto o Senhor D. João ii na qualidade de Príncipe prirangenito e herdeiro do Reino 
de Portugal, raandou fazer assenlaraenlo a Dora Fernando d'Alraada, Conde d' Abranches, de 
102^864 reaes brancos a contar desde 1 de Janeiro de 1478, por Carla datada d'Evora 
7 de Maio de 1478 (Arch. da T. do T, Liv. 5.° dos Mislicos, a fl. 188.) Fixamos por 
conseguinte esta data para a antiguidade do titulo, por não conhecermos diploma anterior 
que a prefixe. 

O titulo de Conde d'Abranches, era Portugal, terrainou era Dora Antão d'Almada 
Abranches, o qual acompanhou El-Rei D. Sebastião á infeliz jornada d'Africa, e lá tara- 
bera raorreu. Seu filho Dora Lourenço d'Alraada ficou caplivo, e só sahiu do capliveiro de- 
pois da morte do Cardeal Rei D. Henrique, e por isso se não renovou a concessão d'aquelle 
titulo, e se quebrou a successão do Oílicio de Capilão-raór do Reino que depois foi reno- 
vada por El-Rei D. João iv. 

Dom Antão d'Alraada, ura dos principaes acclaraadores d'El-Rei D. João iv, e que 
tão importantes serviços prestara á restauração da monarchia portugueza e á independência 
da pátria, apenas viveu quatro annos depois da gloriosa acclaraação para que tanto concor- 
rera, pois ra. era Dezerabro de 1644. — Dora Antão não foi ambicioso de honras, nera 
exigente de recorapensas, segundo veraos pelo documento que abaixo transcrevemos co- 
piado do original : 

«El-Rei Nosso Senhor, tendo respeito a que na obra da sua feliz acclamação Dom Antão d'Almada, que 
Deus perdoe, do Seu conselho, foi dos que n'ella mais procuraram, até de todo se concluir e executar, e 
depois de recuperado o Reino passar ao de Inglaterra por Embaixador, e na Côrte d'El-Rei da Gran-Bre- 
tanha. o tempo que n'ella residiu, tratar os negócios da maior importância d'esta coroa que lhe foram com- 
mettidos com o zelo e cuidado que d'elle se devia esperar, fazendo grande despeza no luzimento da sua 
pessoa, e ostentação da casa que teve emquanto assistiu n'aquellas partes e depois de vir d'ellas, o verão 
de 643 em que a Côrle se deteve em Évora, governando as armas em Lisboa, e continuar na junta dos Três 
Estados, e ultimamente em Dezembro de 644 acudindo ao sitio que o inimigo vinha pôr a Elvas, morrer 
n'aquella Praça de doença que lhe sobreveio, deixando em vida pedido merco para seus filhos : Ha por bem 
de a fazer, em comsideração de tudo, e do mais que por parte d'elles se representou, a Dom Luiz d'Almada 
filho maior de se lhe suprir as três armadas em que era obrigado embarcando-se, para succeder a seu Pae 
na Commenda dos dois terços de S. Vicente do Vimioso, como lhe estava concedido com essa condição, por 
Alvará de 10 de Novembro de 633, cujo despacho manda Sua Mesgestade se lhe passe livremente; e assim 
lhe faz mercê de mil cruzados de renda dos dois mil que vagaram por seu Pae no Reguengo de Aguiar, em 
quanto não fôr provido em bens das Ordens de Commenda de maior lote ; e juntamente lhe faz mercê de 
dois logares de freiras nos Mosteiros em que se podem prometer para suas Irmãs (quaes elle nomear) po- 
derem ser Relegiosas; e para sua Irmã D. Luiza Maria, Dama do Paço da Rainha nossa Senhora cem mil 
réis de renda no mesmo Reguengo até tomar estado de casnda. Em Alcântara a 12 de Junho de 645. — 
Jeronymo Godinho de Mza. — (Regist. a fl. 283 v.) — Original junto aos papeis que serviram de funda- 
mento ao titulo do Conde d'Almada. — (Arch. da Secret. do Reino.) 



38 famílias titulares ' ALM 




ALMARGEM (Baroneza). — D. Joaquina Libania Pinto de Saldanha, Baroneza de 
Almargem, filha do Bacharel João Pinto de Saldanha e de D. Rachel da Cunha Ribeiro 
de Vasconcellos. Nasc. a 20 de Junho de 1807, e casou a 3 de Maio de 18S3. 

VITJVA. r>E 

Mariano José Barrozo de Souza Garcez Palha, 1.° Barão d'Almargera, em sua vida; 
Commendador das Ordens de Nossa Senhora da Conceição, e da Torre e Espada; Ca- 
valleiro da Ordem de S. Bento d'Aviz, condecorado com a Medalha de 6 campanhas da 
Guerra Peninsular, e com as Medalhas de Honra pela batalha de Victoija (21 de Junho 
de 1813) ; Tenente General do Exercito, que nasc. a 19 d'Abril de 1793, em. a 17 de 
Maio de 1860, lendo casado em primeiras núpcias a 26 de Fevereiro de 1819 com D. Maria 
Estelita de Passos de Probem Barboza, que nasc. a 16 de Agosto de 1799, e m. a 11 de 
Março de 1839, filha única e herdeira de João Manoel de Passos de Probem Barboza, 
Sr. da Casa dos Caneiros em Guimarães, e de D. Francisca Mathilde de Barros Teixeira 
Arrochella d 'Almeida. — Sem geração d' ambos os matrimónios. 

SEUS PAES 

Theotonio dos Santos Barrozo de Souza Garcez Palha, Cavalleiro das Ordens de Christo 
e de S. Bento d'Aviz; Coronel d'Infanteria do Exercito; m. em Extreraoz em 1817, tendo 
casado em Olivença, com D. Maria da Conceição da Fonseca Mesquita, filha de António 
Lourenço da Fonseca Mesquita. 

1.° Maiuanno. — Foi o 1.° Barão de Almargem. 

2.° Amaro dos Santos. — Commendador da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Condecorado com a 

Medalha por 4 Campanhas da guerra Peniasular ; Brigadeiro do Exercito e Governador 

Militar de Aveiro ; m. a 29 de Julho de 1839. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barío — Decreto de 23 de Setembro de 1833, e Carta de 4 de Novembro de 1841. — (D. Maria II. — Re- 
gist. no Ârch. da T. do T., Chanc. de D. Maria II, Liv. 27, o fl. 88.) 




ALMÊDA (Barão) — Emanuel de Almêda, 1.° Barão d'Almêda, em sua vida, súbdito 
de S. M. Britânica. — (Residente em Londres.) 

NB. Não podemos alcançar noticia alguma acerca da familia d"este titular; reservamol-a para o 
supplemento. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 22, e Carta de 30 d' Abril de 1875. — (D. Luiz I. -^ Regist. no Arch. da T. do T. 
Chanc. de D. Luiz I, Liv. 29, o fl. 26 v.) 



ALM 



E GRANDES DE PORTUGAL 



39 




ALMEIDA (Conde). — Carlos Augusto d' Almeida, 1.° Conde d' Almeida, em sua vida, 
(súbdito brazileiro; serviu de addido da Legação Brazileira junto á Corte de Vienna) : 
mercê feita era remuneração dos serviços de seu Pae o 1.° Visconde d' Almeida, no Bra- 
zil, o qual foi Guarda-Roupa de Sua Magestade Imperial o Senhor D. Pedro Duque de 
Bragança, a quem sempre acompanhou desde a sua abdicação ao Throno Brazileiro 
(7 d'Abril de 1831), até o seu fallecimento em Lisboa (24 de Setembro de 1834), pres- 
tando durante este periodo muitos serviços á causa da restauração do Throno Constitucio- 
nal, tanto na expedição aos Açores (1832), como no memorável cerco da cidade do Porto, 
e na defeza das linhas da capital do Reino (1833 a 1834). Nasc. em Lisboa a 10 de Maio 
de 1846. 

SETJS PAES 

Paulo Martins d' Almeida, 1." Visconde d'Almeida; Gentil Homem da Camará de Sua 
Magestade o Imperador do Brazil, em serviço eCfeclivo junto de Sua Magestade a Impera- 
triz D. Amélia, viuva do 1." Imperador D. Pedro d'Alcantara. O Visconde d'Almeida, em 
quanto esteve ao serviço do Senhor D. Pedro iv, alem de seu Guarda-Roupa, foi Guarda- 
Joias da Casa Real de Portugal ; do Conselho de Sua Magestade Fidelíssima ; Commendador 
das Ordens de Christo, e de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa; Cavalleiro da 
Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito. Revalidou a sua nacionalidade Bra- 
zileira, e foi Gentil Homem da Camará de Sua Magestade Imperial a Senhora D. Amélia ii 
Imperatriz do Brazil; Commendador da Ordem da Rosa, e Cavalleiro da do Cruzeiro do Sul, 
no Brazil ; Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Commen- 
dador da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; Commendador da Ordem 
da Coroa de Ferro d' Áustria, e da de Leopoldo da Bélgica. Nasc. no Rio de Janeiro a 18 
de Junho de 1807, e m. em Munich a 5 d'Abril de 1874, havendo casado a 7 de Julho 
de 1845 em Tegernsee, com D. Sophia Francisca, Condessa de BayerstoríT, que nasc. 
em Munich a 10 d'Outubro de 1827, filha do Príncipe Carlos Theodoro, da Baviera, que 
nasc. em 1795, e m. em 1875, casado morganaticamente com D. Sophia, Baroneza de 
Bayerstoríf. 



40 



famílias titulares 



ALM 



:fiIíS:os 

l.° Carlos Augusto. — Actual 1.» Conde d' Almeida. 

2.° D. SoPHiA Jeronima. — Nasc. em Munich a 1 de Fevereiro de 1849, e casou a 7 de Julho 

de 1868, com Maximiliano, Conde de Drecksel Denfsteten. 
3.° D. Mathilde Maximiliana. — Nasc. em Lisboa a 7 de Setembro de 1851. 
4.° D. Anna d'Almeida. — Nasc. em Lisboa a 2 de Julho de 1833, e casou a 24 d'Abril de 

1875, com Theophilo, Barão de Reichlin Meldegg. 
5.° Paulo d'Almeida. — Nasc. em Lisboa a 28 d'Agosto de 1861. 

SEUS A. VÓS 

Carlos Martins d' Almeida, Fidalgo da Casa Imperial, natural do Rio de Janeiro, ca- 
sado com D. Mathilde Ferreira, natural da mesma cidade. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Conde — Decreto de 23 de Junho de 1875. — (D. Luiz I.) 

Birazão <l'^x*mas. — Um escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Al- 
meidas — em campo vermelho seis besantes de oiro, entre uma dobre cruz, e bordadura do 
mesmo metal; a segunda pala partida em faxa ; na primeira em campo negro, uma águia de 
oiro estendida, tendo nas garras uma chave de oiro, e orladura de oiro; na segunda em campo 
azul uma cruz composta de onze estrelas de prata e orladura de oiro. (Symbolo da Ordem do 
Cruzeiro do Sul, do Brazil.) 




ALMEIDA (Rarão). — António Thomaz Vieira Pinto d'Almeida e Silva, 2.° Rarão 
d' Almeida, em sua vida; Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores; Commenda- 
dor da Ordem de Christo ; proprietário. Nasc. a 20 de Dezembro de 1829, e casou em 1857 
com D. Maria Amélia de Nápoles Noronha e Veiga, que nasc. a 12 d' Abril de 1836, filha 
de Manoel Joaquim d'Almeida 1.° Rarão de Alemquer, e de sua mulher D. Maria José de 
Nápoles Noronha e Veiga. (V, Alemquer.) 



ALM E GRANDES DE PORTUGAL 41 



1.0 D. Maria José. — Nasc. a i2 de Setembro de 1858. 

2.0 D. Maria Eliza. — Nasc. a 18 de Setembro de 1859, 

3.0 D. Maria da Madre de Deus. — Nasc. a 28 de Novembro de 1860. 

4.0 D. Maria da Luz. — Nasc. a 17 d'Abril de 1864. 

5.0 D. Maria d'Assumpçãq. — Nasc. a 24 d'Abril de 1866. 

6.0 D. Maria do Sagrado Coração. — Nasc. a 28 de Dezembro de 1869. 

António Thoraaz d'Almeida e Silva, 1.° Barão d'Almeida; do Conselho de Sua Mages- 
tade Fidelíssima; Fidalgo da Casa Real; Commendador da Ordem de Christo; Cavalleiro 
da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; condecorado com a Medalha de 
i Campanhas da Guerra Peninsular, e com as Medalhas de Honra de Victoria, S. Marcial, 
Urdach, Toulouse, Pamplona e Bayona ; Inspector Fiscal do Exercito ; que nasc. a 28 de 
Junho de 1798, e ra. a 8 d'Outubro de 1857, tendo casado a 15 de Janeiro de 1829 com 
D. Maria Eliza Ganhado Vieira Pinto, que nasc. a 14 de Junho de 1806, e m. a 27 de De- 
zembro de 1842. 

António Thomaz. — Actual 2. o Barão. 

SEUS AVOS 

António Thomaz d'Almeida e Silva; Fidalgo da Casa Real; Cavalleiro professo na 
Ordem de Christo; Escrivão do Donativo de 4 por cento na alfandega do Porto, e depois 
Coronel dlnfanteria graduado, com o exercício de Thesoureiro Geral das Tropas das três 
ProA incias do Norte, e partido do Porto ; casado com D. Anna Margarida Vieira da Cunha, 
lillia de Jacinto Gomes de Carvalho, Cavalleiro professo na Ordem de S. Thiago da Espada, 
e Monteiro-mór da Villa de Melres, e de sua mulher D. Maria Pereira da Cunha. 

António Thomaz, na qualidade de Escrivão do Donativo, teve em remuneração dos 
serviços praticados na arrecadação da Real Fazenda, o Habito da Ordem de S. Thiago por 
Decreto de 3 de Abril de 1795 (Gazeta de Lisboa n.° 20, Supl. í.°), e transitou para a 
Ordem de Christo por Decreto' de 22 de Maio de 1804 (Chanc. da Ordem de Christo, 
D. Maria I, Liv. 41.) , 

Depois na qualidade de Thesoureiro Geral das Tropas, do partido do Porto, por 
occasião da invasão do exercito francez n'aquella cidade (Março de 1809), salvou com 
grande risco de vida, todos os livros e papeis interessantes da sua Repartição, e a Caixa 
Militar na qual havia 246:350^768 réis que fez recolher no Mosteiro da Serra (hoje forta- 
leza da Serra do Pilar), e os fizera entregar ao Conde d' Amarante, então General Com- 
mandante das forças militares portuguezas; este serviço mereceu-lhe o foro de Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real por Alvará passado no Rio de Janeiro a 28 Fevereiro de 1816. 
(Arch. da T. do T., Liv. i de Mercês de D. João Yl, (Príncipe Regente), fl. 192 v.) 

António Thomaz. — Foi o l.o Barão d'Almeida. ( V. Barão d' Almeida. J 

BISAVOS 

Maurício d'AUneida, Escrivão da Conservatória da Real Junta de Commercio de Lis- 
boa, casado com D. Anna Thereza Braga Xavier. 



42 famílias titulares alm 

TERCEIR,0 ISETO 33E 

Diogo d'AImeida e Silva, e de sua mulher D. Thereza Maria da Cunha. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 13 de Maio, e Carta de 2 de Julho de 1851. — (D. Maria II. — Regist. no Arch. 

da T. do T., Chanc. de D. Maria II, Liv. 33 das Mercês, a fl. 306.) 
Renovado no 2." Barão — Decreto de 9 d' Agosto de 1865. — (D. Luiz I.) 

XSrazâo éL^Ar-metH. — Um escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos 
Almeidas — em campo vermelho seis besantes de oiro entre uma dobre cruz, e bordadura do 
mesmo metal ; no segundo quartel, as dos Silvas — em campo de prata um leão de purpura ar- 
mado de azul ; no terceiro quartel, as armas dos Cunhas — em campo de oiro nove cunhas de 
azul, em três palas : no quarto as dos Carvalhos — em campo azul uma estrella de oiro de oito 
raios, no centro de uma quaderna de crescentes de prata. — (Regist. na Cart. da Nobr. Liv. 8, fl. 210.) 




ALMEIDA (Baroneza). — D. Constança Emilia Jacques de Vasconcellos e Menezes, 
1.' Baroneza d' Almeida, filha de José de Vasconcellos e Menezes Jacques de Magalhães 
Lobo, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores, e de sua mulher D. Antónia 
de Lima Barreto d' Almeida Coelho. Nasc. a 7 de Setembro de 1820, e casou a 20 de Ja- 
neiro de 1849. 

VIUVA I>E 

António Thomaz d'Ahneida e Silva, natural da cidade do Porto, 1.° Barão d'Almeida, 
em sua vida; do Conselho de Sua Magestade Fidehssima; Inspector Fiscal da extincta 
Repartição Fiscal do Exercito, e n'essa qualidade Brigadeiro Honorário do Exercito; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real por successão a seus maiores (Aluará de 9 de Março de 182A); 
Commendador da Ordem de Christo ; Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da Concei- 
ção de Villa Viçosa; Condecorado com a Medalha Portugueza de 4 Campanhas da Guerra 
Peninsular, e com as Medalhas de Honra pelas batalhas e combates de Victoria (21 de 
Junho de 1813), de S. Marcial, de Urdach (4 de Agosto de 1813), de Toulouse (10 de 
Abril de 1814), sitio de Pamplona (30 de Junho até 18 de Julho de 1813), e sitio de 
Bayona (27 de Fevereiro até 28 de Abril de 1814) ; que nasc. a 28 de Junho de 1798, 
e m. a 8 de Outubro de 1857, havendo casado em primeiras núpcias a 15 de Junho de 1829, 
com D. Maria Elisa Ganhado Vieira Pinto, que nasc. a 14 de Junho de 1806, e m. a 27 de 
Dezembro de 1842, filha de José Vieira Pinto, negociante de grosso tracto da Praça do 
Commercio de Lisboa e proprietário, e de sua mulher D. Maria da Luz Ganhado. 

ifixjSios ido i.» j^«d:.A-Ti2,i:M:o3srio 

1.° António Thomaz. — (V. 'i.'' Barão d' Almeida. 

ZFIXjSCOS ido 2.» 3yC.A-TI2,I3^03SrZO 

2.° José de Menezes. — Nasc. a ; casou em 1829. Fidalgo Cavalleiro da Casa Real. 

3.0 D. Anna de Menezes. — Nasc. em 1806. 

4.° João de Menezes. — Nasc. a Fidalgo da Casa Real. 

5.° Thomaz de Menezes. — Nasc. a Fidalgo da Casa Real. 



ALM 



E GRANDES DE PORTUGAL 



43 



NB. — A Baroncza rccusou-sc a prestar os esclarecimentos que lhe foram pedidos, não só quanto ás 
datas de nascimento de seus filhos, como para se conhecer a realidade da nobreza da casa de que pro- 
cede seu pac. 

SETJS PAES 

(Y. Barão d'Almeida) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 13 de Maio, c Carla de 2 de Julho de 1851. — (D. Maria II. — Regisl. no Arch. da 
T. do T., Chanc. de D. Maria II, Lio. 33 das Mercês, a fl. 306.) 




ALMEIDA GARRETT (Visconde) — íTíMo extincto.—^o^o Baptista da Silva Lei- 
lão d'Almeida Garrett, 1.° Visconde d'Alineida Garrett, em sua vida; Par do Reino (Carta 
Regia de lo de Janeiro de 1852), de que prestou juramento e tomou posse na Gamara dos 
Dignos Pares, em Sessão de 13 de Fevereiro do mesmo anno, competindo-lhe n'essa qua- 
lidade as honras de Grande do Reino, nos lermos do Decreto com força de Lei de 28 de 
Setembro de 1855 ; Ministro e Secretario d'Estado Honorário ; Fidalgo da Casa Real por 
successão a seus maiores; Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário de Porlugal, 
junto á Corte da Bélgica; Juiz de 2." Instancia da Relação Commercial; Vogal do extincto 
Conselho Ultramarino ; Chronista-mór do Reino ; antigo Deputado da Nação em varias Le- 
gislaturas; antigo Oflicial Ordinário da Secretaria d'Éstado dos Negócios do Reino; Ba- 
charel formado em Leis; Sócio EfFectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa, do 
Instituto Histórico Geographico e Ethnographico do Brazil, e Sócio de muitas outras Cor- 
porações litterarias e scientificas tanto do paiz como estrangeiras ; Commendador da Ordem 
de Christo ; Cavalleiro da Ordem da Torre e Espada do Valor Lealdade e Mérito ; Bailio Ho- 
norário (Gran-Cruz) da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém, de Roma; Gran-Cruz 
das Ordens, da Estrella Polar da Suécia, da Roza do Brazil e de Leopoldo da Bélgica ; con- 
decorado com a Ordem do Nichan Iftihar (Gloria) de l." Classe da Turquia; Grande Offi- 
cial da Ordem da Legião de Honra de França. 

O Visconde d' Almeida Garrett, foi notável pela facúndia da sua eloquência no Parla- 
mento, pela vastidão de seus conhecimentos em Utteratura antiga e moderna, e conceituado 



44 famílias titulares alm 



como um dos nossos melhores prosadores, tanto pela elegância e singelez do estylo, como 
pela pureza da linguagem vernácula ; sobresaliente pelos seus versos em diíTerentes géneros 
e metros, estabeleceu uma nova escola de metrificação, e é considerado como um dos pri- 
meiros poetas porluguezes dos tempos modernos; primou especialmente como escriptor 
dramático, merecendo ser cognominado — fícstaurador do Theatro Portugmz. — Deixou 
escriptas muitas obras n'estes géneros de litteratura, todas hoje impressas, e cada dia 
mais apreciadas. Nasc. na Cidade do Porto a 4 de Fevereiro de 1799, e m. em Lisboa 
(na Rua de Santa Isabel) a 9 de Dezembro de 1854, tendo casado em 1822, com D. Luiza 
Cândida Midosi, que nasc. a 16 de Maio de 1801, filha de José Midosi, negociante de grosso 
tracto da Praça do Commercio de Lisboa, e de sua mulher D. Anna Cândida de Athaide 
Lobo — Sem geração. 

A Viscondessa d' Almeida Garrett, passou a segundas núpcias em Paris com Mr. Luiz 
L'Etrillac, súbdito francez, perdendo assim o direito de usar do Titulo de seu primeiro ma- 
rido, e não ter Alvará de confirmação do Titulo de Viscondessa, sem embargo de haver 
passado a segundas núpcias, como é d'antigo estylo e praxe da Corte. 

IFILHIA. ISr-A-TTJiaJ^Ij IDO ^ISOOInTIDE 

D. Maria Adelaide. — Nasc. a. . .de 1838; casada com Carlos Pereira Guimarães, Hacharel 
formado em Medicina pela Universidade de Coimbra. — Com geração. 

SEUS I»AES 

António Rernardo da Silva d' Almeida Garrett, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Al- 
vará de 13 de Maio de 1826); Cavalleiro professo na Ordem de Christo; proprietário do 
OíBcio de Sellador-mór da Alfandega do Porto; proprietário na Ilha Terceira, e natural da 
Cidade da Horta, na Ilha do Fayal, que m. a 23 de Abril de 1834, tendo casado com 
D. Anna Augusta Leitão da Silva Garrett, a qual m. a 18 de Julho de 1841, filha de José 
Bento Leitão, Cavalleiro professo na Ordem de Christo, e Deputado da Illustrissima Junta 
da Companhia dos Vinhos do Alto Douro, e de sua mulher D. Maria do Nascjmento de 
Almeida Leitão. 

ZFIXiHOS 

1.° Alexandre José. — Nasc. no Porto a 7 d'Agosto de 1797 ; Fidalgo da Casa Real por suc- 
cessão a seus maiores (Alvará de 22 de Maio de 1826J; Cavalleiro professo na Ordem 
de Christo ; serviu por seu pae o Officio de Sellador-mór da Alfandega do Porto ; Ca- 
pitão do Regimento de Milícias do Porto; m. a 24 d'Outubro de 1867, e casou a 16 
de Junho de 1822, com D. Angélica Isabel Cardoso Guimarães, que nasc. a^ de Fe- 
vereiro de 1803, filha de António Francisco Cardoso Guimarães, Cavalleiro professo 
na Ordem de Christo ; Fidalgo da Casa Real ; Major de Milícias reformado (serviu ás Or- 
. * dens do Marechal Beresford, durante a Guerra Peninsular); abastado proprietário e ne- 

gociante de grosso tracto da praça do Commercio do Porto, e de sua mulher D. Ma- 
ria Isabel Victoria Salgado. 

FILHOS • 

1." Francisco Xavier. — Nasc. a 19 de Maio de 1823. Fidalgo da Casa Real. 

2." D. Christina Xavier. — Nasc. a 24 de Junho de 1824. 

3." D. Anna Mecia. — Nasc. a 8 de Junho de 1826. Entrou para o Instituto de 
S. Vicente de Paula (Irmãs da Caridade), em que professou a 1 de No- 
vembro de 1859. M. em Nápoles a 2 d'Outubro de 1873. 

4." Rodrigo Xavier. — Nasc. a 13 de Julho de 1827. Fidalgo da Casa Real; 
Bacharel formado em Direito. 

S.° D. Carlota Joaquina. — Nasc. 1 de Setembro de 1828, e m. a ^ de Março 
de 1849. 



I 



ALM E GRANDES DE PORTUGAL 45 



6." Thomaz d'Aqcino. — Nasc. a 13 do Maio de 1830. Fidalgo da Casa Real; 
Cavalleiro da Ordem de Christo ; Alferes d'Infanteria n.° 18; m. a 27 de 
Março de 1835. 
7.0 D. Maria Victoru. — Nasc. a 19 de Dezembro de 1832. 
8.0 D. Rita de Cacia. — Casada com Francisco Correia de Freitas. Nasc. a 9 

de Julho de 1835, e m. a 15 de Fevereiro de 1852. 
9." D. JoANNA DO Carmo. — Nasc. a 29 de Junho de 1836, e ni. a 21 d'Agoslo 

de 1855. 
10.» D. Helena da Crub. — Nasc. a 28 de Março de 1839, e m. a 29 de 

Maio de 1850. 
U." Gonçalo Xavier. — Nasc. a 24 de Março de 1840, o m. a 2Ô do 

mesmo mez e anno. « 

12." Gonçalo Xavier. — Nasc. a 30 de' Dezembro de 1842. Fidalgo da Casa 
Real ; Doutor e Lente Substituto na faculdade de Mathematica na Uni- 
versidade de Coimbra (tomou Capêllo a 29 de Jttlho de 1869); Bacharel 
formado em Philosophia. Casou a 4 de Novembro de 1875 com D. Ma- 
ria Tavares d'Almeida Proença, filha de Francisco Tavares d'Almeida 
Proença, Par do Reino ; Ministro d'Estado Honorário ; Conselheiro d'Estado 
Extraordinário ; Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa ; que m. a 25 de Agosto de 1872, e de sua mulher, D. Ma- 
ria da Piedade Fevereiro Tavares Proença. 
13." José Maria Xavier. — Nasc. a 24 de Março de 1844. Fidalgo da Casa Real. 
2." João Baptista. — Foi o 1." Visconde d'Almeida Garrett. 

3." D. Maria Amália. — Nasc. em 1800, e m. a 24 de Novembro de 1844, havendo casado 
em 1820, com Francisco de Menezes Lemos e Carvalho, que nasc. em Angra do He-" 
roismo a 18 de Outubro de 179 . . . , e m. a 6 d'Outubro de 1862. Fidalgo da Casa Real por 
successão a seus maiores ; do Conselho da Rainha D. Maria ii ; Sr. de vários vínculos 
(como herdeiro de seu sobrinho José Clemente da Rocha Sá Coutinho), instituídos 
em ... . por Roberto da Rei Sá Coutinho. Serviu de Governador Civil do districto de 
Angra do Herosimo. 

FILHOS 
1." Francisco de Sá Menezes. — Nasc. em 182..., e m. em 1838. 
2." D. Maria de Menezes. — Nasc. cm Angra do Heroísmo a 19 de Setembro 
de 1822; herdeira dos vínculos que seu pae administrava; m. a 31 de 
Março de 1872, tendo casado a 16 de Outubro de 1845, com Dom Hen- 
rique de Menezes Brito do Rio, Moço Fidalgo com exercido na Casa 
Real por successão a seus maiores, que nasc. a 28 de Março de 1814, 
filho 2.0 de Dom Francisco de Paula Pimentel Ortiz de Mello de Brito 
do Rio, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores, que m. a 
4 de Setembro de 1865 ; 10." Sr. do Morgado da Capella de S. Domin- 
gos de Bemfica, instituído em 1501 por Dom Lopo Mendes do Rio; 
8.° Sr. do Morgado de Villa Lobos, instituído em 1600 por D. Margarida 
de Villa Lobos ; 8." Padroeiro do Convento de Santa Clara da Cidade 
d'Elvas, fundado pelo Bailio de Leça, na Ordem de S. João de Jerusa- 
lém, Ruy de Brito do Rio ; 5." Sr. do Morgado de Nossa Senhora da 
Luz, na Cidade d'Angra, instituído em Angra, em 22 de Janeiro de 1763, 
por Christovam Pimentel de Mesquita ; Capitão e Fidalgo da Casa Real ; 
que casou em 6 d'Abríl de 1807, com D. Josefa Júlia de Menezes Lemos 
e Carvalho, sua prima, que m. a 19 de Setembro de 1847, filha de José 
de Menezes Lemos e Carvalho, Moço Fidalgo da Casa Real {Alvará de 
29 de Setembro de 1777); Alferes do Regimento de Infanteria do Porto ; 
c de sua mulher D. Benedita Quitéria de Sá Coutinho, que m. em 1826, 
herdeira dos vínculos e casa que administrava, na Cidade d'Àngra, seu 
pae Caetano Joaquim da Rocha de Sá o Camará, casado com D. Fran- 
cisca Isabel Homem da Costa Noronha. {V. Noronha.) 

FILHOS 

!.<• Dom Francisco. — Nasc. em Angra a 1 d'Agosto de 1846, e 
m. a 30 de Setembro de 1865. 

2.0 Dom Henrique. — Nasc. a 17 de Fevereiro de 1848; Fidalgo 
da Casa Real por successão a seus maiores, qpie casou a 
24 de Novembro de 1873, com D. Maria Francisca d'Or- 
nellas Bruges, que nasc. à 31 de Março de 1856, filha do 
1.0 Conde da Praia da Victoria, e l.o» Viscondes de Bru- 
ges, e de sua segunda mulher, a Condessa D. Emília Amélia 
d'AImeida Tavares do Canto, (V. Praia da Victoria.) 



46 famílias titulares alm 



FILHO 

Dom Pedro. — Nasc. a 11 de Setembro de 1874. 

3." D. Maria Josefa. — Nasc. a 17 d' Agosto de 1849, c casou 

a 24 de Maio de 1876, com Gaspar Teixeira de Souza 

• ■ Magalhães e Lacerda, que nasc. a 13 de Novembro de 

1832, segundo filho do 1.» Conde, 1." Visconde e 2.° Ba- 
rão de Villa Pouca. (V. Villa Pouca.) 
4." D. Maria da Luz. — Nasc. a 13 de Fevereiro de 1831, e m. 

a 1 d' Agosto de 1852. 
5." D. Adelaide. — Nasc. a 23 de Maio de 1832, e m. em Abril 
• . de 1853. 

6.0 D. Francisca de Paula. — Nasc. a 30 de Novembro de 1854, 

e m. a 7 de Maio de 1872. 
7."* D. Adelaide. — Nasc. a 10 de Maio de 1857. 
8," D. Anna Augusta. — Nasc. a 11 d'Outubro de 1859. 
9." D, Maria DA Luz. — Nasc. a 2 de Dezembro de 1861. 
10.° Dom Pedro. — Nasc. em 26 do Janeiro de 1864, e m. a 
23 de Julho de 1865. 
4.» Joaquim António. ) -. í M. a 22 de Maio de 1845. 

5.0 António Bernardo. ] ^^"^^^^ [ M. em 1839. 

SEUS AVOS 

José Ferreira de Souza, Alferes de Ordenanças, proprietário, e natural da Ilha do Fayal, 
o qual casou a 10 de Fevereiro de 1736, no Fayal, com D. Antónia Margarida Garrett, na- 
tural de Madrid, baptisada na freguezia de San-Martim d'aquella Cidade (Processo de ha- 
bilitação do Bispo D. Fr. Alexandre da Sagrada Familia); filha do Capitão D. Bernardo 
(ou Fernando) Garrett, oriundo da província do Roussillon (França), casado em Madrid 
com D. Angella Maria Viccinaro, natural de Madrid. 

IFIXjBCOS 

1.0 Alexandre José — (depois, Fr. Alexandre da Sagrada Familia). — Nasc. a 23 de Maio de 
1737, (a data que está designada no seu retrato, na Bibliotheca Nacional de Lisboa 
diz 1736: não éa que consta dos papeis de familia), c m., sendo Bispo d'Angra, 
a 22 d'Abril de 1818. Recebeu o grau de Licenciado cm Philosophia em Coimbra, 
em 1759. Entrou como Religioso no Mosteiro de N. Senhora dos Anjos de Brancanes, 
de Setúbal, a 11 de Junho de 1761, e professou a 13 de Junho de 1762. Foi elevado 
a Bispo de Malaca a 24 d'Outubro de 1781, confirmado por Bulia de 16 de Dezem- 
bro de 1782, e sagrado a 24 de Fevereiro de 1783 {Arch. da T. do T., Maço 56 de 
Bulias, n.os 43 a 48 j. Não chegou a ir á Diocese de Malaca, por ser eleito Bispo 
de S. Paulo de Loanda, para onde foi transferido por Bulia de 15 de Fevereiro de 
1775 (Arch. da T. do T., Maço 57 de Bulias, n.° 13). Residio na Diocese d'Angola 
por espaço de três annos, e pelo seu zelo e piedade concorreu para que o Rei do 
Congo se reduzisse ao Christianismo que abandonara, e fizesse vassalagem a Portugal. 
Foi de novo transferido, em 1812, para a Diocese d'Angra e confirmado por Bulia de 
de 1816; m. em Angra. (Barbosa Canaes — Estudos Biograpliicos). 

2.0 António Bernardo. — (V. acima.) 

3.0 Manoel Ignacio (Padre). — Nasc. a 1 de Janeiro de 1742, em. a Foi Arcediago 

da Sé de Angra. 

4.0 Ignacio da Silva (Padre). — M. a Foi Cónego da Sé de Angra. 

5.0 Bernardo António. 

6.0 Thomaz Isidoro. 

BISA. VÓS 

José Fernandes Justo, natural de Torres Vedras, o qual casou em Lisboa cora D. Lu- 
zia Ferreira da Silva, natural da mesma cidade. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde —Decreto de 25 de Junho de 1851. — (D. Pedro V. — Original no Arch. da Secret. d'Est. dos 
Neg. do Reino.) 



ALM 



E GRANDES DE PORTUGAL 



47 



BrazsLo <l'A.i:*nias — Um escudo esquartelado ; no primeiro e quarto quartel as ar- 
mas dos Silvas — em campo de prata um leão de purpura armado dazul; no segundo, as ar- 
mas dos Almeidas — em campo vermelho seis besantes de oiro entre uma dobre cruz, e borda- 
dura do mesmo metal ; no terceiro quartel as armas dos Leitões — em campo de prata três faxas 
vermelhas. 

BRAZÃO concedido por Alvará de 7 do Janeiro de 1825, a Alexandre José da Silva d'AIineida Garrett, 
natural do Porto. — ( Regitt. no Cartório da Nobreza Liv. 8, /l, 126 v.) 




ALMEIDINHA (Visconde). — João Carlos do Amaral Osório de Souza Pizarro, l." Vis- 
conde d'Almeidinha, em sua vida, e 2.° Barão do mesmo titulo, em verificação de vida 
concedida por Decreto de 10 de Novembro de 1852, a sua Mãe ai." Baroneza d'Almeidi- 
nha ; Par do Reino por Carla Regia de 3 de Março de 1853, de que prestou juramento e 
tomou posse na Camará dos Dignos Pares, em Sessão de 7 de Março do dito anno ; Grande 
do Reino, na qualidade de Par, em virtude do Decreto com força de Lei de 28 de Setem- 
bro de 1855; Gran-Cruz da Real Ordem americana de Isabel a Catholica de Hespanha; 
Sr. do vinculo do Espirito Santo de Almeidinha (instituído por Gaspar Paes do Amaral, 
Fidalgo da Casa Real), e de outros vínculos, por successão. Nasc. a 13 de Março de 1822, 
e casou a 25 de Fevereiro de 1838 com D. Maria Henriqueta de Souza Botelho Pizarro, sua 
prima, que nasc. a 23 de Julho de 1816, e m. em Lisboa a 5 de Junho de 1862, filha de 
Balthazar de Souza Botelho e Vasconcellos, natural da Vllla de Pombal; Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real, era virtude do seu casamento (Alvará de 6 de Outubro de 1806); filho de 
Jorge Coelho de Vasconcellos ; Coronel d'Infanteria do Exercito ; Commendador das Ordens 
de Chrislo, e da de Nossa Senhora da Conceição de Vllla Viçosa; Governador, que foi, das 
Provindas do Piauhy, e da do Espirito Santo, no Brazll; Sr. do vinculo da Quinta de S. João 
das Ferrarias, sita no Concelho de Pombal (que se diz Instituído em 1551, pelo valoroso 
Capitão Jorge Botelho de Mello), casado com D. Maria Rita de Souza Quevedo Pizarro, 
Açafata da Sereníssima Senhora Infanta D. Maria Francisca, 3." filha d'El-Rel D. João vi, 
que nasc. a 19 d'Abril de 1779, e m. em Novembro de 1833, filha de Francisco de Souza 
Cardozo Quevedo Pizarro, do Conselho d'El-Rei D. João vi; Commendador das Ordens de 
Christo e da Torre e Espada ; Marechal de Campo do Exercito ; Governador e Capitão Ge- 
neral, nomeado para o Maranhão, e de sua mulher D. Antónia Adelaide de Moraes Sar- 
mento Pereli-a Pinto. (V. Bóbeda.) 



48 famílias titulares alm 

Passou a segundas núpcias em ... . com D. Yictoria Catalá de Asensio y Domenech, 
natural de Málaga, que nasc. a . . . . , e m. em Lisboa a 24 de Julho de 1874, filha de 
Dom Pedro Catalá, Commendador de numero da Ordem militar de Santo Hermenegildo, e 
condecorado com a cruz da Ordem Militar de S. Fernando e Mérito ; Cavalleiro da distincta 
Ordem de Carlos iii, e da Real Ordem Americana de Isabel a Catholica, todas de Hespanha; 
Brigadeiro do Exercito Hespanhol; e de sua mulher D. Gertrudes de Asensio y Domenech, 
natural da Província de Valência, em Hespanha. 

iPiXiHOS IDO 1.» j^j^T:Eij:i^Gi<rx<D 

1° Gaspar do Amaral. — Nasc. em Ílhavo, na Qainta do Alqueidão, a 2i de Dezembro de 
1841; Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores; Sr. do vinculo da Quinta 
de S. João das Ferrarias, em Pombal, como successor a sua mãe, e herdeiro da Casa 
d'Almeidinha. — Solteiro. 

2.° José Osório. — Nasc. em Aveiro a 10 de Maio de 1843; Fidalgo da Casa Real por suc- 
cessão a seus maiores; caspu em Aveiro a 24 de Fevereiro de 1868, com D. Maria Ade- 
laide da Cunha e Mello, sua prima, que nasc. em Villa Real, a 28 de Novembro de 
1837, filha e herdeira de Francisco Barbosa da Cunha e Mello, natural d'Ovar, e de sua 
mulher D. Felicianna Adelaide Barbosa Lobo de Castro, natural de Riba Longa de Car- 
razeda d' Anciães. 

FILHOS 

1.0 D. Maria Henriqueta. — Nasc. em Pombal a 2 de Janeiro de 1870. 
2.0 D. Maria Laura. — Nasc. em Ovar, a 18 de Dezembro de 1870. 
3.° D. Adelaide. — Nasc. na Quinta do Sobral, Concelho d'Ovar, a, 22 de Ja- 
neiro de 1872. 
3." Alfredo do Amaral. — Nasc. em Lisboa a 7 de Fevereiro de 1850. Fidalgo da Casa Real 
V por successão a seus maiores, que casou em Aveiro a 22 de Junho de 1872, com D. Emí- 

lia Tineo, que nasc. em Pontevedra (Província de Galliza), em 1848; filha de Pedro 
Tineo, natural da Habana, abastado capitalista e banqueiro em Cuba (Ilha de j, que m. 
em 1856, casado com D. Carlota Abora de Tineo, que nasc. em 1825 no Porto de 
Santa Maria, Província de Andaluzia e Capitania de Cadiz. 

FILHO 

1.° Lourenço. — Nasc. em Lisboa a 6 de Janeiro de 1873. 

IFIXjUOS 3DO 2.« :M:JLTI2,I3yCOIsriO 

m'o pjj,iQ^ _1 ( Seu pae, o Visconde d'Almeidinha, recusou-se a indicar as datas de nas- 

a'„ ri ' \ cimento. 

6.0 Fernando, — ; 

SEXJS PA.ES 

José Osório do Amaral Sarmento e Vasconcellos, 1.° Barão d'Almeidinha, em sua vida; 
Par do Reino, por Carta Regia de 3 de Março de 1842, de que não chegou a tomar posse, 
nem mandou registar a sua Carta Regia na Secretaria da respectiva Gamara, donde resul- 
tou, que apresentando-se, depois do seu fallecimento, seu filho para entrar na Camará dos 
Dignos Pares, como successor do Pariato, foi-lhe denegada a admissão pelos motivos aqui 
referidos; Sr. do Morgado do Espirito Santo (Casa d'Almeidinha); Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real por successão a seus maiores; Commendador da Ordem de S. Bento d'Aviz; 
Condecorado com a Medalha de 2 Campanhas da Guerra Peninsular, e por Sua Magestade 
Catholica com a Medalha pela Batalha de Yictoria (21 de Junho de 1813) na mesma Guerra; 
Coronel de Cavallaria do Exercito ; que nasc. a 25 de Julho de 1786, e m. a 21 de Janeiro 
de 1844, havendo casado a 30 de Abril de 1821, com D. Maria Benedicta de Souza Que- 
vedo Pizarro, que nasc. a 21 d'Outubro de 1794, e m. em Aveiro a 13 de Maio de 1861, 
filha de Sebastião José de Souza Cardoso Pizarro, Fidalgo da Casa Real, por successão a 



ALM E GRANDES DE PORTUGAL ^ 

seus maiores; Capitão de Cavallaria do Exercito, e pelo seu casamento proprietário do 
Ofificio de Juiz da Alfandega d'Aveiro. Nasc. a 11 de Maio de 1762, e m. a 28 de Feve- 
reiro de 1828, tendo casado a 8 d'Abril de 1793 com D. Ignez José da Silveira de Souza 
Magalhães, que nasc. a 30 de Setembro de 1759, e m. a 12 de Junho de 1801, filha e her- 
deira de João de Souza Ribeiro da Silveira Barreto, Cavalleiro da Ordem de Christo ; Ca- 
pitão-mór e Juiz da Alfandega d'Aveiro, officio de que tinha propriedade ; e de sua mu- 
lher D. Brites Joanna Thereza da Silveira Magalhães. (V. Bóbeda.) 

João Carlos — Actual Visconde, e 2.° Barão de Almeidinha. 
SEXJS AVÓS 

Semião do Amaral Ozorio, natural de Almeidinha, Fidalgo da Casa Real, em attenção 
à nobreza dos seus ascendentes, e aos seus serviços como Capitão-mór do Concelho d'Azu- 
rara da Beira (Alvará de 10 de Fevereiro de 1805. — Arch. da T. do T., Liv. 5 das 
Mercês do Príncipe Regente, D. João VI, fl. 84 v.); 6.* Sr. do vinculo do Espirito 
Santo, em Almeidinha ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; o qual casou com D. Anna 
Maria de Gusmão Corrêa de Vasconcellos, e tiveram : 

iPiXiSio i=:E2,inyi:oc3-E3sriTO 

José Ozorio — Foi o 1.° Barão de Almeidinha. 
NB. Ignoro se houve mais descendência. 

BISAVOS 

Manoel Ozorio do Amaral, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus 
maiores; 5." Sr. do Morgado do Espirito Santo, em Almeidinha; Capitão-mór do Concelho 
d' Azurara da Beira ; proprietário dos OíTicios de Escrivão da Camará, Almotaçaria, e do 
publico Judicial de Notas do mesmo Concelho, que casou com D. Anna Isabel Sarmento, 
fi tiveram * 

dpixjTio zpiÃinycocs-EiNriTO 

Semião do Amaral — (V. acima.) 

TETROEIItOS AVOS 

Semião do Amaral Ozorio, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores ; 4.° Sr. 
do vinculo do Espirito Santo, em Almeidinha (instituído em 1610 por Gaspar Paes do Ama- 
ral, filho de Paio Rodrigues) ; Escudeiro fidalgo, a "que fora accrescentado de Moço da Ca- 
mará (Alvará de 21 d' Agosto de 1602. — Arch. da T. do T., Liv. 7 das Ementas a 
fl. 152); Licenciado em Leis, que casou com D. Felicia Ozorio Cabral de Sampaio, que 
annexou a terça de seus bens ao referido vinculo, em 1689, e tiveram: 

ifujIio :E»ie,i3ycoc3-E3snTO 

Manoel Ozorio — (V. acima.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 4 de Marco, e Carta de 28 d'Agosto de 1840. — (D. Maria II. — Regist. no Arch. da 

T. do T.. Mercês dl D. Maria II. Liv. d 3 a fl. 129.) 
Concessão de mais uma vida n'este titulo — Decreto de 10 de Novembro de 1832. — (D. Maria II.) 
Elevado a Visconde — Decreto de 20, e Carta de 25 de Dezembro de 1863. — (D. Lniz I.) 

Bi:>a,zâ.o d' Armas. — Um escudo partido em pala; na primeira as armas dos Osorios 
— em campo de oiro dois lobos sanguinhos passantes ; na segunda as armas dos Amaraes — 
em campo de oiro seis luas minguantes azues com as pontas para baixo, postas em duas palas. 

7 



50 



famílias titulares 



ALM 




ALMEIRIM* (Barão). — Manoel Nunes Braamcamp Freire, 2.° Barão d' Almeirim, em 
sua vida; Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real, por successãó a seus maiores; abas- 
tado proprietário no Districto de Santarém; Deputado da Nação na Legislatura de 1865 
a 1868 ; Bacharel formado nas Faculdades de Mathematica e de Philosophia pela Univer- 
sidade de Coimbra. Nasc. a 29 de Julho de 1838, e casou a 30 d'Oulubro de 1862, com 
D. Carolina Sophia Shannon, filha de Thomaz Mac-Donall Shannon, Esquire, negociante de 
grosso tracto da Praça de Lisboa, e de Miss Isabel Weaver. 

ZFIXjUOS . 

i.o Manoel. — Nasc. a 18 d' Agosto de 1863. 

2." Alexandre. — Nasc. a 18 d'Agosto da 1870, e m. a 20 de Janeiro de 1874. 



SEtrS PíIlES 

Manoel Nunes Freire da Rocha, 1.° Barão d' Almeirim, em sua vida; do Conselho de 
Sua Magestade Fidelíssima ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successãó a seus maiores ; 
3." Sr. do Prazo das Lameiras ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; Deputado da 
Nação em varias Legislaturas; Administrador Geral do Districto de Santarém. Nasc. a 28 
de Setembro de 1806, e m. a 16 de Julho de 1859, havendo casado a 28 d'Outubro de 
1835 com D. Luiza Maria Joanna Braamcamp, que nasc. a 21 d'Outubro de 1815, e m. 
a 21 de Março de 1862, filha de Anselmo José Braamcamp d' Almeida Castello Branco, Mi- 
nistro d'Estado Honorário ; Fidalgo da Casa Real, por successãó a seus maiores ; Commen- 
dador dos Moinhos de Soure na Ordem de Christo ; Coronel das extinctas Mihcias ; Depu- 
tado da Nação em varias Legislaturas, que nasc. a 4 de Janeiro de 1792, em. a ; 

e de sua mulher D. Maria Ignacia Braamcamp d' Almeida Castello Branco, sua prima, 
filha de José Francisco Braamcamp d' Almeida Castello Branco, Par do Reino (Carta Re- 
gia de 1 de Setembro de i834), que m. a 13 de Março de 1839, e de sua mulher D. Ma- 
ria Antónia Franco de Moura. 



AI.M E GRANDES DE PORTUGAL 51 



1." D. Makia Ignacia. — Nasc. a 28 irAgosto de 1836, e casou a 7 de Janeiro de 1834, com 
José Maria de Souza Mattos, Fidalgo da Casa Real; Commendador da Ordem de Nossa 
Senhora da Conceição de Villa Viçosa, abastado proprietário no Districto d'Evora, que 
nasc. a 24 de Dezembro de 18i7; filho de Joaquim António de Souza Mattos, Fidalgo 
da Casa Real, e de sua mulher D. Ignacia Jacintha dos Reis Cidade. 

FILHOS 

1." Joaquim Manoel, — Nasc. a 6 de Novembro de 18S5. * 

2." D. Maria Luiza. — Nasc. a 6 de Novembro de 1858. 

3." Manoel. — M. de tenra idade. 

4.° D. Maria Ignacia. — Nasc. a 18 d'Outubro de 1861. 

5.0 Anselmo. — Nasc. a 15 de Junho de 1863. 

6." D. Maria Julia. — Nasc. a 7 de Setembro de 1863. 

7.° D. Maria José. — Nasc. a 3 de Janeiro de 1867. 

8." José Maria. — Nasc. a 14 de Setembro de 18G8. 

2.° Manuel Nunes. — Actual 2." Barão d'Almeirim. 

3.0 Anselmo. — Nasc. a 1 de Fevereiro de 1849. Moço Fidalgo com exercício na Casa Real, 
por successão a seus maiores; proprietário, que casou a 6 de Fevereiro de 1869, com 
sua segunda prima D. Maria Luiza da Cunha Menezes, filha de Manoel da Cunha Me- 
nezes, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Cavalleiro da Ordem Soberana do 
S. João de Jerusalém, e da Ordem militar de S. Fernando de Hespanha; Capitão d'In- 
fanteria do Exercito, que m. a 27 de Fevereiro de 1830; 3.° Filho dos 4.°^ Con- 
des de Lumiares, e de sua mulher D. Constança de Saldanha e Castro Riba Fria, 
viuva do 5.0 Conde de Lumiares, que m. a 27 de Março de 1860; filha de João 
Maria Raphael de Saldanha Albuquerque Castro Riba Fria ; Moço' Fidalgo com exer- 
cício na Casa Real ; Alcaide-mór de Cintra; Sr. dos Morgados de Penha Verde, e de 
Riba Fria (instituído a 7 de Julho de 1536); Commendador da Commenda de Santa 
Maria d'AImendra na Ordem de Christo ; e de sua mulher D. Maria Thereza Braam- 
camp d'Almeida Castello Branco. (Y. Lumiares, Penamacor e Sobral. J 

FILHOS 

1.0 Manoel Maria. — Nasc. a 4 de Dezembro de 1869. 
2.0 D. F — Nasc. a 

SEUS AVÓS 

Manoel Nunes Gaspar, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; 
Capilão-mór e Sargento-mór das Ordenanças da Villa de Santarém, natural do logar de 
Pombal, Freguezia de Santa Cruz, que nasc. a 23 de Fevereiro de 1753, e m. a 25 d' Abril 
de 1808; casado com D. Rita Mariana Giralda Freire, sua segunda prima, que nasc. a 18 
de Janeiro de 1781, e m. a 19 d'Agosto de 1836, a qual depois, em 1812, passou a segundas 
núpcias com António de Araújo Vasques da Cunha Porto Carreiro, 1." Barão de Pombali- 
nho, e era filha de Manoel Marques das Neves, Tenente Coronel de Milicias da Cidade de 
Tavira, e de sua mulher D. Thereza de Jesus Freire. 

1.0 D. Carlota Joaquina Freire. — ( Passou-se-lhe Alvará de brazão d'armas cm 14 d'Outu- 

bro de 1802.) 
2.0 D. Henriqueta. — Foi casada com Jeronymo da Silveira Yellez, Fidalgo da Casa Real 

ambos já fallecidos. — Sem geração. 
3.0 Manoel Nunes. — Foi o l.o Barão d'Almeirim. 

BISAVÓ S 

José Nunes Rodrigues, proprietário, casado com D. Maria de Jesus Freire, filha de 
Pedro Nunes Gaspar, proprietário, e de sua mulher D. Joaquina Josefa Freire. 



- 52 



famílias titularias 



A LM 



Manoel NuiNEs G aspar.— Casado com D. Rita Marianna Giralda Freire, sua segunda prima. 
TERCEIROS AVÓS 

Benlo d'Azevedo, proprietário, casado com D. Maria Duarte. 

José Nunes Rodrigues. — Casado com D. Maria de Jesus Freire. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 23 d'Outnbro de 1837, e Carta de 16 d'Outubro de 1860. — (D. Maria 11. — Regist. 

no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Livro 21, a (l. 14.) 
Renovado no 2." Bauão — Decreto de 10 d'Outabro de 1860, e Carla de 11 de Setembro de 1862. — 

(D. Luiz I. — lietjist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz /., Liv. I, a fl. 265 v.J 

Brazíío d'A.i*iiias. — Um escudo com as armas dos Freires — em campo verde uma 
banda vermelha coticada de oiro, saindo das bocas de duas serpes do mesmo metal, armadas 
de sanguinho. — Timbre, dois pescoços de serpes também de oiro, torcidos um com o outro 
voltados em fugida, armados de sanguinho, e por differença uma brica de prata com um be- 
sante azul. 

BRAZÃO concedido a Manoel Nunes Gaspar, Avô do 2.° Barão, por Alvará de 12 d'Outubro de 1802. — 
(Regisl. no Cartório da Nobreza do Reino, Liv. 7.°, o fl. 31.) 




ALMENDRA (Visconde). — António de Castilho Falcão de Mendonça, 1.° Visconde 
d'Alinendra, em sua vida; Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores, Sr. do Mor- 
gado de Castilho, na Vermiosa (instituído por Francisco Lopes de Castilho era 1694), e 
do de Távora ou Casa de Matta de Lobos, sito em Almendra ( instituído por Domingos de 



\A\M ' E GRANDES DE PORTUGAL 53 

Távora da Guerra, em 21 de Junho de 1690), c da Casa do Paço d'Almendra; Deputado 
da Nação em duas Legislaturas. Nasc. em Mangualde a 22 de Novembro de 1819, e casou a 
[lO de Janeiro de 1874, com D. Maria do Patrocínio Coelho de Mendonça, que nasc, a 
52 de Fevereiro de 1820, íilha de Francisco Coelho Pereira do Amaral, e de sua mulher 
[D. Helena Maria Ribeiro d'Assumpção. 

(Legitimada pelo casamento de seus Paes, e já perfilhada por Alvará Régio.) 

D. Maria Augusta., — Nasc. a 29 de Novcmliro do 1842, c casou cm 30 de Setembro de 
1871, com António Accacio Caldeira, natural de Arganil, Bacharel formado em Me- 
dicina. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Pedro António de Castilho Falcão de Mendonça, Fidalgo da Casa Real, por successão 
a seus maiores; Sr. dos vínculos de Castilho, na Vermiosa, e de Távora ou Matta de Lo- 
bos, em Almendra ; Bacharel formado em Mathematica pela Universidade de Coimbra; 
serviu no Exercito como Cadete do Regimento de Cavallaria n." 11. Nasc. em Almendra 
cm 1780, e ahi m. a 6 d' Abril de 1829, havendo sido casado com D. Anna Augusta 
da Cunha Brandão Castello Bi-anco, que m. a. . ., íilha de Manoel Ricardo Lopes de 
Carvalho da Cunha Brandão Castello Branco, natural de Lourosa da Serra; Fidalgo da Casa 
Real; Padroeiro de Urgães e de Verdelhos; Sr. dos Oitavos da Covilhã, que foi casado 
com D. Maria Joaquina de França e Vasconcellos, natural da freguezia de Real. 

1.0 António de Castilho — ^ Actual Visconde de Almendra, filho primogénito e successor nos 
vínculos e casas acima designadas. 

(NB. Ignoro se houve mais descendentes.) 

SEUS AVÓS 

Manoel António de Castilho Falcão de Mendonça, Fidalgo da Casa Real, por successão 
a seus maiores ; Capitão-mór d'Ordenanças das Villas d'Almendra e Castello Melhor, que 
m. em Almendra em 1791, havendo sido casado com D. Maria Magdalena da Costa Falcão 
de Mendonça, sua prima, lierdeira da Casa de Matta de Lobos, íilha única de José Freire 
Falcão de Mendonça, natural de Figueira de Castello Rodrigo, Fidalgo da Casa Real; Des- 
embargador da 5.' Casa dos Aggravos da Casa da Supplicação, e Executor das dividas pre- 
téritas da Fazenda Real, e de sua mulher e prima, D. Helena da Costa Falcão de Men- 
donça, herdeira da Casa de Matta de Lobos. 

Pedro António. — Nasc. em 1780, e foi casado com D. Anna Augusta da Cunha Brandão de 
Castello Branco, natural de Lourosa da Serra. (K. acima) 

(NB. Ignoro se houve mais descendentes.) 

OISAVOS 

António Lopes de Castilho Falcão de Mendonça, Fidalgo da Casa Real; Licenciado na 
Faculdade de Leis; Capitão-mór das Villas d'Almendra e Castello Melhor, que m. em 1759, 
havendo casado em 20 de Setembro de 1718, com D. Anna Maria de Távora Donas Botto, 



5i 



famílias titulares 



ALM 



filha única e herdeira de Félix de Távora Teixeira, Cavalleiro Professo na Ordem de Christo; 
Fidalgo da Casa Real; Capitâo-mór d'Ordenanças das Villas d'Almendra e Castello Melhor; 
e de sua mulher D. Brites Ferreira Donas Rollo, natural de S. João da Pesqueira. 

Manoel António. — Foi Capitão-mór das Villas d'Almendra e Castello Melhor, casou com sua 
prima D. Maria Magdalena da Costa Falcão de Mendonça, herdeira da Casa de Matta de 
Lobos. {V. acima.) 

(NB. Ignoro se houve mais descendentes.) 

TERCEIROS AVOS. 

Bernardo Lopes de Castilho, Bacharel formado em Leis; Ouvidor em Villa Real, e Pa- 
gador Geral das Tropas da Beira, (em favor do qual seu tio paterno António Lopes de 
Castilho, instituiu em 1694 o vinculo da Vermiosa); casado com D. Catharina da Sella Fal- 
cão da Costa e Mendonça, filha de Manoel da Sella Falcão, natural de Reigada, no Con- 
celho d'Almeida e de sua mulher D. Helena da Costa Teixeira de Mendonça. 

António ÍjOpes de Castilho. — Licenciado na Faculdade de Leis; Fidalgo dk Casa Real; Ca- 
pitão-mór das Villas d'Almcndia e Castello Mellior, casado com D. Anna Maria de Tá- 
vora Donas Botto. (F. acimn.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 24 de Novimbro, e Carta de 9 de Dezembro do 1870. — (D. Luiz L — Regist. no 
Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz I, Liv. 23, a fl. 209 v.) 

Bx*aza,o ci'A.viiias. — Um escudo partido em pala; na primeira as armas dos Casti- 
Ihos — em campo verde um castello de prata, comportas e frestas de negro, e em cima da 
torre do meio, uma flor de liz de oiro; o castello entre dois lebreus de prata com coleiras 
vermelhas, levantados e prezos por cadeias de ouro, que sahem das bombardeiras do dito cas- 
tello ; na segunda pala as armas dos Falcões — em campo azul três bordões de S. Thiago, de 
prata, com os nós vermelhos e ferrados de ouro, postos em pala. — Timbre, um dos lebreus. 




ALMOFALLA (Barão). — António José da Silva Leão, 1." Barão d'Alraofalla, em sua 
vida, do Conselho de Sua Magestade Fidelíssima; Ministro d'Estado Honorário; Commen- 
dador da Ordem de S. Bento d'Aviz; Cavalleiro da Ordem da Torre Espada do Valor, Leal- 



ALM E GRANDES DE PORTUGAL 



ft 



dade e Mérito ; Condecorado com a medalha de 2 Campanhas da Guerra Peninsular ; Gran- 
Cruz da Real Ordem Americana de Isabel a Calholica de Hespanha ; Brigadeiro effectivo 
do Exercito (6 de Junho de 1847) ; Membro Supplente do Supremo Conselho de Justiça Mi- 
litar. Nasc. a 17 de Fevereiro de 1793, e m. em Elvas, sendo Governador da Praça, a 22 de +- 
Junho de 1850. Foi casado com D. Anna Augusta de Castro Chiappe, que nasc. na cidade 

do Porto a , e m. em 1832. 

O Barão assentou praça a 10 de Fevereiro de 1810, e no posto de 1.° Tenente da 
arma d'Artilheria, em que serviu, foi na Expedição á Bahia em 1821 ; fez quasi todas as 
Campanhas da Liberdade ; serviu na Ilha Terceira de Director do Trem ou Arsenal Provisó- 
rio, e da Casa da Moeda (1831-32), e durante o assedio da cidade do Porto (1832-33), 
de Director da Fabrica da Pólvora ; foi Commandante do 2." Batalhão de Artilheria ; Ins- 
pector do Arsenal do Exercito (em 1834) ; Governador interino da praça de S. Julião da 
Barra; Coronel do 1." Regimento de Artilheria ; Commandante geral interino da Arma d'Ar- 
tilheria; Commandante interino da 2."* Divisão Militar, e Governador da praça d'Elvas, 
onde morreu. 

iFiXiHO uisrxco 

António Augusto. — Nasc. a 17 de Maio de 1818. Fidalgo da Casa Real, por successão a seus 
maiores; Cavalleiro das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e da 
de S. Bento de Aviz ; Cavalleiro da Ordem da Rosa do Brazil ; Major dTnfanteria re- 
formado; casado com D. Emilia Adelaide da Fonseca, que nasc. a 23 de Outubro de 
1842, filha de António da Fonseca, Major d'Infanteria reformado, e de sua mulher 
D. Gertrudes da Piedade Fonseca. 

FILHOS 

1.° D. Antónia Augusta. — Nasc. a 7 de Fevereiro de 1873. 

2.0 D. Maria Januaria. — Nasc. a 24 d'Abril de 1874. 

3.° (B.) Augusto Maria. — (Legitimado por Alvará Régio) — Nasc. a 8 de Maio 

de 1854; Alferes de Infanteria do exercito em commissão nos Estados 

da índia. 

SEXJS PAES 

José António Leão, Bacharel formado em Direito; Corregedor da Comarca d'Evora 
(Decreto de 12 de Setembro de 1812, e posse em 4 de Fevereiro de 1814), com predica- 
mento Ordinário e Beca honorária ; casado com D. Luiza da Silva. 

António Jo«é. — Foi o 1 ." Barão d'AlmofaIIa. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 20 de Janeiro, e Carta de 3 de Maio de 1847. — (D. Marfa II. — RegisL no Areh. da 
T. do T.. Mercês de D. Maria II, Liv. 28 o fl. 141.) 

Bx*aaEã.o cl'u4.x*nia.s. — Um escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Ser- 
rões — em campo de prata, uma serra ao pé do escudo, e um leão vermelho, armado de negro, 
que tem os pés firmados na serra ; na segunda pala as armas dos Silvas — em campo de prata 
um leão de purpura armado de azul. 

BRAZÃO adoptado, de que ignoramos a linha d'ascendencla, a data da concessão, e o nome da pes- 
soa a quem foi conferido o respectivo Alvará. 



56 



famílias titulares 



ALM 




ALMOSTER (Conde). — João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, 2.° Conde d'Al- 
moster, em sua vida, e em remuneração dos serviços de seu Avô paterno o 1." Duque de 
Saldanha, com honras de Parente. Nasc. a 11 d' Agosto de 1858. 



SEXJS PAES 



Os 2.°' Marquezes de Saldanha. (Y. Marquez de Saldanha), 



CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de i de Dezembro de 1834. — (D. Pedro IV.) 
Renovado no 2.° Conde — Decreto de 18 d'Abril de 1871. — (D. Luiz I.) 

BrazsLo d'A.x*xiia.s. — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Sal- 
danhas — em campo vermelho uma torre de prata coberta d'azul, com uma cruz de oiro no re- 
mate; no segundo, as armas dos Souzas do Prado, e Souzas Chichorros — escudo esquarte- 
lado ; no primeiro quartel as quinas do reino sem a orla dos castellos ; no segundo em campo 
de prata, um leão sanguinho ; no terceiro quartel, as armas dos Oliveiras, do Morgado d'01i- 
veira (varonia da qual descende) — em campo vermelho uma oliveira verde com raizes, perfis e 
fructos de oiro; e o quarto quartel partido em pala; na primeira as armas dos Corrêas — em 
campo de oiro fretado de corrêas sanguinhas repassadas umas por outras de seis peças, três 
em Banda e outras três em contrabanda ; e na segunda pala, as armas dos Carvalhos do Mor- 
gado de Carvalho, de que é administrador o 1." Marquez de Pombal e 1.° Conde d'Oeiras, (d'onde 
também descende) — em campo azul uma estrella de oiro de oito raios dentro de um quader- 
nal de crescentes de prata: — Timbre — uma águia de prata aberta armada de oiro, allusiva á 
descendência de Bovadilha (D. Maria de Bovadilha, que foi casada com Diogo de Saldanha, fidalgo 
Castelhano, que passou a Portugal no tempo d'El-Rei D. Afjonso V, e foi Secretario da Excellente Se- 
nhora), tendo no bico uma chave de oiro, e nas garras uma fita com o mote VERITAS OMNIUM 
VICTRIX (que ajuntaram). 

BRAZAO de família, adoptado, de que ignoramos a data da concessão, e o nome da pessoa a quem foi 
conferido o respectivo Alvará com os accrescentes acima descriptos. 



ALO 



E GRANDES DE PORTUGAL 



57 



Observamos todavia, que, adoptando-se a águia de prata (iem o campo de vermelho) dos Bovadilhas, 
o timbre d'estes é um castello de vermelho, ardendo em fogo, etc, e não a águia com uma chave de oiro 
no bico, além de não ter o escudo o listão com a legenda — Veritas omnium victrix — ; é esta a no- 
ticia que temos ; todavia podemos estar em erro, 

NB. O titulo de Conde d'Almoster, foi creado na pessoa de Augusto Carlos de Saldanha de Oliveira e 
Daun, 1.° Conde d' Almoster, fallecido sem successão, cuja mercê se concedeu em memoria da Batalha de Al- 
moster, dada em 18 de Fevereiro de 1834 pelo i.° Duque de Saldanha, então l.° Conáe de Saldanha, da 
qual foi vencedor. 




ALORNA (Marquez). — Dom José Trazimundo Mascarenhas Barreto Palha, 5." Mar- 
quez d'Alorna, em sua vida, e 7." Marquez de Fronteira, também em sua vida. Vedor 
Honorário da Fazenda da Casa ReaL Succedeu no titulo de Marquez d'Alorna, a sua Avó 
materna, em 22 d'outubro de 1839. 

D. Leonor d'Almeida Portugal, 4.« Marqueza d'Alorna, e 6.« Condessa d'Assumar, 
em sua vida; Condessa d'Oyenhausen Gravenburgo, na Áustria; Dona de Honor da Rainha 
D. Carlota Joaquina, da Sereníssima Infanta Regente D. Isabel Maria, e da Rainha D. Ma- 
ria ii; Dama das Ordens de Santa Isabel Rainha de Portugal, e da Cruz Estreitada d'Aus- 
tria ; condecorada com a Cruz da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém. Nasc. a 31 
d'Outubro de 1750, e m. em Bemfica, na casa de seu neto o 7." Marquez de Fronteira, a 
11 d'Oulubro de 1839, na idade de quasi 89 annos, tendo casado a 15 de Fevereiro de 
1779, com Carlos Augusto, Conde de Oyenhausen Gravenburgo, e do Sacro Romano Im- 
pério, na Áustria; do Conselho da Rainha D. Maria i; Enviado Extraordinário, e Ministro 
Plenipotenciário de Portugal na corte de Vicnna d' Áustria (em 1782); Tenente General do 
Exercito; Inspector de Infanteria; Commendador da Commenda de S. João de Villa Meam 
e França, na Ordem de Christo; que nasc. a 3 de Janeiro de 1739, e m. a 3 de Março de 

8 



5g - famílias titulares alo 

1793, na idade de M annos e 2 mezes; era filho de Frederico Ulperico, Conde de Oye- 
nhausen Gravenburgo e do Sacro Império, na Áustria ; e de sua mulher D. Frederica Gui- 
lhermina de Lorena. 

D. Leonor d'Almeida, 1." Marqueza d'Alorna, foi uma das Damas mais illuslres da 
nobreza de Portugal, dotada de elevado talento e vasta lição da lilteratura clássica latina, 
de historia e litteratura geral, excellente poetisa, versejando com admirável facilidade e 
elevação nos variados géneros de poesia, mereceu, pelo primor de. seus versos, espe- 
cialmente pela versão do poema o Oberon de Wielland, em metro portuguez, sem nada 
perder da propriedade rythmica e vigor do original allemão, bem como pelo poema, crea- 
ção sua. Recordações Botânicas^ que os poetas da Arcádia Portugueza lhe dessem a de- 
nominação de Ãlcipe, que parece haver sido indicada pelo poeta Filinto Elysio (Francisco 
Manoel do Nascimento). 

A Marqueza d'Alorna, não obstante alliar á nobreza da sua ascendência a mais apri- 
morada educação, e altos dotes de engenho pouco vulgares, que a coUocavam na mais 
elevada posição social, teve logo no alvor da juventude de supportar aggravos, e de 
experimentar os desaires porque passou sua mãe, encerrada com ella no Convento de 
Chellas, que lhe attribulavam a vida, mas que nunca a sorte adversa pôde entibiar o seu 
animo varonil, nem suster-lhe a cultura do engenho. 

Estimada e respeitada pelos homens doutos, pelos altos funccionarios do Estado, o 
seu valimento empregou-se sempre em acções de nobreza d'alma, e mui particularmente 
no incitamento da mocidade estudiosa. 

Algum favor lhe deveu, no verdor dos annos, o nosso sapiente historiador Alexan- 
dre Herculano de Carvalho, que assim o expressa em uma noticia biographica da Mar- 
queza d'Alorna, que escreveu e publicou no Jornal o Panorama de 1844, a fl. 403, Esta 
revelação, se é honrosa e digna da illustre Dama, que tão cedo conheceu o potente engenho 
de quem no correr dos annos viria com a sua penna a enobrecer-se a si, e honrar a pátria, 
é um acto de gratidão, de entranhado reconhecimento, que não menos exalta o primoroso 
escriptor que assim o perpetua. 

A Marqueza d'Alorna succedeu na Casa a seu irmão o 3." Marquez d'Alorna, e 
o.° Conde d'Assumar, D. Pedro d'Almeida Portugal, a 2 de Janeiro de 1813, e nos titu- 
les a 26 d'Outubro de 1823. 

IFIXiECOS 

1.0 D. Leonor Benedicta. — Foi a 6." Marqueza de Fronteira, Nasc. no Porto a 30 de No- 
vembro de 1776, e m. a 18 d'Outubro de 1830 {V. Fronteira). 

2.0 D. Maria Regina. — Nasc. em Vienna d'Austria, e m. tendo 1 anno de idade. 

3.0 D. Frederica. — Nasc. em Vienna d'Austria a 1 de Setembro de 1782, e m. a 1 d'Ou- 
tubro de 1847. 

4.0 D. Juliana. — Foi a 2.» Condessa da Ega. Nasc. em Vienna d' Áustria a 1 de Setembro 
de 1787, e m. na Rússia a..., havendo casado a 9 de Fevereiro de 1800 com Ay- 
res José Maria de Saldanha, 2. o Conde da Ega, que m. a 12 de Janeiro de 1827. 
Passou a segundas núpcias com o Conde de Strognoff, na Rússia, e foi Dama de diffe- 
rentes Ordens. 

5.0 Carlos. — Nasc. em Avinhão ( França), e m. cm Lisboa de tenra idade. 

6.0 D. Henriqueta de Oyenhausen. — Nasc. em Marselha (França) a 3 de Janeiro de 1789, 
e m. em Lisboa a 20 de Março de 1860; Condessa de Oyenhausen Gravenburgo, na 
Áustria. Foi Dama Camarista da Rainha D. Maria ii (Alvará de 27 de Junho de 1837). 

7.0 D. LulzA. — Nasc. em Lisboa em 1791, e m. em 1817. Foi casada com Heliodoro Jacinto 
Carneiro d'Araujo, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; do Conselho de El-Rei D. João vi ; 
Ministro Residente, nomeado para a Suissa. — Com geração. 

8.0 João Carlos Ulrico. —Nasc. em Lisboa a 31 d'Outubro de 1792, e m. a 14 de Agosto 
de 1822. Conde d'Oyenhausen Gravenburgo, na Áustria; Commendador da Ordem de 
Christo ; Tenente Coronel de Cavallaria ; Governador e Capitão General de Matto 
Grosso (em 1817). 



ALO E GRANDES DE PORTUGAL 89 



SEUS PAES 

Dom João d'Almeida Portugal, 2.° Marquez d'Aloma, em sua vida, e 4.° Conde d'As- 
sumar; OíTicial-raór Honorário da Casa Real (Vedor Honorário da Fazenda); Commenda- 
dor da Commenda de Moreira, na Ordem de Christo; Capitão de Cavallaria do Exercito; 
Sócio da Academia de História Porlugueza. Succedeu na Casa e titulo a seu Pae, em 6 de 
Dezembro de 1756. Nasc. a 7 de Novembro de 1726, e ra. a 9 de Junho de 1802, tendo 
casado a 2 de Dezembro de 1747, com D. Leonor de Lorena e Távora, que nasc. a 14 de 
Dezembro de 1729, e m. a 30 d'Outubro de 1790, 4." íilha dos S."" Marquezes de Távora, 
D. Leonor Thomasia de Távora; Sr." e herdeira d'esta Casa; 6." Condessa de S. João; 
casada com Dom Francisco d'Assis e Távora, herdeiro da Casa d' Alvor; 3.** Marquez de 
Távora, pelo seu casamento, e 6.° Conde de S. João. 

ZFIXjUOS 

1.0 D. Leonor d'Almeida. — Foi a 4.» Marqueza d'Alorna, e 6." Condessa d'Assumar, casada 
com o Conde de Oyenhausen Gravenburgo (V. acima 4.^ Marqueza). 

2." D. Maria Rita. — Foi a 6.» Condessa da Ribeira Grande. Nasc. a 8 de Dezembro de 
1751, e m. a 19 de Novembro de 1786, tendo casado a 21 de Novembro de 1778, 
com o 6.0 Conde da Ribeira Grande, D. Luiz António José Maria da Camará, que m. 
a 26 de Março de 1802, do qual foi segunda mulher. 

A Condessa D. Maria Rita, foi igualmente eximia poetisa como sua irmã D. Leo- 
nor d'Almeida, e mereceu ser distinguida pelos poetas da Arcádia Portugueza com a 
denominação de Daphne (V. Ribeira Grande). 

3." Dom Pedro d'Almeida Portugal. — Foi o 3." Marquez d'Alorna, e 5.° Conde d'Assumar, 
em sua vida; Vedor Honorário da Casa Real, em verificação de vida concedida n'este 
Officio, por Decreto de 6 de Julho de 1793 (Official-mór Honorário da Casa Real); 
Commendador da Ordem de Christo ; Grande Ofiicial da Legião de Honra de França; 
Governador das Armas da Província do Alemtejo ; Chefe da Legião d'as Tropas Lusita- 
nas ; Tenente General do Exercito, distincto pelos seus grandes talentos militares ; com- 
mandou a Legião Lusitana em França (1797), e foi Governador da Província de 
Minsck, na Rússia. Succedeu na Casa e titulos a seu Pae a 9 de Janeiro de 1802. 
Nasc. a 16 de Janeiro de 17S4, e m. em Konigsberg a 2 de Janeiro de 1813, havendo 
casado a 19 de Fevereiro de 1782, com D. Henriqueta da Cunha, que nasc. a 13 
d'Outubro de 1787, e m. a 12 d'Outubro de 1829, l.a filha dos 6.»» Condes do 
S. Vicente. 

FILHOS 

1.0 Dom João d'Almeida, — Nasc. a 15 d' Agosto de 1796, e m. a 27 de Setem- 
bro de 1805, Foi o 6.° Conde d'Assumar, em $ua vida (Decreto de 15 
de Maio de 1805); Alferes da Legião Lusitana. 

2." Dom Miguel d'Almeida. — Nasc. em 1797, em. a . . . de Agosto de 1806. 
Foi o 7.0 Conde d'Assumar, em sua vida (Decreto de 24 de Junho de 
1806); Alferes da Legião Lusitana. 

SEXJS AVÓS 

Dom Pedro Miguel d' Almeida Portugal, 1.'' Marquez d'Alorna, em sua vida, titulo para 
que lhe foi commutado o de Marquez de Castello Novo (em que estava provido por Carta 
de 24 de Março de 1744), em recompensa dos distinctos serviços por elle praticados na qua- 
lidade de Vice-Rei e Capitão General da índia, nas duas campanhas que sustentou contra 
Bounsuló, chefe dos gentios Maratas, no anno de 1746, em que 'foram tomadas as praças e 
fortalezas de Alorna, Bixolim, Avaro, Tiracol e Rary, deixando os gentios d'aquelle Estado 
castigados e despojados dos Dominios de Sua Magestade; e especialmente pela], tomada 
da fortaleza d'Alorna, acção dirigida pessoalmente pelo dito Capitão General a 5 de Maio 
|- de 1736; sendo-lhe concedida mais uma vida no referido titulo de Marquez d' Alorna, e a 



60 FAMÍLIAS TITULARES ALO 

mercê da Commenda de Santa Maria da Graça de Monforte do Aleratejo, na Ordem de 
Chrislo (Decreto de... de Março de 1748, Gazeta de Lisboa n.° iU Supplemento n.° 1., 
e Carta de 9 de Novembro de 1758); 3.° Conde d'Assumar; Gommendador das Gom- 
mendasdeS. Gosme e Damião, na Ordem de Ghristo; Gensor da Academia Real. Serviu 
na guerra contra Gastella, onde foi General de Batalha, e tratada a paz commandou as 
tropas portuguezas quando voltaram por terra para o reino, no anno de 1713. Depois foi 
Governador e Capitão general da Província de Minas Geraes no Brazil ; Mestre de Campo 
General dos Exércitos de Sua Magestade Fidelíssima, e Governador e Director da Arma 
de Cavallaria. Foi o 44.° Vice-Rei da índia Portugueza. Nasc. a 29 de Setembro de 1688, 
e m. a 10 de Novembro de 1756, tendo casado a 20 de Fevereiro de 1715, com D. Ma- 
ria de Lencastre, que nasc. a 17 d'Abril de 1698, em. a. . . ., 1." filha dos 4.°' Condes 
de Villa Nova, D, Luiz de Lencastre, e de sua mulher D. Magdalena Thereza de Noro- 
nha, da Casa de Tarouca. 

Dom JoSo d'Almeida. — Foi o 3.° filho varão que por fallecimento de seus irmãos, Dom João 
e Dom José de Almeida, succedeu na Casa c títulos a seu Pae, em 10 de Novembro 
do 1756. Nasc. a 7 de Novembro de 1726. Foi o 2." Marquez de Alorna {V. acima). 

NB, Para vêr a descendência d'esta família, recorra-se ás Memorias dos Grandes de Portugal, 
por D. António Caetano de Souza, fl. 201 a 217. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde d'Assumar — 11 d'Abril de 1677. — (Regência do Sr. D. Pedro II, no impedimento permanente do 
Sr. D. Âffonso VI. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Affonso Yl, Liv. 32, a fl. 857 v.) 

Vedor da Fazenda da Casa Real — Na mesma data. 

Elevado a Marquez de Castello Novo — 24 de Março de 1744. — (D. João V. — Regist. no Arch. da T. 
do T., Chanc. de D. João V, Liv. 108, a fl. 41.) 

Vice-Rei da Índia — Decreto de 18 de Fevereiro, e Carta de 24 de Março de 1744. 

CoMMUTADO o TITULO DE MaRQUEZ DE CaSTELLO-NoVO PARA MaRQUEZ d'AlORNA, EM SUA VIDA E DE UMA VIDA 

MAIS NO DITO TITULO, pclos distlnctos serviços que prestou no Estado da índia, nas duas Campanhas em 
que se tomaram as Praças de Alorna (a 5 de Maio de 1746) e as Fortalezas de Bixolim, Avaro, Tira- 
cot e Rary, disputadas pelos gentios d'aquelle Estado, os Maratas, castigados e despojados dos Do- 
mínios de Sua Magestade. — Carta de 9 de Novembro de 1748. — (D. João V. — Regist. no Arch. da 
T. do T., Mercês de D. João V, Liv. 37, o fl. 315, e Gazeta de Lisboa n.° 14, Supplemento n.° 1 
de 1748). 

Renovado no 3.'' Marquez d'Alorna, com as honras do Officio de Vedor da Casa Real — Cartas de 4 e 14 
d'Abrílde 1795. — (D, Maria I. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Maria I, Liv. 43, 
a fl. 349.) 

Renovado na 4.» Marqueza e 6.» Condessa d'Assumar — Decreto de 26 d'Outubro de 1823. — (D. João VI. 

— Gazeta de Lisboa n.o 255 de 1823.) 

Renovado no 5.° Marquez em sua vida — Decreto de 22 d'Outubro de 1839, e Carta de Julho de 1844. 

— (D. Maria II. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D, Maria II.) 

Vedor Honorário da Fazenda da Casa Real — Decreto de 22 d'Outubro de 1839, e Carta de 23 de Maio 
de 1842. 

Ao Actual 5.° Marquez não foi renovado o titulo de Conde d'Assumar. 

Antes d'esta família Almeida ter o titulo de Conde de Assumar, havia este sido con- 
ferido, primeiro por El-Rei D. Filippe iii a Dom Francisco de Mello, Conselheiro d'Estado, 
(Carta de 50 de Março de 1636), bem como o Senhorio da Villa d' Assumar, próximo 
a Portalegre, com uma vida fora da Lei Mental, por Carta da mesma data. — {Regist. 
no Arch. da T. do T., Liv. 29 de Doações de D. Filippe III, a fl. õ60 v. e Õ61). 

Mais tarde ao mesmo Dom Francisco de Mello, da Casa de Cadaval (filho de Dom 
Constantino de Bragança, e de sua segunda mulher D. Brites de Castro), e Conde d'Assu- 



ALP 



E GRANDES DE PORTUGAL 



61 



mar, tendo já o tratamento de Parente d'El-Rei, este lhe foi mandado continuar com 
assentamento de Conde Parente, por Alvará de 22 de Março de 1638, e n'elle vem as 
expressões de — Meu muito amado e prezado sobrinho. 

liveLxsLO <i' Armas. — Extincta a linha de varonia dos Almeidas da Casa d'Alorna, e passando 
o titulo para a linha collateral Mascarenhas, das Casas de Fronteira, Torre e Coculim, hoje vigora o bra- 
zão d'armas destas antigas e mui nobilíssimas Casas. 




ALPEDRINHA (Conde). — Titulo extincto. — José Sebastião de Saldanha Oliveira e 
Daun, 1." Conde d'Alpedrinha, em sua vida; Yeador da Sereníssima Senhora Infanta 
D. Isabel Maria; Moço Fidalgo com exercício no Paço, accrescentado a Fidalgo Escudeiro 
(Alvará de o O d' Abril de Í79A); do Conselho Ultramarino (em 1799); aposentado no Su- 
premo Tribunal de Justiça, com as honras de Conselheiro d'Estado, que pertencem aos 
Conselheiros efifectivos d'aquelle Tribunal, quando são aposentados; Sr. da Villa da Zi- 
breira ; Alcaide-Mór d'Alegrete ; Commendador de Santa Maria de Pernes, Alcanede, e da 
Póvoa, na Ordem de Christo ; Licenciado na Faculdade de Direito pela Universidade de 
Coimbra ; Coronel do Regimento de Milícias do Termo Oriental, e antes foi capitão de Ca- 
vallaria do Exercito e Ajudante d'Ordens do Príncipe Augusto Frederico, Duque de Sussex 
(filho de Jorge iii, Rei da Grã-Bretanha), durante a sua residência em Portugal, por 
occasião da Guerra Peninsular. Nasc. a 10 d'Abril de 1778, e m. a 12 de Novembro de 1855; 
casou a 2 de Setembro de 1799, com D. Maria Leonor Carolina da Conceição Manoel 
de Vilhena da Costa Freire Martins da Fonseca, sua prima, Sr." da Villa da Zibreira, da 
Alcaidaria-Mór d'Alegrete, e das Commendas acima mencionadas, em verificação da vida 
concedida pelos respectivos Alvarás de Mercês; e bem assim do Morgado da Tapada da 
Cubeira e nos mais bens da casa de seu Pae ; e em 6 de Fevereiro de 1802, no Morgado 
da Quinta de Pancas, e Morgados d' Alpedrinha (a D. Francisco Xavier da Costa Noronha, 



famílias titulares alp 



que foi casado com D. Ignez Antónia Machado, fillia única e herdeira de Jorge Machado, 
Sr. da Quinta de Pancas), filha de Dom Chrislovão Manoel de Vilhena, Véador da Princeza do 
Brazil, viuva, D. Maria Benedicta, Sr.° da Villa da Zibreira ; Alcaide-Mór d'Alegrete ; Moço 
Fidalgo, accrescenlado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 12 d' Agosto e '18 d^Outubro de 
1740); Commendador de Santa Maria de Pernes, e Alcanede, e da Povoa na Prelasia de 
Thomar, ambas na Ordem de Christo; Sr. do Morgado da Tapada da Cubeira; Tenente Ge- 
neral do Exercito, e filho natural legitimado de Dom Christovão Manoel de Vilhena, 2.° Conde 
de Villa Flor, que nasc. em Lisboa a 31 de Julho de 1720, e m. a 16 de Novembro de 1796, 
lendo casado a 4 de Novembro de 1763, com D. Maria Francisca Xavier Eva Anselma de 
Carvalho e Daun, que nasc. em Lisboa a 21 de Abril de 1751, e m. a 7 de Setembro de 
1816, filha dos 1.°* Marquezes de Pombal e 1.°" Condes de Oeiras. 

1.0 Dom Christovão Manoel de Vilhena. — Nasc. a 23 de Setembro de 1799, e m. a 29 
d'Agosto de 1876. Moço Fidalgo com exercício na Casa Real (Alvará de 15 de Dezem- 
bro de 1824); Alcaide-mór d'Alegrete, e da Villa da Zibreira, com o Senhorio da mesma 
Villa, em verificação de vida que lhe pertencia (Alvará de 22 de Julho de 1795), 
e que lhe foi confirmada por Carta de 11 de Dezembro de 1860; Gíficial de Cavallaria 
do Exercito. Succedeu nos Morgados da Tapada da Cubeira, de Pancas, e Alpedrinha, 
a sua Mãe, em 10 de Novembro de 1855. Casou em primeiras núpcias a 27 de Janeiro 
de 1825, com D. Maria Ignez Corrêa de Sá, que nasc. a 20 d'Abril de 1800, e m. a 15 
d'Agosto de 1833, da qual teve geração, filha dos 5.°^ Viscondes d'Asseca fV. As$«ca). 
Passou a segundas núpcias, a 9 de Setembro de 1835, com D. Maria Benedicta 
José de Mello, que nasc. a 9 de Junho de 1819, e m. a 16 de Setembro de 1837, filha 
dos 9.°^ Condes de S. Lourenço fV. Sabugosa J. 

FILHOS DO 1.0 MATRLMONIO 

1.° D. Maria Benedicta. — Nasc. a 10 d' Agosto de 1826, e casou a 31 d'Agosto 
de 1863, com Dom Martinho Lourenço de Almeida, neto do 4.° Mar- 
quez de Lavradio ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a 
seus maiores ; Cavalleiro das Ordens de S. Bento de Aviz, e da Torre 
Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; Tenente Coronel de Cavallaria re- 
formado ; filho de Dom Thomaz Maria d'Almeida Portugal, e de sua mu- 
lher D. Maria Rita Tovar do Castello. 

FILHOS 

1.0 Dom Thomaz Maria. — Nasc. a 16 de Junho de 1864. 
2.0 D. Christina Maria. — M. de tenra idade. 
3.0 D. Maria Ignez. —Nasc. a 6 d'Abril de 1868. 

2. o D. Maria Leonor. — Nasc. a 29 de Dezembro de 1827. 

3.0 Dom Salvador Manoel de Vilhena. — Nasc. a 26 de Maio de 1830. Moço 
Fidalgo com exercício no Paço ; Commendador da Ordem de Nossa Se- 
nhora da Conceição de Villa Viçosa; Juiz de Direito da Comarca de Re- 
dondo (3.8 classe); que casou a 10 de Abril de 1852, com D. Maria 
Ignez da Luz de Carvalho Daun e Lorena, sua prima, que nasc. a 17 de 
Fevereiro de 1821, 2.» filha dos 3. o» Condes da Redinha, viuva (com 
geração) de António de Brito e Castro de Figueiredo Mello da Costa, Fi- 
dalgo da Casa Real ; Doutor na Faculdade de Cânones pela Universidade 
de Coimbra ; Sr. da Casa da Portella em Coimbra. 

FILHOS DO 2.0 MATRLMONIO 

4.0 D. Thereza Manoel. — Nasc. a 6 de Agosto de 1837. 

2.0 Dom João Manoel. — Nasc. a 21 d'Outubro de 1800, e m. a ... de Dezembro de 1872; 
Vêador da Sereníssima Senhora Infanta D. Isabel Maria ; Cavalleiro de Justiça da Ordem 
Soberana de S. João de Jerusalém ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de 
Coimbra, que casou a 20 d' Agosto de 1834, com D. Francisca Xavier Telles da Silva, 



iLP 



E GRANDES DE PORTUGAL 



63 



y 



viuva do 1.° Marquez de Chaves e 2.° Conde d'Amaranto, Manoel da Silvííra Pinto 
da Fonseca Teixeira, que m. a 7 de Março de 1830, cora o qual havia casado em pri- 
meiras núpcias a 16 de Julho de 1823. — Sem geração de ambos os matrimónios. 

D. Francisca Xavier, que havia perdido o direito de usar do titulo de Mar- 
queza de Chaves por haver passado a segundas núpcias, m. a 31 de Julho de 184S. 
Passaram para esta Sr.^ os morgados de Villa Verde, e outros da Casa de Angeja, em 
lo de Julho de 1833, por fallecimonto de sua prima D. Maria do Carmo de Noronha, 
que foi a 7." Marqueza d' Angeja, com tratamento de Marqueza Parente (V. Angeja). 

3." D. Maria Francisca. — Nasc. a 12 de Janeiro de 1802, solteira, e residente no Real Mos- 
teiro das Commendadeiras de Santos, da Ordem de S. Thiago. 

4.0 Dom Sancho Manoel. — Nasc. a 11 de Junho de 1803. Foi Cónego da extincta Patriarchal ; 
Cavalleiro de Justiça da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém; Bacharel formado 
em Cânones pela Universidade de Coimbra; depois casou a 19 de Março de 1853, com 
D. Maria Joanna de Saldanha Oliveira c Daun, sua tia e irmã de seu Pae, 9.» filha dos 
1.°' Condes de Rio Maior, que nasc. a 29 dAgosto de 1792, e m. a 11 de Dezembro 
de 1867 ; viuva (sem geração) de Miguel Paes do Amaral de Almeida Quifel Barba- 
rino, 11." Senhor da Casa de Mangualde, e 3.° da de Abrunhosa e VÍUa Mendo, que 
m. a 22 de Novembro de 1850, com o qual havia casado a 13 de Maio de 1810 
( V. Anadia). 

5." Dom José Manoel. — Nasc. a 12 d'Abril de 1804; Moço Fidalgo com exercício na Casa 
Real ; serviu na arma de Caçadores do Exercito, e casou a 1 de Setembro de 1856, 
com D. Maria da Gloria Nogueira de Pina Manique, que nasc. a 20 de Julho de 1834, 
filha de Diogo de Salles da Cunha de Pina Manique Nogueira Mattos d'Andrade, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus maiores, filho do 1." Visconde e 1." Ba- 
rão de Manique do Intendente ; e de sua mulher D. Maria José da Madre de Deus de 
Souza Maldonado. 

FILHA ÚNICA 

D. Maria José. — Nasc. a 31 de Dezembro de 1860. 

6.*' Dom Jorge Manoel. — Nasc. a 25 de Novembro de 1807. Moço Fidalgo da Casa Real; 
Cavalleiro da Ordem da Torre Espada. Serviu no Corpo Diplomático na qualidade de 
Addido, e durante as Campanhas da Liberdade, como Voluntário no Batalhão de Caça- 
dores n.® 3, e foi ferido no ataque de 5 de Setembro de 1834, nas linhas de Lisboa. 

7.0 Dom António Manoel. — Moço Fidalgo com exercício na Casa Real fAlvará de 20 de Ou- 
tubro de 1823); foi Official de Cavallaria do Exercito. Nasc. a 28 de Dezembro de 
1808, e casou a 2 de Dezembro de 1849, com D. Maria Amália de Carvalho e Daun, 
sua prima co-irmã, que nasc. a 5 de Julho de 1811, 1.* filha dos ii°' Marquezes de 
Pombal (V. Pombal). 

FILHA ÚNICA 

D. Leonor Maria. — Nasc. a 1 d' Abril de 1850. 

8." D. Maria Henriqueta. — Actual Viscondessa d'Azurara (V. Azurara). 

9.0 Dom Sebastião Manoel. — Nasc. a 18 de Novembro de 1814, e m. a 25 de Julho de 1830, 
Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; OíBcial de Caçadores n." 8 do Exercito. 
10.0 D^ Maria Amália. — Nasc. a 12 de Dezembro de 1820, e m. a 2 de Maio de 1844, ha- 
vendo casado a 23 de Julho de 1836, com João da Mesquita Pimentel de Paiva Fu- 
zeiro Barreto da Gama de Roboredo ; Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Sr. de 
S. Mansos em Évora ; Tenente Coronel do Regimento de Milícias d'Evora, e Coronel 
Honorário dos extintos Batalhões Nacionaes. — Com geração. 
NB. Recusou satisfazer á nossa indagação. 

11.0 D. Maria Leonor. —Nasc. a 23 de Setembro de 1823, e m. a 22 de Maio de 1861, ha- 
vendo casado a 27 d'Outubro de 1859, com Fernando Cabral de Lemos Calheiros, 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Capitão de 
Cavallaria do Exercito ; filho de Manoel Caetano Velho Cabral Calheiros, Desembargador 
que foi da Casa da Supplícação, e de sua mulher, D. Genoveva Cotta Falcão. — Sem 
geração. 

12.0 (B) Miguel Francisco, —Nasc. a 3 de Setembro de 1820, e m. alS de Setembro de 1839. 



SEUS PAES 



João Vicente de Saldanha Oliveira e Souza Juzarte Figueira, 1." Conde de Rio Maior; 
16.° Morgado de Oliveira; Conselheira d'E8tado; Gentil Homem da Camará do Príncipe 
Regente (D. João vi); Gran-Cru? da Ordem de Christo; que nasc. em 1742 ou 43, e ra. a 



64 



FAMILíAS TITULARES 



ALP 



16 de Janeiro de 1804, havendo casado em 1744, com D. Maria Amália de Carvalho e Daun, 
que m. a 12 de Setembro de 1812, filha de Sebastião José de Carvalho e Mello, 1." Marquez 
de Pombal, e 1." Conde Oeiras, e de sua segunda mulher D. Leonor Ernestina de Daun, filha 
de Henrique Ricardo Lourenço, Conde de Daun, na Áustria; General do Império, e Governa- 
dor de Milão, e de sua mulher D. Maria Violante Josefa de Poymond, Camarista da Im- 
peratriz Leonor Magdalena, mulher do Imperador José i ( Y. Rio Maior). 



CREAÇAO DO TITULO 



Conde — Decreto de 30 d' Agosto de i8S4, e 
está registado no Arch. da T. do T. ) 



Carta de 36 de Dezembro de 1860. — ( D, Maria 11. — Não 



BrazêLo d'A.x*ina,s.— Escndo partido em pala; na primeira, em campo azul, uma roda 
de navalhas de ouro, com as navalhas de prata, e na segunda em campo vermelho, seis cos- 
tas de prata firmadas e postas em duas palas. — Timbre — duas costas em aspa atadas com um 
torçal vermelho. — São as armas dos Gostas d'Alpedrinha. 




ALPENDURADA (Viscondessa). — D. Maria das Neves Corrêa Leal, 1." Viscondessa 
e 1," Baroneza d'Alpendurada, filha de José Lopes das Neves, e de D. Anna Victorina 
das Neves. Nasc. a 5 d'Agosto de 1803, e casou a 3 de Dezembro de 1829. 



VIUVA. r>E 

António Vieira de Magalhães, 1.' Visconde e 1.** Barão d' Alpendurada, em sua 
vida; do Conselho de Sua Magestade Fidelíssima; Commendador da Ordem de Christo; 
Commendador da Ordem de S. Maurício e S. Lazaro d'Italia ; Tenente Coronel dos extin- 
ctos Batalhões Nacionaes ; abastado ^proprietário no Districto do Porto. Nasc. a 17 de 
Maio de 1789, em. em 20 d' Abril dé 18S9 ; tendo sido casado em primeiras núpcias com 
D. Margarida Albina de Mello, sua prima, filha de António Joaquim Pereira de Mello e 
de D. Antónia Narciza de Mello, que nasc. a 14 de Abril de 1794, casou em 22 d'Agosto 
de 1811, e m. em 17 de Dezembro de 1823. Passou a segundas núpcias em 3 de Dezem- 
bro de 1829 com D. Maria das Neves Corrêa Leal (V. acima). 



ALP E GRANDES DE PORTUGAL 65 



IPIIiSCOS IDO 1.» IMI^TI^-IIMIODtnO 

1.° Joaquim Vieira. — Nasc. a 29 de Novembro de i812; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por 
successão a seus maiores ; Bacharel formado em Direito ; Curador Geral dos Órfãos no 
Porto, que m. a 26 de Fevereiro de 1858, tendo casado a 24 de Janeiro de i850, 
com D. Adelaide Arménia da Costa Pedroza, que nasc. a 3 d'Agosto de 1831, e m. a . . . 
de Fevereiro de 1833 ; filha de Luiz Carlos da Costa Pereira Pedroza, Bacharel formado 
em Direito, e de D. Maria Emilia de Faria da Costa. 

FILHO ÚNICO 

António Joaquim. — Nasc. a 16 d'Outubro de 1852; Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real, por successão a seus maiores ; casou a 27 de Maio de 1872, 
com D. Luiza Josefina Pereira de Magalhães, sua prima, filha dos 2.°' Vis- 
condes d'Alpendurada, que nasc. a 23 de Janeiro de 18S7. 
2." D. Joaquina. — M. em 1856, tendo casado com Gaspar Joaquim Borges de Castro, nego- 
ciante de grosso tracto da praça do Porto, que m. em 27 de Janeiro de 1871. 

FILHOS 

l.° D. Henriqueta. — Casada com o Visconde de S. João da Pesqueira. (V. S. João 
da Pesqueira). 

2.<» Henrique. — Nasc. em 1838. 

3." Cândido. — Fallecido. 

4.° Alberto. — Nasc. em 1843. 

5.° Eduardo. — Nasc. em 1845. 

6.° D. Albertina. — Nasc. em 1847, e casou em 1868, com Manoel Maria da 
Costa Leite, do Conselho de Sua Magestade Fidelíssima ; Fidalgo da Casa 
Real ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa ; Commendador da Ordem de S. Maurício e S. Lazaro d'Italia ; Di- 
rector e Lente jubilado da Escola Medico-Cirurgica do Porto; Cirurgião- 
Medico da Casa Real. 

FILHO 

Manoel. — Nasc. a . . . . 

7." Arthur. — Nasc. em 1845. 

l.^o S; ío^sEPHiNA.1 Gémeas. -Nasceram em 1855. 

3.° José. — Fallecido. 

4." D. Maria Adelaide. — Nasc. a . . . , e casou com Bartholomeu de Souza e Castro, que m. 
em 1855. Passou a segundas núpcias com Francisco de Souza Tavares. 

FILHOS 

1.0 Alfredo. — Fallecido. 

2.0 António. — Nasc. em 1840. 

5." António Vieira. — Nasc. a 18 de Maio de 1822. Actual Conde de Magalhães, e 1.° Barão 
de Magalhães. {V. Magalhães). 

ipujUos ido 2.0 :M:-â.Ti^i3ycoiNrio 

6.0 D. Josephina. — Nasc. a 25 de Janeiro de 1829, Actual 2.» Viscondessa d'Alpendurada. 

(V. Alpendurada). 
7.° D. Henriqueta. — Nasc. a 23 de Dezembro de 1833. Actual Condessa de Samodães. 

(V. Samodães). 

SEUS PAES 

Manoel Vieira de Magalhães, proprietário, casado com D. Maria Angélica Pereira de 
Mello. 



66 



famílias titulares 



ALP 



António Vieira. — Foi o 1.° Visconde d'AIpendurada. 

NB, Ignoro se houve mais descendência, porque a Viscondessa não se julgou habilitada a 
poder informar convenientemente. 

CREAÇÃO DO TITULO 

BarXo — Decreto de 13 de Julho de 1848, e Carta de 22 de Abril de 1869. — (D. Maria 11. — Regist. 

no Arch. da T. do T., Mercêt de D. Maria II, Liv. 37, fi. 59.) 
Elevado a Visconde — Decreto de 13 de Maio, e Carta de 7 de Agosto de 1851. — (D.Maria II. — Regitt. 

no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. 38, fl. 34 v.) 

Brazão d['A.i*mas. — Escudo partido em pala; na primeira as armas dos Vieiras — 
em campo vermelho seis vieiras de ouro em duas palas ; e na segunda pala as armas dos Ma- 
galhães, dos Srs. da Torre e quinta de Magalhães — em campo de prata três faxas xadreza- 
das de vermelho e prata. 

BRAZÃO adoptado, de que ignoramos a linha de ascendência, e o nome da pessoa a quem foi confe- 
rido o respectivo Alvará. 




ALPENDURADA (Visconfissa). — D. Josefina Augusta Vieira de Magalhães, 2." Vis- 
condessa de Alpendurada, em veFificação de vida concedida no referido titulo, por De- 
creto de 12 d'Agosto de 1865, a sua Mãe a 1." Viscondessa de Alpendurada. Nasc. a 
24 de Janeiro de 1831, e casou na capella da casa de seus Paes, sita na Feira Nova, 
Concelho de Marco de Canavezes, a 12 de Maio de 1850, cora João Baptista Pereira da 
Rocha, 2.° Visconde de Alpendurada, pelo seu casamento, auctorisado a usar d'este titulo 
em virtude do citado Decreto de 12 d'Agosto de 1865 ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 
abastado proprietário em Lamego; que nasc. a 1 de Fevereiro de 1831. 

1.0 Francisco. — Nasc. a 23 de Maio de 1851, e casou a 4 de Fevereiro de 1875, com 
D. Maria Philomena de Carvalho Rebello Teixeira de Souza, filha de António Teixeira 
de Souía Alcoforado (da casa de Villa Pouca, éra Gtlírtutrães), Fidalgo da Casa Real, e de 
sua mulher D. Maria dos Prazeres de Carvalho Rebello (da Casa do Paço, de Lame^). 



ÂLP E GRANDES DE PORTUGAL 67 



i.^ António. — Nasc. a 5 de Janeiro de Í8S4. 

3.° D. LcjciA. — Nasc. a 24 de Janeiro de 1857, c casou a 26 de Maio de 1872, com seu 
primo, António Joaquim Vieira de Magalliâes, Fidalgo da Casa Real por succcssão a 
seus maiores, que nasc. a 16 de Outubro de iSõ'2, filho de Joaquim Vieira de Maga- 
lhães, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores ; Bacharel formado em Direito, 
6 Curador Geral dos Órfãos na Cidade do Porto, já fallecido, filho primogénito do 
1.0 Visconde de Alpendurada, casado que foi com D. Adelaide Arménia da Costa Pe- 
reira Pedroza. 

4." João. — Nasc. a 22 de Janeiro de 1858. 

5.0 D. María. — Nasc. a 15 de Março de 1862. * 

6.0 D. Henriqueta. — Nasc. a 28 d'Outubro de 1864. 

SEUS JPAES 

(V. /." Viscondessa de Alpendurada.) 

tPAES I>0 VISCONDE 

Francisco Dionysio Pereira da Rocha, Fidalgo da Casa Real, e proprietário. Nasc. a 13 
ide Dezembro de 1777, em. a 13 de Junho de 1839, tendo casado a 4 Fevereiro de 1830, 
C(uii D. Luiza Josefina Flora de Souza Azevedo, que nasc. a 15 de Janeiro de 1805, em. a 
5 de Setembro de 1835, filha de José Pedro de Souza Azevedo, natural de Lobrigos; Ba- 
charel formado em Philosophia, Cavalleiro da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Capitão-Tenente 
da Armada Nacional, já fallecido, e de sua mulher D. Francisca Catharina de Souza Bou- 
ílhe, natural de Lisboa, também já fallecida. 

1.0 Joio Baptista. — Actual Visconde. 

2.0 D. Maria Amália. — Nasc. a 8 d'Abril de 1833, e casou a 22 d'Abril de 1860, com seu 
primo António Duarte da Ponseca Lobo, Bacharel formado em Direito, que nasc. a. . ., 
filho de António Duarte da Fonseca Lobo e de sua mulher D. Isabel Carolina Pery. 

SEUS AVOS 

Diogo José Soares, natural de Rezende; Fidalgo da Casa Real, e proprietário, o qual 
nasc. a 1 de Janeiro de 1718, e m. a 9 de Janeiro de 1786 ; casado com D. Maria Joaquina 
Pereira da Rocha, que m. a 19 de Janeiro de 1819. 

IFIXiHOS 

1.0 João Baptista. — Nasc. em... de Junho de 1758, e m. a 14 de Dezembro de 1826; Ca- 
valleiro professo da Ordem de Christo ; m. no estado de solteiro. 

2.0 Diogo José Soares. — Foi Cónego da Sé de Lamego; m. a 13 de Março de 1853. 

3.0 Manoel Jacintho. — Foi Cónego da Sé de Lamego; m. a 31 de Marco de 1851. 

4.0 D. Maria Felisrerta. — Nasc. a..., e m. no estado de solteira, a 19 de Março de 1828. 

5.0 António Joaquim. — M. no estado de solteiro em 1834. 

6.0 D. Thomasia Severina. — Casou com António Duarte da Fonseca Lobo, Desembargador da 
extincta Casa da Supplicação ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; Fidalgo da 
-Casa Real. 

FILHO ^ 

António Duarte.— Bacharel formado em Direito ; casado com P.. Isabel Carolina 
Pery. 

tFILHOS 

i.o António J)uarx£. — Bacharel formado em Direito ; casado com 
sua prima D. Maria Amália. (V. acima). 

2/* Aybís DuAivcE. ^ Solteiro. 

3.0 Francisco Duaj^e. -<- Arcediago da Sé de Lamego. « 



68 famílias TITULARES ALT 



4.0 D. Guilhermina Duarte. — Casada com Luiz de Magalhães Coutinho, natural 

de Barcos. 
5." D. Thomazia Duarte. — Casada com Xavier José de Souza e Mello, natural 
de S, Pedro do Sul, 
7.0 Francisco Dyonisio. — Nasc. a 13 de Dezembro de 1777, e m. a 13 de Junho de 18S9, 
tendo casado a 4 de Fevereiro de 1830, com D. Luiza Josefina Flora de Souza 
Azevedo. (V. acima). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto c Carta de 13 de Maio de 1851. — (D.Maria II. — Regist. no Areh. da T. do T., 

Mercês de D. Maria II, Liv. 37 a fl. 59.) 
Renovado na 2.=» Viscondessa — Decreto de 9, e Carla de 12 de Agosto de 1865. — (D. Luiz. I. — Regist. 

no Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz I, Liv.. li a fl. 230 v.) 

BrazêLo d' Armas dLo "Visconde. — Escudo partido em pala ; na primeira as 
armas dos Pereiras — em campo vermelho uma cruz de prata, florida, vasia do campo : na 
segunda pala as armas dos Rochas — em campo de prata uma aspa de vermelho, e sobre 
ella cinco vieiras de oiro guarnecidas de azul. — Timbre — uma cruz vermelha florida, entre 
duas azas de oiro abertas, e por differença uma brica de prata com uma banda verde. 

BRAZÃO concedido a João Baptista Pereira da Rocha, natural de Lamego, por Alvará de 18 de Feve- 
reiro de 1807. — [Regist. no Cart. da Nob., Liv. 1 a fl. 162.) 




ALTAS MORAS (Visconde). — Manoel Quaresma Limpo Pereira de Lacerda, 1." Vis- 
conde d'Altas Moras, em sua vida; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por successão a seus 
maiores. Nasc. a . . . 



SEUS PAES 

Dom Rodrigo Limpo de Ravasco e Lacerda, Fidalgo da Casa Real, que m. a 8 de 
Dezembro de 1875, casado com D. Maria do Carmo Sanches Rarreto de Gusmão, que 
m. a M de Julho de 1872. 

l.'' Manoel Quaresma. — Actual Visconde. 

2.0 Francisco Limpo. — Nasc. a . . . de . . . de 1855. Fidalgo da Casa Real; Alferes de Ca- 
•^fjf)^ vallaria do Exercito, que casou a 29 de Julho de 1876, com D. Maria do Carmo 

Pereira Sanches de Gusmão, sua primsK 
(Ha mais descendência.) 

NB. O Visconde, apesar de repetidas instancias, recusou-se a indicar os nomes de seus irmãos, como 
também os de seus maiores. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 26 de 'Fevereiro, e Carta de 11 de Março de 1875. — (D. Luiz I. — Regist. no 
Arch. da T. d T., Mereês de D. Luiz I, Liv. 27 a fl. 116.) 



ALT E GRANDES DE PORTUGAL 69 

É família d'antiga nobreza. — Affonso Limpo de Lacerda, e Álvaro Limpo de Lacerda 
naturaes de Moura, filhos de Ruy Limpo Abreu de Lacerda, Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real, e netos de Affonso Limpo de Cubellos; tiveram o foro de Fidalgos Cavalleiros da Casa 
Real, por Alvará de 24 d' Abril de 1691 (Livro 6.° das Mercês d'€l-Rei D. Pedro II, a 
fl. 548 e 549). Dionysio Ravasco, natural de Lisboa, filho de Bartholomeu Dias Ravasco, 
Moço Fidalgo e Guarda-mór dos Contos do Reino e Casa, e neto de Dionysio Ravasco; 
teve o fôx"o de Moço Fidalgo por Alvará de 24 de Fevereiro de 1672, acrescentado a Fi- 
dalgo Escudeiro por Alvará de 12 d'Abril de 1696. 




ALTE (Conde). — João Carlos da Horta Telles Machado da Franca, 1." Conde, e 
1.° Visconde d'Alte, em sua vida, e em remuneração dos serviços de seu Pae (Decreta- 
dos em 14 de Setembro de 1819), o qual serviu com distincção o Estado por espaço de 
mais de 40 annos em differentes empregos pubhcos, e particularmente na carreira diplo- 
mática. Moço Fidalgo com exercício no Paço (Alvará de %0 d' Abril de 1822); abastado 
proprietário e Sr. de vínculos, e administrador de Capellas; Gran-Cruz da Ordem de Christo; 
Gran-Cruz das Ordens de S. Maurício e S. Lazaro da Sardenha ; das de S. Januário, e de 
Francisco i das Duas Sicilias; Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em dis- 
ponibilidade (serviu nas Cortes de Turin, de Nápoles, e em Roma junto de S. S. Pio ix.) 
Nasc. a 6 de Agosto de 1810, e casou em primeiras núpcias a 4 de Abril de 1840, com 
Míss Henriqueta Mangin Browne, que m. a .., da qual não houve geração; filha de Aquila 
Browne, e de sua mulher Míss Maria Mangin Browne. Passou a segundas núpcias com 
Míss F... (Com geração). 

NB. O Conde recusou-se a indicar o nome e paternidade de sua segunda mulher, actual Condessa, os 
nomes de seus filhos, e bem assim os de seus ascendentes, não obstante repetidas instancias directas que lhe 
dirigimos. 

SEUS PAES 

Francisco José da Horta Ozorio Machado, natural da Cidade de Faro, Fidalgo Caval- 
leiro da Casa Real (Alvará de 22 de Setembro de 1762); áo Conselho da Rainha D. Ma- 
ria I, e de Sua Alteza Real o Príncipe da Beira, Regente (El-Rei D. João vi); Conselheiro 
do Conselho da Real Fazenda, de Capa e Espada (Carta de 26 de Junho de 1805); En- 
viado Extraordinário, e Ministro Plenipotenciário nas Cortes de Madrid, aos Estados Geraes 
das Províncias Unidas dos Paízes Baixos, e na Corte de S. Petersburgo ; Alcaide-mór de 
Niza da Ordem de Christo, e Commendador da mesma Ordem ; Sr. de vários vínculos e 
capellas. 

Serviu o Estado nos sobreditos cargos e outras commíssões de serviço pubhco, com 
notável distincção e zelo, como se prova do respectivo decretamento de serviços. Nasc. na 
Cidade de Faro a 3 de Agosto de 1755, e m. a 23 de Março de 1817, havendo casado em 



FAMILIÂS TITULARES ALT 



primeiras núpcias, era Abril de 1799, com D. Gertrudes de Mello Sodré, que m. a 11 de 
Março de 1802, sem deixar geração; íilha de Sancho de Mello d'Azarabuja Tavares Moniz, 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Ueal, e de sua mulher D. Anna Xavier Pereiía da Cunha So- 
dré. A esta primeira nllilher estabeleceu o contracto de arrhas de 800^000 annuaes, para 
lhe serem pagos pela decima parte do rendimento dos bens vinculados de toda a sua 
casa, ficando viuva, e ainda que lhe ficassem filtios (Provisões de 15 de Janeiro e de 3 
d'Ábril de 4199). Passou a segundas núpcias em Junho de 1809, com D. Victoria José 
da Costa de Souza de Macedo, que nasc. a 21 d' Abril de 1786, e m. a 25 de DezemJiro 
de 1850, 9." filha dos 2.°' Viscondes de Mesquitella, a qual passou também a segundas 
núpcias com F. . . Blanc de Moura Telles. (V. Mesquitella). 

^^ixjUos ido 2.» nycj^TiaiiMioisrio 

i.o João Carlos. — Actual Conde d'Alte. 

2.0 D. Maria José. — Nasc. a 17 d'Agosto de 1811, e m. a .11 de Julho de 1822. 

3.° José Francisco, — Nasc. a 12 de Janeiro de 1817, e m. em 1819. 

SEUS A. VÓS 

João Carlos da Horta Machado, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus 
maiores; Sr. do vinculo da Torre de Marim, em Faro; casado com D. F. . . 

IFIXjUOS 

i." Francisco José. — Foi Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em varias Cor- 
tes, e Conselheiro do Conselho da Fazenda, de Capa e Espada; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real, que m. a 23 de Março de 1817. 

2." António José íCorrêa da Franca e Horta. — Natural de Faro ; Fidalgo Cavalleiro da Casa 

• Real ; Marechal de Campo do Exercito, e Conselheiro do Conselho da Fazenda no Rio 

de Janeiro em 1820. 

3." Duarte José Vaz da Horta Machado. — Natural de Faro; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, 
por Alvará de 8 de Maio de 1780, e Fidalgo Capellão, por Alvará de 14 de Junho 
de 1792. 

4." D. Antónia Ricarda. — Foi casada com F... de Foyos, e herdeira da Quinta da Bairrada, 
sita no termo da Atouguia da Balêa. 

SEUS BISAVÓS 

Francisco da Horta Ozono Machado, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Sr. do antigo 
Morgado da Torre de Marim ; Cavalleiro Professo na Ordem de Christo ; que m. em Faro a 
2 de Maio de 1748, com 78 annos de idade, e foi casado com D. F . . . 

1.0 Duarte Lourenço. \ 

30 S'cARLor^°^* í Fidalgos Cavalleiros; Alvará de 30 de Março de 1718. 

4.0 Francisco da Horta, j 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

TEItOEIROS AVOS 

Doutor Duarte Vaz da Horta, Corregedor do Crime da Corte, natural da villa da Atou- 
guia; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 50 de Dezembro de 1663); filho de 
Francisco da Horta, casado com D. F . . . 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 26 de Novembro de 1851, e Carta de 16 de Fevereiro de 1853. — (D. Maria II.— 
Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. 40 a fl. 117 v.J 

Elevado a Grandeza, Conde — Decreto de 4 de Junho de 1868, e Carta de d2 de Setembro de 1-870. — 
(D. liUiz l. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz I, Liv. 23 a fl. 278.) 

Moço _FiDALG0 COM EXERCÍCIO — Alvará de 20 d' Abril de 1822. — (D. João VI. — Bsgist. no Arch. da T. 
do T., Mercês de D. João VI, Liv. '16 a fl. 1-64.;) 



ALY 



E GRANBíES DE PORTUGAL 



71 




ALVA (Conde). — Titulo esctincto. — Dom Vicente de Souza Coutinho Monteiro Paym, 
4.° Conde d'Alva, em verificação de vida (concedida por Decreto de 22 de Junho de 1815), 
em remuneração dos serviços de seu Pae, o 1.° Marquez de Santa Iria, e 3.° Conde 
d' Alva; Par do Reino (por successão ao dito seu Pae), de que prestou juramento e tomou 
posse na respectiva Camará, em sessão de %1 d'Abril de 1850 ; Official-mór Honorário da 
Casa Real; Encarregado de Negócios em disponibilidade (serviu na Corte de Turin); Ca- 
valleiro da Ordem da Rosa do Brazil. Nasc. a 7 d' Abril de 1805, em. a 11 de Setembro 
de 1868, havendo casado a 6 de Fevereiro de 1826, com D. Leonor Julianna Luiza Mas- 
carenhas, que nasc. a 4 d' Abril de 1804, e m. a 3 de Fevereiro de 1841, 1." filha dos 
6.°' Marquezes de Fronteira. (V. Fronteira). 

Dom Luiz de Souza. — Nasc. a 19 d'Abríl de 1827. Moço Fidalgo com exercício na Casa Real. 



SEUS PAES 

Dom Luiz Roque de Souza Coutinho Monteiro Paym, 1." Marquez de Santa Iria, em 
sua vida; 3.° Conde d'Alva; Par do Reino, por Carta Regia de 30 d' Abril de 1826, de que 
prestou juramento e tomou posse na Camará dos Dignos Pares em Sessão de 3 de Janeiro 
de 1826; Alcaide-mór de Rio Maior; 6.° Sr. do Morgado d' Alva; Gentil Homem da Ca- 
mará da Rainha D. Maria ii; Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa ; Commendador de Santa Maria de Gimonde, de Santa Maria de Campanhã, 
e de S. Bento das Comedeiras, do logar dos Trinta, todas na Ordem de Christo; Caval- 
leiro da antiga e muito nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; con- 
decorado com a Medalha de commando em 3 Batalhas, na Guerra Peninsular ; e por Sua 



72 FAMÍLIAS TITULARES ALV 

Magestade Catholica com a Medalha da mesma Guerra, pela Batalha de Albuhera (16 de 
Maio de 1811); Gran-Cruz da Ordem de Ernesto Pio de Saxonia; Gran-Cruz da Real 
Ordem Americana de Isabel a Catholica, de Hespanha; Grande OfiQcial da Ordem da 
Legião de Honra, de França; Commendador da Ordem de Leopoldo da Bélgica; Tenente 
General do Exercito. Foi Inspector Geral da arma de Cavallaria; Governador das Armas 
da Província do Algarve; Governador Militar da Ilha de S. Miguel, desde o desembarque 
n'aquella ilha pelas tropas Constitucionaes sob o commando do General Conde de Villa 
Flor, a 1 de Agosto de 1831, até á partida do Exercito Libertador para o continente de 
Portugal a 27 de Junho de 1832. Succedeu na Casa d'Alva a seu Pae em 8 de Maio de 1792, 
e no titulo de Conde, a sua tia materna, D. Constança Luiza Monteiro Paym, Condessa 
d' Alva, viuva de Dom João Diogo de Souza Athaide, 3." filho dos 6.°' Condes d'Athou- 
guia, o qual foi elevado a 1." Conde d' Alva, por Carta de 29 d'Abril de 1729. Nasc. em 
Paris a 1 de Fevereiro de 1783, e foi baptisado no mesmo dia, por causa de perigo de 
morte; recebeu os Santos Óleos, na capella real do Palácio de Versailles a 28 de Setem- 
bro do dito anno, sendo seus Padrinhos El-Rei de França Luiz xvi e a Rainha Maria 
Antoinette. M. em Lisboa a 5 d' Abril de 1850, e casou também em Lisboa, a 5 de 
Maio de 1800, com sua sobrinha D. Marianna Vicencia de Souza Holstein, que nasc. em 
Turin a 5 de Maio de 1784, e m. em Paris a 18 d' Abril de 1829, l.« filha de Dom 
Alexandre de Souza Holstein, Conselheiro d'Estado; Capitão da Guarda Real Allemã; 
Alcaide-mór da Cértã ; Commendador de Santa Maria de Belmonte na Ordem de Christo ; 
Cavalleiro da Ordem de S. João de Jerusalém; Embaixador de Sua Magestade Fidelís- 
sima junto da Santa Sé, e antes. Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em 
diversas Cortes ; Conde de Sanfré no Piemonte ; e de sua mulher D. Isabel JuUanna de 
Souza Coutinho Monteiro Paym. (Y. Souza e Holstein). 

1.0 Dom Vicente de Souza. '—Foi o 4.° Conde d'Alva. (V. acima), 

2.0 Dom Alexandre de Souza. — Cavalleiro da antiga e muito nobre Ordem da Torre Espada 
do Valor, Lealdade e Mérito ; Addido de Legação de Sua Magestade Fidelíssima na Corte 
de Londres; Alferes do Batalhão de Caçadores n.° 5; nasc. a 24 de Maio de 1807, 
e m. na acção das Linhas de Lisboa, a 5 de Setembro de 1833. 

3.0 Dom Pedro de Souza. — Foi o 4.° Conde de Sabugal, 6.° Conde d'Obidos e 7.» Conde 
de Palma, pelo seu casamento; nasc. a 6 d'Outubro de 1808, e m. a 30 de Julho 
de 1859. fV. Sabugal). 

4.0 Dom Manoel de Souza. — Nasc. a 24 d'Agosto de 1810; Moço Fidalgo com exercício na 
Casa Real ; Ajudante de Campo Honorário de Sua Magestade El-Rei D. Luiz i, e de 
Sua Magestade El-Rei D. Fernando n; Commendador das Ordens de S. Bento d'Aviz, 
e da antiga e muito nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; con- 
decorado com a Medalha das Campanhas da Liberdade, algarismo 3 ; Commendador 
das Ordens de S. Maurício e de S. Lazaro d'Italia, da Ordem de Leopoldo da Bélgica, e 
da Real e distincta Ordem de Carlos ni de Hespanha; Official da Ordem da Legião de 
Honra de França; General de Brigada do Exercito (reformado a IS d'Outubro de 1873). 

5.0 D. Maria das Dores. — Actual Condessa de Souza Coutinho ; Dama Camarista das Rainhas 
D. Maria ii, D. Estephania e D. Maria Pia, á qual serve interinamente de Camareira-mór; 
Dama da Ordem de Santa Isabel, Rainha de Portugal, e da Ordem das Damas Nobres 
de Maria Luiza de Hespanha. (V. Souza Coutinho). 

6.0 Dom José de Souza. — Moço Fidalgo com exercido na Casa Real; Cavalleiro da Ordem 
de Christo. Nasc. a 25 de Novembro de 1819, e m. a 16 d'Agosto de 1871, tendo ca- 
sado com D. Laura Sonny, natural de França, de quem teve: 

FILHA ÚNICA 

D. Maria do Carmo de Souza Coutinho. — Que nasc. a . . . . 

7.0 D. Anna de Souza. — Actual 3.» Condessa de Murca, viuva; Dama de Honor da Rainha 
D. Maria Pia. (V. Murça). 



ALV E GRANDES DE PORTUGAL 73 



SEUS A.VOS 

Dom Vicente Roque José de Souza Coutinho de Menezes Monteiro Paym, Moço Fidalgo 
com exercicio no Paço; 5.° Sr. do Morgado d' Alva; Gran-Cruz da Ordem de S. Bento d'Aviz; 
Commendador de Santa Maria de Campanhã, no Bispado do Porto ; de Santa Maria de Gi- 
monde, no Bispado de Miranda; de S. Pedro das Comedeiras, do logar dos Trinta, no 
Bispado da Guarda, todas da Ordem de Christo ; Alcaide-mór de Rio Maior na Ordem de 
S. Bento d'Aviz ; Sr. Donatário da terra da Yilla de Caim e seu Padroado ; Padroeiro 
^das Egi-ejas de S. Miguel de Mamouros, de Santa Maria de Pequim, e de S. Martinho 
PAlva. Serviu por espaço de 21 annos na carreira diplomática, onde prestou relevantes 
írviços, em premio dos quaes entrou na fruiç5o das Commendas e Padroados acima men- 
ionados, de alguns dos quaes era usufructuaria por mercê regia sua Mãe. Teve a mercê 
le seis moios de terra no Lezirão das Atalaias, nos campos d' Azambuja, cuja mercê passou 
depois a seu filho o S."" Conde d' Alva e 1." Marquez de Santa Iria; Embaixador de Sua 
Mageslade Fidelíssima na Corte de Paris, -^ antes seu Enviado Extraordinário na Corte de 
Turin ; Capitão do Regimento de Cavallaria de Dragões de Chaves. Nasc. a 28 de Dezem- 
bro de 1726, e m. em Paris a 8 de Maio de 1792, havendo casado em primeiras núpcias, 
a 14 de Maio de 17S0, com D. Thereza Vital da Camará Coutinho, que nasc. a 28 d'Abril 
de 1734, e m. a 26 de Dezembro de 1753; 4." filha de Luiz Gonçalves da Camará Couti- 
nho, Moço Fidalgo com exercicio no Paço; 9.° Sr. das Ilhas Desertas; 3.° Sr. de Regalados, 
e 1.° Administrador do Morgado da Taipa ; Alcaide-mór de Torres Vedras ; Commendador 
de Cazevel, Caldellas e Villa Bôa de Quires, todas na Ordem de Christo; e de sua mulher 
D. Isabel Libania de Mendonça. Passou a segundas núpcias a 27 de Maio de 1773, com 
D. Luiza Ignez Isabel de Montboissier Beaufort de Canilliac, que nasc. em 17S4, em Au- 
vergne (França), e m. em Paris a 19 de Janeiro de 1792, filha dos Condes de Canilliac, 
Eduardo de Montboissier Beaufort de Canilliac, e de sua mulher D. Anna Isabel de Trous- 
sebois. (V. Taipa.) 

ífixjUO ido 1.» ZMij^TiainynoiTio 

1." D. Isabel Jdlianna. — Nasc. em 1753, e m. em 1793, havendo casado a 27 de Junho 
de i779, com Dom Alexandre de Souza Holstein, Conselheiro d'Estado; Embaixador e 
Ministro Plenipotenciário em diversas Cortes; Capitão da Guarda Real Allemã, Olficio 
de que teve mercê em sua vida, por Decreto de 4 de Novembro de 1795; Conde de 
Sanfré, no Piemonte. (V. acima, e Souza e Holstein). 

iFiXiHio IDO 2.« 3yc-A.Ti2.i3yi:oiNn:o 

2.° Dom Luiz Roque, — Foi o 1.° Marquez de Santa Iria, e 3.° Conde d'AIva. (V. acima). 

BISAVÓS 

Rodrigo de Souza Coutinho de Castello Branco e Menezes, 2.** filho dos 9.<" Condes 
de Redondo; Moço Fidalgo com exercicio no Paço; foi Porcionista do Collegio de S. Pe- 
dro de Coimbra, e Arcediago de Villa Nova da Cerveira, e deixando a vida ecclesiaslica, 
foi Vedor da Casa Real, e m. a 15 de Setembro de 1748, havendo casado com D. Maria 
Antónia de S. Boaventura de Menezes Paym, Commendadeira de Santa Maria de Campa- 
nhã, no Bispado do Porto, da Ordem de Christo; Sr.« da terra da Villa de Caim e seu Pa- 
droado ; 3." filha de Roque Monteiro Paym, Secretario d'Estado, e do Expediente e Mercês 
d'El-Rei D. Pedro ii (V. adiante); Administradora do Morgado d'Alva, por successão a 
sua irmã, a 1.^ Condessa d' Alva, D. Constança Luiza Monteiro Paym, mulher de Dom João 
Diogo de Souza d'Athaide (3." filho dos 6.°' Condes de Attouguia), que m. a 11 d' Abril 
de 1740, e foi o 1." Conde d'Alva, e tiveram : 

10 



74 famílias titulares alv 



IFIXjBCOS 

l." D. Leonor Luiza. — ^Nasc. em Novembro de 1722, em. a. . . . 

2.» Vicente Roque. ) gemèos — Nasceram a 28 de Dezembro de 1726. (V. acima.) 

3." Francisco José. ) ^ ' 

4,0 Roque José. — Nasc. em Fevereiro de. 1727, em. a. . . 

5.0 António de Souza. — Nasc. em Outubro de 1729, e m. de tenra idade. 

6.° D. MarIa da Graça. — Nasc. em Outubro de 1730, e m. a . . . . 

7.° Fernando de Souza. — Nasc. em Agosto de 1732, e m. de tenra idade. 

TERCEIR.OS A.VÓS' 

Roque Monteiro Paym, Secretario d'Esta(lo do Expediente e Mercês d'El-Rei D. Pe- 
dro II, e seu grande valido; Sr. da Honra d'Alva, e da Villa do Canno, e Sr. dos Re- 
guengos d'Agrella e Maia; Conselheiro da Fazenda de Capa e Espada; Desembargador 
Extravagante da Casa da Supplicação; Commendador de Santa Maria de Campanhã, no 
Bispado do Porto, da Ordem de Christo ; foi casado com D. Joanna Francisca de Menezes, 
filha de Lourenço de Mello da Silva de Mesquita, Sr. do Couto de Lagiosa, e da Casa e 
Morgado da Amoreira e Outis, e de sua mulher D. Bernarda Michaela da Silva. 

IFIXjUOS 

1." D. Constança Luiza. — Administradora do Morgado d'Alva, que casou com Dom João Diogo 
de. Souza d'Athaide (3.° filho dos 6.°» Condes d'Attouguia); Conselheiro de Guerra; 
Tenente General, e 1.» Conde d'Alva; que m. a 11 d' Abril de 1740, sem deixar ge- 
ração. (V. acima). 

2.0 D. Maria Antónia. — Administradora do Morgado d' Alva, como successora de sua irmã 
D. Constança Luiza; casou com Dom Rodrigo de Souza Coutinho (filho 2.° dos 9.°* 
Condes de Redondo), Vedor da Casa Real. — Com geração. (V. acima). 

3.0 D. Josefa de Vilhena. — Ignora-se. 

4.0 Pedro Fernandes. — Nasc. a . . . , e m. no estado de solteiro. 

QUARTOS AVOS 

Rodrigo Fernandes Monteiro, Desembargador do Paço, e Juiz da Inconfidência e Cou- 
tadas d'El-Rei ; casado com D Constança Paym, filha e herdeira de Roque Alvares e de 
sua mulher D. Leonor Rodrigues Paym. 

Roque Monteiro Paym. — Foi Secretario do Expediente e Mercês d'El-Rei D. Pedro n. (V. acima.) 
NB. Ignoro se houve mais descendência. 

QUINTOS AVOS 

Martim Fernandes Monteiro, Escudeiro da Casa de Bragança, e Juiz dos Orfaos de 
Monforte, casado com D. Isabel Vaz. 

Rodrigo Fernandes Monteiro. — Desembargador do Paço, e Juiz da Inconfidência e Couta- 
das. (V. acima). 



ALV E GRANDES DE PORTUGAL 75 



CREAÇÃO DO TITULO 



I 



i 

^KoNDE d'Alva — Decreto d© 29 d*Abril de 1729. — (D. João V.) 

^HIenovado no 2." Conde — Decreto de 13, e Carta de 24 de Março de 1754. — (D. José I. — Regist. no 
^■~ Arch. da T. do T., Chanc. de D. José I, Liv. 66 o fl. 64 v., e' Gazeta de Lisboa n.° 13 de 1754.) 
^RIenovado no 3." Conde. — Decreto de 9 de Junho de 1797. — (D. Maria I. — Regência do Príncipe 
D. João. — It». 28 a fl. 336.) 
Elevado a Marquez de Santa Iria — Decreto de 4 d' Abril de 1833. — Regência do Senhor D. Pedro Duque 

de Bragança* 
Renovado no 4.» Conde — Decreto de 22 de Junho de 1815, e Carta de 23 d'Abril de 1823. —(D. João VI. 
— Regist. no Arch. da T. do T., Mercês d'El'Rei D. João VI, Liv. 16 a fl. 245 v.) 

I." Conde. — Dom João Diogo de Souza d'Athaide; Conselheiro de Guerra, e Tenente General, 
que casou com D. Constança Luiza Monteiro Paym. 

2.° Conde. — Dom Luiz Mascarenhas ; Vice-Rei, e Capitão General da índia ; Alcaide-mór da 
Villa de Guimarães ; Commendador de Santa Marinha de Quintella da Ordem de Christo, 
ao qual El-Rei D. José i fez mercê do Titulo de Conde d'Alva, por Decreto de 13 de 
Março de 1754, e foi casado com D. Maria Barbara de Menezes, filha dos 2.°* Condes de 
S. Thiago. (Gazeta de Lisboa n.° 13 de 1754.) 

3." Conde. — Dom Luiz Roque de Souza Coutinho Monteiro Paym, que depois foi elevado a 
1.° Marquez de Santa Iria. 

Manoel Monteiro de Vasconcellos, Guarda-Roupa d'El-Rei D. João iv, teve mercê do 
morgado d'Alva, que lhe veiu pelo casamento com D. Thereza Borges de Souza e- Veiga, 
filha de Rodrigo Borges de Souza e Veiga, a quem fora conferido, Manoel Monteiro, nomeou 
este morgado em Pedro Fernandes Monteiro Paym, filho de seu primo Roque Monteiro 
Paym, Secretario d'Estado do Expediente e Mercês d'El-Rei D. Pedro ii, que o herdou 
do dito seu filho Pedro Fernandes, fallecido no estado de solteiro. (Arch. da T. do T., 
Chanc. de D. Pedro II, Liv. U a fl. 185 v.) 

' Este morgado passou a D. Constança Luiza Monteiro Paym, 1." Condessa d' Alva, filha 
primogénita do sobredito Roque Monteiro Paym, e por fallecimento da Condessa d' Alva, a 
sua segunda irmã D. Maria Antónia de S. Boaventura de Menezes, que foi casada com 
Rodrigo de Souza Coutinho, bisavó do 4.° Conde d' Alva. 

Bx*azâ.o d' Armas. — Um escudo partido em pala, com as armas dos Monteiros Payms 
e Souzas Coutinhos — sendo a primeira pala esquartelada ; no primeiro quartel as armas dos 
Payms — escudo franxado de prata e negro, sendo os campos alto e baixo de prata, e os das 
ilhargas de negro, e sobre elles um leão entrecambado dos mesmos esmaltes, ornado de ver- 
melho ; no segundo quartel, as armas dos Monteiros — em campo de prata, três buzinas de 
preto com bocaes de oiro e cordões vermelhos em roquete, e assim os contrários : a segunda 
pala também esquartelada com as armas dos Souzas do Prado e Souzas Chichorros, que 
adoptaram os Souzas Coutinhos, por procederem d'estas duas antigas familias — escudo es- 
quartelado; no primeiro quartel em campo de prata, as quinas do reino sem a orla dos cas- 
tellos; no segundo, também em campo de prata, um leão sanguinho. — Timbre — o leão do 
escudo dos Payms. 

BRAZÃO de familia, de que não encontramos a data da concessão, nem o nome do ascendente a quem 
fora conferido. 



76 



FAMÍLIAS TITULARES 



ALV 




ALVAIÁZERE (Rarão). — João Vieira da Silva de Vasconcellos Souza e Almeida, 
2.° Rarão d'Alvaiazere, em sua vida, Moço Fidalgo cora exercido na Casa Real; Ra- 
charei formado em Philosophia. Nasc. no Rio de Janeiro a 14 d'Abril de 1820, e casou a 
11 d'Abril de 1853 com D. Henriqueta da Motta Garcia de Vasconcellos Porto Carreiro 
Souto Maior, que nasc. a , filha de Joaquim Manoel da Motta Garcia d' Amo- 
rim Pessoa de Vasconcellos Mascarenhas, Fidalgo da Casa Real ; Administrador do vinculo 
de Motta Garcia, na cidade de Thomar, do vinculo de Amorim Pessoa de Rrito e Almada, 
situado na villa do Rabaçal, e de outro vinculo em Évora ; casado com D. Rita Frisone 
Verdier da Motta, ambos já fallecidos. 

1.0 Miguel Vieira. — Nasc, a 7 de Junho de 1855. 

a.^* Jayme. — Nasc. a 27 de Fevereiro de 1865. — Fallecido. 

SEUS PAES 

Manoel Vieira da Silva, 1." Rarão d'Alvaiazere ; do Conselho de Sua Magestade El-Rei 
o Senhor D. João vi; Fidalgo da Casa Real (Alvará de 1 1 de Julho de 1806); Commen- 
dador da Ordem de Christo, e Cavalleiro da antiga Ordem da Torre Espada; Racharei 
formado em Medicina, e Medico da Real Camará ; Physico-mór do Reino e Domínios Ul- 
tramarinos ; Provedor-mór da Saúde da Corte e Estado do Rrazil ; proprietário do OíBcio 
de Provedor do Registo da Capitania de Taguahi, no Brazil. Nasc. na villa da Lourinhã a 
11 de Novembro de 1753, e m. na aldeia da Cruz, a 17 de Novembro de 1826, tendo ca- 
sado a 1 de Janeiro de 1819, com D. Maria Ludovina Máxima de Souza Almeida e Vascon- 
cellos, que nasc. a 8 de Dezembro de 1791, e m. a 22 d'Outubro de 1846, que foi sua 
2.* mulher, filha de António de Souza Macedo, Capitão-mór de Santa Comba-Dão, e de 
D. Maria Hypolita da Cunha Gusmão. (Y, Santa Comba-Dão.) 



1." Joio Vieira. — Actual 2." Barão. 

2.0 D. Maria Thereza. — Nasc. a 20 de Julho de 1821. 



ALV E GRANDES DE PORTUGAL 77 

3.° D. Maria Hypolita. — Nasc. a 12 de Dezembro do 1822, e casou a. . . com Francisco 
José da Gosta Amaral, do Conselho do Sua "Magcstade Fidelissima ; Fidalgo da Casa 
Real ; Vogal do extincto Conselho Ultramarino ; Bacharel formado em Direito e antigo 
Magistrado, ambos já fallecidos. — Sem geração. 

4." D. Maria Ludovina. — Nasc. a 30 de Novembro de 1824, c m. a 18 d' Agosto de 1852; 
tendo sido casada com Miguel António do Souza Horta Almeida c Vasconcellos, Fi- 
dalgo da Casa Real ; Bacharel formado em Direito ; filho primogénito do 1." Barão de 
Santa Comba-Dão. (V. Santa Comba-Dão). 

FILHA 
D. MarIa Ludovina. — Nasc. a 7 de Julho do 1852. 

5.0 D. Maria Joanna. — Nasc. a 13 de Outubro do 1826, e m. a , havendo casado com 

Luiz Pereira Mousinho d'Albuquerque Cotta Falcão, Fidalgo da Casa Real ; Capitão de 
Cavallaria do Exercito. 

FILHOS 

1.0 Luiz Pereira. — Nasc. a 13 do Novembro de 1853; Fidalgo da Casa Real; 

Alferes do Cavallaria do Exercito. 
2.° D. Maria Joanna. — Nasc. a 21 do Fevereiro de 1855; recolhida no Real 

Mosteiro de Santos. 
3.0 Fernando. — Nasc. a 28 d'Agosto de 1856; Fidalgo da Casa Real. 

SEUS AVOS 

Manoel Vieira da Silva, Bacharel formado em Medicina, e Medico na villa de Ourem ; 
casado com D. Josefa Luiza d'Abreu, filha de Manoel d'Abreu Rebello, e de sua mulher 
D. Isabel Borges. 

1.° Manoel Vieira. — Foi o 1.° Barão de Alvaiázere. 

i.° Luiz Vieira. — Foi Monsenhor da Patriarchal. 

3." José Vieira. — Foi Capitão das antigas Ordenanças. 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

BISAVOS 

Pedro Vieira da Silva, casado com sua prima D. Antónia Vieira da Silva. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 6, e Carta de 11 de Fevereiro de 18i8, e Assentamento de 22 de Dezembro do 1823 
— (D. João VL Reyist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. João VI, liv. 18 a fl. 235.) 

Renovado no 2." Barão — Decreto de 30 d'Agosto, e Carta de 4 do Setembro de 1865. — (D. Luiz I. — 
Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. 'Luiz I, Liv. 45 o fl. 81.) 

Bi*azã.o d' Armas. — Um escndo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos 
Vieiras — em campo vermelho seis vieiras de oiro, em duas palas, realçadas de preto; no 
segundo as dos Silvas — em campo de prata, um leão de purpura armado dazul ; no ter- ^ 
cairo as dos Abreus — em campo vermelho, cinco cotos de águia de oiro, direitos, em aspa; 
e no quarto quartel as dos Borges — em campo de sangue, um leão de oiro batalhante armado 
de preto, e uma bordadura de azul, semeada de dez flores de liz de oiro. 

BRAZÃO concedido ao 1.*» Barão d'Alvaiazere, por Alvará de 3 de Março de 1827. — (Regitt. na Cart. 
da Nobr. a fl. 184 v. do Liv. 8.) 



18 famílias titulares alv 




ALVES DE SÀ (Visconde). — João Maria Alves de Sá, 1.° Visconde de Alves de Sá, 
em sua vida; Par do Reino, por Carta Regia de 16 de Maio de 1874, de que prestou jura- 
mento e tomou posse na respectiva Gamara em Sessão de 8 de Janeiro de 1875 ; do Conse- 
lho de Sua Magestade Fidelissima ; Commendador da Ordem de Chrislo ; Bacharel formado 
em Direito, e Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça ; proprietário. Nasc. a 28 
de Março de 1806, e casou em 1840, com D. Engracia Daily Alves de Sá, que nasc. a 
29 de Junho de 1807 ; filha de Silvério Daily, negociante de grosso tracto da Praça do 
Commercio de Lisboa, e proprietário; e de sua mulher D. Maria Joaquina Martins Daily. 

1.0 D. Maria da Madre de Deos. — Nasc. a 6 de Dezembro de 1840. 

2." João Dally. • — Nasc. a 3 de Janeiro de 1841; Bacharel formado em Direito; Secretario 
Geral do Governo Civil do Districto de Santarém. 

3." D. Maria da Conceição. — Nasc. a 17 de Fevereiro de 1842, e m. a 19 de Setembro 
de 1844. 

4." Augusto Dally. — Nasc. a 23 d' Abril de 1844. 

5." D. Maria da Conceição. — Nasc. a 24 de Dezembro de 1846. 

6.0 Henrique Dally. — Nasc. a 16 de Maio de 1848; Bacharel formado em Direito; Advo- 
gado nos Auditórios de Lisboa ; Sócio da Associação dos Advogados da mesma cidade, 

7." Eduardo Dally. — Nasc. a 2 de Dezembro de 1849; Doutor na faculdade de Direito, 
Advogado perante os Auditórios de Lisboa, e Sócio da Associação dos Advogados da 
mesma cidade. 

SEUS PAES 

João Alves do Valle, proprietário, casado com D. F. . . . 

NB. O Visconde recusou-se a indicar os nomes e circumstancias de seus maiores. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 1, e Carta de 4 de Dezembro de 1869. — (Luiz I.) 



ALV 



E GRANDES DE PORTUGAL 



79 




ALVIELLA (Condessa). — D. Maria Anna Adelaide Damien, que nasc. a 7 de Fe- 
vereiro de 1793, e casou a 14 de Janeiro de 1818. 

VltJVA r>E 

Alberto José Goblet, 1.° Conde d'Alviella, em sua vida, súbdito Belga, Conde de 
Goblet, e Ministro de Estado dos Nogocios Estrangeiros na Bélgica, em 1833 ; Enviado Ex- 
traordinário e Ministro Plenipotenciário da Bélgica em differentes Cortes, havendo servido 
na de Portugal desde 1836 até quasi o fim de 1838 ; Tenente General do Exercito Belga ; 
Gran-Cruz da Ordem de S. Bento d'Aviz de Portugal; Commendador da Ordem de Leo- 
poldo da Bélgica ; Gran-Cruz da Ordem de Saxe Coburgo Gotha ; Gran-Cruz da Ordem do 
Mérito Civil da Saxonia ; Cavalleiro da 1." classe da Águia Vermelha da Prússia ; Gran-Cruz 
da Ordem de S. Miguel de Baviera ; Gran-Cruz da Ordem de Reinero de Oldemburgo ; 
Gran-Cruz da Ordem da Estreita Polar da Suécia; Commendador da Ordem da Legião 
de Honra de França; Cavalleiro de 2." Classe da Ordem de SanfAnna da Rússia; Ca- 
valleiro de 3." Classe da Ordem de Guilherme dos Paizes Baixos. Nasc. a 26 de Maio 
de 1790, e m. a ... de Maio de 1873. 

Luiz Francisco. — Conde de Goblet, e Membro da Gamara dos Representantes na Bélgica. Nasc. 
a 20 de Maio de 1823, e casou em 1844, com Carolina Amélia, Condessa de Auxy de 
Neufvilles, filha e herdeira de Carlos Eugénio, Conde de Auxy de Neufvilles, Conde 
de Watou, Camarista do Imperador d' Áustria, e de Felicidade Francisca, Baroneza de 
Beckenoau de Schore. 

Ignoro se teve mais descendentes. 



. CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de H, e Carta Regia de 21 de Junho de 1838. — (D. Maria 11. — Regist. no Arch. da 
T. do T., Mercêt de D. Maria II, liv. 8, fl. 240 v.) 



80 



famílias titulares 



ALV 




ALVITO (Marquez). — Dom José Lobo da Silveira Quaresma, 4.° Marquez d'Ahito, 
em sua vida, 10." Conde, e 15.° Barão d' Alvito áe juro para sempre, sem haver de re- 
querer Carta ou Licença Regia; Par do Reino por successão a seu Avô, o 3.° Marquez 
d' Alvito (Par por Carta de 30 d' Abril de 1826, de que prestou juramento e tomou po^se 
a 7 de Novembro do mesmo anno), de que prestou juramento e tomou posse na Camará 
dos Dignos Pares em Sessão de 1 de Março de 1861 ; Genlil-Homem da Camará d'El-Rei 
D. Luiz i; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, Gran- 
Cruz da Ordem da Coroa d'Italia ; abastado proprietário nos Districtos de Lisboa e de Beja ; 
succedeu na casa e titulo a sua Mãe, a 7 de Junho de 1858. Nasc. a 11 de Março de 1826 
e casou a 2 d'Outubro de 1848, com D. Marianna Luiza de Souza Coutinho, sua prima, 
1." filha dos 15.°' Condes de Redondo, que nasc. a 18 de Maio de 1821. — Sem geração. 

SEUS PAES 

D. Henriqueta Polycarpa José António Lobo da Silveira Quaresma, 9." Condessa e 
14." Baroneza d' Alvito, de juro e herdade para sempre. Succedeu na casa a seu Pae a 
3 de Março de 1844, e entrou nos titulos de Condessa e Baroneza d' Alvito a 26 de Junho 
de 1824. Nasc. a 26 de Janeiro de 1796, e m. a 7 de Junho de 1858, havendo casado a 
2 de Fevereiro de 1824 com António Luiz de Sousa Coutinho, Conde e Barão d'Alvito pelo 
seu casamento, e audorisado a usar d' este titulo por Decreto de 26 de Junho de 1844^; 
OíBcial-mór honorário da Casa Real (serviu de Éstribeiro-mór nos impedimentos de seu 
sogro o 3." Marquez d' Alvito; Moço Fidalgo com exercicio no Paço, accrescentado a Fi- 
dalgo Escudeiro (Alvará de 10 de Janeiro de 4824); que nasc. a 8 de Outubro de 1790, 
e m. a . . . ; 2.** filho dos 2.°' Marquezes de Borba. (V. Redondo). 



ALV 



E GRANDES DE PORTUGAL 



81 



1.° D. Eugenia. —Nasc. a 10 de Dezembro de 1824. 
2." Dom José Lobo. — Aclual 4.° Marquez d'Alvito. 
3. o Dom Fernando. — Nasc. a 7 de Maio de 1827, e 

nasc. a 30 de Novembro de 1850, e m. a 14 

Coelho e D. Maria das Dores. 

FILHOS 



casou com D. Francisca Coelho, que 
de Fevereiro de 1876, fdha de João 



l.° D. Henriqueta. — Nasc. a 5 de Setembro de 1872. 
2.'' Dom António. — Nasc. a 2 d'Outubro de 1873. 
3.0 Dom Manoel. — Nasc. a 8 de Fevereiro de 1873. 

4." D. Isabel. — Nasc. a 19 de Junho de 1828, em. a havendo casado a 29 de Se- 
tembro de 1839, com António Maria de Brito Pereira Pinto Guedes Pacheco (da Casa do 
Arco de Villa Real), Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores, lilho de João 
de Brito Pereira Pinto Guedes Pacheco, Fidalgo Cavalleiro da Casa Ueal, por successão 
a seus maiores, e de sua mulher D. Maria da Luz de Lacerda Caslello Branco, que 
nasc. a 3 d'Abril de 1794; ambos fallecidos. 



i 



•FILHOS 

1." João. — Nasc. a 13 de Junho de 1830; casou com D. Maria Gertrudes 
Pereira Forjaz, filha de Vital Pereira Forjaz, Fidalgo da Casa Real, e 
de sua mulher D. Maria Luiza d'Azevedo, 4." filha dos 2.o* Viscondes 
de Rio Secco. (V. Rio Secco.) 

2.° D. Henriqueta. — Nasc. em 1831. 

3.0 D. Maria da Luz. — Nasc. a 10 de Junho de 1832. 

4.° D. Eugenia. — Nasc. a 17 de Dezembro de 1836. 

5.0 D. Maria da Penha. — Nasc. a 11 de Novembro de 1863. 

6.0 António.. — Nasc. a 22 de Maio de 1869. 

5.0 Dom Manoel. — Nasc. a 17 de Novembro de 1829; casado com M.ei'e Adeline Georgeon, 
natural de França. 

FILHO 
Dom António. — Nasc. a 1 de Março de 1875. 

6.0 Dom Luiz. —Nasc. a 21 de Junho de 1832. 
7,0 D. Margarida. — Nasc. a 23 de Julho^de 1836. 

SEUS A. VÓS 

Dom José António Plácido Lobo da Silveira Quaresma, 3.° Marquez d' Alvito, em sua 
vida; 6.° Conde, e 12." Barão d'Alvilo, de juro e herdade (na forma da Lei Mental com 
dispensa d'ella, no que necessário for); Barão d' Alvito, de juro e herdade para sempre; 
16.° Sr. d'Alvito ; Par do Reino, por Carla Regia de 30 d'Abril de 1826, de que prestou 
juramento e tomou posse na respectiva Camará, em sessão de 7 de Novembro do mesmo 
anno ; Genlil-Homem da Camará da Rainha D. Maria i ; Estribeiro-mór do Sr. Rei D. Pe- 
dro IV ; Commendador de S. Thiago de Adeganhe, e de S. Martinho de Ruivães da Or- 
dem de Christo ; de Nossa Senhora da Repreza, e de S. Salvador de Santarém da Ordem 
de S. Thiago; Sr., por Mercê regia, da Quinta e Reguengo dos Calvos no Concelho de La- 
fões, e da Apresentação da Casa de Bragança; Provedor das Capellas do Sr. Rei D. Af- 
fonso IV. Nasc. a 5 d'Outubro de 1769, e m. a 3 de Março de 1844, havendo casado em 
primeiras núpcias a 27 de Janeiro de 1792, com D. Isabel Vicencia Ignez da Cunha e Lorena, 
que nasc. a 27 de Janeiro de 1744, e m. a 27 de Janeiro de 1831, 3." filha dos 6.°' Con- 
des de S. Vicente, Manoel Carlos da Cunha e Távora, e D. Luiza Caetana de Lorena, íilha 
do 3.° Duque de Cadaval Dom Jayme de Mello, e da Duqueza D. Henriqueta de Lorena. 
Passou a segundas núpcias a 2 de Fevereiro de 1832 com D. Maria Isabel da Silveira Sande 
e Vasconcellos, Dama da Ordem de Santa Isabel, e Dona da Camará da Rainha D. Cartola 
11 



82 famílias titulares ALV 

Joaquina (em cujo exercido acompanhou á Hespanha as Sr."' Infantas D. Maria Isabel, 
que foi Rainha de Hespanha, e D. Maria Francisca, que casou com o Serenissimo Sr. Infante 
de Hespanha D. Carlos), viuva de João Martinho d' Azevedo Coutinho de Montaury, Guarda- 
Roupa da Rainha D. Maria i ; Tenente-Coronel do Exercito, que nasc. a 5 de Novembro 
de 1783, e m. a . . . ; filha de Francisco Tinoco de Sande e Yasconcellos, e de sua mulher 
D. Maria Rosa da Silveira da Costa Pereira. 

1° Dom Fernando. — Foi o 7.° Conde, e 8.° Barão d'Alvilo. Nasc. a 3 de Outubro de 1793, 
e m. a 29 d'Agoslo de 1819, tendo sido casado com D. Rita de Noronha, que nasc. 
a 3 de Dezembro de 1786, e m. a. . .; 5.» filha dos 4.°* Marquezes d'Angeja. — Sem 
geração. (V. Angeja.) 
2.0 D. Henriqueta Polycarpa. — Foi a 9." Condessa, e 14.".Baroneza d'Alvito ; casou a 2 
de Fevereiro de 1824, com António Luiz de Souza Coutinho, Moço Fidalgo accrescen- 
tado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 10 de Janeiro de 1824); 2.° filho dos 2.°* Mar- 
quezes de Borba; 9.° Conde, e 14.° Barão d'AIvito, pelo seu casamento, auctorisado a 
usar d'estes titulos por Decreto de 26 de Junho de 1824. (V. acima, e Borba.) 
' 'd.° D. Maria da Graça. — Nasc. a 4 de Maio de 1802, e m. a . . ., havendo casado a 15 
d'Agosto de 1827 com António de Siqueira Freire de Souza Chichorro Abreu Cardozo 
Castro Calvos Cerniche, Moço Fidalgo com exercício no Paço (Alvará de 25 de Outu- 
bro de 182i), que nasc. a 2 de Setembro de 1803, e m. a 22 d'Agosto de 1831 ; 
filho primogénito de Ascenço de Siqueira Freire de Souza Chichorro Abreu Cardozo 
Castro Calvos Cerniche, do Conselho da Rainha D. Maria i ; Moço Fidalgo com exer- 
cício no Paço (Alvará de H d' Abril de 1775); Commendador de S.Vicente da Beira 
da Ordem de Christo ; Sr. do Solar de Cardozo, em S. Martinho dos Mouros, e dos 
Morgados de Christello e Bairro, e de outros em Elvas (instituídos por Gaspar de Se- 
queira e Vasconcellos) ; e de sua mulher D. Maria das Necessidades Figueiredo Cabral, 
4.» filha do 9." Sr. do Morgado de Otta, e 1." Sr. dos Maninhos da Covilhã; Alcaide- 
Mór da Certa e Pedrógão. — Com. geração. (V. Belmonte.) 
NB. Apesar de nos havermos directamente dirigido ao actual representante da Casa e Morgado 
de S. Martinho de Mouros, e dos outros Morgados, não obtivemos resposta. 

BISAVÓS 

Dom Fernando José Lobo da Silveira-Quaresma, 2.° Marquez d' Alvito, em sua vida; 
5.° Conde de Oriola, em sua vida; 11.° Barão, e 15.° Sr. d'Alvito, de juro e herdade 
para sempre; Gentil-Homem da Camará do Sr. Rei D. José i; Tenente-General do Exer- 
cito, e Commandante do Regimento de Cavallaria d^ Alcântara ; Commendador de S. Salva- 
dor de Santarém e de Nossa Senhora da Repreza, da Ordem de S. Thiago; de S. Martinho 
de Ruivães, e de S. Thiago d'Adeganhe na Ordem de Christo; Sr., por Mercê regia, da 
Quinta e Reguengo dos Calvos no Conselho de Lafões, e de vários Domínios que andavam 
na Casa de seus predecessores, como são indicados na ordem da successão, bem como de 
varias tenças impostas em diversas Casas Fiscaes do Estado, ou em Almoxarifados, Succedeu 
na Casa a seu Pae em 1 de Junho de 1773. Nasc. a 21 de Novembro de 1727, e m. a 19 d'Abril 
de 1778, tendo casado em primeiras núpcias a 18 de Fevereiro de 1753, com D. Anna Xavier 
d' Assis Mascarenhas, sua prima. Dama Camarista da Rainha D. Maria Anna Victoria, que 
nasc. a 2 de Dezembro de 1737, e m. em Julho de 1757; filha dos 3.°" Condes d'Obidos, 
D. Manoel de Assis Mascarenhas, e D. Helena de Lorena, filha dos 3.°' Marquezes d'Ale- 
grete Manoel Telles da Silva, e D. Eugenia de Lorena. Passou a segundas núpcias, a 21 de 
Dezembro de 1777, com D. Maria Barbara de Menezes, que nasc. a 13 de Fevereiro de 1751, 
e m. a . . ., 2." filha de Dom José de Menezes e Távora da Silveira e Castro, Gentil-Homem 
da Camará do Sr. Rei D. José i, e da Rainha D. Maria i; Sr. dos Morgados de Caparica 
e Patameira ; Commendador de Santa Maria de Vallada, da Ordem de Christo ; Governador 
da Torre Velha; e de sua mulher a Condessa de Rappach D. Luiza Gonzaga de Rappach, 



ALV 



E GRANDES DE PORTUGAL 



83 



natural de Vienna d'Austria, Dama Camarista da Rainha D. Maria Anna d'Austria, filha 
e herdeira de Carlos Adolpho, Conde de Rappach, Gentil-Homem da Camará da Imperatriz 
Rainha de Hungria, e da Condessa de Lamberg, D. Luiza Antónia de Lamberg. (Y. Vallada). 

i^iXjUo^ ido 1.» 3yn.A.TK,i2sd:oiTio 

1.0 D. Anna Lobo. — Nasc, a 5 d'Agosto de 1754, em. a . . . ; 3." mulher do 2." Marquez 
de Louriçal, o 6." Conde da Ericeira, D. Francisco Xavier Rafael de Menezes, do qual 
não houve geração. (V. Lumiares.) 

IFUjUOS ido 2.» l^JíL.T-JEiXJ^01<rX0 



2." Dom José António. — Foi o 3.° Marquez d'Alvito, em sua vida; 6.'^ Conde, c 12." Barão 
d' Alvito, de juro para sempre. (V. acima.) 

3." Dom Joaquim José. — Nasc. a 12 de Maio de 1772, cm. a. . ., na Prússia. Foi o 7." Conde 
d'Oriola, em sua vida {Carta de 5 d' Agosto de 1820, passada no Rio de Janeiro); Par 
do Reino por Carta Regia de 30 d'Abril de 1826, de que não tomou posse; Gentil 
Homem da Camará do Sr. D. João vi; Provedor da Casa da índia; Commendador da 
Ordem de Christo ; Enviado Extraordinário, e Ministro Plenipotenciário junto á Corte 
de Stockolmo, ao Congresso de Vienna, em 1815, e em Berlin; Embaixador Extraor- 
dinário em Paris, para assistir á Coroação de Carlos x Rei de França. Casou na Prús- 
sia, com D. Sophia Murray, natural de Gothinguen, filha de Carlos Murray. 

Ao Conde foi concedido posteriormente mais uma vida no titulo de Conde de 
Oriola, para se verificar em seu filho primogénito ; porém como o Conde se naturali- 
sasse no Reino da Prússia e ali houvesse sido Membro do Estado da Nobreza na As- 
sembléa da Província de Lussacia, aonde comprara as terras nobres de Walden, com 
vários privilégios senhoriaes, perdeu elle e seus descendentes a qualidade de súbditos 
portuguezes, e com' tal fundamento foi recusada a seu filho primogénito, Fernando José 
Lobo, a verificação da segunda vida no titulo de Conde de Oriola, que depois solicitara 
no Reinado da Rainha D, Maria ii. 



FILHOS 



1.0 D. 
2.0 D. 

3.0 D. 



, e m. a 18 de Janeiro de 1842. 

20 d'Abril de 1802; Major General do 



Fernando José. — Nasc. a 

Eduardo Augusto. — Nasc 
Exercito Prussiano. 

Affonso Henrique. — Foi Camarista d'El-Rei da Prússia ; Cavalleiro das 
Ordens da Águia Vermelha da Prússia, do Leão Neerlandez dos Paizes 
Baixos, da Estrella Polar, ou do Norte, da Suécia; condecorado com a 
Medalha For Borgerdaad da Noruega ; Secretario de Legação em varias 
Cortes; Ministro Residente da Prússia no Brazil, em 1851 ; Ministro Ple- 
nipotenciário da Prússia nas Cortes da Dinamarca, da Suécia, e na dos 
Paizes Baixos, em 1862; m. nos Paizes Baixos a 3 de Junho de 1863. 
4.0 Deodato Lobo. — Nasc. a . . ., e m. a 1 de Março de 1873; Sr. de Gogul 
e Kuohendorf, próximo a Grumberg, na Silesia. Casou a 10 de Novem- 
bro de 1852 com a Condessa de Lippe Weissenfed, D. Sophia, que nasc. 
a 21 de Setembro de 1827. — Sem geração. 
S.o D. LuizA Lobo. — Dama Camarista da actual Princeza da Prússia. 

Mathilde Lobo. — Casou com Carlos A. P. Barão de Werther, Conse- 
lheiro intimo; Camarista d'El-Rei da Prússia; Ministro Plenipotenciário 
da Prússia nas Cortes da Dinamarca, da Rússia e da Austria-Hungria, em 
1869. 
Todos os filhos e filhas do Conde de Oriola gozam, pelos usos e costumes 



6.0 D. 



NB. 



allemães, do titulo de Condes e Condessas d'Oriola. 

4.0 D. Maria Barbara. — Nasc. a 24 de Setembro de 1773, e m. na cidade d'Angra (Ilha 
Terceira), a 23 de Novembro de 1801, havendo casado a 2 de Maio de 1786 com 
Dom Lourenço José Boaventura, l.o Conde da Villa de Almada, Mestre-Sala da Casa 
Real, e Governador e Capitão General da Ilha Terceira. — Com geração. (V. Almada.) 

5.0 Fernando José. — Nasc. a 25 de Novembro de 1775, e m. a 2 de Dezembro de 1825. 
Foi Capitão de Cavallaria do Exercito, e deixando a vida militar, passou ao estado 
ecclesiastico, e foi Monsenhor Subdiacono da Santa Igreja Patriarchal. 

6.0 D. Thereza Lobo, — Nasc. a 5 de Julho de 177 . . . 



84 famílias titulares alv 



Dora José António Francisco Lobo da Silveira Quaresma, í." Marquez d'Alvito, em 
sua vida; 3.° Conde de Oriola, em sua vida, e 10." Barão d' Alvito, de juro e herdade para 
sempre; 14.° Sr. d'Alvito; Conselheiro d'Estado; Genlil-Homem da Gamara do Sr. liei 
D. José I ; Vedor da Fazenda da Repartição d' Africa ; Marechal do Exercito ; Presidente 
do Senado de Lisboa ; Coramendador das Coramendas acima mencionadas, e além dMsso 
teve mercê do Domínio perpetuo da herdade do Barrocal, com as Ires herdades a ella an- 
hexas chamadas do Mortal do Martinho e da Zambugeira, e da herdade da Amoreira e 
pomar da Gebeleceira, todas estas no termo e visinhanças da Cidade d'Evora, cujas her- 
dades ficaram unidas e vinculadas ao Morgado principal da Casa e Baronia d'Alvito para 
sempre, com a natureza de bens patrimoniaes fora da Lei mental, que com esta mercê foi 
dispensada (Carta de 18 de Junho de 1766. — Arch. da T. do T., Mercês de D. José I, 
IJv. 5, fl. 57Õ V.). Siiccedeu na Casa a seu Pae. Nasc. a . . ., e m. em Junho de 1773, 
havendo casado com D. Thereza d' Assis Mascarenhas, Dama Camarista, Aya do Serenís- 
simo Sr. Príncipe D. Pedro (lilho primogénito do Sr. Rei D. João v, "que m. de tenra 
idade); filha dos 2.°' Condes d'Obidos; m. em 1765 ou 66. 

1.0 Dom Vasco Lobo. — Foi o 4.° Conde de Oriola, c 9.° Barão d'Alvito ; casou com D. Ignez 
Margarida de Lencastr(\ que m. a 14 d'Agosto de 1748. 

2.° Fernando José. — Foi o 2." Marquez d'Alviio, 5.° Conde de Oriola, e 10." Barão d'Alvito. 
(V. acima.) 

3.° D. Maria José. — Nasc. a 8 de Dezembro de 1728. Foi Religiosa no Convento de Santo 
Alberto de Lisboa. 

4.0 Dom Francisco José. — Nasc. a 12 de Abril de 1730, e m. a 26 de Janeiro de 1752. 

5.° Manoel José. — Nasc. a 31 de Maio de 1731, c m. a 14 de Maio de 1806; Moço Fi- 
dalgo, accrescentado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 12 de Fevereiro de 1778). Foi 
Tenente-Gencral. 

6.0 D. Ignez Josefa. — Nasc. a 14 de Abril do 1733, c m. a . . . Casou a 18 de Julho de 
1751, com Bernardo de Almeida Castro e Noronha, Fidalgo da Casa Real ; Sr. de 
Ílhavo, Carvalhaes c Verdemilho ; Provedor da Casa da índia. 

FILHA UNIGA 

D. Joaquina d'Almada. — Casou com seu tio D. José Lobo. — Com geração. 

(V. acima.) 

7.0 D. Josefa Lobo. — Nasc. a 14 de Maio de 1734; m. de tenra edadc. 

8." José Joaquim. — Nasc. a 15 de Março de 1736; Moço Fidalgo, accrcscentado a Fidalgo 
Escudeiro ; Veador da Rainha D. Maria i, c do .seu Conselho ; Provedor-mór da Casa 
da índia ; Deputado da Mesa da Consciência e Ordens, e da Junta da Bulia da Cruzada ; 
que casou com sua sobrinha D. Joaquina d'Almada Castro e Noronha, 12.'' Sr." de Car- 
valhaes, Ílhavo e Verdemilho, e proprietária do Officio de Provedor-mór da Casa da 
índia. (V. Carvalhaes.) 

FILHOS 

1.0 Dom José Maria. — Nasc. a 5 de Fevereiro de 1779, c m. a 20 de Julho 
de 1854. Foi o l.o Conde de Carvalhaes; Par do Reino cm 1826; 
casou com D. Margarida Domingas José de Mello, que nasc. a 14 de 
Dezembro de 1779, em. a. . .; 7." filha dos l.os Marquezes de Sabu- 
goza. — Com geração. (V. Carvalhaes e Sabugosa.) 

2.0 D. Maria Anna. — Foi Commendadeira do Real Mosteiro de Santos; m. a 
30 de Novembro de 1826. Viuva de D. José da Costa, Capitão do Re- 
gimento de Cavallaria d'Alcantara, filho de D. João Manoel da Costa, 
e de D. Maria José de Mello, que depois de viuva foi Marqueza Aya. 
(V. Sabugosa e Carvalhaes.) 

9.0 DoM Francisco José. — Nasc. a 19 de Abril de 1737, e m. a 26 de Janeiro de 1752. 



I 



ALV E GRANDES DE PORTUGAL 85 



10. o D. Thereza de S. José. — Nasc. a 30 de Julho de 1738. Foi Religiosa no Convento do 
Santíssimo Coração de Jesus. 

NB. Para a ascendência da família Lobo de Alvito, recorra-se ás Memorias dos 
rrandes de Portugal, por D. António Caetano de Souza, a pag. 448. 

' CREAÇÃO DOS títulos 

ti.° Sr. de Oriola e Villa Nova d'Agijiar — Carta de 12 de Julho de 1419 era de 1381. — (D. João I.) 
."Sr. db Alvito e Ribeira de Nisa (Doação feita a Diogo Lopes Lobo) — Portaria de Maio do 1387 — 

(D. João I. — Regist. no Arch. da T. do T., Clianc. de D. João I, Liv. 8.", fl. 200.) 
Jarão da Villa d'Alvito, de juro e herdade para sempre, sem carecer de mais licença regia — Carta de 27 

d'Abril do 1475. — (D. Affonso V. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Àffonso Y, Liv. 30, 

fl. 66.) 
Elevado a Conde de Oriola em sua vida — Carta do 16 de Setembro [^de 1633, e Assentamento de 6 de 

Outubro do mesmo anno. — (D. João IV. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. João IV, 

Liv. 22, fl. 324.) 
Slevado a Marquez d'Alvito em sua vida — Portaria do 31 de Maio, e Carta de 4 de Junho de 17í56. — 

(D^ José 1. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. José I, Liv. 3, fl. 374.) 
Confirmado no 2." Marquez, e declarados os títulos de Barão d'Alvito e Conde d'Alvito, de juro e hdr- 

DADE, na forma da Lei Mental, com dispensa d^ella no que necessário fôr — Decreto de 13 de Maio, 

e Carta de 11 de Junho de 1788. — (D. Maria I. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de 

D. Maria I.) 

SNOVADO NA 9." CoNDESSA-BaRONEZA, E AUCTORISADO SEU MARIDO AnTONIO LuIZ DE SoUSA CoUTINHO A USAR 

DO TITULO DE CoNDE Barão d'Alvito — Docroto de 26 de Junho de 1824, c Carta de 28 de Janeiro 
de 184Õ. — (D. João VI. — Não tem registo no Archivo da .Torre do Tombo.) 

SSTRIBEIRO-MÓR NOS IMPEDIMENTOS DO PROPRIETÁRIO DO OfFICIO, GOZANDO DAS HONRAS DE OfFICIAL-MÓR DA CaSA 

— Decreto de 12 d'Abril de 1828> e Carta de 28 de JaDeiro de 1845. — (D. Pedro IV, Regência 
do Senhor Infante D. Miguel.) 

Ienovado no titulo DE 3." Marquez d'Alvito em sua vida, e Conde Barão d'Alvito, de juro e herdade 

— Decreto de 15 de Dezembro de 1861. — (D. Luiz I.) 

Official-mór Honorário da Casa Real — Decreto de 1 de Outubro de 1874, e Carta de 21 de Dezembro 
de 1876. — (D. Luiz I.) 

Esta farailia foi a primeira que em Portugal teve o titulo de Barão. 

Brasão cl'A.niiaí!! Em campo de prata cinco lobos pardos em aspa, armados de 

vermelho, tendo o escudo uma bordadura de azul com oito aspas de ouro. — Timbre — um dos 
lobos do escudo com uma aspa na espádua. 

A bordadura de azul 6 privativa dos Barões d'AIvito, descendentes do primeiro Sr. d'Alvito, Diogo 
Lopes Lobo, que es!es adoptaram, e de que não encontrámos diploma de autcorisação. 

D. João Lobo, Bispo de Tanger^ e que nos parece com boa razão, ser descendente dos primeiros 
membros d'csta nobre familia, usava do brazão d'armas primitivo dos Lobos — «Em campo de prata cinco 
lobos pardos postos em quina.» 

El-Roi D. Manoel ordenou que para maior nobreza e fidalguia, elle, e seus descendentes, usassem o 
escudo d'armas da seguinte maneira : 

«Em lugar do primeiro lobo dos cinco das ditas armas dos Lobos, um castello dos da orla e bordadura 
«da escudo das armas do Reino, í{ue é de ouro em campo vermelho. Dada na Villa de Thomar a 24 de 
«Junho de 1506.» (Arch. da T. do T., Liv. 5 dos Mislicos, fl. 8). 

Parecia-nos que para a Casa d'Alvito era mais honroso usar o escudo d'armns como dispoz El-Rei 
D. Manoel, do que com a bordadura do azul e aspas d'ouro, de que também vão usando, por abuso, pessoas 
do appcllido Lobo, que nenhum parentesco de consanguinidade ou de aífinidade tem com os Lobos d'Alvito. 

MERCÊS 

Baronia de ;^lvito 

D. AíTonso (V).... fasemos saber que considerando como ho doutor Johão Ferz. da Silveira do nosso 
conselho e escrivam que hora he da puridade, chanceller mor e vedor da fazenda do príncipe meu .... 
filho, ao q.* o nós com os d."* carregos demos.... nos tem feito mui.*"* e estremados serviços asy cm 
continuo c.xercicio da administração e regimento da justiça da nossa caza da sopricação de que por muitos 
tempos por nós foi regedor.... como cm muitas embaixadas em que ho mandamos per desvairadas partes 
do mundo aos padres santos Reys princepes e senhorios E asy môsmo nos sérvio grandemente r 



86 



famílias titulares 



AMP 



com muitos homens e despesa na tomada das nossas cidades de Tanjere e Villa d'Argilla Temos pr. 

bem c nos praz que todallas terras que hora elle de nós tem, as quaes elle ouve per dote e casamento 
de D. Maria de Souza sua m.^'' a quem a herança delias pertencia, sejam feitas baronia daqui em diante 

para sempre E asy m.™" queremos.... que elle se intitule e chame barão da villa cf Alvito que 

he a principal villa e cabeça das ditas terras. E asy mesmo a dita m.", . . . E dhy em diante todoUos 
seus ditos descendentes. . . • sem mais pêra ello nenhum delles averem de requerer outra carta nem li- 
cença Dada cm Portalegre 27 dÂbril de 147S. — (Archivo Nacional da Torre da Tombo, Chanc. 

de D. Affonso V. Livro 30 o fl. 66 v.) 

Conde de Oriola 

D. João IV faço saber.... que tendo respeito ás calidades, merecimentos ,e serviços de D. Luiz Lobo, 
Barão d'Alvito, e aos que ultimamente me fez no posto de Governador e Capitão General da cidade de 

Tangere Hei por bem de lh'a fazer (a mercê) em sua vida do titulo de Conde da sua villa de Ou- 

riola — Lisboa 16 de Setembro de 1653. — (Archivo Nacional da Torre do Tombo, Chane. de D. João IV, 
Livro 25 a fl. 63 v.J 




AMPARO (Viscondessa). — D. Henriqueta Christina Corrêa Henriques de Noronha, 
1.' Viscondessa do Amparo, 7." filha dos 1.°' Viscondes de Torre Bella. Nasc. a 14 de 
de Fevereiro de 1809, e casou a 16 de Novembro de 1843. 



VIUVA r>E 

Rodrigo Barba Alardo de Lencastre e Barros, seu primo, 1.° Visconde do Amparo, em 
sua vida; Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real (Alvará de 9 d' Agosto de 1825); 
Administrador dos vinculos do Amparo em Leiria, de Santo António da Ribeira de Litem, 
da Casa de Matreina, era Thomar, do d'Amoreira, do de Real e de Caldellas, em Braga ; 
13." Administrador do da Romeira em Santarém, instituído por Fernão Barba, e outros 
vinculos ; Tenente-Coronel do Regimento de Milícias de Leiria, que nasc. a 16 de Setembro 
de 1810, e m. a 24 d'Abril de 1865. 



AMP 



E GRANDES DE PORTUGAL 



87 



Emília Augusta. — Nasc. a 1 de Setembro de 18S0 e casou a 23 d'Abril de i863, com 
António d'Albuquerque do Amaral Cardozo, Fidalgo da Casa Real por successão a seus 
maiores, que nasc. a 16 d'Outubro de 1843; filho primogénito de António d'Albuquer- 
que do Amaral Cardozo, Sr. da Casa do Arco cm Vizeu, e dos vincules dos Coutos, 
Pindo, S. Francisco do Monte, Tourães, Taboza, Arcozello, Sernancelhe, Sendim e 
Barcos ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 22 de Agosto de 1823), por suc- 
cessão a seus maiores; que nasc, a 3 d' Abril de 1814. c m. a 7 de Março de 1859; e 
de sua mulher D. Anna Telles da Silva, que nasc. a 4 de Dezembro de 1825, 4." filha 
dos 5.°» Marquezes d'Alegrete. fV. Penalva.) 

FILHOS 

l.<» António D'ALBUQUEnQUE. — Nasc. a 11 de Março de 1866. 
2.*» Alfredo d'Albuquerque. — Nasc. a 25 d'Abril de 1872. 

NB. Ignoro se tem mais geração. 



\ 



SEXJS PAES 

Gonçalo Barba Alardo de Menezes Barros e Lencastre, Moço Fidalgo com exercício 
la Casa Real (Alvará de 23 de Setembro de i800); Alcaide-mór de Leiria ^; 12." Admi- 
listrador do Morgado da Romeira, em Santarém, e do Morgado instituído por Fernão Ro- 
Irigues Barba, o Mouco., de que era cabeça do dito Morgado a quinta do Sirol junto a 
^eiria, talvez hoje denominada Quinta do Amparo, a qual passou a seu sobrinho Ruy 
Jarba, irmão de seu 6.° Avô patei'no ; Administrador dos vínculos de Santo António da 
libeira de Litem, do d' Amoreira, e do de Real e Caldellas em Braga, da Capella de Garcia 
Barba, da Casa de Matreina, em Thomar, e outros; Tenente-Coronel aggregado ao Re- 
gimento de Milícias de Leiria ; Coronel do Regimento de Milícias de Braga, e antes 
Major de Cavallaría n.° 4 ; que nasc. a 10 de Agosto de 1783, e m. a 21 de Dezem- 
bro de 1848, havendo sido casado com D. Augusta Mathilde Pinto de Souza, que nasc. 
a 16 de Março de 1790, em. a 7 de Dezembro de 1855, 3." filha dos 1.°' Viscondes de 
Balsemão, com Grandeza, Luiz Pinto de Souza Coutinho, Gran-Cruz da Ordem de S. Bento 
d'Aviz, e Cavalleiro da insigne Ordem do Tosão de Oiro de Hespanha; Tenente General 
do Exercito ; Conselheiro d'Estado ; Ministro Plenipotenciário á Corte de Londres ; Ministro 
d'Estado dos Negócios Estrangeiros, Guerra, e Reino, que m. a 14 d'Abríl de 1803, e de 
sua segunda mulher a Viscondessa D. Catharina Michaela de Souza e Lencastre, que m. 
a 2 de Janeiro de 1824, filha de Francisco Filippe de Souza da Silva Alcoforado, Fidalgo 
da Casa Real e herdeiro da Casa de Villa Pouca em Guimarães, e de sua mulher D. Rosa 
Maria de Viterbo de Lencastre, filha dos 3.°" Viscondes d'Asseca, com Grandeza. (Y. Bal- 
semão, Torre Bella e Asseca). 

IPIXjHCOS 

1.0 Rodrigo Barba. — Foi o l." Visconde do Amparo. 

2.° Luiz Barba. — Moço Fidalgo da Casa Real (Alvará de 9 d'Agosto de 1825). 

NB. Recusou-se a prestar-nos informações acerca da sua pessoa e familia. 

3.0 Gonçalo Barba. — Fallecido. 

4.0 José Barba. — Fallecido. 

5.0 (B.) D. Júlia Pinto de Sousa. — Fallecida. 



1 A Alcaidaria-mór de Leiria, pertenceu, desde longos annos, e sem interrupção, a esta nobre família, que é das mais antigas 
do Reino ; todavia não foram elles os primeiros Alcaides- mures de Leiria, por quanto d'esta Alcaidaria teve mercê Fernando de 
Sousa, por Carta d'El-Rei D. Affonso v, datada de Coimbra a 20 de Setembro de 1445. 



famílias titulares aw 



SEXJS AVOS 

Rodrigo Rarba Corrêa Alardo de Pina e Lemos de Menezes, Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real (Alvará de 7 d' Abril de 1789); Alcaide-mór de Leiria; 11." Sr. do Morgado da 
Romeira cm Santarém, da Casa de Matreina em Thomar, da do Amparo em Leiria, c 
outros mais vínculos; Tenente-Coronel de Cavallaria do Regimento de Castello Rranco; 
que casou em 1781 com D. Maria Ignez Calharina de Lencastre e Rarros, Recolhida no 
Convento da Encarnação da Ordem d'Aviz, íilha e herdeira de Lopo de Rarros d'Almeida 
e Moura de Albuquerque, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real; Alcaide-m«r e Com- 
mendador do Cano na Ordem de S. Rento de Aviz; Sr. dos Morgados de Real e Amoreira, 
em Rraga, Santo António da Ribeira de Litem, e das Saboarias da Comarca de Portalegre; 
e de sua segunda mulher D. Joaquina Rosa de Lencastre Moscoso e Portugal, da Casa do 
Espirito Santo da Cavallaria, com a qual casou em Junho de 1750 ; filha de Gonçalo d'Al- 
meida de Sousa e Sá, 9.° Sr. da sobredita Casa, Donatário da Villa do Ranho, Alcaide-mór 
de Alfaiates, etc; e de sua mulher D. Anna^ Joaquina de Lencastre, que depois de viuva 
passou a segundas núpcias com João de Almeida e Mello, Tenenle-General do Exercito; 
Governador das Armas, e das Justiças da Relação. (Y. Claros, e Villa Nova do Souto 
d'El-Rei). 

1.0 Gonçalo Barba. — Foi o 12.° Morgado da Romeira e outros vínculos. Mofo Fidalgo, etc. 
fV. acima. ) 

2.° D. JoANNA DE Lencastre. — Casou com António Ferreira Ferrão Ilharco de Castello Branco, 
Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 6 d'Agosto de 1781), com honras do exercício 
no Paço, natural da Villa de Côa, e ali Sr. de Casa ; filho de José Ferreira Ferrão 
Castello Branco, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores. Ambos- já falle- 
cidos — Com geração. 

NB. Não podemos alcançar mais notícias com relação a esta descendência. 

Os Ferrões da Villa de Cêa são Fidalgos de geração ; a António Fernandes Ferrão de 
Castello Branco, Mestre de Campo, natural de Folgosas, termo da Villa de Côa, filho 
de André Ferrão de Castello Branco, foi conferido o foro de Fidalgo Cavalleiro, por 
Alvará de 29 de Dezembro de 1664, por haver defendido com grande \'alor, contra 
o Duque d'Ossuna, a Praça de Castello Rodrigo, de que era Governador. fLiv. 4.° da 
Matricula dos moradores da Casa Real, fl. 287 v., no Arch. da T. do T.J 

3." D. AnxNA Joaquina. — Nasc. a 10 de Maio de 1792, e m. a 12 de Abril de 18S1, ha- 
vendo casado a 20 de Setembro de 1811, com João da Fonseca Coutinho e Castro de 
Refoios, Fidalgo de Geração, e 1.° Visconde de Castello Branco. — Com geração. fV. Por- 
talegre e Tavira. J 

4." D. Joaquina de Lencastre. — Nasc. a 29 de Setembro de 1793, e casou a 26 de Janeiro 
de 1812 com seu primo Jorge deAvillez i Juzarte de Souza Tavares e Campos, Fidalgo 
Cavalleiro da (]asa Real (Alvará de 6 de Junlio de 1794); Moço Fidalgo com exercício 
no Paço, em attenção á qualidade e serviços de seus ascendentes (Alvará de 10 de 
Abril de 1821, passado no Rio de Janeiro. Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 2.° de 
Mercês de D. Maria II, fl. 96 v.); l." Conde de Avillez, e 1.° Visconde de Reguengo ; 
Par do Reino. — Com geração. (V. Avillez, Portalegre, Reguengo e Tavira.) 

BISAVÓS 

Gonçalo Rarba Corrêa Alardo de Pina e Lemos, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por 
successão a seus maiores (Alvará de 17 de Abril de 17 80); Alcaide-mór de Leiria; Sr. 
do Morgado da Romeira, e do de Matreina em Thomar, e outros ; Mestre de Campo de 
Auxiliares de Leiria. Casou a 26 de Julho dé 1751, com D. Anna Joaquina Lc^urença 
de Carvalho Camões e Menezes, filha de Thadeu Luiz Lopes de Carvalho Camões Fonseca 

I o verdadeiro cognome é Vellez. 






AMP 



E GRANDES DE PORTUGAL 



-89 



e Castro, Moço Fidalgo com exercício no Paço, por successão a seus maiores; Sr. de Aba- 
dim e Negrelios, e do Morgado da Camoeira ; Cavalleiro professo da Ordem de Chrislo ; 
e de sua mulher D. Francisca Roza Maria de Menezes, filha de Dom Francisco Furtado de 
Mendonça e Menezes, Sr. das Casas da Freiria e Argemil, e pelo seu casamento da Casa 
d'01iveira d'Azeraeis; Moço Fidalgo com exercicio no Paço, casado com D. Maria Luiza 
de Valladares e Amaral, herdeira da Casa d'Oliveii-a d' Azeméis, íilha de João de Valladares 
Carneiro, Fidalgo da Casa Real, e de D. Eugenia Margarida de Menezes, da Casa de 
Barbei ta. 

l.° Rodrigo Barba. — Fidalgo Escudeiro com iionras do exercicio no Paço, etc. CV. acima. J 

2." D. lOiXEB DE Vera Barba. — Nasc. a 27 de Junho de 1752, e casou com Bartbolomeu José 
Nu8P>s Cajdozo Gir-^ldes d» Andrade, do Conselho de Sua Magestade Fidelíssima ; Ues- 

• embargador do Paço ; Procurador Geral da Fazenda ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real 

(Alvará de li de Dezembro de 1750); Sr. da Casa e Morgado de Giraldes, de Idanha 
e Midões ; filho do Desembargador do Paço Fernando Affonso Giraldes, Conselheiro da 
Real Fazenda e também Fidalgo da Casa Real. — Com geração. (V. Graciosa.J 

3.° D. Maria Joanna Barba. — Nasc. a 16 de Setembro de 1758, e foi casada com Gaspar 
Cardozo de Carvalho da Fonseca e Vasconcellos, Fidalgo da Casa Real por successão 
a seus maiores ; Sr. do Prazo de Novaes, e dos Morgados do Pilar e Conceição, e 
do de Travanca ; Commendador na Ordem de Christo ; Provedor da antiga Companhia 
dos Vinhos do Alto Douro. 

FILHO 

José Cardoso — Primogénito, e successor da Casa e vincules acima referidos. 
Foi Coronel do Regimento de Infantaria n.<* 22. 

NB. Ignoro se deixou descendência, e se teve mais irmãos. 

4.° D. Francisca Rosa Barba. — Casou a 8 de Dezembro de 1778 com Jorge de Vellez Ju- 
zarte de Sousa Tavares e Campos, Fidalgo de Geração ; Coudel-mór da Comarca de 
Portalegre ; Sr. dos Morgados da Torre, Reguengo de S. Gregório, e Casas Novas no 
seu termo. — Com geração. (Y . Avillez, e Reguengo. J 

5." Luiz Barba Alardo. — Fidalgo da Casa Real ; do Conselho de El-Rei D. João vi ; Con- 
selheiro de Capa e Espada, do Consellio da Fazenda, no Rio de Janeiro ; Commen- 
dador da Ordem de Christo ; Brigadeiro do Exercito ; Governador da Capitania do Ceará 
(Decreto de 22 de Março de 1806), e depois Capitão-General e Governador de Matto 
Grosso em 1812. 

NB, Ignoro se teve descendência. 

6.0 D. Eugenia Barba. — Casou com Isidoro d' Almeida de Souza e Sá de Lencastre, Fidalgo 
de Geração ; 10." Sr. do Morgado do Espirito Santo, da Casa da Cavallaria ; Donatário 
da Villa do Banho ; Coronel de Cavallaria na primeira Plana da Corte, e Governador 
de Moçambique. fV. Ciar os. J 

7.*> José Joaquim Barba. — Foi Freire de Palmella da Ordem de S. Thiago, e Cónego Sub- 
diacono da Capella Real da Santa Basílica Patriarchal. 

8.«> D. Antónia Barba. — Casou com Pedro da Costa Fagundes Bacellar Pereira d'Antas e 
Menezes, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores ; natural e Alcaide-mór de 
Pinhel ; Sr. das Casas de Fagundes e Bacellar. — Com geração. 

NB. Não podemos alcançar esclarecimentos acerca d'esta familia. 
TERCEIROS AVOS 

Luiz Barba Corrêa Alardo de Pina e Lemos, Fidalgo da Casa Real, por successão a 
seus maiores; Alcaide-mór de Leiria ; Sr. dos Morgados da Romeira, e da Matreina (por 
morte de seu lio materno Nicolau de' Pina e Lemos) ; Capitão dMnfanteria do Exercito. 
Casou com D. Eugenia Isabel Angélica de Castro e Menezes Rangel, filha de Duarte Car- 
neiro de Carvalho Machado de Vasconcellos e Menezes Rangel, Fidalgo da Casa Real ; 
Sr. da Casa de Villa Boa de Quires ; Mestre de Campo de Auxifiares do Minho ; e de sua 
segunda mulher D. Clara de Vilhena e Castro, filha de Gonçalo Villela Pereira, Fidalgo 
da Casa Real ; Sr. da quinta de Sá, na villa de Amarante, e de D. Isabel de Queií-oz. 

12 



90 famílias titulares amp 



l.o Gonçalo Barba. — Primogénito. (V . acima. J 
2." Carlos Barba. — Foi Magistrado. 

NB. Ignoro se hoiíve mais geração. 

QXJAKTOS AVOS 

Ruy Barba Corrêa Alardo ; Fidalgo da Casa Real ; Alcaide-mór de Leiria ; Sr. do Mor- 
gado da Romeira, e pelo seu casamento da Casa de Matreina ; Mestre de Campo de Auxi- 
liares de Leiria ; casado com D. Joanna Isabel de Pina Manoel de Aragão, filha* de Verís- 
simo de Pina Marecos, e de D. Violante Maria de Aragão ; irmã e herdeira de Nicolau de 
Pina e Lemos, Sr. da Casa da Matreina, em Thomar, que m. sem deixar geração. 

1.° Luiz Barba. — Primogénito. (V. acima.) 

2." Pedro Barba. — M. sem geração. 

3." Martim Barba. — Casou com D. Maria Francisca Antónia Pereira da Silva, Sr." do Mor- 
gado de Caldellas, filha e herdeira de Sebastião Pereira da Silva, Sr. do referido 
Morgado, e de sua mulher D. Marianna de Proença Rego. 

FILHO 

João Pereira da Silva Barba. — Suceedeu na Casa a sua Mãe. Foi Bacharel 
formado em Cânones ; Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maio- 
res ; do Conselho de Sua Magestade ; Mestre de Campo dos Auxiliares 
de Leiria ; Governador e Capitão-General de Moçambique ; ó qual, sendo 
chamado ao Reino, antes de acabar o tempo do seu governo, m. na 
viagem. Casou em Gastella com D. Maria Joanna Maraver Guttierres de 
Tordoya Vargas Machuca e Silva, filha de D. José Gutierres La-Barrera 
e Tordoya Vargas Machuca e Silva, Sr. do Morgado de Villa Franca ; e 
de sua mulher D. Maria Paula Maraver da Silva Vera e Veiga. — Com 
geração. 

4.*> Garcia Barba. — Padre da Companhia de Jesus. 

5." D. Violante Manuel. — M. sem tomar estado. 

6.° D. Joanna Manuel. — M. sem tomar estado. 

7.° (B.) Fernão Mesquita. — Legitimado por El-Rei D. Pedro n. Foi Sargento-mór do Regi- 
mento de Infanteria de Campo Maior, e m. em Portalegre, onde havia casado com 
D. Josefa Florença d'Albuquerque, filha e herdeira de Fernão Pereira de Moraes, e de 
sua mulher D. Antónia Maria de Gomide de Froes. — Com geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 30 d'Agosto de 1853. — (D. Maria 11. — Não tem Carta nem Registo no Arch. 
da T. do T.J 

Brazã^o <l'A.x*mas. — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Bar- 
bas — em campo de prata uma cruz de preto florida e vasia, entre dois ramos de hera, que 
principiando no fundo do escudo, se vão estendendo em orla até se juntarem no meio do chefe ; 
no segundo, as armas dos Lencastres — que são as armas do Reino, com uma cotica negra em 
contrabanda, que passa por baixo do escudinho do meio ; no terceiro quartel as armas dos 
Barros, dos do concelho de Regalados, descendentes do nosso chronista João de Barros — em 
campo vermelho três bandas de prata, e sobre o campo nove estrellas de oiro, una no pri- 
meiro alto, três em cada um dos do meio, e duas no fundo do escudo ; e no quarto as armas 
dos Âlardos — em campo vermelho três flores de liz de oiro em roquete, com um crescente 
de prata no centro. 

BRAZAO de familia que adoptaram, e de que não achamos registo de concessão. 

A Pedro Barba de Mesquita, natural de Leiria, filho de Gonçalo Corrêa, e de Ignez de Vera Barba, se 
passou Alvará de Brazão d'Armas a 7 de Março de 1572, com os escudos de Barbas, Corroas, Mesquitas e 
Girões, como descendente de Ruy Barba. 



ANA 



E GUANDUS DE POIITIKÍAL 



91 




I 



ANADIA (Condessa). — D. Anna Maria Julianna de Moraes Sarmento, 4." Condessa 
d'Anadia, filha de Christovão Pedro de Moraes Sarmento, 1." Visconde e 1.° Barão da 
Torre de Moncorvo, em sua vida; e de sua segunda mulher a Viscondessa D. Carolina 
Guilhermina Jordan, com a qual casou em Londres a 23 de Maio de 1843 (V. Torre de 
Moncorvo). Nasc. em Londres a 10 de Fevereiro de 1844, e casou a 12 de Dezembro de 
1861. 

VIUVA r>E 

José Maria de Sá Pereira e Menezes Paes do Amaral d' Almeida e Vasconcellos Qui- 
fel Barbarino, 4." Conde d'Anadia, em verificação de vida concedida no mesmo titulo a 
sua mãe a 3.» Condessa d'Anadia, por Decreto de 31 d'Outubro de 1835; Official-mór 
Honorário da Casa Real; 12.° Sr. da Casa de Mangualde; 5.° Sr. do Morgado e Quinta 
d' Anadia, e dos Morgados de Monperres e Almeida ; 13.° Sr. da Casa de Sás em Con- 
deixa, e do Morgado do Sobreiro. Succedeu nas Casas de seu Pae a 29 de Maio de 1858, 
e na de sua Mãe a 13 de Dezembro de 1861. Nasc. a 4 de Marco de 1839, e m. a 10 de 
Julho de 1870. 

IPIXjHIOS 

1.» Manoel. — Nasc. a 2 de Outubro de 1862. 
2.° José. — Nasc. a 7 de Março de 1864. 
3." Carlos. — Nasc. a 3 d'Outubro de 1865. 



SEUS P>A.ES 



Manoel Paes de Sá do Amaral d'Almeida e Vasconcellos Quifel Barbarino, 3." Conde 
d' Anadia, pelo seu casamento (Autorisado a usar d' este titulo por Carta de 51 d' Agosto 



92 FAMÍLIAS TITULARES ANA 

de 1822) ; Moço Fidalgo com exercício no Paço (Alvará de 8 d' Outubro de 1802) ; Par 
do Reino, por Carta Regia de 30 d'Abril de 1826, de que prestou juramento e tomou posse 
a 31 d'Outubro do mesmo anno ; suspenso do exercício do Pariato, em consequência do 
Decreto com força de Lei de 28 de Maio de 1834, que considerou como resignando aquella 
honra, os Pares do Reino que praticaram quaesquer actos politicos que offendessem as 
disposições da Carta Constitucional que instituirá a Camará dos Dignos Pares, ou que 
d'algum modo contribuíram para sustar o Regimen Constitucional, estatuído pela mesma 
Carta (este Decreto foi revogado pelo Decreto com força de Lei de 23 de Maio de 
1851). Foi-lhe expedida nova Carla Regia de Par do Reino, em IS de Dezembro de 
1849, em virtude da qual prestou novo juramento e entrou no exercício do Pariato, em 
Sessão da Camará dos Dignos Pares de 7 de Janeiro de 1850 ; OíTicial-mór Honorário da 
Casa Real ; 10.° Sr. da Casa de Mangualde ; 4.° Sr. dos Morgados de Monperres e Al- 
meida; Sr. da Quinta e Morgado d'Anadia, e 5." Sr. Donatário da Abrunhosa e Villa 
Mendo ; Presidente da extincta Junta da Sereníssima Casa de Bragança ; Commendador da 
Ordem de Christo. Nasc. a 7 d'Abril de 1781, e m. a 29 de Maio de 1839, havendo 
casado a 23 de Maio de 1821, com sua sobrinha materna D. Maria Luiza de Sá Pereira 
de Menezes de Mello Souto Maior, 3.* Condessa d' Anadia, em sua vida; 2.° Viscondessa 
d'Alverca, em verificação de vida concedida no mesmo titulo a seu Pae, por Decreto de 
4 de Novembro de 1805 ; 3.^ Sr.* Donatária das Viilas d'Anadia e Alverca da Beira, e das 
Alcaidarias-móres de Monte-mór-o- Velho, e de Campo-Maior; Commendadeira das Commen- 
das de S. Pedro de Pinhel, e de S. Paulo de Maçãas, na Ordem de Christo, do bispado 
de Coimbra ; 12." Sr." da Casa de Sás em Condeixa ; 5." Sr." Donatária da Abrunhosa e 
Villa Mendo; 12." Sr." do Morgado de Sobreiro e outros; que nasc. a 28 d' Abril de 1801, 
e m. a 31 de Dezembro de 1861 ; filha dos 2.°' Condes da Anadia e 1." Visconde d' Al- 
verca. (V. ndiantey n^esic mesmo titulo, (l Linha materna-»). 

1.0 D. Maria Joanna. — Nasc. a 29 d'Agosto de 1822, c m. a 19 de Fevefeiro de 1842, ha- 
vendo casado a 15 de Janeiro de 1843, com o 4.° CJonde da Lo^eã, Doaa João José 
Lencastre de Basto Baharem. (V. Louzã). 

2.0 D. Maria Isabel. — Nasc. a 29 de Março de 1825, e m. a 7 de Dezembro de 1859. 

3.0 D. Maria da Gloria. — Nasc. a Í7 de Junho de 1826, e m. em Abril de 185... 

4." José Maria. — Foi o 4." Conde d'Anadia. (V. acima). 

Sk" Simão das <jhagas. — Nasc. a 6 d« Fevereiro âe 1841, e m. a 7 de Dezónbro de 1863, 
lendo casado com D. Carlota Amália de Moraes Sarmento, que nasc. a 15 d' Abril de 
1834; filha do 1.° Visconde e !.° Barão da Torre de Moncorvo, Christovão Pedro de 
Moraes Sarmento, e de sua primeira mulher a Baroneísa D. Carlota Amélia Jordan, 
que m. a 7 de Fevereiro de 1840. (V. Tarre de Moncorvo, e Moraes Sarmento). 

FILHOS 

1.0 D. Maria Luiza. —Nasc. a 24 d'Abril de 1863. 
■Sí-O D. Maria ■Cablota. — Nasc. a 4 de Março de 1864. 

6.0 D. Marfa das Dores. — Nasc. a 6 d'Agosto de 1842, e casou a 13 de Junlio de 1861, 
com Manoel d'Almeida è Vasoonoellos do Soveral de Carvalho da Maia Soares d'Al- 
bergaria, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; herdeiro do titulo de Barão de 
Mossamedes ', de juro e herdade, como filho ptimogenito 4os 8.** Condes da Lapa, 
em sua vida, e 3.°* Barões de Mossamede», de jwroe h«¥àade, ^e i^asc. a 4 de Junho 
de 1833. {V. Lapa). 

« O antigo celleíro de Mossamedes, no logar d'este nome, foi dado em dote a Ignez Martins, viuva de Affonso Martins de Fi- 
(íueiredo, a qual casou com Gonçalo Pires d'Alns€iaa, doaçSo qne foi confirmada pelo Sr. Rei D. João i a 17 de Maio de 1390 — 
Sro!, isto é anno de 1352, a João d'Almeida, Fidalgo da Casa do Infante D. Henrique, que casou com D. Isabel de Mello, viuva de 
Fernão Soares d' Albergaria, Sr. da Albergaria de S. Paulo da Ponte do Criz, que foi o 2.'> Donatário de Mossamedes. Este Re- 
guengo ou Couto, e a Quinta da Gavallarhi em Vílharigues, no antigo conceHjo de liafSes, ^0 o Solar dos Almeidas de Mossamedes, 
ou de Vouzella. Mossamedes está situado na freguezia de S. Miguel do Matto, do concelho de Vouzella, districto administrativo de 
Vfeen. 



ANA E GRANDES DE PORTUGAL 03 



I 



FILHA ÚNICA 
D. Maria Luiza. — Nasc. a 23 d'Abril de i864. 

SEU!S AVÓS 



Simão Paes do Amaral d'Almeida Quifel Barbarino, Moço Fidalgo "com exercício 
na Casa Real, por successão a seus maiores (Alvará de 12 de Fevereiro de i778) ; 
9." Sr. da Casa de Mangualde, e 3.* Sr. d' Abrunhosa e Villa Mendo, e peto seu casamento 
de vários Morgados. Casou com D. Isabel Luiza d'Almeida e Vasconcellos Quifel Barba- 
rino, Sr." dos Morgados de Monperres e Almeida, filha de Manoel Estevão d'Alraeida 
Vasconcellos Quifel Barbarino, Moço Fidalgo com exercício no Paço, por successão a seus 
maiores ; Conselheiro do Conselho Ulti-amarino ; Desembargador da Casa da Supplicação, 
com exercício na Relação e Casa do Porto ; Syndico do Hospital Real de Todos os Santos ; 
Alcaide-mór de Penedono, em sua tniia somente, e Cavalleiro professo na Ordem de 
Christo, que m. a 17 de Novembro de 1800; e de sua primeira mulher D. Caetana Eu- 
genia do Valle de Brito e Silva, filha de Matheus Martins do Valle Botelho, Cavalleiro da 
Ordem de Christo, e de sua mulher D. Escolástica d' Abreu. 

1." Miguel Paes. — Nasc. a 6 de Fevereiro de 17^7, e m. a 22 de Novembro de 1850; Moço 
Fidalgo com exercício na Casa Real {Alvará de 8 de Outubro de 1802); 4." Sr. de 
Abrunhosa e Villa Menflo, de que eia D(matario seu Av*6 paterno, Mifuei Paes do 
Amaral, em verificação de vida n'este senhorio ; 8." Sr. da Casa de Mangualde ; Com- 
mendador da Ordem de Christo ; condecorado com a Medalha Hespanhola pBla Batalha 
de Victoria (21 de lulho de 1813), e cora a Cruz das Campanhas da Guerra Peni«- 
sular; Tenenle-Corònel reformado de Gavallaria do Exercito, o qual succedeu nos Mor- 
gados e Casa de seu Avô materno Manoel Estevão de Almeida Vasconcellos QuiTel 
Barbarino, Conselheiro do Conselho Ultramarino ; Alcaide-môr de Penedono ; Desem- 
bargador da Casa da Supplicação, que m. a 17 de Novembro de 1800. Casou a i3 de 
Maio de 1810, com D. Maria Joanna de Saldanha Oliveira e Daun, que nasc. a 29 
de Agosto de 1792, e m. a 11 de Dezembro de 1867; 9.^ filha dos 1.°» Condes de 
Rio Maior, de quem não houve geração. (F. Alpedrinha e Rio Maior.) 

2." D. Mabia Joanna. — Nasc. a 13 de Dezembro de 1779, e m. a 16 d'AbrU de 1859; «en- 
decorada com a Estrella da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém, que casou a 
2 de Fevereiro de 1799, com seu primo José de Sá Pereira de Menezes, 2.* Conde 
da Anadia (Decreto no Rio.de Janeiro a 17 de Dezembro de 1808, e Carta de 23 
de Fevereiro de 1813); 1.° Visconde d'Alverca da Beira, em duas vidas (Decreto de 4 
de Novembro de 1805); Sr. Donatário e Alcaide-mór d'esla Villa, em verificação de 
vida, de que fora 1.» Sr,^ Donatária sua cunhada a Baroneza da Villa de Alverca; 
Alcaide-mór de Montemór-o-Velho ; Commendador de S. Pedro de Pinhel na Ordem de 
Christo, também em verificação de vida concedida á referida Baroneza sua cunhada; 
Commendador da Commenda das Hervagens na Ilha de S. Miguel, na Ordem de Christo ; 
Cavalleiro de Justiça da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém ; Enviado Extra- 
ordinário, e Ministro Plenipotenciário de Portugal em varias Cortes, e por muitos annos 
na de Nápoles. Nasc. a 11 de Dezembro de 1731, e m. a 3 de Março de 1813. Suc- 
cedeu na Casa de Condeixa e titulo d'Alverca, a seu irmão João António de Sá Pereira, 
1.0 Barão d'Alverca (Decreto de 21 de Março, e Carta de 22 de Abril de 1795); e no 
Condado d'Anadia a seu sobrinho João Rodrigues de Sá e Mello Menetes Seuto-Maior, 
1.° Conde (Carta de 22 de Dezembro de 1808), e 1.» Visconde da Anadia (€arta de 
8 de Maio de 1786). — Com geração. (V. adiante). 

3.° Manoel Paes. — Nasc. a 7 d'Abril de 1781. Foi o 3.° Conde d'Anadia, pelo seu casa- 
mento com sua sobrinha a Condessa d'Anadia, D. Maria Luiza de Sá Pereira de Me- 
nezes, 2." Viscondessa de Alverca ; Par do Heino. (V. acima.) 

4." Simão Paes. — Moço Fidalgo com exercício no Paço (Alvará de 8 de Outubro de 180^. 

* 

BISA.-VOS 

Miguel Paes do Amaral, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores ; Sr. da 
Casa de Mangualde, e 1." Sr. Donatário do Jogar d'Abrunhosa, com sua annexa de Villa 



94 famílias titulares ANA 

Mendo, para se erigir em Villa (Decreto de 5 de Julho de 1778); mercê feita em remu- 
neração dos serviços de seu Pae ; Cavalleiro professo da Ordem de Christo ; Juiz de Fora 
da Cidade de Coimbra. Casou em Setembro de 1749, com D. Joaquina Theodora de Sá 
Menezes, filtia de Manoel de Sá Pereira, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maio- 
res ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Mestre de Campo dos Auxiliares de Coimbra ; Sr. da 
Casa de Condeixa, e da Quinta da Anadia, próximo de Coimbra; e de sua segunda mulher 
D. Marianna Plácida de Menezes, filha de D. Francisco Furtado de Mendonça e Menezes ; 
Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Sr. das Casas 
da Freiria, e Argemil ; e de sua mulher D. Marianna Luiza de Valladares Amaral, herdeira 
da Casa d'01iveira d' Azeméis, filha de João de Valladares Carneiro, Fidalgo da Casa Real, 
e de D. Eugenia Margarida de Menezes, da Casa de Barbeita. 

1." Simão Paes do Amaral. — Primogénito. (V. acima.) 

2.° Bento Paes. — Natural da freguezia de S. Julião de Mangualde, Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real (Alvará de 12 de Fevereiro dt 1778). 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

Miguel Paes do Amaral, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores (Alvará 
de 9 de Fevereiro de 1696); Cavalleiro da Ordem de Christo; Sr. da Casa de Mangualde; 
Mestre de Campo dos Auxiliares da Comarca de Vizeu ; que m. a 29 d'Agosto de 1747, 
havendo prestado durante quarenta e dois annos e cinco mezes relevantes serviços na pro- 
vincia do Alemtejo, e na guerra da successão de Hespanha nos reinos de Gastella e Prin- 
cipado da Catalunha, bem como em differentes pontos do reino de Poilugal, e especial- 
mente nas praças de Almeida, Penamacor, Salvaterra e Segura. Casou com D. Maria 
Archangela de Castello Branco, sua prima, filha e herdeira de Diogo Marques Ferrão de 
Castello Branco, e de sua mulher D. Julianna Cardozo Amaral, filha de António Marques 
Pimentel, Sr. do Morgado de Canêdo, e de sua mulher D. Maria Cardoso do Amaral. 

1." Manuel de Sá Pereira» — Primogénito, que segue. 

2." D. Joanna. — Nasc. a 12 de Março de 1750, e casou com João de Sá Pereira Souto- 
Maior, Fidalgo da Casa Real ; Sr. da Casa de Condeixa ; Commendador da Redizima de 
Setúbal, da Ordem de S. Thiago, que m. a 7 d'Agosto de 1750.— Com geração. 
(V. adiante). 

QUAItTOS AVOS 

Simão Paes do Amaral, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores ; Sr. da 
Casa de Mangualde ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Capilão-mór d'Aziirara da Beira. 
Casou com D. Leonor Maria de Castello Branco Albuquerque, filha e herdeira de Manuel 
Vilhegas Cardoso, Fidalgo da Casa Real, Sr. do Morgado dos Coutos, e de sua mulher 
D. Maria d' Albuquerque Pacheco, filha e herdeira de Jeronymo Rebello d'Albuquerque, 
Alcaide-mór d'Ormuz. 

Miguel Paes do Amaral. — Primogénito. (V. acima). 
NB. Ignoro se houve mais descendência. 



[NA E GRANDES DE PORTUGAL 95 



LINHA MATERNA POR ONDE PROVÊM OS TÍTULOS A ESTA CASA 

QUARTOS AVÓS 



^H Manuel de Sa Pereira, Fidalgo da Casa Real, Sr. da Casa de Condeixa, e, pelo seu 
^geasamento, dos Morgados da Várzea, Louzã, Ponte e Quinta das Varandas em Coimbra ; 
casado com D. Luiza de Mello, sua tia, filha única e herdeira de Luiz de Mello, Fidalgo 
da Casa Real; Sr. dos Morgados da Várzea, Louzã, Ponte e Varandas; e de sua mulher 
D. Joanna de Mello e Sousa, filha e herdeira de Francisco de Mello de Cáceres, Fidalgo 
da Casa Real, e de sua mulher D. Maria Metello, filha de António Metello Cardoso. 

João de Sá Pereira. — Primogénito, que segue. 

TERCEIROS AVOS 

João de Sá Pereira Souto-Maior, Fidalgo da Casa Real ; Sr. da Casa de Condeixa 
e Quinta da Várzea ; Commendador da Redizima da Alfandega de Setúbal, da Ordem de 
S. Thiago; Provedor do Hospital de S. Lazaro de Coimbra; Mestre de Campo do Terço 
de Infanteria Auxiliar da Comarca de Coimbra. M. em Agosto de 1730, na idade de 89 
annos, na sua Quinta da Várzea, próximo de Coimbra, e foi casado com D. Joanna de 
Sá Coutinho Menezes Pereira d'Eça, sua prima, Sr.* do Prazo e Morgado do Sobreiro, filha 
de Heitor de Sá Pereira, Fidalgo da Casa Real; Sr. do Prazo e Morgado do Sobreiro; e 
de sua mulher D. Maria Coutinho d'Eça, filha de Diogo Corrêa Coutinho d'Eça, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real, e de sua mulher D. Ri-ites de Moraes, herdeira da Casa de Cha- 
quêda, filha de Salvador de Moraes, Sr. da dita Casa, e de sua mulher D. Maria Manso^ 
filha de João Manso, Sr. do grande Prazo da Appellação. 

Manuel de SA Pereira. — Primogénito, que segue. 
NB. Ignoro se houve mais geração. 

BISAVÓS 

Manoel de Sá Pereira, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores ; Sr. da 
Casa de Condeixa ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Mestre de Campo do Terço 'd'Infan- 
teria Auxiliar da Comarca de Coimbra (Patente de 24 d' Outubro de 1733), que m. em 1764; 
Foi casado com D. Marianna Plácida de Menezes, filha de D. Francisco Furtado de Men- 
donça e Menezes, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de 
Christo; Sr. da Rarca, Souto de Rebordões, Castello de Neiva, Torre de Magalhães e Leo- 
mil, Casas e Morgados de Argemil, Ferreiras e Antas; e de sua mulher D. Marianna Luiza 
de Valladares do Amaral, herdeira da Casa de Oliveira d'Azemeis, filha de João de Valla- 
dares Carneiro, Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Eugenia Margarida Machado 
de Menezes, da Casa de Rarbeita. 

i.o João António. — Nasc. a. . . e m. em 1804. Foi o l.° Barão d'Alverca em $ua vida 
(Decreto de 21 de Março de 1795); 1.° Sr. Donatorio da Villa d'Aiverca da Beira, na 
antiga Comarca de Trancoso, e Alcaide-mór da mesma Yilla, pelo teu casamento; Al- 



96 famílias titulares ANA 

caide-mór de Montemór-o-Velho ; Commendador de S. Pedro de Pinhel, da Ordem de 
Christo ; Marechal de Campo do Exercito. Foi Governador e Capitão General da Ilha da 
Madeira, e fez toda a campanha de 1762 no posto de Coronel de Infanteria. Casou com 
D. Luiza Maria Antónia de Moraes Sarmento Pimentel, 1.» Sr.« Donatária e Alcaide- 
mór da Villa de Alverca da Beira, no termo dê Trancoso, que o Sr. Rei D. José i 
erigiu em Villa, servindo-lhe de termo a respectiva freguezia, por Decreto e Portaria 
de 6 d'Abril de 1769 (Arch. da Secretaria de Estado dos Negocias do Reino), cujo Se- 
nhorio e Alcaidaria lhe fizera merco em remuneração dos serviços de seu Pae e de seu 
Avó, bem como da Alcaidaria-mór da Villa de Montemór-o-Velho, e da Commenda de 
S. Pedro de Pinhel da Ordem de Christo (Alvará de 22 de Fevereiro de 1783); filha 
única e herdeira de Balthasar de Moraes Sarmento Pimentel, natural do logar de Thui- 
zello em Vinhaes, Fidalgo Cavaileiro da Casa Real, por successão a seus maiores (Alvará 
de \0 de Março de 1708), casado com D. Leonor Líboria Bahia Monteiro Villas Boas, 
filha de Luiz Bahia Monteiro, Fidalgo da Casa Real, Brigadeiro reformado na primeira 
plana da Corte, o qual foi Governador do Rio de Janeiro em 1724, e casado com 
D. Antónia Bazilia Villas Boas. — Sem geração. 

NB. O titulo de Barão d'Alverca, foi-lhe conferido em meilioria dos serviços de seu Pae e de 
seu Avô, dos seus próprios, e dos de seu irmão, José de Sá Pereira de Menezes (que 
depois foi 2.° Conde d' Anadia e l.° Visconde d' Alverca), Ministro Plenipotenciário de 
Portugal em varias Cortes, que d'elles fizera cessão legal, a favor do dito seu irmão, 
como consta do documento annexo ao Decreto de 21 de Março de 1795. (Original no 
Archivo da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino.) 

S.** José António de Sã. — Nasc. a H de Dezembro de 1731, e m. a 3 de Março de 1813. 
Foi 2.0 Conde d' Anadia, em sua vida, e 1.° Visconde d'Alverca da Beira, em duas, 
vidas. Casou com D. Maria Joanna de Sá Menezes. — Com geração. (V. adiante.) 

3." D. Maria Antónia. — Nasc. a . . ., e m. em Lisboa a 14 de Fevereiro de 1779. Casou 
com seu primo Ayres de Sá e Mello, Moço Fidalgo com cxeícicio, accrescentado a Fi- 
dalgo Escudeiro (Alvará de 16 de Junho de 1734), de quem foi segunda mulher; Sr. 
do Prazo e Morgado d'Anadia, e natural da Quinta d' Anadia, bispado de Coimbra ; 
Sr. dos Morgados da Louzã e de Nossa Senhora do Livramento, em Coimbra ; Conse- 
lheiro do Conselho da Fazenda de Capa e Espada ; Ministro Plenipotenciário á Corte de 
Nápoles, Embaixador na de Madrid ; Secretario de Estado Adjunto ao Marquez de Pom- 
bal, e Secretario d'Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, no qual exercício 
falleceu a 10 de Maio de 1784, de avançada idade, terminando uma longa e gloriosa 
carreira, empregada com o mg^is distincto desempenho em serviço do Estado. (Gazeta 
de Lisboa, n.» 19, Suppl. 2.° de 1786). 

Ayres de Sá e Mello era filho de Lourenço Ayres de Sá e Mello, Fidalgo da Casa Real, 
Sr. da Casa d'Anadia, e Morgados da Louzã e Nossa Senhora do Salvador em Coim- 
bra; e de sua terceira mulher e prima D. Maria Ignez de Sá Pereira, filha de João 
de Sá Pereira, Fidalgo da Casa Real, Sr. da Casa de Condeixa, e da Quinta da Várzea ; 
Commendador da. Redizima da Alfandega de Setúbal, na Ordem de S. Thiago ; Mestre 
de Campo dos Auxiliares de Coimbra ; e de sua mulher e prima em segundo grau, D. 
Joanna de Sá Coutinho e Menezes, herdeira do Prazo e Morgado do Sobreiro. (V. acima). 

FILHO 

João Rodrigues de Sá. — Foi o 1." Conde d'Anadia (Decreto dp 17 de Dezembro 
de 1809), e i.» Visconde d'Anadia (Carta de 8 de Maio de 1786 ') ; Moço 
Fidalgo com exercido, accrescentado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 
14 de Fevereiro de 1786); 1.° Sr. Donatário da Villa d'Anadia, para o 
possuir, em sua vida, da mesma forma que o leve a Universidade de 
Coimbra ; Commendador de S. Paulo de Maçãs, no Bispado de Coimbra ; 
Alcaide-mór de Campo Maior, também em sua vida (Decreto de 24 de 

* D. Hariã i, Rainha, etc. Attendeodo ao bem que por espaço de -vinte e seis annos Me tem servido Ayres de Sá e Mello, nos 
empregos de Ministro Plenipotenciário em Nápoles, d'onde passou para Embaixador em Madrid; de Secretario d'Estado adjunto 
ao Marquez de Pombal, e de Secretario d'Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra; e de haver-lhe supplicado para sen 
filho João Rodrigues de Sá e Mello, as mercês com que Eu Me dignasse de attender aos ditos serviços, para um testemunho do 
que Me haviam sido gratos : Tendo consideração ao referido, e em rememoração dos sobreditos serviços : Hei por bem fazer mercê 
ao mesmo seu filho João Rodrigues de Sá e Mello, de Visconde da Anadia, com o Senhorio da dit» Villa, para o possuir na mesma 
forma que o tem a Universidade de Coimbra, da Commenda de S. Paulo de Maçãs da Ordem de Christo, no Bispado de Coimbra; 
e da Alcaidaria-mór de Campo-Maior, tudo em sua vida somente. E não sendo da Minha Real Intenção prejudicar a referida Uni- 
versidade, no que lhe pertence. Lhe deixo salvo o direito que lhe compete, para poder requerer na Minha Real Presença a com- 
pensação da sobredita Villa da Anadia, para Eu lhe deferir como for de justiça. Palácio de Nossa Senhora da Ajuda, em 24 de 
Abril de 1786 — Com a real firma. (Original no Arch. da Seeret. d'Eet. dos Ntg. do iíetno. Pa»aou-se Carta em 8 de Maio de 1786. 
Begist. no Arch. da T. do T., Chanc. da Bainha D. Maria I, Liv. 86, afl. 369.) 

NB. Contendo a Carta a omissão do Senhorio, Commendas, e o direito salvo de indemnisaçSo á Universidade, jalgámos a pro- 
pósito dar a integra do Decreto. — O auctor. 



AxNA E GRANDES DE PORTUGAL 97 



Abril de 1786); Conselheiro do Conselho da Fazenda de Capa e Espada; 

Ministro Plenipotenciário á Corte de Berlin ; Sócio livre da Academia 

Real das Sciencias de Lisboa; que m. a 30 de Dezembro de 1809, e foi 

casado com D. Maria Antónia de Carvalho Cortez de Vasconcellos, 61ha 

de Manoel António Cortez de Vasconcellos, Fidalgo da Casa Real, e Sr. do 

Morgado de Santa Eufemia. — Sem geração. (V. acima.) 

d.*» D. Joaquina Theodora. — Casou em Setembro de 1749 cora seu primo Miguel Paes do 

Amaral, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por successão a seus maiores ; Sr. da Casa 

de Mangualde e de Condeixa; 2.» Sr. d' Abrunhosa; Cavalleiro da Ordem de Christo; 

Mestre de Campo dos Auxiliares de Coimbra. — Com geração. {V. acima.) 

SEUS A. VÓS 

José António de Sá Pereira, nasc. a 11 de Dezembro de 1731, e m. a 3 de Março de 
1813. Foi 2.° Conde d'Anadia, em sua vida, e 1.° Visconde d'Alverca da Beira em duas 
vidas, em atlenção aos seus longos serviços na carreira diplomática, e aos serviços militares 
de seu irmão o 1.° Barão d'Alverca da Beira; 2.'' Sr. Donatário e Alcaide-mór da Villa 
d'Alverca; Alcaide-mór da Villa de Montemór-o-Velho ; Commendador de S. Pedro de 
Pinhel da Ordem de Christo, em verificação de vida concedida a sua cunhada a Baroneza 
d' Alverca, e bem assim nas duas Alcaidarias, e na dita Commenda de Pinhel para se verifi- 
car em filho ou filha (Alvará de 23 de Dezembro de 4 804, Decreto de 9 de Novembro de 
1805 e Carta de 18 de Maio de 1810); Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário 
de Portugal nos Paizes Baixos em 1750; em Missão Extraordinária á Corte de Vienna 
d'Austria, aonde residiu por espaço de quatro annos; transferido para a Corte de Nápoles, 
aonde permaneceu quarenta e quatro annos, sempre em eífectivo serviço do Estado ; Com- 
mendador da Commenda das Ilervagens na Ilha de S. Miguel na Ordem de Christo ; Ca- 
valleiro de Justiça da Ordem de S. João de Jerusalém ; Doutor na Faculdade de Cânones 
pela Universidade de Coimbra. Casou a 2 de Fevereiro de 1799, com D. Maria Joanna 
de Sá Menezes, condecorada com a Estreita da Ordem de S. João de Jerusalém, que nasc. 
a 13 de Dezembro de 1779, e m. a 16 d' Abril de 1859 ; 1." filha de Simão Paes do Ama- 
ral, Fidalgo da Casa Real; 10.° Sr. da Casa de Mangualde; 2." Sr. de Abrunhosa e Villa 
Mendo; e de sua mulher D. Luiza d' Almeida e Vasconcellos Quifel Barbarino, herdeira 
por sua mãe de vários vínculos ; filha de Manoel Estevão d' Almeida Vasconcellos Quifel 
Barbarino, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real; Conselheiro do Conselho Ultrama- 
rino ; Alcaide-mór de Penedono ; Desembargador da Casa da Supplicação, com exercício 
de Syndico do Hospital Real de Todos os Santos ; Auditor Geral que foi da Província da 
Beira, e Corregedor do Crime do Bairro do Rocio de Lisboa ; casado em primeiras núpcias 
com D. Caetana Eugenia do Valle de Brito e Silva, filha de Matheus Martins do Valle 
Botelho, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; e de D. Escholastica de 
Abreu ; e em segundas núpcias com D. Joanna do Amaral e Menezes, filha de Miguel Paes 
do Amaral, Sr. da Casa de Mangualde, e de D. Joaquina Theodora de Sá Menezes (V. acima), 
filha de João d'Almeida e Vasconcellos, Moço Fidalgo com exercício no Paço ; Capitão-mór 
d' Abrantes ; Sr. dos Morgados de Monperres, e Almeida; e de D. Isabel Luiza de Figuei- 
redo Quifel Barbarino, filha do Doutor Barlholomeu Quifel Barbarino, Conselheiro do Con- 
selho da Fazenda; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 10 de Fevereiro de 1687); 
Cavalleiro da Ordem de Christo; e de sua mulher e sobrinha D. Thereza de Figueiredo 
Quifel, filha de Manuel Rebello de Figueiredo, e de D. Catharina Maria Quifel, filha de 
Quifel, que foi lambem Pae do referido Doutor Bartholomeu Quifel Barbarino. 

1.° B. Maria Luiza. — Foi a 3.» Condessa d'Anadia, e 2.^ Viscondessa d'Alverca, em verifi- 
cação de vida concedida n'este titulo, e casou cora seu Tio Materno, Manoel Paes de 

13 



98 famílias titulares ANA 



Sá, 3.° Conde d' Anadia, pelo seu casamento, auctorisado a usar do titulo por Carta de 

31 do Agosto do 1822. — Com geração. {V. acima.) 
2.0 D. Maria José. — Nasc. a 20 de Setembro de 1804, e m. a 29 de Abril de 1837; Moça 

do Coro do Convento da Encarnação (Commeiídadeiras da Ordem de S. Bento d'Aviz) ; 

viuvai de José Maria Salema de Saldanha, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real. 

— Sem geração. 
3.° D. Maria Joanna, — Nasc. a H de Janeiro de 1807, e m. a 27 de Julho de 1831 no 

estado de solteira. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Visconde d'Anawa — Carta de 8 de Maio de 1786. — (D. Maria I. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. 
de D. Maria I, Liv. 8S, fl. 359 v.) 

Confirmação do Titulo — 12 de Novembro de 1805. — (D. Maria I, Regência do Príncipe D. João vi.) 

Elevado a Conde — Carta de 17 de Dezembro de 1808. — (D. Maria I, Regência do Príncipe D. João vi, 
no Rio de Janeiro. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 36 de Mercês de D. João VI a fl. 159.) 

Barão da Villa de Alverca — Decreto de 4, e Carta de 21 d'Abril de 1795. — (D. Maria I. — Regisí. 
no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Maria I, Liv. 31 o fl. 247.) 

Visconde da Villa de Alverca em duas vidas — Carta de 12 de Novembro de 1805. — (D. Maria I, Re- 
gência do Príncipe Regente D. João vi. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês do Príncipe Regente, 
Liv. 9 a fl. 383 v.) 

Elevado a Conde da Anadia — Decreto de 17 de Dezembro de 1812, e Carta de 23 de Fevereiro de 1813. 

— (D. Maria I, Regência do Príncipe D. João vi. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês do Prin- 
cipe Regente, Liv. 21, fl. 114, e Liv. 26, fl. 36 v.) 

2.* Viscondessa de Alverca, D. Maria Luiza, em verificação de vida — Carta de 15 de Junho de 1816. 

— (D. João VI, no Rio de Janeiro. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 36 de-Mercês de D, João VI, 
a fl. 159 V.) 

Mais uma vida no Titulo de 3.* Condessa da Anadia, para se verificar na 2.° Viscondessa de Alverca 
D. Maria Luiza. — Decreto de 17 de Dezembro de 1815 (no Rio de Janeiro), e Carta de 15 de Ju- 
nho de 1816. — (D. João VI. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. João VJ, Liv. 21, 
fl. 115 e 349 v.J 

3.° Conde da Anadia, Manoel Paes de Sá, «pelo seu casamento» com a Condessa do mesmo titulo — 
Carta de 31 de Agosto de 1822. — (B. Pedro IV. — Regist. no Arch. da T. da T., Chanc. de 
D. Pedro IV, Liv. 9, fl. 75.) 

Concessão de mais uma vida no tItulo, para se verificar em seu filho José Maria de Sá Pereira — De- 
creto de 12 de Fevereiro de 1855. — (D. Pedro V.) 

4.° Conde da Anadia, verificação da mercê supra — Carta de 31 de Outubro de 1855. — (D. Pedro V. — 
Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de fí. Pedro V, Liv. 7, fl. 81.) 

Senhor de Campo Maior, em sua vida — Decreto do 24 de Maio de 1786. — (D. Maria I.) 

Senhor de Arrunhosa e Villa Mendo — Decreto e Portaria de 3 de Julho de 1778. — (D. Maria I. — • 
Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria I, Liv. 4.", fl. 115.) 

Mais uma vida no Senhorio d'estas duas Villas — Decreto de 14, e Carta de 26 de Novembro de 1802. 

— (D. Maria I, Regência do Príncipe D. João vi.) 
Senhor da Villa de Alverca da Beira — 21 d'Abril de 1795. 

Mais uma vida n'este Senhorio — Alvará de 24 de Setembro de 1795. 

Verificação do Senhorio no 1.° Visconde de Alverca, por fallecimento de seo irmão o l." Barâo de 

Alverca — Alvará de 23 de Dezembro de 1804. 
Senhor da Villa de Alverca em mais duas vidas — Alvará de 23 de Dezembro de 1804, e Carta de 1 de 

Julho de 1805. 
Senhor da Villa da Anadia (João Rodrigues de Sá Mello), para o possuir na mesma forma que o teve a 

Universidade de Coimbra, mas em sua vida somente — Carta de 17 d' Abril de 1787. 

Brazão cl'Ai'mas. — Um escndo com as armas dos Sás — o campo enxaquetado de 
prata e azul, de seis peças em faxa, tendo no centro um pelourinho de prata (este significando 
talvez o Senhorio d' Alverca, ou os de Abrunhosa e Villa Mendo). — Timbre — meio búfalo de SUa CÔr, 
enxaquetado de prata, com uma argola nas ventas. 

ESCUDO adoptado por esta família, que procede de Paio Rodrigues de Sá, que viveu pelos annos de 
1300 no reinado de El-Reí D. Diniz, no Concelho de Lafões, pae de João Affonso de Sá, vassallo d'El-Reí 
D. Aífonso IV, progenitor dos Condes de Penaguião e Marquezes de Fontes e d' Abrantes, e de quem procedem 
também os Sás de Coimbra, Amoreira e outras casas nobres que ha d'este appellído. A adopção do pelou- 
rinho de prata talvez se effectuasse depois da concessão do Senhorio da Villa de Alverca da Beira, em 
1795, ou de Abrunhosa e Villa Mendo em 1778; todavia não encontramos registado diploma que auctorí- 
sasse símílhante alteração no escudo d'armas, nem o nome da pessoa d'esta família á qual assim fosse con- 
ferido. 



E GRANDES DE PORTUGAL 



99 




ANCEDE (Barão). — Henrique Soares, 2." Barão d'Ancede, em verificação de vida 
concedida no referido titulo a seu Pae, o 1.° Barão d'Ancede, por Decreto de 21 d'Abril de 
[1845; Moço Fidalgo com exercício, na Casa Real (Alvará de 17 Março de 1845); Par do 
Reino, por successâo a seu Pae (Par por Carta Regia de 3 de Maio de 1842), de c[ue 
prestou juramento e tomou posse na Camará dos Dignos Pares, em Sessão de 23 de Marco 
de 1857, competindo-lhe n'essa qualidade as honras de Grande do Reino, em virtude do 
Decreto com força de Lei de 28 de Setembro de 1855 ; Bacharel formado em Direito pela 
Universidade de Coimbra. Nasc. a 23 de Setembro de 1830. — Solteiro. 



SEUS PAES 

José Henriques Soares, natural da freguezia de S. Martinho de Soalhães; 1.° Barão 
d'Ancede, em duas vidas; Par do Reino, por Carta Regia de 3 de Maio de 1842, de que 
prestou juramento e tomou posse na respectiva Camará, em sessão de 24 de Julho de 1842, 
competindo-lhe n'essa qualidade as honras de Grande do Reino, em virtude do Decreto 
com força de Lei de 28 de Setembro de 1855; Commendador e Cavalleiro professo na Or- 
dem de Christo ; Sargento-mór de Brigada do Campo de Ordenanças da Cidade do Porto ; 
abastado proprietário e capitalista na mesma cidade. Prestou serviços pessoaes e pecu- 
niários de alguma valia á causa da Liberdade e do Throno Constitucional, durante o me- 
morável cerco d'aquella Cidade em 1832-33. Nasc. a 6 de Julho de 1785, e m. a 4 de 
Julho de 1853, havendo casado em primeiras núpcias, a 13 de Dezembro de 1812, com 
D. Thereza Delfina Carapeam, que nasc. a 13 d'Oulubro de 1779, e m. a 16 de Julho de 
1821; filha de João Baptista Campeam, negociante, natural de Génova (Reino d'Italia), 
e de sua mulher D. Maria do Carmo Campeara, natural da cidade do Porto. Passou a 
segundas núpcias, a 24 de Julho de 1826, com D. Anna Máxima de Lima Machado, que 
nasc. a 15 d'Abril de 1807, e m. a 15 d' Abril de 1873, filha de António José d' Araújo 
Lima, natural de Melgaço, e de sua mulher D. Anna Máxima Machado Lima, da cidade 
do Porto. 



100 famílias titulares anc 



1.0 João. — Nasc. a 21 de Janeiro de 1814, e m. a 19 de Março de 1815. 
2.0 D. Delfina. — Nasc. a 27 d'Outubro de 1814, e m. a 2 de Maio de 1833, havendo ca- 
sado a 2 d'Agosto de 1832 com João Machado, que m. a 7 d'Agosto de 1835. 

FILHO 

D. Emília. — Nasc. a 16 d'Abril de 1833, e m, a 13 de Setembro de 1835. 

3.° José. — Nasc. a 28 de Julho de 1816, e m. a 7 de Dezembro de 1839. 
4.° Henrique. — Nasc. a 23 de Fevereiro de 1818, e m. a 14 d' Agosto de 1819. 
5.° D. Adelaide. — Nasc. a 21 de Maio de 1819, e m. a 1 de Setembro de 1822. 
6.0 D. Carolina. — Nasc. a 16 de Maio de 1820, e m. a 23 de Dezembro de 1822. 

IFIXjUOS ido 2.0 IMI-A-TS-in^COIsnO 

7.0 D. Emília. — Nasc. a 1 de Maio de 1827, e m. a 8 de Março de 1867. 

8.° Frederico. — Nasc. a 8 de Maio de 1828, e m. a 5 de Fevereiro de 1834. 

9.0 Henrique. — Actual 2. o Barão. 

10. o Frederico. — Nasc. a 17 de Maio de 1834; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por suc- 
cessão a seus maiores ; Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa, e da Ordem da Rosa do Brazil ; Bacharel formado em Direito pela Universi- 
dade de Coimbra ; Official Maior ilo Governo Civil do Districto do Porto. Casou a 19 de 
Julho de 1855, com D. Clementina Emilia da Silva, que nasc. a 6 d'Agosto de 1829, 
e m. a 1 de Março de 1864 ; filha de José Joaquim da Silva, proprietário, e de sua 
mulher D. Maria Urbana da Silva. 

FILHO ÚNICO 

Alfredo. — Nasc. a 25 d'Outubro de 1864. 

11.0 Guilherme. — Nasc. a 31 d' Agosto de 1835, e m. a 16 de Outubro de 1835. 

12.0 Guilherme. — Nasc. a 18 de Setembro de 1836; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por 

successão a seus maiores ; proprietário. 
13.0 D. Anna. — Nasc. a 15 de Abril de 1838, e m. a 5 d'Abril de 1840, 
14.0 D, Camilla. — Nasc. a 1 d'Abril de 1842, e m. a 18 de Setembro de 1866. 
15.0 D, Amélia. — Nasc. a 20 de Julho de 1843, e m. a 27 de Novembro de 1850. 
16.0 D. Elisa. —Nasc. a 17 d'Abril de i846. 
17.0 D_ Maria. — Nasc. a 19 de Novembro de 1848. 

SEUS AVOS 

Joaquim José Soares, proprietário e Monteiro-mór do Concelho de Soalhães ; casado 
com D. Maria Margarida da Purificação e Silva, filha de António José da Silva Araújo, e 
de sua mulher D. Maria Thereza do Rosário. 

1." José Henriques. — Foi o i.o Barão d'Ancede. 

2.0 António Joaquim. — M. na cidade do Porto em 1833; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, 

a quem se passo» Brazão d'Armas por Alvará de 26 de Novembro de 1819. 
3.0 Manoel Joaquim. — M. em Londres em 1860; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, a quem se 

passou Brazão d'Armas por Alvará de 29 de Novembro de 1819. 
4.0 D. Maria. — M. em 1848 no estado de solteira. 
5.0 D. Anna, — M. em 1853 no estado de solteira. 
6.0 D. RozA. — M. em 1873 no estado de solteira. 

NB. Ignoramos se os irmãos do 1.° Barão, António Joaquim Soares e Manoel Joaquim Soares, foram 
casados e tiveram descendência. 

BISA.TOS 

José Soares da Matta, proprietário, casado com D. Maria Soares. 






AND 



E GRANDES DE PORTUGAL 



101 



» 



IFIXjUOS 

1." Bento Henriques. — Bacharel formado em Cânones, que m. era 1822. 
NB. Ignoramos se foi casado e teve descendência. 

2." José Joaquim. (V. acima.J 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 7 d'Outubro, e Carta de i2 de Dezembro de 1842. — (D. Maria 11. — Regist. no 

Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. 21, fl. 174 v.) 
Concessão de mais uma vida no Titulo — Decreto de 18 d'Abril de 1845. 
Verificação no 2.° Barão — Decreto de 18 e Carta de 21 de Abril de 1845. — (D. Maria II. — Regist. 

no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. 26, fl. 155 v.) 
Honras de Grandeza concedidas aos Membros da Camará dos Pares — Carta de 14 de Junho de 1842.' — 

(D. Maria II. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II. Liv. 18, fl. 35.) 

Bx*a.2êlo d' Armas. — Um escudo em pala ; na primeira as armas dos Soares d'Al- 
bergaria i — em campo de prata uma cruz vermelha florida e vasia, orla de prata prefílada 
de negro, com oito escudetes das armas do reino ; na segunda pala as armas dos Araujos de 
Portugal 2 — em campo de prata uma aspa azul carregada de cinco besantes de oiro. Por diffe- 
rença uma brica azul com um farpão de oiro. 

BRAZÃO concedido a José Henriques Soares, Cavalleiro professo na Ordem de Christo (Foi 1.° Barão 
d'Ancede) por Alvará de 16 de Junho de 1813. (Regist. no Cartório da Nobreza, Liv. 7 a fl. 276). 

O brazão d'armas dos irmãos acima referidos, differe d'este quanto á segunda pala, que indica o escudo 
dos Silvas. 



I 




ANDALUZ (Visconde). — António Júlio de Santa Martha do Vadre da Mesquita e 
Mello, 3." Visconde de Andaluz, em sua vida, e em verificação de vida concedida no re- 
ferido titulo a seu Pae o 2." Visconde de Andaluz, por Decreto de 23 de Março de 1852; 



• Os Soares d'Albergaria descendem de Paio Delgado, que fandou uma Albergaria, na qual instituiu vinculo, na egreja de 
S. Bartholomeu de Lisboa. Seu bisneto, Soeiro Fernandes Soares, ajuntou ao appellido patronímico o nome de M^rgaria, allasivo 
ao vinculo ; e assim tem continuado na sua descendência este appellido de Soares d' Albergaria. 

í Os Araujos de Portugal descendem de Pedro Annes d' Araújo, filho de Vasco Rodrigues d' Araújo, Sr. das terras e castello 
d' Araújo em Galliza, que passou a Portugal em tempo do Sr. Rei D. Fernando i, e lhe deram por brazio o que acima se refere. 

O brazão dos Araujos de Galliza differe tot«lmente d'aquelle. 



102 famílias titulares and 



Fidalgo da Casa Real, por successSo a seus maiores ; Secretario Geral do Governo Civil do 
Dislricto do Funchal, desde 1 de Julho de 1863, até 4 de Setembro de 1869, em que foi 
elevado a Governador Civil do mesmo Districto; Bacharel formado em Direito, e abastado 
proprietário no Districto de Santarém. Nasc. a 12 d' Abril de 1833, e casou em 1869, com 
D. Anna Joaquina Figueira, que nasc. a 10 d'Abril de 1852, íilha dos 1.°' Barões da Con- 
ceição. (Y. Conceição.) 

1.0 D. Maria Isabel. — Nasc. a 25 do Janeiro de 1870. 
2.0 D. Eugenia. — Nasc. a 13 de Outubro de 1873. 
3.0 D. Elisa. —Nasc. a 12 de Fevereiro de 1877. 

SEUS PAES 

Joaquim José dos Martyres de Santa Martha do Vadre da Mesquita e Mello, 2." Vis- 
conde de Andaluz, em duas vidas; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus 
maiores (Alvará de 50 d' Agosto de 1816); Deputado da Nação na Legislatura de 1851 a 
1852, que foi a oitava depois do restabelecimento do regimen constitucional sob o reinado 
da Rainha D. Maria ii. Nasc. a 28 de Outubro de 1806, e m. a 4 de Janeiro de 1868, 
havendo casado a 29 de Dezembro de 1824, com D. Maria de Jesus de Souza Bello Lobo 
da Motta Pereira, a qual nasc. a 1 de Janeiro de 1810, e m. a 24 de Março de 1863; filha 
de António Franco de Souza Bello, e de sua mulher D. Leocadia Carolina Lobo da Motta 
Pereira. Passou a segundas núpcias com D. Maria da Conceição da Silva Vouga, filha de 
Constantino Vouga, abastado proprietário em Alcanede, que m. em Agosto de 1876, e de 
sua mulher D. F... 

A Viscondessa passou também a segundas núpcias com Manuel José de Mello, Capitão 
de Artilheria do Exercito, OíBcial ás ordens de Él-Rei Dom Luiz i, e filho do segundo 
matrimonio dos 9."' Condes de S. Lourenço. (V. Sabugosa.) 

A Sr.° D. Maria da Conceição Silva Vouga, perdeu o direito a usar do titulo do seu 
primeiro marido, por não ter Alvará de confirmação do titulo e honras de Viscondessa de 
Andaluz, sem embargo de haver passado a segundas núpcias, como é de uso e estylo da 
Corte, observado "com senhoras titulares viuvas, em caso idêntico, cujos litulos lhes pro- 
vieram de seus maridos, e mudaram de estado. 

O Visconde succedeu no titulo a sua tia a 1.° Viscondessa de Andaluz, a qual por 
termo de 30 de Janeiro de 1840, cedera em seu sobrinho a remuneração dos serviços de- 
cretados a seu marido o 1.° Visconde. (V. adiante.) 

1." D. Maria José. — Nasc. a 19 de Novembro de 1827, e casou na Quinta das Cumeiras 
(Pernes), a 6 de Fevereiro de 1853, com Agostinho Maria da Gosta Macedo, Fidalgo 
da Casa Real, por successão a seus maiores; proprietário na Gollegã; filho de Joa- 
quim José da Costa Macedo, do Conselho de Sua Magestade Fidelíssima ; Commeada- 
dor da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Ofllcial da Ordem do 
Cruzeiro do Brazil ; Commendador da Ordem de Gustavo Vaza, da Suécia ; Sócio c 
Secretario da Academia Real das Scioncias de Lisboa, e de outras Academias e So- 
ciedades litterarias estrangeiras, que m. na Gollegã a 15 de Março de 1867 ; e de 
sua mulher D. Thereza Germana da Fonseca, que m. em Lisboa a 16 de Setembro de 
1863. 

FILHOS 

1.° Joaquim Maria. — Nasc. a 5 de Março de 1856. 
2." António. — Nasc. a 22 de Julho de 1868. 



AND 



E GRANDES DE PORTUGAL 



103 



2° José Germano. — Nasc. a 29 de Dezembro de 1829. Totalmente cego, cedeu por esta 
circumstancia o direito á administração da Casa e Morgados, em seu irmão terceiro 
genito, actual Visconde, por escriptura publica de 23 de Janeiro de 1831, celebrada 
em Lisboa. 

3.<* Francísco Xavier. — Nasc. a 26 de Janeiro do 1831, e m. a 28 de Março de 1851. 

4.0 António Júlio. — Actual Visconde. 

5." D. Maria da Conceição. — Nasc. a 8 de Dezembro de 1834, c m. a 12 de Novembro 
de 1849. 

6." D. Maria Thereza. — Nasc. a 10 de Fevereiro de 1837. e casou a 30 de Maio de 1858; 
viuva dí Ignacio Xavier de Figueiredo Oriol Pena, Fidalgo da Casa Real, por succes- 
são a seus maiores, administrador de vínculos, e abastado proprietário em Torres Novas, 
que m. a 19 de Maio de 1876. 

FILHOS 

1." Joaquim Xavier. — Nasc. a 19 de Junho de 1859. 
2." Francisco Xavier. — Nasc. a 18 de Dezembro de 1861. 
3." D. Maria de Jesus. — Nasc. a 10 de Novembro de 1864. 
4.° D. Maria José. — Nasc. a 30 d'AgostO'de 1867, e m. a 14 de Novembro 
de 1872. 

7." D. Maria Carlota. — Nascia 6 de Fevereiro de 1838, e m. a 15 d'Outubro de 1856. 
8.0 João Maria. —Nasc. a 20 d'Abril de 1844, e m. a 23 de Junho de 1872. 
9.° Ignacio Augusto. — Nasc. a 15 de Junho de 1847. 
10." Joaquim Eduardo. — Nasc. a 6 d'Abril de 1856. 

SEUS AVÓS 

José Germano Santa Marlha Mesquita e Mello, natural das Cumeiras, freguezia de 
Es. Vicente do Paul, termo de Santarém; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; Desembargador 
dos Aggravos da Casa da Supplicação, e antes Desembargador da Relação e Casa do 
Porto; Cavalleiro Professo na Ordem de Christo, que casou a 24 de Janeiro de 1804, 
com D. Antónia do Vadre d'Almeida Caslello Branco, Açafata do quarto do Principe da 
Beira. 

1." D. Maria Carlota. — Nasc. a 2 de Julho de 1805, e casou a 17 d'Outubro de 1825, com 
José Maria Rapozo de Andrade Souza Alte Espargosa, que nasc. a 8 de Janeiro de 
1768, e m. a 16 de Maio de 1842; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão 
a seus maiores; Tenente da Guarda Real AUemã (Archeiros); Commendador da Ordem 
de Christo ; Administrador, por successão a sua Mãe D. Isabel Juliana Maria Paula 
Rangel d' Albuquerque, herdeira dos vínculos de Espargosa e de Alte, que se dizem 
instituídos em 1543 e em 1356, e por successão a seu Pae Clemente Joaquim Raposo 
d' Andrade, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 4 de Maio de 1734J, do vin- 
culo de Raposo, que também se diz instituído em 1765. 



FILHOS 

1.0 António Maria. — Nasc. a 15 de Agosto de 1828, e m. a 23 de Julho de 
1848, tendo casado a 17 de Agosto de 1846, com D. Guilhermina Ade- 
laide Brandão e Sousa, que nasc. a 16 de Janeiro de. . ., e m. a 31 
de Dezembro de 1846, 2.» filha dos 1.°* Barões da Folgosa, Jeronymo 
d'Almeída Brandão e Sousa, do Conselho da Rainha D. Maria ii, e Co- 
ronel do Regimento de Artilheria Nacional de Lisboa, e de sua mulher 
D. Maria Joaquina da Rocha e Castro, ambos já fallecidos. fV. Geraz 
de Lima.) 

2." D. Maria Antónia. — Nasc. a 25 de Dezembro de 1826. Actual Marqueza 
de Angeja, e 3.^ Condessa de Peniche. 

3.0 Francisco de Paula. — Nasc. a 26 de Novembro de 1830. Fidalgo da Casa 
JReal, por successão a seus maiores; serviu de Tenente da Guarda Real 
dos Archeiros, de que pediu a exoneração. Casou com D. Maria Beiíe- 
dicta Pereira Palha de Faria Lacerda, filha de José Pereira Palha de 
Faria Guião, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real {Alvará de 21 de Novem- 
bro de 1815) ; Desembargador da Casa da Supplicação ; e de sua mulher 
D. Maria do Carmo de Faria de Lacerda. 



104 famílias titulares and 



FILHOS 

1.0 José Maria. — Nasc. a 21 de Julho de 18S0, e m. a 23 de 

Dezembro de 1856. 
2.0 António Maria. — Nasc. a 24 de Janeiro de 18S2. 
3.° João Carlos. — Nasc. a 26 de Oatubro de 1854, e m. a 27 

de Agosto de 1857. 
4.'» D. Maria do Carmo. Nasc. a 24 de Fevereiro de 1857. 
5.0 Bernardim Raposo. — Nasc. a 28 de Abril de 1859, 

4.0 D. Maria Isabel. — Nasc. a 27 de Janeiro de 1833, e casou em 1853 com 
4.0 Visconde de Fonte Arcada, com Grandeza. — Sem geração. (V. Fonte 
Areada.) 

2.0 D. Maria da Visitação. — Actual Commendadeira-mór do Convento da Encarnação, da Or- 
dem de S. Bento d'Aviz. 

3.0 D. Maria da Conceição. — M. em Lisboa, em 1875; viuva de José de Mattos Góes Cau- 
pers, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores ; Tenente da Guarda Real 
(Portugueza) de Archeiros. 

BISAVÓS 

Joaquim António de Carvallio Santa Martha Mesquita e Mello, Fidalgo da Casa Real ; 
Desembargador da Casa da Supplicação, com exercido na Relação e Casa do Porto ; Juiz 
Conservador da Universidade de Coimbra, casado com D. Luiza Leocadia de Mesquita Al- 
coforado d'Almada e Mello, filha de Luiz de Mesquita Alcoforado d'Almada e Mello, Fidalgo 
da Casa Real, e de sua mulher D. Maria Ludovica Coutinho da Maia, natural de Peniche, 
filho do Capitão de marinha mercante José Coutinho, casado com D. Catharina Franco.. 

1.0 José Germano. — Desembargador da Casa da Supplicação, que casou com D. Antónia do 

Vadre d' Almeida Castello Branco, Açafata do quarto do Príncipe da Beira. — Com 

geração. (F. acima.) 
2.0 Miguel d'Almada. — Foi Bacharel formado em Cânones, e Magistrado; Capitão-mór das Villas 

de Alcanede e Pernes ; Cavalleiro da Ordem de Christo (Decreto de 20 de Agosto de 

1821). 

NB. Ignoro se foram casados e tiveram geração, e bem assim se houve mais descendência. 
TERCEIROS A.VOS 

Domingos de Carvalho, proprietário, casado com D. Thereza Maria de Jesus. 

Joaquim AntonIo. — Foi Desembargador da Casa da Supplicação, etc. Casou com D. Luiza 
Leocadia de Mesquita Alcoforado d'Almada e Mello. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 



LINHA MATERNA POR ONDE PROVÉM O TITULO 

António Luiz de Mariz Sarmento, 1." Visconde de Andaluz, em sua vida, e 1." Barão 
do mesmo titulo, também em sua vida; do Conselho d'El-Rei D. João vi, e seu Guarda- 
roupa; Secretario da Casa e Estado do Infantado; Commendador das Ordens de Nossa 
Senhora da Conceição, da de S. Bento d'Aviz, e da antiga Ordem Militar da Torre Espada ; 
Commendador do Forno da Porta do Sol, da Ordem de S. Thiago da Espada ; Tenente 



AND E GRANDES DE PORTUGAL 105 

General do Exercito, e Governador da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro ; filho de Fran- 
cisco Manoel de Mariz Sarmento, que foi Guarda-Roupa e Porteiro da Real Gamara; e de 
sua mulher D. Anna ApoUonia de Vilhena Coutinho. Nasc. a 14 de Junho de 1745, e m. 
a 24 de Junho de 1821 ; foi casado com D. Maria Barbara do Vadre d'Almeida Castello 
Branco, Açafata da Sereníssima Princeza do Brazil, e depois da Rainha D. Carlota Joa- 
(|uina, cujo exercício largou para casar ; nasc. a 1 de Novembro de 1763, e m. a . . . 

— Sem geração nem ascendentes. 

Esta senhora teve uma pensão vitalícia de 200^000 réis annuaes, imposta no rendi- 
mento da Obra Pia, e era filha de José António do Vadre Vieira de Almeida, thesoureiro 
da Casa da Moeda, e de sua mulher D. Anna Joaquina de Castello Branco. 

A Viscondessa fez cedência dos seus serviços, como Açafata, e dos serviços de seu 
larido, ainda não remunerados, em seu sobrinho Joaquim José dos Martyrcs de Santa 
larlha Mesquita e Mello, por termo feito na data de 30 de Janeiro de 1840. Em remu- 
ieração d'estes serviços, e dos serviços próprios do predicto Joaquim José dos Martyres 
ie Santa Martha Mesquita e Mello, lhe foi conferida a renovação do titulo de Visconde de 
indaluz por Decreto de 14 de Fevereiro de 1840. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 17, e Carta de 24 de Dezembro de 1811. — (D. João VI, Príncipe Regenle. — 

Liv. 19 de Mercês, a fl. 55 do Arch. do Rio de Janeiro. J 
Renovado no 2." Visconde — Decreto de 14 de Fevereiro de 1840. 
Concessão de mais uma vida no Titulo — Decreto de 23 de Março de 1852. 
Verificação de vida no 3.° Visconde — Decreto de 12, e Carta de 17 de Dezembro de 1864. — (D, Luiz I. 

— Regisl. no Arch. da T. do T., Chanc. de I>. Luiz I, Liv. 10, o fl. 56 v.) 
Barão— Decreto de 13, e Carta de 22 de Maio de 1810. — (D. João VI,' Príncipe Regente. — Regist. no 

Liv. 9, fl. 89 V., das Mercês do Príncipe Regente, no Arch. do Rio de Janeiro.) 
Foro de Fidalgo Cavalleiro — Alvará de 30 d'Agosto de 1816. — (D. João VI. — Liv. 38 de Mercês, 

a fl. 33 do Arch. Publ. do Rio de Janeiro.) 

Bvazão d['Aniias. — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Mellos 

— em campo vermelho seis besantes de prata, entre uma cruz doble, e uma bordadura de 
ouro : o segundo quartel tem o campo partido ; na parte direita as armas dos Alcoforados — 
campo enxaquetado de prata e azul de sete peças em faixa ; na parte esquerda, as armas dos 
Mesquitas — em campo de ouro cinco cintas de vermelho postas em banda, com tachões de 
fivellas de prata anilados, e uma bordadura d'azul com sete flores de liz de prata : no terceiro 
quartel as armas dos Almadas — em campo de ouro nma banda azul com duas cruzes de ouro 
floridas e vazias, entre duas águias vermelhas estendidas, armadas de preto : e no quarto as 
armas dos Aguiares — em campo de ouro uma águia de vermelho estendida, armada de preto. 

BRAZÃO de família, adoptado, de que não encontramos noticia nos registos do Archivo da Torre do 
Tombo, nem no Cartório da Nobreza do Reino. Talvez fosse concedido no Rio de Janeiro, quando se fize- 
ram as mercí>s do titulo de Conselho e do de Barão (22 de Maio de 1810) ao 1.'' Barão d'Andaluz, An- 
tónio Luiz Mariz, Fidalgo e Guarda-roupa da Camará de El-Rei D. João vi. ^ 



14 



106 



famílias titl lares 



ANG 




ANGEJA (Marquez). — Dom Caetano Gaspar d^Almeida Noronha Portugal Camões 
Albuquerque Moniz e Souza, 8.° Marquez d'Angeja, em duas vidas, e 3." Conde de Peni- 
che, em verificação de vida concedida no mesmo titulo por Decreto de 9 de Março de 182 í 
(em remuneração dos serviços de seu Pae, e dos de sua tia D. Thereza d' Almeida Noro- 
nha, que foi dama Camarista da Rainha D. Carlota Joaquina, cedidos pelo Pae d'esta se- 
nhora e seu herdeiro o 1.° Conde de Peniche D. Caetano, por termo datado de 28 de Fe- 
vereiro de 1824) ; Par do Reino, por successão a seu Avô (Par por Carta Regia de 30 de 
Abril de 1826, de que não tomou posse), de que prestou juramento e tomou posse na Ca- 
mará dos Dignos Pares a 18 de Julho de 1853 ; Ministro e Secretario d'Estado Honorário ; 
Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário de Portugal junto da Corte da Relgica ; 
Governador Civil do Districto Administrativo d'Evora (desde Outubro de 1850 a 18 de Maio 
de 1851) ; 20/ Administrador do Morgado de Villa Verde dos Francos (solar dos Norônhas), 
e dos vínculos de Camões, de Albuquerque, de Moniz e de Sousa ; Commendador da Ordem 
de Christo ; Gran-Cruz da Ordem de Carlos iii de Hespanha ; Racharei formado em Direito 
pela Universidade de Coimbra. Succedeu no titulo d'Angeja a sua prima em 4." grau 
D. Maria do Carmo de Noronha, 7.° Marqueza d'Angeja, que m. no estado de solteira a 
15 de Julho de 1833; e nos Morgados de Villa Verde e outros, da Casa d'Angeja, a sua 
tia D. Francisca Xavier de Noronha, em 31 de Julho de 1845. (V. D. Francisca Xavier 
de Noronha, Alpedrinha, e Chaves.) 

O sobredito titulo foi renovado, em duas vidas, no actual 8.° Marquez, por Decreto 
de 24 de Maio de 1870. Succedeu na Casa de Peniche a seu Pae, em 10 de Março de 
1824, e no titulo a 5 d'Outubro de 1841, por eífeito do respectivo Alvará de Lembrança. 
Nasc. a 12 de Março de 1820, e casou a 30 de Novembro de 1844, com D. Maria 
Antónia Raposo d' Andrade e Souza Alte Espargosa, que nasc. a 25 de Dezembro de 1826, 
filha de José Maria Raposo d' Andrade de Souza Alte Espargosa, Fidalgo Cavalleiro da Casa 
Real, por successão a seus maiores ; Tenente da Guarda Real dos Archeiros; Commendador 



I 



ANG E GRANDES DE PORTUGAL 107 

da Ordem de Christo ; proprietário, e administrador de vários vincules ; e de sua mulher 
D. Maria Carlota do Yadre d' Almeida Castello Branco. (V. Andaluz.) 

1.0 Dom Manoel Gaspar. — Nasc. a 29 de Agosto de 1845. 
2.° Dom Caetano Gaspar. — Nasc. a 12 de Janeiro do 1847. 
3.0 Dom António Gaspar. — Nasc. a 12 de Julho de 1831. 
4." D. Maria Isabel. — Nasc. a 12 d'Abril de 1854. 
5." Dom José Gaspar. — Nasc. a 17 de Maio de 1856. 
6." D. Isabel Maria. —Nasc. a 25 de Novembro de 1860. 
7.0 Dom Fernando Gaspar. — Nasc. a 24 de Junho de 1862. 
8.0 Dom Pedro Gaspar. — Nasc. a 11 de Novembro de 1865. 
9.0 D. Maria d'AssumpçXo. — Nasc. a 9 de Novembro de 1866. 



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SEUS I*AES 



I 



Dom Manoel d' Almeida Noronha, 2.*' Conde de Peniche (ainda em vida de seu Pae, 
por Decreto de 13 d'Outubro de 1814), era veriíicação da segunda vida concedida no 
mesmo titulo poi- Decreto de 26 de Novembro de 1806 ; Commendador de Santo Eusébio 
d'Aguiar e de S. Salvador d' Anciães na Ordem de Christo; condecorado com a Meda- 
lha de 2 Campanhas da Guerra Peninsular; Major de Cavallaria, do Exercito, que nasc. a 

e m. a 10 de Março de 1824, havendo casado em primeiras núpcias a 11 d' Abril 

de 1813, com D. Thereza Delfina de Sampaio, que nasc. a 31 de Janeiro de 1790, e m. 
a 1 d'Outubro de 1814, 2.* íilha dos 1.°' Marquezes, e 2.°' Condes de Sampaio, de quem 
não leve geração. Passou a segundas núpcias em 22 de Fevereiro de 1816, com D. Isabel 
Telles da Silva, que nasc. a 1 de Novembro de 1799, 6." filha dos 3."' Marquezes de 
Penalva (Fallecida). 

IFIXiBCOS 

1.0 D. JoANNA DE Noronha. — Nasc. a 11 de Janeiro de 1817. 

2 o D. Maria Joanna. — Nasc. a 11 de Janeiro de 1818. 

3.0 Dom Caetano Gaspar. — Actual 8. o Marquez d'Angeja, e 3.° Conde de Peniche. 

SEUS AVOS 

Dom Caetano José de Noronha e Albuquerque, 1." Conde de Peniche, em duas vidas, 
e em memoria e remuneração dos serviços de seu Irmão D. Diogo José de Noronha, 
8.° Conde de Villa Verde ; Conselheiro d'Estado ; Ministro Assistente ao Despacho de Sua 
Alteza Real o Príncipe Regente (depois El-Rei D. João vi), e encarregado da Secretaria 
d'Estado dos Negócios do Reino, etc. ; Par do Reino por Carla Regia de 30 d'Abril de 1826, 
de que não tomou posse; Veador da Imperati"iz Rainha D. Carlota Joaquina; Conselheiro 
do Conselho da Fazenda; Chanceller das Casas das Senhoras Rainhas, da de Bragança, 
e da do Infantado ; Provedor das Capellas do Rei D. Affonso iv e D. Brites ; Inspector do 
Terreiro Publico ; Gran-Cruz das Ordens de Christo, e da de Nossa Senhora da Conceição 
de Villa Viçosa ; Commendador de S. Salvador d'Anciães, de Santa Eulaha, dividida da de 
S. Bartholomeu do Arrabal na Ordem de Christo; e, pelo seu casamento, das Commendas 
de Borba e Gondim na mesma Ordem, em duas vidas; Capitão-General do Algarve, e 
um dos Governadores do Reino em 1819, em substituição do Conselheiro de Estado Doutor 
Ricardo Raymundo Nogueira. Nasc. a 29 d' Agosto de 1753, tendo sido casado com D. Maria 
José Juliana Lourenço d'Almeida, Dama da Ordem de Santa Isabel, que m. a 10 de Março 
de 1824, filha única e herdeira de D. Manoel Caetano d' Almeida, Moço Fidalgo com exer- 



108 famílias titulares ang 



cicio, por successão a seus maiores ; Comraendador das Commendas de Borba e Gondim 
na Ordem de Chrislo; e de sua mulher D. Tliereza de Jesus de Lencaslre, fillia dos 3.°" 
Condes de S. Miguel. 

1.° Dom Manoel Caetano. — Foi 2.° Conde de Peniche, ainda cm vida de seu pae (Decreto 
de 13 (fOutubro de 1813, passado no Rio de Janeiro). 

2." Dom Pedro d'Almeida. — M. no Lumiar a 2 de Janeiro de 1824. 

3.° Dom Diogo de Nchônha. — Moço Fidalgo com exercício no Paço (Alvará de 14 de Se- 
tembro de 1805.) 

4." Dom José de Noronha. 

5." D. Thereza d'Almeida. — Dama do Paço. M. em 1823. 

6.° D. Maria José. — Nasc. a 3 de Junho de 1795. Foi a 5.^ Marqueza de Valença. (V. Va- 
lença.) 

7." D. Francisca de Noronha. — Nasc. a..., em. a 11 de Abril de 1859, havendo casado 
a 22 de Janeiro de 1819, com Dom João da Silva Pessanha, seu primo. Moço Fidalgo 
com exercido, Administrador dos Morgados de Fontalva, Fonte Boa o Boina (Chefe da 
família Silva em Portugal.) 

FILHO 

1.0 Dom António da Silva Pessanha. — Nasc. a 26 de Abril de 1824. Moço 
Fidalgo com exercício ; casou a 24 d'Outubro do 1843, com D. Rita de 
Cássia de Noronha, sua prima, que nasc. a ii de Julho de 1824, e era 
viuva do 1." Conde das Alcáçovas. (V. Alcáçovas.) 

NB. Houve mais descendência d'este consorcio. 

8." D. LuizA Maria José. — Foi a l.a Condessa da Povoa. Nasc. a 28 d'Outubro de 1802 
e m. a 23 de Fevereiro de 1870, tendo casado em primeiras núpcias a 1 de Março 
de 1824, com Henrique Teixeira de Sampaio, 1.° Conde da Povoa e l.*' Barão da Tei- 
xeira, que m. a 27 de Março de 1833, do qual foi 2.* mulher e d'clle teve geração. 
Passou a segundas núpcias a 4 do Março de 1842 com Eugénio Cândido de Faria, 
Alferes de Cavallaria Nacional, perdendo por esse facto o direito d'usar do titulo de 
seu primeiro marido, visto não ter Alvará de permissão para 'Continuar a gosar das 
honras c titulo de Condessa, sem embargo de passar a segundas núpcias, conforme é 
antigo estylo e praxe da Corte. (V. Palmella e Cartaxo.) 

FILHO 

p. Maria Luiza. — Foi a 2.'' Duqueza de Paliaella, e 1." Marqueza do Fayal' 
(V. Palmella e Souza Holslein.) 

BISAVÓS 

Dom Pedro José de Noronha Camões de Albuquerque Moniz e Souza, 5." Marquez 
d'Angeja, de juro e herdade, com uma vida fora da Lei Mental, e Sr. das Villas d'An- 
geja, Bemposta e parte da do Pinheiro, também de juro e herdade (Decreto de 4, e 
Carta de 10 de Maio de 1786) ; 7.° Conde de Villa Verde, em verificação de vida con- 
cedida no mesmo titulo ; Gentil-Homem da Camará da Rainha D. Maria i ; Ministro Assis- 
tente ao Despacho do Gabinete, como Pi-esidente do Real Erário, e n'elle Logar Tenente 
immediato á Real Pessoa ; Govei-nador da Torre de S. Vicente de Belém ; Capitão General 
da Armada Real dos Galliões de alto bordo do Mar Oceano ; Conselheiro de Guerra e 
Marinha ; Inspector Geral do Arsenal da Marinha, e Inspector das Obras Publicas e do 
Plano de Reedificação da Cidade de Lisboa ; Inspector geral de toda a arrecadação da 
Fazenda Real na Repartição dos Armazéns de Guiné e índia; Padroeiro da Egreja de 
S. João da Praça de Lisboa ; Commendador das Commendas de Santa Maria d' Alvarenga, 
de S. Pedro de Cabide, ele. na Oi-dem de Christo ; e pelo seu casamento com a segunda 
mulher, da Commenda do ToiTão na Ordem de S. Thiago. Nasc. a 17 d'Agosto de 1716, e 
m. a 11 de Março de 1788. Casou em primeiras núpcias a 31 de Outubro de 1733, com 



i\NG E GRANDES DE PORTUGAL 109 

D. Maria de Lorena, que nasc. era 1718, e m. a 17 de Janeiro de 1742, filha dos 3.''* Mar- 
quezes d'Alegrete, e 4.°' Condes de Yiilar Maior. Passou a segundas núpcias em 28 de 
Fevereiro de 1745, com D. Francisca d'Assis Rila de Noronha, sua prima, Commendadeira 
da Commenda do Torrão na Ordem de S. Thiago, que nasc. a 8 de Maio de 1728, e m. 
a 27 de Fevereiro de 1796, filha de D. Diogo de Noronha, 3.° Marquez de Marialva, pelo 
seu casamento; Mestre de Campo General junto á Real Pessoa; e de sua mulher D. Joaquina 
Maria Magdalena da Conceição e Menezes, 3.° Marqueza de Marialva, herdeira da Casa 
e Ululo. 

iPiiiiaios 3DO 1.» nvcA-TS/iiMioisno 

1.0 D. Maria Eugenia. — Nasc. a 3 d'Agosto de 1735. Freira no Convento da Conceição dá 

Luz. 
2.° Dom António José de Noronha. — Nasc. cm Vianna do Minho a 1 d'Outubro de 1736. 

Foi o 6." Conde de Villa Verde, cm sua vida. — Carta de 14 de Fevereiro de 1750. 

(Arch. da T. do T., Chanc. de D. José I, Liv. 44, fl. 7 v.) 
3." D. Maria Josefa. — Nasc. em Vianna do Minho a 2 d'Agosto de 1737. 
4.° D. JosKFA Xavier do Carmo. — Na?c. em Lisboa a 6 de Junho de 1739. Religiosa no 

Convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios, em Lisboa, onde m. 
S.° Dom José Xavier de Noronha. — Nasc. a 24 de Abril de 1741, e m. a 27 de Março de 

1796. Foi 4.0 Marquez d'Angcja, e 7.o Conde de Villa Verde, em sua vida. — 

Decreto de 29 de Março de 1769. (Arch. da T. do T., Chanc. de D. José 1, Liv. 8, 

(l. 164). (V. adiante). 
6.° D. Maria Joaquina. — Religiosa no Convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios, 

em Lisboa. 

ipiijIios ido 2.» DyC-A-TI^I3yC035nO 

7.° DoM Diogo José de Noronha. — Foi o 8.° Conde de Villa Verde, em sua vidai f Decreto 
de 17 de Maio de Í799J ; Conselheiro d'Estado ; Ministro Assistente ao despacho de 
Sua Alteza o Príncipe Regente (depois El-Rei D. João vi), e enc.irrcgado da Secre- 
taria d'Estado dos Negócios do Reino ; Gentil-Homem da Gamara do mesmo Príncipe 
Regente ; Gran-Cruz da Ordem de S. Thiago da Espada ; Cavalleiro da Ordem de Tosão 
de Ouro ; Cavalleiro da Banda da Legião de Honra de França ; Inspector da Direcção 
dos Negócios de Roma ; Secretario d'Estado da Sereníssima Casa de Bragança ; Presi- 
dente da Junta do Commercio, Fabricas e Navegação ; Deputado da Casa do Infan- 
tado ; Inspector da Bibliotheca Publica de Lisboa, do Jardim Botânico, e do Museu de 
Sua Alteza Real; Sócio Honorário da Academia das Sciencias de Lisboa; Presidente Ho- 
norário da Sociedade Real Marítima Militar e Geographica : foi também Ministro Ple- 
nipotenciário de Portugal em Roma. Nasc. a 15 de Julho de 1747, e m. em Mafra a 
18 de Novembro de 1806. — Sem deixar geração. 

8." D. LuizA Josefa. — Foi a 5.» Condessa de Valladares. Nasc. a 19 de Dezembro de 1748; 
e m. a 12 de Março de 1794. Casou com seu primo Dom José Luiz de Menezes No- 
ronha Castello Branco, 5." Conde de Valladares. — Com geração. (V. Valladares.) 

9.0 Dom Caetano José. — Foi o l.o Conde de Peniche. (V. acima. J 

D. Maria do Carmo de Noronha Camões e Albuquerque, 7.° Marqueza d'Angeja, de 
juro e herdade, em verificação de vida fora da Lei Mental, concedida a sua Mãe por De- 
creto de 14 de Junho de 1804, de que, em virtude de prova perante o Juizo das Justifi- 
cações, lhe foi confirmado por Decreto de 15 d'Abril de 1828 ; Marqueza Parente, pelos 
serviços de seu Pae, o 6.° Marquez d'Angeja, que m. a 23 de Junho de 1827, tratamento 
e honra de que já gosavam seu Pae e Avô (Decreto de II d' Agosto de 1827); 4.^ Sr." das 
Villas d'Angeja, Bemposta e parte da do Pinheiro ; e da Alcaidaria-mór de Villa Verde 
dos Francos ; Padroeira de Santa Maria de Villa Verde, e de S. João da Praça de Lisboa, 
c da Alcaidaria-mór de Terena ; Commendadeira da Alcaidaria-mór do Torrão, e da Com- 
menda d'Aljczur, ambas na Ordem de S. Thiago; Commendadeira das Commendas de 
Santa Maria d'Alvarenga, de S. Pedro de Cahide, de S. Salvador da Ribeira de Pena, de 



110 FAMÍLIAS TlTULAllES AN(i 

S. Thiago de Penamacor, e de S. Pedro da Veiga de Lila, Iodas na Ordem de Chrislo, 
de que tinha mercê de uma vida fora da Lei Mental, como acima se declara, em cumpri- 
mento do Decreto de 14 de Junho de 1804, ficando ainda salva, e por cumprida a mercê 
de uma outra vida fora da Lei Mental, tanto nos titules como nos Bens da Coroa e Ordens 
que andam na Casa d'Angeja, e fora concedida a seu Avô o 3." Marquez, Dom Pedro José 
de Noronha, por Decreto de 10 de Maio de 1785. Nasc. no Rio de Janeiro a 30 d' Agosto 
de 1813, e m. em Lisboa a 15 de Julho de 1833, no estado de solteira. 

NB. Ficando assim exlincta a linha de varonia da Casa d'Angeja, ficou também extincto o direito ;i 
continuação do litulo de Marquez d'Angeja de juro e herdade, e á praxe da continuação das honras de Pa- 
rente. 

SEUS 1?AES 

Dom João de Noronha Camões d'Albuquerque e Souza Moniz, 6.° Marquez d'Angeja, 
de juro e herdade, com o tratamento de Marquez Parente, cuja honra já tiveram seu Ir- 
mão o 4." Marquez d'Angeja Dom José Xavier, que era o primogénito da Casa, honra que 
lhe foi continuada por Sua Alteza Real o Príncipe Regente (depois El-Rei D. João vi), 
por mercê feita no Rio de Janeiro; 11.° Sr. das Villas d'Angeja, Bemposta e parle da 
do Pinheiro, por successão de juro e herdade; 8.° Conde de Yilla Verde, em sua vida (De- 
creto de 14 de Junho de 1804) ; 11." Sr. de Villa Verde dos Francos; Par do Reino por 
Carta Regia de 30 d'Abril de 1826, de que não chegou a tomar posse ; Gentil-Homem da 
Camará d'El-Rei D. João vi; Gran-Cruz das Ordens de S. Bento d'Aviz, e da Torre Es- 
pada (antiga); condecorado com a Medalha de 4 Campanhas da Gueira Peninsular, e com 
as Medalhas Portuguezas pelas batalhas do Bussaco (a 27 de Setembro de 1810) de Ai- 
buhera (a 16 de Maio de 1811), assalto e sitio de Cidade Rodrigo (7 a 19 de Janeiro 
de 1812), de Badajoz (17 de Março a 6 d'Abril de 1812) e pela de Salamanca (a 22 de 
Julho de 1812); condecorado com a Medalha Hespanhola pela batalha d'Albuhera; Te- 
nente-General do Exercito, servindo de Governador das Armas da Província do Minho. 
Succedeu na Casa a seu Pae o 4.° Marquez d'Angeja e 6.° Conde de Villa Verde, a 27 de 
Dezembro de 1811, e nos titules, a seu irmão Dom Pedro José de Noronha, que foi o 
5." Marquez d'Angeja, ainda em vida de seu Pae, e m. a 27 de Maio de 1804, e por De- 
creto de 11 d'essa data lhe foram confirmados, bem como o tratamento de Marquez Pa- 
rente. Nasc. a 20 d'Abril de 1788, e m. em Braga a 23 de Junho de 1827; casou em pri- 
meiras núpcias a 20 de Julho de 1806, com D. Maria Antónia de Lencastre, que nasc. em 
1785, e m. em 1808 (sem deixar geração), íilha dos 3.°' Marquezes d'Abrantes e 7.°* Con- 
des de Villa Nova de Portimão. Passou a segundas núpcias a 4 de Novembro de 1812, com 
D. Juliana da Camará, que nasc. a 7 de Março de 1793, e m. no Rio de Janeiro em 1814 
(da qual houve uma única filha, que foi a herdeira da sua Casa e titulos, a 7." Marqueza 
d'Angeja), 1.^ filha de Dom Luiz Gonçalves da Camará Coutinho Pereira de Sande, 11." 
Sr. das Ilhas Desertas, e 12.° Morgado da Taipa, e de sua mulher D. Maria de Noronha, 
2." filha dos 7.°' Condes dos Arcos (V. Taipa). Passou a terceiras núpcias a 30 de Janeiro 
de 1815, com D. Marianna de Castello Branco, que nasc. a 17 de Julho de 1794, e m. a 
4 de Janeiro de 1862, da qual não houve geração, 4.' filha dos 1.°' Marquezes de Bellas 
e 6." Condessa de Pombeiro. (V. Bellas, Pombeiro e Figueira.) 

D. Maria do Cakmo. — Foi a 7.^ Marqueza d'Angeja, com tratamento de Marqueza Parente, o 
lO.a Condessa de Yilla Verde {Decretos de 11 de Agosto de 1827, e 15 de Abril de 1828). 
(V. acima). 



ANG E GRANDES DE PORTUGAL 111 



SEUS AVÓS 

Dom José Xavier de Noronha Camões de Albuquerque Souza Moniz, 4.° Marquez 
(rAngeja, de juro e herdade, com o tratamento de Marquez Parente (Decreto de 14 
de Maio de 1804); 10.° Sr. das Villas d'Angeja, Bemposta e parte da do Pinheiro; 
7." Conde de Villa Verde, e 10." Sr. da mesma Vilia; Commendador das Commendas, 
que andavam na Casa de seu Pae, em verificação de vida concedida n'estes e outros Bens 
(le Coroa e Ordem, e mercê do Forte e Casas com todas as suas pertenças (que n'aquella 
época occupava e se achava em posse), situadas na Junqueira (Lisboa, Bairro de Belém), 
(>m propriedade e como patrimoniaes, para ficarem unidas em Morgado aos vínculos da sua 
(^asa, e de uma vida mais fora da Lei Mental, em remuneração dos serviços de seu Pae 
o 3." Marquez d'Angeja, D. Pedro José de Noronha (Decreto de 14 de Junho de 1804); 
Genlil-Homem da Camará da Rainha D. Maria i; Gran-Cruz da Ordem de S. Thiago, e da 
Torre Espada (antiga) ; Conselheiro d'Estado, e do Conselho Supremo Militar e de Justiça no 
Rio de Janeiro ; Presidente do Desembargo do Paço, da Mesa da Consciência e Ordens, e da 
lunla da Administração do Tabaco ; Padroeiro da Egreja de S. João da Praça, de Lisboa ; 
Tenente-General do Exercito; Governador das Armas da Côrle (Lisboa). Succedeu na Casa 
(i Bens de Coroa e Ordens a seu Pae a 11 de Março de 1788. Nasc. a 24 de Abril de 
1741, e m. a 27 de Dezembro de 1811, tendo casado a 23 de Janeiro de 1768, com D. Fran- 
cisca Thereza d'Almeida, que nasc. a 22 de Setembro de 17S4, e m. a 5 de Janeiro de 
1810, 2." filha dos 2.°' Marquezes de Lavradio, e 5.°' Condes d'Avinte8. (V. Lavradio e 
Penalva.) 

l.f Dom Pedro José de Noronha. — Foi o 5. o Marquez d'Angeja de juro e herdade, e 7." Conde 
de Villa Verde ; Gentil-Homem da Gamara da Rainha D. Maria i ; Coronel do Regimento 
de Cavallaria do Cães. Nasc. a 7 de Abril de 1771, e m. no estado de solteiro, a 27 
de Maio de 1804. Succedeu logo no titulo de Marquez seu irmão D. João de Noronha, 
por Decreto de 4 de Junho de 1804. (F. acima.) 

2." D. Marianna de Noronha. —Nasc. a 29 de Abril de 1772, e m. a 15 de Abril de 1820. 

3.0 D. Francisca de Noronha. — Foi a 5.» Marqueza de Alegrete, e 8." Condessa de Tarouca. 
Nasc. a 14 de Maio de 1773, e m. a 9 de Dezembro de 1798, havendo casado a 10 
de Fevereiro de 1793, com Luiz Telles da Silva, t*." Marquez de Alegrete e 8.° Conde 
de Tarouca, Par do Reino, que nasc. a 27 de Abril de 1775, e m. a 21 de Janeiro 
de 1828. (V. Alegrete e Penalva.) 

FILHO 

D. Francisca Xavier. — Marqueza de Chaves, Dama da Rainha D. Maria i. 
Nasc. a 3 de Dezembro de 1795, e casou a 16 de Julho de 1823, com 
Manoel da Silveira Pinto da Fonseca Teixeixa, 1.° Marquez de Chaves, 
em três vidas (3 de Julho de 1823), e 2.° Conde de Amarante, em 
sua vida; 14.° Sr. das Honras de Nogueira e de S. Cypriano ; Gran- 
Cruz da Ordem da Torre Espada ; Commendador da Ordem de Christo 
e da de S. Bento d'Aviz ; condecorado com as Medalhas da Campanha 
da Guerra Peninsular e com a Medalha de commando na batalha de 
Victoria ; Gran-Cruz da Ordem de S. Luiz de França ; Conselheiro de 
Guerra, e Tenenle-General do Exercito, que nasc. a 3 de Janeiro de 
1782, e m. em Lisboa a 7 de Março de 1830, sem deixar succestão. 
A Marqueza, que m. a 31 de Julho de 1845, passou a segundas núpcias 
em 20 de Agosto de 1834, com Dom João Manuel de Vilhena e Salda- 
nha, Veador da Sereníssima Senhora Infanta D. Isabel Maria (V. Alpedri- 
nha), e perdeu por esse facto o direito a usar dos titulos do seu primeiro 
marido, segundo as praxes e estylo da Corte, observado com senhoras 
titulares viuvas, por seu casamento, que depois passam a segundas nú- 
pcias com pessoas não tituladas, salvo tendo Alvará expresso conceden- 
' do-lhes gosar das honras e titulos dos primeiros maridos, como se pra- 

ticou com as Sr."* Condessas da Ponte e de S. Vicente, e outras em 
caso idêntico. A Sr.» D. Francisca de Noronha succedeu em 15 de Julho 
de 1833 nos Morgados de Villa Verde, e outros da Casa d'Angeja, a sua 
sobrinha a 7." Marqueza d'Angeja. (V. acima.) 



112 famílias titulares ang 

4.0 D. LuizA DE Noronha. — Nasc. a If de Março de 1782. Foi Dama da Rainha D. Maria i. 

5.0 D. Rita de Noronha. — Foi 4." Marqueza d'Alvito. Nasc. a 2 do Dezembro de 1786, o 

casou com D. Fernando José Lobo da Silveira Quaresma, 4.° Marquez de Alvito, c 

6.° Conde de Oriola. (V. Alvito.) 

6.0 Dom João de Noronha. — Nasc. a 26 de Abril de 1798. Foi o 6." Marquez d'Angeja, de 

juro e herdade, com tratamento de Marquez Parente, e 8.° Conde de Villa Verde. 

7.0 D. Francisco de Noronha. — Nasc. a 15 de Julho de 1792, e m. a 3 de Maio de 1813. 

Foi Capitão de ínfanteria do Exercito. 
8.0 D. Maria de Noronha. — Nasc. a 22 de Novembro de 1795, e m. em 1867. Foi a 1." Mar- 
queza de Torres Novas, e 6.» Condessa de Valladares. Casou a 31 de Agosto de 1799, 
* com seu primo D. Álvaro António de Noronha Abranches Castello Branco, 1.° Mar- 
quez de Torres Novas, e 6. o Conde de Valladares, que m. a 9 de Março de 1851, do 
qual não teve geração. (V. Valladares.) 

Dom Pedro José de Noronha Albuquerque Moniz e Souza, 3." Marquez d'Angeja e 4." 
Conde de Villa Verde (V. acima.) 

NB. Para ver a ascendência d'esta familia, recorra-se ás Memorias dos Grandes de Portugal, por D. An- 
tónio Caetano de Souza, pag. 94. 

CREAÇÃO DOS títulos 

Conde de Villa Verde — 10 de Dezembro de 1654. — (D. João IV. — Regist. no Arch. da T. do T., 
Chanc. de D. João IV, Liv. 26, fl. 32.) 

Elevado a Marquez d'Angeja — 21 de Janeiro de 1714. — (D. JoãO V. — Regist. no Arch. da T. do T., 
Chanc. de D. João V, Liv. 40, fl. 48 v.) 

Jdro e herdade com uma vida fora da Lei Mental — Decreto de 10 de Maio de 1786. (Original no Arch. 
da Secret. d'Est. dos Neg. do Reino.) 

Tratamento de Marquez Parente — Decreto de 13 de Maio, e Carta de 2 de Junho de 1804. — (D. João VI. 
Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. João VI, a fl. 278.) 

Concessão de mais uma vida nos títulos da Casa, fora da Lei Mental — Decreto de 14 de Julho de 1804. 
— (Original no Arch. da Secret. d'Est. dos Neg. do Reino.) 

Tratamento de Marqueza Parente — Decreto de 11 de Agosto de 1827. — (Regência do Sr, Infante B. Mi- 
guel. — Original no Arch. da Secret. d' Est. dos Neg. do Reino.) 

Renovado na 7." Marqueza — Decreto de 15 de Abril de 1828. — (Regência do Sr. Infante D. Miguel em 
nome da Rainha D. Maria II. — Original no Arch. da Secret. d^^st. dos Neg. do Reino.) 

Conde de Peniche, em duas vidas — Decreto de 6 de Dezembro de 1806. 

Concessão de mais uma vida no titulo de Conde de Peniche — Decreto de 9 de Março de 1824. 

Elevado a Marquez d'Angeja, em duas vidas — Decreto de 19 de Maio de 1870. 

Senhorio de Villa Verde — 7 de Junho de 1396. 

Senhorio d'Angeja — 9 de Setembro de 1496. — (D. Manuel.) 

Padroado da Egreja de S. João da Praça, de juro e herdade, merco feita a pedido do Cardeal Souza, Ar- 
cebispo de Lisboa, para seu sobrinho o Conde de Villa Verde — 20 de Julho de 1699. — (D. Pe- 
dro III. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. João V, Liv. 25, fl. 65.) 

!Ox*azâ.o <S.'Arin.as. — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as Armas Reaes de 
Portugal ; no segundo as de Gastella, mantelado de prata, e dois leões de purpura batalhan- 
tes, com uma bordadura composta de oiro e veiros de côr azul, e assim os seus alternos. 

BRAZÃO privativo dos Norônhas da Casa d'Angeja. 

A Casa d'Angeja tem a varonia de Noronha, que se deduz da forma seguinte : El-Rei D. Henrique ii 
de Castella teve por filho ao senhor D. Affonso, que foi Conde de Gijon, e Noronha, e casou com a se- 
nhora D. Isabel, filha de El-Rei D. Fernando i de Portugal. (Memorias dos Grandes de Portugal, pag. 67.) 
Aqui está portanto a origem do escudo. 



AM E GRANDKS DE POIITUGAL 113 




ANTAS (Conde). — Francisco Xavier da Silva Pereira, 2.° Conde das Antas, em sua . 
vida, e em recompensa c memoria dos relevantes serviços de seu Pae, o 1." Conde do 
mesmo titulo. Nasc. a 27 de Setembro de 1849. 

SEXJS PAES 

Francisco Xavier da Silva Pereira, 1." Conde, 1." Visconde e 1.° Barão das Antas, 
todos estes tilulos em sua vida, e em memoria e recompensa de seus serviços e feitos mili- 
tares; Par do Reino por Carta Regia de 3 de Março de 1842, de que prestou juramento e 
tomou posse na Camará dos Dignos Pares, em Sessão de 15 de Jullio do mesmo anuo; 
Gran-Cruz da Antiga e muito Nobre Ordem da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito ; 
Gommendador das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e da Militar de 
S. Bento d'Aviz; condecorado com a Cruz de 6 campanhas da Guerra Peninsular, e com 
as Medalhas hespanholas da mesma guerra, pelas batalhas de Albuhera (16 de Maio de 
1811), e pela de Victoria (21 de Junho de 1813); Gran-Cruz das Ordens, militar deS. Fer- 
nando e Mérito, e da distincta Ordem de Carlos iii, ambas de Hespanha ; Tenente-General 
do Exercito; Vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar; Inspector Geral da Arma de 
Infanteria; Governador Geral dos Estados da índia Portugueza; Deputado da Nação, ao 
Congresso Constituinte de 1837. Assentou praça a 20 de Junho de 1808, e a 14 de Se- 
tembro d'esse anno já era Alferes do batalhão de caçadores n.° 8, e n'este posto foi ferido 
na batalha de Salamanca (22 de Julho de 1812), distinguindo-se pelo seu valor militar 
durante toda a Guerra Peninsular. 

Egual valor mostrou depois nas campanhas da Liberdade e particularmente no me- 
morável sitio da cidade do Porto, que se considera haver tido principio no primeiro ataque 
ou investida de noite á fortificação da Serra do Pilar, ainda em começo de defeza, a 
8 de Setembro de 1832, em cujo dia principia a celebridade d'aquelle baluarte de fide- 
lidade e valor, e em que se fechou o sitio da mesma Cidade, que só fora roto pela reti- 
rada das forças sitiantes a 6 d'Agosío de 1833, em que o Conde de Bourmont, depois da 
batalha de 25 de Julho do mesmo anno, teve de acudir a Lisboa a tomar o mando das 
tropas do Sr. Infante D. Miguel, mas que de facto só foi levantado pela ultima acção nas 
linhas do Porto a 18 d'Agosto do 1833, contra as forças realistas sob o commando do Ge- 
neral Mac-Donald, que substituirá Bourmont, e do seu immediato o Conde d'Almer, que 
cobrira a retirada : mas onde sobretudo assignalou o seu arrojo e valentia foi na sortida 
de 17 de Novembro de 1832, e gentil tomada das alturas das Antas, com o bravo batalhão 
de Caçadores n.° 5, de que então era Coronel graduado e Commandante, occupando e 
sustentando a posição d'aquelle monte (situado a distancia da linha de defeza, no inter- 
médio, á direita da bateria do monte da Quinta dos Congregados e esquerda da bateria 
da cumiada Guellas de Pau) até n'elle se construir um forte reducto ; e depois na acção 

15 



114 famílias titularas ant 

de 24 de Março de 1832, atacando intrepidamente a posição do monte das Antas, obri- 
gando o inimigo a abanclonal-a, e repellindo com a maior galhardia e sangue frio os 
ataques successivos de forças contrarias muito superiores, que d'ali, por duas vezes, mas 
era vão, o pretenderam desalojar. Por este facto lhe foi concedido o grau de Cavalleiro 
da Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, e egual condecoração foi con- 
ferida a diversos oíTiciaes e soldados de Caçadores n.° 5, pelo denodo e valentia que 
mostraram n'estes dois sanguinolentos combales. 

Organisada a divisão auxiliar porlugueza, que, sob o commando em chefe do General 
Barão do Valle, em 12 d'Agosto de 1835, passou a Hespanha a cooperar com o exercito 
hespanhol na peleijada guerra civil travada para sustentar o throno constitucional da Rai- 
nha I). Isabel ir, o Barão das Antas teve o commando da l.*" columna d'essa divisão 
auxiliar, e ali prestou importantes serviços na acção de Arlaban, dada pelo General em 
Chefe do Exercito do Norte D. Luiz Fernandes de Córdova, contra as forças do Exercito 
do Pretendente D. Carlos vii, nos dias 16 e 17 de Janeiro de 1836 ; e nos combates de 
Penacerrada e de Valmaseda, contra as forças sitiantes dirigidas pelo General Eguia, a 16 
de Março de 1836, onde grangeou, por suas acertadas disposições, os elogios dos generaes 
hespanhoes, distincções de Sua Magestade Catholica, e Sua Magestade Fidelíssima a Rainha 
D. Maria ii lhe conferiu o titulo de Visconde das Antas, por Decreto de 10 de Outubro de 
1836. 

Retirando-se de Hespanha por doença o General Barão do Valle, a 12 d'Oulubro 
de 1836, foi desde esse dia confiado ao General Visconde das Antas o commando em chefe 
da sobredita divisão auxihar, e sob as suas ordens tomou parte na segunda acção de Ar- 
laban, a 9 de Maio de 1837, e posteriormente na batalha de Grá, a 12 de Julho do mesmo 
anno, em porfiado combate que principiou ás 9 horas da manhã e concluiu ás 7 da tarde, 
na qual a divisão auxiliar prestou a maior cooperação para a vicloria d'esse dia, e atfir- 
mou mais uma vez o valor dos soldados portuguezes. 

Logo era seguida, a 21 de Julho também de 1837, teve logar renhida e sanguinolenta 
batalha entre os exércitos contendores hespanhoes, eíTeiluad^ entre Conchas e Arminon 
de Hespanha, na qual a divisão auxiliar tomou mui activa parte, e no maior ardor da 
peleja, o General Visconde das Antas, por exclusiva iniciativa sua, foi occupar posição nas 
alturas de Arminon, que, apercebida pelo inimigo, foi desde logo poderosamente accom- 
mettida, e a Divisão Porlugueza defendeu-a e sustentou-a com briosa galhardia; envolvida 
assim no combate geral, tanto o General como a officialidade e soldados praticaram actos 
de assignalado arrojo e valentia, que cobriram de gloria essa divisão, honraram o exercito 
portuguez e salvaram o exercito liberal hespanliol de uma desastrosa derrota que lhe estivera 
bera propinqua. Não poderaos resistir ao orgulho de trasladar para aqui, do Diário do 
Governo e da Ordem do Dia do Exercito n.° 52 de 1837, o Decreto de 8 de Agosto 
d'esse anno, no qual se mencionam os nomes dos valorosos oíTiciaes portuguezes que era 
terra estranha, e por causa estranha, assignalaram por actos de arrojado denodo os brios 
do verdadeiro soldado portuguez, quando aquecido no combate. 

DECRETO: «Querendo dar um testemunho publico do apreço que Faço dos serviços da Divisão 
Auxiliar á Hespanha, e brilhantes feitos, praticados pela mesma, na Acção do dia 21 de Julho ultimo, junto 
de Arminon ; e premiar condignamente os actos de decidido valor no campo da batalha : Hei por bem Pro- 
mover ao Posto de Brigadeiro Graduado o Coronel, Simão da Costa Pessoa (que, mais tarde, foi o l.o Conde 
de Vinhaes), Commandante do Esquadrão de Cavallaria numero seis, que na Acção d'aquelle dia arrancou 
por meio da mais brilhante carga a vicloria que o inimigo se ufanava ter alcançado por haver introduzido 
a desordem pela superioridade de suas forças no Batalhão de Infanteria numero dezesete (uma boa parte 
pereceu afogado nas aguas do rio Ebro) : ao Posto de Coronel Graduado, o Tenente-Goronel Filippe Mar- 
celly Pereira (depois General), que sustentando o seu Corpo na maior ordem, fez um fogo mortífero sobre 
o inimigo, 6 muito concorreu para a victoria, não deixando o campo, ainda mesmo depois de gravemente 



ANT E GHANDKS I)K PORTUGAL m 

feriíJo ; ao Coronel Manuel José Mendes (que depois foi Darão do Candal), a Brigadeiro Graduado, por ler 
á frente da Brigada do seu commando, com todo o sangue frio, acudido a todos os pontos, restabelecendo 
a ordem na mesma Brigada e apparecendo em toda a parte, onde a sua presença se tornou necessária. 
O Secretario d'Estado dos Negócios da Guerra o tenha assim entendido e faça executar. Paço das Necessi- 
dades, em oito d'Agosto de mil oitocentos trinta e sete. — RAINHA — Yíscoade de Bobeda.» 

O comportamento e briosa conducla dos diversos corpos d'aquella divisão, não es- 
queceu ao governo porluguez, que propoz a Sua Magestade se dividissem pelas praças de 
prel dos ditos corpos certo numero de condecorações de Cavalleiros da Antiga e Muito 
Nobre Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, peia forma abaixo designada : 

5." Bateria de Artilheria Montada . 3 condecorações 

7.* Bateria de Artilheria Montada 3 , 

Esquadrão do Regimento de Cavallaria n." 2 (Lanceiros) 3 • 

Regimento de Cavallaria n.° 6 12 >> 

Batalhão de Caçadores n.° 3 6 

Hat&Ihão de Caçailores n."» 4 6 

Batalhão de Infanteria n.° ») 6 » 

Batalhão de Infanteria n.<* 10 6 » 

Batalhão de Infantaria n.» 17 6 » 

Batalhão de Infanteria n." 19 10 • 

Por egual motivo foram também agraciados com diversas mercês os distinclosofficiaes: 

J. Teixeira de Mesquita, Coronel Graduado do Batalhão de Infanteria n" 6. (depois Barão das Latjes) 
Commendador da Ordem Militar de S. Bento d'Aviz. 

J. J. Gomes de Fontoura, Tenente-Coronel do Batalhão de Caçadores n." 4 (m. no posto de Coronel, 
e foi o que aprisionou o guerrilha tRemechido » no Algarve), Commendador da sobredita Ordem. 

M. Eleutherio Mallieiros, Tenente-Coronel do Batalhão de Caçadores n.° 3 (m. no posto de Brigadeiro), 
Commendador da mesma Ordem. 

R. II. Brito Fragoso, Capitão do Regimento de Cavallaria n.° 6 (m. Coronel reformado), Cavalleiro da 
Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. 

J. da Costa Trena, Alferes do Regimento de Cavallaria n." 3 (m. Major reformado), OlUcial da Antiga 
e Muito Nobre Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. 

Foram também promovidos por idêntica rasão, ao posto de alferes do exercito, vários 
aspirantes a officiaes e sargentos dos corpos acima mencionados. 

Ainda as forças d'esta divisão auxiliar tiveram occasião de cooperar com as de Hes- 
panha na acção de 3 d'Agosto de 1837, nas visinhanças de Penacerrada de Hespanha, e 
ali deixaram bem firmado o proverbial valor de tão valentes soldados. 

As circumslancias politicas do paiz obrigaram a chamar á pátria aquella divisão, 
vindo honrados o Commandante em Chefe com as Gran-Cruzes das Ordens de Carlos iii e 
a Militar de S. Fernando, cuja Cruz, exclusivamente militar, e a mais considerada do 
exercito hespanhol, em differentes classes realçava também nos peitos da maior parle 
dos officiaes superiores e subalternos. 

Mais tarde o governo portuguez, para distinguir os valentes soldados que fizeram parte 
d'essa divisão e commemorar o brioso serviço que ella havia prestado, creou uma Medalha 
especial por Decreto de 4 de Novembro de 1863 (Ordem do Exercito n.° 52 de 1863). ^ 

O Conde das Antas foi um dos mais valorosos Cabos do moderno Exercito portuguez, 
e n'elle adquiriu a leputação de soldado intrépido, general organisador e de possuir o con- 
dão de saber enthusiasmar o soldado nas occasiões perigosas e arriscadas, tanto pela pre- 
cisão de suas ordens, como pela vehemencia de seus proclamas, e, ainda mais, pelo 
exemplo do arrojo e sangue frio com que sempre os guiava no combate. Unicamente, a 

' Parecerá prolixa esta narração, mas contém factos de historia contemporânea^ que não devem esquecer-se e podem servir 
'd 'auxilio a quem escrever a historia pátria, e especialmente a do Exercito Portuguez. 



116 FAMÍLIAS TITLILAUKS AM 

seus feitos militares, deveu o Conde das Antas a alta posição social a que chegou e a 
grandeza e renome que legou a seus dois filhos. 

Nasc. a 14 de Março de 1793, e m. em Lisboa a 10 de Maio de 1852, tendo casado 
a 22 de Julho de 1845, com D. Maria Theotonia da Guerra e Souza de Rávago Santistevan, 
que nasc. a 18 de Fevereiro de 1831, e m. em Londres a 10 de Maio de 1872, fdha única 
e herdeira de Gaudino José da Guerra e Souza, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Chefe de 
Divisão da Armada Nacional; Vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar; Commenda- 
dor da Ordem de Christo ; Cavalleiro da Ordem Militar de S. Bento d'Aviz, e da distincta 
Ordem de Carlos iii de Ilespanha ; condecorado com a Medalha ou Cruz da Coroa da Ma- 
rinha hespanhola; e de sua mulher D. Maria Bernarda Josepha Fagundo de Rávago San- 
tistevan, ambos já fallecidos. 

A Condessa passou a segundas núpcias, em 22 de Setembro de 1855, com Luiz de 
Quilinan, 2.° Secretario da Legação de S. M. F. na Corte de Londres ; Cavalleiro da 
Ordem Militar de S. Bento d'Aviz; Commendador da Ordem de S. Gregório Magno de 
Roma; Cavalleiro da Ordem de Danebrog, da Dinamarca; Commendador da Ordem de 
S. Maurício e S. Lazaro de Itália; Bacharel formado pela Universidade de Coimbra nas 
faculdades de Direito e de Mathematica; Capitão de Cavallaria do Exercito, de quem 
houve uma única filha. ^ 

A Sr.* D. Maria Theotonia da Guerra e Souza de Rávago Santistevan, desde que 
passou a segundas núpcias, perdeu o direito a usar do titulo e a gosar das honras de 
Condessa, que lhe pertenciam por seu primeiro marido, em consequência de se lhe não 
haver concedido Alvará para poder continuar a gosar das honras e titulo de Condessa das 
Antas, sem embargo de haver passado a segundas núpcias, como é de estylo e antiga 
jiraxe da Corte. (Assim se praticou com as Sr."' Condessa da Ilha do Príncipe, D. Anna 
de Lima, em 1735 ; Condessa da Ponte, D. AnYia Joaquina, por Alvará de 18 de Junho de 
1758 ; Condessa de S. Vicente, Alvará de 2 de Setembro de 1820, e posteriormente com 
a Sr." Condessa de Subserra.) 

:Fir.B:os ^ 

1.0 Francisco Xavier. — Actual 2.» Conde das Antas. (V. acima.) 

2." Fernando da Silva. — Nasc. a 30 de Novembro de 183i. Moço Fidalgo com exercício na 
Casa Real. 

SEUS AVOS 

Francisco Xavier da Silva Pereira, Cavalleiro da Ordem Militar de S. Bento d'Aviz; 
Coronel de Infantería do Exercito, e Governadoí- militar da Praça de Campo-Maior. Nasc. a 
12 de Setembro de 1762, e m. a 10 de Fevereiro de 1824, tendo casado a 17 de Junho 
de 1790, com D. Antónia Josepha d' Abreu, que m. a 7 de Setembro de 1838. 

l.° D. Ignacia Carolina. — Nasc. em 1792, e m. a 26 de Maio de 1874. 

2.0 Francisco Xavier. — Foi o 1.° Conde, l.o Visconde e 1.° Barão das Antas; Par do Reino ; 
Gran-Cruz da Ordem da Torre Espada. (V. acima.) 
■ 3.0 José Joaquim. — Nasc. a 22 d'Agosto de 179S, em a 14 de Setembro de 1865. Marechal 
de Campo reformado ; Commendador da Ordem de S. Bento d'Aviz ; condecorado com 
a Cruz de S Campanhas da Guerra Peninsular ; Deputado da Nação ao Congresso Cons- 
tituinte de 1837, e em sois Legislaturas. Casou com D. Maria Eduarda Huct de Bacel- 
lar, filha de Duarte Cláudio Huet Bacellar Souto-Maior, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, 
por successão a seus maiores (Alvará de 16 de Março de 1815); Sr. do Morgado e 
Casa do Paraizo na Cidade do Porto, o de sua segunda mulher D. Custodia Luiza de 
Bacellar. 

> D. Maria Luiza de Quiliaan, que nasc. a 26 de Outubro de 1857. 



ARA E CHANDES DE PORTUf.AE 117 



FILHOS 

1.» D. Maria José. — Nasc. a 31 de Dezembro do 1826. 
2.» José Eduardo. — Nasc. a 8 de Julho de 1833. 

4.° António Júlio. — Nasc. a 25 d'Outubro de 1797, e m. a 22 de Novembro de 1852; 
Deputado da Nação na Legislatura de 1839-iO; Official maior graduado da Secretaria 
d Estado dos Negócios da Fazenda; Chefe da Repartição das Alfandegas; Commenda- 
dor da Ordem de Christo, que casou com D. Mariaiina Nichols da Silva Pereira, que m 
a 26 de Dezembro de 1858. 

FILHOS 

1.0 D. Marianna JdlIa. — Nasc. a 16 d'Outubro de 1837. 
2." D. Maria Adelaide. — Nasc. a 2 de Novembro de 1839. 

li." D. Anna Peregrina, — Nasc. em 1798, e m. a 27 de Junho de 1864. 

6.° Joaquim Narcizo. — Nasc. a 22 d'Outubro de 1799, c m. a 5 de Dezembro de 1873. 
General de Brigada Reformado; Cavalleiro da Ordem de S. Bento d'Aviz; Commcnda- 
dor da dislincta Ordem de Carlos iil de Hespanha; Cavalleiro de 1." classe da Ordem 
Militar de S. Fernando e Mérito, e da Real Ordem Americana de Isabel a Catholica, 
ambas de Hespanha. Foi Deputado da Nação cm duas legislaturas. 

7." Frederico Guilherme. — Nasc. a 28 d'Abril de 1806, e m. a 18 do Fevereiro de 1871; 
Ministro d'Eslado Honorário; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição 
de Yilla Viçosa; Gran-Cruz da Ordem de Leopoldo da Bélgica; Deputado da Nação 
nas legislaturas de 1851 a 1852 e 1853 a 1856; Juiz e Presidente do Tribunal da 
Relação de Lisboa; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, que 
foi casado com D. Anna Cândida Reis da Silva Pereira (fallecida), filha única de Má- 
ximo José tios Reis, que foi Capitão-mór de Cintra. — Sem geração. 

8." Adriano Augusto. — Nasc. a 20 d'Abril de 1808, e m. a 20 de Maio de 1864. Foi Es- 
crivão da Relação da Cidade do Porto. 

CREAÇÃO DOS títulos 

Bah\o — Decreto de 17 de Setembro de 1835, e Carla de 22 d'AbriI de 1837. — (D. Maria II. — Rejist. 

no Ar'h. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. S a fl. 129.) 
Visconde — Decreto de 13 d'Oulubro de 1836, e Carta de 6 de Julho de 1837. — (D, Maria II. — Re- 

gist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. 7 a fl, 116.) 
Elevado a Conde — Decreto de 16 de Maio de 1838. 
Renovado no 2." Conde — Decreto de 16 de Maio de 1852. — (Não tem registo no Arch. da T. do T.J 




xVRAUJO (Visconde). — José Domingues d'Araujo, Visconde de Araújo, em sua vida, 
abastado capilaiisla e negociante de grosso tracto da praça do Rio de Janeiro ; súbdito 
portuguez. 

NB. Ignoro se tem familia, e a filiação e palcrnidade do Visconde. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — 18 de Maio de 1868. 



118 



FAMIMAS TITIJLAIIES 



AHC 




ARCOS DE VAL-DE-VÉZ ' (Conde).— Dom Nuno José de Noronha e Brito, 10.» Conde 
dos Arcos, em sua vida, e em verificação de vida concedida no mesmo lilulo a seu Pae, 
por Decreto de 2 de Maio de 1835 ; Addido honorário de Legação, e proprietário. Nasc. 
a 17 de Novembro de 1816, e casou a 1 d'Outubro de 1842, com D. Maria Rita Gonçalves 
Zarco da Camará, que nasc. no Rio de Janeiro a 2 de Julho de 1820, 2.^ filha dos 7.°' Condes 
da Ribeira Grande, Dom José Maria António Gonçalves Zarco da Camará, e de sua segunda 
mulher a Condessa D. Marianna d'Almeida, Dama de Honor da Rainha D. Maria i, e 
Dama da Ordem de Santa Isabel, de Portugal, 2.* filha dos 3.°' Marquezes de Lavradio e 
S."' Condes de Avintes. ^ 

1.° Dom Manuel José. — Nasc. a S de Julho de i843, e m. a 16 de Setembro de 1858. 

2.° D. Marianna da Madre de Deus. — Nasc. a 22 de Junho de 1844. Dama de Honor da 
Rainha D. Maria Pia, e herdeira da Casa dos 9.°* Condes dos Arcos, que casou em 
1867, com Sebastião Guedes Brandão de Mello, Conde de S. Miguel; Official-mór 
Honorário da Casa Real, e Moço Fidalgo com exercício no Paço; Cavalleiro da Ordem 
da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito ; Commendador de numero extraor- 
dinário da Real Ordem Americana de Isabel a Catholica, e Cavalleiro da distincla 
Ordem de Carlos ui, ambas de Hespanha ; Cavalleiro das Ordens de Leopoldo da 
Bélgica, de S. Gregório Magno de Roma, de S. Maurício e S. Lazaro de Itália; Pri- 
meiro Secretario de Legação, servindo actualmente na Legação de Portugal, em Paris; 
Bacharel formado em Direito, e habilitado com o curso Administrativo pela Universidade 
de Coimbra, que nasc. a 7 de Maio de 1843 ; filho de Francisco Brandão de Mello 
Cogominho, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Major graduado d'Artilheria 
do Exercito, que m. a 27 de Março de 18S4, 3.° filho dos 2.°* Condes de Teréna, 
o qual foi casado com sua prima, D. Maria da Natividade Guedes de Portugal, 3.» filha 
^ dos l.°s Viscondes da Costa. — Sem geração. (V. S. Miguel, Costa, e Terena.) 

3." D. Barbara Camii.la. — Nasc. a 5 d'Abril de 1847, e m. a 22 de Setembro de 1874, 
havendo casado a 5 d'Outubro de 1863 com Bartholomeu da Costa Macedo Geraldes 
Barba de Menezes, 2." Visconde de Trancoso, que nasc. a 6 de Fevereiro de 1842, 
filho de Francisco António Marques Geraldes Barba, Fidalgo da Casa Real ; Commen- 
dador da Ordem de S: Bento d'Avíz • Brigadeiro do Exercito, reformado, que m. a 
15 d' Abril de 1855 ; e de sua terceira mulher D. Maria do Carmo da Costa Macedo 
e Ornellas Sequeira Reimão, a qual depois de viuva teve a mercê de 1.^ Viscondessn 
de Trancoso. — Com geração. (V. Trancoso.) 

í Conservamos a denominação originaria do titulo, como está na Carta de 2 de Fevereiro de 1620. 



ARC E GRANDES DE PORTUGAL 119 

SEXJS JPAES 

Os 9.°' Condes dos Arcos. — (V. Arcos.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

CoxnE — 8 de Fevereiro de i620. — (D. Filippe II. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Fi- 

lippe JI, Liv. 42, a fl. 212, v.) 
Renovado no 10.° Conde — Decreto de 2 de Maio de 1855. 

'BirSLXVLO <l'Ax*ma.g!. — (V. adiante.) 




ARCOS DE VAL-DE-VÈZ ' (Conde). — Dom Manuel de Noronha e Brito, 9.° Conde 
dos Arcos, em sua vida ; Par do Reino por successão a seu Pae, o 8.° Conde dos Arcos 
de Val-de-Vèz, (Par do Reino por Carla Regia de 30 d'Abril de 1826, de que prestou 
juramento e tomou assento na Camará dos Pares a 31 d'Oulubro do mesmo anno), de que 
pieslou juramento e tomou posse na Camará dos Dignos Par€s em Sessão de 29 de No- 
vembro de 18i4; Gentil-Homem da Camará d'El-Rei D. João vi; Commendador de Santa 
Maria de Vilia de Rei, e de Santo Ildefonso de Sedaes, ambas na Ordem de Christo; Pa- 
droeiro do Mosteiro do Salvador, de Lisboa ; Tenente-Coronel reformado de Infanteria do 
Exercito. Nasc. a 28 de Fevereiro de 1792, e casou a 23 de Novembro de 1815, com- 
D. Barbara da Silva Tello, que nasc. a 7 de Março de 1782, e m. a 19 d'Abril de 1841, 
2." filha dos 2.°' Marquezes de Vagos, e 7.°' Condes d'Aveiras. (V. Vagos.) 

1." D. Nuno José. — ^ctual 10." Conde dos Arcos. (V. acima.) 

2.° D. Pedro José. — Nasc. a 13 de Novembro de 1817. Gentil-Homem da Camará d'El-Rei 
D. Luiz I ; Commendador das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de ViUa Viçosa; 
e da de S. Bento d'Aviz ; Cavalloiro da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Gran-Cruz da 
Ordem da Coroa de Itália ; Commendador de numero extraordinário da dislincta Or.lem 
de Carlos iii, e da Real Americana de Isabel a Catholica, ambas de Hespanha ; Commen- 
dador da Ordem de Leopoldo da Bélgica ; Cavalleiro das Ordens da Legião de Honra 
de França, e da de S. Jlauricio e S. Lazaro de Itália; Major reformado de Cavallaria 
do Exercito. Casou a 7 de Janeiro de 1857, com D. Catharina Rita Machado, que nasc. 
a 21 de Maio de 1823, l.'^ filha dos 1.°* Viscondes de Benagasil. — Sem geração. 
(V. Benagasil.) 

3.** D. Jorge de Noronha. — Fallecido. 

* O titulo de Conde dos Arcos de Val-de-Vêz foi desde o seu principio concedido em três vidas: a Dom Luís de Lima, fillio 
maior do Visconde de Villa Nova da Cerveira, em attenção a estar casado, cora approvaçâo de El-Rei D. Filippe ii, com D. Vi- 
ctoria de Cardaillac e Bourbon, Dama da Princeza D. Isabel de Bourbon (Rainha), e pelos merecimentos e qualidades d'aqnelles 
de quem descendiam (o Conde de Gijon, Dom Affonso, filho bastardo de EI-Rei D. Henrique n, de Castella, que casou em 1378 
com D. Isabel, filha natural de El-Rei D. Fernando i, de Portugal.) D'esle matrimonio procedem, além da Casa dos Arcos, os Mar- 
quezes de Angeja, Condes de Valladares, e procediam também os Marquezes de Marialva, Condes de Monsanto, Marqnezes de 
Cascaes, e .Srs. de Ílhavo. 

Assim consta da Carta de 8 de Fevereiro de 1G20, cumprindo acerescenrar, que n'ella se designa a successão da seguinte 
maneira : 

Dom Luiz de Lima, a 1.' vida no titulo. 

A 2.* vida para um filho d'e8te matrimonio, que teve effeito em D. Thomaz de Noronha, accrescentando-se «« particu- 
larmentt ao âe haver acclamado El-Rei Mtu Senhor e Pae, e satisfação com que sennu ao Prineipe D. Theodosio, meu, sobre todos, 
muipresado irmãos. (Carta de 10 de Junho de 16G2. — Arch. da T. do T., Chanc. de D. Affonso VI, Liv. 27, fl. 35). 

A 3 * vida do titulo verificou-se em Dom Marcos de Noronha e Brito, por Carta de 12 de Junho de 1665, e ao mesmo 3." 
Conde se concedeu a merco de mais duas vidas para se verificarem em filho ou neto. (Carta de 2 d'Outnbro de 1668- — Arch. da T. 
do T., aianc. de D. Affwiso VI, Liv. 29, fl. 3, e Liv. 27, fl. 362). 

Depois d'esta época, o titulo tem sempre sido renovado em vida das pessoas tituladas. 



120 famílias titulares aug 



SErrs PAES 

Dom Marcos de Noronha e Brito, 8." Conde dos Arcos de Val-de-Vêz; Par do Reino 
por Carla Regia de 30 de Abril de 1826, de que prestou juramento e tomou posse a 31 
de Outubro do mesmo anno; Gentil-Homem da Camará da Rainha D. >Iaria i; Conse- 
lheiro d'Estado effectivo, em 1823; Presidente do Conselho de Ministros, e Ministro e Se- 
cretario d'Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, em 1821; Ministro e Secretario 
d'Estado da mesma Repartição, no Rio de Janeiro, em 1817; Membro da Junta do Governo 
do Reino, creada por El-Rei D. João vi, por Decreto de 6 de Março de 1826, para, na 
qualidade de Conselheiro d'Estado, e conjunctamente com os Conselheiros d'Estado o Car- 
deal, 6.° Patriarcha de Lisboa, D. Carlos da Cunha e Menezes, da Casa dos Condes de 
Castro Marim; o 4.° Duque de Cadaval, D. Nuno Caetano Alvares Pereira de Mello; o 
1." Marquez de Vallada e 1." Conde de Caparica, D. Francisco de Menezes da Silveira e 
Castro ; e os Ministros e Secretários d'Estado : dos Negócios do Reino, José Joaquim de 
Almeida Araújo Correia de Lacerda; dos Negócios Ecclesiasticos e de Justiça, Fernando 
Luiz Pereira de Sousa Barradas ; dos Negócios da Fazenda, Dom Miguel António de Mello, 
depois 1.° Conde de Murça; dos Negócios da Guerra, o Conde deBarbacena, D. Francisco 
Furtado de Mendonça ; dos Negócios da Marinha e Ultramar, José Joaquim Monteiro Torres, 
Vice-Almirante ; e dos Negócios Estrangeiros, o 1.° Conde de Porto Santo, António Saldanha 
da Gama, coadjuvarem a Sereníssima Senhora Infanta D. Isabel Maria na Regência do Reino, 
decidindo-se todos os negócios á pluralidade de votos, sendo sempre decisivo o da Sere- 
níssima Infanta. Determinação esta, que regularia lambem para o caso de morte do mesmo 
Rei D. João vi, emquanto o legitimo Herdeiro e Successor da Coroa não desse as suas 
providencias a este respeito. (Supplemento ao n.° 56 da Gazeia de Lisboa de 7 de Março 
de 1826). Foi Governador e Capitão General da Capitania do Grão Pará e Rio Negro, por 
Carta Patenle de 21 d'Abril de 1795, logar que exerceu com grande prudência e discri- 
ção, merecendo-lhe ser transferido para Vice-Rei e Capitão-General de mar e terra do 
Estado do Brazil, por Carta Regia de 25 de Janeiro de 179^, serviço que estava desempe- 
nhando quando chegou ao Rio de Janeiro a Rainha D. Maria i e seu filho o Príncipe Re- 
gente, depois Rei D. João vi, a 7 de Março de 1808, terminando no dia seguinte, que foi 
o desembarque das Pessoas Reaes, o seu Vice-Reinado. Em Junho de 1809 foi nomeado 
Governador e Capitão-General da Capitania da Bahia, que havia vagado a 8 de Maio de 
1809, por óbito do seu Governador Geral o 6." Conde da Ponte, João de Saldanha da 
Gama Mello Torres Guedes de Brito, estando no exercício d'esle cargo. Foi nomeado Mi- 
nistro e Secretario d'Eslado dos Negócios da Marinha e Ultramar, no Rio de Janeiro, em 
23 de Junho de 1817, cujo cargo fora desempenhado pelo Conde da Barca, António de 
Araújo de Azevedo, que havia fallecido a 21 de Junho de 1817 ; Gran-Cruz das Ordens de 
S. Bento d'Aviz, e da Antiga Ordem da Torre Espada; Commendador da Ordem de Nossa 
Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e Commendador de Santa Maria da Villa de Rei, 
na Ordem de Christo ; Padroeiro do Mosteiro do Salvador de Lisboa ; Tenente-General do 
Exercito. Succedeu na Casa dos Arcos a sua Mãe a 8 de Janeiro de 1814. Nasc. a 7 de 
Junho de 1771, e m. a 6 de Maio de 1828, tendo casado a 7 de Agosto de 1791, com 
D. Maria Rosa Caetana de Lorena, que nasc. a 10 de Janeiro de 1769, e m. a 31 de 
Julho de 1795, 2." filha dos 6."' Condes de S. Vicente, Manuel Carlos da Cunha, que foi 
Vice-Almirante da Armada Nacional, e da Condessa D. Luiza Caetana de Lorena, filha 
dos 3.°' Duques de Cadaval. 

L° Dom Manoel de Noronha. — É o 9." Conde dos Arcos (Decreto de I3 de Maio de 1813), 
Gentii-Homean dia Gamara de El-Hei D. João vi, em ji817; Par do Reino. (V. acima.) 



ARC E GRANDES DE PORTUGAL 121 

2.° Dom José de Nobonha. — Nasc. a 25 de Fevereiro de 1793, e m. a 24 de Janeiro de 1834. 
Foi o 3.0 Marquez de Vagos, e 9.o Conde d'Aveiras, pelo seu casamento, a 10 de Setem- 
bro de 1815, com a 3.a Marqueza e 9." Condessa, D. Joanna Maria José da Silva 
Tello e Menezes Corte Real; Par do Reino por Carta Regia de 30 d'Abril de 1826. 
de que tomou posse e assento na Camará dos Pares em sessão de 31 d'Outubro do 
mesmo anno ; ambos já fallecidos. — Com geração. (V. Aveiras e Vagos.) 

3.» D, LuizA DE Noronha. — Nasc, a 21 de Julho de 1795, e m. a... Dama da Princeza, 
e depois Rainha, D. Carlota Joaquina. 

4.0 (B.) D. Anna Joaquina. — Foi legitimada em Janeiro de 1829. 

SEXJS A.VOS 

D. Juliana Xavier de Noronha, 7." Condessa dos Arcos de Val-de-Vêz (Carta de 
21 de Maio de 1769), filha primogénita e herdeira da Casa dos 6.°* Condes dos Arcos, 
Dom Marcos de Noronha e Brito, e de sua mulher a Condessa D. Maria Xavier de Len- 
castre, da Casa de S. Miguel, Dama da Rainha D. Marianna Victoria (em 1750), que 
nasc. a 29 de Setembro de J732, e m. em 1817, havendo casado em 1766, com Dom Ma- 
nuel José de Menezes e Noronha, seu primo, 7.° Conde dos Arcos de Val-de-Vêz, pelo 
seu casamento (Carta de 21 de Maio de 1769); Gentil-Homem da Camará de El-Rei 
D. Pedro iii ; Desembargador Ordinário da Relação e Casa do Porto, para entrar em vaga 
(Carta de 19 d' Abril de 1762); Desembargador Ordinário da Casa da Supplicação (Carta 
de 12 de Dezembro de 1764); Deputado da Junta da Administração do Tabaco, para o 
logar vago por fallecimento do Deputado Domingos Lobato Quinteiro (Alvará de 8 d'Ou- 
tubro de 1763); Deputado da Junta dos Três Estados (Decreto de 21 de Março de 1769, 
e Carta de 21 d' Abril do mesmo anno); do Conselho de El-Rei D. José i (Carta de 5 de 
Abril de 1769); Commendador de Santa Maria de Villa de Rei, na Ordem de Christo. 
Nasc. a 3 de Junho de 1740, e m., d'um desastre, em 1779 ; 2." filho dos 4.°" Marquezes 
de Marialva, e 6.°' Condes de Cantanhede, Dom Pedro de Menezes, Gentil-Homem da Ca- 
mará de El-Rei D. José i, e seu Estribeiro-Mór ; Gran-Cruz da Ordem de Christo ; e de 
sua mulher a Marqueza D. Eugenia Mascarenhas, 1." filha dos 3."' Condes d'Obidos. 

IFIXiHOS 

!.*• D. Maria de Noronha. — Nasc. a 3 d' Abril de 1767, e m. a..., havendo casado a 2 de 
Julho de 1791, com Dom Luiz Gonçalves da Gamara Coutinho Pereira de Sande, Chefe 
da Familia Camarás Coutinhot; 11.° Sr. das Hhas Desertas; 5. o Sr. de Regalados, e 
12." do Morgado da Taipa; Alcaide-Mór de Torres Vedras; Commendador das Com- 
mendas de Santa Maria de Casevel, de S. Thiago de Galdellas e de Santo André de 
Villa Boa de Quires, todas da Ordem de Christo ; Capitão de Cavallaria do Exercito, 
que nasc. a 9 de Março de 1758, e m. a... ; filho único de Dom Gastão José da Ca- 
mará Coutinho, 10.° Sr. das Ilhas Desertas, 4.° Sr. de Regalados, e 11.° do Morgado 
da Taipa ; Coronel das Ordenanças da Corte ; e de sua mulher D. Anna da Cunha e 
Menezes, filha de José Félix da Cunha Menezes, Sr. do Morgado de Payo Pires ; Te- 
nente General do Exercito, que casou a 22 de Julho de 1756, com D. Constância 
Xavier Domingas Aureliana de Menezes. — Com geração. (V. Taipa.) 

2.° D. Eugenia de Noronha. — Nasc. a 27 de Março de 176., e m. no estado de solteira. 

3.» Dom Marcos de Noronha. — Foi o 8.° Conde dos Arcos ; Par do Reino em 1826 ; Con- 
selheiro d'Estado ; Gentil-Homem da Gamara da Rainha D. Maria i ; Membro da Junta 
do Governo do Reino, por oecasião do fallecimento de El-Rei D. João vi ; Presidente 
do Conselho de Ministros ; Ministro e Secretario d'Estado dos Negócios da Marinha e 
Ultramar, que casou com a Condessa D. Maria Rosa Gaetana de Lorena. — Com gera' 
ção. (V. acima.) 

NR. Para vêr a ascendência d'esta familia, recorra-se ás Memorias Históricas e 
Genealógicas dos Grandes de Portugal, por D. António Caetano de Souza, pag. 245. 

16 



122 



famílias TITULARES 



AHC 



CREAÇÃO DO TITULO 

Conde dos Arcos de Val-de-Vêz, em três vidas — Carta de 8 de Fevereiro de 1620. — (D. Filippe II. — 

Regist. 110 Arch. da T. do T., Chanc. de D. Filipve JI, Liv. 42, fl. 212 e 213 v.) 
Renovado nos 7.°* Condes — Carta de 21 de Maio de 1769. — (D. José I. — Regist. no Arch. da T. do T., 

Mercês de D. José I, Liv. 2, fl. 183 v.) 
Renovado no 8.° (^onde — Carta de 20 de Fevereiro de 1783. — (D. Maria I. — Regist. no Arch. da T. 

do T., Mercês de D. Maria I, Liv. 14, a fl. 214.) 
Renovado no 9.o Conde — Carta de 10 de Dezembro de 1813. — (D. Maria I, Regência do Príncipe D. João, 

depois Rei D. João vi. — Liv. 26, fl. 160 v., do Registo das Mercês de D. João VI, existente no Rio 

de Janeiro.) 
Concessão de mais uma vida n'este titulo, para se verificar desde já em seu filho primogénito D. Nuno, 

10.° Conde — Decreto de 2 de Maio de 1855, 

Brazao d' Armas. — Escudo esquartelado ; no primeiro e quarto quartel as armas 
de Portugal, tendo um filete preto em contra-banda : no segundo e terceiro quartel as armas 
do antigo Reino de Castella, mantelado de prata, e dois leões de purpura, batalhantes, com 
uma bordadura composta de ouro e veiros d'azul. 

BRAZÃO privativo da Casa dos Condes dos Arcos de Val-de-Vêz. 




ARCOSSÒ (Barão). — Titulo extimto, que deixou herdeiros. — Pedro António Ma- 
chado Pinto de Sousa Canavarro, 1.° Barão de Arcossó, em sua vida; Fidalgo da Casa Real, 
por successão a seus maiores ; 3." Sr. do Morgado de S. José de Arcossó, no termo de Chaves ; 
Cavalleiro das Ordens de S. Bento d'Aviz e da Antiga Torre Espada ; Brigadeiro do Exer- 
cito. Succedeu no dito Morgado a seu Pae a 19 de Janeiro de 1778. Nasc. a 30 de De- 
zembro de 1772, e m. em Traz-os-Montes, a 13 de Maio de 1836, havendo casado a 23 
de Fevereiro de 1802, com D. Luiza Maria Slessor, que nasc. a 24 de Agosto de 177S, 
e m. a 23 de Dezembro de 1849, filha de João Slessor, Marechal de Campo, Comman- 
dante do Regimento de Cavallaria de Chaves, natural da Escossia, e de sua mulher D. Rita 
Isabel Bristow. 



1.0 João de Souza. — Nasc. a 7 de Fevereiro de 1804, e m. a 18 d'Outubro de 1853; Fi- 
dalgo da Casa Real, por successão a seus maiores ; 4." Sr. do Morgado de S. José de 
Arcossó ; Official de Cavallaria do Exercito. Casou a 23 de Abril de 1825, coro 



ARC E GllANDES DE PORTUGAL 123 



D. Marianna Eduarda do Faria Machado Pinto Roby 1, que nasc. a 19 de Setembro 
de 1810, c m. a 18 de Outubro de 1853 ; 2." filha de João de Faria Machado do 
Gusmão Abreu e Liroa, Fidalgo da Casa Real, c Sr. da Casa das Hortas c da Bagoeira 
em Braga, e de sua mulher D. Maria Ignacia Pinto Roby, filha de Gaspar José da 
Costa Pereira de Gouvôa, Cavalieiro da Ordem de Christo, Fidalgo da Casa Real, o 
Alcaido-mór de Ervededo ; e de soa mulher D. Maria Casimira Roby Pinto de Barros. 

FILHOS 

1." Pedro de Souza. — Nasc. a 6 de Fevereiro de 1828; Fidalgo da Casa Real, 
por successão a seus maiores ; actual Sr. do Morgado de S. José de Ar- 
cossó ; Cavalieiro da Ordem da Torro Espada, do Valor, Lealdade c Mé- 
rito ; Alferes do Exercito em disponibilidade. Casou a 6 de Fevereiro 
de 1865, com D. Antónia de Passos Manoel, que nasc. a 5 de Novembro 
de 1844, 2. a filha de Manoel da Silva Passos, Ministro d'Estado Honorá- 
rio ; Par do Reino por Carta Regia de ,17 de Maio de 1871, de que não 
tomou posse ; Bacharel formado em Cânones, que m. a 16 de Janeiro de 
1862, e foi casado com D. Gervazia de Sou/a Girão de Passos Manoel. 
(V. Passos. J 

FILHOS 

1.0 Manoel. — Nasc. a 30 de Outubro de 1865, c m. a 18 de 

Agosto de 1874. 
2.0 João. — Nasc. a 12 de Fevereiro de 1867, e m. a 30 de 

Setembro de 1872. 
3.0 D. LuizA. — Nasc. a 23 de Fevereiro de 1868, e m. a 25 

de Agosto de 1874. 
4,0 D. Maria Xavier. — Nasc. a 3 de Novembro de 1870. 
5. o João. — Nasc. a 1 de Dezembro de 1872. 

2.0 D. Isabel Marianna. — Nasc. a 30 de Maio de 1829, e casou a 29 de Junho 
de 1854, com Henrique Pedro Guimarães, negociante na cidade de San- 
tarém. 

FILHOS 

1.0 João Eduardo. — Nasc. a 30 de Maio de 1855. 

2.0 Henrique. — Nasc. a 5 de Janeiro do 1857. 

3.0 D. Maria dó Carmo. — Nasc. a 31 de Outubro de 1858. 

3.0 João de Souza. —Nasc. a 15 de Outubro de 1852. 

2.0 Francisco de Souza. — Nasc. a 31 de Março do 1807; Fidalgo da Casa Real por succes- 
são a seus maiores ; Commendador da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Cavalieiro da Ordem 
da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito ; Coiidecorado com a Medalha n.o 9 das 
Campanhas da Liberdade ; General do Brigada do Exercito. 

3.0 Pedro Slessor de Souza. — Nasc. a 26 d'Abril de 1813. Fidalgo da Casa Real por succes- 
são a seus maiores; Commendador da Ordem de S. Bento d'Aviz; Cavalieiro da Ordem 
, de Nossa Senhora da Conceição ; condecorado com a Medalha d'ouro de Valor Militar, 

e com a Medalha n.o 4 das Campanhas da Liberdade ; Major do Exercito, sem accesso. 
Viuvo de D. Marianna das Dores Mouzinho da Silveira de Gouvêa, que nasc. a 11 de 
Maio de 1823, e m, a 29 de Fevereiro de 1869. 

FILHOS 

1.0 Pedro Mouzinho. — Nasc. a 28 de Maio de 1846. Fidalgo da Casa Real; 
aspirante da Alfandega de Portalegre. 

2.0 D. Maria da Gloria. — Actual 2.» Baroneza da Ribeira de Pena. (V. Ri- 
beira de Pena.) 

3.0 José Xavier. — Nasc. a 19 d'Agosto do 1851. Fidalgo da Casa Real. 

4.0 João de Souza. — Nasc. a 18 do Fevereiro de 1854. Fidalgo da Casa Real. 

5.0 Francisco de Souza. — Nasc. a 1 de Março de 1857. Fidalgo da Ca«a Real. 

4.0 D. Sebastianna Joaquina. — Nasc. a 7 d' Abril de 1815. 

5.0 António Slessor. — Nasc. a 13 de Janeiro do 1817, e m. a 20 d'Outubro de 1844. OfiQ- 

cial do Thesouro Publico. 
6.0 D. Anna Emília. — Nasc. a 7 d'Abril de 1819, e m. a 6 de Junho de 1872. 

1 O verdadeiro appellido é Eobim, pois descendem de Sebastião Pinto Robim Souto Maior, Brigadeiro de Infanteria e 
Governador da Praça de Valença do Minlio, que m. a 4 de Agosto de 1776, e era fillio de Baltliasar Robim de Barros; mas 
os seua descendentes desde uma certa época, sem razão conliecida, alteraram o appellido para Jtohy. 



124 FAMÍLIAS TlTULAllES ARC 



SEXJS PAES 

Francisco José de Souza Machado de Carvalho Canavarro, natural da freguezia do Sal- 
vador de Villa Pouca d'Aguiar; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, pelo seu casamento 
(Alvará de 18 de Janeiro de 1763); CavalIcTO professo na Ordem de Christo (Portaria 
de 20 de Setembro de 1752); 2." Sr. do Morgado ou Capella de S. José de Arcossó, 
ou Quinta do Outeiro da Veiga ; proprietário, por successão, do Officio de Escrivão da 
Camará do antigo Concelho de Villa Pouca d' Aguiar ; Coronel do Regimento de Cavallaria 
de Bragança. Nasc. a 10 de Julho de 1709, e m. a 19 de Janeiro de 1778, tendo casado 
em primeiras núpcias a 12 de Novembro de 1852, com D. Brizida Bernarda de Azevedo da 
Cunha Coutinho, Dona da Camará da Rainha D, Maria Anna Victoria (d' Áustria), filha 
de Balthasar da Cunha Sampaio, e de sua mulher D. Jeronyma d' Azevedo da Cunha, da 
qual não houve geração. Passou a segundas núpcias a 25 de Março de 1770, com D. Se- 
bastiana Joaquina Euphrasia Machado Pinto Vahia de Miranda, que nasc. a 20 de Janeiro 
de 1742, e m. a 15 de Fevereiro de 1802, filha e herdeira de António Machado Pinto, 
Sr. do Moi-gado de Bornes ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Pagador das Tropas de Traz- 
os-Montes; Familiar do Santo Officio; e de sua mulher D. Fehcianna de Miranda Vahia, 
neta de Francisco Teixeira de Miranda Vahia, Sr. da Casa do Bom Regalo em Lamas de 
Orelhão ; Sargento-mór de Villa Pouca d'Aguiar ; e de sua mulher D. Serafina Borges de 
Faria Machado, da Casa da Bagoeira, junto a Braga. 

1 .0 Pedro António. — Foi o ! ." Barão de Arcossó. Casou com D. Luiza Slessor. — Com ge- 
ração. (V. acima.) 

2." D. Maria Benedicta. — Nasc. a 17 de Fevereiro de i771, e m. a 2S de Novembro de 
1846, tendo casado a 6 de Junho de 1787, com António do Valle de Souza Menezes, 
Fidalgo da Casa Real; 9.° Administrador do Morgado da Guerreira, em Thomar; Gom- 
mendador da Ordem de Christo ; Coronel do Regimento de Milícias de Santarém ; Go- 
vernador militar de Thomar, que nasc.- a 12 d' Agosto de 1756, e m. a 3 de Março 
de 1829. 

FILHO 

José do Valle. — Nasc. a 19 de Setembro de 1794. Moço Fidalgo com exer- 
cido no Paço ; Coronel do Regimento das Milicias de Thomar ; 10.° Ad- 
ministrador do Morgado da Guerreira em Thomar, e successor do Morgado 
de Olivença, e outros ; Bacharel formado em Mathematica. Casou* a 9 de 
Novembro de 1824, com D. Maria Antónia Constança de Lima Fêo, que 
nasc. a 19 de Setembro de 1803, e m. a 7 d'Agosto de 1833. — Com 
geração. (V. Sarmento.) 

SEUS AVOS 

António de Souza Machado Canavarro, natural de Villa Pouca de Aguiar; Sr. da. 
Casa deNuzêdo, e instituidor, segundo se diz, do Morgado ou Capella de S. José de Ar- 
cossó, ou seja Quinta do Outeiro da Veiga ^ ; Escrivão da Camará de Villa Pouca de Aguiar 
(Carta de 8 de Outubro de 1708); casado com D. Theodosia de Sá Corrêa, natural de 
Sabroza, filha de Domingos de Carvalho, natural de Parada do Pinhão, morador em Sa- 
broza, termo de Villa Real; e de sua mulher D. Margarida de Sá Corrêa, natural de 
Sabrosa. 

1 Fizemos todas as diligencias no Archivo da Torre do Tombo, e no Cartório do Desembargo do Paço, mas não encon- 
trámos registo on nota do Alvará de licença, ou de instituiçfio d'este vinculo : é provável que seja capella, por disposição tes- 
amentaria. 



ARG E GRANDES DE PORTUGAL 123 



FIXiHOS 

1.0 Francisco José. — Nasc. a 10 de Junho de 1709, e m. a 19 de Janeiro de 1778, havendo 
casado em segundas núpcias com D. Sebastianna Joaquina Euphrasia Machado Pinto 
Vahia de Miranda. — Com geração. (V. acima.) 

2." José Caetano. — Foi Clérigo, 

3.° Cypriano de Sousa. — Foi Capitão de Cavallaria de Chaves. Casou com D. Anna Pereira 
de Vasconcellos, natural de Sabrosa, filha e herdeira de Jeronymo Cardoso de Vascon- 
cellos, Sr. de Casa em Sabrosa ; e de sua mulher D. Catharina Pereira de Sá. 

FILHOS 

1." FiLiPPE DE Souza. — Fidalgo da Casa Real, pelo seu casamento; Commendador de 
Duas Pontes na Ordem de S. Thiago ; Tenente-General do Exercito, e Gover- 
nador das Armas e Partido do Porto ; Sr. da Casa de Sabrosa, que casou com 
D. Ignacia Caupers, Açafata da Rainha D. Maria i, a qual m. na Cidade do 
Porto em 1821, filha de João Valentim Caupers, Guarda-Roupa de El-Rei 
D. Pedro iii e de El-Rei D. José, e de sua mulher D. Ânna Freire de Sande 
e Vasconcellos. — Com geração. 

2.0 D. Maria Margarida. — Casou com António Pereira Carneiro, Sr. de Casa no Peso 
da Régua. — Com geração. 

3.0 D. Brizida Bernarda. — M. no estado de solteira. 

4." D. Maria Caetana.j 

5." D. Leonor Luiza. > Foram religiosas no Mosteiro de S. Bento de Murça. 

6.° D. Anna Maria. ) 

7.0 D. Catharina de Souza. 

BISA.VOS 

António Francisco de Aguiar, natural da freguezia do Salvador de Villa Pouca de 
Aguiar, e morador no logar de Nuzêdo ; Sr. da Quinta de S. José de Arcossó, ou do 
Outeiro da Veiga ; Escrivão da Gamara do antigo Concelho de Aguiar, pela renuncia que 
n'elle fez seu cunhado Balthasar Vaz Alcoforado, capitão de Manteria de Bragança, pro- 
prietário do dito OíBcio por seu filho Leonardo Teixeira Moraes, em 12 de Julho de 1686, 
o qual se destinou á vida de clérigo, e de que seu tio António Francisco de Aguiar lhe 
fizera o património, revertendo a propriedade do Oíficio de Escrivão da Gamara para este, 
o que lhe foi concedido por Alvará de 15 de Junho de 1693 (Árch. da T. do T., Chanc. 
de D. Pedro II, Ltv. 50, fl. 207); Familiar do Santo Officio, por Garta de 3 de Setem- 
bro de 1676 ; abastado proprietário ; casado com D. Gatharina de Souza, filha de Paulo Mar- 
tins de Sousa, natural do logar de Eiris, freguezia de Nossa Senhora de Vrea de Bornes ; 
Escrivão das Guias de Villa Pouca de Aguiar, de que teve mercê por Garta de 21 de Junho 
de 1687 ; e de sua mulher Maria Alvares, moradores na freguezia de S. Thomé de Arcossó ; 
neta pela parte materna de António Gonçalves Ganavarro, e de sua mulher Maria Alvares, 
da mesma freguezia de S. Thomé de Arcossó. 

ZFIXjUOS 

António de Sousa. — Succedeu a seu Pae no Ofiicio de Escrivão da Camará do antigo Con- 
celho de Villa Pouca de Aguiar, por não haver outro filho secular. 

NB. Ignoro os nomes dos outros descendentes. 

TERCEIROS AVOS 

Francisco Gonçalves, natural da freguezia do Salvador de Villa Pouca de Aguiar, 
proprietário, casado com Catharina Dias, natural do logar de Tinhella de Baixo, freguezia 
de S. Martinho de Bornes. 



126 



FAMILIAS TITULARES 



ARC 



António Francisco. — Parece ser este o primogénito, segundo a habilitação do Santo Officio. 
NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

QUAIiTOS AVÓS 

Miguel Gonçalves, proprietário, casado com Isabel Fernandes, do logar do Guilhado, 
freguezia do Salvador de Villa Pouca de Aguiar. 

Francisco Gonçalves. — (V. acima.) 

CREAÇÃO DO TITULO 
Barão — Decreto de 2 de Dezembro de i835. 

BrazêLo d'Ax*nia,s. — Escudo esquartelado ; no primeiro e terceiro quartel as armas 
dos Souzas-Arronches — que são as armas do Reino com um filete negro em contrabanda, 
que não chegue á orla, e passe por baixo do escudinho do meio, e no segundo, em campo san- 
guinho, quatro crescentes de lua de prata apontados, e assim os contrários: no segundo quartel 
do escudo as armas dos Machados — em campo vermelho, cinco machados de prata com os 
cabos d'oiro postos em aspa ; no quarto quartel as armas dos Carvalhos — em campo azul uma 
estrella de oiro de oito raios dentro de um quaderna de crescentes de prata. 

BRAZÃO adoptado, de que não achamos noticia no Archivo da Torre do Tombo, nem no Cartório da 
Nobreza. Talvez fosse Alvará concedido anteriormente ao terremoto de 1755. 




ARCOZELLO (Visconde). — Joaquim Teixeira de Castro, 1,° Visconde de Arcozello, 
em sua vida. 

SEUÍS PAES 

João Teixeira, proprietário, casado com D. Anna Joaquina Teixeira, filha de Manoel 
Coelho de Castro, e de sua mulher D. Maria Joaquina de Castro. 



ARE 



E GRANDES DE PORTUGAL 



127 



JOAQ0IM Teixeira. — É o 1." Visconde de Arcozello. (V. acima.) 
NB, Ignoro se foi o primogénito, e se houve mais descendência. 

SETJS AVÓS 

João Teixeira, proprielario, casado com D. Victoria dos Santos Teixeira. 

João Teixeira. — Foi casado com D. Anna Joaquina de Castro. — Com geração. (V. acima.) 
NB. Ignoro se foi o primogénito, e se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 7, e Carta de 13 de Maio de 1874. — (D. Luiz I. — Regist. no Arch. da T. do T., 

Mercês de D. Luiz I.) 

/ 

'BirsLxã.o <l'Ai:*mas. — Escudo partido ; á direita as armas dos Teixeiras — em campo 
azul uma cruz de oiro potentea, vazia do campo ; e á esquerda as armas dos Castros de Mon- 
santo, Cascaes, Unhão, e Srs. de Penella e Penedono — em campo de prata seis arruelas de 
azul em duas palas. — Timbre, o dos Teixeiras — um unicórnio da sua côr, armado de oiro, 
nascente, e por differença uma brica de prata com um farpão verde. 

Alvará de Brazão d'Armas passado a Joaquim Teixeira de Castro, 1.° Visconde de Arcozello, em Ou- 
tubro de 1876. — Regist. no Cart. da N. do Reino. (Não se acha regist. no Arch. da T. do T.) 




AREIA LARGA (Barão). — TíYm/o extincto. — António Garcia da Rosa, 1." Barão 
d' Areia Larga \ em sua vida; Fidalgo da Casa Real; Tenente-Coronel do Regimento 



Areia Larga, pequena aldeia na ilha do Pico, aonde o Barão possnia ama grande propriedade. 



128 famílias titulares ARE 

das Milícias do Fayal. Serviu repetidas vezes os cargos administrativos de Vereador da 
Camará Municipal da Horta ; de Provedor do Concelho da Villa e depois Cidade da Horta ; de 
Sub-prefeito da Ilha do Fayal em 1833 ; e de Governador Civil interino do Districto Ad- 
ministrativo da Horta. Nasc. a 25 d'Agosto de 1790, e m. na avançada edade de quasi 
86 annos, a 25 d'Abril de 1876, havendo casado a 15 de Julho de 1815, com D. Maria de 
Lacerda Peixoto, que nasc. a 1 d' Agosto de 1800, e m. a 12 de Junho de 1857, 2." filha 
de Luiz Peixoto de Lacerda, e de sua mulher D. Jacinta de Lacerda. 

1.0 António Garcia. — Nasc. a 20 de Outubro de 1819, e m. a 4 de Janeiro de 1867. Fi- 
dalgo da Casa Real, e Gommendador da Ordem de Christo. Casou a 18 de Julho de 
1843, com D. Maria Isabel de Sá, que nasc. a 15 de Novembro de 1815, 1.» filha 
de Manoel Rodrigues de Sá, e de sua mulher D. Maria Constância Mauricia de Sá. 

2.° Manoel Garcia. — Nasc. a 12 de Outubro de 1825. Fidalgo da Casa Real; Gommenda- 
dor da Ordem de Christo ; Cavalleiro da Ordem de Leopoldo da Bélgica ; Deputado 
da Nação na Legislatura de 1857-1858, a qual apenas durou 15 mezes, e foi a 10.* 
Legislatura depois do restabelecimento do regimen constitucional e governo da Rainha 
D. Maria ii; Primeiro Secretario de Legação em exercício, servindo de Encarregado de 
Negócios de Portugal junto á Corte do Rio de Janeiro ; Bacharel formado em Direito 
pela Universidade de Coimbra. Casou a 19 de Junho de 1850, com D. Anna Isabel 
de Sá, que nasc. a 4 d' Agosto de 1828, 2.» filha de Manoel Rodrigues de Sá, e de 
sua mulher D. Maria Constância Mauricia de Sá. 

FILHOS 

i." D. JuLiA. — Nasc. a 15 de Outubro de 1851, e casou no Rio de Janeiro 

em 187... 
2.» Manoel. — Nasc. a 19 de Maio de 1871. 

3.° D. Maria da Gloria. — M. a 15 de Novembro de 1870; viuva de Manuel Ignacio Brum 

do Canto. 
4." D. Isabel F. Garcia da Rosa. — Solteira. 
5.*> Luiz Garcia da Rosa. — Nasc. a 14 de Agosto de 1833. 
6.° D. Anna A. Garcia da Rosa. — Solteira. * 

7.° D. Jacinta L. GarcIa da Rosa. — Solteira. 

NB. Não podemos alcançar as datas de nascimento, nem mais noticias. 

SBUS p^£:s 

Manoel Garcia da Rosa, natural da Villa de Santa Maria Magdalena da Ilha do Pico; 
Cavalleiro da Ordem de Christo ; Desembargador da Casa da Supplicação, que serviu os 
togares de letras de Corregedor da Cidade d' Angra, em 18 de Agosto de 1786 ; Juiz de 
Fora da Ilha do Fayal (Açores), em 12 de Setembro de 1780 ; Bacharel formado em Leis, 
em 1778), e habilitado no Desembargo do Paço a 16 de Março de 1779. Nasc. a 12 de 
Março de 1750, e m. na avançada idade de 87 annos, 2 mezes e 10 dias, a 22 de Maio de 
1837, tendo casado a 12 de Maio de 1789, com D. Isabel Josefa Forjaz de Lacerda, que 
nasc. a 20 d'Outubro de 1760, e m. a 1 d'Agosto de 1791, filha de André Francisco de 
Sabath, e de sua mulher D. Maria Fehcianna Forjaz de Lacerda. * 

1." António Garcia. — Foi o 1.° Barão d'Areia Larga. Casou com D. Maria de' Lacerda Pei- 
xoto. — Com geração. (V. acima.) 

2.» D. Isabel Forjaz. — Nasc, a 1 de Agosto de 1791, e casou a 17 de Julho de 1812, 
com António da Silveira Bettencourt, 1.° Barão da Fonte do Matto. (V. F(Mte do 
Matto.) 



ARC. 



E GRANDES DE PORTUGAL 



129 



SEUS AVOS 

José Garcia da Rosa, natural e proprietário do logar da Creação Velha, na Villa de 
Santa Maria Magdalena da Ilha do Pico ; casado com D. Maria Thereza, filha de Malhias 
Ferreira e de D. Maria Rodrigues, também naturaes da referida Villa da Magdalena. 

Manoel Garcia da Rosa. — Primogénito. Bacharel formado em Leis ; Desembargador da Casa 
da Supplicação. Casou com D. Isabel Forjaz de Lacerda. — Com geração. (V. acima. ( 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

BISADOS 

Sebastião Rodrigues, proprietário na Ilha do Pico, que casou com D. Isabel Garcia. 

José Garcia da Rosa. — Primogénito. Casou com D. Maria Thereza. — Com geração. (V. acima.) 

CREAÇÃO UO TITULO 

Barão — Decreto de 22 de Fevereiro de 1854, e Carla de 12 de Março de 1857. — (D. Pedro V, Regên- 
cia do Senhor D. Fernando II. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Pedro V, Liv. 9, 
fl. 269 V.) 

JBrazã.o d'AvinLas. — Um escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos 
Pereiras — em campo vermelho uma cruz de prata, florida, e vazia do campo ; no segundo as 
armas dos Sás — o campo enxaquetado de prata e azul de seis peças em faxa e sete em pala, 
e assim os contrários. — Timbre — uma cruz de vermelho florida e vazia, entre dois cotos 
d'azas de oiro. 




ARGANIL (Conde). — Dom Manuel Corrêa de Bastos Pina, Conde d' Arganil e 
26.° Bispo de Coimbra ; Par do Reino, em virtude do Decreto de 30 d'Abril de 1826, que 
creou o pariato ecclesiastico e civil, de qué prestou juramento e tomou posse na Ca- 

17 



130 FAMÍLIAS TITULARES ARG 

Camará dos Dignos Pares em sessão de 4 de Fevereiro de 1873 ; Commendador da Ordem 
de Nossa Senhora da Conceição de Vil la Viçosa ; Gran-Cruz da Ordem de Christo do 
Rrazil ; Sócio do Instituto de Coimbra ; Bacharel formado em Direito. Nasc. na freguezia 
de Carregosa, concelho de Oliveira d'Azemeis, a 19 de Novembro de 1830, e tomou Or- 
dens de Presbytero em 1854; apresentado Chantre da Sé Cathedral de Bragança em 6 de 
Dezembro de 1854 ; nomeado Vigário Geral da Diocese de Bragança, por Provisão de 20 
de Janeiro de 1855; Professor do Seminário da mesma Diocese, em 6 de Novembro de 1855 ; 
transferido para Chantre da Sé Cathedral de Vizeu, por Decreto de 21 d'Agosto de 1856; 
Examinador Synodal no mesmo Bispado por Provisão de 27 de Março de 1857 ; eleito Vigário 
Capitular d'esta Diocese, em 25 d'Outubro de 1858 ; transferido para Chantre da Sé Cathe- 
dral de Coimbra, por Decreto de 5 de Junho de 1858 ; nomeado Vigário Geral do Bispado 
de Coimbra, em 23 de Novembro de 1859 ; eleito Vigário Capitular do Bispado de Vizeu 
em 8 de Maio de 1862 ; nomeado Governador do Bispado de Coimbra, era 10 de Janeiro de 
1865 ; apresentado Bispo Coadjuctor e futuro successor do Bispo de Coimbra Dom José 
Manuel de Lemos, em 8 de Janeiro de 1870 ; eleito Vigário Capitular do Bispado, por 
fallecimento do Prelado a 26 de Março de 1870, em 31 do mesmo mez e anno ; apresentado 
Bispo da Diocese de Coimbra, Conde d'Arganil, em 12 de Maio do predito anno; e confir- 
mado por Letras Apostólicas a 22 de Dezembro de 1871. 

SEUS PAES 

António Corrêa de Bastos Pina, casado com D. Maria Joaquina da Silva, proprietários 
e moradores na freguezia de Carregosa, concelho de Oliveira d'Azemeis, districto admi- 
nistrativo e Bispado de Aveiro. 

1." D. Bernardina Corrêa. — Nasc. a 27 de Outubro de 1826. Solteira. 
2.° D. Maria Corrêa. — Nasc. a 26 de Fevereiro de 1829, e casou com Anastácio Baptista 
d'Aguiar, proprietário. "* 

FILHOS 

1.0 José. 
2.0 Basílio. 
3.0 Adelino. 
4.0 D. Maria. 

3.0 Manoel Corrêa. — Actual Bispo de Coimbra, Conde d'Arganil, Par do Reino. (V. acima.) 
4.0 António Maria. — Nasc. a 13 de Fevereiro de 1833. Presbytero e Chantre da Insigne Col- 

legiada de S. Martinho de Cedofeita, da Cidade do Porto. 
5.0 D. Thereza Corrêa. — Nasc. a S de Fevereiro de 1839, e m. a 24 de Fevereiro de 1876. 

Foi casada com Manoel Francisco Portal, proprietário. 

FILHOS 
1.0 Arel. 
2.0 D. Maria. 
3.0 D. Floripes. 
4.0 D. Delfina. 
8.0 D. Brígida. 

6.0 D. Anna Corrêa. — Nasc. a 9 de Junho de 1841. Solteira. 

7.0 José Corrêa. — Fallecido. 

8.0 D. Delfina Corrêa. — Fallecida. 

SEUS AVOS 

José Manoel Corrêa, natural da freguezia de S. Salvador de Carregosa, concelho 
de OUveira d' Azeméis ; proprietário e lavrador, que casou com D. Bernardina de Bastos 
Pina. 



ARG E GRANDES DE PORTUGAL 131 



l." Manoel de Jesus. — Presbytero. M. a 4 de Dezembro de i829; foi Familiar e Caudatário 
do ultimo Bispo da Diocese d'Aveiro, Dom Manoel Pacheco de Rezende ÍClerigo se- 
cular). 

2.° António Corrêa. — Casado com D. Maria Joaquina da Silva ; Progenitores do actual Bispo 
de Coimbra e Conde d' Arganil. (V. acima.) 

3." D. Maria Bernardina. — Conserva-se ainda no estado de solteira. 

t.° José Corrêa. — Presbytero. M. a 5 de Maio de 1872, sendo Vigário da freguezia de Nossa 
Senhora da Conceição ou das Febres, no concelho de Cantanhôde. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde d'Arganii- i — 25 de Setembro de 1427. — (D Affonso V. — Reyist. no Arch. da T. do T., Chanc. 
de D. Affonso V, Liv. 29, fl. 187, e Liv. 3 dos Místicos, a fl. 172.) 

Bx*aza.o <l'A.mnias!. — Escudo ovado partido ; na primeira pala, á direita, as armas 
dos Corrêas, descendentes do Mestre de S. Thiago Dom Paio Corrêa — campo de oiro fretado de 
corrêas sanguinhas repassadas umas por outras de seis peças, três em banda e outras três em 
contrabanda : a segunda pala cortada, tendo no quartel superior as armas dos Bastos, des- 
cendentes de Gonçalo Viegas de Basto — em campo vermelho cinco leões de prata, faxados de 
duas faxas de purpura cada um, uma pelo pescoço, e outra pela barriga, emxaquetados de 
ouro, postos em aspa; e no quartel inferior as armas dos Pinas — em campo vermelho uma 
torre da prata lavrada de preto, firmada em uma rocha verde, lavrada d'azul. Sobre a Coroa 
de Conde o chapeo semi-pontifical de Bispo, de côr preta, forrado de verde, e guarnecido com 
cordões de seda verde, tendo dez flocos ou borlas por lado, como competem aos Patriarchas, 
Primazes, e Arcebispos. ^ Por detraz do escudo, sobresae a mitra e o báculo episcopal com a 
volta para fora. 

Com este numero de flocos ou borlas, se acham esculpidas as armas dos Bispos de Coimbra, em diffe- 
rcntes edifícios da mesma Cidade : c também assim vem gravadas a pag. 249 das Memorias Históricas e 
Genealógicas dos Grandes de Portugal, por D. António Caetano de Souza. 



' Á mitra da Diocese de Coimbra anda annexa a preeminência do titulo de Conde d'Arganil, que actualmente é o 
titulo mais antigo de Conde na Corte de Portugal. Esta mercê e prerogativa foi conferida por El-Rei D. Affonso v ao 21." 
Prior de Santa Cruz de Coimbra, e Bispo da sobredita Diocese D. João Galvão. 

* Os chapéos semi-pontificaes dos Arcebispos e Bispos, devem ser pretos, forrados do verde, os cordões de seda simples, 
verde, com 6 flocos ou borlas, por lado, dispostos na seguinte ordem: 1, !t, 3. Dentro das suas Dioceses podem usar os cordões 
misturados com tios de ouro, e guarnecidos d'ouro os flocos. K isto o que, em regra, indica Caetano Motonl no moderno Di- 
zionario di Erudizioni Storico Ecclesiastiea, tom. 9, pag. 195, edição que terminou em 1860. — Accrescenta porém Moroni, que 
esta regra tem sido frequentes vezes alterada por concessões pontifícias. — Adoptou-se também desde certo periodo, que em 
regra, os chapéos dos Arcebispos qup tem sufTraganeos, e os dos Primazes fossem de côr verde ; os cordões verdes com 10 
flocos por lado dispostos na seguinte ordem: 1, 2, 3, 4; e como todos os Arcebispados, com raríssima excepção, tem Dioceses 
Bulfraganeas, ficou genérica a regra para os chapéos e cordões que devem usar os Areebisp>)S. 

O Jesuita Fillppe Bonanni, na sua obra Gerarchia Ecclesiastiea, em que descreve as vestes sacras e civis dos altos 
dignitários da Egrcja Romana, a pag. 166, diz, que os Bispos tem dois chapéos, a saber, o chapéo pontifical de côr verde, 
como se ordena no ceremonial dos Bispos, livro 1." cap. 3.*, e vem referido pelo P.^ Pescara no liv. 7." secc. 10.* cap. 1.° 
para as festas e calvagatas solemnes; e outro mais simples (chapéo semi-pontifical) com a côr do grau, para todos os outros 
actos : 

«Goíerus Epiaeopi duplicis formcB erit, alter quo in soltmníbus equitatibu» iitUur ejusdem formcB, qua D. D. Cardinalis pon- 
ttíficalittr equitantes uti consueverunt, alter vero simplex, uterque ab exteriori lana nigra, ab inteiiori vero serico coloris viridit 
texomatus, addilis solemniori flocia sericeis viridibus ah eo pendentibus.t 

Conforme ao que diz Moroni, é bem de presumir que nos tempos antigos houvesse alguma concessão especial sobre o 
ponto de que tratamos com relação á Diocese de Coimbra, attenta a preeminência do Condado de Arganil e senhorio de Côja, 
que n'aquellas epochas era de uma grande valia; e que por isso, o ornato do chapéo semi-pontifical, fosse igual ao do Arcebispo 
de Braga, Primaz das Hespanhas, do qual a Diocese do Coimbra é snffraganea. Do mesmo modo, em identidade ás referen- 
cias de Moroni, notamos, que no lírazão ecclesiastico do Bispo de Volterra, na Toscana, tem o chapéo cordões verdes com 10 
flocos; em França o Bispo du-Puy o mesmo numero de 10 flocos; o Arcebispo de Aix-la-Chapelle, tem nos cordões 10 flocos, e 
o Arcebispo de Alby, 15 flocos. 

Não podemos deter-nos a averiguar o que succede na Hespanha, onde parece foram os seus Bispos o Arcebispos os 
primeiros Prelados que principiaram a usar do chapéo com o ornato de flocos nos cordões, e que deram origem á adopção 
d'este ornato ; o que motivou a diversidade das cores, verde, roxa, e encarnada, conforme a dignidade e preeminência eccle- 
siastiea. 

Tratamos mui succintamente d'esta particularidade da côr do chapéo e forro, côr e qualidade dos cordões e numero de flocos 
designado para o Bispo de Coimbra, porque com respeito aos Bispos das outras Dioceses, que em virtude do Pariato ecclesiastico 
estabelecido pelo Eeal Decreto de 30 d' Abril de 1826, e que também n'essa qualidade, segundo o disposto na Lei de 28 de 
Setembro de 1855, tem as honras de Grandes do Reino, e hão de ser mencionados n'esta Resenua, havemos de seguir a regra 
geral referida por Moroni e Bonanni: talvez se encontre facilmente o motivo da differença do numero de flocos que ornam o 
chapéo do Bispo de Coimbra dos usados por aquelles Bispos, não obstante a preeminência do Pariato ecclesiastico que os equipa- 
rou uo grau de Grandeza na Corte ao Bispo de Coimbra, distinguindo-se hoje apenas este Prelado, além do titulo de Conde 
d'Arganil, annexo á sua Mitra, como acima dissemos, no numero dos flocos do chapéo que iguala com o numero de flocos 
privativo dos chapéos dos Arcebispos de Braga e de Évora, e differindo d'este8 tão somente na côr do chapéo. 



132 



famílias titulares 



ARE 




AREIAS DE CAMBRA (Barão).— António Soares Leite Ferraz d'Albergaria, 1.° Ba- 
rão de Areias de Cambra, em sua vida, e em memoria dos bons serviços prestados por 
seu Pae á causa da restauração do llirono constitucional, e das liberdades patiias ; abas- 
tado proprietário, e Sr. da Quinta das Areias, sita na freguezia de S. Pedro de Castellões 
de Cambra, solar da familia Ferraz d' Albergaria ; Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora 
da Conceição de Villa Viçosa; Administrador do concelho de Cambra desde 19 de Junho 
de 1848, até 12 de Agosto de 1861. Nasc. a 16 de Julho de 1824. 



SEXJS PAES 

Thomaz António Leite Soares d' Albergaria, natural do logar d' Areias, freguezia de 
S. Pedro de Castellões ; Fidalgo da Casa Boal ; Tenente-Coronel do Regimento de Milícias 
d'01iveira d'Azemeis (Decreto de 22 de Julho de 1822), e depois Tenente-Coronel Com- i 
mandante do Batalhão Nacional das Quatro Yillas (Decreto de 17 de Setembro de i8õ3); 
Cavalleiro da Ordem de Christo (Novembro de 1825); condecorado com a medalha de 
prata por duas campanhas na Guerra Peninsular, que fez no exercício do posto de Capitão 
do Regimento de Milícias d'OIiveira d'Azemeis; proprietário abastado, e Sr. da Quinta 
das Areias, situada em Castellões de Cambra. Nasc. a 18 de Agosto de 1790, e m. a 1 
de Junho de 1839, havendo casado a 10 de Julho de 1815, com D. Maria José Cândida 
Ferraz d'Albergaría, que nasc. a 11 de Março de 1787, e m. a 10 de Janeiro de 1827. 
Passou a segundas núpcias, in articulo mortis, com D. Libania Lucinda Xavier d'Alber- 
garia, que m. em Areias de Cambra a 21 de Março de 1877. 



ipzijSios ido 1.» DvcA-Tiainycoisno 

1." D. Anna Amália. — Nasc. a 25 de Julho de 1818. Viuva de Joaquim Maria de Souza Neto. 



FILHOS 

1." D. Adosinda. 
2.0 Eduardo. 
3.0 Augusto. 



lRE 



E GRANDES DE PORTUGAL 



133 



2.° 
3.0 



Gémeos 



(António Soares. — Actual Barão d' Areias de Cambra. 



(José Maria. — Nasc. a i6 de Julho de 1824. Fidalgo da Casa Real; Commen- 
dador das Ordens de Christo, e da de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa; 
Deputado da Nação na Legislatura de 30 de Julho de 1865 a 14 de Janeiro de 1868, 
que foi a 15.* Legislatura depois do restabelecimento do Governo Constitucional ; Ba- 
charel formado em Direito, e antigo Administrador do Concelho de Villa Nova de Gaia. 
Casou a 17 de Dezembro de 1859, com D. Francisca Carmina d'Almeida Souto, 1.* Ba- 
roneza do Corvo, que nasc. a 2 do Julho de 1813, viuva do 1." Barão do Souto, Manoel 
Alves Souto, que m. a 2 de Abril de 1859. 

A Sr.* D. Francisca Carmina d'Almeida, perdeu o direito a usar do titulo do seu 
primeiro marido, visto não se lhe ter concedido Alvará de confirmação do titulo e 
honras de Baroneza do Corvo, sem embargo de haver passado a segundas núpcias, 
como é de eslylo e praxe da Corte. (Assim se praticou com as Sr.^* Condessas da Ilha 
do Príncipe, em 173o; com a da Ponte, D. Anna Joaquina, em 1758; com a de S. Vi- 
cente, em 1820, e outras Sr.** titulares por seus maridos, e que passaram a segundas 
núpcias com indivíduos, não titulados, ou com titulo inferior ao que já tinham.) 
4." D. Carolina Cândida. — Nasc. a 16 de Fevereiro de 1827. Casada, c actual Viscondessa 
de Castro Silva. — Com geração. (V. Castro Silva. J 



ifiXjHios ido 2.» 3yc.A.a?I^I3yI:o3sno 

5." Thomaz António. — Nasc. a 13 de Março de 1836. Fidalgo da Casa Real; Contador da 
Comarca de Estarreja. 

SEXJS AVOS 

Manoel Soares d' Albergaria e Oliveira ^ Sargento-mór de Ordenanças de Oliveira 
TAzemeis (Patente de 10 de Junho de 1795); abastado proprietário. Casou com D. Fran- 
cisca Leite de Mattos e Vasconcellos, filha de João Leite, e de sua mulher D. Rosa Maria de 
Mattos. 

íFIXjUOS 

1.0 Thomaz António. — Primogénito. (V. acima.) 
2.0 D. Josefa. \ 

3 o D. Maria, f NB. Ignoro as datas de nascimento, se ainda vivem todas ou algumas; se 
4.0 D. Joaquina. (foram casadas, e deixaram successão. 
5.0 D. Antónia. / 

6.0 D. Anna Joaquina. — Casou com Domingos José de Pinho, Capitão de Ordenanças do Con- 
celho de Cambra, e proprietário. 

FILHO 

Manoel José. — Foi o l.o Barão do Salgueiro; do Conselho de S. M. I.; Bacha- 
rel em Leis, e Magistrado, que casou com D. Maria Benedicta de Faria 
e Vasconcellos. — Com geração. (V. Salgueiro.) 

7.0 D. Theodora. — Ignoro se foi casada e teve geração. 
BISA. VOS 

António Nunes d'01iveira, proprietário, casado com Marlanna Soares de Pinho, filha 
de Manuel Soares e de sua mulher D. Isabel Tavares, filha de Salvador Henriques, e de 
sua mulher D. Margarida Leite. 

IPILHIO 

Manoei. Soares. — (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 



* Para se saber a ascendência por varonia d'esta família, que também é a do Barão de Salgueiro, copiamos aqui a 
seguinte genealogia, que vem deecripta no Brazâo d'Armas que acima citamos. 

Manoel Soares db Albergaria b Oliveira, Sargento-mór, flllio de António Nunes de Oliveira, e de sua mulher 
Marianna Soares de Pinho: neto pela parte paterna de Alexandre Francisco, c de sua mulher Isabel de Oliveira; e pela 
materna de Manoel Soares, e de sua mulher Isabel Tavares ; segundo neto pela parte materna de Pedro Soares de Pinho, o 
de Bua mulher Maria Jorge, e de Manoel Tavares, e de sua mulher Maria Henriques ; e pela paterna de António Nunes, e 



134 famílias titulares ARN 



TERCEIROS AVOS 

Alexandre Francisco, proprietário, casado cora D. Isabel de Oliveira, filha de Pedro 
Soares de Pinho, e de sua mulher D. Maria Jorge. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão, em sua vida — Decreto de 7 de Julho, c Carta de 13 d' Agosto de 1874. — (D. Luiz I. — Regist.nn 
Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz I, Liv. 24 a fl. 278 v.) 

Birazêio d' Armas. — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Soa- 
res d'Âlbergaria, dos que descendem do fundador da Albergaria que existiu junto á egreja de 
S. Bartholomeu de Lisboa — em campo de prata uma cruz vermelha vazia e floreteada, e uma 
bordadura de prata, perfilada de negro, carregada com oito escudetes das quinas do Reino ; no 
segundo quartel as armas dos Oliveiras — em campo vermelho uma oliveira verde, com azeitonas 
d'ouro e raizes de prata; o terceiro partido, á direita as armas dos Leites — em campo verde 
três flores de liz de oiro em roquete ; à esquerda as armas dos Pereiras — em campo vermelho 
uma cruz de prata floreteada, vazia do campo ; no quarto as armas dos Mattos — em campo 
vermelho um pinheiro verde perfilado de oiro entre dois leões do mesmo metal, armados de 
azul. 

BRAZÃO concedido a Manoel Soares d'Albergaria c Oliveira, Sargento-mór de Ordenanças, por Alvará de 
5 de Maio de 1794. (Regist. no Cartório da Nobreza, Liv. 5, fl. 20.^ 




ARNEIRO (Visconde). — José Augusto Ferreira da Veiga, 1.° Visconde do Arneiro, 
em sua vida; Official da Ordem de S. Thiago, do mérito litterario, scientifico e artístico; 
Addido Honorário de Legação ; Membro da Sociedade dos Compositores Dramáticos, em 
França ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra ; proprietário. Nasc. 
em Macau, e casou em 1839, com D. Virgínia Francisca da Silva, que nasc. em Macau 
a 22 de Novembro de 1838, filha de Manoel Gonçalves da Silva, ^ negociante de grosso 
tracto, e capitalista das praças de Macau e de Lisboa ; e de- sua mulher D. Francisca 
Josefa de Castro Silva, natural de Macau. 

1." José Augusto. 

2.° D. Laura Isabel. — M. ainda infante. 

3." D. Beatriz Maria. 

NB, Os Viscondes recusaram dizer as datas de seus nascimentos, as dos nascimentos de seus 
filhos, e bem assim a noticia relativa a seus maiores. 

de sua mulher Maria de Oliveira; terceiro neto pela parte paterna do Dr. João Barbosa de Oliveira, e de sua mulher Maria 
Vieira; e pela materna de Matheus Luiz, e dè sua mulher Francisca Soares de Pinho; quarto neto pela parte paterna de 
Jorge de Oliveira, Moço da Camará por Alvará de 20 d' Agosto de 1609, e de sua mulher Mónica Barbara; e pela materna de 
Christovâo Tavares, e de sua mulher Isabel Soares d' Albergaria; quinto neto pela parte paterna de Jorge Gonçalves de Oli- 
veira, e pela materna, de António Soares d'Albergaria ; sexto neto de Christovâo Tavares, e de sua mulher Leonor de Pinho; 
sétimo neto de Pedro Soares, e de sua mnlher Filippa de Pinho ; oitavo neto de Catharina Vaz de Sampaio, e de André 
Homem, este filho de Pedto Homem da Costa de Vouzellas, Fidalgo da Casa Beal; nono neto de Tristão Vaz, e de sua mulher 
Filippa de Pinho; decimo neto de Pedro Vaz de Sampaio, e de sua mulher Brites de Pinho, irmã de João de Pinho, Fidalgo 
da Gasa Real, no tempo do senhor Rei D. João m. 



IN 



E GRANDES DE PORTUGAL 



135 



SEXJS PAES 



Joaquim José Ferreira da Veiga, natural da Cidade de Braga ; negociante de grosso 
iclo e capitalista em Macau e Lisboa, e proprietário. M. em Portugal, e foi casado em 
^gundas núpcias com D. Joanna Ulman Veiga, que m. em Bemfica, subúrbios de Lisboa, 
ilha de Jacob Gabriel Ulman, súbdito hoUandez, e de sua mulher D. Rosa Ulman. 

l.° D. Maria. — Viscondessa dos Olivaes, casada com António Theophylo d' Araújo, 1.° Vis- 
conde dos Olivaes ; Par do Reino. — Sem geração. (V. Olivaes.) 

2.° D. Clotilde. — Casou com João Francisco d' Araújo, abastado proprietário ao sul do Tejo. 
— Com geração. (V. Olivaes.) 

3.«> (B.) F . . . — 'Casado ; súbdito brazileiro. 

NB. Ignoro se tem descendência. 

IFIXjUOS JDO 2.» lí/!LA.'J?'EjXli/L<DJ:<rXO 

4." Joaquim José. — Nasc. em Macau. Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição 
de Villa Viçosa, que casou com D. Marianna Sarmento Ottolini, que nasc. a 14 de Julho 
de 1838, filha de José CupertiYio d'Aguiar Ottolini, Conselheiro d'Eslado ; Procurador 
Geral da Coroa ; Juiz da Relação de Lisboa e habilissimo Jurisconsulto ; Commendador 
da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Deputado da Nação na 
Legislatura de 1834-36, a qual durou 10 mezes, desde 15 d' Agosto de 1834 até 4 de 
Janeiro de 1836, e foi a 1." Legislatura depois do restabelecimento do regimen consti- 
tucional e do reinado da Senhora D, Maria ii; foi casado com D. Augusta Cesaria Ferreira 
Sarmento, filha de Manoel José Sarmento, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; do Conselho 
de El-Rei D. João vi ; Alcaide-mór de Alcácer do Sal ; Conselheiro Honorário do Ultra- 
mar; Commendador . da Ordem de Christo ; OíBcial Maior da Secretaria d'Estado dos 
Negócios do Reino, que m. a 8 de Setembro de 1836, e de sua mulher D. Marianna 
Raymunda Ferreira da Silva Leitão, todos já fallecidos. — Com geração. (V. OUolini.) 

5." D. Paulina Francisca. — Nasc. em Macau. Casou com António Alves de Sousa Guimarães, 
Fidalgo da Casa Real, que nasc. a 14 de Novembro de 1839, filho dos 1.°» Condes e 
l.os Barões de Bolhão, António Alves de Souza Guimarães, Commendador da Ordem 
de Christo ; Commendador das Ordens de S. Maurício e S. Lazaro de Itália, e de numero 
extraordinário de Carlos iii de Hespanha ; e de sua mulher a Condessa D. Francisca 
Fausta do Valle Pereira Cabral. — Com geração. (V. Bolhão.) 

6.° Carlos Manoel. — Nasc. a 7 de Maio de 1837, a bordo da barca ingleza Ammel, em 
viagem do Cabo da Boa Esperança para o Rio de Janeiro, e foi baptisado a 14 de 
Julho do mesmo anno na freguezia de Nossa Senhora da Gloria, no Rio de Janeiro; 
Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra. 

7." José Augusto. — Actual Visconde do Arneiro. (V. acima.) 

8.0 João Veiga. 

9.0 Jorge Theophylo. — Casado com D. Maria Francisca d'Almeida, filha de D. João Francisco 
de Paula d'Almeida e Silva Sanches de Baena, Moço Fidalgo com exercício na Casa 
Real ; Sr. dos Morgados de Oliveira dos Arcos e de Linhares ; Fidalgo de geração, ca- 
sado com D. Francisca Isabel Coutinho Pereira de Seabra, 2.» filha dos l.o^ Viscondes 
da Bahia. (V. Bahia e Sanches de Baena.) 
NB. Recusou-se a prestar esclarecimentos acerca da sua familia, da de sua mulher, e de 
seus maiores. 
lO.o D. Maria Elisa. — Nasc. a 30 de Dezembro de 1845. e casou em 1862, com o 1.° Vis- 
conde de Ottolini, Manuel Sarmento Ottolini. — Com geração. (V. Ottolini.) 

SEXJS AVÓS 

José da Silva Corrêa, proprietário, casado com D. Maria Bento Veiga. 



Joaquim José. — Ignoro se foi o primogénito. Negociante em Macau. (V. acima.) 
NB. Ignoro se houve mais descendentes. 



i;ío 



FAMILIAS TITULARES 



ARN 



NB. Dá-se n'esta família uma circumstancia, que esperamos não tenha seguidores : e vem a ser, que di- 
rigindo cartas attenciosas a todos os membros d'ella, para nos prestarem noticias que só elles nos poderiam 
facultar, todos, parece, concordaram em nos não darem a mais succinta resposta. 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em sua vida — Decreto de 17, e Carta de 20 de Julho de 1870. — (D. Luiz I. 
Areh. da T. do T., Mercês de D. Luiz I, Liv. 23, fl. 170.) 



Regitt. no 




ARNEIROS* (Visconde). — António Pinheiro da Fonseca Ozorio Vieira da Silva, 
1." Visconde d' Arneiros, em sua vida; Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores; 
S.° Administrador do vinculo ou capella de Nossa Senhora do Pilar, sita nos subúrbios da 
cidade de Lamego ; Deputado da Nação na Legislatura de 1852, e na de 1853 a 56, que foi 
a 9." Legislatura, e a segunda que se completou, depois do restabelecimento do regimen 
constitucional ; na Legislatura de 1860 a 61, e na que teve principio a 20 de Maio de 
1861 e findou a 18 de Junho de 1864, que foi a 13." Legislatura, e a terceira completa 
depois do período acima referido. Serviu por largos annos diflferentes cargos administra- 
tivos, como o de Presidente e Vereador da Camará Municipal de Lamego, e Vogal e Pre- 
sidente da Junta Geral do Districto de Vizeu ; Bacharel formado em Direito pela Univer- 
sidade de Coimbra; proprietário abastado em Lamego e seu termo. Nasc. a 16 de Agosto 
de 1824, e casou em 1849, com D. Maria Cândida de Araújo Martins Sarmento, filha de 
Francisco Joaquim da Gama Moraes Sarmento, e de sua mulher D. Joaquina Rosa de 
Araújo Martins. 

:piXjb:os 

1.° Antomo. — Nasc. a 3 d'Agosta de 1851. 

2.° D. LuizA Adelaide. — Nasc. a 2 de Fevereiro de 1853. 

3.° D. Maria do Carmo. — Nasc. a 3 de Setembro de 1854. 

4.0 Adolpho. — Nasc. a 23 de Novembro de 1856. 



1 A freguezia de Arneiros foi elevada a Villa, sob a denominação de Villa Nova de Sonto d'Kl-KeI, servindo-lhe de 
termo a sobredita freguezia de Arneiros. 



ARN E GRANDES DE PORTUGAL 137 



SEXJS PAES 

Joaquim António Pinheiro da Fonseca Vieira da Silva, Fidalgo da Casa Real, por succes- 
ío a seus maiores; i.° Administrador, por successão, do vinculo ou capella de Nossa Se- 
ihora do Pilar, sita nos subúrbios da cidade de Lamego ; condecorado com a Medalha por 
campanhas da Guerra Peninsular; Tenente-Coronel effectivo, e depois Coronel aggregado 
10 Regimento das Milicias de Lamego; abastado proprietário. Nasc. em 1784, havendo 
sasado a 6 de Setembro de 1823, com D. Anna Adelaide Ozorio de Magalhães Cabral Soares 
lachuca, filha de António Ozorio Soares Machuca de Aragão Cabral, natural da cidade de 
^amego, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus maiores (Alvará de 20 
''Abril de 1798); e de sua mulher D. Anna Joaquina de Magalhães. 

1." António Pinheiro. — Actual Visconde d'Arneirós. (V. acima.) 

2.0 Francisco António Pinheiro. — Nasc. a 17 d'Outubro de 1825. Fidalgo da Casa Real; 
Deputado da Nação na Legislatura de 1875-78 ; Bacharel formado em Direito, e Juiz 
de Direito de l.« classe. 

3.0 José António Pinheiro. — Nasc. a 2 de Dezembro de 1829. Fidalgo da Casa Real ; Ofi- 
cial do Exercito em serviço no Ultramar, que m. em Moçambique. 

4.0 D. Maria do Pilar. 

5.0 D. Maria Luiza. 

SEXJS AVÓS 

José António Pinheiro da Fonseca Vieira da Silva, Fidalgo da Casa ReaL 

IFIXjHIO TTlsTIOO 

Joaquim António. — Nasc. èm 1784, e foi legitimado para succeder em todos, os bens de seu 
Pae, ainda ab-intestato, e gosar da nobreza de seu Pae e Avós, por despacho da Mesa 
do Desembargo do Paço de 30 de Janeiro, e Provisão de 6 de Fevereiro de 1809. 
(Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 5 da Chanc. do Príncipe Regente D. João (vi), a 
fl. 272.) 

BISAVÓS 

Francisco António Pinheiro da Fonseca Vieira da Silva, Fidalgo da Casa Real, por 
successão a seus maiores ; Desembargador da Relação e Casa do Porto ; Ouvidor do 
Crime da mesma cidade e districto da Relação, em 24 de Novembro de 1789 ; transfe- 
rido para ai." Vara em 4 de Fevereiro de 1800 ; Corregedor da Comarca de Lamego 
(posse em 51 de Maio de 4778), fazendo o logar da Relação do Porto; Juiz de Fora de 
Castello Rodrigo em 23 de Outubro de 1764 ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; 
Bacharel formado em Leis, habilitado para os togares de Magistratura pela Mesa do Desem- 
bargo do Paço em 1762 ; foi o 3.° Administrador do vinculo ou capella de Nossa Senhora 
do Pilar ; casado com D. Bernarda Joaquina Ozorio de Pina e Mello, filha única e herdeira 
de Francisco José de Sousa Vellozo, Sr. da Quinta da Rapa, junto a Celorico, e de sua 
segunda mulher D. Joanna Bernarda Haro Ozorio de Pina e Mello. 

# 

1.0 Joio António. — M. muito novo sem haver tomado estado. 

2.0 D. Maria do Pilar. — M. no estado de solteira. 

3.0 José António. — Seguiu a vida ecclesiastica, e foi Abbade da freguezía de S. João Baptista 
de Figueira, no termo de Lamego. 

4.0 António Pinheiro. — Foi Arcypreste da Sé Cathedral de Lamego, e Bacharel formado em 
Leis, que, sem embargo de ser Clérigo, exerceu algum tempo, por Provisão da Mesa do 
Deseml)argo do Paço, a advocacia nos Auditórios da comarca de Mezão Frio. Foi Sr. da 
Quinta da Colónia, situada na freguezia de S. Sebastião de Villa Nova de Souto d'El- 
Rei, oatr'ora logar e freguezia de Ameirót, elevada a villa por Decreto de 21 de 
Março de 1769. 

18 



138 FAMÍLIAS TITULAREb ARN 



TEUCEIItOS AVOS 

João Pinheiro da Fonseca, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo da Ordem de 
Christo, em virtude do seu casamento; Doutor e Lente das Cadeiras do Código e do 
Digesto Velho, na Faculdade de Leis na Universidade de Coimbra; Collegial e Reitor do 
collegio de S. Pedro em Coimbra ; Desembargador com exercício em uma das Casas dos 
Aggravos da Supplicação ; Juiz dos Cavalleiros das Ordens Militares em 1753 ; Juiz Con- 
servador da Nação Britannica, em 1754. Parece haver morrido por occasião do terremoto 
de 1755, por estar em Lisboa no exercício dos cargos que deixámos mencionados. Foi o 
2.° Administrador da capella de Nossa Senhora do Pilar, e casou em 1741 ou 1742, com 
D. Maria Angélica da Silva Vieira, natural de Lisboa, a qual, pelo Padrão de 25 d' Abril de 
1730, tinha a mercê do habito de Christo, com a tença de 12^000 réis annuaes para a 
pessoa que com ella houvesse de casar (sendo digna), cuja mercê lhe fora feita em virtude do 
legado e justificação dos serviços militares obrados na índia por seu primo João de Souza 
Machado Magalhães e Menezes, que para ali tinha ido servir com praça de voluntário. 
D. Maria Angehca era filha de Domingos Vieira da Silva, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real 
(Alvará de 1757); natural da Povoa de Lanhoso ; Sargento-mór das Ordenanças do con- 
celho de Vieira; Familiar do Santo Officio; negociante de grosso tracto da Praça de Lisboa, 
e abastado proprietário ; e de sua mulher D. Paschoa Maria dos Anjos. 

1.0 Francisco António. — Foi Desembargador da Relação e Casa do Porto, e Cavalleiro professo 
na Ordem de Christo ; casou com D. Bernarda Joaquina Ozorio de Pina e Mello. — 
— Com geração. (V. acima.) 

2.° D. Anna Angélica. — M. no estado de solteira. 

3." D. Antónia Marianna. — M. no estado de solteira. 

4.0 José António. — Foi Abbade da freguezia de S. João Baptista de Figueira, termo de La- 
mego, beneficio que antigamente era da apresentação do Cabido da Sé de Lamego, e no 
qual succedeu seu sobrinho Joaquim António Pinheiro da Fonseca. (V. acima.) 

5.0 Joaquim António. — Foi Lente na Faculdade de Leis na Universidade de Coimbra. 

6." D. JoANNA. — M. no estado de solteira. 

QUARTOS AVÔS 

Manoel Pinheiro da Fonseca, natural e baptisado na freguezia de S. Sebastião d'Ar- 
neirós ; proprietário abastado e rico de cabedaes, que viveu sempre de suas fazendas na 
cidade de Lamego, aonde também era proprietário ; Instituidor do vinculo ou capella de 
Nossa Senhora do Pilar, em 1700, que casou com D. Maria Isabel Monteiro, filha de André 
Gonçalves, natural da villa de Ucanha, comarca de Lamego, e de sua mulher D. Anna 
Isabel Monteiro, natural da Torre de Moncorvo, ambos moradores no logar d' Arneiros. 

IFIXiHOS 

l.<* José Pinheiro. — Foi Clérigo prebendado em Lamego. 

2." João PinheIro. — Foi Doutor e Lente na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra ; 

Cavalleiro professo na ordem de Christo ; Fidalgo da Casa Real ; Desembargador aggra- 

vista da Casa da Supplicação, que casou com D. Maria Angélica da Silva Vieira. — 

Com geração. (V. acima.) 
3.° António Pinheiro. — Foi Bacharel formado em Cânones; Clérigo prebendado em Lamego; 

Familiar do Santo Officio. 
4.° Manoel Pinheiro. — Foi religioso na Ordem de S. Francisco dos Capuchos da província 

da Conceição. 
5.° Francisco António. — Clérigo e Abbade da freguezia de S. João Baptista de Figueira, 

termo de Lamego. 



lRR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



139 



6.0 D. Maria Pinheiro. — Foi religiosa no Convento de Barro. 

7.0 D. Sebastiana. — Freira no Convento das Claristas de Lamego, sob a invocação das Cha- 
gas de Christo. 
S.o D. Anna. — Freira no Convento de Santa Clara, em Coimbra. 
9." D. Joanna, — M. no estado de solteira. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em sua vida — Decreto de 23 de Dezembro de 1870, e Carta de 7 de Janeiro de 1871. — (D. Luiz l. 
— Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz 1, Liv. 25, fi. 240, v.) 

Brazão â'^x*inas.— Um escudo partido em pala; na primeira as armas dos Silvas 
em campo de prata um leão vermelho rompente ; na segunda pala, as armas dos Vieiras — ' 
campo vermelho seis vieiras de ouro em duas palas. — Timbre — um leão vermelho an- 
lante, e por differença uma brica azul com um trifolio de ouro. 

Alvará passado a Domingos da Silva Vieira, a 12 de Março de 1737. (Eegist. no Liv. 8 do Registo 
os Brazões d'Armas, a fl. 227.^ 




ARRIAGA (Visconde). — Joaquim Pinto de Magalhães, 1." Visconde da Arriaga, em 
sua vida; Fidalgo da Casa Real ; do Conselho de El- Rei D. Luiz i ; Deputado da Nação em 
nove Legislaturas ; Vogal da Junta Consultiva do Ultramar, e antes do extincto Conselho 
Ultramarino ; Juiz de 2." Instancia no quadro da Magistratura ; foi Juiz e Presidente da 
Relação de Loanda em 1855, e Juiz de Direito da província de Moçambique em 1835 ; 
Bacharel formado em Leis, pela Universidade de Coimbra ; Official da Ordem da Roza do 
Brazil ; proprietário. Nasc. a 6 de Junho de 1819, e casou em Collares, na Capella da 
Quinta da Arriaga, em Dezembro de 1876, com D. Elisa Adelaide Esteves Guimarães, 
filha de António Esteves Costa, Fidalgo da Casa Real e proprietário, e de sua mulher 
D. F . . . Guimarães. 

NB. O Visconde, apezar de repetidas instancias directas, recusou-se a indicar-nos o nome de sua sogra, 
e a prestar-nos quaesquer esclarecimentos relativos á sua familia. 



SEUS PAES 



Joaquim Pinto de Magalhães, 1." Visconde da Ribeira d'Alijó, em sua vida; Fidalgo 
da Casa Real, e proprietário. M. a 3 d'Abril de 1874 na edade de 89 annos, havendo 



140 FAMÍLIAS TITULARES ARR 

casado em 1812, com D. Barbara Emilia de Castro Pimentel da Mesquita Magalhães, que 
m. a 16 de Fevereiro de 1876 na edade de 84 annos, filha de José Ferreira de Macedo, 
Cavalleiro da Ordem de Chrislo ; Agente Commissario da antiga Companhia dos Vinhos do 
Alto Douro, e proprietário; e de sua mulher D. Leonor da Mesquita Gouveia de Castro 
Souto Maior, descendente da Casa dos Gouveias, da Presigueda. 

1." António Júlio. — Nasc. a 4 d'Abril de 1814, e m. em Lisboa a 5 de Dezembro do 1875. 
Foi o 2." Visconde da Ribeira d'Alijó, em sua vida; Fidalgo da Casa Real; Commen- 
dador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa; Cavalleiro da Ordem 
da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito ; Cavalleiro da Ordem da Legião de Honra 
de França ; Coronel de Milícias da provinda de Moçambique, e amigo Secretario Geral 
do Governo da mesma província ; Deputado da Nação em quatro Legislaturas ; Secre- 
tario Geral do extincto Conselho Ultramarino ; addido á Secretaria d'Estado dos Negó- 
cios da Marinha e Ultramar ; Director do Museu Colonial, que organisou e classificou 
scientificamente, revelando n'este trabalho profundo conhecimento das sciencias natu- 
raes ; Bacharel formado em Philosophia pela Universidade de Coimbra. Tomou parte 
nas Campanhas da Liberdade, assentando praça no Batalhão de Caçadores n." 5, durante 
o cerco do Porto em 1832, e serviu até o fim da lucta liberal, distinguindo-se pelo 
seu valor em vários combates, c merecendo pelo seu denodo em um d'estes, a conde- 
coração da Torre Espada. Casou a 14 de Setembro de 1842, com D. Gertrudes Eduarda 
d'01iveira Duarte, que nasc. a 13 de Outubro de 1822, e m. a 19 de Março de 1875, 
sem deixar geração ; filha de António Francisco de Oliveira Duarte, negociante de grosso 
tracto da Praça do Commercio de Lisboa e capitalista, que por largos annos foi Director 
do antigo Banco de Lisboa, casado com D. Marianna Isabel Pinto de Oliveira Duarte, 
ambos já fallecidos. 

2.° Joaquim Pinto. — Nasc. a 6 de Junho de 1819. 1.° Visconde d'Arriaga. (V. acima.) 

3." Roberto Augusto. — Nasc. a 14 de Abril de 1822. 3.° Visconde da Ribeira d'Alijó, em 
«Ma vida; Fidalgo da Casa Real; Bacharel «Jormado em Medicina, pela Universidade 
de Coimbra, e proprietário. Casou a 18 de Dezembro de 1845, com D. Quitéria Emilia 
Pinto de Magalhães, sua prima, que nasc. a 12 de Janeiro de 1825, filha de José Pinto 
de Mesquita Gouvêa, proprietário, já fallecido, e de sua mulher D. Jacinta Antónia de 
Carvalho Pinto. 

4.0 Luiz Pinto. 

SEUS ATVO^ 

José Pinto de Magalhães, Cavalleiro da antiga Ordem de S. Thiago da Espada (Por- 
taria de 5 de Abril de 1803); proprietário, que casou com D. Sancha Teixeira de Aze- 
vedo Pinto de Magalhães. 

1." Joaquim Pinto. — Foi 1.° Visconde da Ribeira d'Alijó. — Com geração. (V. acima.) 

2.° José Pinto. — Foi Padre da Congregação do Oratório de S. Fiiippe Nery. 

3.° António Pinto. — Foi Padre da sobredita Congregação, que deixou por ter sido apresen- 
tado Abbade da freguezia de S. João Baptista de Gondar, termo e concelho da cidade 
de Guimarães, aonde m. 

4.0 D. Helena. — Casou com Manoel José Lopes, proprietário em Valle de Mendiz ; ambos já 
fallecidos. 

FILHOS 
i.° Luiz Pinto. ) r- n j 

a n rv 17 ! FallCCldOS. 

2." D. Francisca.) 

BISAVÔS 

António Teixeira Lopes, abastado proprietário na villa d'Alijó, que casou com D. Ma- 
ria Lopes, natural da mesma villa. 

José Pinto. — Foi o primogénito. 

NB. Ignoro se teve mais descendência. ♦ 



ARR E GRANDES DE PORTUGAL 141 



CREAÇÃO DO TITULO 

TiscoNDE, EH SUA VIDA — Decrcto de 17, e Carta de 26 de Outubro de 1871. — (D. Luiz I, — Não tem Registo 
no Ar eh. da T. do T.) 

Brazão d'A.i*ntas. — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Mes- 
litas — am campo de ouro cinco cintas de vermelho postas em banda, com tachões de flvellas 
ie prata nilados, e uma bordadura de azul, com sete flores de liz ; no segundo as armas dos 
lastros, dos antigos Condes de Bastos, e de Monsanto — em campo de ouro treze arruellas de 
izul em três palas ; no terceiro quartel as armas dos Pimenteis — em campo verde cinco vieiras 
fde prata postas em santor, com orla de prata carregada de oito cruzes potenteas, ou patras, 
[de vermelho ; e no quarto, as armas dos Gouvêas — escudo partido em pala ; na primeira, em 
:ampo vermelho, seis besantes de prata entre uma cruz dobre e bordadiira de oiro ; na se- 
cunda, em campo de prata, seis arruelas de azul. 

BRAZÃO concedido a António Júlio de Castro Pinto de Magalhães, que foi 2.° Visconde da Ribeira 
[d'Alijó, por Alvará de 28 de Agosto de 1860. (Regist. no Cartório da Nobreza, Liv. 9, a fl, 'òb.J 




ARRAYOLOS (Conde). — Titulo incorporado entre os privativos da Casa Real. 

Não pode fixar-se exactamente a data da creação do Condado d'Ai rayolos : suppõem 
i verosimilmente alguns escriptores, que tivesse origem na doação das terras d'Arrayolos 
e Pavia feita por El-Rei D. Fernando i a Álvaro Pires de Castro, já Conde de Vianna 
da Foz do Lima, em virtude da Carta de i de Novembro da era de 1409 ou anno de 
1371 (Árch. da T. do T., Chanc. de D. Fernando I, Liv. i, fl. 82). Todavia esta 
Carta não precisa a nomeação do Condado: mas n'outra, em que o mesmo Monarcha lhe 
fez doação de certos bens sitos na cidade de Coimbra, é Álvaro Pires de Castro tratado 
expressamente por Conde d'Arrayolos (Carta datada de Santarém a 9 de Julho da 
era de lAlí ou anno de 1õ77. — Ar eh. da T. do T., Chanc. de D. Fernando /, 
Liv. 2, fl. 21); e na Carta de composição com os moradores d'AiTayolos, que se jul- 
gavam aggravados por Álvaro Pires de Castro e seus criados, de novo lhe chama Conde 
d'Arrayolos (Carta passada em Évora a ÕO de Janeiro da era de iâ 18 ou anno de 1380. 

— Arch. da T. do T., Chanc. de D. Fernando I, Liv. 2, fl. 5 v.). 

A villa d'Arrayolos foi depois tirada ao Conde Álvaro Pires de Castro, por El-Rei 
D. Fernando i, e ordena que esta Villa e seu terino seja sempre da Coroa, e nunca ande 
fora d'ella (Carta datada de Lisboa a 3 de Maio da era de 1422 ou anno de 1384. 

— Arch. da T. do T., Chanc. de D. Fernando I, Liv. 1, fl. 18 v.). 

Não obstante a determinação que vimos de narrar, El-Rei D. João i fez doação de 
Arrayolos, Pavia, Alvito e seus termos a Fernando Alvares Pereira, irmão do Condestavel 
D. Nuno Alvares Pereira, com a clausula de, por sua morte, voltar á Coroa (Carta pas- 
sada em Lisboa a 30 de Agosto da era de 1422 ou anno de 1384. — Arch. da T. do 
T., Chanc. de D. João /, Liv. 1, fl. 62). 

Que Álvaro Pires de Castro foi o 1.° Conde d'Arrayolos, nenhuma duvida pode ha- 



142 



famílias titulares 



ARR 



ver ; mas quanto á dala prefixa da creação d'este Condado no anno de 1371, designada 
pelos chronislas, Historia Genealógica e outros escriptores, parece-nos, em vista das duas 
cartas acima referidas, que só pode estabelecer-se entre os annos de 1371 e 1377, sem 
todavia nos ser possivel prefixar a data da creação do titulo de Conde d'Arrayolos. 




ARROCHELLA (Conde). — Titulo extincto, que deixou herdeiros. — Nicolau d'Ar- 
rochella Vieira d' Almeida Sodré Laborão de Moraes e Castro Pimentel, 1." Conde d'Ar- 
rochella, em sua vida, e em memoria de haver hospedado a Rainha D. Maria u por occasião 
da sua visita ás provincias do norte do Reino, em 1852 ; Fidalgo da Casa Real ; Par do 
Reino por Carta Regia de 22 de Outubro de 1874, de que prestou juramento e tomou posse 
na respectiva Camará, em Sessão de 7 de Janeiro de 1848 ; Sr. dos Morgados d'Arrochella, 
Paço e Ameixoeira, instituido por Ruy Vieira da Maia ; 27.° Administrador, por direito de 
successão, da Capella, Albergaria e Morgado de Santa Catharina, na villa de Chaves ; 
26.° Padroeiro, por direito de successão, do Capitulo do extincto Convento de S. Francisco 
da Cidade de Bragança (jazigo da illustre familia dos Pimenteis) ; 9.° Padroeiro, por direito 
de successão, e Administrador do Morgado e Capella de Nossa Senhora do Populo, sita na 
freguezia de S. Sebastião, do Populo, do concelho de Murça, e hoje do de Alijó ; Sr. das 
Quintas de Covêllo e Pouzada, em Castello de Paiva, e da de Covehnhas, junto á Cidade 
de Guimarães, como herdeiro de sua Mãe; Commendador de numero extraordinário da 
distincta Ordem de Carlos lu de Hespanha; Governador Civil do districto administrativo 
de Braga (de 1847 a 1848); Juiz de Fora da villa de Mezão Frio, em 1823; Bacharel 
formado em Direito pela Universidade de Coimbra. Nasc. a 9 de Dezembro de 1799, e 
m. a 26 de Outubro de 1867, havendo casado em 18 de Maio de 1840, com Miss Virgínia 
Thatcher, que nasc. a 23 de Março de 1817, e m. a 15 de Dezembro de 1854, filha de 
Thomaz Thatcher, Esq.', e de sua mulher Mirs. Hannah Peters Thatcher. 



ARR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



143 



D. Brites d'Arrochella. — Nasc. a 3 de Julho de 1843, e casou em Agosto de 1867, com 
Martinho José Pinto de Miranda Montenegro Pamplona de Vasconcellos e Sousa, Fidalgo 



da Casa Real. 



l.** D. Maria José. 
2.° D. Makianna José. 



FILHOS 



2.° D. Mecia d'Arrochella. — Nasc. a 8 de Outubro de 1845, e casou em 1869, com João 
António Vaz Vieira Nápoles de Mello Alvim (da Casa do Toural em GuimarãesJ, Fidalgo 



da Casa Real. 

1.0 D. 
2.» D. 



Virgínia. 
Laura. 



FILHOS 



3." D. Leonor d'Arrochella. — Nasc. a 10 de Junho de 1847, e m. a 23 d'Abril de 1876, 
havendo casado em 1875, com Arnaldo Ribeiro de Faria, Fidalgo da Casa Real. — Sem 
geração. (V. Barros Lima.) 

4.0 Heitor d'Arrochella. — Nasc. a 10 de Março de 1849. Actual Sr. da Casa d'Arrochella 
e vínculos de seus Paes. 

5.° Lourenço d'Arrochella. — Nasc. a 28 de Maio de 1851. 

SEUS PAES 

Heitor d'Arrochella Malheiro Vieira d'Almeida Sodré Laborão de Castro Moraes Pi- 

lentel, Fidalgo da Casa Real ; Sr. dos Morgados d'Arrochella, Paço e Ameixoeira ; casado 

le foi com D. Margarida Isabel de Freitas Faria Gouvêa, Sr.* das Quintas de Covêllo e 

*ouzada, em Castello de Paiva, e da de Covelinhas, junto á Cidade de Guimarães ; filha 

|e herdeira de António de Freitas de Faria (da Casa das Devezas, em Yilla Nova de Gaia); 

fidalgo da Casa Real, e Sr. das Quintas de Covêllo e Pouzada, em Castello de Paiva ; e de 

sua mulher D. Francisca Leonor Michaella Lobo, herdeira da Quinta de Covelinhas, junto a 

Guimarães, filha de Francisco Lobo Guimarães, Cavalleiro da Ordem de Christo, e Sr. da 

sobredita quinta de Covelinhas; e de sua mulher D. Maria Lobo de Faria. 



1.0 NícoLAU d'Arrochella. — Foi o l.° Conde d'Arrochella, Par do Reino, que casou com 

Miss Virgínia Thatcher. — Com geração. (V. acima») 
2.° António Sabino. — Fallecido. 

3." D. Maria do Carmo. — Fallecida. \ Sem deixarem geração. 
4." Francisco d'Arrochella. — Fallecido. 



SEUS AVOS 

Nicolau d'Arrochella Vieira de Almeida Sodré, natural da freguezia de S. Romão 
d'Arões, termo da Villa de Guimarães ; Fidalgo da Casa Real ; Sr. dos Morgados d'Ar- 
rochella, da Quinta do Paço, e do da Ameixoeira, instituido por seu Avô Ruy Vieira da 
Maya ; Familiar do Santo OflQcio, habilitado em 1753. Casou com D. Francisca Victoria 
Pereira de Souto Maior Rebello (da Casa de Cartemil, na Gemteira, em Ponte de Lima), 
filha de António Pereira Malheiro, Fidalgo da Casa Real ; Sr. , por successão a sua Mãe 
D. Francisca Pacheco d'Amorim, da Casa de Cartemil, na Gemieira, em Ponte de Lima ; 
e de sua mulher D. Anna Antónia Pereira Ferraz (da Casa do Barreiro, em Ponte de 
Lima). 

1.0 Hkitor d'Arrochella. — Primogénito e successor da Casa. 



144 famílias titulares arh 

2.0 Lourenço d'Akrochella. — Foi do Conselho de El-Rei D. João vi; Conselheiro do Conse- 
lho Ultramarino, em d 826; Desembargador de Aggravos da Casa da Supplicação no Rio 
de Janeiro, servindo de Chanceller da Relação do Maranhão, em 1823; Desembargador 
da Relação da Bahia, em 1803 ; Cavalleiro da Ordem de Christo. 
NB. Ignoro se foi casado e teve geração. 

3.** D. Bernarda Josefa. — Casou com Rodrigo Lobo de Sousa Machado e Couros Soulo-Maior, 
Fidalgo da Casa Real, e Sr. da Casa de Santão, em Guimarães. — Com geração. 

4.° (B.) Francisco. — Foi havido, ainda no estado de solteiro, de mulher solteira e de condi- 
ção mechanica (não nobre); era filha de um alvanel, conforme a Inquirição do Santo 
Officio. 

Heitor d'Arrochella Laborão d' Almeida Sodré, Cavalleiro Fidalgo da Casa Real (Al- 
vará de 22 de Julho de 1707); natural da freguezia de S. Romão d'Arões, termo da 
villa de Guimarães, e morador na sua quinta da Egreja; Sr., por successão, dos JVJorgados 
d'Arrochella, Paço e Ameixoeira ; casado com D. Rernarda Maria de Castro Moraes e 
Távora, sua prima, filha de Francisco de Castro Moraes, Fidalgo da Casa Real ; Padroeiro 
do Capitulo do Convento de S. Francisco de Bragança (jazigo da illustre familia dos 
Pimenteis de Trás-os-Montes), e da Capella de Nossa Senhora do Populo, no antigo termo 
de Vinhaes ; Sr. do Morgado e Albergaria de Santa Catharina, junto á Yilla de Chaves ; 
Commendador da Commenda de S. Miguel do Bugalhal, na Ordem de Christo ; Tenente- 
Coronel d'Artilheria da província de Trás-os-Montes ; Governador de Pernambuco, e depois 
do Rio de Janeiro ; e de sua mulher e sobrinha D. Maria de Távora Leite, filha de João 
Leite Chaves, Cavalleiro professo na Ordem de Christo, e de sua segunda mulher D. Fran- 
cisca Pereira de Távora. 

1.° Nicolau d'Arrochella. — Foi o primogénito e successor. (V. acima.) 
2.° D. LuizA Joaquina. — Casou com Francisco de Barros Araújo Teixeira Homem, Fidalgo da 
Casa Real; Sr. do Morgado da Conceição, em Chaves; Marechal de Campo do Exercito, 
Cavalleiro da Ordem de Christo ; Governador da Rha de Santa Catharina, no Brazil. — 
Com geração. 
3." Miguel d'Arrochella. — Foi Clérigo prebendado Cónego. 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

TERCEIItOS AVÔS 

Nicolau d'Arrochella Laborão d'Almeida Sodré, natural da freguezia de S. Romão 
d'Arões, ou de Tagilde, Ribeira de Vizelia ; morador na sua Quinta da Egreja ; Fidalgo da 
Casa Real, e Sr. dos Morgados d'Arrochella, Paço e Ameixoeira; Fidalgo de geração. Casou 
com D. Leonor de Távora e Almada, natural e moradora na Quinta d' Azenha, da freguezia 
de Santa Marinha da Costa, subúrbios de Guimarães ; filha de António Ferreira Leite, Sr. 
das Casas da Azenha e de Cainhos, e do Morgado da Golpilheira ; Fidalgo da Casa Real ; 
e de sua mulher D. Marianna d' Almada Malafaia, filha de Christovão da Costa d'Almada, 
Sr. do Morgado dos Almadas da Casa da Azenha ; e de sua mulher D. Luiza de Meyrelles 
de Mesquita. 

1.° Heitor d'Arrochella. — Foi o primogénito. 
2." João Leite d'Almada. — Foi Clérigo. 

4 ° António S Foram religiosos da Ordem de S. Jeronymo. 

5." Luiz. — Foi religioso da Ordem Benedictina. 

?!» d! fÍIncÍsIja^ClÍra. ! ^^^^^ religiosas no Mosteiro de Villa do Conde. 



ARR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



145 



QUATÊTOS A. VÓS 

Paulo d*Almeida Sodré Laborão, Fidalgo de geração ' ; 3." Sr. dos Morgados da 
Lmeixoeira e da Quinta do Paço; viveu na cidade de Braga, e casou cora D. Helena 
TArrochella da Fonseca e Araújo, filha de Nicolau d'Arrochella da Fonseca e Araújo, 
5r. da Casa d'ArrocÍiella ^ ; e de sua mulher D. Brites Gião da Silva, filha de Gonçalo 
íarreiros e de sua mulher D. Angela Gião da Silva. 

^.° Nicolau d'Arrochella Laborão. — Foi o primogénito e successor, (V. acima.) 

2.° D. Prudência d'Arrochella. — Casou com Torcato de Barros de Faria. — Com geração. 

3.° D. Isabel o'ârrochella. — Fallecida. ^- Sem geração. 

CREAÇÃO DO TITULO 

JONDE, EM SUA VIDA — Decrcto de 10 de Novembro de 1852, e Carta de 9 de Janeiro de 1853. — (D. Maria II. 
— Regist. no Arch. da T. do T., Mercês da Rainha D. Maria II, Liv. 40, a fl. 101.) 

Bi*az£io d'A.x*ina.s. — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Viei- 
ras — em campo vermelho seis vieiras de oiro em duas palas; no segundo as dos Almeidas — 
ím campo vermelho seis besantes de oiro entre uma cruz dobre, e bordadura do mesmo metal ; 
íno terceiro quartel as armas dos Lebrões — o campo vermelho, e n'elle seis lebres tinfantorum» 
Ide sua côr ; no quarto as armas dos Sodrés — em campo azul um chaveirão de prata firmado 
fno escudo, carregado de três estrellas sanguinhas, entre três gomiz (jarras) de prata, com suas 
lazas. — Timbre, o dos Vieiras — uma vieira do escudo entre dois bordões de S. Thiago, verme- 
los, ferrados de oiro postos em aspa, e atados com um torçal de prata. 




ARRONCHES (Marquez). — Titulo cujo representante ainda se não encartou. 

Este titulo anda annexo á Casa Ducal de Lafões, e Condes de Miranda do Corvo. 
Todos estes Ires titulos foram declarados de juro e herdade, por Decreto de 18 de Julho 
de 1804 e Carta de 19 de Julho de 1805 (sendo o primeiro titulo, Lafões, com uma vida 
fora da Lei Mental), em virtude da mercê feita ao 2." Duque de Lafões Dom João Carlos 
de Bragança de Souza Ligne Tavares de Mascarenhas e Silva, 28.*' Sr. da Casa de Souza, 
geralmente denominada Souzas-Arronches. 

A Casa de Lafões é, em graduação de nobreza, a segunda do Reino, e em naciona- 
lidade a primeira. É actual representante d'esta Casa, e 35.° Sr. da Casa de Souza (Ar- 
ronches), com direito aos três titulos acima referidos, Dom Caetano Segismundo de Bra- 
gança de Souza e Ligne, Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, que 
nasc. a 12 de Maio de 1856. 

SEXJS PAES 

D. Maria Carlota de Bragança e Ligne Souza Tavares Mascarenhas da Silva, 34." 
Sr." da Casa de Souza (Arronches), e herdeira de todos os vinculos da antiga Casa de 

* Fernando Affonso Laborão, natural da Villa de Guimarães, e Sr. do Casal de S. Romão em Mezão Frio, teve o privilegio 
de Fidalgo, que lhes foi dado por El-Rel D. Manuel por Carta passada na cidade de Touro a 6 d' Abril de 1476. (Ãrch. da T. do 
T., Chane. de D. Manuel, Liv. 40, fl. 3.) 

* A família Arrochella é das mais antigas do Reino, por quanto El-Rei D. João i mandou entregar o seu castello de Leiria 
a Vasco Martins d' Arrochella, seu vassallo, que d'elle fez menagem ao dito Senhor (Carta datada de lAtboa a 28 dia» de Junho da 
era de Í896 ou anno de 1367, —Arch. da T. do T,, Chane. d* D. João I, Liv. 1, fl, 16.) 

19 



146 



famílias titulares 



ARR 



Marialva, por successão a sua Mãe a 3.' Duqueza de Lafões, 5/ Marqueza d'Arronches e 
7." Condessa de Miranda do Corvo, que m. a 12 de Setembro de 1861. (V. Lafões,) 

A Sr." D. Maria Carlota de Bragança, nasc. a 12 de Agosto de 1820, e m. a 1 de 
Outubro de 1865, havendo casado a 29 de Setembro de 1853, com Dom Pedro de Portugal 
e Castro, Fidalgo de geração; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra; 
4." filho dos 5."' Marquezes de Valença, e 12.°' Condes de Vimioso, de juro e herdade, que 
nasc. a 16 d' Abril de 1830. 

l.° D. Anna de Bragança. — Nasc. a 13 de Julho de 1855, e casou a 3 de Junho de 1876, 

com Gonçalo Pereira da Silva Souza de Menezes, 3.** Conde de Bertiandos. (V. Ber- 

tiandos.) 
2.° Dom Caetano Segismundo. — Nasc. a 12 de -Maio de 1856. Herdeiro e successor da Casa 

Ducal de Lafões, e tilulos a ella pertencentes ; Bacharel formado em Direito, 
3.° Dom José de Bragança. — Nasc. a 7 d'Abril de 1857. 
4.° Dom Segismundo de Bragança. — Nasc. a 8 de Março de 1858. 
5.0 Dom João de Bragança. — Nasc. a 3 de Setembro de 1859, e m. a 19 de Janeiro de 

1877. 

SEUS AVOS 

(V. Lafões e Miranda.) 

CREAÇÃO DOS títulos 

Alcaide-mór d'Arronches — 12 de Fevereiro de 1476. — (D. Affonso V.) 

Sr, de Miranda do Corvo, de Oliveira do Bairro, Podentes, Vouga, Jermello, e Folgosinho — 6 de 

Abril de 1603. —(D. Filippe IL) 
Conde de Miranda do Corvo — 21 de Março de 1611.— "^D. Filippe IL) 
Marquez da villa d'Arronches — 27 de Junho de 1674. — (D. Âffonso VI, Regência do Infante D. Pedro. 

— Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Affonso VI, Liv. 31, fl. 64, e assentamento, Liv. 37, fl. 274.) 
Duque de Lafões — Carta de 5 de Novembro de 1718. — (D. João V.) 

Ao 3." Conde de Miranda do Corvo, Henrique de Sousa Tavares, do Conselho de El-Rei D. Affonso vi, 
que exercera importantes cargos do Estado, e tomara parle activa em muitos negócios graves, particularmente 
nas embaixadas de HoUanda e de Castella, e em outros negócios de igual importância, em compensação 
de taes serviços obrados até 25 de Outubro de 1673, o Príncipe D. Pedro, Regente do Reino de Portugal 
durante a inhabilidade do Sr. Rei D. Affonso vi, fez mercê ao predito Henrique de Sousa Tavares, do seu 
Conselho e Conde de Miranda do Corvo, de o elevar a Marquez d'Arronches, em sxia vida, de que se lhe 
passou Carta a 27 de Julho de 1674. 




ARRUDA (Barão). — Titulo extincto, que deixou herdeiros. — Bartholoraeu de Gam- 
boa e Liz, 1." Barão de Arruda, em sua vida; Par do Reino, por Carta Regia de 1 de 



ARR E GRANDES T)E PORTUGAL 147 



I Setembro de 1834, de que prestou juramento e tomou posse na Gamara dos Dignos Pares, 
em Sessão de 4 do mesmo mez e anno, competindo-ihe n'essa qualidade as honras de 
Grande do Reino, nos lermos do Decreto com força de Lei de "28 de Setembro de 1855 ; 
, foi eleito Senador pelo circulo d'Alemquer em 1848; Gavaileiro Fidalgo da Casa Real; Ca- 
valleiro professo na Ordem de Ghristo eCommendador da mesma Ordem; Coronel aggregado 
ao Regimento de Milícias de Soure (em 1807), e depois reformado; Capilão-Mór da villa 
da Arruda, e abastado proprietário. Nasc. a 10 de Janeiro de 1778, em. a 26 de Março 
de 1870, havendo casado a 9 de Setembro de 1798, com sua prima em 1." grau, D. Maria 
Joaquina de Gamboa e Liz, que nasc. a 10 d'Agosto de 1777, em. a 4 de Setembro de 
^^^1861, filha de Domingos de Gamboa e Liz, natural da villa da Arruda, Gavaileiro Fidalgo 
^^■da Casa Real; Gavaileiro professo na Ordem de Ghristo; Desembargador da Relação e 
^^Casa do Porto (em 23 de Fevereiro de 1781), com o exercício de primeiro Deputado da 
Junta da Administração das Fabricas do Reino e Obras das Aguas Livres; antigo Juiz de 
Fora da villa de Torres Vedras, casado com D. Anna Rosa da Silva, natural da cidade da 
Bahia. 

1.0 António de Gamboa. — Nasc. a 27 de Junho de 1799. Par do Reino, por successão a 
seu Pae (Par do Reino por Carta Regia de 1 de Setembro de 1834), de que prestou 
juramento e tomou posse na Gamara dos Dignos Pares, em sessão de 25 de Novembro 
de 1870, competindo-lhe n'essa qualidade as honras de Grande do Reino, nos termos 
do Decreto com força de Lei de 28 de Setembro de 1855 ; Fidalgo da Casa Real, por 
successão a seus maiores; do Conselho de S. M. F. ; Commendador da Ordem de Ghristo ; 
condecorado com a Medalha das Campanhas da Liberdade, algarismo n.° 5, por ser- 
viços civis prestados durante esse periodo ; Bacharel formado em Direito pela Univer- 
sidade de Coimbra; antigo Juiz de Fora da villa d'Arronches, em 1825; exerceu 
altos cargos administrativos, sendo Sub-Prefeito da Comarca d'Alemquer em 1835 ; 
Administrador Geral e Governador Civil nos Districtos do Funchal e Lisboa, em 1839 
e 1842; ex-Administrador Geral da Alfandega das Sete Casas; Juiz Presidente da Praça 
dos Leilões e Arrematações judiciaes no Deposito Publico da Cidade de Lisboa, e actual- 
mente Juiz de Direito aposentado. 

2.0 Domingos de Gamboa. — Nasc. a 21 de Maio de 1803. Fidalgo da Casa Real, por suc- 
cessão a seus maiores. Foi OíTicial de Cavallaria do Exercito, e casou a 11 de Julho 
de 1830, com D. Maria Benedicta; do Carmo Assis. — Com geração. 

3.0 D. Anna Rufina. — Nasc. a 6 de Março de 1805, e m. a 28 de Agosto de 1832. 

4.0 José de Gamboa. — Nasc. a 11 de Junho de 1806, e m. a 12 de Outubro de 1865. 
Fidalgo da Casa Real, que foi casado com D. Maria Amália Augusta Pinto da Fon- 
seca. — Com geração. 

5.0 D. Maria Carlota. — Nasc. a 13 de Novembro de 1807. 5." Condessa da Cunha, pelo 
seu casamento. M. a 4 de Agosto de 1873, tendo casado a 29 de Julho de 1854, com 
o 5.0 Conde da Cunha, Dom Guterre José Maria Vasques Alvares da Cunha, Trinchante 
(Official-mór) da Casa Real. — Sem geração. (V. Cunha.) 

6.0 Francisco d'Assis. — Nasc. a 23 de Maio de 1813. Fidalgo da Casa Real, por successão 
a seus maiores ; Gavaileiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa. 
Exerceu diversos cargos administrativos ; proprietário. — Solteiro. 

SEUS PAES 

António Theodoro de Gamboa e Liz, Gavaileiro Fidalgo da Casa Real ; Gavaileiro 
professo na Ordem de Ghristo ; natural e Capilão-mór da villa da Arruda ; proprietário da 
Quinta de Monte Gudel, no lermo da Arruda ; Familiar do Santo Officio, por Carta de 26 de 
Dezembro de 1754. Foi casado com D. Maria Rita do Quintal Souto Maior, natural da 
villa da Arruda, filha de António Caetano Ruas, da villa da Arruda, e de sua mulher 
D. Anna Luiza de Souto Maior. 

1.0 Bartholomeu de Gamboa. — Foi o l." Barão da Arruda, e Par do Reino, que casou 
com sua prima D. Maria Joaquina de Gamboa e Liz. — Com geração. (V. acima.) 



w 



148 famílias titulares arr 

2." Domingos de Gamboa. — Cavalleiro Fidalgo da Casa Real ; Desembargador da Relação e 
Casa do Porto, servindo de Deputado da Junta da Administração das Fabricas do Reino, 
6 das Obras das Aguas Livres ; casou com D. Anna Rosa da Silva, natural da Bahia. 

FILHO 

D. Maria Joaquina. — Nasc. a 10 de Agosto de 1777, e m, a 4 de Setembro de 
1861. Foi ai." haroneza da Arruda, pelo seu casamento a 9 de Setem- 
bro de 1798, com seu primo Bartholomeu de Gamboa e Liz, 1.° Barão 
da Arruda ; Par do Reino ; Coronel das Milícias, e Capitão-mór da villa 
da Arruda. — Com geração. (V. acima,) 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

SEUS AVOS 

Bartholomeu de Gamboa e Liz, Cavalleiro Fidalgo da Casa Real; Familiar do Santo 
OfiBcio, e morador na sua Quinta de Monte Gudel, freguezia de Nossa Senhora da Salvação 
da villa da Arruda ; baptisado em Janeiro de 1693 na freguezia de Nossa Senhora do Ale- 
crim (Encarnação) da Cidade de Lisboa ; casado com D. Caetana Maria Ignacia de Figuei- 
redo, natural e baptisada em 1706, na freguezia de S. Matheus e Santa Justa de Lisboa, 
filha de Domingos Teixeira, natural da freguezia de Dois Portos, e logar da Rebaldeira, 
termo da villa de Torres Vedras, e de sua mulher D. Maria do Espirito Santo, natural 
de Lisboa, 

António Theodoro. — Foi Cavalleiro Fidalgo da Casa Real ; Capitão-mór da Villa da Arruda. 
Casou com D. Maria Rita do Quintal Souto Maior. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

BISAVÓS 

António de Gamboa e Liz, natural de Lisboa, baptisado na freguezia de Nossa Senhora 
do Alecrim (Encarnação), e proprietário do Casal do Monte Gudel, situado no Reguengo 
da Arruda. Casou com D. Maria Clara d' Azevedo, natural da villa da Arruda, filha de João 
Velho d'Azevedo, natural da villa da Arruda, Cavalleiro professo na Ordem de Christo, e 
FamiUar do Santo OfiBcio. 

Bartholomeu de Gamboa. — Foi o primogénito, que segue. (V. acima.) 
NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

TERCEIROS A.VOS 

Bartholomeu de Gamboa, Escrivão da Camará Municipal da villa da Arruda ; Familiar 
do Santo OfiBcio; proprietário de um Casal no Reguengo da villa da Arruda. Casou em 
em primeiras núpcias com D. Aldonça Camelo Telles, natural da Arruda, filha de Manuel 
Pinheiro Telles, e de D. Anna Camelo, natural de Lisboa. Passou a segundas núpcias com 
D. Sebastianna de Miranda e Liz, natural de Lisboa, filha de Manoel de Liz, natural do 
Alandroal, e de D. Maria de Miranda, natural de Lisboa, filha de Marcos André, natural 
d'Aveiro, e de D. Paula Franco, natural de Lisboa. 

António de Gamboa. — Foi o primogénito, que succedeu no Casal do Reguengo da Arruda, 
e foi casado com D. Maria Clara de Azevedo. — Com geração. (V. acima. J 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 



ASS 



E GRANDES DE PORTUGAL 



149 



QTJAItTOS AVÔS 

António Rodrigues, natural das Cachoeiras, termo da villa d'Alemquer ; proprietário 
Ide um Casal no Reguengo da villa da Arruda, que casou com D. Antónia Gamboa, natural 
[das Cachoeiras, filha de Filippe Dias Gamboa, e de sua mulher D. Catharina Lopes, do 
í mesmo logar das Cachoeiras. 

Bartholomeu de Gamboa. — Foi o primogénito ; Escrivão da Gamara Municipal da villa da 
Arruda, proprietário de um Gasal no Reguengo da Arruda, que casou com D. Sebastianna 
de Miranda e Liz. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

GREAÇÃO DO TITULO 

PBarão 1, EM SUA VIDA — Dccreto de 8, e Carta de 27 d'Agosto de 1845. — (D. Maria II. — Regist no Arch. 
da T. do T.) 
loNRAs DE Grandeza — Carta de 27 de Janeiro de 1837. — (D. Maria II. — Regist. no Arch. da T. do T.) 

Birazão d'A.x*ma,s. — Um escudo partido em pala; na primeira as armas dos Lizes 
— em campo de oiro sete bandas de verde ; e na segunda as armas dos Gayados — em campo 
vermelho um elmo de prata entre um lobo de sua côr armado de oiro, e um cão de prata com 
coleira azul ; chefe — em campo de ouro três folhas de golfão azul. 

BRAZÃO adoptado, de que não achamos noticia de concessão, alterando assim os brazões que foram 
concedidos a Bartholomeu de Gamboa e Liz, por Alvará de 8 de Agosto de 1816 (Regist. no Cartório da 
Nobreza, Liv. 7, fl. 352), e a António Theodoro de Gamboa e Liz, por Alvará de 10 de Fevereiro de 
1778 (Regist. no Cartório da Nobreza, Liv. 2, fl. 142 v.). 




ASSECA (Visconde). — António Maria Corrêa de Sá e Benevides Velasco da Camará, 
8.° Visconde d'Asseca, com honras de Grande, que competem aos Condes, de juro e 
herdade, dispensada duas vezes a Lei Mental, mercê feita em virtude das condições do 
contracto de subrogação e permuta da Capitania dos Campos de Goytacazes,-de que foram 



* o titulo de Bário da Arruda foi conferido em duas vidas a Bernardo Ramires Esquivei, Almirante effectivo da Ar- 
mada Nacional. O 2.° Barão da Arruda foi elevado ai." Visconde de Eztremoz. (V. Extrtmo*.) 



150 FAMÍLIAS TITULARES ASS 

Donatários seus antepassados, e de que n'estes termos o 4." Visconde d'Asseca ajustou 
aquelle contracto com os Procuradores da Coroa e da Fazenda do Ultramar, e foram ap- 
provadas por Decreto de 1 de Junho de 1753, que baixou ao Conselho Ultramarino, e se 
referem na Carta de confirmação d'esta mercê, datada de 9 de Agosto do mesmo anno 
(Doe. n." 2); 10." Almotacé-mór do Reino (Official-mór da Casa Real), em sua vida, cujo 
ÒflTicio entrara na Casa d'Asseca por fallecimento, sem deixar successão, de João Gonçalves 
da Camará Coutinho, 6." Almotacé-mór do Reino por successão a seu Pae, Lourenço Gon- 
çalves da Camará Coutinho, 5." Almotacé-mór do Reino, e este a seus maiores, pela ce- 
dência do direito e acção que á successão da mercê d'este OíTicio podessem ter D. Fran- 
cisca Gonçalves da Camará e Dom Luiz Gonçalves da Camará, Principal Presbytero da 
Santa Rasilica Patriarchal, feita em Lisboa a 14 de Janeiro de 1788, em favor de seu so- 
brinho o 5.° Visconde d'Asseca, Salvador Corrêa de Sá Benevides, e lhe foi deferida por 
Decreto de 15 d'Agosto, e Carta de 11 de Setembro de 1805 (Deelaração original junta ao 
Deereto de 15 d' Agosto de 1805. — Arch. da Secret. d'Est. dos Neg. do Reino); Par do 
Reino por Carta Regia de 30 d' Abril de 1826, de que prestou juramento e tomou posse 
na Camará dos Pares, em sessão dè 14 de Novembro do mesmo anno; suspenso do exercício 
do Pariato em virtude do Decreto com força de Lei de 25 de Maio de 1834, annuUado pelo 
Decreto com força de Lei de 23 de Maio dQ^1851, que restabeleceu no exercício do Pa- 
riato os Dignos Pares d'elle privados por eíFeito do citado Decreto, e lhes franqueou o 
ingresso na respectiva Camará, precedendo novo juramento. Havendo fallecido o 6.° Vis- 
conde d'Asseca, a 5 de Junho de 1844, em observância das disposições do supramen- 
cionado Decreto com força de Lei de 23 de Maio de 1851, succedeu no Pariato por direito 
hereditário seu neto o 8.° Visconde d'Asseca, de que prestou juramento e tomou posse 
em sessão de 23 de Março de 1872 ; Doutor em Sciencias Politicas e Administrativas pela 
Universidade de Louvain (Bélgica) ; abastado proprietário nos Districtos Administrativos 
de Lisboa e de Santarém, que nasc. a 4 d'Agosto de 1846, e casou a 8 de Fevereiro de 
1872, com D. Leonor Maria Pinto de Soveral, sua segunda prima, que nasc. a 12 de De- 
zembro de 1849, filha de Eduardo Pinto de Soveral, Fidalgo da Casa Real, por successão a 
seus maiores ; Commendador da Ordem de Christo ; Gran-Cruz da Real Ordem Americana de 
Isabel a Calholica de Hespanha; Ministro Plenipotenciário de S. M. F. em Constantinopla; 
e de sua mulher D. Maria da Piedade Paes de Sande e Castro, já fallecida, filha de Manuel 
Paes de Sande e Castro, Moço Fidalgo com exercicio no Paço por successão a seus maiores, 
2.° Sr. Donatário do Souto de Penedôno, Commendador de S. Mamede de Mogadouro, e 
de sua mulher D. Leonor Corrêa de Sá Benevides, filha do 5.° Visconde d'Asseca e de 
sua segunda mulher a Viscondessa D. Maria Benedicta de Sampaio, da Casa dos Condes 
de Sampaio. (V. Soveral.) 

1.° D. Maria da Piedade. — Nasc. a ii de Novembro de 1872. 
2.0 Salvador. — Nasc. a 14 de Dezembro de 1874. 
3." D. Thereza. — Nasc. a 15 de Abril de 1875. 
4.0 Eduardo. — Nasc. a 23 de Junho de 1876. 

SEXJS PAES E AVOS 

(V. 7." Viscondessa d'Asseca.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em sua vida, da villa, que Salvador Corrêa de Sá Benevides, Restaurador do Reino de Angola, 
Capilão-General e Governador do Rio de Janeiro, Pae do 1.° Visconde, houvesse de erigir no Paul 
d'Asseca, que tivera Mercê de abrir por Carta de 19 de Outubro de 1647, conforme a escriptura de 



ASS E GRANDES DE PORTUGAL 151 

25 de Outubro do mesmo anno ; e promessa do titulo de Visconde, por Alvará, de Lembrança de li 

de Dezembro de 1658 — Carla de 15 de Janeiro de 1666 (Doe. n.» 1). — (D. Affonso \1. — Regi$t. 

no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Affonso VI, Liv. 20, fl. 38 v.) 
Elevado ás honras de Grande, que competem aos Condes, no mesmo titulo de Visconde d'Asseca de juro 

e herdade, nos lermos e conforme as condições approvadas por Decreto de 1 de Junho de 1733 

(Doe. n.o 2) — Carta de 9 de Agosto de 1753. — (D. José I. — Begist. no Arch. da T. do T., Mercês 

de D. José I, Liv. 6, fl. 325.) 
LmotACÉ-MÓR DO Reino, data da entrada d'este Officio na Casa d'Asseca — Decreto de 5 de Agosto, e Carta 

de 11 de Setembro de 1805. — (D. Maria I, Príncipe Regente D. João vi.) 
Ienovado no 8.<> Visconde — Decreto de 2 de Abril, e Carta de 7 de Maio de 1859. — (Não tem Registo na 

T. do T.) 
fAtMOTAcá-MÓR DO Reino, EM SOA VIDA — Carta de 18 de Maio de 1859. — {Não tem Registo na T. do T.) 

Bi*a.2sâ.o d'A.x*mas. — (V. adiante.) 




ASSECA (Viscondessa)." — D. Marianna de Sousa Botelho Mourão e Vasconcellos, 
Dama de Honor das Rainhas D. Estephania e D. Maria Pia. Nasc. a 2 d'Agosto de 1826, 
'3." filha dos 1.°' Condes de Yilla Real, D. José Luiz de Sousa Botelho Mourão e Vascon- 
cellos, e de sua mulher a Condessa D. Thereza Frederica Christina de Sousa Holslein, 
Dama de Honor da Rainha D. Maria ii, Dama da Ordem das Damas Nobres de Maria 
Luiza de Hespanha, filha de Dom Alexandre de Sousa Holslein, Conselheiro d'Estado; Ca- 
pitão da Guarda Real (Companhia AUemã) de Archeiros; Enviado Extraordinário e Ministro 
Plenipotenciário de Portugal nas Cortes de Copenhague, Berlin, e Roma; Alcaide-mór da 
Certãa ; Sr. dos Morgados de Calhariz no termo de Setúbal, de Monfalim no termo da 
Arruda dos Vinhos, e da Fonte do Anjo no termo de Palmella ; Chefe da Familia de Sousas 
do Calhariz ; e de sua mulher D. Isabel Julianna de Sousa Coutinho Monteiro Paim, da 
Casa d 'Alva e Santa Iria. Casou a 22 d'Outubro de 1845, com Salvador Corrêa de Sá 
Benevides Velasco da Camará, 7.° Visconde d'Asseca. (V. Villa Real, Alva, Palmella, 

e Sousa Holstein.) 

VIUVA r>E 

Salvador Corrêa de Sá Benevides Velasco da Camará, 7.° Visconde d'Assecâ, com 
Grandeza de jwo e herdade; 9." Almotacé-mór do Reino (Official-mór da Casa Real), em 
sua vida. Nasc. a 2 d' Agosto de 1825, e m. a 25 de Janeiro de 1852; succedeu na Casa 
a seu Pae a 5 de Junho de 1844, e no Titulo a 7 de Janeiro de 1846. 

1." António Maria. — Nasc. a 4 de Agosto de 1846. 7.° Visconde d'Asseca com Grandeza de 
juro e herdade; 9." Almotacé-mór do Reino (Offlcial-mór da Casa Real); Par do Reino; 
casou com sua segunda prima, D. Leonor Maria Pinto de Soveral. — Com geração. 
(V. acima, e Soveral.) 

2.0 D. Maria Rita. — Nasc. a 26 de Abril de 1850, e casou a 30 de Agosto de 1876, com 
Fernão de Moura Coutinho de Almeida d'Eça, Fidalgo da Casa Real, que nasc. a 30 
de Março de 1851 ; Alferes de Infanteria do Exercito, habilitado com o X!urso da res- 
pectiva arma; filho de António de Moura Coutinho de Almeida d'Eça, Fidalgo da Casa 
Real ; Bacharel formado em Direito, pela Universidade de Coimbra ; Advogado e pro- 
prietário ; e de sua mulher D. Anna de Jesus Maria Barreto, filha de José Sanches 
Barreto Perdigão, Fidalgo da Casa Real ; Sr. de um pecpieno vinculo na villa de Góes ; 
e de sua mulher D. Maria Carolina Henriques Sêcco e Albuquerque. 



152 famílias titulares ass 

3.0 D. Isabel Corrêa. — Nasc. a 15 de Outubro de 1851, e casou a 18 de Julho de 1872, 
com seu primo em primeiro grau Dom António de Almeida, que nasc. a 24 de Julho 
de 1852, herdeiro da Casa e lilulos de Conde d'Avintes e de Lavradio, ambos de juro 
e herdade. — Com geração. (V. Avintes e Lavradio.) 

SEUS PAES 

António Maria Corrêa de Sá Benevides Velasco da Camará, 6.° Visconde d'Asseca, 
com honras de Grande, que competem aos Condes de juro e herdade; do Conselho 
d'El-Rei D. João vi; 8.° Almotacé-mór do Reino (Official-mór da Casa Real), em sua vida; 
Veador da Rainha D. Carlota Joaquina ; Par do Reino por Carta Regia de 30 d' Abril de 
1826, de que prestou juramento e tomou posse na Camará dos Pares, em sessão de 14 de 
Novembro do mesmo anno ; suspenso do exercício do Pariato, por eífeito das disposições 
do Decreto com força de Lei de 28 de Maio de 1834 ; Commendador das Commendas de 
S. Julião de Cácia no Bispado d' Aveiro, de Santa Maria de Mesquitella no Bispado da 
Guarda ; de S. Salvador da Lagoa e de S. Salvador de Riba de Basto, no Arcebispado de 
Braga, todas da Ordem de Christo. Foi Capitão de Cavallaria do Exercito, e Ajudante de 
Ordens do distincto General Gomes Freire d' Andrade ^ ; serviu com distincção na divisão 
portugueza que em 1812, junta ao exerci ter francez, tomou parte na Campanha da Rússia, 
e posteriormente nas Campanhas do Brazil. Succedeu na Casa d'Asseca, Commendas e 
OíBcio d' Almotacé-mór que disfructava seu Pae, a 17 d' Agosto de 1817, e no titulo de 
Visconde com honras de Grande, a 6 de Setembro de 1798, ainda em vida do Pae. Nasc. 
a 28 de Julho de 1786, e m. a 5 de Junho de 1844, havendo casado a 10 de Janeiro 
de 1818, com D. Rita de Castello Branco, que nasc. a 9 de Dezembro de 1790, 3." filha 
dos 1.°' Marquezes de Bellas, e 6.°' Condes de Pombeiro, José Luiz de Vasconcellos e Sousa, 
Conselheiro d'Estado ; Capitão da Guarda Real Portugueza ; Alcaide-mór de Villa Franca de 
Xira ; Gran-Cruz das Ordens de S. Thiago da Espada, e da antiga Ordem da Torre Es- 
pada ; Gran-Cruz da Legião de Honra de França ; Embaixador extraordinário á Corte de 
Londres ; Regedor das Justiças ; Desembargador do Paço, etc. , casado com a Marqueza 
de Bellas e Condessa de Pombeiro D. Maria Rita de Castello Branco Corrêa da Cunha. 
(V. Bellas, Castello Melhor, e Figueira.) 

1.° D. Maria Rita. — Na^c. a 2 de Outubro de 1821, e m. a 30 de Janeiro de 1868, ha- 
vendo casado a 1 de Outubro de 1849, com Dom José Maria da Piedade de Lencastre 
e Távora Silveira Castello Branco Almeida Sá e Menezes, que nasc. a 19 de Setembro 
de 1819, e m. a 28 de Fevereiro de 1870; herdeiro do titulo de Conde de Villa 
Nova de Portimão, de juro e herdade, de que se não quiz encartar, e dos vínculos e 
Casa d'Abrantes. (V. Abrantes, e Villa Nova de Portimão.) 

FILHO UNIGO 

Dom João de Lencastre e Távora. — Nasc. a 28 de Dezembro de 1864. Her- 
^ deiro do titulo de Conde de Villa Nova de Portimão, de juro e herdade, 
e Sr., como universal herdeiro, de todos os vínculos e da antiga Casa 
dos Marquezes de Fontes e de Abrantes. 

2.° Salvador Corrêa. — Nasc. a 22 de Outubro de 1823, e m. a 24 de Janeiro de 1852. 
Foi o 7." Visconde d'Asseca, com honras de Grande, que competem aos Condes de 
juro e herdade, e 9." Almotacé-mór do Reino (Official-mór da Casa Real), em sua vida; 
casou com a Viscondessa D. Marianna de Sousa Botelho Mourão. — Com geração. (V. 
acima, e Villa Real.) 

* O General Gomes Freire d' Andrade morreu na explanada da praça de S. Julião da Barra, a 18 de Outubro de 1817, 
victima de insidiosa trama politica, e talvez vindicta do Commandante em Chefe do Exercito o 1." Marquez de Campo Maior 
e \.* Conde de Trancoso, que nem sequer aparentou pugnar para que ao infeliz General se lhe guardasse o foro militar que 
lhe competia. 



ASS E GRANDES DE PORTUGAL 153 

3." José Corrêa. — Nasc. a 12 de Maio de 4830, e casou a i5 de Novembro de 1849, com 
D. Eugenia de Jesus Maria de Todos os Santos de Almeida, que nasc. a 27 de Maio de 
1828, e m. a 14 de Junho de 1871 ; 3.» filha dos 4.°* Marquezes do Lavradio, e herdeira 
dos tilulos da Casa d'Avintes e Lavradio, que são Condes de juro e herdade. — Com 
geração. (V. Avintes, Lavradio e Vallada.) 

SEUS -A.VOS 

Salvador Corrêa de Sá Benevides Velasco, 5.° Visconde d'Asseca, com honras de 
Grande, que compelem aos Condes de juro e herdade, em cumprimento de uma das vidas 
fora da Lei Mental, concedida n'este titulo por Decreto dei de Junho de 1753; do Conse- 
lho da Rainha D. Maria i e do Príncipe Regente (Rei) D. João vi; Almotacé-mór do Reino, 
em sua vida, e por successâo a seu tio João Gonçalves da Camará Coutinho, fallecido sem 
descendência em 1787, e a seu Avô Lourenço Gonçalves da Camará Coutinho, que foram os 
últimos possuidores d'este Oíficio, que andava na familia dos Camarás Coutinhos, desde o 
provimento feito a António Luiz Gonçalves da Camará Coutinho por Alvará de 8 de Janeiro 
de 1675, e renuncia que do mesmo Officio n'elle fizera seu tio Francisco de Faria ; Almo- 
tacé-mór do Reino, com auctorisação Regia e Alvará de^ lembrança passado a 27 de Abril 
de 16(58 pelo Príncipe D. Pedro, Regente da Rainha na inhabilidade d'El-Rei D. Aífonso vi, 
e já jurado seu herdeiro do throno, cujo Alvará de promessa Real vem inserto no Alvará 
de 6 de Janeiro de 1675 (Arch. da T. do T., Chanc. de D. A/fonso VI, Liv. U%, fl. 1Õ7); 
e também n'elle 5." Visconde d'Asseca, fizeram renuncia do direito que por ventura tives- 
sem á continuação da mercê do Oíficio de Almotacé-mór do Reino, seus tios D. Francisca 
Gonçalves da Camará e Luiz Gonçalves da Camará, então Principal Presbytero da Santa 
Basílica Patriarchal, por termo datado de 14 de Janeiro de 1788 perante o Tabellião Pedro 
José da Silva Nogueira, e em que fora provido por Decreto de 15 d'Agosto e Carta de 11 
de Setembro de 1805, e de que percebia o ordenado de 100^000 annuaes, pagos pelo Al- 
moxarifado da Casa das Carnes, da Alfandega das Sete Casas de Lisboa, por despacho do 
Conselho da Fazenda de 21 de Julho de 1806 e Alvará de 18 d'Abríl de 1807 (Arch. da 
T. do T., Mercês de D. João VI, Príncipe Regente, Liv. 9, fl. 188); Alcaide-mór do Rio 
de Janeiro ; Commendador das Commendas de S. Julião de Cacia, no Bispado d' Aveiro ; de 
Santa Maria de Mesquitella, no Bispado da Guarda ; de S. Salvador da Lagoa, e de S. 
Salvador de Riba de Basto, no Arcebispado de Braga, todas da Ordem de Chrísto, as quaes 
disfructava seu tio paterno o 4." Visconde d'Asseca, Martim Corrêa de Sá, ao qual succedeu 
em 1779. Foi Deputado da Junta dos Três Estados ; Tenente-General do Exercito; Moço Fidal- 
go com exercício (Alvará de 7 de Julho de 1768). Nasc. a 6 de Março de 1760, e m. a 17 de 
Agosto de 1817, havendo casado em primeiras núpcias a 2 de Fevereiro de 1784, com D. He- 
lena Gertrudes José de Mello, que nasc. a 15 de Novembro de 1766, e m. a 13 de Junho 
de 1787, 4." filha dos 1.°' Marquezes de Sabugosa e 7.*'* Condes de S. Lourenço, António 
Maria César de Mello Silva e Menezes, e da Condessa D. Joaquina Josepha Benta María de 
Menezes, que nasc. a 11 de Julho de 1744 ; 4." filha dos 4.°* Marquezes de Marialva Dom 
Pedro de Alcântara de Menezes Coutinho, e da Marqueza D. Eugenia d'Assis Mascare- 
nhas, 1." filha dos 3.*»' Condes d'Obidos. Passou a segundas núpcias em 13 de Outubro 
de 1793, com D. Maria Benedicta de Sampaio, Dama da Ordem de Santa Isabel Rainha 
de Portugal, que nasc. a 4 d'Oulubro de 1776, 2." filha dos 1.°' Condes de Sampaio An- 
tónio de Sampaio Mello e Castro Torres Lusignano, e da Condessa D. Thereza Violante de 
Daun, 1." filha do 1.° Marquez de Pombal, e de sua segunda mulher a Marqueza D. Leo- 
nor Ernestina de Daun. Succedeu no titulo de Visconde d'Asseca a seu tio o 4." Visconde 
a 10 de Maio de 1777, e na Casa a seu Pae a 20 de Dezembro de 1779. 

ÍO 



154 famílias titulares ass 



d." António Maria. — Nasc. a 28 de Julho de 1786, e m. a 5 de Junho de 1844. Foi o 6.o 
Visconde d'Asseca, com honras de Grande; 8." Almotacé-mór do Reino; Par do Reino. 
Casou a 10 de Janeiro de 1818, com D. Rita de Castello Branco, da Casa de Relias e 
Pombeiro. — Com geração. (V. acima, Bellas, e Pombeiro.) 

IPIXiElIOS IDO 2.0 ^yC^A^TE-IIMIOITIO 

2.0 D, Thereza Maria do Resgate. — Nasc. a 3 de Dezembro de 1794, e m. a 13 de Novem- 
bro de 1832. Condessa de S. Lourenço, pelo seu casamento, a 18 de Agosto de 1811, 
com o 9.° Conde de S. Lourenço, António de Mello Silva César e Menezes. — Com 
geração. (V. Sabugosa.) 

3.<> José Maria. — Nasc. a 6 de Maio de 1798 (súbdito Brazileiro); Gentil-Homem da Gamara 
do Imperador do Brazil. Casou no Rio de Janeiro com sua prima D. Leonor Maria de 
Saldanha da Gama Mello Torres Guedes de Brito, Dama de Honor da Imperatriz do 
Brazil, que nasc. a 15 de Janeiro de 1805, 3.» filha dos 6."' Condes da Portte. — 
Com geração. (V. Ponte.) 

4.° D. Leonor Corrêa. — Nasc. a 7 de Abril de 1779, e casou a 13 de Agosto de 1823, com 
Manoel Paes de Sande e Castro, Moço Fidalgo com exercicio no Paço, por successão a 
seus maiores ; 2.° Sr. Doi^tario da villa de Souto de Pencdôno, e Commendador de 
S. Mamede de Mogadouro na Ordem de Christo (Decreto de 18 de Março de 1800). — 
Com geração. 

5.° D. Maria Ignez. — Nasc. a 20 de Abril de 1800, e m. a 15 de Agosto de 1833, havendo 
casado a 27 de Janeiro de 1825, com D. Christovão Manoel de Vilhena, Moço Fidalgo 
com exercicio na Casa Real ; Alcaide-mór de Alegrete, e da villa da Zibreira, com o 
Senhorio da mesma villa; Sr. dos Morgados da Tapada da Cubeira, de Pancas e Alpe- 
drinha; Tenente de Cavallaria do Exercito (Regimento n.° Ij. Nasc. a 23 de Setembro 
de 1799, e m. a 29 de Agosto de 1876. — Com geração. (V. Alpedrinha, pag. 62.) 

6." Salvador Corrêa. — Nasc. a 1 de Outubro de 1801, e casou em 1836, com D. Marianna 
Wilchman, filha do General Wilchman, e de sua mulher Misr... 

NB. Ignoro se são vivos e tem geração. 

7.° Manoel Corrêa. — Nasc. a 15 de Dezembro de 1802, e m. a 12 de Março de 1877; 
Veador da Sereníssima Sr.^ Infanta Regente D. Isabel Maria, e seu Mordomo-mór; Gentil- 
Homem da Camará de El-Rei D. Luiz i; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da 
Conceição de Villa Viçosa ; Gran-Cruz das Ordens de S. Gregório Magno de Roma, e 
de Carlos íii de Hespanha. Foi Alferes de Cavallaria do Exercito (Regimento n.» 4). Casou 
a 22 de Fevereiro de 1840, com D. Maria Amália da Costa de Sousa de Macedo, que 
nasc. a 10 de Março de 1809. 

FILHOS 
1." D. Maria IgnacIa. j 

2." Salvador. J Fallecidos de menor idade. 

3.0 Luiz. ) 

8.0 Francísco Corrêa. — Nasc. a 6 de Fevereiro de 1807. Moço Fidalgo com exercicio na 
Casa Real ; solteiro, reside em Frasca. 

9.0 D. Maria Victoria. — Nasc. a 26 de Dezembro de 1813. Condessa de S. Lourenço pelo 
seu casamento, a 11 de Abril de 1836, com seu primo António José de Mello Silva 
César e Menezes, 9. o Conde de S. Lourenço, do qual foi segunda mulher. 

FILHOS 

1.0 Salvador de Mello. — M. de tenra idade. 

2.0 João José. — Nasc. a 27 de Agosto de 1838. Offlcial ás ordens de S. A. o 
Sereníssimo Sr. Infante D. Augusto, Duque de Coimbra, General de Bri-, 
gada, e Commandante da 2. a Brigada de Cavallaria do Exercito. 

3.0 Mvíoel José. — Nasc. a 23 de Junho de 1840. Offlcial ás ordens de S. A. 
o Sereníssimo Sr. Infante D. Augusto. Casou com D. Maria da Conceição 
da Silva Vouga, viuva, e segunda mulher do 2. o Visconde d'Andaluz, 
Joaquim José dos Martyres de Santa Martha do Vadre de Mesquita e Mello, 
que m. a 4 de Junho de 1868. — Sem geração. (V. Andaluz, e Sabugosa.) 

4.0 Francisco José. — Nasc. a 26 de Dezembro de 1844. 

5.0 Rui José, — Nasc. a 13 de Junho de 1847. 

6.0 D. Maria da PcrIficação. — Nasc. a 2 de Outubro de 1849. 



E GRANDES DE PORTUGAL 155 

BISA.VÔS 

Luiz José Corrêa de Sá Velasco e Benevides, do Conselho d'El-Rei D. João v e D. José i ; 
íovernador e Capitâo-General da Capitania de Pernambuco (em 1749) ; Capitão-Tenente da 
^Armada Real, que nasc. a 15 d'Oulubro de 1698. Casou com D. Francisca Josefa da Camará, 
que nasc. a 127 de Dezembro de 1740, e m. a 21 d' Abril de 1799, tilha de Lourenço Gon- 
çalves da Camará Coutinho, 5." Almotacé-mór do Reino; Sr. de Payalvo, erigido era Villa, 
servindo-Ihe de termo a freguezia de Nossa Senhora da Conceição, por occasião da mercê 
do Senhorio que este leve por Decreto de 21 de Março de 1769 e Portaria de 6 d' Abril do 
mesmo anno ; Commendador de S. João de Brito da Ordem de Christo ; Brigadeiro do Exer- 
cito aggregado á 1.* Plana da Corte; e de sua mulher e prima D. Leonor Josefa de Távora, 
Dama do Paço. Succedeu na Casa a seu irmão o 4." Visconde d'Asseca. 

1.° Salvador Corrêa. — Foi o 5.° Visconde d'Asseca que teve as honras de Grande que com- 
petem aos Condes, com o titulo de juro e herdade, dispensada duas vezes a Lei Mental, 
conforme as clausulas de subrogação da Capitania do Campo de Goytacazes, de que era 
Donatário por successão a seus maiores, e que por taes honras e titulo subrogou por 
escriptura de 14 de Junho de 1753, confirmada por Carla de 9 de Agosto de 1753. Casou 
a 13 de Outubro de 1793, com D. Maria Benedicta de Sampaio, filha dos 1.°* Condes 
de Sampaio. — Com geração. (V. acima.) 

a.** D. Leonor de Sá. 

NB. Para vêr a ascendência d'esta familia, recorra-se ás Memorias Históricas e 
Genealógicas dos Grandes de Portugal, por D. António Caetano de Souza, a pag. 261. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, promessa do Titulo — Alvará'de 11 de Dezembro de 1658. — (Rainha D. Luiza de Gusmão, 
Regente na menoridade de seu filho D. Affonso vi, e D. Affonso VI — Rei. — Regist. no Arch. da 
T. do T., Chanc. de D. Affonso VI, Liv. 20, ft. 38 v.J — Vem inserta na Carta do titulo. 

Verificação sob o titulo de Asseca — 15 de Janeiro de 1666. — (D. Âffonso VI. — Regist. no Arch. da 
T. do T., Chanc. de D. Affonso VI, Liv. 20, fl. 38 v.) — (Doe. n.° 1.) 

Juro e herdade com honras de Grande que competem aos Condes — 1 de Junho e Carta de 9 de Agosto 
de 1753. — (D. José I. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 6 de Mercês de D. José I, fl. 321 e 
325, e da Chanc. do mesmo Rei, Liv. 83, fl. 172.) — (Doe. n.» 2.) 

Renovado no 7.» Visconde — Decreto de 7 de Janeiro de 1846. — (D. Maria II. — Não tirou Carta.) 

Almotacé-mór — Decreto de 15 de Agosto, e Carta de 11 de Setembro de 1805. — (D. Maria I, Príncipe 
Regente, D. João vi.) 

Brazão <i'A.vmas. — Escudo esquartelado; no primeiro quartel as armas dos Cor- 
rêas — o campo de ouro fretado de corrêas vermelhas, repassadas umas por outras; no segundo 
as armas dos Sás — campo enxaquetado de prata e azul, de seis peças em faxa e sete em 
pala ; no terceiro quartel as armas dos Velascos — escudo xadrezado de quinze peças, três em 
faxa e cinco em pala, de oiro e veiros de azul e prata, sendo a primeira de ouro, e a segunda 
de veiros ; e o quarto com as armas dos Benavides — em campo de prata um leão de purpura 
faxado, de três faxas de ouro. 

É o Brazão da Casa d'Asseca, que vem descripto nas Memorias dos Grandes de Portugal, por D. An- 
tónio Caetano de Souza. No Archivo da Torre do Tombo não encontrámos Alvará de Brazão d'Armas pri- 
vativo concedido a Salvador Corrêa, nem a seu Pae Mem de Sá, nem aos seus descendentes. 



DOCUMENTO N.° 1 



DOM AFFONSO, etc. — Faço saber aos que esta Carta virem, que por Martim Corrêa de Sá Me foi apre- 
sentado um Alvará de que o traslado ó o seguinte : 

Eu El-Roi faço saber aos que este Alvará virem, que tendo respeito aos serviços de Salvador Corrêa de 
Sá e Benavides, dos Meus Conselhos de Guerra e do Ultramar, á memoria do serviço da recuperação d' Angola 
e particularmente aos que ora vae fazer ao Brazil, ajudando-se com assistir com o necessário das minas, 
apurar a verdade d'ellas e haver n'ellas o pagamento do que gastar ; visto não estar a minha fazenda para 
esses gastos no tempo presente, por folgar por todos estes respeitos e pela boa vontade que tenho de fazer 
mercê a Salvador Corrêa, Esperando d'elle Me saberá merecer e servir toda a que lhe fizer,. Me praz e hei 
por bem de lh'a fazer (além de outras em que por todos estes serviços está já respondido em despacho das 
mercês de trinta de Junho de mil seiscentos cincoenta e quatro, e quatro de Maio e Abril de mil seiscentos 
cincoentd e sete) do Ululo de Visconde para seu filho^ que poderá ser da Villa que tem licença minha para 



156 FAMÍLIAS TITULARES ASS 

fazer no Paul d'Asseca, ajudando-se assistir com o necessário para ir ás ditas minas apurar a verdade d'ellas 
e estando n'aquelle serviço na forma que flca referido, com declaração que voltando o dito Salvador Corrêa 
de Sá na frota da Companhia do que hora vai por General, constando que cumpriu com a condição de 
mandar o necessário para assistir ás minas, ou que falleceu antes de voltar ao Reino, terá cumprimento 
a mercê do titulo de Visconde no dito seu Filho á volta do dito Salvador Corroa de Sá. E para sua guarda e minha 
lembrança lhe Mandei passar este Alvará que a seu tempo Mandarei cumprir, o qual quero que valha, posto 
que seu efleito haja de durar mais de um anuo, sem embargo da Ordenação que o contrario dispõem. Manuel Fer- 
nandes Luiz a fez em Lisboa aos onze de Dezembro de mil seiscentos cincoenta e oito. — Pedro Vieira da Silva o 
fez escrever — Rainha. 

Pedindo-me o dito Martim Corrêa de Sá que por quanto pelo Alvará referido fizera mercê a seu Pae 
Salvador Corrêa de Sá e Benavides, do titulo de Visconde para seu filho que podia ser da Villa que tinha 
licença minha para fazer no Paul d'Asseca, cumprindo-se primeiro as condições declaradas no dito Alvará 
com que lhe fiz aquella mercê e constar que o dito seu Pae Salvador Corrêa de Sá fizera nomeação d'ella 
n'elle Martim Corrêa de Sá, seu filho mais velho, que por documentos e certidões que oíTerecôra tinha sa- 
tisfeito as ditas condições lhe Mandasse passar Carta de titulo, e Havendo Eu respeito ao disposto no dito 
Alvará, aos serviços do dito Salvador Corrêa de Sá, á memoria da recuperação d'Angola, e particularmente 
ao que Me foi fazer ao Brazil em apurar as Minas fazendo grandes despezas de sua fazenda, e á boa von- 
tade que lhe tenho por suas qualidades e merecimentos, esperando também que elle Martim Corrêa de Sá, 
Me saberá merecer e servir toda a mercê que lhe fizer muito conforme ao que d'elle devo esperar ; hei por 
bem e Me praz de lha fazer do titulo do Visconde da Villa que o dito seu Pae erigir no Paul d'Asseca para 
que d'ella se possa chamar Visconde, e d'este titulo gosará de todas as honras, preeminências, isenções, li- 
berdades, e franquezas que toca e pertencem ao dito titulo de Visconde, e.lhe podem competir e tocar, com 
a qual elle dito Martim Corrêa haverá senhoria permittida para se lhe poder fallar por ella, assim como se 
pode fallar ás mais pessoas que a tem permittida em Meus Reinos e Senhorios. E por firmeza do que dito 
he lhe Mandei passar esta Carta por Mim assègnada e passada por minha Chancellaria, sellada com o sello 
grande de Minhas Armas e constou por certidão dos Ofilciaes dos novos direitos pagar setenta e cinco mil 
réis e dar fiança a outra tanta quantia que tudo foi carregado ao Thesoureiro d'elles Alexandre Ferreira 
Botelho, a fl. 9 e 84 dos Livros da sua Receita. Dada na Cidade de Lishoa aos quinze de Janeiro. Manuel Fer- 
nandes Luiz a fez. Anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil seisentos sessenta e seis. 
António de Souza de Macedo a fez escrever — El-Rei. — (Chanc. de D. Affonso VI, Liv. 20, fl. 38 v.) 



DOCUMENTO N.° 2 

«Instrumento de permutação e subrogação, etc. que no anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo 
de 1753, aos 14 dias de Junho, na Cidade de Lisboa, aposento em que vive o Doutor Paulo José Corrêa, do 
Conselho de Sua Magestade e seu Desembargador do Paço, Procurador da sua Real Coroa e Fazenda, estando 
elle ahi presente, e bem assim o Doutor Gonçalo José da Silveira Preto, outrosim do Conselho de Sua 
Magestade, seu Conselheiro da Fazenda e Procurador da Fazenda do mesmo Senhor da Repartição Ultramarina, 
isto de uma parte, e da outra o estava o Visconde d'Asseca Martim Corrêa de Sá, pelo qual foi dito perante 
mim Tabellião e testemunhas ao diante nomeadas, que tendo noticia, que Sua Magestade era servido se 
unisse e inteiramente se incorporasse na Sua Real Coroa algumas Capitanias do Brazil, de que alguns Vas- 
salos seus eram Donatários, representara ao mesmo Sr. o desejo que tinha de condescender com a Sua Real 
vontade, offerecendo-lhe a Capitania dos Campos de Goytacazes e tudo o que a ella pertence , de que é Donatário 
com as clausulas e condições que constavam da Carta da sua Doação : e Dignando-se Sua Magestade acceitar 
o dito offerecimenlo. Ordenou a elles seus Procuradores Régios, por Aviso do Secretario d'Estado Diogo de 
Mendonça Corte Real de 20 de Maio próximo passado, conferissem e concordassem com elle Visconde d'Asscca 
o equivalente^ que pela dita Capitania se lhe podia dar, assim pelo que respeita ao útil como ao honori- 
fico, e em observância do dito Aviso elles Procuradores Régios^ conferiram com elle Visconde d'Assecaf o 
ajuste da dita Capitania, de que era Donatário, e vieram ultima e conformemente a convir, que Sua Ma- 
gestade sendo Servido, Attendendo á bôa situação da dita Capitania, por conter duas boas Villas, e se achar 
toda povoada, conceder a elle Visconde d'Asseca em satisfação da dita Capitania, que se acha no Districto 
do Rio de Janeiro, de tudo o que a ella pertence, assim pelo que respeita ao útil como ao honorifico, as 
honras de Grande d'este Reino, que competem aos Condes no seu mesmo titulo de Visconde, de juro e her- 
dade, dispensando duas vezes a Lei Mental^ e quatro mil cruzados cada anno em um Padrão de juro Real 
passado sobre os effeitos do Conselho Ultramarino, e ainda que as honras de Conde excediam consideravel- 
mente ás que o dito Visconde logra era comtudo attendivel a razão especial que n'elle concorre a seu favor, 

por ter uma grande parte da sua casa na mesma Capitania, etc e muito mais por ser elle Visconde 

descendente de Salvador Corrêa de Sá, que tinha tão justa acção a esta mercê e que fez tão importantes 
serviços que ainda hoje mereciam a Real Attenção de Sua Magestade etc. etc e visto por Sua Ma- 
gestade a informação e ajuste d'elles Procuradores, Foi servido por Resolução de 1 de Junho de 1753, fir- 
mada com a Real Rubrica, Confirmar e Approvar o ajuste d'elles Procuradores Régios e Ordenar se proce- 
desse á Escriptura E n'esta conformidade disse elle Visconde d'Asseca Martim Corrêa de Sá ; que 

por osta Escriptura e pela via melhor de Direito subroga e permuta de hoje para sempre o senhorio da dita 
Capitania dos Campos de Goytacazes, com todas as suas terras, regalias e jurisdicções assim, e pela forma 
que na sua Carta de Doação lhe pertence, e melhor se melhor poder ser, para* tudo ficar de hoje em 
diante unido e incorporado na Coroa e Património Real de Sua Magestade pelas honras que o mesmo Senhor 
lhe faz de Grande d'este Reino, que competem aos Condes no seu mesmo titulo de Visconde, de juro e her- 
dade, dispensada duas vezes a Lei Mental e quatro mil crusados de renda cada anno em um Padrão de 
Juro Real sobre os effeitos do Conselho Ultramarino, e de agora para o tempo em que lhe forem entregues 
as Portarias da dita Mercê, e dito Padrão de juro corrente disse elle Visconde d'Assecaj que dava plenissima 
e gerjil quitação de hoje para sempre a Sua Magestade e á Sua Real Fazenda, do equivalente do Senhorio 
da dita Capitania por que com as referidas Mercês, se da por bem pago e satisfeito do Senhorio d'ella assim 
pelo que respeita ao honorifico como ao útil, para que em nenhum tempo elle Visconde nem seus herdeiros 



ATA 



E GRANDES DE PORTUGAL 



157 



« fuccessores possam pedir ou demandar mais cousa alguma a Sua Magestade ou á Sua Real Fazenda em 

rasáo d'cste contracto^ etc E por elles Procuradores Régios foi dito que acceitam para a Fazenda e 

Património Real do Sua Magestade esta Escriptura na forma em que ella se contém, e promettem no Real 
lome do mesmo Senhor dar a elle Visconde d'Asseca as Portarias da dita Mercê aqui referida para por ellas 
requerer o Padrão ou Padrões da mesma merco, e outro sim lhe entregaram um Padrão do Juro corrente 
do rendimento do quatro mil cruzados cada anno assentados nos eflTeitos do Conselho Ultramarino, o qual 
juro hu de ter o vencimento desde 1 de junho em diante, por que também desde este dia hão de pertencer 
a Sua Magestade os Direitos e rendimentos que tocavam a elle Donatário na dita Capitania, etc. Assignaram 
esta escriptura : — Paulo José Corrêa — Gonçalo da Silveira Preto — Visconde d'Asseca — José Salvador Corrêa, 
na qualidade de Procurador bastante de seu irmão Luiz José Corrêa de Sá. do Conselho de Sua Magestade, 
Governador e Capitão-General da Capitania de Pernambuco, immediato successor da Casa d'Asseca etc. 

Segue a Carta do Padrão de Juro passada a 31 d'Agosto de 1753 e a Carta de Mercê das Honras de Grande 
do Reino que competem aos Condes no sou mesmo titulo de Visconde, de juro e herdade^ do que se lhe 
passou Carta a 9 d'Agosto de 1753. {Regist. no Arch. na T. do T., Liv. 6 de Mercês de D. José I, fl. 321 
e 325. — Chanc. de D. José 1, Liv. 83^ fl. 172. — Repelidas as Cartas na Chanc. de D. João VI, Liv. 27, /l. 193. 

Demarcação da Capitania dos Campos de Goytacazes, a que se refere a escriptura supra 

Ao 1 ." Visconde d'Asseca Martim Corrêa e a seu irmão João Corrêa de Sá : — Mercê da Capitania que fora 
dada a Gil Góes, fallecido, e deixara vaga para a Coroa, de umas 30 léguas de terra que estavam entre a Ca- 
pitania do Cabo Frio e do Espirito Santo, obrigando-se a fundar duas villas, uma no porto de mar para segu- 
rança das embarcações que a ella forem, e outro no sertão, em parte conveniente para reprimir os insultos 
dos gentios bárbaros, e tendo consideração a seu Irmão por qualidades, serviços e mais partes que n'elle8 con- 
correm, merecedores de lhe fazer mercê, e em memoria dos méritos e honrados serviços que seu Pae Salvador 
Corrêa de Sá e Benevides, do Meu Conselho de Guerra, tem feito á Coroa : Hei por bem e Me praz fazer mercê 
ao dito Visconde d'Asseca, que na mesma forma em que Gil Góes teve a Capitania referida lhe fiquem 20 legoas 
das terras d'ella em Capitania como os mais Donatários, etc. etc. E a dita Capitania de 20 léguas se incluirá 
do 13 léguas além do Cabo Frio para a banda do Norte, aonde se acaba a Capitania que foi de Martim Affonso 
de Sousa, e acabaram no baixo dos Pargos, porém não havendo o centro no dito limite demarcação das 30 léguas 
da Capitania do dito Gil de Góes, não serei obrigado assim .%zel-as, e havendo mais ficará com tudo o que 
mais fôr, o dito Visconde e seu Irmão, e bem assim serão da dita Capitania e annexas a ella quaesquer Ilhas 
que houver até 10 léguas ao mar na fronteira das ditas 30 léguas, as quaes se entenderão e serão de largo a 
longo da Costa, e entrarão na mesma largura pelo sertão em terra firme dentro, tanto quanto poderem entrar 
e fôr de Minha conquista, da qual terra e Ilhas pela sobredita demarcação lhe faço doação e mercê de juro e 
herdade para seaipre, como dito he para o dito Visconde e seu Irmão, ter cada um o que lhe tocar, etc. 
(Seguem as regalias, ele.) Lisboa, 15 de Setembro de 1674. (Arch. da T. do T., Chanc. de D. Affonso VI, Re- 
gência do Principe D'. Pedro, Liv. II, fl. 199.) 




ATALAIA (Conde). — Dom António Manuel de Noronha, 10." Conde da Atalaia, em 
sua vida; do Conselho de Sua Magestade; Alferes de Cavallaria do Exercito. Nasc. a 19 
de Julho de 1803, e casou a 11 de Janeiro de 1826, com D. Margarida Luiza de Souza Cou- 



158 FAMÍLIAS TITULARES ATA 

Unho, sua prima, que nasc. a 11 de Julho de 1805, e m. a 21 d'Agosto de 1862, 1." filha 
dos 2.°' Marquezes de Borba, e 14.°* Condes de Redondo, de juro e herdade, Fernando Maria 
de Souza Coutinho Castello Branco e Menezes, e da Marqueza D. Eugenia Manuel, Dama da 
Rainha D. Maria i; Dama das Ordens de Sanla Isabel, Rainha de Portugal, e da de S. João 
de Jerusalém ; 1." filha dos 3.°' Marquezes de Tancos. (V. Redondo.) 

Succedeu na Casa a seu Pae em 17 d' Agosto de 1833, e no titulo de Conde d' Ata- 
laia a 6 de Fevereiro de 1818 (Decreto passado no Rio de Janeiro). Herdeiro do Pariato, 
por successão a seu Pae (Par do Reino por Carta Regia de 30 d'Abril de 1826, de que 
prestou juramento e tomou posse em sessão da Camará dos Pares de 31 de Outubro de 
1826) ; sendo-lhe facultado o ingresso na Camará dos Dignos Pares em virtude do Decreto 
com força de Lei de 23 de Maio de 1851, não tem querido aproveitar-se d'esta disposição. 

ZFIXjUOS 

1." Dom Duarte Manuel. — Nasc. a 10 de Fevereiro de 1827, e casou a 29 de Novembro 
de 1856, com D. Maria Bernardina de Mendonça Corte Real Souza Tavares, que nasc. 
a 21 d'Abril de 1826, filha única e herdeira de sua Mãe D. Marianna Augusta de 
Mendonça Corte Real Souia Tavares, representante dos antigos Srs. de Mira (Diogo de 
Mendonça Corte Real, casado com D. Maria Bernardina de Souza Tavares, Sr." de 
Mira), já faliecida, a qual foi casada com António Xavier da Gama Lobo Salema, Moço 
Fidalgo (Alvará de 23 de Novembro de 1824), com Honras do exercício no Paço (Al- 
vará de 6 de Maio de 1835J. 

DPIXjUOS 

1.° Dom António Manuel. — Nasc. a 8 d'Outubro de 1837. 
2.° Dom Diogo Manuel. — Nasc. a 23 de Janeiro de 1859. 
3.0 D. Marianna Manuel. — Nasc. a 30 d'Abril de 1860, e m. a 12 de Setem- 
bro do mesmo anno. 
4.0 Dom Duarte Manuel. — Nasc. a 28 de Janeiro de 1861, em. a 2 de 
Junho de 1863. 
• 5." D. Margarida Manuel. — Nasc. a 18 de Junho de 1862. 

6.° Dom Sebastião Manuel. — Nasc. a 30 de Setembro de 1863. 
7.° D. Maria Bernardina. — Nasc. a 13 de Fevereiro de 1865. 
8.° Dom Fernando Manuel. — Nasc. a 20 de Janeiro de 1867. 
9.° D. Leonor Manuel. — Nasc. a 4 d' Abril de 1868. 
10." Dom Manuel de Mendonça. — Nasc. a 1 d'Outubro de 1869. 
11." D. Eugenia Manuel. — Nasc. a 29 d'Outubro de 1873. 
2." D. Eugenia Manuel. — Nasc. a 7 d'Agosto de 1828, e m. a 20 de Março de 1870. 
3.° D. Leonor Manuel. — Nasc. a H de Maio de 1830, e m. a 22 de Julho de 1832. 
4.0 D. Margarida Manuel. — Nasc. a 24 de Junho de 1831, e m. a 16 de Dezembro de 
1859. Foi Dama de Honor da Rainha D. Estephania, e 5.» Marqueza de Pombal, pelo 
seu casamento a 2 de Julho de 1846, com o 5.° Marquez de Pombal e 6.° Conde 
de Oeiras, Manuel de Carvalho e Mello Daun Albuquerque Souza e Lorena, do qual 
foi primeira mulher. 

FILHOS 

1." D. Margarida. — Nasc. a 25 de Dezembro de 1847, e m. a 13 de De- 
zembro de 1849. (V. Pombal.) 

2.0 Sebastião José. — Nasc. a 7 de Janeiro de 1849, e m. a 10 de Março 
de 1874. 7.0 Conde de Oeiras, que casou a 2 de Maio de 1870, com 
D. Francisca Emilia Pereira da Silva Souza de Menezes, 1." filha dos 
2. os Condes de Bertiandos. — Sem geração. (V. Bertiandos, Oeiras, Pom- 
bal, S. Thiago, e Alcáçovas no Supplemento.) 

3.0 António de Carvalho. — Nasc. a 27 de Dezembro de 1850. Actual 5." 
Conde de S. Thiago ; Gentil-Homem da Real Camará, em serviço a El-Rei 
o Sr. D. Fernando ii. Casou em 1873, com D. Maria do Carmo Fernandes, 
filha de Joaquim José Fernandes, negociante de grosso tracto da Praça 
de Lisboa ; director do Banco de Portugal ; capitalista e proprietário já 
fallecido ; e de sua mulher D. Maria do Carmo Romeiro da Fonseca, filha 
de Francisco António da Fonseca, negociante de grosso tracto, abastado 
proprietário no Sanguinhal e Tagarro ; varias vezes Deputado da Nação ; 
e de sua mulher D. F . . . — Com geração. (V. S. Thiago, e Pombal.) 



rATA E GRANDES DE PORTUGAL 159 



4.° José. — Nasc. a 24 de Novembro de 1851. 

5.° Duarte de Carvalho. — Nasc. a 12 de Novembro de 18S2, e m. de tenra 

idade. 
6.° D. Leonor Ernestina. — Nasc. a 10 de Dezembro de 1859, e m. de tenra 

idade. 

5.° Dom Fernando Manuel. — Nasc. em Coimbra a 20 d'Agosto de 1833, e m. de tenra 

idade. ^ 

6.° Dom António Manuel. — Nasc. em Coimbra a 16 de Janeiro de 1836, e m. a 15 de 

Janeiro de 1837. 
7.° Dom José Manuel. — Nasc. em Coimbra a 25 de Maio de 1839. 

SEUS PAES 

Dom Duarte Manuel de Noronha, 4." Marquez de Tancos em sua vida, em cumpri- 
menlo de vida, que tinha na sua Casa, no mesmo titulo ; 9.° Conde d'Atalaia, também em 
sua vida; Par do Reino por Carta Regia de 30 d'Abi'il de 1826, de que prestou juramento 
e tomou posse na Camará dos Pares, em sessão de 31 de Outubro do mesmo anno ; Moço 
Fidalgo, accrescentado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 8 de Março de 1795) ; Sr. Dona- 
tário, de juro e herdade, das Villas de Atalaia, Tancos e Asseiceira, com o Padroado de 
suas Egrejas, e da data dos Oíficios da villa da Erra; Alcaide-mór de Marvão e da villa 
de Ferreira ; Commendador das Commendas de Santa Maria da Deveza de Castello de Vide, 
no Bispado de Portalegre, de S. Nicolau de Cabeceiras de Basto, de S. Miguel de Terrozo 
e de S. Pedro de Valle de Nogueira, no Arcebispado de Braga, e todas da Ordem de 
Christo ; das Miunças de Santa Maria de Alcácer do Sal, do Tino do Pescado miúdo de 
Setúbal, e da dos Dizimos do Sal de Setúbal ; da villa de Ferreira com sua Alcaidaria-mór 
e portagem, no Arcebispado de Évora, todas da Ordem de S. Thiago da Espada ; e a da 
villa d'Alpedriz, da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Inspector e primeiro Membro da Junta 
de Saúde Publica ; Marechal de Campo do Exercito. 

Succedeu na Casa a sua Mãe a 7 de Outubro de 1827 ; nos titulos de Marquez de 
Tancos a 14 d' Abril de 1795, e no de Conde da Atalaia a 26 d' Abril de 1790. Nasc. a 8 
de Setembro de 1775, e m. em Coimbra a 18 d'Agosto de 1833, tendo casado a 11 d'Agosto 
de 1802, com D. Leonor da Silva Telio, que nasc. a 12 d'Agosto de 1784, e m. a 18 
d'Agoslo de 1815; 4." filha dos 2."' Marquezes de Vagos e 7.°' Condes d'Aveiras de juro e 
herdade, Nuno da Silva Tello e Menezes, e da Marqueza D. Leonor da Camará. (V. Vagos.) 

1.0 Dom António Manuel. — Nasc. a 19 de Julho de 1803. Actual 10.° Conde d'Alalaia, 
que casou com D. Margarida Luiza de Souza Coutinho, sua prima, 1.^ filha dos 2.°* 
Marquezes de Borba. — Com geração. (V. acima, Redondo, Bellas, Cêa, e Vianna.) 

2.0 Dom Nuno Manuel. — Nasc. a 15 de Dezembro de 1804, e n^. a . . . ; Official de Caval- 
laria do Exercito, que casou com D. Joanna Isabel Freire d'Andrade e Castro, filha 
primogénita dos 3.°* Condes de Bobadella, e herdeira da sua Casa, que nasc. a 28 
de Fevereiro de 1804, e m. a 20 de Dezembro de 1830. 

FILHOS 

1." Dom Duarte Maria. — Nasc. a. . ., e m. de menor idade a 28 de Dezem- 
bro de 1831. ' 

2.° (B.) D. Maria das Dores. — Nasc. a 18 de Fevereiro de 1848. Legitimada 
em 1863. 
' 3.» Dom José Manuel. — Nasc. a 27 d'Agosto de 1811, e m. a 13 de Feve- 
reiro de 1868 ; Cavalleiro da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém. 

SEUS A.V<^S 

D. Domingas Manuel de Noronha, 3." Marqueza de Tancos, em verificação .de vida 
concedida n'este titulo a sua Mãe a Duqueza de Tancos, Camareira-mór da Rainha 



160 famílias titulares ata 

D. Maria i, por Decreto de 12 de Janeiro de 1793 ; 8/ Condessa d' Atalaia, depois de 
segundas núpcias (Carta de 8 de Março de 1777), e 10.° Condessa de Vimioso, pelo seu 
primeiro consorcio. Nasc. a 5 de Outubro de 1753, e m. a 7 de Outubro de 1827, ha- 
vendo casado em primeiras núpcias com Dom Francisco José Miguel de Portugal, 10. ** 
Conde de Vimioso de juro e herdade, que nasc. a 29 de Setembro de 1736, e m. sem 
geração em 1771. (V. Vimioso.) 

A Condessa de Vimioso viuva, como filha única e universal herdeira da Casa de Tan- 
cos, Morgados, e bens da Coroa e Ordens que a esta pertenciam, succedeu a 29 d'Agosto 
de 1794 a sua Mãe D. Constança Manuel, 1.'' Duqueza 6 2." Marqueza de Tancos, 7." Con- 
dessa da Atalaia, nos Senhorios das villas da Atalaia, Tancos e Asseiceira, seus termos e 
logares annexos, com o Padroado de suas Egrejas ; de Villa Nova da Erra e data de 
todos os seus Officios ; na Alcaidaria-mór do Castello da villa de Marvão com todas as suas 
rendas, foros, portagens e tributos ; e no Casal, hoje Quinta de Santa Martha de Monção, 
termo de Santarém, e em vários juros e tenção, tudo de juro e herdade, fora da Lei Mental, 
cujos Senhorios foram permutados pelos seus ascendentes Dom Fradique Manuel, e sua 
mulher D. Maria d'Athaide pela villa (te Salvaterra de Magos com todos os seus termos, 
limites, direitos, portagens, foros, jugadas com todas as suas rendas e tributos, e o Paul 
de Magos ou Escaroupim, Cortes Lezirão e Ramo Grande e Pequeno, que elles possuíam 
por doações dos Reis D. João ii e D. Manuel i, e de que fizeram contracto de permutação 
e escambo com El-Rei D. João iii, como consta da escriptura de 14 de Setembro de 1542, 
feito entre elles Senhores e a Coroa, outhorgando por parte d' esta Christovam Esteves, 
Desembargador do Paço, doações e escambo que foram confirmadas pelos Reis succes- 
sores, como se vê dos Liv. 6 e 7 de Guadina, fl. 74 e 111, e Chanc. de D. João ii, Liv. 
6, fl. 123 V. 

Sr.** também, por successão e mercê de vida nas Commendas de S. Nicolau, de Cabe- 
ceiras de Basto ; de S. Pedro de Valle de Nogueira, no Arcebispado de Braga ; de S. João 
d' Abrantes, e de Santa Maria da Deveza de Castello de Vide, no Bispado de Portalegre, 
e de S. Miguel de Terrozo, todas na Ordem de Christo; da Commenda das Miunças de Santa 
Maria d' Alcácer do Sal ; do Pescado miúdo do Tino da villa de Setúbal ; de Ferreira com 
sua Alcaidaria-mór e Portagem, no Arcebispado de Évora, todas na Ordem de S. Thiago; e 
da Commenda da villa de Alpedriz, da Ordem de S. Bento d'Aviz. 

Sr." do Paul da Mouta, junto á Barquinha, em duas vidas, por mercê da Rainha D. 
Maria i (Carta de 11 de Maio de 1778). Passou a segundas núpcias, em 24 de Outubro 
de 1774, com António Luiz de Menezes, que nasc. a 8 de Janeiro de 1743, e m. a 15 de 
Março de 1807 ; Gentil-Homem da Camará de El-Rei D. Pedro iii e do Príncipe da Beira 
(D. João vi) ; 3." Marquez de Tancos pelo seu casamento (Carta de 7 d' Abril de 1795) ; 
8." Conde d' Atalaia, também pelo seu casamento, auctorisado a usar d'este titulo por Carla 
de 8 de Março de 1777 ; i.° filho dos 4.°' Mai*quezes de Marialva, Dom Pedro de Menezes 
e de D. Eugenia Mascarenhas. 

Ao 3.° Marquez de Tancos, em remuneração de seus serviços, lhe foi feita mercê de 
dois Mouchões, chamados um do Doutor Ignacio, e outro dos Leprozos, e do terreno deno- 
minado dos Doze Passos dos Negros, e do Pinhal de Via Longa, junto da sua quinta de 
Santa Martha, e da Sesmaria das Ferrarias, também junto da mesma quinta, com a clau- 
sula e declaração, que os ditos Mouchões ficariam sujeitos aos cortes, encanamentos e 
tapumes que o Governo ordenar no Rio Tejo, em beneficio da navegação e da lavoura, 
como consta do Despacho e Portaria de 9, e Portarias de 11 de Março e 17 de Abril de 
1790. Igualmente se lhe fez mercê da Capella instituída por Isabel Martins Preta, na egreja 
de S. João Baptista da villa de Coruche, para ficar unida aos Morgados da sua Casa com 



ATA E GRANDES DE PORTUGAL 161 

todos os seus pertences, por Decreto de 20 de Junho de 1793, e anteriormente tivera mercê 
perpetua e concedida licença por Despacho e Alvará de 9 e 29 de Janeiro de 1791, para 
aforar os bens da Capella instituída em Villa Franca de Xira, no anno de 1611, por Martim 
Coelho, ficando obrigado a satisfazer os encargos da dita Capella, pagando de foro annual 
ao Estado a mesma quantia porque a referida Capella então andava arrendada. 

DPIIl.I3:OS 

1.° Dom Duarte Manuel. — Nasc. a 8 de Setembro de 1775. Foi 4." Marquez de Tancos, 
em verificação de vida, e 9." Conde da Alalaia ; Par do Reino. Casou com D. Leonor 
da Silva Tello, 4." filha dos 2.°* Marquczes de Vagos. — Com geração. (V. acima.) 

f.o D. Eugenia Manuel. — Nasc. a 30 de Dezembro de 1776, e m. a 23 d'Oulubro de 1846; 
Dama da Rainha D. Maria i, e Dama das Ordens de Santa Isabel, Rainha de Portugal, e 
da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém ; 2.^Marqueza e 14. ■ Condessa de Redondo, 
pelo seu casamento a 15 de Maio de 1795, com Dom Fernando Maria de Souza Cou- 
tinho Castello Branco e Menezes, 2.° Marquez de Borba, e 14." Conde de Redondo de 
juro e herdade; uni dos Governadores do Reino, em 1807, durante a ausência e estada 
de El-Rei D. João vi no Império do Brazil. — Com geração. (V. Redondo, Cêa, e Vianna.) 

3.0 Dom Pedro Manuel. — Nasc. a 24 de Maio de 1778, e m. a 9 do Abril de 1811. Chefe 
de Divisão da Armada Nacional ; teve de D. Joaquina de Frias e Vasconcellos : 

FILHOS 

4.° D. Maria Amália Manuel. — Nasc. a 24 de Outubro de 1800; já fallecida. 
Foi legitimada por Alvará de 2 de Outubro de 1812 ; casou a 7 de Abril 
de 1834, com José António de Siqueira Freire de Souza Chichorro 
Abreu Cardozo Castro Calvos Cerniche, Moço Fidalgo com exercício ; 
Cavalleiro da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém ; Official de 
Cavallaria do Exercito, que m. a 22 de Agosto de 1831. 

FILHO 

1." D. Maria Domingas. — Nasc. a 14 de Junho de 1835, e 
casou a 8 de Julho de 1858, com seu primo Ascenso de 
Siqueira Freire de Souza Chichorro Abreu Cardozo Castro 
Calvos Cerniche, que nasc. a 28 do Dezembro de 1829, 
filho de António de Sequeira Freire e Chichorro, e de D. 
Maria da Graça Lobo da Silveira Quaresma, 3.» filha dos 
3.°* Marquezes d'Alvito ; actual representante da Casa 
de S. Martinho de Mouros, e como tal 22. <» Sr. do Solar 
do Paço de Cardozo, instituído em 1558 por Pedro Car- 
dozo, e bem assim dos vínculos do Bairro próximo á 
villa de Alemquer, instituído em 1480 por Vasco Martins 
de Souza Chichorro, Capitão dos Ginetes de D. Afifonso v, 
e de outro na mesma villa denominado dos Quentes, insti- 
tuído em 1650 por Jeronymo de Souza Chichorro: de Ma- 
galhães e Menezes, instituído em Braga por Manuel de 
Magalhães no anno de 1560 ; de Siqueiras, instituído em 
Elvas por Gaspar de Siqueira em 1547 ; de Loudres, 
instituído por D. Maria Teixeira em 1573 ; de Christello, 
perto de Vízeu, instituído por Álvaro Freire d'Andrade, 
em 1599 ; da Bemposta, perto da villa de Monsão, ins- 
títaído por Chrístovam de Castro em 1603 ; do Porto, e 
da Magida, em Villa Nova de Famalicão ; de Bebrinha, 
no Baixo Douro, instituído por João de Calvos de Siqueira 
em 1666 ; de Santo Estavam da Facha ou de Riba do 
Lima, próximo a Vianna do Castello, instituído por Esta- 
vam Barreto do Amaral em 1689 ; de Juste, perto da villa 
de Monsão, instituído por Álvaro Soares de Castro em 
1786 ; de Regalados (d' Abreus), instituído no reinado de 
D. João i, por Nuno Viegas do Rego, o qual está unido 
ao de Magalhães e Menezes acima referido. (V. Alvito, e 
Belmonte.) 

FILHOS 

1.0 D. MarIa AmalIa. — Nasc. a 11 de Março de 
1860, e m. a 25 de Novembro de 1865. 

21 



162 famílias titulares ATA 

2.° António José. — Jíasc. a 16 de Março de 1862. 
3.° D. Maria da Graça. — Nasc. a 29 de Junho de 

1863. 
4.° D. Maria das Necessidades. — Nasc. a 16 de 

Dezembro de 1864. 
5.° José António. — Nasc. a 4 de Janeiro de 1866. 
6.° D. Maria Isabel. — Nasc. a 30 de Janeiro do 

1868. 
7." AscENso António. — Nasc. a 27 de Março de 

1870. 
8." Vasco Martins. — Nasc. a 2S de Janeiro de 

1872. 
9.° Pedro António. — Nasc. a 23 de Maio de 1873, 

e m. a 16 de Dezembro do mesmo anno. 
lO.o RuY Vaz. —Nasc. a 19 de Outubro de 1874. 

2." D. Maria Antónia. — Fallecida. Casou com Carlos Augusto Bom de Souza, 
actual Visconde de Pernes, do qual foi 1.^ mulher. {V. Pernes, e Gal- 
vêas.) 

i.° D. Constança Manuel, — Nasc. a 29 de Agosto de 1780, e m. a 4 de Abril de 1834; 
2.* Marqueza de Bellas, e 7.* Condessa de Pombeiro, pelo seu casamento ; Dama da 
Ordem de Santa Isabel,* Rainha de Portugal. Casou a 26 de Novembro de 1804, 
com Dom António Maria de Castello Branco Corrêa e Cunha Vasconcellos e Souza, 
2.° Marquez de Bellas, e 7.° Conde de Pombeiro; Par do Reino por Carta Regia de 
30 de Abril de 1826 ; Capitão da Companhia Portugueza da Guarda Real dos Ar- 
cheiros ; Gentil-Homem da Camará da Rainlia D. Maria i. — Com geração. (V. Bellas, 
Cêa, e Vianna.) 

5.° DoM João Manuel. — Nasc. a 27 de Abril de 1783, e m. a 20 de Abril de 1831. Foi 
1.0 Marquez de Vianna; Par do Reino por Carta Regia de 30 de Abril de 1826; 
Gentil-Homem da Gamara da Rainha D. Maria i ; Major-General da Armada Nacional. 
Casou a 7 de Fevereiro de 1809, com D. Anna de Castello Branco, 2.^ filha dos 
1.0* Marquezes de Bellas. — Com geração. (V. Vianna, Bellas, e Figueira.) 

6.° DoM José Manuel. — Nasc. a 4 de Dezembro de 1775. Capitão de Cavallaria no Exer- 
cito francez ; fez a campanha contra a Rússia, e ahi m. a 4 de Dezembro de 1812. 

7.° Dom António Manuel. — Nasc. a 6 de Setembro de 1788, e m. a 2 de Dezembro de 
1848 ; l.o Conde de Cêa ; Par do Reino por Carta Regia de 30 d' Abril de 1826 ; 
Gentil-Homem da Gamara de El-Rei D. João vi ; Capitão de Fragata da Armada Na- 
cional. Casou a 23 de Dezembro de 1796, com D. Marianna de Miranda Corrêa, filha 
única e herdeira de Manuel de Miranda Corrêa, Cavalleiro da Ordem de Ghristo, e de 
D. Brizida de Carvalho. — Com geração. (V. Cêa, e Vianna.) 
8.0 Dom Diogo Manuel. — Nasc. a 19 de Março de 1795, e m. a 1 de Agosto de 1813. 
Cavalleiro da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém. 

NB. Para vêr a ascendência d'esla família, recorra-se ás Memorias Históricas e 
Genealógicas dos Grandes de Portugal, por Dom António Caetano de Souza, a pag. 295. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Duqueza de Tancos 1 — 17 de Dezembro de 1791. — (D. Maria I.) 

Marquez de Tancos — 22 de Outubro de 1751. — (D. José I.) 

Renovado no 4.° Marquez — 14 de Abril de 1795. — (D. Maria I.) 

Conde d'Atalaia 2 — 21 de Dezembro de 1466. — (D João II. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 3 
dos Misticos, a fl, 276.) 

Renovado na Família de Manueis, a Dom Francisco Manuel d'Athaide, filho primogénito de Dom Nuno 
Manuel de Athaide, pelos muitos serviços d'este, e de seu irmão Dom Fradique Manuel, que acom- 
panhando El-Rei D. Sebastião á Africa, morreram, Dom Nuno na batalha de Alcácer Quibir, e Dom 
Fradique depois de captivo ; e assim pelos merecimentos de D. Joanna d'Athaide, mãe do sobredito 
Dom Francisco — 17 de Julho de 1583. — (D. Filippe I. — Regist. no Arch. da T. do T., Chane. de 
D. Filippe I, Liv. 4, fl. 244.) 

Renovado no 10." Conde — Decreto de 6 de Fevereiro de 1818, e Carta de 16 de Maio de 1823.— 
(D. João VI. — Regist. no Arch. da Secret. do Reino, Liv. de Cartas, Alvarás, e Patentes.) 

1 Foi o 1." Conde d'este titulo Dom Pedro Vaz de Mello, Sr. da villa da Atalaya e da villa d' Asseiceira, que é junto com ella, 
pelos seus grandes merecimentos e extremados serviços, e d'aquelles de quem elle descendia. 

s D. Constança Manuel succedeu no titulo de Condessa d^Atalaya por dispensa da Lei Mental (Portaria ãe 9 ãe Maio de 1760). 



ATH 



E GRANDES DE PORTUGAL 



163 



Doação da Atalaia e Asseiceira a Pedro Vaz de Mello — 2i de Dezembro do 1466. — (D. Âffonso V. 

— Ardi. da T. do T., Liv. 3 dos Místicos, fl. 276 v.) 

Doação dos direitos de Salvaterra de Magos, a Lopo Vaz de Castello Branco — 22 de Maio de 1482. 

— (D. João II. — Chanc, Liv. 6, fl. 123 v.) 

Doação a Dom Nuno Manuel, Almotacé-mór de El-Rei D. Manuel I, com jurisdicção da villa, rendas, foros 
etc. de juro e herdade — 8 de julho de 1507 e 8 de Fevereiro de 1508. — (D. Manuel I. — Liv. 
5 dos Misticos, a fl. 137, e Liv. 7 de Guadiana, a fl. ill.) 
Doação do Paul de Magos a Dom Nuno Manuel — 8 de Julho de 1507. — (D. Manuel.) 
Contracto de escambo de 1542 com El-Rei D. João iil, pelas villas da Atalaia, Asseiceira e Tancos, de 
juro e herdade, e Alcaidaria-mór de Marvão, ficando a villa de Salvaterra para a coroa, e confir- 
madas pelos Reis seus successores — Differentes datas, sendo as ultimas 23 de Novembro de 1643 e 
15 de Janeiro de 1701. — (D. Pedro II. — Chanc, Liv. 4, fl. 207, Liv. 2, fl. 213 e Liv. 37, fl. 462.) 

Braasão cl' Alemãs. — São as armas d'esta Casa, o campo esqnartellado ; no pri- 
meiro de vermelho um coto de águia de ouro com uma mão, tendo n'ella uma espada levan- 
tada guarnecida de punho de ouro ; no segundo um Leão de purpura, armado d'azul em 
campo de prata, e assim os contrários. — Timbre — o coto das águias com a espada levantada. 




ATHOGUIA (Visconde). — Ruy d'Athoguia Ferreira Pinto Basto, 2." Visconde d'Alho- 
guia, em sua vida, e verificação de vida concedida no referido titulo a seu Avô materno o 
1.° Visconde d'Alhoguia ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus maiores; 
habilitado com o curso d' Agrónomo, pelo Instituto Agrícola de Lisboa. Nasc. a 30 de Maio 
de 1849, e casou a 1 de Junho de 1870, com D. Margarida d'Almeida, 3." filha dos 2." 
Condes da Lapa, e 3.°' Barões de Mossamedes, de juro e herdade, que nasc. a 25 de Ou- 
tubro de 1849. 

1.° António Jervis. — Nasc. a 16 de Abril de 1874. 



SEXJS PAES 

Anselmo Ferreira Pinto Basto, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus 
maiores (Alvará de 11 de Maio de 1826); Bacharel formado em Philosophia pela Uni- 
versidade de Coimbra ; Addido honorário de Legação. Nasc. a 28 de Outubro de 1820, 
e casou a 10 de Maio de 1848, com D. Sophia Cândida Jervis d'Athoguia, que nasc. a 
10 de Maio de 1827, filha de António Aluizio Jervis d'Athoguia, 1." Visconde d'Athoguia, 
em duas vidas; Par do Reino por Carta Regia de 13 de Janeiro de 1852, de que prestou 



164 



FAMÍLIAS TITULARES 



AVE 



juramento e tomou posse em sessão da Camará dos Dignos Pares de 5 de Juntio do mesmo 
anno ; Ministro d'Estado honorário ; Commendador das Ordens de Nossa Senhora da Con- 
ceição de Villa Viçosa, e da Torre Espada ; Gran-Cruz das Ordens da Legião de Honra, 
de França ; da de S. Mauricio e S. Lazaro, da Sardenha ; de Leopoldo, da Bélgica ; do 
Salvador, da Grécia;, da Rosa, do Brazil ; Commendador da Ordem Militar de S. Fer- 
nando, de ílespanha ; Bi-igadeiro graduado do Exercito ; Bacharel formado em Mathema- 
thica pela Universidade de Coimbra ; Director da Escola Polytechnica de Lisboa ; Lente 
da antiga Academia de Marinha, da mesma cidade, que m. a 17 de Maio de 1861 ; e de 
sua mulher D. Maria Cândida Larcher, que m. a 28 de Outubro de 1827. 

1." RuY. — Actual Visconde. 

2." D, Mabia Antónia. — Nasc. a 22 de Fevereiro de 18S2. 

3.° D. Alda. —Nasc. a 22 de Novembro de 18S7. 

4,° António Aluizio. — Nasc. a 1 de Fevereiro de 1862. 

5.0 D. Branca. — Nasc. a 20 de Agosto de 1865. 

6.0 D. Gabriella. — Nasc. a 25 de Janeiro de 1869. 



Não tem Registo no Arch. 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — 15 de Março de 1853. — (D. Maria II.) 

Renovado no 2.» Visconde — Carta de 16 de Maio de 1855. — (D. Maria II. 
ãa T. do T.) 

Bfazsio cl'A.i'mas. — Escudo partido em pala; na primeira as armas dos Ferreiras 
— em campo vermelho quatro faxas de oiro ; na segunda as armas dos Pintos — em campo de 
prata cinco crescentes de lua de vermelho em santor. 

FRAZÃO concedido por Alvará de 12 de Setembro de 1818, a José Ferreira Pinto Basto, avô paterno 
do Visconde. fRegist. no Cartório da Nobreza, Liv. 8, fl. 9.) 




AVEIRAS (Conde de juro e herdade, titulo que anda annexo ao de Marquez de 
Vagos). — Dom José Tello da Silva Menezes Corte Real, 11.° Conde d'Avciras de juro e 
herdade, e 5.° Marquez de Vagos, também de Juro e herdade. Nasc. a 7 de Agosto de 
1838, e casou em 1862 com D. Maria José Xavier de Sousa, filha de Dom Francisco de 
Sousa, Fidalgo de geração ; Vedor da Casa Real ; Commendador da Ordem de Nossa Se- 



AVI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



165 



nhora da Conceição de Villa Viçosa ; Governador Civil do Dislriclo de Vianna do Caslello, 
em Junho de 1870; herdeira da Casa de seu lio o Conde de Rio Pardo, e de sua mulher 
D. Maria do Carmo de Portugal, 2." filha dos 3.°' Marquezes de Valença e 12.°* Condes 
de Vimioso de juro e herdade. — Sem geração. (V. Rio Pardo, e Vimioso.) 

SEUS PAES E AVOS 

(V. Marquez de Vagos). 

NB. Para ver a ascendência d'esta Casa e familia, recorra-se ao titulo Marquez de 
Vagos, e ás Memorias Históricas e Genealógicas dos Grandes de Portugal, por Dom An- 
tónio Caetano de Souza, a pag. 320. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — 24 de Fevereiro de 1640. — (D. Filippe III. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Fi- 

lippe III, Liv. 37, fl. 33.) 
Declarado de juro e herdade para todos os successores d'esta linha de descendência, na forma da Lei Mental 

— 9 de Fevereiro de 1650. — (D. João IV. — Regist. no Arch. da T. do T., Omuc. de D. João IV, 

Liv. 15, o fl. 265.) 
Renovado no 11.° Conde — Decreto de 28 de Fevereiro de 1863, e Carta de 8 de Janeiro de 1864 — 

(D. Luiz I. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz I.) 

Brazao d' Armas. — Em campo de prata, um leão de purpura armado d'azul, no 
centro de uma bordadura de silva de côr verde em volta do escudo. 




ÁVILA E BOLAMA (Marquez). — António José d'Avila, 1." Marquez d'Avila e de 
Bolama, em sua vida, e 1." Conde d'Avila também em sua vida; Par do Reino por Carta 
Regia de 17 de Maio de 1861, de que prestou juramento e tomou posse, em sessão da 
Camará dos Dignos Pares de 27 de Maio do mesmo anno ; nomeado Presidente vitalicio da 
referida Gamara por Carla Regia de 11 de Outubro de 1872 ; Conselheiro d'Estado eífectivo ; 



166 famílias titulares AVI 

Ministro d'Eslado honorário, e por varias vezes Presidente do Conselho de Ministros; 
Enviado Extraordinário c Ministro Plenipotenciário de Sua Magestadc Fidclissima junto das 
Cortes de Paris, e de Madrid ; Gran-Cruz das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa; de S. Thiago do Mérito Litterario, Scientifico e Artístico ; da antiga o 
muito nobre Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito; Commendador da 
Ordem de Chrislo; Cavalleiro da Ordem dos Seraíins da Suécia, e do Elephante da Di- 
namarca ; Gran-Cruz das Ordens de Pio \\ de Roma ; de S. Maurício e S. Lazaro, e da 
Coroa, d'Italia; das Ordens Imperiaes do Cruzeiro, e da Rosa, do Brazil; de Santo Ale- 
xandre Newiski, e da Águia Branca da Rússia; da Águia Vermelha, em brilhantes, da 
Prússia; de Leopoldo, d'Austria-Hungria ; da Legião de Honra de França; de Leopoldo, 
da Bélgica; de Carlos iii de Ilespanha; do Leão Neerlandez, dos Paizes Baixos; de Al- 
berto o Valoroso, da Saxonia; dos Guelfos, do Hanover; do Osmanié, da Turquia; do 
Sol e do Leão, da Pérsia ; de Nossa Senhora de Guadalupe, do México ; do Nichan Iftikar, 
de Tunis ; da Equestre de Santa Rosa, da Republica de Honduras ; Cavalleiro da Ordem 
do Santo Sepulchro de Jerusalém. — Foi Deputado da Nação lía Legislatura de 1835, a 1/ 
Legislatura que houve depois do restabelecimento do regimen constitucional no Reinado da 
Sr." D. Maria ii, e em mais oito Legislaturas pelos circules da Horta e outros do Conti- 
nente do Reino ; Comraissario Régio por parte de Portugal nos Congressos Scientificos de 
Estatística de Bruxellas em 1853, e de Berlín em 1862; ao da unificação da moeda em 
Paris em 1867, e á Exposição Universal de Paris em 1868; Governador Civil do Districto 
Administrativo do Porto desde Agosto de 1840 a Julho de 1841, e anteriormente havia 
sido Sub-Prefeito de Évora em 1835; Provedor do Concelho da Cidade da Horta, e ante- 
riormente Presidente da Camará Municipal da villa da Horta da ilha do Fayal, elevada á 
categoria de cidade por Alvará de 4 de Julho de 1833 ; Professor da Cadeira de Philo- 
sophia da villa da Horta ; Bacharel formado em Philosophia pela Universidade de Coim- 
bra; Sócio effectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa, e por alguns annos Vice- 
Presidente da mesma Academia. 

Nascido de Paes honrados, mas de mediana fortuna, poderam todavia estes formar 
seu filho na faculdade de Philosophia da Universidade de Coimbra, e habilital-o a ser 
Professor substituto, e pouco depois Cathedratico de Humanidades na cidade da Horta. 

Dispunha-se o novel professor a partir para França, com licença do Governo, e ali 
cursar os estudos de Medicina, quando se restabeleceu na ilha do Fayal o regimen 
constitucional. Organisado um Batalhão de Voluntários na villa da Horta, em 1832, foi 
eleito Capitão d'uma companhia, a 3.% a qual depois formou o núcleo do 2." Batalhão de 
Voluntários do Norte do Fayal. 

Eleito Vereador na primeira eleição municipal eíTeituada na cidade da Horta em 1832, 
presidiu aquelle municipio ; serviu de Provedor do Concelho, e nomeado pelo Sr. D. Pedro 
Duque de Bragança, Regente em Nome de sua Filha a Rainha D. Maria ii, Sub-Prefeilo 
da ilha de S. Miguel, não chegou a exercer ali este cargo, passando a exercel-o em Évora. 

Havendo entrado no Parlamento, como Deputado pela Provinda Occidental dos Aço- 
res, circulo eleitoral da Horta, na 1." Legislatura de 1834-35, mereceu os votos do paiz 
em mais nove Legislaturas, sendo elevado ao Pariato a 17 de Maio de 1861. 

No Parlamento tornou evidente a cultura do seu espirito, os seus dotes oratórios, o 
afincado amor ao estudo e ao trabalho ; e a par d'um grande desvelo e interesse pelo 
serviço do Estado, a mais solida probidade. Como orador, se lhe não cabe a qualificação 
de eloquente e brilhante no discursar, ninguém certamente lhe negará a de orador fluente 
e bom argumentador, mais vehemente c nervoso na replica do que na invectiva, raríssimas 
vezes por elle empregada. 



AVI E GRANDES DE PORTUGAL 167 

Com taes dotes e qualidades, e por tal forma amestrado n'esta aula politica d'um paiz 
monarchico representativo, não podia deixar de subir ás elevadas posições de Ministro e 
Secretario d'Estado, c de Presidente do Conselho de Ministros, tendo repetidas vezes 
exercido aquelle cargo, nos Ministérios da Fazenda (9 de Junho de 1841), do Reino (ou 
Interior), dos Negócios Estrangeiros, das Obras Publicas, Commercio e Agricultura, e 
interinamente no dos Negócios Ecclesiasticos e de Justiça, e do Ultramar e Marinha; de 
exercer os elevados cargos de Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em 
Madrid (1865), e em Paris (1868); de ser Conselheiro d'Estado (21 de Julho de 1850); e 
Presidente vitalício da Camará dos Dignos Pares, por Carta Regia de 11 d'Outubro de 1872. 

Também lhe não foi mister ostentar a origem de nobres e anliguissimos avoengos, 
cobertos de galhardos feitos e de prestimosos serviços á Pátria, para á sombra d'essa 
tradição subir á vetusta grandeza titular dos antigos reinados. A Monarchia Constitucional 
do século XIX, só pôde ter por ornamento do throno a nobreza adquirida por talentos e 
virtudes ; por feitos distinctos á pátria ; pelo incontestado mérito individual ; por singular 
serviço publico. Foi assim, que o Marquez d' Ávila e de Rolama, e outros como elle, con- 
quistaram os seus titulos da nobreza. 

Conforme a pratica não escassearam zoilos e detractores do talento e mérito litte- 
rario, nem do tacto governativo do Marquez d'Avila e de Bolama; nem motejadores do 
gi-ande numero de condecorações que lhe tem sido conferidas ; para redarguir-lhes basta 
ponderar, que um homem que só a si deve o extremar-se tão notavelmente d'entre os que 
lhe são coetâneos, e merecer tantas distincções, nunca poderia ser um talento medíocre, 
nem homem vulgar. 

O Marquez pôde dizer com ufania — Genus meum a me incipit. — Que bello legado 
á sua familia 1 

Nasc. a 8 de Março de 1807, e casou em 1850, com D. Emilia Hegnauer, que nasc. 
a 21 de Fevereiro de 1829, filha de Segismundo Hegnauer, e de sua mulher D. Cecilia 
Hegnauer, ambos já fallecidos. — Sem geração. 

SEUS PAES 

Manuel José d' Ávila, negociante matriculado da Praça do Commercio da ilha do 
Fayal, por Despacho da Junta do Commercio, Fabricas e Navegação de 26 de Setembro 
de 1826 ; proprietário na mesma ilha, casado com D. Pudenciana Joaquina d'Avila. 

1.0 D. Maria do Carmo. — Nasc. a 22 de Maio de 1801. 

2.° António José. — Nasc. a 8 de Maio de 1807. l.» Marquez d'Avila e Bolama, 1.° Conde 
de Avila; Par do' Reino, Conselheiro d'Estado effeclivo, que casou em 1850 com D. Emi- 
lia Hegnauer. (V. acima.) 

3 " ) 

. "o J D. F. E F. — Fallecidas no estado de solteiras. 

5.» Manuel José. — Nasc. a 7 de Junho de 1817. Proprietário e Chefe de serviço na alfan- 
dega da Horta, casado com D. Maria Leonor d'Almeida, filha de José d'Almeida e Silva, 
proprietário na ilha do Fayal ; e de sua mulher D. Leonor Carolina Vidal. 

FILHOS 

1.° António José, — Deputado da Nação na Legislatura de 1875 a 78, pelo cir- 
culo eleitoral de Valle Passos ; Cavalleiro das Ordens de Christo, e de 
Carlos III de Hespanha ; Capitão do Corpo d'Estado Maior do Exercito. 

2." José d'Almeida. — Cavalleiro da antiga Ordem da Torro Espada, do Valor 
Lealdade e Mérito ; 2.° Tenente da Armada Nacional. 

3.° D. LuiZA d'Almgida d'Avii.a. 



168 



famílias titulares 



AVI 



4." D. JuLiA d'Almeida d'Avila. 
5.0 D. Maria d'Almeida d'Avila. 

6.° Eugénio d'Almeida. — Official de Fazenda da Armada Nacional, com a gra- 
duação de Guarda-Marinha. 
. 7.° Luiz d'Almeida d'Avila. 
8." D. Leonor d'Almeida d'Avila. 

SEXJS AVOS 

Domingos António d' Ávila, proprietário na ilha do Fayal, casado com D. F... 

Manuel José. — Foi o primogénito, que casou com D. Pudencianna Joaquina d'Avila, — Com 
geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 



Conde, em sua vida — Decreto de 13, e Carta de 15 de Fevereiro de 1864. 

da T. do T., Mercês de D. Luiz I.) 
Marquez, em sua vida — Decreto de 24, e Carta de 31 de Maio de 1870. 

da T. do T., Mercês de D. Luiz I.) " 



- (D. Luiz L — Begist. no Arch. 
(D. Luiz L — Regist. no Arch. 



BrasesLo cV Armas. — Um escudo partido em pala, tendo a direita esquartelada, e 
com o superior da direita carregado de uma águia negra e estendida sobre campo de ouro, o 
superior da esquerda interceptado por três faxas vermelhas e carregadas de quatro olhos som- 
breados d'azul e dispostos em banda sobre campo de prata, e assim os seus alternos : a esquerda 
carregada de seis costellas de prata, coUocadas em duas palas, de três cada uma sobre campo 
vermelho. — Timbre —uma águia negra estendida sobre o coronel de Conselheiro dXstado. 

Alvará de Brazão d' Armas concedido a 9 de Outubro de 1860 a António José d'Avila, actual Marquez 
d'Aviia e Bolama. — Regist. no Cartório da Nobreza do Reino, Liv. 9, fl. 37 (Copiado textualmente do Archivo 
Heráldico e Genealógico, pelo' Visconde de Sanches de Baena.) 



S. 




AVILLEZ (Conde). — Jorge Salema d'Avillez Jusarte de Sousa Tavares, 3." Conde 
d'Avillez, em sua vida, e em memoria dos longos e valiosos serviços de seu Avô, o 1." Conde 



AVI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



169 



('Avillez e 1.° Visconde de Reguengo, Jorge d'Avillez Jusarte de Sousa Tavares, que m. a 

de Fevereiro de 1845 ; Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real (Alvará de 8 de Abril 

1870); proprietário. Nasc. a 31 de Janeiro de 1842, e casou a 13 de Dezembro de 1867, 

)m D. Maria Carolina de Sousa Feio, que nasc. a 12 de Agosto de 1844, filha dos 1.°' Vis- 

)ndes da Boa-Visla, Marianno Joaquim de Sousa Feio, e de sua mulher D. Marianna 

Phereza de Sousa. (V. Boa-Yista.) 



JOROE. 



Nasc. a iO de Julho de 1869. 



SEUS PAES E AVÓS 

(V. Avillez, que segue.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

)NDE — 4 de Abril de 1838. 
Ienovado no 3.° Conde — Decreto de 17, e Carta de 21 de Junho de 1869. — (D, Luiz I. — 
Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz J, Liv. H, fl. 68.) 

13ra.xsn> dl' Armas. — (V. adiante a descripção.) 




AVILLEZ (Conde). — Jorge d' Avillez Jusarte de Sousa Tavares, 2." Conde d'Avillez, 
em sua vida; Par do Reino por successão a seu Pae, o 1." Conde d' Avillez (Par do Reino 
por Carta Regia de 1 de Outubro de 1835), de que prestou juramento e tomou posse em 
Sessão da Camará dos Dignos Pares de 13 de Fevereiro de 1846 ; Sr. dos Morgados da 
Torre, Reguengo, e Casas Novas; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição 
de Viíla Viçosa, e Cavalleiro da Ordem de S. Bento d'Aviz ; condecorado com a medalha 
militar por conducta exemplar ; Major de Infanteria, reformado. Nasc. a 28 de Maio de 
1816, e casou a 21 de Abril de 1841, com D. Maria Francisca Salema d'Aboim Villa-Lobos, 
que nasc. a 2 de Agosto de 1816, e m. a 21 de Julho de 1849 ; filha de João d'Aboim 
Pereira Guerreiro, e de sua mulher D. Mariáíma Rita de Aboim de VilIa-Lobos. Passou a 
segundas núpcias em 20 de Dezembro de 1849, com D. Josefa Gonzales Peres de Mendoza, 
que nasc. a 16 de Abril de 1823, filha de Dom Joaquim Gonzales, súbdito hespanhol, e de 
D. Joanna Gonzales Peres de Mendoza. 



^.° Jorge Salema. — Nasc. a 31 de Janeiro de 1842. 3.° Conde d'Avillez, em tua vida, que 
casou com D. Maria Carolina de Sousa Feio, filha dos l.o» Viscondes da Boa- Vista. 
— Com geração. (V. acima, e Boa-Vitta.) 

2.° José Maria. — Nasc. a 21 de Julho de 1844. Fidalgo da Casa Real, por successão a seus 
maiores. Casou com D. Maria Margarida da Fonseca e Barros, sua prima, que nasc. 
a 23 de Abril de 1844; filha de José Maria da Fonseca Achyoli, Fidalgo da Casa Real, 
por successão a seus maiores ; abastado proprietário ; e de sua mulher D. Maria Anna 
de Barro9 Gastello Branco. 

2i 



170 famílias titulares AM 

FILHOS 

1.° José Maria. — Nasc. a 23 de Fevereiro de 1871. 
2.° Annibal Jorge. — Nasc. a 4 de Abril de 1872. 

3." D. Maria Francisca. — Nasc. a 13 de Junho de 1849, e casou com José Maria da Fonseca 
Achyoli, seu primo, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores, que nasc. a 
26 de Fevereiro de 1842, filho de José Maria da Fonseca Achyoli, Fidalgo da Casa 
Real, por successão a seus maiores, abastado proprietário, e de sua mulher D. Maria 
Anna de Barros Castello Branco. 

FILHOS 

1.° D. Maria Francisca. — Nasc. a 14 de Fevereiro de 1865. 
2.0 D. Maria Anna. — Nasc. a 5 de Dezembro de 1871. 

4.0 D. Georgina d'Av1llez. — Nasc. a 15 de Dezembro de 1851. 2.* Viscondessa do Reguengo, 
pelo seu casamento com seu primo em 1." grau, Jorge Frederico d'AYÍllez, 2.° Visconde 
do Reguengo. (V. Reguengo.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 4 de Abril de 1838, e Carta de 1 de Fevereiro de 1840. — (D. Maria II. — Não tem 

Registo no Arch. da T. do T.) 
Renovado no 2." Conde — Decretos de 29 de Setembro de 1838 e 6 de Março de 1840. 

Bi*a.zão cl'A.i<m£is. — (V. adiante.) 




AVILLEZ (Condessa). — D. Joaquina de Lencastre e Barros d'Avillez, 1." Condessa 
d'Avillez e 1." Viscondessa do Reguengo, 3." filha de Rodrigo Barba Alardo de Pina e 
Lemos de Menezes, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores; Alcaide-mór de 
Leiria ; 11.° Morgado da Romeira, da Casa da Matreina, e da do Amparo em Leiria; e de 
sua mulher D. Maria Ignez Catharina de Lencastre Barros, herdeira dos Morgados do Real, 
e da Amoreira em Braga, e de S. António da Ribeira de Litem, em Pombal. Nasc. a 29 
de Setembro de 1790, e casou a 26 de Junho de 1812 com seu primo. (V. Amparo.) 

VIUVA r>E 

Jorge d'Avillez Juzarte de Sousa Tavares de Campos, 1.° Conde d'Avillez em sua vida, 
e 1." Visconde do Reguengo também em sua vida; Par do Reino por Carta Regia de 1 de 
Outubro de 1835, de que prestou juramento e tomou posse na Camará dos Pares, em Sessão 
de 5 de Janeiro de 1836 ; Deputado da Nação ás Cortes de 1822, e na 1.* Legislatura 
depois do restabelecimento do regimen constitucional, em 1834 ; Senador pelo districto de 
Portalegre na Legislatura de 1839-41; Sr. dos Morgados da Torre, Reguengo de S. Gre- 
gório, e Casas Novas; Commendador de S. Marcos de Monsaraz na Ordem de Christo, 
e da antiga e nobre Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito ; condecorado 



I 



ARU E GRANDES DE PORTUGAL 171 

com a Cruz de Oiro, e Medalha de commando de tropas portuguezas no Bussaco, Fuentes 
de Oflor, Victoria e Nive, e a de 5 campanhas na Guerra Peninsular ; com a Estrella de 
Oiro de Montevideu pela campanha do Rio da Prata ; por S. M. Britânica cora a Medalha 
das acções de Nyvelle e Nive, e por S. M. Catholica com as Medalhas pelas batalhas de 
Victoria, Paraplona e Orlhez; Tenente-General do Exercito; Vogal do Supremo Conselho 
de Justiça Militar. Nasc. a 28 de Março de 1785, e m. a 15 de Fevereiro de 1815. 

Principiou este bravo e distincto militar a carreira das armas em 1804, tomando o 
commando do Regimento de Milícias do Crato, no posto de Coronel, tendo apenas 21 annos 
de idade, e no mesmo anno foi com o seu regimento guarnecer a praça d'Elvas, que já 
se preparava para resistir á invasão franceza. 

Levantado o pendão da independência de Portugal contra a dominação franceza em 
1807, Jorge de Avillez, que havia recolhido á sua Casa de Portalegre, em consequência do 
fallecimento de seu Pae e do irmão primogénito, dispondo por essa circumstancia de avul- 
tados meios, como Sr. de uma das melhores Casas da província do Alemtejo, não reprime 
o seu amor da pátria, menos sujeita aos seus interesses individuaes, e o ardor militar de 
que era dotado, e imitando as tradições de seu Avô materno, organisa á sua custa, 
farda e municia o batalhão de Voluntários de Portalegre, que sob o seu commando, como 
Coronel, soccorre em 1808 a praça de Elvas. Em recompensa d'este distincto serviço lhe 
foi conferida, por Decreto de 2 de Outubro de 1812, a Commenda de S. Marcos de Mon- 
saraz na Ordem de Christo. 

Reorganisado o Exercito portuguez, afira de se oppôr á aggressão expoliadora da 
França, tão boa era a disciplina e arranjo do batalhão de Portalegre, que mereceu por 
Decreto de 21 de Janeiro de 1809 ser incorporado no Exercito e tomar a designação 
de Caçadores n.° 1, sob o commando de Jorge de Avillez no posto de Tenente-Coronel ; 
n'este batalhão, e no commando do Regimento de Manteria n.° 2, em 1812, distin- 
guiu-se como official valoroso e destemido, nos combates e acções de Alamôda (4 de 
Julho de 1810), do Côa (24 de Julho de 1810); na batalha do Bussaco (27 de Setembro 
de 1810), em Alemquer (10 de Outubro de 1810), Pombal (11 de Março de 1811), Redinha 
(12 de Marco de 1811), Condeixa (14 de Marco de 1811), Foz d'Arouce (15 de Marco de 
1811), Ponte de Murcella (18 de Março de 18Í1), Sabugal (3 de Abril de 1811), Alfaiates 
(27 de Setembro de 1811), Castrejon (18 de Julho de 1812), Alturas de Santa Barbara 
(31 de Julho de 1813), Vera (1 e 31 de Agosto e 7 de Outubro de 1813), Tarbe (20 de 
Março de 1814), Toulouse (10 de Abril de 1814) : e fora do paiz durante essa mesma guerra, 
nas batalhas de Fuentes de Onôr (5 de Maio de 1811), de Victoria (21 de Junho de 1813), 
e no assalto de Cidade Rodrigo (19 de Janeiro de 1812), e acções de Paraplona, Nyvelle 
(10 de Novembro de 1813), e Nive (9 a 13 de Dezembro de 1813), bem como nas batalhas 
de Sauveterre (França, em 19 de Março de 1813), Orthez, Tarbe e Ayre (20 de Março de 
1814), e na de Toulouse, commandando a brigada do Algarve. 

Terminou Jorge d'Avillez a guerra peninsular no posto de Coronel do Regimento de 
Infanteria n." 5, regressando á pátria coberto de louros, pela sua galhardia, e honrado com 
a estima do Exercito e de seus compatriotas. Promovido a Brigadeiro a 22 de Junho de 
1815 e escolhido para comraandar.a 1.* Brigada da Divisão de Voluntários Reaes do Prín- 
cipe, que n'esse anno foi ao Rio da Prata sob as ordens do Tenente-General Lecor, depois 
Barão da Laguna, sujeitar aquelles povos a respeitar os domínios e direitos da Coroa por- 
tugueza, ali, de novo mostrou que os trabalhos da guerra passada, lhe não haviam que- 
brantado o ardor militar, distinguindo-se era vários corabates e acções, particularraente na 
de Passo d' Arena. 

Elevado em Abril de 1817 ao posto de Marechal de Campo, pelos serviços feitos na 



172 famílias titulares AVI 

Campanha do Rio da Prata, e como Governador Militar de Montevideo, achando-se com 
licença no Rio de Janeiro, El-Rei D. João vi, que em virtude da memorável revolução de 
Cadiz de 1820, que implantou o systema e idéas liberaes em Portugal (grito de liberdade 
que bem depressa resoou no Brazil), íirmadas nas bases da Constituição de 1812, accor- 
dadas nas Camarás Legislativas, havia deliberado, conforme o voto das mesmas Camarás, 
voltar a Lisboa, conferiu antes de partir a Jorge d'Avillez o governo das armas da Corte, 
província do Rio de Janeiro em 1821, sendo promovido a Tenente-General graduado a 22 
de Abril d'esse mesmo anno. 

O povo brazileiro, que desde longo tempo havia pacteado emancipar-se do dominio 
de Portugal e constituir o Império do- Brazil, collocando a nova coroa na cabeça do Prin- 
cipe da Beira o Sr. D. Pedro iv, que como Logar-Tenente de seu Pae íicára governando 
aquelles Estados, e sendo chamado a Lisboa, resolvera, em conformidade com os desejos 
dos brazileiros, ali permanecer, e evitar assim a precipitação de graves acontecimentos, 
senão retardar aquella emancipação. 

Os factos que n'esta conjunctusa tiveram logar no Rio de Janeiro, entre o povo do 
Brazil e a tropa portugueza da divisão auxihar; a parte activa que n'elles tomara o Gover- 
nador Militar da província Jorge d'Avillez, são de tal ordem, e tão meUndrosos pelos seus 
antecedentes e consequências, que ainda não é chegado o período para desafogadamente 
se pronunciar um juizo seguro e imparcial ; todavia não podemos deixar de dizer que a 
divisão auxiliar e o General, sustentaram a divisa das suas bandeiras — Fidelidade á Pá- 
tria, e ao Rei. — A causa movente da excitação brazileira, era a instauração do novo 
Império. 

Cabe aqui consignar um fado notável de que temos segura noticia, e que não deve 
ficar occulto para a historia pátria : quando a divisão auxiliar portugueza, sob o commando 
do General Avillez, em obediência ás ordens do Príncipe Logar-Tenente do Rei, e para 
obviar a novos e quiçá maiores conflictos, teve de retirar para a Praia Grande, e ali 
aguardar a resolução suprema, estiveram por alguns dias interrompidas as communicações 
com a mesma divisão, privados de viveres e de pret os soldados, provocados assim a desis- 
tir do seu propósito de lealdade nacional, ou a pactuar com os brazileiros. 

Valeu n'este transe ao General e á tropa, o animo varonil e a grandeza d'alma da 
nobilíssima Condessa D. Joaquina de Lencastre e Barros, que separando- se então do lado 
de seu esposo, pôde vir á cidade do Rio de Janeiro buscar as suas jóias, que entregou 
ao General, para com o valor d'ellas occorrer ao mantimento da divisão ; o que assim se 
effectuou. 

No entretanto o Príncipe Logar-Tenente resolvera com o seu Governo, proporcionar 
sem demora o regresso da divisão auxiliar a Lisboa, e prestar-lhe viveres, soldos e prets. 
Os soldados, gratos á dedicação da sua generala, na distribuição do prímeiro pret, recusa- 
ram recebel-o, para que este fosse entregue á nobre Dama, afim de minorar-lhe o pre- 
juizo da venda de suas jóias ; este facto repetiu-se em Lisboa, no primeiro pret que lhes 
foi entregue. É escusado dizer que a Condessa se absteve de rehaver um ceitil d'este di- 
nheiro ; salvar o brio militar do General e da divisão, salvaguardar a fidelidade á Pátria e 
ao Rei, fora o seu intento ; ella que como elles era portugueza, não podia proceder d'outra 
maneira. 

Com eíTeito Avillez voltou a Lisboa com a divisão auxiliar, inclusive a artilhería, 
aonde aportou a 22 de Maio de 1822. 

Como as communicações officiaes vindas do Rio de Janeiro, reprovassem altamente 
o procedimento da divisão auxiliar, e particularmente o do General Avillez, quer fosse por 
se afigurarem plausíveis os queixumes ali refei-idos, quer para dar uma satisfação politica 



AVI E GRANDES DE PORTUGAL 173 

ao Principe e ao povo brazileiro, o General Avillez teve de ser submellido a Conselho 
de Guerra para ser julgada a sua conducta, sem que todavia encontrássemos nas Ordens 
do Dia do Exercito a menor censura áquella Divisão : por sentença d'esse Conselho foi 
privado do posto de Tenente-General em Março de 1824. 

Conhecendo-se, mais tarde, que a sentença fora proferida sob influencias politicas, 
adrede preparadas para aquelle resultado, foi «i mesma e peças do respectivo processo su- 
jeitas a novo exame, e d'este, por sentença de 23 de Julho de 1827, foi julgado illibado e 
digno o procedimento do Tenente-General Avillez, e reintegrado no seu posto por Decreto 
de 31 de Dezembro de 1827. Illucida muito este assumpto, a memoria ou defeza do Ge- 
neral, brilhante, eloquente, e logicamente desenvolvida pelo distincto advogado António 
Manoel do Rego Abranches, e merece ser lida pelo historiador. 

Dentro de poucos annos, o mesmo Principe, que a 7 de Abril de 1831 abdicara a 
Coroa Imperial do Brazil em seu íilho o Sr. D. Pedro ii, guiava o Exercito liberal, que 
buscava, e conseguiu restaurar os direitos da Rainha D. Maria ii ao throno de Portugal, 
n'ella abdicados também por aquelle Principe, na qualidíide de legitimo Rei de Portugal, 
em 2 de Maio de 1826, e ratificados a 3 de Março de 1828. O General Avillez, sempre fiel 
ao seu juramento á Constituição e á Carta, consequente com as idéas liberaes, que desde 
1822 havia manifestado, assim que pôde evadir-se da sujeição da prisão em que vivia, 
tomou armas em defensa dos direitos da Rainha ; organisa um batalhão de Infan teria e um 
esquadrão de Cavallaria, entra em Bragança, percorre a província de Traz-os-Montes e da 
Beira Alta, e milita denodadamente até o fim da lucta liberal. Em recompensa d'estes ser- 
viços é elevado a Visconde de Reguengo, e mais tarde, por condescendência de politica, 
eve de acceilar o titulo de Conde d'Avillez que, sendo-lhe proposto, recusara, 

1.° D. Joaquina d'Avillez. — Nasc. a 13 de Maio de 1815, e m. a 23 d'Abril de 1869, havendo 
casado com Domingos Ferreira Pinto basto, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por suc- 
cessão a seus maiores (Alvará de 11 de Maio de 1826); filho de José Ferreira Pinto 
Basto, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, abastado proprietário, capitalista, antigo contra- 
ciador do tabaco e sabão ; e de sua mulher D. Barbara Innocencia Ferreira Pinto Basto. 

FILHOS 

!.•> D. Georgina Barbara. — M. a 1 de Novembro de 1859. 

2.*" D. Maria Joaquina. — Casou com seu primo em 1.° grau, Álvaro Teixeira 
Pinto Basto, filho de Custodio Teixeira Pinto Basto, e de D. Maria 
Eduarda Ferreira Pinto Basto, filha de José Ferreira Pinto Basto e de 
sua mulher D. Barbara Innocencia Ferreira Pinto Basto. — Todot falle- 
cidos. (V. acima.) 

FILHO 

D. Joaquina. — Nasc. a 2 de Junho de 1870. 

2° Jorge d'Avillez. — Nasc. a 28 de Maio de 1816. Actual 2.° Conde d'Avillez ; Par do 
Reino. — Com geração. (V. acima.) 

3.0 Jorge Frederico. — Nasc. a 4 de Janeiro de 1819, e m. a 28 d'Abril de 1864; Fidalgo 
da Casa Real ; Cavalleiro da Ordem de S. Bento d'Aviz. Casou com D. Emilia Sa- 
lomé Ferreira Pinto Basto, filha de José Ferreira Pinto Basto e de sua mulher D. Bar- 
bara Innocencia Ferreira Pinto Basto. (V. acima.) Passou a segundas núpcias com 
D. Isidora Ferreira Pinto Basto, filha de Eugénio Ferreira Pinto Basto, e de sua mulher 
D. Camiila Braga. (V. acima, c Reguengo.) 

FILHOS DO 1.0 MATRIMONIO 

1.0 Jorge Frederico. — Actual 2.° Visconde de Reguengo, que casou com sua 
prima em l.» grau, D. Georgina d'Ayille2, 2.* filha do 2.° Conde d' Avil- 
lez. (V, acima, e Reguengo.) 



174 famílias titulares AVI 

2.0 Jorge d'Av1llez. — Casou com D. Eugenia d'Almeida Mello e Castro, filha 
dos 6.°^ Condes das Galvêas. (V. Galvêas, e Reguengo.) 

S." D. Emília. — Casou com José Manoel da Cunha Menezes, filho dos 5.°* Con- 
des de Lumiares. (V. Lumiares, e Reguengo.) 

FILHOS DO 2." MATRIMONIO 
4.» D. Eugenia. 
S." Annibal. 
6.0 Luiz, 

4." Annibal. -7- Nasc. a 2 de Fevereiro de 1825.^ — Fallecido. 
SEUS PAES 

Jorge de Vellez Jusarle de Sousa Tavares e Campos, natural de Portalegre, Fidalgo 
da Casa Real por successão a seus maiores ; Coudel-mór da Camará de Portalegre ; Sr. dos 
Morgados acima referidos, que nasc. a 27 de Agosto de 1737, havendo casado a 8 de 
Outubro de 1778, com D. Francisca Rosa Barba Alardo de Menezes, 3." íilha de Gonçalo 
Barba Alardo de Pina e Lemos, Fidalgo da Casa Real, Alcaide-mór de Leiria, etc. ; e de 
sua mulher D. Anna Joaquina Lourença de Carvalho Camões e Menezes. (V. Amparo.) 

1.0 André Jítsarte. — Fidalgo da Casa Real (Alvará de 30 de Abril de 1795); m. em 1807 
Alferes de Cavallaria n." 8, que passou a Tenente-Coronel aggregado ao Regimento 
de Milícias do Crato (Decreto de 25 de Fevereiro de 1807.) 

2." Gonçalo de Campos. — Fidalgo Capellão da Casa Real (Alvará de 30 de Abril de 1795). 
Foi Deão da Sé de Portalegre. 

3.0 Jorge d'Avillez. — Nasc. a 23 de Março de 1783, e m. a 15 de Fevereiro de 1845. 
Foi o 1.° Conde d'Avillez, 1." Visconde de Reguengo; Par do Reino; Tenente-General 
do Exercito : casou com sua prima D. Joaquina de Lencastre e Barros, actual Con- 
dessa. — Com geração. (V. Avillez, e Reguengo.) 

4.0 José Maria. — Fidalgo da Casa Real; Tenente de Caçadores n.o 1 do Exercito; m, a 6 
de Abril de 1812, no assalto da Praça de Badajoz. 

5.0 João de Campos. — Fidalgo da Casa Real; Cavalleiro da Ordem de Chrislo; Capitão de 
Infanteria do Exercito. — Fallecido. 

6.0 D. Maria Victoria. — Casada. — Sem geração. — Fallecida. 

7.0 Luiz de Campos. — Fidalgo da Casa Real. — Fallecido. 

SEXJS AVÓS 

André Jusarte de Campos Sousa Tavares, Fidalgo da Casa Real, por successão a 
seus maiores ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Familiar do Santo Officio (em 1746) ; Sr. 
dos Morgados acima i"eferidos. Casou com D. Genebra Maria Roza da Fonseca Achyoli, 
filha de Manoel da Costa Jusarte de Brito, natural de Portalegre, Fidalgo da Casa Real; 
Marechal de Campo do Exercito ; Governador das Armas da província do Alemtejo ; 
•Governador da Praça d'Elvas, que nasc. em Abril de 1675, e m. em Extremoz a 29 de 
Setembro de 1759 ; Cavalleiro professo da Ordem de Christo ; Familiar do Santo Officio 
(em 1733), o qual foi casado em primeiras núpcias, com D. Luiza Maria de Barros, filha 
de Francisco Luiz de Barros Castello Branco, e de D. Francisca de Lara Castello Branco, 
de quem não houve geração. Passou a segundas núpcias com D. Maria Anna de Vallada- 
res Souto Maior, filha de João da Fonseca Coutinho, Fidalgo da Casa Real; Cavalleiro 
professo na Ordem de Christo ; e de sua mulher e prima em 2." grau, D. Genebra Joanna 
da Fonseca Coutinho, natural de Castello Branco, filha de Diogo da Fonseca Coutinho, 
Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; Capilão-mór de Castello 
Branco; e de sua mulher D. Francisca de Valladares Souto Maior. 



AVI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



. 175 



Manoel da Costa Jusarle de Brito, formou á sua custa uma companhia de cavallos, 
de que tomou o mando, e assistiu a diversas campanhas no Reino e contra Castella, e pela 
sua ousadia e singular procedimento passou a Coronel de Cavallaria do Exercito, confian- 
do-se-lhe o governo da Praça d'Elvas : este facto consta dos depoimentos de pessoas gra- 
duadas e qualificadas, feitos na habilitação para Familiar do Santo Ofiicio. 

i.° Jorge dk Vellez. — Fidalgo da Casa Real, e successor da Casa de seu Pae : casou com 
D. Francisca Roza Barba Âlardo. — Com geração. (V. acima.) 

2." D. JoANNA Margarida. — Casou com seu tio António de Vellez da Costa, Fidalgo da Casa 
Real, filho de Manoel da Costa Jusarte de Brito, Coronel de Cavallaria e Governador 
da Praça d'Elvas, e de sua segunda mulher D. Maria Anna de YaUadares Souto Maior. 
(V. acima.) 

BISAVÔS 

Jorge de Vellez Jusarte de Campas, Fidalgo da Casa Real, e Sr. dos Morgados acima 
descriptos. Casou com D. Joanna Maria Freire da Fonseca Coutinho, filha de Jo5o da Fon- 
seca Coutinho, Fidalgo da Casa Real; Cavalleiro da Ordem de Christo; e de sua mulher 
e prima D. Genebra Joanna Achyoli, natural de Castello Branco, filha de Diogo da Fonseca 
Coutinho, Fidalgo da Casa Real; Cavalleiro professo na Ordem de Christo; Capitão-mór de 
Castello Branco ; e de sua mulher D. Francisca de Valladares Souto Maior. 

!.<' André Jusarte. — Primogénito, que casou com D. Genebra Maria Roza da Fonseca Achyoli. 

— Com gerado. (V. acima.) 
2.° João da Fonseca. — M. de tenra idade. 

NB. Por irem já mui longos estes excerptos, não proseguimos na genealogia até quartos avós. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — 4 de Abril de 1838, e Carta de 1 de Fevereiro de 1840. — (D. Maria II. — Não tem Registo no 

Ar eh. da T. do T.J 
Mais uma vida n*estb titulo — 29 de Setembro de 1838. — (D. Maria II.) 
Visconde de Reguengo — i de Dezembro de 1834, e Carta de 23 de Abril de 1838. 



Bx*azâ,o <l'A]:*mas. — Em campo verde uma torre de prata com as portas e frestas 
do mesmo metal ; ao pé da torre uma cabeça de moiro, toucada de prata e cortada em sangue ; 
junto d'ella uma maça de azul com o cabo de oiro. — Timbre — um moiro nascente vestido de 
verde e os braços nus, toucado de prata, e a maça das armas ás costas. ~ 

São as armas dos Vellezes. — Não encontramos Alvará especial ou particular aos ascendentes do actual 
Conde d'Avillez. 



176 



famílias titulares 



AVI 




AVINTES (Condessa). — D. Maria Rosa de Menezes da Silveir» e Castro, 7." Con- 
dessa d' Avintes, e 4." Marqueza de Lavradio. Nasc. a 6 de Abril de 1798 ; 5." filha dos 
1.°* Marquezes de Vallada, e 1.°' Condes de Caparica; viuvando 4." Marquez de Lavradio, 
e 7." Conde d'Avintes, Dom António d' Almeida Portugal Soares Alarcão Mello Castro 
Athaide Eça Mascarenhas Silva e Lencastre, que m. a 15 de Setembro de 1874. 

(V. Lavradio.) 

Os títulos de Condes d'Avintes, e Conde de Lavradio, são de juro e herdade, e é 
successor a ambos elles, o neto da Condessa e Marqueza acima referida : 

Dom António d' Almeida Portugal Soares d'Alarcão, que nasc. a 24 de Julho de 18S2, 
e casou a 18 de Julho de 1872, com sua prima em 1.° grau D. Isabel Corrêa de Sá e 
Benevides, que nasc. a 25 de Outubro de 1851, 2." filha dos 7.°" Viscondes d'Asseca, com 
honras de Grandes, que pertencem aos Condes. (V. Asseca, e Lavradio.) 

IFIXjUOS 

i.» D. Marianna d'Almeida. — Nasc. a 8 de Junho de 1873. 

2." Dom José d'Almeida. — Nasc. a 25 de Maio de 1874. 

3.0 Dom Salvador. — Nasc. a 17 de Setembro de 1875. (V. Lavradio.) 



CREAÇÃO DO TITULO 
17 de Fevereiro de 1664. — (D. £fonso VI. 



Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 



Conde d'Avintes • 

fl. 323.) 
Declarado de juro e herdade — 18 de Outubro de 1753, e Carta de 29 de Agosto de 1766. — (D. José I. 

— Regist. ntí Arch. ãa T. do T., Mercês de D. José I, Liv. 21, fi. 89 v.) 



AZA 



E GRANDES DE PORTUGAL 



177 



(D. Pedro II. — fíegist. no Arch. da T. do 



Senhorio do Couto de Avintes — 28 de Agosto do i689. 
T., Chanc. de D. Pedro II, Liv. 58, fl. 47 v.J 

BríirziSío dL' Armas. — Um escudo ; em campo vermelho seis besantes de oiro entre 
uma cruz dobre e bordadura do mesmo metal. — Timbre — uma águia besantadade nove besantes, 
sendo três no peito e três em cada aza. 




AZAMBUJA (Conde). — Augusto Pedro de Mendoça Roíira de Moura Barreto, 
3." Conde d'Azambuja de juro e herdade ^; Primeiro Addido de Legação em disponibilidade; 
Deputado da Nação na Legislatura de 1861 a 64; proprietário. Nasc. a í de Agosto de 1833, 
e casou a 12 de Maio de 1860, com D. Maria d'Assumpçâo Ferreira, que nasc. a 7 de Agosto 
de 1842, filha de António Bernardo Ferreira, natural da freguezia de S. Faustino do Peso 
da Regoa ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 2 de Setembro de 1824); abastado 
proprietário no Alto Douro ; capitalista e negociante de grosso tracto da Praça do Commercio 
do Porto, já fallecido ; e de sua mulher D. Antónia Adelaide Ferreira. 

1.0 Nuno José. — Nasc. a 20 de Janeiro de 1861. 

2.0 D. Antónia José. — Nasc. a 9 de Dezembro de 1861. 

3.0 António José. — Nasc. a 7 de Novembro de 1862. 

4.° D. Anna de Jesus Maria. — Nasc. a 7 de Dezembro de 1863. 

5.0 Pedro José. — Nasc. a 10 de Novembro de 1864. 

6.0 D. Margarida José. — Nasc. a 25 de Outubro de 1865. 

7.0 D. Maria do Carmo. — Nasc. a 27 de Dezembro de 1866, 

8.0 D. Carlota José. — Nasc. a 6 de Abril de 1868. 

9.0 D. Maria Thereza. — Nasc. em Setembro de 1869. 
10. o D. Francisca Xavier. — Nasc. em Outubro de 1870. 
11.0 José Maria. — Nasc. a 29 de Novembro de 1871. 



' Por nso e costnme antigo do Reino foi concedido, que ficariam competindo aos filhos dos Duques as honras que n'cste 
Reino logrram os Marquezes, prerogativa inalteravelmente observada com todos os filhos dos titulares elevados áquella alta 
jerarchia. — E tal pratica c uso foi invocada pelo Duque de Aveiro, para seu filho o Conde de Santa Cruz, que por tal 
motivo foi elevado a Marquez de Gouvôa — outro tanto fizeram os Srs, Duques de Palmella e de Sald.inha, para seus filhos. 
O Duque de Loulé iuterrompeu este uso, e seus filhos continuaram a U8,ir dos titulos de Conde de Vai de Reis, e de Azam- 
buja que já tinham, quando seu Pae fora elevado a Duque, não obstante serem immediatos descendentes de uma Infanta de 
Portugal . 

Applaudimos o modo de obrar do Duque de Loulé ; em um governo coustitucional, não era rasoavel que proseguisse a 
praxe acima referida. 

33 



178 famílias titulares AZA 

SEUS PAES 

A Sereníssima Senhora Infanta de Portugal D. Anna de Jesus Maria, 6.° filha de El-Rei 
D. João VI, 27." Rei de Portugal, Imperador titular do Rrazil ; e da Imperatriz Rainha 
D. Carlota Joaquina de Rourbon, Infanta de Hespanha, filha de D. Carlos iv, Rei de Hes- 
panha, e da Rainha D. Maria Luiza Thereza de Rourbon, sua prima, Princeza de Parma; 
Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Yilla Viçosa;. Dama da Ordem 
de Santa Isabel, Rainha de Portugal, e da Ordem das Damas Nobres de Maria Luiza de 
Hespanha. Nasc. no Palácio de Queluz a 23 de Dezembro de 1806, e m. em Roma a 22 
de Junho de 1857, havendo casado particularmente a 5 de Dezembro de 1827, na capella 
do Palácio de Queluz, tendo precedido licença expressa de sua Mãe a Imperatriz Rainha 
D. Carlota Joaquina de Rourbon, e consenso da Sereníssima Senhora Infanta D. IsabelMaria, 
Regente do Reino de Portugal, nomeada por seu Pae o Sr. D. João vi, por seu real Decreto 
de 6 de Março de 1826, e confirmada e continuada por seu irmão o Sr. D. Pedro iv como 
legitimo herdeiro e successor da Coj;ôa de Portugal, assim declarado por seu Pae no De- 
creto de 6 de Março de 1826, até que tivesse logar a Regência que havia de decretar na 
Carta Contitucional da Monarchia Portugueza, que immediatamente passava a dar, e de 
feito outorgou n'esse mesmo dia, o que tudo consta das respectivas Cartas Regias de 29 de 
Abril de 1826. 

Nomeado o Sr. Infante D. Miguel, Logar-Tenente do Sr. D. Pedro iv, para governar 
e reger o Reino em Nome de sua sobrinha e promeltida esposa a Sr.** D. Maria da Gloria, 
futura Rainha de Portugal, na forma da Carta Constitucional, ratificada pela abdicação 
de seu Pae, por Carta Regia de 2 de Maio de 1826, como se declara e determina no 
Decreto e Carta. Regia de 27 de Julho de 1827. Havendo já o predito Sr. Infante anterior- 
mente prestado juramento puro e simples da dita Carta Constitucional, a 4 de Outubro de 
1826, em Vienna d'Austria, onde então estava, e d'aU também immediatamente, depois 
d'aquelle acto, se dirigiram com D. Francisco d'Almeida, depois Conde do Lavradio na 
qualidade de Procurador da Rainha D. Maria ii, a Sua Santidade para obter a necessária 
dispensa de consanguinidade, que existia entre o dito Sr. Infante e sua Augusta sobrinha, 
para se poderem celebrar os esponsaes. (Officio de D. Francisco d' Almeida, de 6 de Ou- 
tubro de 1826.) 

Partiu o Infante para Lisboa a exercer a Loco-Tenencia e Regência do Reino, e che- 
gando a 22 de Fevereiro de 1828, logo no dia 26 renovou perante as Cortes da Nação, 
o juramento á Carla Constitucional ; n'aquella qualidade assumiu a Regência, e seguida- 
mente nomeou os seus Ministros, estabelecendo o formulário para os actos governativos do 
Reino, como se vê das Cartas Regias de 26 de Fevereiro de 1828. 

Este formulário foi também determinado pelo acto complementar da abdicação do 
Sr. D. Pedro iv, ordenando expressamente do Rio de Janeiro ao Regente, o Sr. Infante 
D. Miguel, que «o Reino de Portugal fosse Governado em Nome da sua (Minha) muito amada 
e querida filha Bona Maria Segunda, já anteriormente Sua Rainha, na forma da Carta 
Constitucional por EUe (Mim) Decretada, Dada, e Mandada jurar e jurada. Outro Sim 
Declarou muito expressamente, que não Tinha (Tenho) mais pretenção, ou Direito algum 
á Coroa Portugueza, e seus Dominios. Paço da Bôa Vista, 3 de Março de 1828. Assim 
a Regência da Sr." Infanta D. Isabel Maria acabou de facto e de direito a 22 de Fevereiro 
de 1828. 

Á Sr." Infanta D. Anna de Jesus Maria, em vista da licença e consenso acima refe- 
ridos, foram por Portaria do Cardeal Dom Patrício da Silva, 7.° Patriarcha de Lisboa, 
datada de 28 de Janeiro de 1828, concedidas as dispensas de proclamas e o Vetitum 
Ecclesiarum para se celebrar o casamento de Sua Alteza, com Nuno José Severo de Meu- 



AZA 



E GRANDES DE PORTUGAL 



179 



doca Rolim de Moura Barreto, 2.° Marquez de Loulé (1.° Duque de Loulé de juro e her- 
dade — 7 de Agosto de 1860); 9.° Conde de Vai de Reis; Gentil-Homem da Gamara de 
El-Rei D. João vi, e seu Eslribeiro-raór; 24.° Sr. d'Azainbuja ; 12.° Sr. da Povoa e Meada; 
14.° Sr. do Morgado da Quarteira, etc. (V. Loulé.) 

(V. Belmonte, Linhares, e Loulé.) 

SEXJS I*AES E AVOS 

(V. Loulé.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

[Conde d'Azambuja, Dom António Rolim de Moura, 41" filho do 4." Conde de Vai de Reis, pelos serviços que pres- 
tou como Gevernador Geral da Bahia e Vice-Rei do Estado do Brazil — 21 de Maio de 1763. — (D. Ma- 
ria I.) 

IRenovado no 3." Conde e declarado de juro e herdade — Decreto de 3 de Abril, e Carta de 22 de Maio 
de 1860. — (D. Pedro Y.—Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Pedro V, Liv. 20, fl. 69.) 
Sr. d'Azambuja, Mr. Rolim e outros flamengos que vieram ajudar o Sr. Rei D. Sancho. — (Liv. 2 da Exlre- 
madura, fl. 280 v.) 

i Doação a Fernão de Moura — 23 de Maio de 1453. — (D. João I. — Regist. no Arch. da T. do T.,, Liv. 7 
da Extremadúra, fl. 291.) 

^Doação a Álvaro Gonçalves de Moura, pelos seus serviços em tempo de guerra e contenda com D. Hen- 
rique rei de Castella — 27 de Março de 1373 (era 1411). — (D. Fernando I. — Regist. no Arch. 
da T. do T., Liv. 2 da Extremadúra, fl. 11.) 

Bríiaiao d' Armas.— As armas dos Mendoças — escudo franchado de verde eouro; 
sobre o verde uma banda encarnada, perfilada de ouro, e nos dois ângulos de oiro, letras azues 
que dizem «Ave Maria». 

São as armas dos Mendoças, Condes de Vai de Reis. 



DE 

SUA ALTEZA A SERENÍSSIMA SENHORA INFANTA D. ANNA DE JESUS MARIA 

Com o 2.° Marquei de Loulé 
NUNO JOSÉ SEVERO DE MENDOÇA E MOURA 



Logar do Sello da taxa de quarenta réis. — Dona Carlota Joaquina de Bourbon, Imperatriz e Rainha 
d'este Beino de Portugal e Algarves, dá licença a sua filha Dona Anua de Jesus Maria de Bragança e Bourbon, 
para contrahir o matrimonio com Nuno José Severo de Mendoça e Moura, Marquez de Loulé, filho de Agostinho 
Domingos José de Mendoça e Moura Barreio, e de D. Maria: Margarida do Carmo e Menezes. Em consequên- 
cia do que, pede a vós, 'Cardeal Patriarcha, lhes dispenseis os proclamas, e coucedaes licença ao Padre Fran- 
cisco André AfTonso Parra para os poder casar diante do Meu altar portátil n'esle Palácio de Queluz, dando-lhe 
também bençuos nupciaes, não obstante o Velitum Ecclesicc. — Dona Carlota Joaquina de Bourbon. 

BECONHEGIMIiNTO. — GertiQco ser o signal supra próprio de Sua Magestade a Imperatriz e Bainha 
d'estes Reinos. Lisboa, 28 de Janeiro de mil oitocentos e vinte e oito — Logar do signal publico. — Em 
testemunho de verdade — O tabellião, Luiz Lobo d' Azeredo e Vasconcellos. 

PORTARIA 

Visto o concenso que dá a Sereníssima Senhora Infanta Regente, na presença de Sua Mãe, e por lhe 
obedecer^ e porque Sua Magestade Imperial e Real toma sobre si toda e qualquer responsabilidade, conce- 
demos as dispensas pedidas, e auctorisamos ao Padre supplieado para assistir e celebrar este Sacramento do 
Matrimonio. — Real Paço d' Ajuda, quatro de Dezembro de mil oitocentos e vinte e sete. — P. C. Patriarcha 
(Patrício Cardeal).* E trasladado todo o referido o concertei e conferi com o próprio que me foi apresentado, 



1 Reparamos aqui o erro que fizemos (titulo — Conde dos Arcos) quando dissemos que o Conselheiro d'Estado, Membro da 
Regência decretada em 6 de Março de 1826, era o Cardeal Patriarcha D. Carlos da Cunha, quando era D. Fr. Patricio da 
Silva, Arcebispo de Évora, e Cardeal Patriarcha, eleito, de Lisboa. 



180 famílias titulares aza 

a que me reporto. Lisboa, vinte e oito de Janeiro de mil oitocentos e vinte e oito. E eu, o tabellião Luiz 
Lobo d'Azeredo e VasconcoUos, o subscrevi e assignei em publico, etc. Logar do signal publico. Em testemunho 
de verdade — Luiz Loho d' Azeredo e Vasconcellos. — O Doutor José Joaquim d'Abrcu Vieira, Juiz da índia e 
Mina, e das Justiças Ultramarinas, etc. Faço saber que por fó do Escrivão de meu cargo, que esta subscre- 
veu, me constou sor o signal supra do tabellião Luiz Lobo d'Azeredo e VasconcoUos, o que hei por justi- 
ficado, Lisboa, vinte e oito de Janeiro de mil oitocentos e vinte o oito. E eu. Bento Gualdino da Silva 
Valladares, a subscrevi. — Doutor José Joaquim d' Abreu Vieira. 

TERMO DO CASAMENTO 

Miguel Serafim Ribeiro, Desembargador da Relação Patriarchal, e Secretario do Emincntisslmo e Re- 
verendíssimo Senhor Cardeal Patriarcba de Lisboa, etc.° Em observância do mandado de Sua Eminência, que 
me foi dado vocalmente : Certifico que vendo o livro segundo dos matrimónios occultos, que serve u'este 
Patriarchado, n'elle a folhas cento e quarenta e uma verso, encontro um assento, cujo theor c da maneira 
seguinte : 

O Padre Francisco André Affonso Parra, Beneficiado o Gapellão de Sua Magestade a Imperatriz e Rai- 
nha, etc. Faço certo, e juro m sacris^ em como aos cinco dias do mez de Dezembro de mil oitocentos o 
vinte e sete, e por um despacho do Eminentíssimo Senhor Cardeal Patriarcha, em que também dispensava os 
proclamas, e o Vetilum Ecclesiw^ n'este Real Palácio de Queluz, na minha presença, e de Sua Magestade a 
Imperatriz, do Reverendo Sebastião José Martins e João da Cunha, aquelle Capellão e este Veador de Sua 
Magestade, se receberam por palavras de Hfcsente, e contrahiram o Santo , Sacramento do matrimonio a Se- 
reníssima Senhora Dona Anna de Jesus Maria de Bragança e Bourbon, filha de El-Rei D. João VI, e da Rainha Dona 
Carlota Joaquina da Bourbon, e Nuno José Severo de Mendoça Barreto, Commendador da Ordem de .Christo 
Gentil-Homem da Real Gamara, Alcaide-mór de Albufeira, Conde de Valle de Reis e Marquez de Loulé, filho 
do marquez de Loulé Agostinho Domingos José do Mendoça Barreto, e de sua mulher D. Maria Margarida do 
Carmo e Menezes : e logo receberam as bênçãos nupciaes, feito tudo na forma do Missal e Ritual Romano, 
que 86 usa n'este Patriarchado. E por ser verdade o para constar passei a presente, que assigno com as so- 
breditas testemunhas, dia e mez, era ut supra. O Padre Francisco André Affonso Parra — Dona Carlota Joa- 
quina de Bourbon — Padre Sebastião José Martins — João da Cunha. — E não se continha mais no assento ao 
qual me reporto. — Junqueira, dezenove de Dezembro de mil oitocentos vinte e sete. — Miguel Serafim Ribeiro. 
— E pai"a constar passei a presente que assigno. — Junqueira, dezenove de Dezembro do mil oitocentos e vinte 
e sete. — Miguel Serafim Ribeiro. — Verba marginal — A'. — Interveio para este casamento o consenso expresso da 
Sereníssima Senhora Infanta Regente, por obedecer a Sua Augusta Mae. 

REGONlIliCIMENTO. • — Reconheço o signal supra da pessoa n'elle declarada. Lisboa, vinte e oito de Janeiro 
de mil oitocentps e vinte e oito. — Logar do signal publico. — Em testemunho de verdade — O Tabellião, Luiz 
Lobo d' Azeredo Vasconcellos. — O Doutor José Joaquim d'Abreu Vieira, Professo na Ordem de Ghristo, do Dezem- 
bargo de Sua Magestade, Juiz da índia e Mina e das Justificações yitramarinas, etc. Faço saber que por fé do Es- 
crivão de meu cargo, que esta subscreveu, me constou ser o signal retro do tabellião Luiz Lobo d*Azeredo e 
Vasconcellos, o que hei por justificado. Lisboa, vinte e nove de Janeiro de mil oitocentos e vime e oito. E eu, 
Bento Gualdino da Silva Valladares, a subscrevi. —Doutor José Joaquim d' Abreu Vieira. 

E trasladados os concertei com' os próprios, a que me reporto, que tornei a entregar com ôsta ao apre- 
sentante. Lisboa, quatorze de Julho de mil oitocentos cincoenta e sete. E eu, Francisco Vieira da Silva Barra- 
das, Tabellião publico de Notas n'esta Cidade de Lisboa, a numerei, rubriquei, subscrevi o assigno em publico e 
raso. Em testemunho de verdade^ — Francisco da Silva Barradas. {Jornal O Paiz, n.° 721 de 12 de Junho de 1578.) 




AZARUJINHA (Visconde). — António Augusto Dias de Freitas, 1.** Visconde d'Aza- 
rujinha, em sua vida; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de õO de Setembro de 
1863); Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; proprie- 
tário ; emprezario da Real Fabrica de Vidros da Marinha Grande. Nasc. a 15 de Fevereiro 
de 1830, e casou em 185S, com D. Joanna Amália Corrêa de Sequeira Pinto, que nasc. a 26 
de Outubro de 1825, filha de Diogo António Corrêa de Sequeira Pinto, Par do Reino por 
Carta Regia de 5 de Março de 1833 ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de H de 
Janeiro de 1828); do Conselho de S. M. F. ; Juiz do Supremo Tribunal de Justiça; Enfer- 
meiro-mór do Hospital de S. José de Lisboa, que m. a 4 de Agosto de 1872 ; e de sua 
mulher D. Maria José da Rocha Ferreira de Sequeira Pinto. — Sem geração. 



AZE 



E GRANDES DE PORTUGAL 



181 



SEXJS -PAES 

António Dias de Freitas, Cavalleiro da Antiga Ordem da Torre Espada ; Capitão ho- 
norário do Exercito ; proprietário, e negociante de grosso tracto da Praça de Lisboa (já 
fallecido) ; casado com D. Libania Carlota Gonçalves Dias de Freitas. 

António Augusto. — Actual 1.° Visconde d'Azarujinha. 

CREAÇÃO DO TITULO 
Visconde — Decreto de 11 de Agosto de 1870. — (D. Luiz I. — Não tem Registo no Arch. da T. do T.) 




AZENHA (Conde). — Ignacio de Moraes Corrêa de Castro Leite de Almada, 2.° Conde 
d' Azenha, em sua vida, e verificação de vida concedida no referido titulo a seu Pae, o 1.° 
Conde, por Decreto de 12 de Junho de 1855 ; Fidalgo da Casa Real por successão a seus 
maiores. Nasc. a 15 de Junho de 1832. — Solteiro. 

SEUS PAES E AVOS 

(V. adiante 1.° Conde e 2.° Visconde d' Azenha). 



CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 27 de Setembro de 1842. — (D. Maria II.) 

Renovado no 2.» Conde — Decreto de 12 de Junho de 1855. — (D. Pedro V, Regência do Sr. D. Fernando II. 
— Não tirou Carta.) 

Bi*£izãiO <l'A.r*xnas. — (V. adiante.) 



182 FAMÍLIAS TITULARES AZE 




AZENHA (Conde). — Bernardo Corrêa Leite de Moraes Almada e Castro, 1.° Conde 
d'Azenha, em sua vida, e 2.° Visconde d'Azenha, em verificação de vida concedida no 
mesmo titulo a seu Pae o 1.° Visconde d'Azenha, por Carta de 12 de Julho de 1823 ; Fi- 
dalgo Cavalleiro da Casa Real por successão a seus maiores ; Sr. do Moi-gado de Parada 
dos Infantes, e da Casa de Carvalho'*na villa de Tarouca, por successão a seu Pae ; Sr. dos 
Morgados da Gulpilheira, Azenha e Cainhos de Sande, e de S. Clemente ou de Golias ; 
Padroeiro da Misericórdia da villa d'Arrifana de Sousa, por successão a sua Mãe, Sr.** d'es- 
tes Morgados e Padroeira ; Commendador das Ordens de Christo, de Nossa Senhora da 
Conceição de Villa Viçosa, e de S. Bento d'Aviz ; Deputado da Nação, na Legislatura 
de 1852-1853; Governador Civil do Districto de Braga, desde 20 de Junho de 1859 até 
15 de Dezembro de 1860 ; Major de Cavallaiia reformado. Nasc. a 20 de Outubro de 
1806, e m. a 21 de Dezembro de 1869, havendo casado a 29 de Setembro de 1830, com 
D. Maria Custodia Clemência dos Anjos de Sousa e Gouvêa, Sr.^ do Morgado de Freixo 
de Numão, a qual nasc. a 15 de Julho de 1800, em. a 20 de Maio de 1838, filha e her- 
deira de José Ignacio Paes Pinto de Sousa e Vasconcellos, Sr. do dito Morgado ; Desem- 
bargador da 5.^ Casa dos Aggravos da Casa da Supplicação ; Cavalleiro professo na Ordem 
de Christo ; e de sua mulher D. xMaria Benedicta de Gouvèa, Sr.* de outro vinculo em 
Fonte Arcada. 

1.0 D. Maria d'Assumpção. — Nasc. a 22 de Agosto de 1831, e casou em Junho de 1853, 
com Joaquim de Magalhães Villas-Boas, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus 
maiores ; da Quinta de Viilas-Boas a que chamam Paço de Yillas-Boas, de Barcelios ; 
2.° Official da Alfandega do Porto. 

FILHOS 

* 

1.° Bernardo. — Nasc. a 14 de Dezembro de 18S4, 

2.° D. Mecia. — Nasc. a 21 de Abril de 1857. 

3.° Joaquim. — Nasc. a 21 de Junho de 1860. 

4.° D. Maria do Carmo. — Nasc. a 30 de Agosto de 1867. 

5.0 D. Maria Luiza. — Nasc. a 20 de Novembro de 1870. 

2.0 Ignacio de Moraes. — Nasc. a 15 de Junho de 1832; actual 2." Conde d'Azenha, em sua 

vida. — Solteiro. 
3.0 D. Maria da Graça. — Nasc. a 17 de Setembro de 1833, e casou com João Baptista Corrêa 
Brandão. 

FILHOS 
1.0 D. Maria Generosa. 

2.0 D. Maria Benedicta. * 

3.0 António Corrêa. 
4.0 D. Rosa. 
5.0 D. Anna. 

4.0 D. Anna Emília. — Nasc. a 31 de Julho de 1836, e casou com António Leite da Silva- 

FILHOS 
1.0 D. JoANNA Leite. 
2.0 D, Anna. 
- 3.0 D. Maria. 



AZE E GRANDES DE PORTUGAL 183 



4.° D. Francisca. 

5." D. Maria d'Assumpção. 

6." António Leite. 

SEUS PAES 

Marlinho Corrêa de Moraes e Castro, 1,° Visconde d'Azenha, em duas vidas; Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Commendador das Ordens de Christo, e da antiga Torre Espada ; 
Mai-echal de Campo do Exercito. Succedeu a 27 de Junho de 1827 no Morgado de Parada 
dos Infantes, a seu primo António de Moraes Madureira Lobo Feijó, e nos Morgados da 
Casa da Azenha, Gulpilheira, Cainhos de Sande, e no de S. Clemente, pelo seu casamento. 
Nasc. em Novembro de 1771, havendo casado a 5 de Julho de 1802, com D. Gracia Leite 
d'Almada Machado e Mello, Dama da Ordem de Santa Isabel Rainha de Portugal, que 
nasc. a 19 de Outubro de 1777, Sr.*" da Casa d'Azenha, e Morgados da Gulpilheira, Cai- 
nhos de Sande, e de Golias ; 3.° filha e herdeira de Ignacio Leite Pereira d'Almada, Sr. 
dos ditos vínculos ; Commendador da Ordem de Christo ; e de sua mulher D. Calharina 
Flavia de Mello Machado de Miranda e Castro, Sr." do Morgado e Casa Solar de S. Cle- 
mente de Sande, ou de Gohas. 

JPIXjUOS 

1.° D. Carlota Leite. — Nasc. em Julho de 1803, e m. em Abril de 1861, tendo casado a 
17 de Julho de 1824, com Ventura Machado Pinheiro Fagundes Guerra de Magalhães 
Falcão, Sr. dos Morgados de Pindella, e dos Guerras, e da Casa de Rio Falcão. — Com 
geração. (V. Pindella. J 

2.° D. Catiiarina. — Nasc. a 13 de Setembro de 1805, e casou a 10 de Janeiro de 1829, com 
José António d'01iveira Leite de Barros,* Conselheiro d'Eslado ; Ministro e Secretario 
d'Estado dos Negócios do Reino, no Reinado do Sr. D. João vi, e durante o Governo 
do Sr. Infante D. Miguel; Desembargador da Casa da Supplicação, que nasc. em 1745, 
6 m. em 1833. — Sem geração. 

3." Bernardo Corrêa. — Nasc. a 20 de Outubro de 1806; 2.° Visconde e 1.° Conde d'Azenha, 
que casou com a Viscondessa D. Maria Custodia Clemência dos Anjos de Sousa e Gouvêa. 
— Com geração. (V. acima.) 

4.0 D. Emília Leite. — Nasc. em Novembro de 1807, e casou com Dom Santiago Garcia de 
Mendoza, súbdito hespanhol, naturalisado portuguez por Alvará de 21 de Outubro do 
de 1872, actualmente Cônsul de Portugal em Bordéus. — Sem geração. 

SEUS A.VOS 

Bernardo de Moraes Madureira Macanêdo, natural da freguezia de S. Marlinho de 
Cambres, Bispado de Lamego, baptisado na respectiva freguezia a 16 de Setembro de 1732; 
Familiar do Santo Officio da Inquisição de Coimbra (Carta de 20 de Abril de 1753); 
abastado proprietário na freguezia de S. Pedro da villa de Tarouca: casou em 1765 
ou 1766 (conforme a habilitação e exame da pureza de sangue da noiva, em aviso da Inqui- 
sição de Coimbra, em 16 de Fevereiro de 1765), com D. Maria Rosa de Moraes Castro Doutel 
Corrêa de Sá, natural da cidade de Bragança, filha de Martinho Corrêa de Castro e Moraes, 
natural do Rio de Janeiro ; Fidalgo da Casa Real ; Capitão de Infanteria ; e de sua mulher 
D. Sebastianna Guiomar Doutel de Sá e Sousa, bisneta de Martim Corrêa de Sá, da Casa 
d'Asseca, Tenente-General e Governador do Rio de Janeiro ; e de sua mulher D. Guiomar 
Maria de Brito. 

1.0 António Corrêa. — Fidalgo da Casa ReaL 
2.0 Pedro Corrêa. — Ignoro as circumstancias. 

* José António d'01iveira Leite de Barros, j.á fallecido, foi nomeado em 18 de Janeiro de 1829 Conde de Basto pelo Sr. 
Infante D. Miguel, emquanto assumia a coroa de Portugal, e seu Ministro d' Estado : esta mercê não foi consideiada valiosa 
no actual regimen. 



184 famílias titulares AZE 



3.0 Francisco Corrêa. — Casou em Aldôa-Gallega da Mercianna, com D. Anna Perpetua Xavier 

do Céo, filha do Doutor Francisco Xavier Boucinho. — Com geração. 
4." Martinho Corrêa. — Nasc. a 19 de Outubro de 1777. Foi o 1." Visconde d'Azenha, e 

casou com D. Gracia Leite d'Almada Machado e Mello, Sr." da Casa d'Azenha, e dos 

Morgados da Gulpilheira e outros. (V. acima). 
5.0 D. Rita Ricardina. — Casou com Simão Lobo de Sousa Machado de Couros, Fidalgo da 

Casa Real, Sr. da Casa de Santão, em Guimarães. — Com geração. 

Francisco de Moraes Madureira, natural e morador na villa de Tarouca e abastado 
proprietário; Familiar do Santo Oflicio, por Carta de 14 de Setembro de 1729; Cavalleiro pro- 
fesso na Ordem de Christo ; Oíficial de Infan leria do Regimento de Bragança ; casado com 
D. Marianna Caetana Joaquina de Carvalho, natural da freguezia de S. Martinho de Cam- 
bres e logar de Rio-Bom ; filha de José de Carvalho Cardoso, natural do logar de S. Romão 
da mesma freguezia, e de sua mulh^i- D. Anna Velloso de Bouro, do logar de Rio-Bom. 

Bernardo de Moraes. — Foi o primogénito ; Familiar do Santo Officio : casou com D. Maria 
Rosa de Moraes Castro Doutel Corrêa de Sá. — Com geração. (V. acima.) 

N. B. Ignoro se houve mais descendência. 

TERCEIUOS AVÓS 

Francisco Lopes de Carvalho, natural da freguezia de S. Pedro da villa de Tarouca. 
Nasc. a 4 de Fevereiro de 16S0 ; proprietário abastado n'esta freguezia ; Familiar do Santo 
Officio; casado com D. Anna Maria de Moraes Madureira, natural d5 Parada dos Infantes, 
freguezia de S. Genesio, do Bispado de Miranda, que nasc. a 4 de Maio de 1876, filha de 
Álvaro Nunes de Madureira Feijó, Fidalgo da Casa Real, natural de Parada dos Infantes, 
instituidor do Morgado d'este nome, casado com D. Theodora Pinto Pereira do Lago, na- 
tural da villa de Sezulfe, filha de Manoel Pinto Pereira, e de sua mulher D. Guiomar de 
Faria da Costa. 

QUAItTOS AVÓS 

Jeronymo de Carvalho, natural da freguezia de Tarouca ; casado com D. Marianna 
da Cunha, do logar da Várzea de Abrunhães, freguezia de S. Pedro, termo da cidade de 
Lamego; filha de Pantaleão da Cunha, natural e morador em Arrifana de Sousa. 

Francisco Lopes. — Primogénito, que casou com D. Anna Maria de Moraes Madureira, da Casa 
Solar, ou Morgado de Parada dos Infantes. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em duas vidas — Decreto de 3, e Carta de 12 de Julho de 1823. — (D. João VI. — Regist. no 

Arch. da T. do T., Mercês de D. João VI, Liv. 17, fl-. 119 v.) 
Verificação de vida n'este titulo, no 2."* Visconde — Decreto de 21 de Agosto de 4846. — (D. Maria II. 

— Não tirou Carta.) 

Elevado a Conde — Decreto de... Setembro de 1842. — (D. Maria II. — iVâo tirou Carta.) 

Renovado no 2.» Conde — Decreto de 12 de Junho de 1855. —(D. Pedro V, Regência do Sr. D. Fernando II. 

— Não tirou Carta.) 

Birazão d» Armas.— Um escudo com as armas dos Almadas Abranches— em campo 
de oiro uma banda azul carregada de duas cruzes de oiro, abertas e floretadas, e nos vãos 



ATA 



E GRANDES DE PORTUGAL 



185 



r 



em contrabanda dnas águias vermelhas armadas de negro, tendo á direita do escudo um franco 
quartel com as armas dos Loronhas' — escudo partido em pala; á direita, em campo de prata e á 
esquerda em campo verde, tendo no meio entre as duas palas meia ilôr de liz de oiro pegada 
com meia rosa vermelha, e no canto, á direita da pala verde, uma pomba de prata voando. 

BRAZÃO adoptado, de que não achamos noticia dos ascendentes d'esta família, a quem fosse concedido 
da maneira que acima fica expressado. 

A André Soares de Madureira, Fidalgo do Solar da Casa de Parada dos Infantes, foi concedido Brazão 
d' Armas em data de 9 de Julho de 1755 (Regist. uo Cartório da Nobreza, Liv. particular, a fl. 87 v.), 
com as Armas dos Moraes e Madureiras, e no respectivo Alvará vem inserta a genealogia de família, que 
é conforme ao que acima escrevemos e extraiamos dos processos de habilitações para Familiares do Santo Oíficio. 
O Brazão e a genealogia vem insertos a pag. 18, sob o n." 75, do Archivo Heráldico do Visconde de San- 
ches de Baena, extrahido lambem do Livro manuscripto de Fr. Mauuel de Santo António e Silva, que reor- 
ganisou os livros dos Reis d'Armas, e se conserva uma copia na Bibliotheca Nacional de Lisboa, e forma a 
base textual do referido Archivo Heráldico. 

Álvaro Annes de Moraes Madureira, casado com sua prima D. Anna de Moraes, foi Fidalgo muito honrado 
no reinado de D. Affonso v. Fidalgo de Solar, Sr. da Casa de Parada dos Infantes, e Jugadas de Parada 
Paredes, Grijo e Coelhoso. Descende esta familia de Francisco de Moraes, o Palmeirim. 




AZEVEDO (Condessa). — D. Maria José Carneiro da Graã Magriço, 1." Condessa e 
1.* Viscondessa d'Azevedo, pelo seu casamento; filha e herdeira de José Carneiro da Graã 
Magriço, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores ; Sr. das Casas de Ralazar e 



1 Este escudo foi dado pelo Rei Henrique viii de Inglaterra, a Martím Affonso de Loronha, por Carta de 23 de Setembro de 
1532 (Regist. no Ârch. da T. do T., Chanc. de D. João III, Liv. 18, fl. 35 v.), de que se passou novo Brazão a Fernão de 
lioronha, em harmonia com o que fora conferido em Inglaterra, sendo permittido a todos os seus descendentes com o aucres- 
centamento do referido Brazão d' Armas. 

Parece que na familia Azenha existe uma Carta de Brazão, passada por Henrique viii de Inglaterra a Pedro Alvares 
d' Almada, em que se menciona o escudo do franco quartel, sem ter a pomba de prata, e trocadas as cores das palias. Sem 
duvidarmos do facto, é todavia certo, que o uso de tal escudo nas familias de Moraes Almada, ou de Moraes Madureira, se 
não encontra auctorisado pelos Srs. Reis d'estc8 Reinos nas suas Chancellarias, o que cuidadosamente averiguámos. 

Encontramos porém, a Pedro Alvares de Almada, morador na villa de Guimarães, a Carta de privilegio de Fidalgo, 
datada de Évora a 1 de Março de 1.590. (Chane. de D. Manuel, Liv. 29, fl. 57 v.) 

Por outro lado, do Brazão concedido a Fernão de Loronlia, consta haver sido conferido por El-Rei D. Henrique viii de 
Inglaterra, a Martim Affonso de Loronha, e ser idêntico aquelle que no nosso conceito nos parece ser o mesmo acima referido: 
porém não podemos alcançar a razão em que a familia Azenha se funda para nsar d'e8te franco quartel no Brazão das sua» 
armas, nem tal uso está legaliiado por diploma régio. 

24 



186 famílias titulares AZE 

da Povoa de Varzim, e do Morgado de Rio-Tinlo ; e de sua mulher D. Francisca Henri- 
queta Coelho Fiúza Ferreira Marinho Falcão Souto-Maior. Nasc. a 6 d'Agoslo de 1804, e 
casou a 25 d'Agosto de 1827. 

VIUVA r>E 

Francisco Lopes d' Azevedo Velho da Fonseca Barbosa Pinheiro Pereira, 1.° Conde e 
1.° Visconde d' Azevedo, em sua vida; Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; 29." Sr. 
da Casa Solar e Donatário da Villa e Couto d'Azevedo ; 21.° Sr. do Morgado dos Coelhos 
de Villa de Souto deRiba-Homem; U.^Sr. dos antigos Coutos de Mazarefes, Castro, Paradella 
e seus Padroados ; 13.° Sr. do Morgado de Pouve, Solar dos Pinheiros de Barcellos, bens 
estes em que succedeu a sua Mãe em 26 de Fevereiro de 1828 ; 22." Sr. da Casa do Paço 
solar de Marrancos (antiga Honra de Marrancos) em que succedeu a seu Pae, em 28 de 
Julho de 1859 ; Deputado da Nação na Legislatura de 1851-52 ; Governador Civil do Dis- 
tricto Administrativo de Braga em 1846; Sócio da Academia das Sciencias de Lisboa. 
Nasc. a 21 de Fevereiro de 1809, e Da. na Cidade do Porto a 25 de Dezembro de 1876, na 
idade de 67 annos. — Sem geração. 

A representação da antiquíssima Casa de Azevedo com o Morgado de Mazarefes, em 
Vianna, e outros bens encabeçados no Conde d'Azevedo, passaram por seu testamento 
para sua sobrinha D. Maria Cândida Falcão Cotta, casada com Francisco do Couto Bar- 
bosa, Fidalgo da Casa Real ; proprietário em Estarreja. O vinculo de Marrancos, passou 
para sua sobrinha D. Maria José, casada com António Pinto de Mendanha Benavides 
Cirne Arriscado de Lacerda, e o vinculo de Pouve para a outra sobrinha D. Maria Júlia, 
casada com José de Menezes e Azevedo, Fidalgo da Casa Real, proprietário em Villa Nova 
de Famalicão. 

SEXJS PAES 

António Martinho Velho de Barbosa da Fonseca Souza e Castro, Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real (Alvará de 12 de Maio de 1797) ; 21.° Sr. da Casa do Paço Solar e Honra 
de Marrancos ; Tenente-Coronel do Regimento de Milicias de Barcellos ; condecorado com 
a Medalha por 2 campanhas da Guerra Peninsular, que nasc. a 14 d'Agosto de 1785, e 
m. a 28 de Julho de 1859, havendo casado a 13 de Maio de 1807, com D. Maria Emilia 
Pinheiro Pereira de Sá, 28." Sr." da Casa do Paço Solar e Couto d' Azevedo ; 20." Sr." do 
Morgado dos Coelhos da Villa de Souto de Riba-Homem ; 14." Sr." dos Coutos de Mazarefes, 
Castro e Paradella ; 12." Sr." do Morgado e Casa de Pouve, solar dos Pinheiros de Bar- 
cellos, que nasc. a 29 de Maio de 1787, e m. a 26 de Fevereiro de 1828, filha e herdeira 
de João Lopes de Souza e Azevedo, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Sr. das 
Casas do Paço solar d'Azevedo, Pouve, Mazarefes, Castro e Paradella, seus Coutos e Padroa- 
dos, e de sua mulher D. Maria Thereza Pereira de Faria Villas-Boas, de Barcellinhos, com 
quem casou in articulo mortis, filha de Manuel Pereira Gomes de Barcellinhos, e de sua 
mulher D. Maria de Villas-Boas de Faria. 

l.o Francisco Lopes. — Foi o l.» Conde e l." Visconde de Azevedo, que cason com D. Maria 
José Carneiro da Graã Magriço. — Sem geração. (V. acima.) 

2.° D. Maria José do Livramento. — Nasc. a 27 de Julho de 18i7, e casou a 8 de Junho 
de 1837, com Estevão Falcão Cotta e Menezes, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por 
successão a seus maiores ; Sr. dos Morgados da Torre de Real, do dos Meiras (Casa 
de Falcões), e de Galdellas em Braga, que nasc. a 17 de Julho de 1810; fílho de Ma- 

* Pertenceu a esta Casa o 1.* Visconde d' Alcobaça e Par do Reino, Henrique da Silva da Fonseca de Cerveira Leite, 
Tenente-GeneraJ do Exercito, que m. a 15 de Janeiro de 1852, casado que foi com a Viscondessa D. Maria José de Mello 
Freire de Bulhões, também já falleclda, sem haverem tiUo geração. 



AZE E GRANDES DE PORTUGAL 187 



nuel Falcão Cotta, Fidalgo da Casa Real, Sr. dos referidos Morgados, e de sua 3.» 
mulher D. Maria José de Portugal, filha de Silvério da Silva da Fonseca, Fidalgo da 
Casa Real por successão a seus maiores, Sr. do Morgado dos Silvas em Alcobaça, e 
do de Ramalde no Porto'; e de sua mulher D. Maria Cândida da Silva Barba Alardo, 
herdeira do Morgado de Caldelias em Braga, como successora de seu Pae João Pereira 
da Silva Barba Alardo, Fidalgo da Casa Real ; do Conselho de Sua Magestade ; Mestre 
de Campo dos Auxiliares de Leiria; Governador e Capitão-General de Moçambique ; e 
de sua mulher D. Maria Joanna Maraver Guttierres de Tordoya Vargas Machuca e 
Silva. (V. Amparo.) 

FILHOS 

1.0 D. Maria Emília. — Nasc. a S de Março de 1838; viuva de seu primo Fran- 
cisco Lopes Calheiros de Menezes e Benavides, Moço Fidalgo com exercício 
na Casa Real ; Sr. da Casa do Paço de Calheiros, em Ponte de Lima, 
com o qual casou a 18 de Junho de 1855. 

FILHOS 

1.0 Francisco. — Nasc. a 12 d'Abril de 1856. 

2.0 Luiz. — Nasc. a 30 de Novembro de 1857. 

3.0 António. — Nasc. a 10 de Julho de 1859. 

2.0 Manuel Falcão. — Herdeiro. Nasc. a 29 de Agosto de 1839. 

3.0 D. Maria José. — Nasc. a 20 d'Agosto de 1840, e casou a 15 d'Agosto 
de 1861, com seu primo, António Pinto de Mendanha Benavides Cirne 
Arriscado de Lacerda, Fidalgo da Casa Real, herdeiro do Morgado de 
Mendanhas e da Casa dos Arriscados e do Btrrio em Barcellos. Herdeira 
por disposição testamentária de seu tio, o l.o Conde d' Azevedo, da Casa 
Solar de Marrancos. 

NB. Ignoro se tem geração. 

4.0 Francisco Maria. — Nasc. a 26 de Junho de 1842. 

5.0 Gaspar Augusto. — Nasc. a 10 de Janeiro de 1845. 

6.0 João Maria. — Nasc. a 15 de Dezembro de 1848. 

7.0 D. Maria Cândida. — Nasc. a 12 d'Agosto de 1850; herdeira das Casas 
d'Azevedo, Mazarefes e outros bens, por disposição testamentária de seu 
tio o 1.0 Conde e 1." Visconde d'Azevedo. (V. acima.) Casada com Fran- 
cisco do Couto Barbosa, Fidalgo da Casa Real, e proprietário em Estarreja. 
— Com geração. 

8.0 D. Maria Adelaide. — Nasc. a 20 de Maio de 1852. 

9.0 D. Maria Júlia. — Nasc. a 1 de Julho de 1853; casou com José de Me- 
nezes e Azevedo, Fidalgo da Casa Real, proprietário em Villa Nova de 
Famalicão. Herdeira por disposição testamentária de seu tio, o l.o Conde 
d'Azevedo, da Casa e Morgado de Pouve. — Com geração. 

SEUS AVOS 

Francisco Velho da Fonseca Barbosa, Fidalgo da Casa Real por successão a seus 
maiores ; 20.° Sr. da Casa do Paço Solar e Honra de Marrancos, que casou com sua prima 
D. Maria Luiza Arriscado de Lacerda, 2." filha de João Leite Arriscado de Lacerda, Fidalgo 
da Casa Real; Sr. do Morgado do Barrio, e dos Prazos da Casa dos Arriscados de Barcellos, 
e de sua mulher D. Luiza Ventura de Menezes e Castro, da Casa de Campos de Lima, 
junlo a Villa da Barca. 

1.0 António Martinho. — Foi o primogénito e successor da Casa; casou com D. Maria Emilia 
d' Azevedo Pinheiro e Sá, Sr.', por successão, das Casas de Azevedo, Mazarefes, Castro 
e Paradella, Morgado dos Coelhos de Villa de Souto, e da Casa de Pouve. — Com ge- 
ração. (V. acima.) 

2.0 António Velho. — Teve o foro de Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por Alvará de i2 de 
Maio de 1797. — Ignoro se foi casado e teve geração. 

NB. Ignoro se houve mais descendentes, pois foram para esse fim baldadas as nossas diligen- 
cias. 



188 famílias titulares AZE 



Martim Velho da Fonseca Barbosa, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maio- 
res ; 19.° Sr. da Casa do Paço Solar de Marrancos ; Capilão-mór da Portella de Penella, 
que foi casado com D. Paschoa Maria Antónia de Castro Sousa e Menezes, herdeira da 
Casa de Campos de Lima, junto á Yilla da Barca, filha de Diogo de Sousa Menezes e 
Castro, Sr. da referida Casa ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; e de sua mulher 
D. Agostinha Antónia d'Abreu, da Casa de Moure, em Regallados e Guilhadezes, e Morgado 
de Jozim. 

• l.° Francisco Velho. — Primogénito e successor da Casa e Morgados de seu Pae ; casou com 
D. Maria Luiza Arriscado de Lacerda. — Com geração. (V. acima.) 
S.** D. Anna Josefa. — Casou com Manuel Alves de Magalhães Araújo Pimentel, Fidalgo da 
Casa Real, por successão a seus maiores ; Sr. das Casas de Gandarella, e da Carreira 
em Braga. — Com geração. 

NB. Ignoro se houve mais dSScendencia. 

TEIiCEIItOS AVOS 

Francisco Velho da Fonseca, Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores ; 
18." Sr. da Casa do Paço Solar de Marrancos ; Cavalleiro professo da Ordem de Christo ; 
Tenente Mestre de Campo General : casou com D. Maria Francisca de Souto-Maior Pe- 
reira de Castro, lilha de Gaspar Marinho Pereira, Cavalleiro professo da Ordem de 
Christo ; e de sua mulher D. Maria de Souto-Maior Pereira de Castro, da Casa do Cuito 
em Monção. 

Martim Velho. — Primogénito, successor da Casa do Paço de Marrancos ; casou com D. Pas- 
choa Maria Antónia de Castro Sousa e Menezes. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

QTJArí,TOS AVOS 

Mathias Velho da Fonseca, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo na Ordem de 
Christo ; Tenente do Castello de Vianna da Foz do Lima ; Procurador em Cortes, pela villa 
de Vianna da Foz do Lima : casou com D. Anna Barbosa de Azevedo, Sr.* da Casa 
do Paço Solar de Marrancos, na qualidade de filha única de Bartholomeu Velho Barbosa, 
Sr. de Quinta ou Casa do Paço Solar de Marrancos, e de sua mulher D. Maria d'Azevedo, 
filha de Leonardo Borges d'Azevedo, e de sua mulher D. Anna Pereira Barbosa. 

Francisco Velho. — Primogénito, successor da Casa Solar de Marrancos, por sua mãe, o qual 
casou com D. Maria Francisca de Souto-Maior. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

CREAÇÃO DOS TÍTULOS 

Conde ^'Azevedo, em sua vida — Decreto de 23 de Novembro de 1876. — (D. Luiz I.) 

Visconde, em sua vida — Decreto de 19 de Agosto, e Carta de 9 de Setembro de 1846. — (D. Maria II.) 

Sr. do Couto d'Azevedo — Pelos annos de 973. 

• do Morgado de Villa do Souto de Riba-Homem — 1270. 
» DAS Casas de Moura e de Marrancos — 1320. 

• do Morgado de Pouve — 1345. 

» DO Morgado de Mazarefes e Paradella — 1488. 

Brazão <i'Armas. — Um escudo esquartelado, tendo no primeiro quartel as armas 
dos Srs. do Couto d'Âzevedo — em campo de oiro uma águia negra estendida ; no segundo as 



AZI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



189 



armas dos Fonsecas — em campo de oiro cinco estrellas sanguinhas de cinco raios postas em 
santor ; no terceiro quartel, as armas dos Pinheiros Cogominhos — em campo vermelho um 
pinheiro da sua côr com pinhas de oiro e raizes de prata, e junto d'elle um leão rompente ; 
e o quarto quartel, partido em pala, na primeira as armas dos Barbosas — em campo de prata 
uma banda azul carregada de três crescentes de oiro, entre dois leões batalhantes sanguinhos ; 
e na segunda, as armas dos Pereiras — em campo vermelho uma cruz de prata florida e vazia 
do campo. — Timbre, o dos Azevedos — a águia negra estendida. 

Antigo Brazão de família, de que ignoramos a data da concessão, e o nome do ascendente a favor de 
quem se passou o respectivo Alvará. 




AZINHAGA (Conde). — Francisco de Paula Saldanha Oliveira e Daun, 1.° Conde 
d' Azinhaga, em sua vida; Par do Reino por Carta Regia de S de Março de 1853, de que 
prestou juramento e tomou posse na Camará dos Dignos Pares em Sessão de 7 do mesmo 
mez e anno ; Moço Fidalgo com exercido no Paço, por successão a seus maiores ; Commen- 
dador da Ordem de Chrislo ; Cavalleiro da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém ; 
Gran-Cruz da distincta Ordem de Carlos iii, e da Real Ordem Americana de Isabel a 
Catholica, ambas de Hespanha ; Grande OíTicial da Ordem de Leopoldo da Bélgica ; Com- 
mendador da Ordem do Leão Neerlandez dos Paizes Baixos ; Enviado Extraordinário e 
Ministro Plenipotenciário em disponibilidade ; Bacharel formado em Leis pela Universidade 
de Coimbra. 

Entrou no serviço da carreira diplomática em 1824, como Addido de Embaixada na 
Corte de Vienna d'Austria ; Secretario de Legação nos Paizes-Baixos era 1828, e transfe- 
rido para a Corte de Nápoles em 1829, togares que não exerceu por ter servido em com- 
raissão especial na Corte de Turin, desde 14 de Dezembro de 1829 até fins de Agosto de 
1833, descontando-se o serviço desde 1828 a 1833 quando foi readmitido ao serviço do 
Estado em 1842, como 1.° Addido em disponibilidade; Encarregado de Negócios para a 
Corte de Copenhague em 23 de Dezembro de 1843 ; transferido para a Corte de Bruxellas 
e da Ilaya ; promovido a Ministro Residente nas referidas Cortes em 1847 ; nomeado Enviado 
Extraordinário e Ministro Plenipotenciário para S. Petersburgo, passando a exercer este 
cargo era Paris desde 1851 a 52, para o qual fôra transferido, e d'ali para a Corte de 



190 famílias titulares azi 

Madrid em 1853 até 1857. Nasc. a 21 de Fevereiro de 1799, e casou a 9 de Janeiro de 
1867 com D. Emilia Carolina Anna d' Almeida Ribeiro Neves, que nasc. a 16 de Fevereiro 
de 1831, filha de António Joaquim Ribeiro Neves, Fidalgo da Casa Real; negociante de 
grosso tracto da Praça do Commercio de Lisboa, matriculado perante a extincta Junta do 
Commercio; capitalista e proprietário; e de sua mulher D. Maria Carolina Francisca d'Al- 
meida Grandella, ambos já fallecidos. — Sem geração. 

SEUS PAES E A. VOS 

(V. Alpedrinha, Rio Maior e Saldanha). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 18 de Maio de i849, e Carta de 31 de Dezembro de 1866. — (D. Maria II. — Regitt. 
no Arch. da T. do T., Mercês de d. Luiz I, Liv. 13, a fl. 189 v.J 

Biraasão d['A.x>ma,s. — Escudo esquartelado ; no primeiro quartel as armas dos Sal- 
danhas — em campo vermelho uma torre de prata coberta d'azul, com uma cruz de oiro no 
remate ; no segundo, as armas dos Souzas do Prado, e Souzas Chichorros — escudo esquarte- 
lado ; no primeiro quartel as quinas do Reino sem a orla dos castellos ; no segundo em campo 
de prata, um leão sanguinho ; no terceiro quartel, as armas dos Oliveiras, do Morgado dOli- 
veira (varonia da qual descende) — em campo vermelho uma oliveira verde com raizes, perfis 
e fructos de oiro : o quarto quartel partido em pala ; na primeira as armas dos Corrêas — 
em campo de oiro fretado de corrêas sanguinhas repassadas umas por outras de seis peças, 
três em banda e outras três em contrabanda ; e na segunda pala, as armas dos Carvalhos do 
Morgado de Carvalho, de que foi administrador o 1° Marquez de Pombal e 1.° Conde d'Oeiras, 
d'onde também descende — em campo azul uma estreita de oiro de oito raios dentro de um 
quadernal de crescentes de prata. — Timbre — uma águia de prata aberta armada de oiro, al- 
Ittsiva á descendência de Bovadilha^ tendo no bico uma chave de oiro, e nas garras um listão 
com a divisa VERITAS OMNIUM VICTRIX, que ajuntaram. 

BRAZAO de família, adoptado, de que ignoramos a data da concessão, e o nome da pessoa a quem 
foi conferido o respectivo Alvará com os accrescentes acima descriptos. 




AZINHEIRA (Visconde). — Luiz Cândido Teixeira de Moura, 1.° Visconde d'Azinheira, 
em sua vida, e em memoria dos avultados actos de phylantropia e generosidade praticados 
por seu lio (já fallecido) João Teixeira Guimarães, em beneficio da Santa Casa da Miseri- 
córdia da antiga, sempre nobre e heróica cidade do Porto ; Commendador da Ordem de 
Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e da distincta Ordem de Carlos iii de Hespa- 
nha ; serviu com zelo e bom serviço do Estado diversos cargos da carreira administrativa 
em vários Districtos do continente do Reino ; Racharei formado em Direito pela Universi- 
dade de Coimbra. Nasc. a 22 de Fevereiro de 1825. — Solteiro. 

> D. Maria de Bovadilha, que foi casada com Diogo de Saldanha, fidalgo castelhano, que passou a Portugal no tempo 
d'El-Rei D. Affonso t, e foi Secretario da Bxcellentt Stnlwra, 



AZU 



E GRANDES DE PORTUGAL 



IW 



SEUS PAES 

António Alves de Moura, proprielario na província de Trás-os-Monles, casado com 
D. Anna Emilia Teixeira. 

ZFIXjUOS 

1.0 Cândido Ferreira. — M. de menor idade, 

2.° Guilhermino Júlio. — Nasc. a 6 de Março de 1814, e m. a 13 de Setembro de 1870. Foi 
o 1." Visconde de Villalva de Guimarães, em sua vida; Doutor em medicina, pela 
Universidade de Paris, e Cirurgião-Medico, pela Escola Medico-Cirurgica do Porto. M. 
no estado de solteiro ; mas teve : 

FILHA NATURAL LEGITIMADA 

D. Adelaide Teixeira. — Nasc. a 20 de Janeiro de 1855, e casou com Fernando 
de Magalhães, proprietário residente em Barcellos. (V. Villalva de Gui- 
marães.) 

3." Vital Maxiho. — M. no estado de solteiro. 

4." Luiz Cândido. — Actual Visconde d' Azinheira. (V. acima.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em sua vida — Decreto de 30 de Dezembro de 1870, e Carta de 10 de Fevereiro de 1871. — 
(D. Luiz I. — Não tem Registo no Areh. da T. do T.) 




AZURARA (Viscondessa). — D. Maria Henriqueta Manuel de Vilhena Saldanha Oli- 
veira e Daun, 2." Viscondessa d'Azurara, 2." filha dos 1.°* Condes d'Alpedrinha. Nasc. a 
27 de Janeiro de 1810, e casou em primeiras núpcias a 9 de Janeiro de 1831, com Dom 
Diogo Corrêa de Sá Mello Ferreira d'Amorim Pereira, Sr. dos Morgados do Pontão e Agrêdo, 
Rua Escura, Lucinde, Lobazim e Cabeço de Vide, de Santa Martha de Vianna do Cas- 
tello, e de Corrêas na ilha de S. Miguel, e do Prazo de Valle da Cunha ; Commendador 
de Travassos na Ordem de Christo. Nasc. a 16 de Outubro de 1808, e m. em 1837. — 
Sem geração. Passou a segundas núpcias em 22 de Setembro de 1839. 



192 famílias titulares azu 



VIUVA I>E 

Jorge Salter de Mendonça, 2.° Visconde d'Azurara, em verificação de vida concedida . 
no mesmo lilulo a seu Pae o 1.° Visconde, por Alvará de 21 d'Agosto de 1821, dispensada 
para este effeito a disposição do § 12 da Lei Mental ; Moço Fidalgo com exercício, accres- 
cenlado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 34- de Setembro de i834) ; Commendador era se- 
gunda vida e pela dispensa do § 12 da Lei Mental, da Commenda de S. Pedro de Farinha- 
Pôdre, no Bispado de Coimbra, da Ordem de Christo ; Deputado da extincta Junta do 
Tabaco ; Escrivão proprietário da carga e descarga das Naus da índia, Oíficio que desde 
longos annos andava na Casa de seus ascendentes ; Coronel do Regimento de Milícias de 
Lisboa Oriental. Succedeu na Casa a seu Pae (em virtude da legitimação feita a 6 de 
Fevereiro de 1809), a 14 de Junho de 1825, e no titulo de Visconde a 9 de Novembro 
de 1824, por Decreto d'essa data. Nasc. a 20 de Maio de 1804, e m. a 10 de Dezembro 
de 1872. — Sem geração. 

SJEUS PA.ES 

João António Salter de Mendonça, natural da villa de Goyanna, Bispado de Pernambuco; 
t.° Visconde de Azurara, em duas vidas; do Conselho de El-Rei D. João vi ; Fidalgo Caval- 
leiro da Casa Real ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; Commendador, em duas vidas, 
da Commenda de S. Pedro de Farinha-Pôdre, no Bispado de Coimbra, da referida Ordem ; 
Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Secretario e 
Membro do Governo do Reino, e encarregado dos Ministérios dos Negócios do Reino e da 
Fazenda desde 29 de Novembro de 1807 até 15 de Setembro de 1820, em que foi dissolvida 
a Regência do Reino ; Desembargador do Paço ; Procurador geral da Coroa e Chanceller da 
Casa da Supplicação, servindo de Regedor das Justiças ; Desembargador da Supplicação 
em 1789 ; Deputado e Procurador da Fazenda da Junta do Tabaco ; Deputado da Sereníssima 
Casa de Bragança ; Guarda-Mór do Real Archivo da Torre do Tombo, em 24 de Dezembro 
de 1813 ; Presidente da Commissão do Exame dos Foraes e Melhoramentos da Agricul- 
tura ; Presidente da Commissão da Nova Reforma de Pesos e Medidas ; Desembargador 
Ordinário da Relação e Casa do Porto em 1779 ; Desembargador da Relação do Rio de 
Janeiro ; Ouvidor Geral do Civel ; Provedor da Coroa e Fazenda Real e Deputado da Fa- 
zenda da mesma cidade ; Porteiro e Guarda-Mór da Alfandega da cidade do Rio de 
Janeiro, Officio dado em remuneração dos serviços de seu Pae ; Escrivão proprietário 
da carga e descarga das Naus da índia. Nasc. a 15 de Agosto de 1746, e m. a 14 de 
Junho de 1825, tendo casado no Porto em 1789, com D. Anna Rosa de Noronha Leme 
Cernache, filha de Vicente de Noronha Leme Cernache, e de sua mulher D. Anna de 
Noronha Leme Cernache, a qual por escriplura de 27 de Outubro de 1778, celebrada 
nas notas do Tabellião da Cidade do Porto Victorino Alves de Macedo e Souza, fez doação 
á dita sua filha da Quinta da Aveleira, sita em S. Pedro das Aguas, termo de Paradella ; 
do Casal de Fofim, no termo de Pedrozo; do Casal de S. Pedro na freguezia d'Aguas-Santas, 
e da Quinta de Fornos no termo da Villa da Feira, cuja doação de prazos foi insinuada 
pelo Desembargo do Paço por Despacho de 21 de Fevereiro de 1797. — Sem geração. 

i^iXiHios Jsrjí^Tu:EiJij:Eis ido viscoisnDE 

(Legitimados por Alvará de 6 de Fevereiro de 



1." Jorge Salter. — Foi o 2.0 Visconde d'Azurara. Nasc. a 20 de Maio de i804, e m. a 10 
de Dezembro de 1872, havendo casado a 22 de Setembro de 1839, com D. Maria 
Henriqueta Manuela de Vilhena e Saldanha Oliveira e Daun, 2." filha dos 1.°* Condes 
d'Alpedrinha. — Sem geração. (V. acima.) 

2.0 D, Helena Carolina. — Nasc. a 5 d' Abril de 1806. 

NB. Ignoro se ainda vive, se casou, e teve geração. 



» 



AZU E GRANDES DE PORTUGAL 193 

SEXJS AVOS 

Jorge Salter de Mendonça, natural da freguezia de S. Thiago de Camarate do Pa- 
Iriarchado de Lisboa ; Fidalgo da Casa Real ; Desembargador da Relação e Casa do Porto, 
em cujo exercício falieceu ; Desembargador da Relação da Bahia ; Ouvidor da Parahiba, e 
Procurador da Coroa e Fazenda d'esta Capitania ; Juiz de Fora da viila de Ourem, provi- 
mento da Casa de Bragança ; proprietário do Officio de Escrivão da carga e descarga das 
Naus da índia. Casou em Parahiba com D. Antónia Francisca Pessoa de Lima, natural 
da freguezia do Rozario de Goyanna, Bispado de Pernambuco, filha do Bento Corrêa de 
Lima, natural da freguezia da Nazarelh de Itapicurú de Cima, Arcebispado da Bahia ; Sr. 
de engenho ; e de sua segunda mulher D. Cosma Pessoa, natural da freguezia da Varges, 
^Bispado de Pernambuco. 

João António. — Foi o 1." Visconde d'Azurara ; nasc. a 15 d'Agosto de 1746, e m. a 14 de 
Junho de 1825, havendo casado em 1789, com D. Anna Rosa de Noronha Leme Cer- 
nache, da qual não houve geração. 

FILHOS NATURAES LEGITIMADOS 

1.0 Jorge Salter. — Foi o 2.° Visconde d'Azurara. 
2.° D. Helena Carlota. — (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 
BISAVOS 

Vasco Nabo Salter de Mendonça, natural da freguezia de Santo Estevão d'Alfama da 
Cidade de Lisboa, baptisado a 9 de junho de 1674 ; Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro pro- 
fesso na Ordem de Christo ; Escrivão da carga e descarga das Naus da índia, e da Mesa 
Grande do Arsenal da Marinha. Casou a 21 de Setembro de 1690, com D. Joanna Leo- 
cadia Pimentel Souto-Maior, filha de António Gomes do Àlemo e Murga, Sr. do Morgado 
dos Murgas (na Bahia) ; Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; 
e de sua mulher D. Thereza Maria Pimentel Souto-Maior, natural de Madrid, filha de Dom 
Duarte Freire da Costa, Fidalgo portuguez; Cavalleiro da Ordem de S. Bento d'Aviz; 
Commendador da Annunciada na Ordem de S. Thiago em Castella, o qual casou na Paro- 
chia de Santa Ignez, annexa á de S. Luiz em Madrid, a 25 d' Abril de 1669, com D. Joanna 
Maria Pimentel e Souto-Maior. 

IFIXjUOS 

1.» Jorge Salter. — Primogénito. Foi Desembargador da Relação do Porto, e Fidalgo da 
Casa Real. Casou em Parahiba (Brazil) com D. Antónia Francisca Pessoa de Lima. 
— Com geração. (V. acima.) 

2.° João Salter. ) Foram baptisados na freguezia de S. Thiago de Camarate. Ignoro mais cir- 

3.» Luiz Salter. ) cumstancias relativas a suas pessoas. 

4.0 Joaquim Salter. — Baptisado na freguezia do SS. Sacramento da Cidade de Lisboa. Foi 
Clérigo e Prior da freguezia de S. Christovão da mesma Cidade ; Desembargador da 
Camará Ecclesiaslica no Patriarchado, e n'ella Chanceller ; Juiz dos Casamentos ; Pro- 
visor do Crato ; Promotor do Santo Offlcio de Lisboa ; Monsenhor da Santa Egreja Pa- 
triarchaí. 

5.° Duarte Salter. — Foi Fidalgo da Casa Real; Cavalleiro professo na Ordem de Christo; 
do Conselho de El-Rei D. José i ; Conselheiro do Conselho da Fazenda, e da Casa e 
Estado das Rainhas; Desembargador do Senado, servindo de Presidente por largos annos; 
Provedor da Casa de Saltito António. Casou com D. Serafma Luiza Mascarenhas do 
Mello, Açafata do Sereníssimo Sr. Infante D. Pedro, natural da freguezia do Castello 
da vilIa de Pombal, filha de José Mascarenhas de Figueiredo e de D. Luiza Maria 
de Mello. — Com geração. 

6.0 Agostinho Salter. — Ignoro todas as circumstancias a seu respeito; sei da filiação pelas 
habilitações do Santo Offlcio. 

25 



194 FAMÍLIAS TITULARES BAC 

7.0 D. Anna Salter. — Casou com Gonçalo Coelho de Sousa, de Ponte de Lima. — Sem ge- 
ração. 

TE3ItCEIR,OS AVÓS 

António Salter de Macedo, natural da freguezia de Santa Maria Magdalena da cidade 
de Lisboa, baptisado a 21 de Outubro de 1632 ; Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro pro- 
fesso da Ordem de Christo; Escrivão dos Armazéns Reaes da Casa da índia, e da Armada 
Real. Casou com D. Antónia de Mendonça Nabo, fdha e herdeira de Vasco Nabo de Men- 
donça, Fidalgo da Casa Real; Cavalleiro professo na Ordem de Christo, e de sua segunda 
mulher D. Isabel da Silva, filha de Domingos Fernandes da Silva, e de D. Barbara Dias, 
filha do Desembargador António Dias, Cavalleiro professo na Ordem de Christo. 

Vasco Nabo Salter. — Primogénito. Casou com D. Joanna Leocadia Pimentel. — Com geração. 
NB. Ignoro se houve majs descendência. 

QXJA.R,TOS A.VOS 

Duarte Salter, Fidalgo da Casa Real de Inglaterra, que passou a Portugal com seu 
Pae João Salter, irmão do Almirante Eduardo Salter, casado com Alice Salter, sua prima. 
Casou em Portugal cora D. Marianna Macedo de Mariz, filha de Paulo Pinheiro de Mariz 
Ferreira, e de sua mulher D. Maria Monteiro de Macedo. 

António Salter. — Primogénito. Casou com D. Antónia de Mendonça. — Com geração. (V. acima.) 
NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em duas vidas — Decreto de 13 de Maio de 18i9, e Carla de 22 de Junho de 1820. — (D. João VI.) 
Alvará de Lembrança da 2.^ vida — 3 d'Agosto de 1821. — (D. João VI. — Regist. no Arch. da T. do T., 

Mercês de D. João VJ, Liv. 16, fl. 29.) 
Verificação no 2." Visconde — Resolução de 9 de Novembro de 1824, e Carta de 12 d'Abril de 1825. —■ 

(D. João VI. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. João VI, Liv. 20, fl. 43.) 

IBveLxêLo d' Armas. — Um escudo com as armas dos Salter — em campo de prata 
uma cruz preta florida entre quatro moletas da mesma cor, também em cruz. — Timbre — um 
mocho de sua côr armado de oiro. 




BAÇAR (Visconde). — Fernando António d'Almeida Tavares e Oliveira, l.** Visconde 
de Baçar, em duas vidas, verificando-se desde já a segunda vida n'este titulo, em seu 
sobrinho José Maria d'Abreu Freire e Almeida, Bacharel formado em Leis; Fidalgo da 
Casa Real, por successão a seus maiores ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da 
Conceição de Villa Viçosa; Thesoureiro Pagador, aposentado, do Districto de Vizeu; 
antigo Juiz de Fora nas Comarcas de Castello de Vide, Lafões e Vouzella, com predica- 
mento de Cabeça de Comarca ; Auditor do Exercito ; Bacharel formado nas Faculdades de 



BAC 



E GRANDES DE PORTUGAL 



195 



Leis e de Cânones ; abastado proprietário no concelho de Macieira de Cambra. Nasc. na 
freguezia de Castellões a 31 de Março de 1793. — Solteiro. 

SEUS PAES 

Thomaz António d'Almeida, Bacharel formado em Leis; Capitão-Mór do Concelho de 
Macieira de Cambra; morador na sua Quinta de Baçar, sita na freguezia de Castellões; 
abastado proprietário. Casou com D. Anna Maria de Jesus, filha de Simão Martins e de 
Maria Gomes, natural do logar de Pereiro, freguezia de Milheiros de Poiares, termo da 
villa da Feira. 

l." D. Lucinda Lurinda. — Nasc. a 6 de Agosto de 1787, e casou com Manuel Joaquim de 
Sousa Brandão, natural e proprietário da freguezia da Várzea, concelho d'Arouca ; Ca- 
pitão de Ordenanças. Ambos já fallecidos. — Sem geração. 

2.° D. Margarida Miquelina. — Nasc. a 9 de Janeiro de i792, e casou com João de Rezende 
Valente de Sá Abreu, Fidalgo da Casa Real ; Sr. de um Morgado cm Avança, concelho 
de Estarreja, e Capitão-mór do mesmo concelho. 

FILHOS 

i."* Thomaz António. — Bacharel formado em Leis. M. no estado de solteiro, 

2.° António Thomaz. — Succedeu no vinculo da Casa de seu Pae. 

3." José Maria. — Nasc. a 31 de Março de 1827; 2.° Visconde de Baçar, em 

verificação de vida; Juiz de Direito de l.« classe em exercício; Bacha» 

rei formado em Direito. 
4." Rodrigo Celestino. — M. no estado de solteiro. 
5.° D. Lucinda Lurinda. 

6.° D. Anna Amália. — M. no estado de solteira. 
7.° D. Maria José. — Casou com José Maria de Lemos Almeida Valente. — Ambos 

já fallecidos. — Sem geração. 

3.0 Fernando António. — Actual 1.° Visconde de Baçar," e antigo Magistrado. 
4." Rodrigo Celestino. — Nasc. a 5 de Abril de 1795; Bacharel formado em Leis; Capitão- 
mór do concelho de Macieira de Cambra. M. no estado de solteiro. — Sem geração. 

SEUS AVOS 

João Tavares d' Almeida, proprietário, que casou com D. Maria Martins, do logar de 
Cabião, no concelho de Cambra. 

Thomaz António. — Bacharel formado em Leis ; Capitão-mòr de Macieira de Cambra ; casou 
com D. Anna Maria de Jesus. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

creação do titulo 

Visconde, em duas vidas — Decreto de 28 de Janeiro de 1871. — (D. Luiz I.) 




BAÇAR (Visconde). — José Maria d'Abreu Freire e Almeida, 2.° Visconde de Baçar, 
em verificação de vida concedida por Decreto de 28 de Janeiro de 1871, a seu tio materno, 



196 



famílias titulares 



BAll 



o 1." Visconde de Baçar; Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores; Juiz de 
Direito de 1.° classe em exercício ; Bacharel formado em Direito. Nasc. a 28 de Março de 
1827. — Solteiro. 

SETJS PAES 

João de Rezende Valente de Sá Abreu Freire, Fidalgo da Casa Real; 4.° Sr. de 
um Morgado em Avança, no Concelho de Eslarreja, e no mesmo Capilão-mór. Casou com 
D. Margarida Miquelina d' Almeida Abreu Freire, filha de Thomaz António d'Almeida, Fi- 
dalgo Cavalleiro da Casa Real ; Bacharel formado em Leis ; Capitão-mór de Macieira de 
Cambra ; abastado proprietário ; e de sua mulher D. Anna Maria de Jesus. — Todos já 
fallecidos. (V. Baçar, acima.) 

1." Thomaz António. — Bacharel formado em Direito. M. no estado de solteiro. 
2." António Thomaz. — Succcdeu no Morgado de Avança e mais Casa de seu Pae. — Solteiro. 
3." José Maria. — Actual 2.° Visconde de Baçar. (V. acima.) 
4." RooniGO Celestino. — M? no estado de solteiro. 
5." D. Lucinda Lurinda. 

6.° D. Anna Amália. — M. no estado de solteira. 

7.° D. Maria José. — Casou com José Maria de Lemos Almeida Valente. — Atnbos já fallecidos. 
— Sem geração. 

SEXJS i^."VÓS 

António de Pinho Rezende Valente, Fidalgo da Casa Real; 3.° Sr. do referido vin- 
culo; casado com D. Anna Joaquina de Sá Abreu Freire, descendente da illustre Casa dos 
Abreus Freires, de Avança. 

João de Rezende. — Primogénito. Casou com D. Maria Miquelina Almeida d'Abreu Freire. — 
Com geração. (Y. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em verificação de vida concedida no mesmo titulo a seu tio o 1." Visconde de Baçar ' 
de 28 de Janeiro de 1871. —(D. Luiz I.) 



Decreto 




BAHIA (Visconde). — João Maria da Piedade Coutinho Pereira de Seabra e Sousa 
Tavares, 2.° Visconde da Bahia, de juro e herdade, com duas vidas fora da Lei Mental ; 



BAll E GRANDES DE PORTUGAL 197 

21.° Sr. dos Morgados, de S. João da Ribeira, insliluido por Eslevão Martins Cerveira a 30 
de Março de 1330 ; de Pena Forte, insliluido em 15 de Setembro de 1315 por Luiz Annes 
de Carvalho, e accrescenlado por D. Calharina Alves a 3 de Maio de 1577 ; de S. Rartholo- 
meu de Santarém, insliluido por Mem Cerveira a 18 de Setembro de 1520 ; 13." Sr. do 
Morgado do Juro Real e Redizima da Bahia, no Brazil, por escambo da antiga Capitania 
da Bahia de Todos os Santos, de que a 6 d'Agosto de 1534 El-Rei D. João iii havia feito 
mercê a Francisco Pereira Coutinho O Rusticão, 1.° Capitão e Donatário d'aquella Capitania 
em 1524 ; Sr. dos vínculos que constituem a Casa do Aleralejo, instituídos por D. Maria da 
Silva Carvalho a 3 de Novembro de 1572, por João Gomes Horta a 15 d' Abril de 1587, por 
Álvaro Pires da Horta a 14 de Setembro de 1594, e por D. Isabel da Horta Forjaz Pereira 
a 5 d'Abril de 1632 ; Sr. do Morgado de Laurentim, insliluido por Luiz de Carvalho Re- 
bello a 12 de Março de 1620 ; 10.° Sr. do Morgado de Figueiró dos Vinhos, instituído por 
Francisco de Moraes a 18 de Maio de 1623 ; e dos Morgados do Lobão e Fail instiluidos 
por Lucas de Seabra da Silva, em 26 de Setembro de 1722, compostos de vários bens 
n'aquellas localidades, e de novo reformados a 16 de Janeiro de 1725 ; Commendador da 
Ordem de Chrislo. Nasc. a 11 d' Agosto de 1808. 

SEUS PAES 

Manuel Maria da Piedade Coutinho Pereira de Seabra e Sousa Tavares Horta Amado 
e Cerveira, 1.° Visconde da Bahia, de juro e herdade, com duas vidas fora da Lei Mental, 
em remuneração dos importantes serviços de seus ascendentes, particularmente de seu 8.° 
Avô Francisco Pereira Coutinho, Fidalgo da Casa de El-Rei D. Manuel, que fora á con- 
quista da índia na companhia dòs primeiros conquistadores, o Almirante Dom Vasco da 
Gama, Dom Francisco d' Almeida, 1.° Vice-Rei d'aquelle Estado, e Aífonso d' Albuquerque, 
1.° Governador, com o qual se achara na tomada de Gôa, de cuja fortaleza foi capitão o men- 
cionado Francisco Pereira, por mercê d'El-Rei D. Manuel de 27 de Fevereiro de 1521 (Arch. 
da T. do T., Chanc. de D. Manuel, Liv. 39, fl. 29 v.), merecendo lambem que El-Rei 
D. João ni lhe fizesse doação da Capitania da Bahia de Todos os Santos, de juro e herdade 
em Morgado, tirada para sempre da Lei Mental (como se fizera com todas as doações da 
America Porlugueza), comprehendendo esta Capitania 50 léguas de terra, na costa do Bra- 
zil,. que correriam da ponta do Rio de S. Francisco para o sul, até á ponta da referida 
bahia, entrando n'esta terra e demarcação d'ella toda a dita bahia, e na largura d'ella, 
de ponta a ponta, seriam contadas as referidas 50 léguas ; e não havendo dentro no dito 
limite todas ellas, lhe seria completada a parte que faltasse para a banda do sul, na forma 
do Despacho e Caita datada de 5 d' Abril de 1534 (Arch. da T. do T., Chanc. de D. João 
III, Liv. 7, fl, 4iO V.), e de que o mesmo Rei lhe dera foral por Carla de 26 d'Agosto do 
mesmo anno (Arch. da T. do T., Chanc. de D. João III, Liv. 7, fl. 1A6 v.); cuja Capita- 
nia, por circumstancias supervenientes, obrigaram a seu filho Manuel Coutinho Pereira, e ao 
immediato successor d'este, seu filho primogénito, Miguel Coutinho Pereira, e sua mulher 
D. Filippa, a que desistissem e renunciassem o seu direito áquella Capitania, e recebessem 
em compensação um padrão de 400^00 réis de juro, pelo que rendesse annualmente a 
Redizima da sobredita Capitania, para o terem da mesma sorte em Morgado, conforme o 
accordo expressado por Carta de 6 d'Agosto de 1576. 

Havendo porém El-Rei D. José i em 1753 determinado se incorporassem na Real 
Coroa as mais importantes Capitanias do Brazil, de que eram Donatários diversos fidalgos e 
vassallos qualificados, conferindo e concordando com elles as equivalentes mercês que po- 
dessem competir-lhes, tanto pelo que respeitava ao útil como ao honorifico, tendo-se toda 
a atlenção com o grau de desenvolvimento a que houvessem chegado taes Capitanias, tanto 



198 famílias titulares . BAH 

em povoado como em plantações ; em virtude de tal incorporação na Coroa, se effeituou a con- 
cessão de titulos honorificos e outras mercês de juro e herdade áquelles Donatários, sendo 
reconhecido que a compensação dos 400^000 réis de juro da Redizima aos descendentes 
de Francisco Pereira Coutinho, que fora Donatário da Capitania da Bahia de Todos os Santos, 
e n'ella principiara a primeira povoação da America, a que dera o nome de Villa de Pe- 
reira ; promovera a plantação do assucar e do algodão ; sustentara por diversas vezes guerras 
com os gentios, fundando debaixo d'armas algumas Aldeias, consumindo n'isto avultados 
capitães da sua Casa e familia ; e a que voltando da Capitania dos Ilheos para a da Bahia, 
no desempenho de serviço a esta, de grande alcance, naufragara, e fora morto e comido pelos 
gentios ; e por que a compensação arbitrada em 1576 fora inferior á justa valia d'essa Ca- 
pitania ; afim de coUocar seus descendentes em equipolente posição á dos outros Donatá- 
rios a que acima se allude ; e consideração aos serviços de seu Pae José de Seabra da 
Silva, que por duas vezes fora Ministro e Secretario d'Estado, feitos nos diversos cargos 
públicos que exercera ; lhe foi feita mercê do titulo de Visconde da Bahia, de juro e her- 
dade, com duas vidas fora da Lei Mental, e da Commenda de Torre Deita (em Vizeu) em 
duas vidas, e mais uma vida na Commenda de S. Miguel de Oliveira d' Azeméis (em Aveiro), 
de que tinha vida o dito seu Pae, pertencendo ambas as Commendas á Ordem de Christo ; 
12.° Sr. do Morgado do juro da Redizima da Bahia, de que acima se faz menção; condeco- 
rado com a Medalha por 3 campanhas da Guerra Peninsular; Capitão de Cavallaria do 
Exercito (além do serviço miUtar na Guerra Peninsular, concorreu com avultados donativos 
para as despezas d'ella). Succedeu em vários Morgados a sua Mãe a 26 de Março de 1807, 
e no restante dos bens a seu Pae a 13 de Março de 1813. Nasc. a 16 de Outubro de 1785, 
e m. em Santarém a 24 de Outubro de 1833, tendo casado a 8 de Setembro de 1803, com 
D. Anna Isabel de Saldanha Oliveira e Daun, que nasc. a 26 de Agosto de 1783, e m. a 
24 de Março de 1854, 4." filha dos 1.°^ Condes de Rio Maior. 

1.° José Maria. — Nasc. a 26 de Agosto de 1804, e m. a 13 de Dezembro de 1817. 

2.° D. Maria Amália. — Nasc. a 19 de Novembro de 1806, e m. a 29 de Novembro de i829. 

3.° JoXo Maria. — Actual Visconde. (V. acima.) 

4.° D. Anna Felícia. — Nasc. a 18 de Junho de 1810, e m. a 2 de Outubro de 1812. 

5.<> Manuel Maria. — Nasc. a 11 de Novembco de 1813, e m. a 2 de Novembro de 1831. 

6.° D. Francisca Isabel. — Nasc. a 11 de Novembro de 1814, e m. a 16 de Dezembro de 1866, 
tendo casado a 26 de Novembro de 1836, com seu primo Dom João Francisco de Paula 
d'Almeida e Silva Sanches de Baena Farinha, Moço Fidalgo com exercido na Casa Real ; 
Trinchante-mór de El-Rei D. João vi; Sr. dos Morgados d'01iveira dos Arcos, de Linha- 
res, Vai de Moréllos, e Soccorro, de Lisboa ; Capitão de Infanteria do Exercito, que 
nasc. a 18 de Agosto de 1806. — Com geração. 

NB. Apezar de repetidas diligencias directas, e até cora pessoas de familia, recusaram- 
nos as informações e até responder ás nossas cartas. 

7.° D. Maria Leonor Ernestina. — Nasc. a 8 de Dezembro de 1815 i; actual Viscondessa 
d'Abrigada, pelo seu casamento com José Maria Camillo de Mendonça, 1.* Visconde 
d'Abrigada. — Com geração. (V. Abrigada.) 

8." D. Maria Anna Isabel. — Nasc. a 6 de Junho de 1819, e casou a 10 de Agosto de 184., 
com Francisco Raphael Gorjão Henriques da Cunha Botado e Serra, Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real, por successão a, seus maiores ; Sr. do Morgado da Freiria, que se diz 
instituido em 12 de Outubro de 1513, e dos Morgados d'Abrigada e Bombarral; filho 
de Duarte Gorjão Henriques da Cunha, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão 
a seus maiores, Sr. dos referidos Morgados, e de sua mulher D. Maria da Piedade 
Infante de Lacerda Castello Branco. — Com geração. 

NB. Não obstante repetidas instancias directas, para a Abrigada e Bombarral, recu- 
saram dar-nos informações e até responder ás nossas cartas. 

' Reparamos aqui o erro de data do nascimento da Viscondessa d' Abrigada, pela inexactidão da informação do Visconde. 



ÍBAH 



E GRANDES DE PORTUGAL 



199 



9." Francisco Maria. — Nasc. a 4 de Outubro de 1820, e m. a 3 de Dezembro de 1871. 
10." António Maria. — Nasc. a 26 de Março de 1822. Moço Fidalgo com exercício na Casa 
Real. Casou a 30 de Novembro de 1854, com sua prima D. Marianna d'Aimeida, que 
nasc. a 2 de Agosto de 1820, filha de Dom Fernando António d'Almeida c Silva, Fidalgo 
da Casa Real, e de D, Francisca de Paula de Saldanha Oliveira e Sousa. 

FILHO 

D. Francisca de Paula. — Nasc. a 10 de Abril de 1836, e casou a 18 de Se- 
lembro de 1876, com Manuel Saldanha da Gama, que nasc. a 3 de No- 
vembro de 1840; filho primogénito dos 8.°* Condes da Ponte. (V. Ponte 
e Villa Real.) 

H.o D. Maria Constança. — Nasc. a 23 de Junho de 1823, e m. a 17 de Maio de 1876, havendo 
casado a 10 de Abril de 1845, com Lucas da Silva d'Azeredo Coutinho Cardoso Cas- 
tello. Moço Fidalgo com exercício na Casa Real; Commendador da Ordem de Christo; 
Alcaide-mór de Cêa, e donatário da villa de Serem. — Com geração. 

NB. Apezar de repetidas instancias directas, recusou-nos as informações, e até nem lhe 
merecemos sequer resposta I 

SETJS A.VOS 

José de Seabra da Silva, natural do logar de Vilella, freguezia de S. Martinho da 
Torre, termo da cidade de Coimbra ; Fidalgo Cavaileiro e Moço Fidalgo com exercício no 
Paço (Alvarás de 20 de Setembro de 175õ); Conselheiro d'Eslado e Ministro d'Estado, 
adjunto ao 1.° Marquez de Pombal, a 6 de Junho de 1771 ; e pela segunda vez Ministro e 
Secretario d'Estado dos Negócios do Reino (Decreto de 5 de Dezembro de 1788) ; Guarda- 
mór do Real Archivo da Torre do Tombo, em 1768; Desembargador do Paço; Chanceller da 
Casa da Supplicação ; Procurador da Coroa ; Procurador Fiscal da Junta do Commercio, e 
da Companhia do Grão-Pará e Maranhão, em 1757 ; Procurador da Fazenda na Repartição 
do Ultramar; Executor da Bulia da Cruzada; Ouvidor das Capellas d'El-Rei D. Affonso iv; 
Presidente da Junta Ordinária da revisão e censura do novo Código Penal ; Sócio hono- 
rário da Academia Real das Sciencias de Lisboa ; Gran-Cruz da Ordem de Christo e Com- 
mendador da Commenda de S. Miguel d'01iveira d' Azeméis, na mesma Ordem ; Sr. dos 
Morgados de Lobão e Fail, por successão a seu Pae, e por Mercê Regia da Quinta do Ca- 
nal, sita no Campo de Coimbra, que vagara para a Coroa pela proscripção dos jesuítas, e 
de mais quatro geiras de terra no Campo de Bollão, onde chamam — o Curral Frio, que fo- 
ram da extincta Casa d'Aveiro, para se unirem de juro e herdade, ás mais fazendas que já 
possuia na cidade de Coimbra, como consta dos Decretos e Portarias de 21 e 22 de Março 
de 1769 e 10 de Junho de 1791; Familiar do Santo Officio (Carta de Setembro de 1752). 
Nasc. a 1 de Novembro de 1732, foi baptisado a 17 do mesmo mez e anno na freguezia 
de S. Martinho da Torre de Vilella, e m. a 13 de Março de 1813, tendo casado a 8 de Ja- 
neiro de 1764, com D. Anna Felicia Coutinho Pereira de Sousa Tavares da Horta Amado 
Cerveira, filha única e herdeira de Nicolau Pereira Coutinho de Sousa Menezes da Horta 
Amado e Cerveira, Sr. de toda a Casa dos Coutinhos de Coimbra, e do Morgado de 
Soutello, em Trancoso ; 10." Sr. do Morgado da Redizima da Bahia ; Moço Fidalgo com 
exercício ; e de sua mulher D. Francisca Maria Tavares de Sousa Coutinho, filha d' Alexan- 
dre de Sousa Freire, Cavaileiro professo na Ordem de Christo ; Governador da Capitania 
do Maranhão ; e de D. Leonor Maria de Castro, natural da Bahia. 

1° Manuel MarIa. — Foi o 1.° Visconde da Bahia, ãe juro e herdade, que casoQ com D. Anna 
Isabel de Saldanha Oliveira e Daun. — Com geração. (V. acima.) 

2.° António Cod^inho. — l.<* Tenente da Armada, que passou para o Exercito e foi Capitão 
do Regimento de Manteria n.'> 8. M. na batalha do Bussaco, a 27 de Setembro de 1810. 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 



L 



200 famílias titulares «ah 



BISAVÓS r 

Lucas de Seabra da Silva, natural da Yarzea de Cavallos, freguezia de S. Julião de 
Lobão, Arcipreslado de Besteiros ; Instituidor dos Morgados de Fail e Lobão ; Lente de 
Prima da Faculdade de Leis, que regeu além da Cadeira de Instituía, quasi Iodas as 
Cadeiras da mesma Faculdade ; do Conselho dos Srs. Reis D. João v e D. José i ; Desem- 
bargador do Pèiço ; Conselheiro da Fazenda ; Deputado da Bulia da Cruzada ; Desembar- 
gador da Casa da Supplicação com exercício na Relação e Casa do Porto ; Cavalleiro 

professo da Ordem de Christo. Foi Collegial de S. Pedro em Coimbra. Nasc. a e 

m. a 12 de Dezembro de 1756, havendo casado a 25 de Novembro de 1731, com D. Josefa 
Thereza de Moraes Ferraz, que m. em 1750, natural de Viella, freguezia de S. Martinho 
da Torre ; 6." Sr.'' do Morgado de Figueiró dos Vinhos ; filha do Doutor Manuel Velho 
da Costa Marmelleiro, Sr. do referido Morgado, e de sua mulher D. Bernarda Thereza de 
Moraes Ferraz, natural da Villa d'Efrás, ao pé de Coimbra. 

1.0 José de Seabra. — Nasc. a 1 de Novembro de J732, e m. a i3 de Março de 1813. Foi 
Ministro e Secretario d'Estado ; Guarda-mór do Real Archivo da Torre do Tombo ; 
Desembargador da Casa da Supplicação ; Gran-Cruz da Ordem de Cliristo : casou com 
D. Anna Felícia Coutinho Pereira de Sousa Tavares da Horta Machado Cerveira. — Com 
geração. (V. acima.) 

2.° D. Bernarda Antónia.' — Nasc. a... e foi baptisada a 8 de Novembro de 1734. Casou 
com Luiz Osório Beltrão, Bacharel formado em Leis, do qual foi segunda mulher, 
e era natural do logar do Sobral do Pichorro, termo da Villa d'Algodres; Familiar do 
Santo Officio (Carta de 3 de Março de 1730); Provedor da Comarca de Coimbra; viuvo 
de D. Maria Osório Coutinho de Vilhena, natural da Villa de Celorico, Bispado da Guar- 
da. — Sem geração. 

3." D. Francisca Luiza. — Recolhida no Convento da Encarnação "de Lisboa. M. no estado 
de solteira. 

4.» Lucas de Seabra. — Moço Fidalgo com exercicio (Alvará de 3 de Agosto de 1794); Ba- 
ciiarel formado em Cânones; Desembargador do Paço; Chanceller da Casa da Suppli- 
cação; Ajudante do Procurador da Coroa, João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho; 
Deputado do Conselho Ultramarino; Provedor das Capellas de D. Affonso iv; Inten- 
dente Geral da Policia. 

8.0 Lniz de Moraes. — M. sendo Desembargador da Relação e Casa do Porto. 

NB. Ignoro se foi casado e deixou geração. 

TERCEIROS AVÓS 

Gregório de Seabra da Silva, natural do logar de Fail, termo de Vizeu, freguezia do 
mesmo nome; Capitão d'Ordenanças da Comarca de Vizeu, e abastado proprietário em 
Fail. Casou com D. Antónia Ribeiro Pinto, natural do logar da Várzea de Cavallos, freguezia 
de S. João de Lobão, filha única de Manuel Ribeiro, proprietário na mesma freguezia, e 
de D. Isabel Joanna Pinto. 

1.° Lucas de Seabra. — Foi Lente de Prima na Faculdade de Leis; Desembargador do Paço; 
Conselheiro do Conselho da Fazenda. Casou com D. Thereza de Moraes Ferraz. — Com 
geração. (V. acima.) 

2.° Luiz de Seabra. — Foi Clérigo e Parocho de villa Ghãa de Sá; conjunctamente com 
sua irmã D. Thereza, fez doação de todos os seus bens, que valiam vinte mil cru- 
zados, por escriptura de 14 de Abril de 1772, em favor de seus sobrinhos José de Sea- 
bra da Silva, c de sua irmã D. Francisca Luiza de Seabra, doação insinuada por 
Provisão do Desembargo do Paço, de 16 de Julho de 1773. 

3. o D. Thereza da Silva. — M. no estado de solteira. 



BAL 



E GRANDES DE PORTUGAL 



201 



QUAItTOS AVOS 

Domingos de Seabra, natural de Fail, freguezia da mesma designação, termo de Vi- 
zeu, e ali proprietário. Casou com D. Maria Antunes da Silva, também natural de villa 
Chãa, filha de Silvestre Antunes da Silva, natural da mesma villa e morador no logar de 
Lobão, concelho de Besteiros, onde foi proprietário. 

Gregório de Seabra. — Primogénito, que herdou os Prazos de toda a Casa de seus Paes, e 
casou com D. Maria Ribeiro Pinto. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

l^iscoNRE, DE JURO E HERDADE, COM DUAS VIDAS FORA DA Lei Mental — Dccreto de 13 de Maio, e Carta de 
16 de Junho de 1796. — (D. Maria I. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Maria I, 
Lio. kl, fl. 77, Liv. 51, fl. 178 v.J 

ITerificado no 2.° Visconde — Carta de 30 de Junho de 1819. — (D. Maria II. — Regitt. na Secretaria 
d'Estado dos Negócios do Reino.) 

BrazSo cl'Armas. — Escudo partido em pala ; á direita as armas dos Seabras — 
sm campo vermelho um — S — de oiro com uma coroa do mesmo metal entre os dois leões 
iatalhantes também de oiro ; orla de prata com uma cadeia de negro fechada no fundo do 
sscudo com um cadeado da mesma côr ; á esquerda as armas dos Goutinhos — em campo de 
Díro cinco estrellas de vermelho de cinco pontas. 

São as armas privativas da Casa da Bahia. 




BALSEMÃO (Visconde). — Luiz Alexandre Alfredo Pinto de Sousa Coutinho Alvo 
Godinho Brandão Perestrello, 5.° Visconde de Balsemão de juro e herdade, com honras de 
Grande do Reino que competem aos Condes, dispensada duas vezes a Lei Mental ; Addido 
honorário de Legação; 24.° Sr. do Morgado de Balsemão, instituído em 15 de Agosto de 
1315; Sr. das Casas de Leomil e Toens; 11." Sr. do Morgado de Coreixas, e Casa da 



26 



202 famílias titulares bah 

Ermigeira, em Torres Vedras. Nasc. a 11 de Janeiro de 1839, e casou a 30 de Outubro de 
1865, com D. Henriqueta das Dores Telles da Silva, que nasc. a 28 de Novembro de 1838, 
filha dos 4.°' Marquezes de Penalva. (V. Penalva.) 

1.° D. Eugenia. — Nasc. a 2 de Março de 1867. 
2.° Vasco Pinto. — Nasc. a 1 de Outubro de 1868. 
3.° Fernando Pinto. — Nasc. a 3 de Janeiro de 1871. 
4.° D. Maria da Penha. — Nasc. a 8 de Janeiro de 1872. 
5.0 D. Margarida das Dores. — Nasc. a 27 de Maio de 1874. 
6.0 Luiz Gonzaga. —Nasc. a 12 de Julho de 1875. 

SEXJS PAES E AVOS 
(V. 5.° Yisc^nde de Balsemão, que segue). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, de juro e herdade, com dispensa duas vezes da Lei Mental — Decreto de 14 de Agosto de 1801. 

— (D. Maria L) 

Verificação no 5." Visconde — Decreto de 10 de Janeiro, e Carta de 11 de Junho de 1863. — (D. Lniz I. 

— Não tem registo no Arch. da T. do T.) 

Bmzão d' Armas. — (V. adiante.) 




BALSEMÃO (Viscondessa). — D. Maria da Penha Perestrello da Costa Sousa de 
Macedo, 4.* Viscondessa de Balsemão com honras de Grandeza ; condecorada cora a 
Ordem Soberana de S. João de Jerusalém, de Roma; filha de João de Perestrello de 
Amaral Ribeiro de Vasconcellos Fernandes e Sousa, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; 
Commendador da Commenda do Forno dos Cestos da villa de Setúbal, na antiga Ordem de 
S. Thiago da Espada ; Sr. do Morgado da Quinta do Espanhol, situado na antiga Provedoria 
de Torres Vedras ; Coronel do Regimento das Milícias de Setúbal ; e de sua mulher D. Anna 
Joaquina da Costa de Sousa de Macedo, 4." filha dos 2."" Viscondes de Mesquitella. Nasc. 
a 14 de Fevereiro de 1813, e casou a 8 de Junho de 1834. 

VIUVA DE 

Vasco Pinto de Sousa Coutinho, 4.° Visconde de Balsemão de juro e herdade, com 
honras de Grande do Reino, que competem aos Condes ; Par do Reino por Carta Regia de 
5 de Março de 1853, de que prestou juramento e tomou posse e assento na Camará dos 
Dignos Pares, em Sessão de 7 de Março do mesmo anno ; do Conselho de S. M. a Rainha 
D. Maria ii ; 23.° Sr. dos Morgados de Balsemão, e Sá, e das Casas de Toens e Leomil ; 
12." Sr. do Morgado de Coreixas e da Casa da Ermigeira ; Commendador da Ordem de 
Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Cavalleiro de Devoção da Ordem de S. João 



BAL 



E GRANDES DE PORTUGAL 



203 



de Jerusalém, de Portugal ; Coronel do Regimento das Milícias da Maia, e antes Alferes 

Íe Cavallaria do Exercito, para cuja arma passou vindo da Armada, onde assentara praça 
.'Aspirante a Guarda-Marinha, em 25 de Maio de 1813 ; Enviado Extraordinário e Ministro 
lenipotenciario honorário ; Encarregado de Negócios nas Cortes de Madrid e de Vienna 
'Áustria, e nas mesmas Cortes foi Primeiro Secretario de Legação ; antigo Bibliothecario- 
lór da Bibliotheca Nacional de Lisboa ; sócio do Conservatório Dramático de Lisboa. 
!ntrou no serviço da carreira diplomática, como Primeiro Secretario de Legação para a 
Corte de Madrid, em Dezembro de 1845. Nasc. a 22 de Outubro de 1802, e m. a 23 de 
Dezembro de 1862. 

1." D. Anna Amélia. — Nasc. a 7 de Setembro de 1839. Condessa de Lumiares, pelo seu casa- 
mento, a 3 de Maio de 1858, com o 6.° Conde do mesmo titulo, José Manuel do Santís- 
simo Sacramento da Cunha Faro Menezes Portugal da Gama Carneiro e Sousa. — Com 
geração. (V. Lumiares.) 

2.0 Ldiz Aleíandre. — Actual 5." Visconde de Balsemão, com Grandeza, que nasc. a 11 de 
Janeiro de 1839, e casou a 30 de Outubro de 1865, com D. Henriqueta das Dores Telles 
da Silva, 1.* filha dos 4.°* Marquezes de Penalva. — Com geração (V. acima.) 

^ ^ Ayres Pinto J 

40 A ON o P NTo ! ^^™®0S' Nasc. a 11 de Outubro de 1839, e m. dentro de poucos dias. 

5.° José Pinto. — Apenas viveu alguns dias. 

6,0 João Pinto. — Nasc. a 24, e m. a 27 de Setembro de 1841. 

7.° D. Henriqueta Adelaide. — Nasc. a 15 de Junho de 1844, e m. em Coreixas em 1852. 

CREAÇÃO DO TITULO 



nsCONDE, DE JURO E HERDADE, COM DISPENSA DUAS VEZES DA Lei MeNTAL — (V. acima.) 

Verificação do 4.<* Visconde — Decreto de 23 de Dezembro de 1851. — (D.Maria II.- 
nem tem registo no Arch. da T. do T.) 

Sirazão dl' Armas. — (V. adiante a descripção.) 



Não tirou Carta, 




BALSEMÃO (Visconde). — Luiz José Alexandre Pinto de Sousa Coutinho Alvo Godi- 
nho Brandão Pereira Perestrello, 3.° ViscQnde de Balsemão de juro e herdade, com honras 
de Grande do Reino que competem aos Condes, dispensada duas vezes a Lei Mental ; Par 
do Reino por successão a seu Pae (Par do Reino por Carta Regia de 30 de Abril de 1826), 
de que prestou juramento e tomou posse e assento na Camará dos Dignos Pares, em Sessão 
de 9 de Maio de 1846 ; 3.° Sr. Donatário de Ferreiros e Tendaes, de juro e herdade ; 
2." Sr. das Quintas de Maqueija, unidas á Barca da Regoa, de que tinha mercê, também 
de juro e herdade, com dispensa da Lei Mental, por mercê Regia feita por Decreto de 29 
de Março de 1804 ; 22.° Sr. do Morgado de Balsemão, e do de Sá, e das Casas de Toens 
e Leomil, por successão a seu Pae, em 2 de Outubro de 1832 ; 10.° Sr. do Morgado de 
Coreixas, e da Casa da Ermigeira por successão a sua Mãe, a 25 de Maio de 1851. Assen- 
tou praça em 1812 na Brigada Real de Marinha, passou para o Exercito e foi Alferes de 
Cavallaria. Nasc. a 27 de Outubro de 1800, tendo casado em primeiras núpcias, a 8 de 
Fevereiro de 1823, com D. Maria Isabel de Sousa Teixeira de Magalhães e Lacerda, sua 



204 famílias titulares bal 

prima, que nasc. a 9 de Novembro de 1800, e m. a 18 de Agosto de 1839 ; 4,« filha dos 
1.°" Viscondes do Peso da Regoa. da qual não houve geração. Passou a segundas núpcias 
a 27 de Novembro de 1839, com D. Isabel Emilia de Sousa Vahia de Madureira, que nasc. 
a 12 de Fevereiro de 1821; 5.* filha dos 1.°* Viscondes de S. João da Pesqueira, de quem 
também não teve geração. 

A Viscondessa passou a segundas núpcias em 3 de Junho de 1854, com Roberto Gui- 
lherme Woodhouse Barreto de Lencastre, Addido honorário á Legação de Portugal em 
Londres ; Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiío da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa, que nasc. a 9 de Setembro de 1828. 

A Sr." D. Isabel Emilia de Sousa Vahia de Madureira perdeu o direito de usar do 
titulo do seu primeiro marido, visto não se lhe haver concedido Alvará de confirmação do 
titulo e honras de Viscondessa de Balsemão, sem embargo de haver passado a segundas 
núpcias, como é de antigo estylo e praxe da Corte, sempre observado com Sr."' titulares 
em idênticas circumstancias, cujos Jjjtulos lhe provieram pelo seu consorcio. 

SEUS PAES 

Luiz Máximo Alfredo Pinto de Sousa Coutinho, '2.° Visconde de Balsemão de juro e 
herdade, com honras de Grande que competem aos Condes d'este Reino ; Par do Reino 
por Carta Regia de 30 de Abril de 1826, de que não achamos data da posse ; do Conselho 
da Rainha D. Maria i, e de El-Rei D. João vi; 2.° Sr. dos Ferreiros e Tendaes, de juro e 
herdade; 1.° Sr. das Quintas de Maqueija, unidas por mercê Regia (Decreto de 29 de 
Março de ISOâ) á Barca da Regoa, também de juro e herdade, com dispensa da Lei Men- 
tal ; 21." Sr. do Morgado de Balsemão e do de Sá, e das Casas de Toens e Leomil, bem 
como da Capella da invocação da Santíssima Trindade, instituída na Sé de Lamego por 
Álvaro Pinto da Fonseca, em 19 de Abril de 1361, e ora unida ao dito Morgado e d'elle 
fazendo parte, em virtude de mercê Regia feita por Decreto de 4 de Novembro de 1797 ; 
Fidalgo da Casa Real (Alvará de 4 de Outubro de 4784), por successão a seus maiores; 
Moço Fidalgo com exercício no Paço (Alvará de 7 de Maio de 1789), accrescentado a 
Fidalgo Escudeiro (Alvará de 3õ de Dezembro de 1799); Alcaide-mór de Castello Mendo; 
Commendador de S. Miguel de Lordêllo do Ouro, na Ordem de Chrísto, por transferencia 
da Commenda e Alcaidaria-mór da Villa do Cano, da Ordem de S. Bento d'Aviz, que 
passou para seu irmão Ayres Pinto de Sousa Coutinho (V. adiante); Cavalleiro de devoção 
da Sagrada Ordem de S. João de Jerusalém, de Portugal ; Guarda-mór do Real Archivo 
da Torre do Tombo, em 1803 ; Executor da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa ; Ins- 
pector da Agricultura do Reino ; Sócio effectívo da Academia Real das Sciencias de Lisboa ; 
e Sócio honorário da Academia Real de Madrid ; Bacharel formado em Philosophía pela 
Universidade de Coimbra; Capitão de Cavallaria do 2.° Regimento de Castello Branco; 
promovido em 1799 a Sargento-mór do 2.'' Regimento de Infanteria (n." 18) do Porto, e 
depois Tenente-Coronel reformado do Exercito. 

Achando-se o Visconde, por occasião da segunda invasão franceza, em uso de licença 
militar, na sua casa da Cidade do Porto, succedeu que os briosos e heróicos habitantes 
d'aquella cidade, sempre intrépidos defensores da independência nacional, foram os primei- 
ros que a 9 de Junho de 1808, desfraldando a bandeira portugueza, se sublevaram contra o 
jugo e domínio das hostes de Napoleão i ; elegendo a 18 de Junho de 1808, uma Junta Provi- 
sional do Governo Supremo, composta do Bispo da Diocese, Dom António José de Castro, 
constituído em Presidente, e dos Vogaes, Manuel Lopes Loureiro, provisor do Bispado ; José 
Dias d' Oliveira, Vigário Geral ; José de Mello Freire, Juiz da Coroa ; Luiz de Sequeira 
Ayala, Desembargador dos Aggravos da Casa da Relação ; António da Silva Pinto, Sai-gen- 



iJAL E GRANDES DE PORTUGAL 205 

lo-mór; João Manuel deMariz, Capitão d'Artilheria, e dos cidadãos Manuel Ribeiro Braga, 
e António Matiíeus Freire d'Andrade, sendo os dois primeiros por parle do clero, os segun- 
dos pela magistratura, os terceiros pela milicia, e os dois últimos por parte do povo. No 
dia seguinte, 19, a Junta publicou o seu manifesto, proclamando a independência do legitimo 
Governo de Portugal, e abolida e exterminada a oppressão franceza. 

O grito do Porto, similhante á acção da electricidade, repetiu-se nas Províncias do 
Minho e Trás-os-Monles ; as forças francezas, ás ordens do General Loison, apressavam-se 
em reprimir a sublevação, e a Junta Provisional em armar o povo, e preparar-se para a 
defensiva. — (Soriano, Ilist. da Guerra Civil em Portugal, 2." Época, T. i, pag. 256 e 312.) 

O Visconde de Balsemão uniu-se desde logo aos sublevados, e foi pela sobredita Junta 
Provisional escolhido para conjunctamente com o Desembargador dos Aggi-avos, João de 
Carvalho Mártens da Silva Ferrão, na qualidade de seus Delegados, irem em missão poli- 
ica a Londres dar conta da sublevação portuense e do estado geral do paiz ao represen- 
mle de Portugal ali residente. Dom Domingos António de Sousa Coutinho (depois Conde 
lo Funchal), e ponderar-lhea grande íalta de armamentos e munições de guerra, de que 
carecia para armar o povo, e de este e o exercito nacional serem coadjuvados com 
forças estranhas, para sacudir de todo o paiz o exercito e poder de Napoleão, tarefa em 
[que o mencionado representante também lidava, e de que o Governo Britannico deu a 
*ortugal o mais solemne testemunho de amisade e alliança, enviando consideráveis forças 
Ke terra e mar. 

Nasc. o 2.° Visconde em Falmouth, e ali foi baptisado a 30 de Maio de 1774; m. 
ia cidade de Lamego a 2 de Outubro de 1832, havendo casado a 8 de Janeiro de 1800, 
)m sua prima em 1." grau, D. Maria Rosa Alvo Brandão Perestrello d'Azevedo, condeco- 
rada com a Ordem de S. João de Jerusalém, de Portugal ; O."* Sr." dos Morgados de Co- 
reixas (Alvo-Godinho) ; da Casa da Ermigeira, em Torres Vedras (Perestrellos) ; do 
Morgado de Brandões, no Porto (Diogo Brandão, Contador da Comarca do Porto por 
mercê de D. João i). Nasc. a 28 de Novembro de 1780, em. a 25 de Maio de 1851; 
filha única e herdeira de José Alvo Brandão Perestrello Godinho Pereira d'Azevedo, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real ; Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; Tenente-Coronel de 
Cavallaria do Exercito; Sr. dos Morgados e Casa acima referidos; 8." Sr. da Casa e 
Honra de Perozello, seu Padroeiro, e de Santo Eloi da Porta ; e de sua mulher D. Isabel 
Francisca de Sousa César e Lencastre, filha de Francisco Filippe de Sousa da Silva Alco- 
forado, Moço Fidalgo com Exercício no Paço ; Sr. da Casa de Villa Pouca, em Guimarães, 
e da de Bordônhos ; Familiar do Santo Officio (Carta de 25 de Junho de 1726); e de sua 
mulher D. Rosa Maria de Viterbo e Lencastre, filha dos 3.°' Viscondes d'Asseca. 

1.° Luiz José. — Foi o 3." Visconde de Balsemão; Par do Re-no. Casou duas vezes, sem de 

ambas deixar geração. (V. acima. J 
2.° D. Maria Emília. — Nasc. a 11 de Setembro de 1801, e m. no Porto a 29 de Junho de 

1874, havendo casado em 1822 com José de Lemos Malheiro de Mello e Vasconcellos, 

Fidalgo da Casa Real ; Sr. do Morgado de Veludo. — Sem geração. 
S." Vasco Pinto. — Foi o 4.» Visconde de Baisnmão ; Par do Reino. Casou com D. Maria da 

Penha Perestrello da Costa Sousa de Macedo, condecorada com a Ordem de S. João de 

Jerusalém, de Roma. — Com geração. (V. acima.) 
4° José Alvo. — Nasc. a 1 de Março de 1804, e m. a...; foi Offlcial da Armada Nacional. 

Casou a 21 de Junho de 1833, com D. Maria Brigida de Sá Nogueira, filha do Faustino 

José Lopes Nogueira de Figueiredo, Fidalgo da Casa Real; Alcaide-mór de Cadaval, etc. ; 

e de sua mulher D. Francisca Xavier Godinho de Sá Mendonça de Cabral da Cunha 

Godinho, que nasc. a 31 de Agosto de 1813, e m. a 19 de Março de 1876. (V. Si 

(fn Bandeira.) 



206 FAMÍLIAS TITULARES BAL 

FILHOS 

1.0 D. Maria Rosa. — Nasc. a 22 de Março de 1834. 

2.° Luiz Alfredo. — Nasc. a 22 de Abril de 1835. 

3." Eduardo Augusto. — Nasc. a 3 de Setembro de 1837; actual Secretario Geral 

do Governo Geral da índia. 
i o T\ \i A (^Solteiras. Residem no Convento da Encarna- 

4. U, MARIA AUGUSTA. \-ir» jj» j/-kj i 

K „ T» c . . D ri Çao das Commendadeiras da Ordem de 

o." D. Francisca da Purificação. / o n t (\'k ■ 

5.° D. Eulália Ernestina. — Nasc. a 6 de Janeiro de 1806, e m. em Lisboa a 22 de Dezem- 
bro de 1875, havendo casado a 25 de Dezembro de 1834, com seu primo em 1.° grau, 
Manuel de Mendonça Cardoso Figueira d'Azevedo Pinto de Sousa, do qual foi segunda 
mulher, que nasc. a 15 de Julho de 1802; Moço Fidalgo com exercício no Paço; Sr. 
do Morgado de S. Cosmado, e de Granjal ; Alcaide-mór da villa do Cano, e Commen- 
dador do Cano na Ordem de S. Bento d'Aviz ; Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora 
da Conceição de Villa Viçosa ; Tenente-Coronel aggregado ao Regimento de Milícias de 
Arouca. 

FILHO 

Manuel Maria de Mendonça. — Casado com D. Maria Rita Gorjão. 

NB. Ignoro se tem geração. Recusou-se a indicar os Paes de sua esposa, e 
dar-nos outras noticias de famHia, que solicitamos por uma attenciosa 
carta. 

6.0 Eduardo Augusto. — Nasc. a 17 de Maio de 1808. Foi Official de Cavallaria do Exercito; 
casou com D. Maria Anna Pereira. 

FILHOS 
1.0 D. Maria Rosa. 
2.*> D, Henriqueta. 

SEUS AVOS 

Luiz Pinto de Sousa Coutinho, 1." Visconde de Balsemão, de juro e herdade, com 
honras de Grande do Reino, que competem aos Condes, dispensada duas vezes a Lei 
Mental ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus maiores ; Conselheiro 
d'Estado ; Ministro e Secretario d'Estado dos Negócios do Reino, da Guerra e dos Es- 
trangeiros; í.° Sr. de Ferreiros e Tendaes, de juro e herdade, em recompensa dos ser- 
viços prestados na direcção, expedição e negociações relativas ao Exercito portuguez que 
tomou parte na Campanha do Roussillon (Decretos de 17 d' Abril de 1792, e 15 de Maio 
de 1796); 20.° Sr. do Morgado de Balsemão, em virtude da renuncia feita por seu irmão 
primogénito, e dos Morgados e Casas de Sá, Toens e Leomil, bem como da capella sob a 
invocação da Santíssima Trindade, instituida na Sé de Lamego por Álvaro Pinto da Fonseca; 
Sr. da Casa de Balsemão, que por falta de successão directa se achava devoluta na Coroa, 
e de que, em attenção a Luiz Pinto ser o 6:" neto de Ayres Pinto de Sousa, irmão do referido 
instituidor, o Príncipe Regente D. João vi lhe fez mercê por Decreto de 4 de Novembro 
de 1797, para ficar incorporada nos bens do Morgado de Balsemão ; Alcaide-mór da villa 
do Cano, e Commendador da respectiva Commenda na Ordem de S. Bento d'Aviz ; Enviado 
Extraordinário e Ministro Plenipotenciário na Corte de Londres, logar que exerceu por 
espaço de 9 annos até ser chamado para Ministro d'Estado; Plenipotenciário por parte de 
Portugal, para ajustar o tratado de Paz (de Badajoz) entre a França, Hespanha e Portugal 
em 1801 ; Commissionado para a entrega da Infanta de Portugal D. Marianna Victoria, que 
casou com o Infante de Hespanha D. Gabriel, e para receber a Infanta de Hespanha 
D. Cariota Joaquina, esposa do Príncipe Regente, depois El-Rei D. João vi ; Capitão-General 
e Governador da Capitania de Matto Grosso ; Director dos Estudos estabelecidos no Mos- 
teiro de S. Vicente de Fora ; Cavalleiro da Insigne Ordem do Tosão de Ouro ; Gran-Cruz 
da Ordem de S. Bento d'Aviz ; Tenente-General do Exercito. 

O Visconde de Balsemão foi conceituado como hábil estadista e bom politico, e a 



M 



BAL E GRANDES DE PORTUGAL 207 

: 1 

esse conceito deveu a Envialura de Londres, e o ser chamado em 1785 aos Conselhos da 
Coroa, como Ministro dos Negócios da Guerra e Estrangeiros: foi laborioso e sobre modo 
difficil o desempenho d'estes dois últimos cargos, no periodo em que os exercera ; a historia 
lhe aferirá o verdadeiro logar que, ou como poHtico ou como estadista, lhe possa caber. 

Nasc. na villa de Leomil a 27 de Novembro de 1735, e m. em Lisboa a 14 de 
Abril de 1804, havendo casado a 21 d'Agosto de 1767, com D. Catharina Michaela de 
Sousa César de Lencastre, que nasc. a 29 de Setembro de 1749, e m. a 2 de Janeiro de 
1824, filha de Francisco Filippe de Sousa da Silva Alcoforado, Fidalgo da Casa Real ; Sr. 
da Casa de Villa Pouca em Guimarães; Familiar do Santo Officio; e de sua mulher D. Rosa 
ária Viterbo de Lencastre, filha dos 3.*** Viscondes d'Asseca. 

A Sr." Viscondessa de Balsemão foi dama mui illustrada, e laureada poetisa; parte 
dos seus escriptos conservam-se inéditos, mas ha publicados alguns sonetos e apologos que 
revellam o seu elevado talento poético. 

1.° Luiz Máximo. — Foi o 2.° Visconde de Balsemão; Par do Reino; Guarda-mór do Archivo 
da Torre do Tombo. Casou com sua prima D. Maria Rosa Alvo Brandão Perestrello con- 
decorada com a Ordem de S. João de Jerusalém ; 9." Sr." dos Morgados de Goreixas, 
no termo de Penafiel e da Ermigeira, no de Torres Vedras. — Com geração. (V. acima.) 

2.0 Ayres Pinto. — Fidalgo da Casa Real ; Moço Fidalgo accrescentado a Fidalgo Escudeiro 
(Alvará de 5 de Abril de 1799) ; do Conselho d'El-Rei D. João vi ; Governador e Ca- 
pitão-General do Estado do Maranhão ; Conselheiro do Conselho Ultramarino ; Gover- 
nador das Justiças e Casa da Relação do Porto ; Alcaide-mór da Villa do Cano, e Com- 
mendador da Commenda do Cano na Ordem de S. Bento d'Aviz ; Brigadeiro do Exercito. 
Casou no anno de 1800, com D. Maria do Carmo Carolina de Mendonça Cardoso Figueira 
d'Azevedo, filha e herdeira de Manuel Cardoso de Mendonça Figueira. Moço Fidalgo 
com exercicio no Paço; Alcaide-mór de Cambezes; Sr. do Morgado de Granjal e outros; 
e de sua mulher, D. Margarida Felicianna Teixeira de Magalhães e Lacerda. 

FILHOS 
1.0 D. MarIa Luiza. 
2.0 Manukl de Mendonça. — Moço Fidalgo com exercicio no Paço. Casou com 

sua prima D. Eulália Ernestina Pinto de Balsemão, que foi sua segunda 

mulher, filha dos 2.°» Viscondes de Balsemão. Falleeido. — Com geração. 

(V. acima.) 
3.0 D. Sophía Angelina. 
4.0 Atres Pinto. — Moço Fidalgo, por Alvará de 26 de Julho de 1813 ; casou 

cora D. Maria Auta de ... , Açafata da Rainha D. Carlota Joaquina, 

Falleeido. — Com geração. 

3.0 D. Emília Henriqueta. — Nasc. a 11 de Agosto de 177S, e m. a 5 de Novembro de 1850. 
Viscondessa de Torre Bella, pelo seu casamento a 22 de Outubro de 1792, com Fer- 
nando José Corroa Brandão Henriques de Noronha, l.o Visconde de Torre Bella. — Com 
geração. (V. Torre Bella.J 

4.0 D. Maria Felicidade. — Casou em Janeiro de 1800, com Dom Bento Corrêa, Marquez de 
Moz ; Conde de São Bernardo ; Grande de Hespanha, de 1.» classe ; Gentil-Homem da 
Camará de D. Fernando vii, Rei de Hespanha. — Com geração. 

5.0 D. JosEPHA Adelaide. — Casou com seu primo José Guedes de Magalhães Osório, Moço Fi- 
dalgo com exercicio no Paço ; Sr. dos Morgados de Santa Comba, Arègos e outros. — 
Com geração. 

6.0 D. Augusta Mathilde. — Nasc. a 16 de Março de 1790, e m. a 7 de Dezembro de 1855, 
havendo casado com Gonçalo Barba Alardo de Menezes Barros e Lencastre, Moço Fi- 
dalgo com- exercicio no Paço ; Alcaide-mór de Leiria ; Sr. dos Morgados da Romeira e 
Sirol, do de Real e Galdellas, em Braga, dos da Ribeira de Litem, Amoreira, etc. — 
Com geração. (V. Amparo.) 

BISAVÓS 

Alexandre Luiz Pinto de Sousa Coutinho, natural da freguezia de S. Faustino do Peso 
da Regoa, Comarca de Sobre-Tamega ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de i 8 de 
Março de 4706); Mestre de Campo dos Auxiliares da Comarca de Lamego; Familiar do 



208 FAMÍLIAS TITULARES BAN 

Santo Officio (Carla de 15 d' Abril de 1748); 19.° Sr. do Morgado de Balsemão. M. a 
.22 de Julho de 1763, e foi casado com D. Josepha Marianna Magdalena Pereira Coutinho 
de Vilhena, sua parenta, filha e herdeira de José de Sá Coutinho, Fidalgo da Casa Real; 
Cavalleiro professo na Ordem de Christo; Capitão-mór da villa de Leomil; Sr. do Mor- 
gado de Sá ou de Leomil; e de D. Josepha Maria Coutinho d'Alarcão, Sr." da Quinta 
da Lomba em Vizeu, como herdeira de Dionysio Cabral de Gouvôa. 

IFIIiHIOS 

i.° José Luiz Pinto. — Primogénito, que ainda em vida de seu Pae, por termo de 23 de Outu- 
bro de 1759, fez renuncia dos seus direitos ao Morgado de Balsemão, a favor de seu 
irmão, 2.° genito. Foi Cavalleiro da Sagrada Ordem de S. João de Jerusalém, e m. muito 
novo e ainda em vida do Pae. 

2.° Luiz Pinto. — Foi o 1.° Visconde de Balsemão, Ministro e Secretario d'Estado ; Enviado 
Extraordinário ; Ministro Plenipotenciário : casou com D. Catharina Michaela de Sousa 
e Lencastre. — Com geração. (V. acima.) 

3.° (B.) João Pinto. — Filll» natural legitimado ; teve o foro de Fidalgo Cavalleiro, e foi Ca- 
valleiro do Habito de Christo ; Alferes do exercito do Estado da índia (Decreto de 
Maio de 1748). 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, de Juro e herdade, dispensada duas vezes a Lei Mental — Decreto de 14 de Agosto de 1801. 

— (D. Maria I.) 
Verificação no 2." Visconde — Decreto de 13, e Carta de 28 de Maio de 1802. 
Verificação no 3.° Visconde — 

Sr. de Ferreiro e Tendaes — Decreto de 17 de Abril de 1792. 
Sr. de juro e herdade — Decreto de 13 de Maio de 1796. 

BirazêLo d.' Armas. — Um escudo ; em campo de prata cinco crescentes vermelhos 
em aspa. — Timbre — um leão de prata com a lingua e unhas vermelhas, tendo na espadoa 
um crescente. 

BRAZÃO concedido a Luiz Pinto, filho d'Alvaro Pinto, e bisneto de Pêro Vaz Pinto, todos fidalgos ; dado 
em Lisboa a 3 de JunhQ de 1S14. (Arch. da T. do T., Liv. VI dos Místicos, fl. 126.) 




BAMBERG (Barão). — Félix Bamberg, 1." Barão de Bamberg, em sua vida; súbdito 
alemão, e Cônsul Geral da Alemanha em Paris. 

NB. Não podemos alcançar as informações convenientes; esperamos fazer menção mais ampla no 
Supplemento. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão, em sua vída — Decreto de 21 de Dezembro de 1872. — (D. Luiz I.) 




BANHO (Visconde). — Thomaz Ignacio Girão de Moraes Sarmento, 2.° Visconde do 
Banho, em sua vida. Nasc. a 19 de Maio de 1819; succedeu no titulo e Casa a seu Pae 
em 16 d'Abril de 1840. 



BAN E GRANDES DE PORTUGAL 209 



r 



NB. Apesar de repetidas instancias, dirigidas para Rio de Moinhos, residência habitual do Visconde, afim 
nos indicar as alterações havidas na sua família, depois de 4 de Dezembro de 1861, época dos nossos 
timos apontamentos a tal respeito, nem sequer lhe merecemos resposta. 



SEUS I»A.ES 



Alexandre Thomaz de Moraes Sarmento, 1.° Visconde do Banho, em sua vida; Par 
do Reino por Carta Regia de 1 de Setembro de 1834, de que prestou juramento e tomou 
posse na Gamara dos Dignos Pares, em Sessão de 28 de Janeiro de 1835 ; Fidalgo Caval- 
leiro da Casa Real (Alvará de 9 de Junho de 1824); do Conselho de S. M. F. ; Gommen- 
dador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Gran-Cruz da Real Ordem 
Americana de Isabel a Catholica de Hespanha ; condecorado com a Medalha por 2 Campa- 
nhas da Guerra Peninsular; Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário de S. M. 
na Corte de Madiid, em 1834, e encarregado de negociar o reconhecimento do Governo 
ie S. M. F. n'esta Corte ; Membro da Junta Provisória do Governo do Reino em 1828 (no 
orlo), e depois nomeado para ir na Deputação ao Rio de Janeiro como Conselheiro de Le- 
ção ; Deputado da Nação ás Cortes de 1820, ás de 1822, e pela província da Beira ás de 
826 ; Desembargador da Casa da Supplicação, com exercício na Relação e Casa do Porto ; 
rocurador Fiscal das Mercês; Provedor do Concelho de Moncorvo; Corregedor da Co- 
arca de Villa Real em 1816 ; assentou praça no corpo Académico em 1808, por occasião 
a Guerra Peninsular. Nasc. na cidade da Bahia a 11 d'Abril de 1786, e m. a 16 d' Abril 
e 1840, tendo casado a 10 de Maio de 1816, com D. Maria dos Prazeres Girão de Sousa 
Mello, Dama da Ordem das Damas Nobres de Maria Luiza de Hespanha, que nasc. a 
3 d'Abril de 1803, filha e herdeira de Seraphim Girão de Sousa e Mello, que nasc. em 
1764, e m. a 10 d'Abril de 1806, e de D. Luiza Adelaide de Magalhães Coutinho da Motta. 

1.° Thomaz Ignacio. — Actual 2. <* Visconde do Banho, em sua vida. Não succedeu no Pariato. 
2." D. Luiza Adelaide. — Nasc. a 21 de Setembro de 1821, e m. a 13 de Novembro de 1835. 
3." Serafim de Sousa, ^r Nasc. a 8 de Setembro de 1822. ' 

4." D. Maria MagdaleÍía. — Nasc. a 15 de Novembro de 1824. 
5.** D. Margarida dos Prazeres. — Nasc. a 30 de Maio de 1826. 
6.0 D. Perpetua Beatriz. — Nasc. a 10 de Abril de 1835. 

NB. É bem de suppôr que alguma d'estas senhoras casasse e tivesse geração, e bem assim 
que o 2." filho tenha alguma habilitação litteraria, emprego, etc. etc. ; porém ante a 
recusa do Visconde, ficaram inutilisados todos os nossos desejos e esforços. 

SEUS AVOS 

Thomaz Ignacio de Moraes Sarmento, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 30 
de Novembro de 1803); Desembargador da 4." Casa dos Aggravos da Supplicação; Procura- 
dor da Fazenda do Ultramar ; Deputado da Junta do Sereníssimo Estado e Casa de Bragança; 
Desembargador da Relação e Casa do Porto ; Desembargador na Relação da Bahia ; Juiz 
de Fora da villa de Cascaes ; Bacharel formado em Cânones ; habilitado para os togares 
de letras por Despacho do Desembargo do Paço de 23 de Julho de 1775. Nasc. na villa de 
Moncorvo em 1750. 

1.° Alexandre Thomaz. — Foi o 1.° Visconde do Banho; Par do Reino; Fidalgo Cavalleiro 
da Casa Real. Casou com D. Maria dos Prazeres Girão de Sousa e Mello. — Com ge- 
ração. (V. acima.) 

2.0 Christovão Pedro. — Foi o 1.° Visconde e 1." Barão da Torre de Moncorvo; Par do 
Reino ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; casou em primeiras núpcias com D. Carlota 
Amélia Jordan, e em segundas com sua cunhada D. Carolina Guilhermina Jordan. — 
Com. geração d'ambos os consórcios. (V. Anadia, Moraes Sarmento, Torre, e Torre de 
Moncorvo.) 

27 



m famílias titulares bar 

NB. Foram declarados filhos naturaes legitimados quando se lhes concedeu o foro de Fidalgos 
Cavalieiros da Casa Real, por Alvarás de 9 de Junho de 1824, e o Visconde do Banh9 
já o havia sido antes, quando, em Janeiro de 1810, lhe foi dispensada a habij|j^^ 
para lêr no Desembargo do Paço. 

Apolinário Luiz Domingues, natural do logar de Urros; Bacharel, que parece exer- 
cera a profissão de Advogado na villa da Torre de Moncorvo ; Familiar do Santo OíTicio ; 
casado com D. Maria José de Moraes Sarmento, natural da mesma villa, filha de Domingos 
Gomes de Magalhães, e de sua mulher D. Anna de Moraes. 

Thomaz Ignacio. — Foi Desembargador das Relações da Bahia e Porto, e da Casa da Suppli- 
cação, etc. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se foi o primogénito, e se houve mais descendentes. 

•^. 

TERCEIROS A.VOS • 

Apolinário Luiz Teixeira, proprietário, natural do logar de Urros, casado com 
D. Anna Domingues, natural do logar de Massôres, moradores em Moncorvo ; lavradores 
honrados, que sempre viveram de suas fazendas, e nunca exercitaram officios mechanicos, 
conforme se declara na respectiva habilitação do Santo OíBcio. 

Apolinário Luiz. — Bacharel. Casou com D. Maria José de Moraes Sarmento. — Com geração. 

(V. acima.) 
NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 21 de Julho de 1835. — (D. Maria II.) 

Renovado no 2.° Visconde — Decreto de 5 de Agosto de 1840. — (D. Maria II.) 




BARBOZA RODRIGUES (Barão). — Titulo extincto. — Francisco Barboza Rodrigues, 
1.° Barão de Barboza Rodrigues, em sua vida; Commendador das Ordens de Christo e de 
Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; negociante de grosso tracto na Província de 
Angola ; Presidente da Associação Commercial da Cidade de S. Paulo de Loanda, e por 
varias vezes Presidente da Camará Municipal da mesma Cidade, e Membro do Conselho 
do Governo Geral. Nasc. a 21 d'Agosto de 1809, e m. a 4 de Setembro de 187S, havendo 
casado em 1867 com D. Maria das Dores Alves Barboza, filha de José Maria Alves e de 
D. Jacintha do Carmo, que nasc. na villa do Barreiro a 21 de Maio de 1838. 

A Baroneza passou a segundas núpcias em 1877, na cidade de Loanda (província de 
Angola), com Miguel de SanfAnna Pereira de Mello, e por tal motivo perdeu o direito a 
usar do titulo do seu primeiro marido, visto não se lhe haver concedido Alvará de confir- 
mação do titulo e honras de Baroneza de Barboza Rodrigues, sem embargo de haver pas- 
sado a segundas núpcias, como é de antigo estylo e praxe da Corte, sempre observado 
com senhoras titulares, em eguaes circumstancias, quando as honras do titulo lhes provie- 
ram pelo marido. 



BAR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



21T 



Alfredo. — Nasc. a 18 de Março do 1868. 

SEUS PAES 

Lourenço José Vieira, e D. Maria do Carmo Barboza. 

Francisco. — Foi o 1." Barão. 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 1 de Abril de 1872, e Carta de 15 d'Abrii de 1875. — (D. Luiz l. — Regist. no Arch. 
da T. do T.. Liv. 28 de Mercês de D. Luiz I, a fl. 44 v.). 




BARCELLINHOS (Visconde). — jTíYw/o extíncto. — Mmuú José d'01iveira, 1." Vis- 
conde de Barcellinhos, em sua vida; Fidalgo da Casa Real, por successão a seus maiores; 
Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, e filho primogénito do 
1.° Barão de Barcellinhos. Nasc. a 18 de Julho de 1846, e m. a 5 de Novembro de 
1870, havendo casado a 18 de Julho de 1869, com D. Thereza Henriques de Faria Pereira 
Saldanha Vasconcellos de Lencastre, que nasc. a 6 de Março de 1848, 2." filha dos 2.°* 
Condes das Alcáçovas. 

A Viscondessa passou a segundas núpcias a 8 de Fevereiro 
nhado Álvaro Corrêa da Silva Araújo, Fidalgo da Casa Real, 
maiores; Primeiro Tenente d'Artilheria do Exercito, que nasc. a 
2.° filho do segundo matrimonio da 1." Baroneza de Barcellinhos, e actual Viscondessa 
d'Ouguella D. Rita Soares de Oliveira, e de seu segundo marido o 2.° Barão de Barcelli- 
nhos Manuel Corrêa da Silva Araújo, que m. a 5 de Dezembro de 1859. 

A Sr." D. Thereza Henricfues de Faria Pereira de Saldanha Vasconcellos de Lencastre, 
perdeu o direito de usar do titulo do seu primeiro marido, visto não se lhe haver concedido 
Alvará de confirmação do titulo e honras de Viscondessa de Barcellinhos, sem embargo de 
haver passado a segundas núpcias, como é d'antigo estylo e praxe da Corte, sempre ob- 
servado com Senhoras titulares, em iguaes circumstancias, quando as honras do titulo lhes 
provieram pelo marido. 



de 1877, com seu cu- 
por successão a seus 
d'Outubro de 1851; 



212 famílias titulares BAR 

D. Thereza. — Nasc. a 29 de Junho de 1870. 

SEUS I»A.ES 

Manuel José d'01iveira, 1." Barão de Barcellinhos, em sua vida; Fidalgo da Casa 
Real; abastado proprietário no districto de Lisboa e na Ilha da Madeira; capitalista e 
negociante de grosso tracto da Praça do Commercio de Lisboa. Nasc. a 6 de Março 
de 1774, e m. a 11 de Janeiro de 1847, havendo casado a 27 d'Agosto de 1844, com sua 
sobrinha, D. Rita Soares ^'Oliveira, que nasc. a 1 de Dezembro de 1825, filha de Francisco 
José d'01iveira, negociante de grosso tracto da Praça do Commercio do Porto, e proprie- 
tário na mesma Cidade; e de sua mulher D. Miquelina Pereira Soares, íilha de José Pereira 
Soares, e de sua mulher D. Rita Pereira Soares. 

A Baroneza passou a segundas núpcias em 15 de Novembro de 1847, com Manuel 
Corrêa da Silva Araújo, 2.° Barão'"de Barcellinhos, em sua vida; Cavalleiro das Ordens 
de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e de S. Bento d'Aviz; Bacharel formado 
em Mathematica pela Universidade de Coimbra ; Major de Infanteria do Exercito, que 
nasc. a 22 de Dezembro de 1807, e m. a 5 de Dezembro de 1859. — Com geração. 
(V. Ouguella.) 

A Baroneza passou a terceiras núpcias, em 26 de Novembro de 1860, com Carlos 
Ramiro Coutinho, 3.° Barão de Barcellinhos e l.'* Visconde de Ouguella; Ajudante do 
Procurador Geral da Fazenda ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra. 
— Com geração. (V. Ouguella.) 

ifixjUos x)o 1.» 3yc.A-Ti2,i:M:oiNrio 

1.° Manuel José. — Nasc. a 18 de Julho de 1846, e m. a 5 de Novembro de 1870. Foi o 
1.0 Visconde de Barcellinhos; casou com D. Thereza Henriques de Faria Pereira Sal- 
danha e Lencastre. — Com geração. (V. acima.) 

2." D. Miquelina Francisca. — Nasc. a 18 de Junho de 1845, e m. na cidade do Porto, a 15 
de Junho de 1866. Foi casada com José Joaquim Pinto da Silva, actual Visconde de 
Sacavém, proprietário e negociante de grosso tracto da Praça do Commercio de Lisboa. 

— Com geração. (Y. Sacavém.) 

IPIIjSIOS ido 2.» IMI^TI^IIMIOIsriO 

3.0 Alfredo Corrêa. — Nasc. a 17 de Agosto de 1849. Tenente de Cavallaria do Exercito. 

4." Álvaro Corrêa. — Nasc. a 7 de Outubro de 1851. 1.° Tenente de Artilheria do Exercito ; 
casou a 8 de Fevereiro de 1877, com sua cunhada D. Thereza Henriqueta de Faria 
Pereira de Saldanha de Lencastre, Viscondessa de Barcellinhos, viuva de seu irmão ger- 
mano Manuel José de Oliveira, 1." Visconde de Barcellinhos, fallecido em 5 de No- 
vembro de 1870. 

5.° Eduardo Corrêa. — Nasc. a 21 de Dezembro de 1852. Casou com D. Palmira Pimentel 
Maldonado d'Araujo. 

Do 1.° Barão de Barcellinhos 

(B.) D. Maria Lucianna. — Nasc. a 21 de Maio de 1810, e casou a 2 de Junho de 1834, com 
Jorge Croft, súbdito Britannico, 1.° Visconde da Graça, que m. a 26 de Janeiro do 1874. 

— Com geração. (V. Graça.) 

SEXJS AVOS 

Manuel José d'01iveira, proprietário e negociante, casado com D. Francisca Thereza 
Ribeiro, filha de José Francisco Ribeiro, e de sua mulher D. Maria d'Alegria Ribeiro. 



BAR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



213 



l." Manoel José. — Foi o !.° Barão de Barcellinhos, que casou com sua sobrinha D. Rita 

Soares de Oliveira. — Com geração. (V. acima, e Ouguella.) 
2.° Francisco José. — Casou com D. Miquelina Pereira Soares, filha de José Pereira Soares, 
N negociante de grosso tracto da Praça do Commercio da cidade do Porto, e de sua 

mulher D. Rita Pereira Soares. — Com geração. 

NB. Igooro se houve mais descendentes. 

Luiz d'01iveira, proprietário, casado com D. Thereza de Oliveira. 

Manuel José. — Casou com D. Thereza Francisca Ribeiro. — Com geração. (V. acima.) 
NB. Supponho ser o primogénito. Ignoro se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Jarão, em sua vida — Decreto de 3 de Junho de 1841. — (D. Maria II.) 
Ienovado no 2.° Barão — Decreto de 27 de Novembro de 1851. 
Ienovado no 3.° Barão — Decreto de 3 de Fevereiro de 1864. — (D. Luiz I.) 

Slevado a Visconde — Decreto de 13, e Carta de 21 de Agosto de 1868. — (D. Luiz l. — Regitt. no Arch. 
da T. do T.) 

Bi«£izã.o cVAi*ina$$. — Um escudo partido em pala; na primeira as armas dos Oli- 
fveíras — em campo vermelho uma oliveira verde com raizes, perfis e fructos de oiro : a segunda 
esquartellada ; no primeiro escudo as armas dos Ribeiros — em campo verde três faxas de oiro ; 
[no segundo as armas dos Vasconcellos — em campo preto três faxas veiradas e contraveiradas 
|de prata e vermelho. 

BRAZÃO concedido a Manuel José de Oliveira, Barão de Barcellinhos, por Alvará de 9 de Dezembro 
Ide 1841. — (Regist. no Cartório da Nobreza, Liv. 8, fl. 298.) 




RARCELLOS (Duque e Conde de juro e herdade). — Sua Alteza o Príncipe Real, 
Sereníssimo Sr. D. Carlos, Fernando, Luiz, Maria, Victor, Miguel, Raphael, Gabriel, Gonzaga, 
Xavier, Francisco d'Assis, José,,Simão, de Bragança, Saboya, Bourbon, Saxe-Coburgo-Golha. 
Duque de Bragança; Duque e Conde de Guimarães; Duque e Conde de Barcellos, de juro 
e herdade ; Gran-Cruz, Claveiro das Ordens de Christo, e de S. Bento d'Aviz ; Graii-Cruz 



Ui FAMÍLIAS TITULARES BAft 

da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de YiUa Viçosa ; Alferes Honorário do Regi- 
mento de Lanceiros n." 1, de Victor Manuel. 

CREAÇÃO DOS títulos 

Duque de Barcellos — 4 de Agosto de 1562. — (D. Sebastião. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 3 de 

Privilégios, fl. 204.) 
Conde de Barcellos — Dom João Afifonso vi, também dito Affonso Sanches, 8 de Maio de 1298, ou éra de 

1336. — (D. Biniz. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Diniz. Liv. 3, fl. 3.) 
Conde de Barcellos — Dom Martim Gil de Sousa, tio de EI-Rei D. Affonso iv, 15 de Outubro de 1304 ou 

éra de 1342. — (D. Diniz. — i4rc/i. da T. do T.. Chanc. de D. Diniz, Lio. 3, fl. 32.) 
Conde de Barcellos — Dom Pedro Affonso, filho bastardo de El-Rei D, Diniz, 1 de Março de 1314 ou éra 

de 1352. — (D. Diniz. — Arch. da T. do T., Liv. 4 dos Misticos, fl. 176 v., Chanc. de D. Diniz, 

Liv. 3, fl. 86 v.J 
Conde de Barcellos — D. JoEo Affonso, Alferes-mór do Reino, 10 de Outubro de 1357 ou éra de 1395. 

(D. Pedro I. — Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Pedro I, Liv. 1. fl. 15.) 
Conde de Barcellos — Dom João Affonso Telio, 12 de Julho de 1371 ou éra de 1409. — (D. Fernando I. 

— Regist. no Arch. da T. do T., Xlhanc. de D. Fernando, Liv. 4, fl. 5 v.) 
Conde de Barcellos — O condestavel Dom Nuno Alvares Pereira, 8 de Outubro de 1385, éra de 1423. 

{Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. João I, Liv. 1, fl. 76.) 
Conde de Barcellos, de juro e herdade — 4 de Junho de 1449. — (D. Affonso V. — Regist. no Arch, da 

T. do T., Liv. 2 dos Misticos, fl. 204 v.J 

El-Rei D. Sebastião, por Carta de 4 de Agosto de 1562, determinou, que os primogénitos da Casa 
Ducal de Bragança, emquanto não herdassem esta, tivessem o titulo de Duques de Barcellos, e assim tem 
andado incorporado, devendo porém separar-se, logo que os primogénitos da Casa de Bragança tenham 
successão legitima, e não entrarem na posse d'ella sem exclusão de fêmea na falta de varonia. 

Já anteriormente El-Rei D. Affonso v por Carta de 4 de Junho de 1449, determinara que os Duques 
ou Duquezas de Bragança, logo que nascessem, se chamassem Condes e Condessas de Barcellos. 

Todos estes títulos estão hoje incorporados no de Príncipe Real, e Duque de Bragança ; porém, se 
este Príncipe casar e tiver filhos antes de succeder na coroa, o filho ou filha primogénita são desde logo 
Duques e Condes de Barcellos, em virtude das disposições que adiante vão consignadas, e de que nem lodos 
tem noticia. 

A villa de Barcellos gloria-se com razão dos titulos que havemos mencionado, e mui particularmente 
de ser o primeiro condado territorial depois de erecto o reino de Portugal, e hoje incorporado na Casa de 
Bragança. 



DOCUMENTO N." i 

DOM SEBASTIÃO, etc. — A quantos esta minha Carta virem faço saber, que consyderando em o muyto con- 
junto diuido que comigo tem dona Gaterina minha muyto prezada tia filha do Iffante dom duarte meu tyo 
que santa gloria haja, e a eu ter ora asentado com a graça de nosso Senhor ella auer de casar com dom 
Joham meu muyto amado e prezado sobrinho, filho primogénito e erdeiro de dom Theodozio duque de bragança 
(era o 5." Duque) meu muyto amado e prezado sobrinho e auendo respeyto aos grandes merecimentos e ser- 
viços daquelles de quen o dito dom Joham descende, e aos que espero que a mim faça £y por bem e lhe faço 
mercê do titulo de duque da villa de barcellos^ de juro para elle e todos seus descendentes barões lydimos 
filhos primogénitos do posuydor da casa de bragança segundo forma da ley mental, e quero e me praz que 
logo o dito dom Joham se posa chamar e chame duque de barcellos, e que tanto, que ao posuydor da dita 
casa de bragança nascer filho barão lydimo e fôr baptisado logo se chame duque de barcellos de maneira 
que o que posuyr a casa seja e se chame duqtie de bragança conforme as suas doações e o erdeiro d'ella forçado 
e que não posa nascer que lho tire se chame e seja duque de barcellos em quanto não erdar a dita casa de 
bragança, e sendo caso que dante o dito dom Joham e dona Gaterina minha muyto prosada tia nasça filho 
barão em vida do dito duque dom Theodosyo ey por bem e me praz fazer-lhe merco por esta do titulo de 
duque de hum lugar que lhe o dito duque seu avô der o qual titulo de duque do tal lugar, o filho do dito 
dom Joham e da dita dona Gaterina somente terá em quanto o dito dom Joham seu pay nào soceder na casa 
e titulo de duque de bragança porque tanto que o soceder se hade chamar e chamará duque de barcellos, 
segundo forma d'esta carta e da mercê que por ella lhe faço, os quaes titulos ey por bem que huns e outros 
tenham e ajão como acima se contem com todas as insinias honras prebeminencias perogativas auto- 
ridade privilegyos graças isenções lyberdades mercês e franquezas que hão e tem e de que usão e sempre 
usaram os duques d'estes Reynos e asy como de direito uso e costume antigo lhes pertence e por certidão 
dello lhe mandey dar esta carta por mym asynada e sellada com o meu sei lo de chumbo, dada na cidade 
de Lixboa aos quatro dias do mez de Agosto. Pantalião Rebello a fez anno do nacimento de noso senhor 
Jeshu christo de 1562. — (Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. do Sr. Rei Dom Sebastião, Liv. 3 de Pri- 
vilégios, fl. 204.) 

JVB. Na Historia Genealógica vem errada a data e citação do livro de Registo. 



BAR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



215 



DOCUMENTO N."* 2 

DOM AFFONSO, pella graça de Deus Rey de Portugal e do Algarve Senhor de Çepta. — A quantos esta 
carta virem fazemos saber que consirando nos o grande diuido que com nosco ha dôm affonso filho d'el-rey 
dom Joham meu avoo da gloriosa memoria meu muyto amado e presado tio duque de bragança e conde de 
barcellos e sua bomdade e lealdade e os muytos e grandes serviços que nos feito tem e a nosos Reynos E 
ao diante esperamos aveer deli e de seus deçemdemtes Receber querando lhe galardoar em alguma parte cõ 
mereece como a abõo Rey e altos primcepes pertence fazer a semelhantes pessoas de nosso moto próprio poder 
absoluto que nos Deus deu queremos E outorgamos-lhe deste dia para para todo sempre por memoria delle 
que aquelle que delle deccmder que herdeyro for em suas terras tanto que o dito meu tio desle mundo fa- 
lecer loguo sem mais outra solenidade nem cerimonia seia o se chame duque de bragança e conde de barcellos 
E assy dhy em diante tamto que o decemdente do dito meu tio quo o dito ducado e comdado tiver se finar 
logo o seu filho mayor que esto soceder seia E se chame duque e conde como dito lie e vindo o caso que 
Deus defenda que hy nom aja baram seu decemdente a nos praz que a filha decendemte delle que soboeder 
as ditas terras segundo a forma de suas doações seja duquesa e comdessa delias pella dita guisa Em testemu- 
nho dello lhe mandamos dar esta nossa carta asynada per nos e assellada do nosso sello de chumbo damte 
a nossa muy nobre e sempre leal cidade de Lixboa a quatro dias de Junho, martim gill a fez annp do na- 
cimento de nosso senhor Jhu xpõ de mjU e iiii Bix (1449). — (fle^ísí. no Arch. da T. do T., Liv. 2 dos Mis- 
icos^ fl. 204 i'.) 




BARREIRO (Viscondessa). — D. Anna Joaquina Pereira de Mello, 1.» Viscondessa 
do Barreiro, natural da cidade do Campo de Goytacazes, Império do Brazil; filha de José 
Cardoso Pereira Lobo, abastado proprietário na predita cidade, súbdito brazileiro, e de 
sua mulher D. Maria Escholastica Joaquina Rosa, que nasc. a 26 de Fevereiro de 1816, e 
casou em 1832. 

VIUVA. DE 

Francisco da Silva Mello Soares de Freitas, 1." Visconde do Barreiro, em sua vida; 
do Conselho d'El-Rei D. Luiz i ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de il de Junho 
de 1863) ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa; ca- 
pitalista e abastado proprietário no Districto Administrativo de Lisboa, e na antiga pro- 
vincia do Alemtejo, onde era possuidor de bastantes herdades, sendo entre ellas as que 
outr'ora constituiram o Morgado de Vendas Novas, da Casa dos Marquezes de Pombal. Foi 
Deputado da Nação na Legislatura de 1865-68. 

Achava-se habilitado com o curso de preparatórios, para ser admittido á matricula 



216 famílias titulares BAR 

do primeiro anno da faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, no anno lectivo 
de 1827-28, quando teve de abandonar a carreira lilteraria a que se destinava, sendo obri- 
gado a emigrar para o Brazil, em virtude das dissidências politicas do paiz, durante 
aquelle anno e seguintes. 

Na cidade do Campo de Goytacazes, estabeleceu-se como Advogado por Provisão, e 
ali exercitou a nobre profissão da advocacia, tão dislinctamente, que adquiriu dentro de 
pouco tempo a reputação de homem intelligente, perspicaz, honesto e laborioso, e por este 
meio alcançou considerável fortuna, augmentada pelo seu casamento. 

Regressando a Portugal, de combinação com alguns amigos, que também haviam 
adquirido avultadas fortunas no giro do commercio do Brazil, e na Africa Occidental (taes 
eram os Srs. António Gomes Brandão, hoje Visconde de Garregoso ; Thoraaz da Costa 
Ramos, proprietário, capitalista e negociante de grosso tracto da Praça do Commercio de 
Lisboa ; João Pedro da Costa Coimbi'a, também proprietário, capitalista e negociante de 
grosso tracto da* mesma Praça ; e Jqgé Gonçalves Franco, capitalista e banqueiro na Praça 
de Lisboa (estes dois últimos já fallecidos), aos quaes depois se ajuntara o Sr. José Ro- 
drigues Penalva, ora Visconde de Penalva d' Alva), constituíram exclusivamente entre si 
sociedade mercantil, e companhia anonyma, sob a designação de Companhia Nacional de 
Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo, com o intuito de serem os primeiros que levassem 
a eíFeito, sem auxilio pecuniário alheio além do seu credito individual, a construcção da 
via férrea do Barreiro a Vendas Novas, na distancia de 57 kilometros, com um ramal para 
a cidade de Setúbal, na extensão de 13 kilometros; cujo caminho de ferro depois de viável, 
trespassaram ao Governo de S. M. F., pelo preço médio de 13:500^000 réis cada kilometro, 
por contracto de 5 d' Agosto de 1861, approvado e confirmado pela Carta de Lei de 10 
de Setembro do mesmo anno. 

Nasc. na cidade de Aveiro, a 15 de Março de 1811, e m. em Lisboa, no seu palácio 
da Junqueira, a 30 de Junho de 1877. 

1.0 José da Silva. —Nasc. a 3 de Setembro de 1823. Fidalgo da Casa Real, por successão 
a seus maiores ; Bacharel formado em Direito, pela Universidade de Coimbra ; Addido 
Honorário de Legação ; Cavalleiro da Real Ordem Americana de Isabel a Catholica de 
Hespanha. Casou a 2 de Setembro de 1868, com sua prima D. Anna Albertina Cân- 
dida de Mello, que nasc. a 7 de Dezembro de 1847, e m. a 26 de Janeiro de 1876; 
filha única de Manuel Luiz da Silva Guimarães, negociante e abastado proprietário no 
districto de Aveiro, e de sua mulher D. Joanna Cândida de Mello Guimarães. — Sem 
geração. 

2.0 D. Maria Thereza. — Nasc. a 15 de Junho de 1850, em. em Maio de 1874, havendo 
sido casada com seu primo Carlos de Faria e Mello, Bacharel formado em Direito, 
filho de José da Silva Mello, natural da cidade de Aveiro, Bacharel formado em Di- 
reito, e proprietário, casado com D. Anna de Faria e Mello, natural da cidade do 
Campo de Goytacazes. 

FILHA ÚNICA 
D. Maria Thereza de Mello. 

3.0 D. LuiZA Angélica. — Nasc. a 15 de Abril de 1855. Actual 3.» Condessa de Bomfim, 
pelo seu casamento a 13 de Setembro de 1873, com José Lúcio Travassos Valdez, 
3.0 Conde de Bomfim, Capitão de Cavallaria do Exercito. — Com geração. (V. Bomfim.) 

SEXJS PAES 

Joaquim José de Mello, natural e proprietário em Angeja, na antiga comarca de Aveiro' 
casado com D. Luiza Angélica de Freitas Soares, filha de António Pinheiro de Freitas Soares' 
e de D. Josepha Luiza de Jesus. 



BAR 



E GRANDES T)E PORTUGAL 



217 



l.o ('lemente da Silva. — Foi Juiz de Fora da villa da Feira. M. no Porto a 7 de Maio 
de 1829. Foi o 6." dos Martyres da Liberdade, justiçado no palibulo pelos seus sen- 
timentos liberaes, em virtude da ominosa sentença da sanguinária Alçada do Porto, por 
Accordão de 9 de Abril do mesmo anno. 

2." José da Silva. — Bacharel formado em Direito, já fallecido. 

3.** Francisco da Silva. — Foi o !.<> Visconde do Barreiro, do Conselho de S. M. F. Casou 
com D. Anna Joaquina Pereira de Mello. — Com geração. (V. acima.) 

4.<* D. Maria Cândida. — Solteira. Reside em Aveiro. 

5.° D. JoANNA Cândida. — Casou com Manuel Luiz da Silva Guimarães, negociante e abastado 
proprietário no districto d'Aveiro. 

FILHA UNÍCA 

D. Anna Albertina. — Nasc. a 7 de Dezembro de 1847, e m. a 26 de Janeiro 
de 1876, havendo casado com seu primo José da Silva Soares Pereira 
de Mello, filho primogénito do 1." Visconde do Barreiro; Bacharel for- 
mado em Direito; Addido Honorário de Legação; Cavalleiro da Real Or- 
dem Americana de Isabel a Catholica de Hespanha. — Sem geração. 

6.** João de Mello e Freitas. — Proprietário; reside em Aveiro. 

SEUS AvOS 

António da Silva de Mello, proprietário, e natural da villa d'Angeja, casado com 
D. Marianna Luiza do Rosário, filha de António Pinheiro, lavrador e proprietário, e de sua 
mulher D. Josepha Luiza de Jesus. 

Joaquim José, — Casou com D. Luiza Angélica de Freitas Soares. — Com geração. (V. acima). 
NB. Ignoro se foi o primogénito e se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 



Visconde, em sua vida — Decreto de 3 de Junho, e Carta de 5 de Agosto de 1870. 

no Arch. da T. do T., Liv. 23 de Mercês de D. Luiz I, fl. 102 v.J 
Fidalgo Cavalleiro — Alvará de 11 de Junho de 1863. 



(D. Luiz I. — Regist. 



!Bi*a,za.o éL^Axtnas. — Um escudo esquartellado ; no -primeiro quartel as armas dos 
Silvas — em campo de prata um leão de purpura, armado d'azul ; no segundo as armas dos 
Mellos — era campo vermelho seis besantes de prata entre uma cruz dobre e bordadura doiro; 
no terceiro quartel as armas dos Soares d'Âlbergaria — em campo de prata uma cruz vermelha, 
vasia e floreteada com uma bordadura de prata perfilada de negro, com oito escudetes das 
quinas do reino; no quarto quartel as armas dos Freitas — em campo vermelho cinco estrei- 
tas de oiro de seis pontas cada uma. — Timbre — o leão das armas dos Silvas, e por differença 
uma brica azul com uma estrella de oiro. 

BRAZÃO concedido a Francisco da Silva Mello Soares de Freitas, por Alvará de 9 de Março de 1864. 
— (Regist. no Cartório da Nobreza, Liv. 9, fl. 64.) 



28 



218 



famílias titulares 



BAR 




BARRETO (Barão). — Henrique Bliss e Barreto, súbdito britânico; 1.° Barão de 
Barreto, por transferencia da designação de Barão de Bliss, em virtude de haver herdado 
uma importanle Casa em Hespanha, que lhe legara o Coronel Carlos António Barreto, im- 
pondo-lhe a obrigação de usar do appellido de Barreto ; Sr. da Casa de Brandon Park, 
no Condado de Suffolk, e da Casa de Berkeley, na praça de Hydo Park em Londres ; 
Magistrado de Paz no Condado de Middlessex, e nas cidades de Westminster e Londres ; 
Tenente Deputado em dois Condados ; Membro da Sociedade Real de Litteratura em 
Inglaterra ; Capitão do Regimento de Milícias de Middlessex ; Gran-Cruz da Ordem de 
Carlos III de Hespanha; Cavalleiro da Ordem Soberana de S. João de Jerusalém, em Hes- 
panha. Nasc. a Í8 de Maio de 1818, e casou a 30 de Abril de 1868, com Miss Calharina 
Elisa Baker. 

1.° Ernesto Victor. — Nasc. a 16 de Fevereiro de 1869. 

2.° D. Carlota Alberta. — Nasc. a 2i de Fevereiro de 1870. 

3.° Haroli) António. — Nasc. a 16 de Julho de 1871. 

NB. Não podemos alcançar mais noticias acerca da familia d'este titular e de seus ascendentes; esperamos 
fazer mais larga menção no supplemento. 

CREAÇÃO DO TITULO - 

Barão de Bliss — Decreto de 31 de Maio, e Carta de 6 de Junho de 1855. — (D. Pedro V. — Regência de 
El-Rei D. Fernando II. — Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 3 de Mercês de D. Pedro V, fl. 192.) 
Transferencia da designação do mesmo titulo para Barreto — Decreto de 3 de Julho de 1873. 



BrazsLo dl'^x*inas. — Escudo truncado tendo o campo do angulo direito de negro, 
e o campo do angulo esquerdo de vermelho ; com uma barra de prata em faxa, carregada de 
duas lisonjas fusadas de esmalte azul, tendo em cada um dos campos do escudo duas flores 
de liz de oiro em aspa ; na parte inferior do mesmo escudo a divisa — DEUS NOBISCUM QUIS 
CONTRA. — Timbre — um braço erguido, tendo na mão dois dardos e uma flecha. 



BAR 



E GRANDES DE PORTUGAL 



219 




BARROIL (Barão). — Estevão Barroil, 1.° Barão de Barroil, em sua vida; súbdito 
da Republica Franceza ; Coramendador da Ordem de Nosso Senhor Jesus Christo ; Ca- 
valleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Viila Viçosa ; foi Cônsul de Portugal 
na cidade e porto de Marselha. 

NB. Não podemos alcançar noticias acerca da família d'este titular e de seus ascendentes ; esperamos 
fazer mais larga menção no supplemento. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão, em sua vida — Decreto de 23 de Junho, e Carta de 11 de Novembro de 1873. — (D. Luiz I. — Regist. 
no Arch. da T. do T., Liv. 24 de Mercês de D. Luiz I, fl. 203 ) 




BARROS LIMA (Visconde). — Francisco Ribeiro de Faria, 1." Visconde de Barros 
Lima, em sua vida; Fidalgo da Casa Real (Alvará de 20 de Junho de 1846); Commen- 
dador da Ordem de Christo ; Deputado da Nação na Legislatura de 1838-59 ; Bacharel 
formado em Direito ; abastado proprietário no dislriclo administrativo do Porto. Nasc. a 
11 de Marco de l^U.— Solteiro. 



SEUS PAES 



Francisco Ribeiro de Faria, Fidalgo da Casa Real (Alvará de 22 de Junho de i836); 
Cavalleiro professo da Ordem de Christo ; Bacharel formado em Cânones ; abastado pro- 



FAMÍLIAS TITULARES BAR 



prielario na cidade do Porto: nasc. na mesma cidade, a 28 de Janeiro de 1785, e m. a 27 
de Agoslo de 1863, havendo casado a 15 de Outuiiro de 1821, com D. Rosa Margarida 
de Barros Lima, liiha de Francisco José de Barros Lima, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; 
Commendador da Ordem de Chrislo ; abaslado proprietário e capitalista ; negociante de 
grosso trado da Praça do Commercio da cidade do Porto; antigo contractador do tabaco; 
Membro da Junta Suprema do Governo do Reino, eleita na cidade do Porto em 1820, e 
depois da Junta Provisional Preparatória das Cortes de 1820; Deputado da Nação ás Cortes 
de 1820; m. em 1842; e de sua mulher D. Rachel Maria Pinto de Lima, que m. era 1838. 

l.° D. Carolina Rosa. — Actual Baronezado Seixo, viuva, que nasc. a S de Novembro de 1822, 
tendo casado a 23 de Fevereiro de 1846, com António d'Almeida Coutinlio e Lemos, 
1.° Barão do Seixo, que m. a 3 de Março de 1869. — Com geração. (V. Seixo.) 

2.° Francisco Ribeiro. — i^tual Visconde. (V. acima.) 

3 ° Eduardo Ribeiro. — Nasc. a 8 de Janeiro de 1823, e m. a 11 de Janeiro de 1871. Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 30 de Março de 1855); Bacharel formado em 
Direito: foi casado com D. Laura Pereira Leitão, filha de Bernardo Pereira Leitão, 
Fidalgo da Casa Real; Sr. das Casas de Santa Cruz de Lamego, Várzea e Poiares; 
e de sua mulher D. Maria Ludovina d"01iveira Maia. — Sem geração. 

4.° Arnaldo Ribeiro. — Nasc. a 8 de O ilubro de 1826. Fidalgo da Casa Real; Bacharel for- 
.nado em Direito ; proprietário. Casou em primeiras núpcias com D. Leopoldina Aldonça 
Pereira Leitão, que m. a 17 de Setembro de 1872, da qual não houve geração; filha 
de Bernardo Pereira Leitão, Fidalgo da Casa Real ; Sr. das Casas de Santa Cruz 
de Lamego, Várzea e Poiares, e de sua mulher D. Maria Ludovina de Oliveira Maia. 
Passou a segundas núpcias a 1 de Março de 1875, com D. Leonor d'Arrochella, que 
nasc. a 10 de Junho de 1847, e m. a 23 d'Abril de 1876, 3.a filha dos l.os Condes 
d'Arrochella. — Sem geração. (V. Arrochella.) 

5.° Henrique Ribeiro. — Nasc. a 18 de Novembro de 1827. Fidalgo da Casa Real; Bacharel 
formado em Direito : casou a 23 d'Outubro de 1871, com D. Júlia Alvares Ribeiro, 
que nasc. a 14 de Agosto de 1838, filha de Joaquim Torquato Alvares Ribeiro, do 
Conselho de Sua Magestade Fidelíssima ; abastado proprietário na cidade do Porto ; 
Lente jubilado de Mathematica, da Academia Polytechnica do Porto ; e de sua mulher 
D. Jeronyma Júlia do Valle Cabral Ribeiro. 

FILHOS 

!.<• Francisco Joaquim. — Nasc. a 18 de Agosto, e m. a 22 de Setembro de 1872. 

2." D. Maria Jeronyma. — Nasc. a 1 de Janeiro de 1874, 

3.0 D. Maria José. — Nasc. a 10 de Agosto de 1875. 

4.0 D. Maria das Dôres. — Nasc. a 22 de Março de 1877. 

6.0 D. Camilla Amélia. — Nasc. a 12 de Março de 1829, e casou a 29 de Janeiro de 1852, 
com João de Mello Albuquerque Pereira Cáceres, Fidalgo da Casa Real por successão 
a seus maiores; Commendador da Ordem de Christo; Sr. da Casa da Insua, em Vizeu ; 
fallecido. 

FILHOS 

1.0 Manuel d'Albuquerque. 
2.0 Francisco d'Albuquerque. 

7.0 Roberto. — M. de tenra idade. 

SEXJS AVÓS 

Manuel Ribeiro de Faria, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo da Ordem de 
Christo; natural do logar da Pouzada, freguezia de Santa Eulália de Barrozas; Capitão 
dOrdenanças da cidade do Porto ; abastado proprietário e negociante de grosso tracto 
da Praça do Commercio da mesma cidade, que nasc. a 16 de Novembro de 1727, e m. 
no Porto a 4 de Novembro de 1804, tendo casado a 1 de Junho de 1776, com D. Joanna 
Quitéria de Barros, que m. a 4 de Novembro de 1804, filha de José Pereira de Barros, 



I 



BAR E GRANDES DE PORTUGAL 221 

proprietário, e de D. Quitéria Maria de Jesus, naturaes e moradores na freguezia da Sé 
da cidade do Porto. 

{.° D. Anna Albina. — Foi religiosa e Abbadcssa no Convento de S. Bento d'Ave-Maria do 
Porto; m. a 28 de Outubro do 1853. 

2." João Ribeiro de Faria. — Nasc. a 21 de Dezembro de 1783, e m. a 15 de Outubro de 1850. 
Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo da Ordem de Chrislo ; Bacharel formado em 
L(ús, que foi casado com D. Maria Rosa de Faria. — Sem geração. 

3." Francisco Ribeiro. — Nasc. a 28 de Janeiro de 1785, e m. a 23 de Outubro de 1863. 
Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo da Ordem de Christo ; Bacbarel formado 
em Cânones ; proprietário : casou com D. Rosa Margarida de Barros Lima. — Com 
geração. (V. acima.) 

4."» Domingos Ribeiro. — Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; ro. em Londres em 1838. 

5.° Thomaz Ribeiro. — M. em 1846. 

6.<* Bento Ribeiro. — Cavalleiro professo na Ordem de Christo, que m. em 1864, e foi ca- 
sado com D. F. ?... 

FILHOS 

1.° D. Christina. — Casou com Álvaro Leite Pereira de Mello e Alvim, Fidalgo 
de geração ; Sr. de Gaia Pequena, e das Casas de Campo Bello e de 
Quebrantòes, e do Morgado de Monte Ariol; filho de Diogo Leite Pereira 
de Mello e Alvim, Fidalgo de geração ; Sr., pelo seu casamento, de Gaia 
Pequena, e das sobreditas Casas de Quebrantòes, e Campo Bello ; Ca- 
valleiro de Justiça da Ordem de S. João de Jerusalém, que casou com 
sua sobrinha D. Gertrudes Emilia Leite Pereira de Mello e Noronha, Sr." 
de Gaia Pequena, e das referidas Casas, e Morgado de Monte Ariol. — 
Com geração. 

2." Manuel Ribeiro. — Moço Fidalgo da Casa Real (Alvará de 11 de Abril 
de 1867). 

Domingos Francisco Ribeiro, natural e morador no logar da Pouzada, freguezia de 
Santa Eulália de Barrozas ; abastado pi-oprietario e lavrador : casou com D. Domingas 
Ribeiro de Faria, do logar de Cazeilho, filha de Domingos Ribeiro e de D. Maria de Faria, 
moradores no dito logar de Cazeilho da freguezia de Santa Eulália de Barrozas, também 
proprietários e lavradores da mesma freguezia. 

i.o Manoel Ribeiro. — Nasc. a 16 de Novembro de 1727, e m. a 4 de Novembro de 1804, 
tendo sido casado com D. Joanna Quitéria de Barros de Faria. — Com geração. (V. 
acima.) 

S." Domingos Ribeiro. 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

TERCEIROS AVOS 

Innocencio Ribeiro, proprietário e lavrador abastado da freguezia de Santa Eulália 
de Barrozas : casou com D. Maria Francisca, natural do logar de Rebordello de Baixo, 
da mesma freguezia. 

Domingos Francisco. — Primogénito; casou com D. Domingas Ribeiro de Faria. —Com gera- 
ção. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 14, e Carla de 30 de Dezembro de 1873. — (D. Luiz I. — Regist. no Arch. da T. 
do T., Mercês de D. Luiz I, Liv. 26, fl. 265 v.) 



222 



famílias titulares 



BAS 



Biraseêlo cl'A.x*iiias. — Escudo partido em pala : a direita esqnartellada com as 
armas dos Ribeiros dos que procedem de Martins Paes Ribeiro, tendo no primeiro quartel 
as armas do antigo reino d'Aragão — em campo de oiro, quatro palas ou barras vermelhas ; 
e no segundo quartel as armas dos Vasconcellos — em campo preto três faxas veiradas e con- 
traveiradas de prata e vermelho; e assim os contrários: na segunda pala, á esquerda, as armas 
dos Farias — em campo vermelho um castello de prata com portas e frestas de negro, entre 
duas flores de liz do mesmo metal. — Timbre — um lirio verde com cinco flores de oiro. 

BRAZÃO concedido por Alvará de 10 de Dezembro de 1776, a Manuel Ribeiro de Faria. — (Regist. no 
Cartório da Nobreza do Reino, Liv. 2, fl. 117 v.J 




BARRY (Barão). — Francisco Tress Bariy, 1.° Barão de Barry, em sua vida; subdilo 
britannico. 

» 

NB. Não podemos alcançar noticia algnma áeerca da familia d'esle titular e de seus ascendentes ; espe- 
ramos de o fazer no supplemento. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Babão, em sua vida — Decreto de 23 de Novembro, e Carta de 7 de Dezembro de 1876. — (D. Luiz I. — 
Regist. no Arch. da T. do T., Liv. 32 de Mercês de D. Luiz I, fl. 1.) 




BASTOS (Visconde). — Francisco de Paula Bastos, 1.° Visconde e 1." Barão de 
Bastos, em sua vida; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real por successão a seus maiores; do 
Conselho de Sua Magestade; Ajudante de Campo Honorário de S. M. El-Rei o Sr. D. Luiz i ; 
Gran-Cruz da Ordem de S. Bento de Aviz ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da 
Conceição de Villa Viçosa ; Official da Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito ; 



6ÂS 



E GRANDES DE PORTUGAL 



condecorado com a medalha por 2 campanhas da Guerra Peninsular, e com as medalhas de 
oiro, por valor militar, bons serviços, e comportamento exemplar; condecorado com a me- 
^Éalha hespanhola da Guerra Peninsular, pela batalha de Victoria ; Deputado da Nação, na 
^legislatura de 1846, que apenas durou 4 mezes ; Governador Geral da província de Cabo 
^perde ; Commandante da 10.' Divisão Militar ; General de Divisão reformado. Nasc. a 10 de 
^' Junho de 1794, e casou em primeiras núpcias a 14 de Novembro de 1819, com D. Thereza de 
Jesus Mourão, que nasc. a 30 d' Abril de 1778, e m. a 25 d'Abril de 1858 ; filha de José 
Martins Mourão, e de D. Antónia Maria de Jesus Menezes. Passou a segundas núpcias em 
24 de Maio de 1860, com D. Francisca Rocha de Sampaio, que nasc. a 12 de Maio de 1782, 
em. a 18 de Outubro de 1868, filha de Francisco José Teixeira de Sampaio Guedes do 
Amaral, Fidalgo da Casa Real, natural de Lamego, que m. na cidade d'Angra do Heroísmo, 
19 de Janeiro de 1810 ; e de sua segunda mulher D. Eulália Floriana Gualberta Carvão, 
le nasc. a 14 de Fevereiro de 1753, e m. a 29 de Outubro de 1824. — Sem geração. 
Cartaxo.) 

iFiiiiaios IDO 1.° isaLí^'jo:Ri.iiã.c>i<rxo 

i.° D. Carlota. — M. no estado de solteira. 

2.° Justiniano César. —Nasc. a 9 de Março de 1822. CavaUeiro das Ordens de Nossa Senhora 
da Conceição de Villa Viçosa, e da de S. Bento d'Aviz; condecorado com a medalha 
militar de comportamento exemplar ; Major do Regimento de Infanteria n.° 4 ; m. a 24 
de Setembro de 1873. — Sem geração. 

SEUS PAES 



Pedro Joaquim de Rastos, Fidalgo CavaUeiro da Casa Real 
3m D. Gertrudes Ludovina de São-José e Mello. 



proprietário ; casado 



IFIXiSIO 

Francisco de Paula. — Actual Visconde. 
NB. Ignoro se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DOS títulos 

hscoNDE — Decreto de 18 de Maio de 1863. — (D. Maria II.) 

Íarão — Decreto de 18 de Abril de 1848, e Carta de 21 de Maio de 18S1. — (D. Maria II. — Regitt. no 

Arch. da T. do T., Liv. 37 de Mercês, fl. 84 v.) 
fÒRO UE Fidalgo Cavalleiro — Alvará de 30 de Abril de 1794. ^ 

Brazão d.'Ax*tna,s. — Escudo esquartellado ; no primeiro quartel as armas dos Bar- 
rosos, que também outr'ora usaram os Bastos — em campo vermelho cinco leões de prata faia- 
dos de duas faxas de purpura cada um, uma pelo pescoço, outra pela barriga, empaquetados 
de oiro, postos em aspa; no segundo quartel as armas dos Sampaios — escudo esquartelado, em 
campo de oiro, uma águia de purpura estendida, armada de preto ; o segundo enxaquetado de oiro 
e azul, e uma bordadura vermelha, cheia de — S S — de prata, e assim os contrários ; no ter- 
ceiro quartel as armas dos Oliveiras — em campo vermelho uma oliveira verde, com azeitonas 
de oiro e raizes de prata ; no quarto as armas dos Osores — escudo enxaquetado de vermelho 
e prata. 



BRAZÃO adoptado, de que não conhecemos a linha de ascendência, nem o nome da pessoa a quem foi 
conferido o respectivo Alvará. 



221 



famílias titulares 



BAU 




BAUX D'AVIETTE (Visconde). — Carlos Victor Augusto Baux, 1." Visconde de Baux 
d'Aviette, em sua vida ; Commendador da Ordem de Christo ; antigo Maire e Membro do 
Conselho Canlonal da cidade de Givet e Charlemont; Oíficial d'Academia, e Delegado 
Cantonal para a Instrucção publica ; industrial premiado com 8 medalhas em differenles 
Exposições industriaes. Descendente da antiga família Baux, da nobreza da Provença, em 
França. Nasc. a 1 de Fevereiro de 1828, e casou em 1859, com D. Mia Luiza Scheppers, 
filha de João Baptista José Scheppers, e de M.""^ Maria Luiza Catharina Froissant, que 
nasc. a 24 d' Abril de 1842. 

1.0 Jorge Carlos. — Nasc. a 24 de Novembro de 1860. 
2.° Frederico Victor. — Nasc. a 21 de Maio de 1862. 
3." D. JuLiA Stephania. — Nasc. a 13 de Junho de 1869. 

SESXJS PAES 

Augusto Baux, proprietário, e M.""^ Hyacinthe Joseph Marie Boucher. 

Carlos Victor. — Actual Visconde. 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 17, e Carta de 24 de Abril de 1873. 
r., Liv. 26 de Mercês de D. Luiz I, fl. 178.) 



(D. Luiz I. — Regist. no Arch. da T. do 



BirazeLo d' Armas. — Em campo de prata uma estrella vermelha de dezeseís raios, 
tendo aos lados duas abelhas d'oiro ; chefe dazul carregado de uma torre de prata com por- 
tas e frestas lavradas de vermelho, tendo de cada lado uma cruzeta de prata, e saindo da 
parte superior da torre outra cruzeta do mesmo metal. 



BED E GRANDES DE PORTUGAL 




BEDUIDO (Barão). — Titulo extincío. — João Maria de Figueiredo de Lacerda Castello 
Branco, 2.° Barão de Beduido, em sua vida; 9." Sr. do Prazo de Beduido ; Fidalgo Caval- 
leiro da Casa Real, por successão a seus maiores; Commendador da Ordem de Christo; 
Sr. em segunda vida dos foros da villa d'Alcoulim ; Major de Cavallaria do Exercito, que 
serviu d'Ajudanle de Campo do Sereníssimo Sr. Infante D. Miguel, quando Commandante 
em Chefe do Exercito em 1823. Succedeu na Casa e dito Prazo a 15 de Julho de 1821, e no 
[titulo a 25 de Novembro de 1823. Nasc. a 2 de Dezembro de 1796, e m. a 4 d'Agosto de 1858, 
[havendo casado a 27 d'Abril de 1827, com D. Maria Francisca de Faria e Lacerda, sua 
prima, que nasc. a 2 d'Abril de 1801, e m. a 15 d'Oulubro de 1857, filha de João José de 
Faria Mascarenhas e Mello de Albuquerque, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo da 
Ordem de Christo ; Desembargador da Casa da Supphcação, servindo d'Ajudante do Pro- 
curador Geral da Coroa ; 8.° Sr. do Morgado da Golpilheira, em Leiria ; e de D. Maria da 
[Piedade e Lacerda, Açafata da Rainha D. Maria i, que nasc. a 11 de Junho de 1765, e m. 
[a 6 de Dezembro de 1836, 2." irmã da 1.* Baroneza de Beduido, e filha de João António 
[de Lemos Pereira de Lacerda, 13.- Sr. do Morgado deValle Formoso; Marechal de Campo 
|do Exercito ; e de sua 2." mulher D. Maria Efigenia d' Azevedo Coutinho França e Faro. 
[ — (V. Juromenha.) 

1.0 D. Maria das Dores. — Nasc. a 7 iI'Agosto de 1833, e m. em Abril de 1835. 

2.° Nicolau Xavier. — Nasc. a 8 de Dezembro de 1834, e m. a 11 de Julho de 1847. 

3." D. Maria Isabel. — Nasc. a 12 de Setembro de 1836, Moça do Coro no Mosteiro da En- 
carnação da Ordem de S. Bento d'Aviz. 

4.° D. Maria da Piedade. — Nasc. a 23 de Maio de 1838, e m. a 30 d'Abril de 1852. 

5.° João José. —Nasc. a 12 de Julho de 1839, e m. a 20 de Julho de 1860. 

6.0 D. Maria Philomêna. —Nasc. a 27 de Julho de 1845, e m. a 8 de Novembro de 1863, 
havendo casado a 26 de Dezembro de 1862, com Manuel Pedro Guedes da Silva da 
Fonseca Meirelles de Carvalho, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores, 
que nasc. a 27 d'Outubro de 1837, Sr. dos Morgados da Quinta da Avellêda, em 
• Penaflel, e das Casas de Parada de Thodéa e da Batalha, no Porto, do qual não houve 
geração. 

O sr. Manuel Pedro Guedes passou a segundas núpcias, em 29 de Julho de 1868, com 
D. Maria do Carmo de Faria Palha, que nasc. a 13 de Janeiro de 1838, filha de José 
Pedro de Faria Mascarenhas e Mello de Lacerda (irmão da 2.* Baroneza de Beduido), 
que nasc. a 28 de Junho de 1796, e m. a 7 d'Agosto de 1844, tendo casado a 18 
d' Abril de 1836, com D. Maria da Piedade Palha de Faria Lacerda, que nasc. a 14 
de Fevereiro de 1820, viuva de seu tio Estevão José Pereira Palha de Faria Lacerda, 
Fidalgo da Casa Real, com o qual casou a 10 de Setembro de 1857, e que m. a 16 
d' Agosto de 1861. 

FILHA DO 1.0 MATRIMONIO 
1.0 D. Maria da Piedade. — Nasc. a 12 de Junho de 1861. 

FILHOS DO 2.0 MATRIMONIO 

2.0 Manuel Guedes. — Nasc. a 17 d'Agosto de 1869. 
3.0 Fernando Guedes. — Nasc. a 28 de Janeiro de 1871. 

O sr. Manuel Guedes, é filho de Manuel Guedes da Silva da Fonseca Meirelles de 
Carvalho, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real, por successão a seus maiores, 

29 



famílias titulares bed 



que nasc. a 17 de Oulubro de 1802, e m. a 13 de Maio de 1870, Sr. do predito 
Morgado e Casas ; Commendaiior das Ordens de Carlos iii, e da Real Americana de 
Isabel a Catholica, ambas de Hespanha; Tenente-Coronel do Rf'gimento de Milícias de 
Penafiel; que casou a 2õ de Setembro de 1830, com D. Maria Leonor da Camará', 
filha primogenila e herdeira de Dom Manuel Maria Gonçalves Zarco da Gamara, que 
nasc. a 10 de Maio de 1783, e m. a 16 de Novembro de 1825; foi Vice-Rei do 
Estado da índia ; Coronel do Cavailaria do Exercito, filho dos 6."* Condes da Ribeira 
Grande, e de sua mulher D. Maria Thereza José de Mello, que nasc. a 8 de Novembro 
de 1800, e m. a 9 d'Agosto de 184o; filha dos 2.°* Marquezes de Sabugosa, e 8.°* Con- 
des de S. Lourenço, da qual houve mais descendência. (V. Ribeira Grande, e Sabugosa J 

SEUS PAES 

Nicolau Xavier de Figueiredo Mello de Bulhões Lemos Caslello Branco, 1." Barão de 
Beduido, em sua vida; 8.° Sr. dâ Prazo de Beduido ; Guarda-Roupa da Capella da Coroa 
de El-Rei D. João vi, com exercido na Camará do Sereníssimo Sr. Infante D. Pedro Carlos ; 
Commendador dos Bens de Rio Maior na Ordem de Chrislo; Sr., por mercê Regia, dos foros 
da villa d'Alcoulim, em duas vidas, nos quaes foi primeira vida a Baroneza sua mulher, e a 
segunda o filho que houvesse de nomear, como consta do Alvará de Mercê de 5 de Setembro 
de 1806, e bem assim teve por Mercê Regia, em sua vida, três Capellas da Coroa, instituídas 
em Lisboa, a 1." por Isabel Rodrigues Martins, a 2.° pelo Licenciado Agostinho AíFonso, 
e Martha Filippa, e a 3." por Christovão Pinto e sua mulher D. Violante, cujas Capellas 
vagaram para a Coroa, por morte de D. Margarida Sophia Antónia de Lacerda Castello 
Branco, Dona da Camará da Rainha D. Maria i, e Mãe do 1.° Barão, que as desfructava por 
Mercê Regia. Succedeu a sua Mãe no Prazo de Beduido e refei'idas Capellas, a 15 de Feve- 
reiro de 1816. Nasc. a 8 d'Outubro de 1761, e m. a lo de Julho de 1821, havendo casado 
a 2 de Julho de 1791, com D. Maria da Penha de França Pereira de Lacerda, sua parente. 
Açafata da Rainha D. Maria i, que nasc. a 2 de Setembro de 1872, e foi a l."* filha 
de João António de Lemos Pereira de Lacerda, Moço Fidalgo com exercício no Paço 
(Alvará de 15 de Julho de 1782) ; 13.° Sr. do Morgado de Valle Formoso, situado na 
freguezia de Santa Maria dos Olivaes, subúrbios de Lisboa; .Cavalleiro professo na Ordem 
de Christo ; Marechal de Campo dos Reaes Exércitos, que nasc. a 8 de Junho de 1830, e 
m. a 17 de Novembro de 1803, e de sua 2." mulher D. Maria Efigenia d' Azevedo Cou- 
tinho, que nasc. a 2 d'Agosto de 1743, e m. a 24 de Junho de 1803. (V. Juromenha.) 

1.° D. Maria Carlota, — Nasc. a 12 d'Abril de 1792. — Fallccida. 

2.° D. Maria da Luz. — Nasc. a 3 dAbril de 1794, e casou a 20 de Julho de 1826, com 
João de Brito Pereira Pinto Guedes, Fidalgo da Casa Real ; Sr. dos Morgados de Mata- 
Quatro, em Portugal, e do de Curca, na índia; nasc. a 11 de Julho de 1796, e era 
filho de António Maria de Brito Pacheco de Vilhena, Fidalgo da Casa Real ; Coronel 
de um dos Regimentos de Milícias da Corte ; e de sua mulher D. Antónia Leonor 
Pereira Pinto Guedes d'Alhaide Portugal, 

FILHOS 

1.° António Maria. — Nasc. a 29 de Setembro de 1828, e casou a 29 de 
Setembro de 1849, com D. Isabel Julianna Lobo da Silveira, que nasc. 
a 19 de Junho de 1828, 4.» filha dos 9.°^ Condes e 14.o» Barões de 
Alvito, — Com geração. (V. Alvito.) 

2.° Nicolau. — Nasc, a 28 de Maio de 1831. Bacharel formado em Direito, 

í Foi elevada a Condessa da Villa de Pangim, na índia, por Decreto de 29 de Setembro de 1829. Esta Mercê não foi reco- 
nhecida pelo Governo Constitucional, por haver sido feita depois de 30 de Junho de 1828, período em que o Sereníssimo Sr. In- 
ante D. Miguel assumiu o titulo de Rei de Portugal. 



BED E GRANDES DE PORTUGAL 227 



3.0 D. Maria da Penha. — Nasc. a 23 d'Oulubro de 1827, e m. a 28 de 
Fevereiro de 1859, havendo casado a 23 de Janeiro de 1856, com An- 
tónio Paes de SanJe e Caslro, que nasc. a 27 de Março de 1834; Fidalgo 
da Casa Real por successão a seus maiores ; filho de Manuel Paes de 
Sande e Castro, Moço Fidalgo com exercício no Paço; 2.° Sr. Donatário 
da villa de Soulo de Penedôno, em verificação de vida no dito Senhorio; 
Commendador de S. Mamede de Mogadouro na Ordem de Christo ; e 
de sua mulher U. Leonor Corroa de Sá e Benevides, 4." filha dos 5.°* 
Viscondes d'Asseca, com Grandeza. (V. Asseca.) 

FILHOS 

l.*» D. Maria da Luz. — Nasc. a 10 de Novembro de 1856. 
2.° Manuel Paes. — Nasc. a 19 de Fevereiro de 1859. 

3.» António Maria. — Nasc. a 28 de Junho de 1795, e m. em 1819. Commendador da Ordem 
do Christo; Capitão de Cavaliaria do Exercito; Ajudante dOrdens do General Sebastião 
Pinto, com o qual naufragou em 1819, indo de Montevideu para o Rio de Janeiro. — 
Sem geração. 

4° João Maria. — Foi o 2." Barão de Beduido, que casou com D. Maria Francisca de Faria 
e Lacerda, sua parente. — Cam geração. (V. acima.) 

b.° D. Maria Margarida. — Nasc a 3 de Dezembro de 1797, e casou em 1829 com João de 
Barros Teixeira do Sousa, Fidalgo da Casa Real ; a])astado proprietário nas convisi- 
nhanças da villa de Chaves ; Bacharel formado cm Leis. 

NB. Ignoro se deixou geração. 

6." Francisco Maria. — Nasc. a 28 de Janeiro de 1799 ; Fidalgo da Casa Real ; Capitão de 
Cavaliaria do Exercito: casou a 17 de Jurdio de 1826, com D. Amélia Godair, que 
nasc. a 2 d'Agosto de 1800, filha de Hugo Godair, Negociante da Praça do Commercio 
de Lisboa ; e de sua mulher D. Maria Isabel Godair. — Fallecido. 

FILHOS 

1.0 João Maria. — Nasc. a 27 d'Agosto de 1827. 

2.° D. Maria da Conceição. — Nasc. a 29 de Dezembro de 1829. 

3° D. Maria da Luz. — Nasc. a 6 dA^osto de 1832. 

4.° Hugo Godair. — Nasc. a 2 de Julho de 1836; Major dlnfanteria do Exercito. 
Foi Governador de Timor e Solôr desde 1872 a 1876, onde fez um ex- 
cellente governo, casado com D. F... — Com geração. 

7.0 José Maria. — Nasc. a 18 de Março de 1800, e m. a 30 de Março de 1828 ; foi Tenente 
de Cavaliaria do Exertito, 

SEUS AVOS 

João Pedro de Figueiredo Mello e Bulhões, Guarda-Roupa d'El-Rei D. Pedro iii ; 
Fidalgo da Casa Real ; Commendador dos Bens de Rio Maior, na Ordem de Chrislo ; 
Thesoureiro do Consulado da Casa da índia, e Apontador da Ribeira das Naus, o qual 
leve por merco o aforamento perpetuo — fateusim — do Lizirão do Burado de Cima e 
Bui'ado de Baixo, e Mouxão d'Enlre as Aguas, ficando os dois Lizirões unidos, conforme se 
declara na respectiva Provisão de Confirmação do mesmo aforamento. Casou com D. Mar- 
garida Sophia Antónia de Lacerda Castello Branco, Dona da Camará da Rainha D. Maria i 
(que lhe fez mercê das ties Capellas da Coroa acima mencionadas), filha e herdeira de An- 
tónio Carlos de Seixas Castello Branco, natural da cidade do Porto ; Cavalleiro professo 
da Ordem de Christo ; Sr. do Prazo de Beduido ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por 
se achar casado com D. Luiza Bernarda Telles de Vasconcellos, Açafata da Rainha 
D, Maria i (Alvará de 18 de Dezembro de 1745), filha de Manuel de Lemos Pereira 
de Lacerda, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real; Sr. do Morgado de Valle Formoso, 
Cavalleiro professo na Ordem de Chrislo ; e de sua mulher D. Marianna Michaela de 
Macedo, Dona da Camará. 



famílias titulares * BEI 



1.0 Nicolau Xavier, — Foi o l." Barão de Beduido, Guarda-Roupa da Gapella da Corôa, quo 
casou com D. Maria da Penha de França Pereira de Lacerda, sua parente, Açafata da 
Rainha D. Maria i e da Princeza D. Carlota Joaquina. — Com geração. (V. acima.) 

2.° António Carlos. — Natural de Lisboa, Fidalgo Capellão {Alvará de 8 d' Abril de 1790). 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

Nicolau de Figueiredo, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 1õ de Dezembro 
de 1777); Cavalleiro professo na Ordem de Christo; proprietário: casou com D. Anna 
Joaquina de Mello e Bulhões. 

João Pedro. — Foi Guarda-Roupa d'EI-Rei D. Pedro iii, etc, que casou com D. Margarida 
Sophia Antónia de Lacerda Castello-Branco, Dona da Gamara da Rainha D. Maria i ; 
Sr.* do Prazo de Beduido. — Com geração. (V. acima.) 

GREAÇÃO DO TITULO 

Barão, em sua vida — 6 de Fevereiro de 1818. — (D. João VI.) 

Renovado no 2.° Barão, em sua vida — Carta de 25 de Novembro de 1823. — (D. João VI. — Regitt. no 

Arch. da T. do T., Liv. 18 de Mercês do Sr. Bel D. João VI, a fl. 10.) 
Sr. do Prazo de Beduido — 1589. 




BEIRE (Visconde). — Manuel Pamplona Carneiro Rangel Velloso Barretto de Miranda 
e Figueirôa, 1.° Visconde de Beire, em duas vidas; natural da cidade do Porto; Par do 
Reino por Carta Regia de 3 de Maio de 1842, de que prestou juramento e tomou posse na 
Camará dos Dignos Pares em Sessão de 12 de Julho do mesmo anno, competindo-lhe as 
honras de Grande do Reino, em virtude do Decreto cora força de Lei de 28 de Setembro 
de 1855 ; do Conselho d'El-Rei D. João vi, D. Pedro iv e da Rainha D. Maria ii ; Moço 
Fidalgo com exercício na Casa Real, por successão a seus maiores (Alvará de 23 de Julho 
de 1791) ; 12.° Sr. da Casa e Morgado de Beire, no Concelho d'Aguiar de Sousa, e da 
Quinta do Figueirôa, sita no Campo de Santo Ovidio da Cidade do Porto; Sr. dos Morgados 
de Santa Martha, junto a Vianna do Castello, e do de Cabêda, em Villar de Maçada ; Sr. 
d'outro vinculo em Villa do Conde ; antigo Padroeiro de Santo André do Sobrado ; Com- 
mendador de S. Thomé d'Alencarce, no termo da Villa de Soure, na Ordem de Christo ; 
Cavalleiro professo da mesma Ordem ; Commendador da Antiga Ordem da Torre Espada ; 
condecorado com a medalha portugueza de commando nas batalhas de Victoria, e na dos 
Pyrineos (30 de Julho de 1813), e com a medalha britannica pelas sobreditas batalhas; 
condecorado com a medalha por 5 campanhas da Guerra Peninsular ; Deputado da Nação 
nas Legislaturas de 1836, que foi a 2.* Legislatura depois do restabelecimento do Regimen 
Constitucional e Governo da Rainha D. Maria ii; Deputado ao Congresso Constituinte de 1837 ; 



BEI E GRANDES DE PORTUGAL 229 

Tenente-General do Exercito ; Vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar. Foi Governa- 
dor das Armas do Partido do Porto em 1823, e da Provinda do Alemtejo em 1826. Succedeu 
na Casa de Beire e outros vinculos a seu Pae, em Janeiro de 1815. Nasc. a 3 d'Outubro 
de 1774, e m. a 12 de Maio de 1849, havendo casado a 22 d'Abril de 1818, com D. Maria 
Helena de Sousa Holstein, que nasc. a 29 d'Abril de 1797, 4." filha de Dom Alexandre 
de Sousa Holstein, Conde de Sanfrê, no Piemonte ; Sr. dos Morgados de Calhariz, no termo 
de Setúbal ; do de Monfalim, no termo d'Arruda dos Vinhos ; e do da Fonte do Anjo, no 
termo de Palmella ; Alcaide-Mór da Villa da Certa ; Capitão da Guarda Real Allemã, em 
sua vida; Coramendador de S. Salvador dTnfesta, no Arcebispado de Braga, concelho de 
Celorico de Basto ; e de Santa Maria de Belmonte, no Bispado da Guarda, da Ordem de 

jChristo ; Sr. do Casal da Fonte, em Almeirim, tudo em sua vida; Cavalleiro da Ordem de 

ÍS. João de Jerusalém ; Conselheiro d'Estado ; Enviado Extraordinário e Ministro Plenipo- 
tenciário ás Cortes de Dinamarca e de Roma, e ultimamente Embaixador em Roma, onde 
falleceu a 13 de Dezembro de 1803 ; e de sua 2." mulher e sobrinha D. Balbina Cândida 

|de Sousa, que foi Moça do Coro no Real Mosteiro da Encarnação, da Ordem de S. Bento 
TAviz, que nasc. a 20 de Janeiro de 1775, tendo casado a 1 de Fevereiro de 1796 ; filha 

[illegilima^ de seu irmão Dom Filippe João de Sousa Holstein, Moço Fidalgo accrescentado 

ia Fidalgo Escudeiro ; Sr. dos Morgados da Casa de Calhariz ; Alcaide-mór da Certa ; 

[Commendador da Ordem de Christo; Capitão da Guarda Real Allemã, em sua vida só- 
lente (Carta de 21 de Maio de 1777); Capitão-General e Governador do Estado da 

findia, o qual m. em 1786, e a houve de Maria de Sousa, mulher de condição humilde. 

IFIIjHCOS 

1." D. Maria Balbina. — Nasc. a 20 d'Agoslo de 1819; Condessa de Rezende, pelo seu casa- 
mento a 8 d'Outubro de 1843, com o kP Conde de Rezende, Dom António Benedicto 
de Castro, Par do Reino ; 18. <> Almirante de Portugal, servindo de Porleiro-mór da 
Casa da Rainha D. Maria ii; m. a 24 d'Abril de 1865. — Com geração. (V. Rezende.) 

2.0 D. Henriqueta Maria. — Nasc. a 21 d'Agosto de 1820, e m. a 17 de Julho de 1833. 

3." D. Emília Maria. — Nasc. a 19 d'Oulubro de 1821, e m. a 29 dOutubro de 1856, 
havendo casado a 2 de Setembro de 1846, com Sebastião de Castro e Lemos de Ma- 
galhães e Menezes, do qual foi 2." mulher ; Fidalgo de geração ; Sr. da antiga Casa 
do Covo em Oliveira d'Azemeis : nasc. a 28 de Janeiro de 1810, e m. a 28 de De- 
zembro de 1869, e era viuvo de D. Cândida Leite Pimentel Pinto de Sousa, da qual 
não houve geração. 

FILHOS DO 2.» MATRIMONIO 

1." Gaspar de Castro. — Nasc. a 8 de Junho de 1847, e casou a 20 de Janeiro 
de 1869, com D. Sophia Adelaide Ferreira Alves. — Sem geração. 

2." Manuel de Castro. — Nasc. a 17 de Setembro de 1849, e casou a 15 
d'Agosto de 1877, com D. Marianna Zarco da Camará, que nasc. a 22 
de Maio de 1858; 7.» filha do l.» Marquez e 8." Comle da Ribeira 
Grande, Dom Francisco de Salles Maria José António de Paula Vicente 
Gonzalves Zarco da Camará, Par do Reino, servindo d'Alféres-mór do 
Reino no reinado da Rainha D. Maria ii ; e de sua 2." mulher D. Maria 
d' Assumpção de Bragança Mello e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da 
Silva, Dama de Honor da Rainha D. Maria li, e sua parente, 5.» filha 
dos 3.°» Duques de Lafões, 5.°* Marquezes d'Arronches e 7.°* Condes de 
Miranda do Corvo. (V. Lafões, e Ribeira Grande.) 

3 " D. Maria Isabel. — Nasc. a 12 d'Agosto de 1850, e casou a 19 de Novem- 
bro de 1874, com Dom Manuel Telles da Gama, que nasc. a 6 d'Outubro 
de 1840; Commendador da Ordem Militar de S. Fernando e Mérito de 
Hespanha ; 2.» filho dos 9.°* Marquezes de Niza, e 13.°* Condes da 
Vidigueira. (V. Niza. e Viligueira.) 

< AMim se declara na Cart* de Padrão, datada de 6 de Julho de 1731. — (Arch. da T. do T., Chane. de D. Maria I, 
Liv. S9, fi. 287 V.) ' ' 



230 famílias titulares BEI 



FILHOS 

l.° D. Emília Telles. — Nase. a 13 de Dezembro de 1873. 
2." D. Constança Telles. — Nasc. a 14 de Março de 1877. 

4." António Maria. — Nasc a 11 dAgosto de 1851. 

S." D. Maria Helena. — N;isc a 28 dOutubro de 1832; Condessa da Ribeira 
Grande, pelo seu casamento a 20 de Maio de 1872, com o 9." Cond;! 
da Ribeira Grande, Dom José Maria Gonçalves Zarco da Gamara, Par 
do Reino ; Offlcial-mór Honorário da Casa Real. (V. fíibeira Grande.) 

FILHOS 

1.0 D. Maria José. — Nasc. a 30 de Novomliro de 1873. 
2." Dom Vicente de Paula. — Nasc. a 19 de Julho de 1874. 

6." D. Anna PE Castro. — Nasc. a 18 de Novembro de 1833. 

7.° João Majia. — Nasc. a 5 d'Oulubro de 1833. 

8.° D. Maria da Conceição. — Nasc. a 12 de Outubro de 1836, e casou a 4 

de Junho de 1877, com Dom João d'Alarcào Veilasqups Sarmento Osório, 

Fidalgo da Casa Real. 

4." D. JuLiANNA Maria. — Nasc. a 23 d'Oulubro de 1822, e m. a... havendo casado a 11 
de Maio de 1833, com Geraldo José Braamcamp d'Almeida Castelio Branco, Fidalgo 
Cavalleiro da Casa Real, por successão a seus maiores ; Commendador da Ordem de 
Christo ; Tenente Honorário de Cavallaria do Exercito; abastado proprietário no dislricto 
de Lisboa, que nasc. a 4 de Dezembro de 1813, e m. a 17 de Janeiro de 1876. — Sem 
* geração. (V. Sob7-al, e Braamcamp, Par do Reino.) 

SEUS PAES 

José Pamplona Carneiro Rangel Baldaya de Thoar, Moço Fidalgo da Casa Real por 
successão a seus maiores, acrescentado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 7 de Julho de 1758); 
11." Sr. da Casa e Morgado de Beire, e outros acima referidos ; Padroeiro Abbacial de 
Santo André do Sobrado, e da Capella dos Reis Magos por cabeça de sua mulher ; Cavalleiro 
da Ordem de S. João de Jerusalém ; Familiar do Santo Ofíicio ; Coronel dlnfanleria e 
Governador do Forte de S. Francisco Xavier do Queijo, no partido do Porto, que m. em 
Janeiro de 1815. Foi casado com D. Antónia Ignacia Velloso Barreto de Miranda Corrêa e 
Araújo, que m. a 30 de Janeiro de 1828 ; Sr." do Morgado de Cabêda, em Villar de 
Maçada, e da Capella dos Reis Magos ; filha e herdeira de Barnabé Velloso Barreto de 
Miranda, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo da Ordem de Christo ; Sr. do Morgado 
de Santa Martha; Padroeiro da Capella dos Reis Magos ; Sr. pelo seu casamento, do predito 
Morgado de Cabêda ; Provedor da Companhia dos Vinhos do Alto Douro ; Familiar do Santo 
Officio; e de sua mulher D. Antónia Thereza Corrêa de Araújo, natural de Villar de Maçada ; 
Sr." do Morgado de Cabêda, como successora de seu Pae Henrique Coriêa de Carvalho 
Homem, Sr. do mesmo Morgado ; Cavalleiro na Ordem de Christo, o qual foi casado com 
D. Maria Joanna d'Araujo, natural de Basto. 

1." D. Maria Amália. — Nasc. a 2 de Fevereiro do 1770, e m. 4 d'AbriI de 1837; Viscon- 
dessa de Canellas, pelo seu casamento a 19 d'Agosto de 1793, com António da Silveira 
Pinto da Fonseca Teixeira Coelho, 1." Visconde de Canollas, que m. a 18 d'Outubro 
de 1838. — Sem geração. (V. Canellas.) 

2.0 Manuel Pamplona. — Nasc. a 3 d'Oaiubro de 1774, e m. a 12 de Maio de 1849. Foi 
o 1." Visconde de Beire; Par do Reino; Tenente-General do Exercito, que casou com 
D. Maria Helena de Sousa Holstein. — Com r;eração. (V. acima.) 

3." D. Marianna Pamplo.na. — Nasc. a 22 de Novembro de 1773, e foi casada com .Martinho 
José Pinto de Miranda Montenegro, Fidalgo da Casa Real por successão a seus maiores ; 
Sr. das Casas da Boa Vista, e do Serrado, em Paiva, na Comarca da Villa da Feira; 
Padroeiro de S. Martinho de Real. 



BEI 



E GRANDES DE PORTUGAL 



231 



FILHO 

Bernardo José. — Primogcniio e successor nas preditas Casas. 

NB. Ignoro se casou e houve geração ; e bem assim se teve mais irmãos. 

4.» João Pamplona. — Moço Fidalgo com exercício f Alvará de 23 de Julho de 1791); Caval- 
Iciro da Ordem de S. João de Jerusalém ; Capitão de Cavallaria do Exercito : m. em 
1811, em combate na Guerra Peninsular. 

S.o D. Anna Pamplona. — M. em 1806, no estado de solteira. 

6.0 D. JoANNA Pamplona. — Nasc. a 10 de Setembro de 1797, e foi casada com João Thomaz 
de Araújo Rangel e Castro, Fidalgo da Casa Real ; Sr. da Quinta de S. Bernardo de 
Fanzeres, subúrbios da Cidade do Porto ; Olficial de Infanleria do Exercito, do qual 
houve geração. A Sr." D. Joanna Pamplona passou a segundas núpcias com Manuel 
Velho, que m. em 1827. 

FILHO DO 1.0 MATRIMONIO 

1.° Joaquim d'Araujo Rangel Pamplona. — Primogénito; Fidalgo da Casa Real. 
Foi Coronel aggregado ao Regimento de Milícias da Maia. 

NB. Ignoro se foi casado e teve geração, e bem assim se houve mais irmãos. 
SEUS AVOS 

Manuel Malheus Pamplona Carneiro Rangel, natural de Villa-Bôa de Quires ; Moço 

fidalgo com exercício na Casa Real (Alvará de 25 de Janeiro de 1710) ; 10.° Sr. da 

iasa e Morgado de Beire, e dos de Villa-Bôa, Viila do Conde, e do da ilha de S. Miguel 

KQuinla da Salga) ; Cavalleiro professo na Ordem de Cliristo ; Familiar do Sanlo Oílicio, 

le nasc. em 1683, e m. a 30 de Julho de 1748 ; foi casado com D. Filippa Thereza 

lameiro de Sá e Figueirôa, Sr.* de um- Morgado em Viila do Conde ; íilha e herdeira 

Í8e Manuel Carneiro de Sá, Desembargador do Paço ; Deputado da Mesa da Consciência 

e Ordens ; Chanceller da Relação da Bahia ; Collegial de S. Pedro em Coimbra ; Familiar 

do Santo OíTicio; e de sua mulher D. Thereza Carneiro de Figueirôa Pinto, natural da 

cidade do Porto ; Sr." do predito Morgado ; filha de João de Figueirôa Pinto, Fidalgo 

da Casa Real ; Contador da Fazenda Real, na cidade do Porto, ao qual foi feita mercê 

de uma vida no Senhorio de Porto Carreiro, com seus foros e direitos Reaes, e da 

Alcaidaria da viila de Portel, por Decreto de 23 de Janeiro de 1750 ; casado com D. Maria 

Carneiro de Barros, filha de Rafael Carneiro de Faria, proprietário do Officio de Contador 

da Fazenda Real na cidade do Porto, e de sua mulher D. Justa de Barros Carol. 

João de Figueirôa Pinto era sobrinho do Doutor Francisco Carneiro de Figueirôa, do 
Conselho de El-Rei D. João v ; Reitor e Reformador da Universidade de Coimbra. 

IFIXjBCOS 



1.0 Joio Alvares Pamplona. — Natural de Viila do Conde; Moço Fidalgo com exercício na 
Casa Real, accrescentado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 29 de Maio de 1738}; pri- 
mogénito que succedeu nas Casas de Beire e Pombal ; Padroeiro Abbacial de Santo 
André do Sobrado, pelo seu casamento ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Familiar 
do Santo Officio (Carta de 4 de Novembro de 1729J; casado com D. Maria Clara 
Thoar Baldaia de Vasconcellos, Administradora do referido Padroado ; Sr." da Casa 
d'Aveloso ; filha única de Manuel de Thoar e Vasconcellos, Fidalgo da Casa Real ; 
Sr. da predita Casa (Morgado de Tavares) ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Mestre de 
Campo dos Auxiliares de Pinhel ; e de sua mulher D. Francisca Antónia Baldaia da Silva, 
Sr." do Morgado de Baldaias, ou de Villar de Paraizo, ou Canellas; Padroeira Abbacial 
de Santo André do Sobrado ; filha única de Thomé da Silva Baldaia, Sr. do mesmo Mor- 
gado ; Cavalleiro da Ordem de Christo ; Mestre de Campo dos Auxiliares da Comarca 
do Porto ; Familiar do Santo Officio ; e de sua mulher D. Marianna Francisca Diniz, 
natural da freguesia da Sé, na cidade do Porto. 



232 famílias TITULARES BEI 

FILHA UNlCA 

D. Isabel Joanna. — Casou com João Pacheco Pereira, Fidalgo da Casa Real' 
do qual foi 2." mulher ; Sr. das Casas de Peixotos e Pachecos na Rua 
de Belmonte da cidade do Porto ; Alcaide-mór de Villa de Rei ; Com- 
mendador da Ordem de Christo ; e, pelo seu casamento, Sr. da Casa 
d'AvelIoso, que passou para a sua descendência, e por successão a sua 
Mãe D. Clara Josefa Maria Eldres, Sr." da Capella de Nossa Senhora 
da Assumpção em S. Nicolau da cidade do Porto, instituída por seu Pae 
Pedro Belens, que foi Familiar do Santo Offlcio. — Com geração. (Y. Ber- 
tiandos.J 

2.° Manuel Pamplona. — M. ainda joven. >3|| 

3." José Pamplona. — Segundo-genito, que succedeu por falta de varonia nos vínculos das 

Casas de Beire e Pombal, e foi casado com D. Antónia Ignacia Barreto de Miranda 

Corrêa d'Araujo, Sr.» do Morgado de Cabèda, em Villar de Maçada, e que parece 

também o fora do Mprgado de Santa Martha, junto a Vianna, a par do Lima. (V. acima.) 

4." Duarte Alvares. — M. ainda joven. 

5.0 D. FiLipPA. ) ., • , 

a n T\ \i f M. ainda meninas. 

6.0 D. Marianna. ) 

BISA. VÓS 

João Alvares Pamplona Carneiro Rangel, natural da freguezia de S. Miguel de Beire ; 
Moço Fidalgo com exercido na Casa Real (Alvará de 15 de Junho de 1725), accrescen- 
lado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 29 de Maio de 4758); 9.° Sr. do Morgado e Casa 
de Beire ; Familiar do Santo Officio ; casado com D. Marianna Pimentel da Silva, natural 
da freguezia de S. Martinho de Recezinhos ; Sr/ da Quinta de Saiam ; filha única de Paulo 
de Carvalho Figueiíôa da Mesquita ; e de sua mulher D. Marianna Leite, Sr." da referida 
Quinta. 

!.<• Manuel Matheus. — Primogénito; Fidalgo Escudeiro da Casa Real ^Alvará de 7 de Julho 
de 1738) ; 10. o Sr. da Casa de Beire : casou com D. Filippa Thereza .Carneiro de Sá 
e Figueirôa, Sr." do Morgado em Villa do Conde. — Com geração. (V. acima.) 

2.0 Luiz Mendes de Carvalho Pamplona. 

3.0 Manuel de Sousa Pamplona. 

4.0 D. Joanna Pamplona. \ M. ainda infantes. 

5.0 D. Maria Pamplona. 

TERCEIR,OS AVOS 

Manuel Alvares Pamplona Carneiro Rangel, Fidalgo da Casa Real ; 8.° Sr. do Morgado 
de Beire, e outros: casou com D. Maria de Sousa Cirne, filha natural legitimada de 
Pedro Vaz de Sousa Cirne, Fidalgo da Casa Real ; Sr. da Honra de Gominhães, e Caval- 
leiro da Ordem de S. João de Jerusalém, depois de viuvo. 

l.o João Alvares. — Succedeu na Casa de Beire, e outros Morgados; m, em 1656, tendo 
sido casado com D. Marianna Pimentel da Silva de Carvalho Figueirôa. — Com gera- 
ção. (V. acima.) 

2.» António Carlos. — Foi Moço Fidalgo com exercício na Casa Real (Alvará de 18 de Junho 
de 1723;. 

3.0 Thomaz Manuel. — Foi graduado na faculdade de Cânones, e m. sem geração.- 

50 D Thereza '(iuioMA ! ^'^^^"^ Freiras do Convento de Santa Clara, de Villa do Conde. 
7.0 D* Guiomar Eufhazia ( ^'"^"^^ "° Convento de Santa Clara da cidade do Porto. 



BEJ 



E GRANDES DE PORTUGAL 



233 



QUARTOS AVOS 

João Alvares Paraplona Carneiro Rangel, Fidalgo da Casa Real, que m. em 1648 ; 
foi o 7." Sr. do Morgado de Beire, vinculado em 1541 por João Alvares Pamplona, casado 
com D. Leonor Carneiro, o qual passou para sua íilha D. Brites Carneiro, que casou com 
seu primo Duarte Carneiro Rangel, Desembargador do Paço, que vinculou em 1599 a sua 
Ouinta de Pombal ; casou com Calharina da Silva, sua creada, que recebeu in articulo 
mortis. 

1,0 Manuel Alvares. — Succedeu na Casa e Morgados, e casou com D. Maria de Sousa Girne. 

(V. acima.) 
2.° D. LuizA Carneiro. — Casou na cidade do Porto. 
3.0 D. Catharina Carneiro. — Casou com Jeronymo d'Almeida e Sousa. 

CREAÇÃO DO TITULO 

nscoNDE, EM DUAS VIDAS — Dccrelo de 3 de Julho, e Carta de 23 de Setembro de 1824. — (D. João VI. 
— Regist. no Liv. II de Cartas, Alvarás e Patentes da Secretaria do Reino, a fl, 210 v.) 

N. B. Falta ainda verificar a 2." vida n'este titulo. 




BEJA (Duque). — Titulo de juro e herdade, que sempre tem sido conferido aos 
?rí. Infantes de Portugal, ou na sua legitima descendência. 

A este titulo, creado por El-Rei D. AíTonso v, para seu irmão o Sr. Infante D. Fer- 
iando, fazendo-lhe doação de juro e herdade, com o Senhorio da villa (hoje cidade) de 
Jeja, com o seu castello e fortaleza, bem como da ilha da Madeira, com toda a jurisdicção 
'eivei, crime, rendas, direitos reaes, etc, não pode precisar-se a data da creação por se 
haver perdido as Cartas originaes das doações; todavia parece ter-se effecluado nos 
primeiros annos do reinado do Sr. D. Affonso v, e depois da jornada de Ceuta, que 
tivera logar em 1452. 

Na doação da villa de Serpa, menciona o mesmo Monarcha a seu irmão o Infante 
D. Fernando como Duque de Beja, etc. Esta doação foi feita em Lisboa a 18 de Fevereiro 
de 1457, e está registada no Archivo Nacional da Torre do Tombo. (Liv. 4." dos Misticos, 
a /l. 20 V.) 

E sob o mesmo titulo de Duque de Beja e Senhor de Moura, Condestavel do Reino, 
Regedor da Ordem e Cavallaria de S. Thiago, lhe fez merco pura e irrevogável doação, 
para elle e todos seus successores, de quaesquer ilhas que depois d'esta Carla em diante 
por elle e seus navios fossem achadas novamente, etc. Em Cintra a 10 de Novembro de 
1457. (Liv. 2. dos Místicos, a fl. 166 v.) 

30 



234 FAMILIAS TITULARES BEJ 

O Infanle D. Fernando, que também era Fronleiro-raór das comarcas d'enlre Tejo e 
Guadiana, e além do Guadiana e Reino do Algarve (Lisboa 8 de Outubro de 1448, Liv. 
4." dos Místicos, fl. 258 v.) mereceu lai estima e afleição a seu tio o Infante D. Hen- 
rique, que, por não ler lilhos, e na esperança, por certo, d'elle continuar os seus desco- 
brimentos para o que llic doara lodos os seus bens moveis, de raiz, e os da coroa que 
elie possuia, o períilhou por Alvará feito por sua própria rnão em Extremoz a 7 de Março 
de 1398, perlilhaçâo que fora confirmada por El-Rei D. João i, no mesmq dia, e depois 
por El-Rei D. Allbnso v, a 23 de Novembro de 1Í51 (Liv. 2.° dos Misticos, jt. 156 e 185.) 

Ainda em vida do Infante D, Henrique fizera este doação a seu sobrinho o Infante 
D. Fernando, da sua ilha de Jesus-Christo (que hoje se denomina Terceira), e da 
Graciosa com todas as suas rendas, etc, para elle mandar povoar, como se vê da Carta 
do Infante D. Henrique, feita na villa de Villar do Infante, a 22 de Agoslo de 1460, 
confirmada por El-Rei D. Aflbnát) v, a 2 de Setembro do mesmo anno. (Liv. 2.° dos 
Misticos, fl. 155 V.) 

A perfilhação do Infante D. Fernando, pareceu-nos um facto histórico, desconhecido, 
pelo menos o documento na sua integra, e por isso aqui o consignamos sob o n.° 2. 

Conforme os nossos historiadores, a morte do Infante D. Henrique teve logar em 1460, 
e desde já se pode dizer que esse fatal successo se realisou depois de 2 de Setembro d'esse 
anno ; por quanto El-Rei D. Aílbnso v fez doação ao Infante D. Fernando, Duque de Beja, 
Sr. de Moura, Condestavel do Reino, da Alcaidaria de Vizeu, que fora do Infante D. Hen- 
rique, como se \'ô da Carta datada d'Evora a 7 de Fevereiro de 1461. (Liv. õ.° dos 
Misticos, fl. 249.) 

Em virtude da perfilhação do Infante D. Henrique a seu sobrinho o Infante D. Fer- 
nando, ficaram-lhe pertencendo entre outros bens d'esle, as ilhas de S. Thiago, S. Filippe, 
das Maias, S. Christovão, e a do Sal, que estão nas partes de Guiné, e foram descobertas 
por António de Nole, em vida do Infante D. Henrique, e as ilhas Brava, S. Nicolau, 
S. Vicente, Raza, Branca, Santa Luzia e Santo António, achadas por Diogo Affonso, Escu- 
deiro do Infante D. Henrique, o que tudo consla da Carta de doação de El-Rei D. Affonso v, 
datada de Tentúgal a 19 de Setembro de 1462. (Liv. 2.° dos Misticos, fl. 152.) 

O Infante D. Henrique jaz na Batalha, na capella que fundou seu Pae El-Rei D. João 
(conforme dizem os nossos historiadores) ; e El-Rei D. Affonso v, seu sobrinho, estabeleceu 
n'aquelle outr'ora convento, um annual de missas por sua alma, a principiar de Janeiro 
de 1474, consignando para esse fim quatro mil reaes, tirados das rendas de Guiné. (Carta 
datada de Santarém de 24 de Junho de 1474. — Liv. 5." dos Misticos, fl. 2.) 

É esle um outro facto histórico, que nos parece ser lambem desconhecido. 

Na Casa do Infante D. Fernando, succederam seus filhos D. João e D. Diogo, e a 
estes foram conferidas as honras e privilégios dos Infantes, por Carla datada de Lisboa a 
2 de Julho de 1471. (Liv. 16 da Chanc. de D. Affonso Y, fl. 125 v.) 

E de novo foi regulada a successão da Casa do Infante D. Fernando, na eventuali- 
dade da falta de successão legitima de seu íilho D. Diogo, Duque de Vizeu e de Beja, em 
favor de seus irmãos D. Duarte e D. Manuel, com exclusão das filhas e successão d'ellas, 
conforme o disposto na Carta d'El-Rei D. Affonso v, datada do Porto a 7 d'Agosto de 1476. 
(Chanc. de D. Affonso V, Liv. 1, fl. 118 v.) Doe. n." 3. 

Se os documentos acima indicados, não fossem já bastantes para mostrar a creação 
do Ducado de Beja, na pessoa do Infante D. Fernando, a Carla passada á Infanta D. Beatriz, 
sua mulher, referente á successão e doações da Casa do Infante cora seus filhos os Duques 
D. João e D. Diogo, datada de Cintra a 10 d'Agoslo de 1480 (Liv. 26, fl. 136 v. da 
Chanc. de D. Affonso V), seria uma prova mais evidente. Doe. n.° 4. 



BEJ E GRINDES DE PORTUGAL 235 

Do que levamos dito, e do que nos referem as chronicas, houveram os seguintes 
Duques de Beja : 

1." Duque. O Infante D. Fernando. 

1.° » D. João, filho primogénito do Infante. 

;{." )) D. Diogo, filho 2.° genilo do mesmo Infante. 

í." )) O Infante D. Manuel (antes de ser Rei), ao qual se fez doação da villa de Beja, 
com seu caslello e fortaleza, ete., por Carta datada de Beja a 25 de Maio 
de 1489. (Liv. 31 dos Místicos, fl. 101.) 

5." » Infante D. Luiz, filho do 2.° matrimonio d'El-Rei D. Manuel, com a Sr." D. Isa- 
bel, filha d'EI-Rei D. Fernando o Catholico. 

6.° » O Infante D. Francisco, filho do 2." matrimonio d'El-Rei D. Pedro ii, com a 
Sr."* D. Maria Sophia Isabel de Neuburgo, filha do Eleitor Palatino do Rheno 
(Wilhelmo). 

1." » O Infante D. João, Maria, Fernando, Pedro d'Alcantara, Miguel, Rafael, Gabriel, 
Leopoldo, Carlos, António, Gregório, Francisco d'Assis, Borja, Gonzaga, Félix, 
Duque de Saxe, Coburgo, Gotha, Gran-Cruz e Alferes das três Ordens Mili- 
tares de Nosso Senhor Jesus-Christo, de S. Bento d'Aviz, e da antiga 
Ordem de S. Thiago da Espada ; Gran-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da 
Conceição de Villa Viçosa ; Coronel do 2.° Regimento de Lanceiros da Rainha; 
3." filho da Rainha D. Maria ii, e de seu esposo El-Rei o Sr. D. Fer- 
nando II, que nasc. em Lisboa a 16 de Março de 1842, e m. na mesma 
cidade a 27 de Dezembro de 1861, victima de uma febre paludosa, que 
adquiriu em uma excursão que fizera a Villa Viçosa, em companhia de seus 
irmãos El-Rei D. Pedro v, e os Infantes D. Fernando e D. Augusto, sendo 
El-Rei D. Pedro v e o infante D. Fernando as primeiras victimas d'aquella 
febre maligna. 



I 



DOCUMENTO N.'» 1 



D. AFFONSO, etc, fazemos saber que querendo fazer graça o marco a D. Fernando, duque de Beja e 
senhor de Moura, condestabre do nossos regnos. Regedor da Ordem, e cavallaria de S. Thiago nosso muito pre- 
zado e amado irmão... etc. temos por bem o fazemos-lhe merco pura e irreuogauel doacom, pêra elle e todos 
decemdemtes e suecessores de quaesquer ilhas que depois desta carta em diante per elle e seus navios forem 
achadas novamente, etc. — Em Sintra a 10 de Novembro de li57. {Liv. 2 dos Místicos, fl. 156 v.) 



DOCUMENTO N.° 2 

Alvará de perfilhação que o Infante D. Henrique fez a seu sobrinho 
o Infante D. Fernando, Duque de Beja 

Eu o iffamte dom amrriquc guouernador daordem de nosso senhor ihesu christo duque deuiseu senor de 
couilhãa, faço saber a quamtos este meu ailuara virem, que esguardamdo como o dcseio de todollos homôes 
he do sua uida scer per loirguos dias. E por que a hordenança que deus deu aileraçom humanai o iiom com- 
simte, ante em poucos e breues dias acaba ho homem a uida deste mundo. E por remediar esto os homôes deseiam 
auer iecraçom per que o seu nome fique na terra pois perdita anora pode pessuir, e pêra soprir seus en)carrc- 
guos quamdo se deste mundo parte asi cm guasalhar seus criados, como cm prouuer ao bem de sua 
ali ma. E por quamto eu nom linha filho nenhuu nem csperaua de o auuer por rosorgir minha ieeraçõ tomo por 
meu fiilho e herdeiro o iffamte dom fernamdo meu sobrinho e afilhado. E peço a El-Hci meu senhor que lhe 
comflrme esta minha perlilhaçom, e que acepte por elle pois he seu filho e meor dehidadc. E prazmo que esto 
lho seia firme em todos meus beês raizes e mouees Kesguardamdo oterço da mynha allma. E peço por merceo a 
clRcy meu Senhor que elle aia por firme esta doacom em as terras que tenho da coroa do regno, asi como so 
fosse meu filho lidimo propio. E por certidam desto lhe dei este ailuara feito e asinado per minha maão feito era 
estremoz sele dias de março da era de mill o quatro cemtos o trinta o seis annos. (Anno 1398). 



236 famílias TITULARES BEJ 



Confirmação de El-Rei D. João I 

«Nos ElRey de nosso comprido poder comíirmamos outorgamos e aprouamos este' aluara e todallas coussas 
«em elles comtheudas per o Ifante dom amrrique meu muito prezado e amado Irmaão a meu filho o Ifante dom 
«fernando outorgadas assi perfeitamente como se per direito melhor podem e deuem fazer em cuja firmeza e 
«Renembrança de minha maão fozcmos e assinamos esto estromento feito e assinado per nos no dito lugar, dia 
«c mes e era. 

Confirmação de El-Rei D. Affonso V 

El-Rei D. Affonso v, eonfirmou e approvou os ditos Alvarás, e todas as cousas como em elles contheudo 
e por Carta passada em Lisboa a 23 dias de Novembro do anno de 1451. — (Regist. no Arch. da T. do T., lAv. 2 
cios Místicos^ /í. lãG c 183.) 

Ainda cm vida do Infante D. Henrique, este fez doação a seu sobriniio o Infante D. Fernando, das ilhas de 
Jesu-Christo (hoje Terceira), e Graciosa, com todas as suas 'rendas, etc, afim d'elle as mandar povoar, como 
se vô da respectiva doação do Infante D. Hejjrique feita na Villa do Villar do Infante, a 22 d'Agosto de 1460; e 
confirmada por El-Rei D°. Affonso v por Carta de 2 do Setembro de 1460. — {Ai'ch. da T. do T., lAv. 2 dos Místicos, 
fl. 155 V.) 



DOCUMENTO N." 3 

D. AFFONSO, ctc, faço saber que esguardando eu ao muy chegado diuido, que comigo tem D. Diogo Duc de 

Vizeu o de Beja, senhor da Covilhaã e de Moura, filho do ifante D. Fernando meu irmão que deus aja e 

isso mesmo os grandes merecimentos da ifante D Beatriz minha muito prezada e amada irmã e esguardando 

ao que dito lic, por que a herança que ora tem o dilo duc meu sobrinho ou a maior parte delia se socede per 
linha direita segundo forma da lei mental, e se poderia acertar aso, que nosso Sr. defenda, qnc o dito meu 

sobrinho faleça antes de hauer filho barão lidimo determinei por fazer merco ao dilo duc meu sobrinho e 

á dita ifante sua madre que cada um de seus irmãos D. Duarte e D. Manuel que a esse tempo ficar 

maior lhe succeda como filho lidimo nom se entendendo aquy as ilhas e suceessão delias. — (Caria datada 

do Porto a 1 de Agosto de 1476.) 



DOCUMENTO N.° 4 

D. AFFONSO, etc. A quantos esta nossa carta virem fazemos saber que a Iffante dona byatriz minha muito 
prezada tí amada Irmaã nos disse que nós seriamos lembrados de como fizéramos mercê e doaçom de juro e her- 
dade aO Iffante dom fernando meu Irmão seu marido que D.^ aja, da villa de Beja com seu caslello e fortaleza 
e asy da Ilha da Madeira com toda jurdiçom cível e crime, rendas direitos reaes etc. etc. segundo tudo muy 
cumpridamente era contheudo em carta de doaçom que lhe dello fizéramos, respeito das quaes cartas e doações 
o dito Iffante meu irmaão ouvera e estevera em posse da dita Villa de Beja e senhorio delia, e asy da dita Ilha 
da Madeira rendas etc. etc. ate o tempo de seu failecimento ; ao qual tempo por bem das ditas doações as sob- 
cedera e fora em posse delias ho duque D. Joham seu filho, e per seu failecimento ficaram ao Duque D Diogo 
meu muito prezado e amado sobrinho isso mesmo seu filho per nova mercê que lhe fczemos em aver de sobceder 
a seu irmão como filho no caso que filhos lidemos nom houvesse das quaes ora estava em posse : dizendo-nos 
a dita Iffante que por quanto ella ora nom achava as ditas doações nem sabia onode nem como se lhe perderam 
como algumas outras Cartas nos pedia por merco que nós quizessemos trazer aa nossa lembrança o que no dito 
casso tínhamos feito e outorgado ao dito Iffante meu irmão e asy quissessemos per nossa Carla ora decrarar 
por se tirarem todas duvidas que ao diante podessem vir na sobcessão da dita Villa de Beja e da Ilha da Ma- 
deira, mas antes sem algum pejo viesse todo aos ordeiros e sobcessores da cassa do dito Iffante segundo per 
direito e doaçom a elle feita lhes pertencia. E visto por nós seu requerimento e o ca?so quall he — per quanto 
nós nom veemos as ditas cartas nem somos rm acordo delias nom nos parece coussa conveniente aveermos de 
confirmar nem de tirar per o grande amor e afeição que tecmos ao dito duque dom diogo meu sobrinho e dese- 
jamos seu acrecentamento assy como he rezão pelo muito grande divido que com nosco tem. E assy os muitos 
e grandes que do dito meu irmão S'H1 pay e delle t"mos recebidos, e ainda esperamos ao diante delle rccrber, 
e por lhe no dito casso tirarmos e de todo as duvidas que na sobcessão das ditas cousas a si'us erdeiros pode- 
riam vir. Nós juntamente, com a promessa de dom Joham meu sobre todos muito prezado e amado filho, e com 
seu prazer e consentimento per esta presente fazemos ora de rosso próprio moto certa sciencia poior absoluto 
sem no lio elle nem outrem per ello requerer nem pedir mercê e doaçom ao dito duque meu sobrinho de juro 
e crdade pêra elle e todos seus descendentes per linha barões lídimos segundo forma da lei mental, da dita 
Villa de Beja com seu Castello e fortaleza com todos termos etc. etc. e outro sim da Ilha da Madeira etc. Dada 
em Sintra a 10 dias d'agosto de 1480 annos. — {Regist. no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Affonso V,IJv. 26^ 
fl. 136 V.] 

CREAÇÃO DO TITULO 

Duque de Beja — Antes-de 1437. — (D. Affonso V.) 

Confirmado — 10 d'Agosto de 1480. —(D. Affonso V. — Regist, no Arch. da T. do T., Chanc. de D. Af- 
fonso V, Liv. 26, fl. i36 V.) 



BEL 



E GRANDES DE PORTUGAL 



237 




BELFORT (Visconde). — Anlonio Raymundo Teixeira Vieira Belfort, 1." Visconde 
de Belfort, em sua vida, e 1." Baião de Giirupy, no Império do Brazil; Guarda-Roupa 
Honorário de S. M. l. ; Coramendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial do Brazil ; Commendador e Oflicial da 
Ordem da Rosa ; Cavalleiro da Ordem de Christo, do Brazil ; abastado proprietário na Pro- 
vinda do Maranhão; Deputado á Assembléa Geral Legislativa da mesma provincia, no anno 
de 1853. Nasc. a 17 de Junho de 1818, e casou a 19 d'Abril de 1841, com D. Augusta 
Carlota Bandeira Duarte, filha de Francisco de Paula Pereira Duarte, Veador de S. M. a 
Imperatriz do Brazil ; do Conselho de S. M. I. ; Commendador da Ordem de Christo, do 
Brazil ; Presidente do Supremo Tribunal de Justiça do Império Brazileiro ; antigo Chan- 
celler e Desembargador da Relação do Maranhão ; e de sua mulher D. Carlota Joaquina 
Bandeira Duarte. 

l,° D. ]\1abia da Gloria. — Casou com Anlonio de Paula Ramos Júnior, Bacharel formado 
em Direito ; Segundo Promotor de Justiça na cidade do Rio de Janeiro. 

NB. Ignoro se tem descendência. 

2.0 D. ThEREZA AuGtJSTA. 

SEUS PAES 

José Joaquim Vieira Belfort, natural da Cidade de S. Luiz do Maranhão ; Coronel 
de Milícias aggregado ao regimento do Maranhão, e abastado proprietário na mesma 
Província ; ao qual durante o domínio da Coi ôa Portugueza se concedeu uma Sesmaria de 
duas léguas de terra de comprido e uma de largo, na margem esquerda do rio Itapi- 
curú, cuja Sesmaria lhe foi confirmada por Alvará de 27 de Junho de 1796 ; casou com 
D. Maria Thereza Teixeira Belfort, sua parente. 



Antomo Raymundo. — i.» Visconde de Belfort, cm Portugal, c 1.° Barão de Gurupy, no 
Brazil, que casou com D. Augusta Carlota Bandeira Duarte, sua prima. — Com geração. 
(V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendentes. 



238 famílias TITULARES BEL 

SEUS AVOS 

Leonel Fernandes Vieira \ natural da freguezia de S. Pedro de Vade; Cirurgião-mór 
do Regimento da Praça de S. Luiz do Maranhão, e ali abastado proprietário; habilitado 
para familiar do Santo OíTicio, ao qual se não chegou a passar Carla, por haver fallecido : 
foi casado com I). Francisca Maria Reifort, filha de Lourenço Belforl ^, Mestre de Campo ; 
Cavalleiro professo na Ordem de Christo (18 de Junho de 176 1) ; e de sua mulher D. Anna 
Thereza Marques, filha de Filippe Marques da Silva, Almoxarife da Real Fazenda, natural 
da freguezia de S. Julião, da Cidade de Lisboa, casado na cidade de S. Luiz do Maranhão 
com D. Rosa Maria do Espirito Santo. 

i.** José Joaquim. — Proprietário abastado; Coronel aggregado a um dos regimentos de Milícias 
da Capitania do Maranhão (Decreto de 21 d'Otitubro de 180o) : casou com D. Maria 
Thereza Teixeira Belfort, sua parente. — Com gerafão. (V. acima.) 

2." Joaquim António. — Foi Juiz de Fora da viUa de Monte-mór-o-Velho, em 1802; e da 
cidade de Lagos, em 1807 ; Desembargador da Relação do Maranhão, cm 1816, e 
ainda exercia o logar em 1820. 

NB. Ignoro se tiveram mais descendentes. 
BISAVOS 

José Fernandes Vieira, natural da freguezia de S. Pedro de Vade ; lavrador. Casou 
a 11 de Fevereiro de 1697, com D. Maria Fernandes, natural da freguezia de S. Mamede 
de Villa Verde, filha de João Fernandes, e de sua mulher D. Cecilia Vieira, ambos naturaes 
da freguezia de Villa Verde, termo da Villa da Ponte da Barca. 

Leonel Fernandes. — Foi Cirurgião-mór do regimento da Praça do Maranhão : casou com 
D. Francisca Maria Belfort. — Com geração. (V. acima.) 

TERCEIROS A.VOS 

Manuel Gonçalves, que casou com D. Maria Gonçalves, ambos naturaes da freguezia 
de S. Pedro de Vade. 

JosÉ Fernandes. — Foi casado com D. Maria Fernandes Vieira, sua parente. — Com geração. 
(V. acima.} 

NB. ignoro se houve mais descendência. 

' Na habilitação para exercer a Magistratura, feifa perante o Desembargo do Paço, declarou ser o Avô pateino José 
Fernandes Vieira, casado com D. Maria Jo^epha da Luz; mas como esta justificação foi feita cm Lisboa, em 1791, parece-nos 
Laver equivoco no nome da Avó materna: adoptamos por conseguinte o nome que vem declarado na habilitação do Pae, para 
Familiar do Santo OíBcio, que deve reputar-se indubitável. 

4 Lourenço Belfort ou Lancelot Belfort, natural de Dublin, na Irlanda, catholico, de oriptem nobre, baptisado em Cas- 
telricardum, no condado Midensi, junto a Kilwarri ; castro allodial da família dos Belfortes; veio para a cidade de S. Luiz do^ 
Maranhão (dizem que como Cirurgião), e foi ao Pará por Capitão de tropa de resgate de Índios; e regressando ao Maranhão 
fundou varias industrias, e a primeira fabrica de atanados ; foi grande lavrador, teve muitos cabedaes, e concorreu muito 
para o augmento da lavoura, e commercio d'aquella capitania ; em recompensa do que, El-Rei D. José i, lhe fez mercê do 
Habito de Christo, por Decreto de 16 de Julho de 1758, de que fez profissão a 18 de Junho de 1761; obteve o posto de Mestre 
de Campo, e consta que servira de Vereador da Camará Municipal do Maranhão. 

Por Carta de 20 de Julho de 1776, concedeu-lhe El-Kei D. José i, uma Sesmaria de terra de 2 léguas de comprido, e 1 
legoa de largo, na paragem chamada Enseada das Canoas, correndo o comprimento de norte a sul, e a largura de nascente 
a poente, pegada á testada da sua fazenda denominada de S. Lourenço.— fiiecriíí. no Arch. da T. do 2'., Mercês de D. José I 
Liv. 20, fl. 193 V.) 

Lourenço Belfort, teve um irmão, James Belfort, que foi religioso no Convento de S. Domingos, da nação Irlandeza, situado 
no largo do Corpo Santo, da cidade de Lisboa, e parece fallecera antes de 1750. Também teve parentes no Convento das Keligiosas 
do Bom Successo, onde uma d'cstas senhoras fora Prioreza. 



Wl 



E CRÂNDES DE PORTUGAL 



239 



CREAÇÃO CO TITULO 

Visconde — Decreto de 8 d'Agosto, e Carta de 12 de Setembro de 1872. — (D. Luiz I. — Begist. no Arch. 
da T. do T., Lio. 24 de Mercês de D. Luiz I, a- fl. 100.) 

llrazuo cl'Ai*iiiasi. — Escudo partido em pala; na primeira, as armas dos Sousas, 
dos que procedem de Dom Martim Affonso Chichorro — 2.0 ramo — escudo esquartelado ; no 
primeiro quartel, as quinas do reino, sem a orla dos castellos ; no segundo quartel, em campo 
de prata um leão de purpura, e assim os contrários : na segunda pala as armas dos Gomes — 
era campo azul, um pelicano ferindo o peito, e dando aos filhos o sangue que d'elle corre. 

BUAZÃO concedido a António Gomes da Silva Belfort, o a Sebastião Gomes da Silva Belfort, naluraes 
da cidade de S. Luiz do Maranhão, bisnetos de Filippe Marques da Silva, Almoxarife da Real Fazenda da 
cidade do Maranhão, casado com D. Rosa Maria do Espirito Santo. (Alvarás Je 6 e 13 de Abril de 180i. 
— Begist. no Cartório da Nobreza, Liv. 7, fl. 5 e 7S.) 




BELLAS (Marquez). — Dora Anlonio de Castello-Branco Corrêa e Cunha Vasconcellos 
e Sousa, 3." Marquez de Bellas, em sua vida, e 9.° Conde de Porabeiro, também em sua 
vida; Oflicial-mór Honorário da Casa Real; 21." Sr. do Morgado de Pombeiro; 17.° Sr. 
do Morgado de Caslello-Branco ; 15." Sr. da Casa de Bellas. Nasc. a 30 de Janeiro de 
18Í2, e casou em primeiras núpcias a 2 de Setembro de 1867, com D. Mia d'OUveira 
Pimentel, l." filha dos 2.°* Viscondes de Villa-Maior, a qual nasc. a 15 de Maio de 1840, 
e ra. na Ilha da Madeira a 24 de Abril de 1874, da qual houve geração. (V. Villa-Maior.) 

O Marquez passou a segundas núpcias em S. Pedro do Sul, a 30 de Outubro de 1877, 
com D. Maria da Piedade de Lacerda Lebrim, filha de Paulo Corrêa de Lacerda, Fidalgo da 
Casa Real, e proprietário no concelho de S. Pedro do Sul, e de sua mulher D. F... 

Succedeu no titulo a seu Avô Dom António de Castello-Branco Corrêa e Cunha de 
Vasconcellos e Sousa, 2.° Marquez de Bellas, em verificação de vida concedida n'este titulo 
quando foi creado a 17 de Dezembro de 1801 ; 7." Conde de Pombeiro ; Par do Reino por 
Carta Regia de 30 d'Abril de 1826, de que prestou juramento e tomou posse na Camará 
dos Pares em sessão de 31 d'Outubro do mesmo anno, e que m. a 20 de Março de 1834. 



240 famílias titulares BEL 

E no titulo de Conde de Pombeiro; a seu Pae Dom José de Castello-Branco Corrêa e 
Cunha de Vasconcellos e Sousa, 8." Conde de Pombeiro. 

O Marquez tem direito hereditário ao Pariato como successor de seu Avô, direito que 
seu Pae o 8." Conde não quizera usufruir depois da pubhcacão do Decreto com forca de 
Lei de 23 de Maio de 1851. 

ifixjHios jdo 1.» ^ycjLTie-ijv^oisrxo 

1.° D. SopHiA DE Castello-Branco. — Nasc. a 18 de Maio de 1868. 

2.0 D. Maria Francisca. — Nasc. a 25 de Julho de 1869. 

3.° D. Emília de Castello-Branco. — Nasc. a 7 d'Abril de 1872. 

^ETJS PAES 

Dom José de Castello-Branco Corrêa e Cunha Vasconcellos e Sousa, 8.** Conde de 
Pombeiro; Official-mór da Casa Real; 20.°' Sr. de Pombeiro; 16.° Sr. do Morgado de 
Castello-Branco ; 14.° Sr. da Casa de Bellas, que m. a 17 de Outubro de 1867, e foi casado 
com D. Maria Francisca Luiza de Sousa, sua prima, 3.* filha dos 2.°' Marquezes de Borba 
e 14.°* Condes de Redondo, de quem houve geração. (V. Pombeiro e Redondo.) 

(V. Condesfa de Pombeiro.) 

AVÔS E BISAVOS 

(V. Condes$a de Pombeiro.) . 

CREAÇÃO DOS títulos 

Marquez, em doas vidas — Decreto de 17 de Dezembro de 1801, e Carta de 13 de Janeiro do 1802. — 

(D. Maria I. — Regência do Principe D. Joào. — -Regist. no Liv. l.°, fl. 146, de Cartas, Alvarás, e 

Patentes da Secretaria do Reino.) 
Renovado no 3.» Marquez — Decreto de 21, e Carla do 23 de Julho de 1868. — (D. Luiz I.) 
Conde de Pombeiro — 6 d'Abril de 1662. — (D. Affonso VI. — Regência da Rainha D. Luiza. — Regist. 

no Arch. da T. do T., Clianc. de D. Affonso VI. Liv. 26, fl. 163 v.) 
Renovado no 9.° Conde — Decreto de 21, e Carta de 23 de Julho de 1868. ~ (D. Luiz L) 
Visconde de Castello-Branco, junto a Sacavém, em duas vidas i — 25 de Setembro de 1649. — (D. Joao IV. 

— Regist. no Arch. da T. do T., Clianc. de D. João IV, Liv. 20, fl. 237.) 
Sr. de Pombeiro — 3 de Fevereiro de 1355. 
Morgado de Castello-Branco — 31 d'Outubro de 1442. 
Sr. de Bellas — 13 d'Agosto de 1449. 

!Bi<a.zã,o <l'Ax*m£is. — Um escudo tendo em campo azul um leão de oiro, rompente, 
armado de vermelho. — Timbre — o leão do escudo. 



* Dom Pedro de Castello-Branco, Visconde de Castello-Branco, casado com D. Luiza Ponce, Dama da Rainha D. Luiza 
Francisca de Gusmão ; servia de Capitão da Guarda do Principe D. Theodosio, filho primogénito d'El-Rei D. João iv. 
Foi elevado a Conde de Pombeiro, em sua vida, pela Rainha D. Luiza, que fora Regente, e Governadora do Reino, na me- 
noridade de seu filho, o Sr. D. Affonso vi, até 23 de Junho de Í662, época em que elle assumia o poder real. 

Dom Pedro de Castello-Branco, nomeado Capitão de uma companhia de Cavallos, por Carta de 15 de Junho de 1643, 
foi o Fidalgo que servia de Capitão da Guarda do referido Principe. O OfHcio de Capitão da Guarda Portugueza d'£l-Rei 
D, Affonso VI, era exercido por Manuel de Mello. 



BEL 



E GRANDES DE PORTUGAL 



241 




BELLA VISTA (Visconde). — Rodrigo da Costa Carvalho, í.° Visconde da Bella Vista, 
n sua vida ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Commendador da Ordem de Nosso Senhor 
_ ísus Christo, e de numero extraordinário da Real Ordem Americana de Isabel a Catholica 
de Ilespanha ; condecorado com a Medalha da Camará Municipal de Lisboa, por serviços 
prestados durante a epidemia da febre amarella em Lisboa, no anno de 1861 ; habilitado 
com o curso da antiga Academia de Marinha e Commercio da cidade do Porto ; proprietário 
abastado, e negociante de grosso tracto da Praça commercial de Lisboa. Nasc. a 13 de 
Novembro de 1818, e casou a 7 de Dezembro de 1840, com D. Alexandrina Martins Car- 
doso, filha de Bento João Cardoso, negociante de grosso tracto da Praça commercial de 
Pernambuco, e de sua mulher D. Felicidade Perpetua Cavalcanti. — Sem geração. 

SEUS PA.ES 

José da Costa Carvalho, proprietário na cidade do Porto, o, qual nasc. a 11 de Maio 
de 1787, e m. a 16 de Novembro de 1871, havendo casado a 14 de Maio de 1803, com 
D. Anna Máxima Vieira de Castro, que m. a 1 de Novembro de 1858. 



i." Carlos da Costa. — Nasc. a 12 de Março de 1816. Proprietário na cidade de Lisboa e 
seu termo ; Cónego honorário da Só de Loanda. Foi Religioso da Ordem do Carmo. 

2.° Rodrigo da Costa. — Actual Visconde, que casou com D. Alexandrina Martins Cardoso. — 
Sem geração. (V. acima.) 

3.<* D. Maria Luiza. — Religiosa Carmelita, cpie m. a 23 d'Agosto de 1865, no convento de 
S. Bento da Ave Maria, dá cidade do Porto. 

4.° D. Maria da Conceição. — Casou em primeiras núpcias com Luiz José de Sá Araújo, 
negociante de grosso tracto da Praça commercial de Pernambuco, do qual teve gera- 
ção. A sr." D. Maria da Conceição passou a segundas mípcias com João Pinto Regis 
de Sousa, Commendador da Ordem de Christo, proprietário, residente na cidade do 
Porto. 

FILHOS DO 1.0 MATRIMONIO 

1.° D. Anna de Carvalho e Araújo. 

2.° D, Alexandrina db Carvalho b Aradjo. 

31 



famílias titulares 



BEL 



SEUS AVOS 

Francisco da Costa Carvalho, proprietário e Capitão-mór d'Ordenanças, casado com 
D. Michaela Thereza de Carvalho, filha de José António Teixeira de Castro, Coronel de 
Milícias, e de sua mulher D. Joaquina Thereza Lourenço Ferreira. 

José da Costa. — Casou com D. Anna Máxima Vieira de Castro. — Com geração. (V. acima.) 
NB. Ignoro se foi o primogénito, c se houve mais descendentes. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 27 de Julho, e Carta de 2 d'Agosto de 1870. — (D. Luiz I. — Regitt. no Ar eh. da 
T. do T., Liv. 23 de Mercês de D. Luiz I, fl. 174 v.) 

Birazão d' Armas. — Um escudo partido em pala ; na primeira as armas dos Costas 
— em campo vermelho, seis costas de prata postas em duas palas ; e na segunda as armas dos 
Carvalhos — em campo azul uma estrella de oiro de oito raios, no centro de uma quaderna de 
crescentes de prata. 

BRAZÃO concedido ao dito Visconde, por Alvará de 27 de Março de 1865. 




BELMONTE (Condessa).— D. Maria de Mendoça Rolim de Moura Barreto, 3." Con- 
dessa de Belmonte, pelo seu casamento ; Dama de Honor das Rainhas D. Maria ii, D. Es- 
tephania, e D. Maria Pia ; 2." filha de S. A. Sereníssima a Sr.° Infanta D. Anna de Jesus 
Maria, e de seu marido o 1.° Duque e 2.° Marquez de Loulé, e 9.° Conde de Vallé de 
Reis. Nasc. a. 26 de Fevereiro de 1829, e casou a 20 d'Outubro de 1847. 



BEL E GRANDES DE PORTUGAL 243 

VITJVA. I>E 

Dom Vasco António de Figueiredo Cabral da Gamara, 3." Conde de Belmonte, em sua 
vida ; Porteiro-mór honorário da Casa Real ; 18." Sr. do Morgado de Belmonte, instituído 
a 9 de Maio de 1397, e do de Santo André no termo d'Azurara, instituído a 12 d'Abril de 
1395; 12." Sr. do Morgado de Olta, instituído a 26 de Julho de 1524; Commendador 
da Ordem de Nosso Senhor Jesus Chrislo. Nasc. a 4 de Maio de 1829, e m. a 8 de Setem- 
bro de 1870. 

1." Dom José Maria. — Nasc. a 20 de Julho de 1848. Habilitado com o curso d'Ágronomo 
do Instituto Agrícola. Herdeiro da Casa, e do Pariato, por successão a seu Avô o 1.° 
Conde de Belmonte ; Par do Reino, em 1826 : m. a 10 de Novembro de 1830. 

2." Dom Nuno Maria. — Nasc. a 19 de Fevereiro de 1850, e casou a 17 d' Abril de 1877, i- 
com D. Maria Anna Lobo de Almeida Mello e Castro, que nasc. a 2 de Fevereiro de 1859, 
7.^ filha dos 7.''* Condes das Galvôas. — Com geração. (V. Galvêat.) 

3." D. Anna de Jesus Maria. 



/ n rv »i n /Gémeas. Nasc. a 1 de Março de 1852. 

4.0 D. Maria Domingas. j ^ 

D. Maria Domingas casou com Dom António Caetano do Carmo Noronha, que nasc. a 7 

d'Agosto de 1852, 2.o filho dos 2.o* Condes de Paraty. — Com geração. (V. Paraty.J 

5." D. Carlota Isahel. — Nasc. a 9 d' Abril de 1864. 

6." Dom Vasco Maria. — Nasc. a 2o do Janeiro de 1866. 

7.*» D. Constança. — Nasc. a 11 de Julho de 1867, e m. em Abril de 1874. 

SEUS PAES 

Dom José Maria de Figueiredo Cabral da Gamara, 2." Conde de Belmonte, em sua 
vida; Porteiro-mór da Casa Real, em verificação de vida concedida n'este Officio por De- 
creto de 4 de Novembro de 1802 ; Gentil-homem da Gamara de El-Rei D. João vi ; Com- 
mendador de S. Pedro de Merlim em Guimarães, no Arcebispado de Braga ; de S. João 
Baptista de Sinfães, no Bispado de Lamego ; de S. Pedro de Babe, no de Bragança e 
Miranda ; de S. Salvador de Castellões e de S. Thiago de' Besteiros, no de Vizeu ; todas 
estas Gommendas da Ordem de Christo ; 17." Sr. do Morgado de Belmonte e Santo André, 
no termo d'Azurara da Beira; 11." Sr. do Morgado de Otta; Capitão de Cavallaria do 
Exercito. Succedeu na Casa a seu Pae em 10 de Novembro de 1830, e no titulo a 4 de 
Julho de 1806. Nasc. a 15 de Dezembro de 1800, e m. a 5 d'Abril de 1834, tendo casado 
a 24 de Novembro de 1820, com D. Maria Domingas de Castello Branco, Dama da Rainha 
D. Maria i, e Dama de Honor das Rainhas D. Carlota Joaquina, D. Maria ii, D. Estephania 
e D. Maria Pia, que nasc. a 2 de Janeiro de 1805, 1." filha dos 2."' Marquezes de Relias 
6 7."' Condes de Pombeiro (V. Pombeiro). A Condessa passou a segundas núpcias em 1 
d' Abril de 1837, com Dom Francisco de Paula de Portugal e Castro, 13.° Conde de Vimioso 
de juro e herdade, com honras de Parente ; Sr. da Casa de Valença ; Par do Reino por 
successão a seu Pae o 5." Marquez de Valença, que m. a 9 de Julho de 1864. — Com 
geração d'este segundo matrimonio. (V. Vimioso e Redondo). 

1." D. Constança Maria. — Nasc. a 7 de Junho de 1852. Dama de Honor das Rainhas D. Es- 
tephania e D. Maria Pia ; Duqueza de Loulé, e Condessa de Valle de Reis, pelo seu 
casamento, a 19 d'Abril de 1852, com o 2.*' Duque de Loulé, e 10.*> Conde de Valle 
de Reis. — Com geração. (V. Loulé. J 

2.0 Dom Vasco António. — Foi o 3. o Conde de Delmonle ; Porteiro-mór da Casa Real : 
casou a 20 d'Outubro de 1847, com D. Maria de Mendoça Rolim de Moura Barreto, 
2." filha de S. A. Sereníssima a Senhora Infanta D. Anna de Jesus Maria, e de seu 
marido o 1.° Duque, e 2.° Marquez de Loulé, e 9." Conde de Valle de Reis. — 
Com geração. (V. acima.) 



244 famílias TITULARES BEL 

3." D. Jeronyma. — Nasc. a 27 do Novembro de 1830, e m. a 13 de Fevereiro de 1861, 
havendo casado a 31 de Janeiro do 1850, com João Bernardo Vianna Dias Berquó, 
Moço Fidalgo com exercicio na Casa de S. M. o Imperador do Brazil ; Commendador 
da Ordem de Christo ; Cavallelro da Ordem do Nossa Senhora da Conceição de Yilla 
Viçosa ; 2." Secretario da Legação do Brazil, em Lisboa. 

FILHOS 

1.0 Domingos Mauià. — Nasc. a 29 de Dezembro de 1850. 
2.° Pedro Maria. — Nasc. a 9 de Maio de 1855. 
3.° Vasco Maria. — Nasc, a 17 de Novembro de 1857. 
4.0 João Maria, — Nasc. a 27 de Março de 1859. 

4.° D. Maria da Madre de Deus. — Nasc. a 11 de Junho de 1832, ,e m. a 28 de Março 
do 1868, tendo casado a 20 de Julho de 1864, com Francisco Figueira Freire, Bacha- 
rel formado em Medicina pela Universidade de Coimbra ; Director Clinico do Hospital 
Real de S. José de Lisboa: nasc. a 29 do Janeiro de 1831, filho de Manuel Figueira 
Freire, Thesoureiro do Banco do Portugal, e proprietário ; e de sua mulher D. Bal- 
bina Garcez FiguStra Freire, ambos já fallecidos. 

FILHOS 
1.0 Manoel Maria. — Nasc. a 19 de Junho de 1865. 

2.0 José Maria,— Nasc, a 1 de Novembro de 1866, e m, a 17 de Julho de 1876. 
3.0 Francisco de Paula. — Nasc. a 28 de Março de 1868. 

5.0 D. Marianna. — M. ainda infante, 

SEXJS AVOS 

Dom Vasco Manuel Figueiredo Cabral da Camará, 1.° Conde de Belmonte em sua vida; 
Par do Reino por Carta Regia de 30 d'Abril de 1826, de que prestou juramento e tomou 
posse em Sessão de 31 d'Outubro do mesmo anno ; Porteiro-mór da Casa Real ; Gentil- 
Homem da Camará de El-Rei D. João vi ; 16." Sr. do Morgado de Belmonte e do de Santo 
André d' Azurara ; 10.° Sr. do Morgado de Otta ; 3.° Sr. dos Maninhos da vilia de Covilhã, 
em verificação de vida ; Commendador das Commendas acima referidas na Ordem de Chris- 
to; o qual em sua vida desfructou duas Tenças annuaes de oOOj^OOO réis cada uma, impostas 
na Alfandega do Porto ; outra Tença de lOOpOO réis annuaes, no Almoxarifado da Casa das 
Carnes ; e mais duas Tenças, uma de 500^000 e outra de 300^000 réis annuaes, impostas 
no Almoxarifado dos Vinhos ; Gran-Cruz das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa, e da Antiga Ordem da Torre Espada ; Deputado da Junta dos Três Estados ; 
Presidente da Junta da Administração do Tabaco ; Tenente-Coronel de Cavallaria do Exercito . 
Succedeu na Casa a seu Pae em 21 de Junho de 1794. Nasc. a 29 de Março de 1767, e m. 
a 10 de Novembro de 1830, tendo casado a 17 de Janeiro de 1795, com D. Jeronyma Marga- 
rida de Noronha, Dama da Rainha D. Maria i ; Dama da Ordem de Santa Isabel, Rainha 
de Portugal, que nasc. a 27 de Novembro de 1762, 5." filha de Dom José de Noronha, 
do Conselho da Rainha D. Maria i ; Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real ; filho dos 
S."* Condes dos Arcos de Val-de-Vez; Deputado da Junta dos Três Estados; Tenente- 
Coronel de Cavallaria do Exercito, que m. a 1 de Fevereiro de 1805 ; e de sua mulher 
D. Marianna Isabel das Montanhas Mascarenhas Ribeiro Soares, com a qual casou a 16 de 
Julho de 1742, herdeira do Morgadc do Aprestimo, em Lamego, filha de Joaquim Manuel 
Ribeiro Soares, Administrador do predito Morgado ; e de sua mulher D. Thereza Barbara 
de Menezes, Dama do Paço, filha de Dom Luiz Balthazar da Silveira e de D. Luiza 
Bernarda de Lima. 

ipiijHio TJisrioo 

Dom José Maria. — Foi o 2. o Conde de Belmonte ; Porteiro-mór da Casa Real ; Gentil-Homcm 
da Gamara d'El-Réi D. João vi ; Sr, das Casas de Belmonte, Otta, e do Aprestimo, em 
Lamego: casou com D. Maria Domingas de Castello Branco, Dama do Paço, filha 
dos 2. os Marquezes de Bellas, e 7.°* Condes de Ppmbeiro. — Com geração. (V. acima.) 



I 



BEL E GRANDES DE PORTUGAL 245 

Dom Pedro da Gamara Figueiredo Cabral, Veador da Rainha D. Maria i; Gentil- 
líomera da Gamara do Principe D. João ; do Gonsellio da Rainha D. Maria i ; Moço Fidalgo 
com exercicio no Paço, acrescentado a Fidalgo Escudeiro ; Alcaide-mór das Villas da Gerlã 
e Pedrógão Pequeno ; 3.° Sr. dos Maninhos da Govilhã ; 15.° Sr. do Morgado de Relmonte e 
Santo André d'Azurara, por successão a seu parente Gaetano Francisco Gabral, Sr. dos 
referidos Morgados, Alcaidaria e Senhorios de Belmonte e Azurara, o qual foi casado com 
D. Anna de Mello, íilha de Martim Aífonso de Mello, e de sua mulher D. Jeronyma Joa- 
quina de Sousa Souto-Maior, de quem não houve successão; 9.° Sr. do Morgado d'Otta; 
2." Sr. dos Maninhos da Villa da Govilhã e Gommendador de S. João Baptista de Sinfães, 
de S. Pedro de Merlim ; de S. Salvador de Gastellões e de S. Thiago de Besteiros nos 
Bispados acima indicados, por successão a sua Avó, D. Magdalena Luiza de Lencastre, 
em virtude da mercê de mais uma vida nos bens da Gorôa e Ordens, que possuia seu 
irmão Rodrigo António de Figueiredo Alarcão, Gentil-IIqmem da Gamara do Sereníssimo 
Infante D. Manuel (como consta da Portaria de 14 de Julho de 1752) ; Marechal de Gampo 
do Exercito, que nasc. a 1 de Junho de 1732, e m. a 21 de Junho de 1794, tendo casado 
a 8 de Fevereiro de 1765, com D. Marianna de Menezes, que depois foi Dama de Honor 
da Rainha D. Maria i, que nasc. a 13 de Fevereiro de 1743, e m. a 9 d' Agosto de 1797, 
1." filha de Dom José de Menezes da Silveira Gastro e Távora, Gentil-Homem da Gamara 
d'El-Rei Dom José e da Rainha D. Maria i ; Gommendador de Santa Maria de Vallada, 
na Ordem de Ghristo ; Governador da Torre Velha (de S. Sebastião de Gaparica), que m. a 
12 de Maio de 1780, e de sua mulher a Gondessa D. Luiza Gonzaga de Rappach (com a 
qual casou a 15 d'Abril de 1744), Dama da Rainha D. Maria Anna^ d' Áustria. (V. Caparica 
c Vallada.) 

1.° Dom Vasco Manuel. — Foi o 1.° Conde de Belmonte; Porteiro-mór da Casa Real; Gentil- 
Homem da Camará d'EI-Rei D. João vi, etc, etc. : casou com D. Jeronyma Mar- 
garida de Noronha, Dama da Rainha D. Maria i ; Dama da Ordem de Santa Isabel 
Rainha de Portugal, etc, etc. — Com geração. (V. acima.) 

2.° Dom José Maria. — Nasc, a 30 de Janeiro de 1768, e m. a 23 de Março de 1804; Capitão 
de Cavaliaria do Exercito. 

3.0 D. Maria Magdalena. — Nasc. a 20 de Setembro de 1770. Foi 1.» mulher de Dom Tho- 
maz de Noronha Ribeiro Soares, Moço Fidalgo com exercicio ; Commendador da Ordem 
de Christo ; Brigadeiro do Exercito, e Governador da Fortaleza dô S. Filippe da Barra 
de Setúbal. — Coyn geração. (V. Sampaio.) 

4.° D. Constança Lemos. — Nasc. a 15 de Janeiro de 1772, e m. a 28 de Fevereiro de 1827. 
Condessa de S. Miguel pelo seu casamento a 14 de Janeiro de 1795, com Álvaro José 
Xavier Botelho de Portugal Coronel Sousa Menezes de Noronha Corrêa de Lacerda, 
6.0 Conde de S. Miguel, do qual foi 1.» mulher e não teve geração. (V. S. Miguel, 
e Ribeira Grande.) 

5.° D. Maria Barbara.— Nasc. a 20 de Junho de 1774, e m. a... Viscondessa de Fonte Arcada- 
pelo seu casamento a 15 d'Agosto de 1792, com João António Jacques de Maga, 
Ihães, 3." Visconde de Fonte Arcada ; Alcaide-mór de Castello Rodrigo ; do qual 
houve geração. (V. Fonte Arcada.) 

6.° D. Maria das Necessidades. — Nasc. a o de Dezembro de 1775, e m. a 30 de Março 
de 1829, tendo casado em 1792 com Ascenso de Sequeira Freire de Sousa Chichorro 
Abreu Cardoso Castro Calvos Serniche, do Conselho da Rainha D. Maria i ; Moço 
Fidalgo com Exercicio na Casa Real ; Sr, da Casa Solar de Cardoso, em S. Martinho de 
Mouros ; e dos Morgados de Christello, Bairro, Magia e Terrugem ; Commendador de 
S. Vicente da Beira, na Ordem de Christo ; Governador e Capitão-General da Ilha da 
Madeira ; Ollicial de Cavaliaria do Exercito, que nasc. a 23 d'Agosto de 1765, e m, 
a 8 d'Agosto de 1833, — Com geração. (V. Alvito.) 

7.° D. Francisca de Paula. — Nasc. a 30 de Julho de 1778; Condessa e Viscondessa da 
Lapa, e Baroneza de Mossamedes, pelo seu casamento a 2 de Fevereiro de 1807, com 
Manuel d'Almeida Vasconcellos do Soveral de Carvalho da Maia Soares de Alber- 
garia, 1.0 Conde c 2.° Visconde da Lapa, em sua vida, e 3.° Barão do Mossamedes 
de juro e herdade. — Com geração. (V. Lapa.) 



246 famílias TITULARES BEL^ 



TERCEIROS AVOS 

Dom Vasco da Camará, Veador da Rainha D. Maria Sophia de Neuburgo, cora 
exercicio de (jentil-Homem da Camará do Infante D. Francisco; Alcaide-mór das Vilias da 
Cerlã e Pedrógão Pequeno ; Commendador de S. Pedro de Babe, no Bispado de Bragança, 
da Ordem de Christo ; 6.° filho do 2.° Conde da Ribeira Grande, que nasc. a 18 de Maio 
de 1705, e casou a 4 de Março de 1726, com D. Magdalena Luiza de Lencastre, Dama do 
Paço, que serviu de Camarista da Sr." Infanta D. Francisca, e que fora herdeira dos 
bens e Casa de seu irmão, Rodrigo António de Figueiredo Alarcão, Genlil-Homem da 
Camará do Infante D. Manuel, que foi casado com D. Maria Antónia Soares de Noronha, 
e obtivera a mercê do Senhorio (1.°) dos Maninhos da Covilhã, Commendas e Tenças acima 
referidas, pelos serviços de seu tio Henrique de Figueiredo Alarcão, do Conselho d'El-Rei 
D. João V, obrados tanto no Reino, como no Estado da índia, e Reino d' Angola, na qua- 
lidade de Mestre de Campo dos Terços de Gôa ; General dos Galliões do Estado da índia, 
em 1696 ; Governador e Capitão-General d' Angola, desde 15 de Julho de 1717 até 19 de 
Março de 1722 ; e especialmente no serviço do soccorro á fortaleza de Mombaça, que 
estava cercada pelo Arábio, em 1698 ; e. no combate e dispersão dos corsários que infes- 
tavam a costa de Mangalor : foi casado com D. Luiza Joanna Coutinho, de quem não teve 
successão, filha de Dom Filippe de Sousa, Capitão da Guarda Alemã ; Morgado do Calhariz ; 
e de sua mulher D. Catharina de Menezes, da Casa dos Marquezes de Alegrete. 
(V. Palmella.) 

D. Magdalena Luiza de Lencastre era filha de Pedro de Figueiredo d' Alarcão, 
Sr. da Casa de Figueiredo, e do Morgado d'Olta ; e de sua mulher D. Francisca Ignez de 
Lencastre, filha de Dom Miguel Luiz de Menezes, 1.° Conde de Valladares; e de D. Magdalena 
de Lencastre Abranches, da Casa dos Almadas, e Condes de Abranches. 

Dom Vasco da Camará era filho de Dom José Rodrigo da Camará, 2." Conde da 
Ribeira Grande, e de sua mulher a Princeza D. Constança Emitia de Rohan, filha de 
Francisco de Rohan, Príncipe de Soubisse, Duque de Fonlenay, e de sua 2.** mulher a 
Princeza Anna Chabot de Rohan. 

1.0 D. Francisca da Gamara. — Nasc. cm 1726, e m. cm 1729. 

2.° Dom José da Gamara. — Nasc. em 1729, e m. em 1737. 

3." D. GoNSTANÇA DA Gamara. — Nasc. em 1730, e m. em 1732. 

4.0 D. Pedro da Gamara. — Foi Gentil-Homem da Gamara do Sr. D. Pedro iii ; Gommendador 
da Ordem de Christo ; Mareclial de Gampo do Exercito : casou com D. Marianna do 
Menezes, filha de Dom José de Menezes da Silveira Castro e Távora, Gentil-Homem 
da Gamara do Sr. D. José i, c da Rainha D. Maria i ; Gommendador de Santa Maria 
de Vallada, etc. ; e de sua mulher a Condessa D. Luiza Gonzaga de Rappach. — 
Com geração. (V. acima.) 

5." Dom Henrique da Gamara. — Nasc. em 1734, e m. em 173S. 

6.° D. Maria da Gamara, — Nasc. em 1837, e m. pouco depois de nascer. 

7.0 D. Leonor da Gamara, — Nasc. a 6 de Junho de 1736. 

GREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 13, e Portaria de 18 de Maio de 180S. — (D. João "^l. — Regist. no Arch. da T. do T., 

Liv. 1 de Mercês do Príncipe Regente D. João VI, fl. 284.) 
Renovado no 2.» Conde — Decreto de 4 de Julho de 1806. — (D. João VI. — Regist. no Arch. da T. dó T., 

Chanc. de D. João VI, Liv. 76, fl. 252 v.) 
Renovado no 3.» Conde — Decreto de 23 de Junho de 1847. — (D. Maria II.) 

Braz£LO d» Anu as.— Um escudo; em campo de prata duas cabras vermelhas, pas- 
santes, armadas de negro. — Timbre — uma das cabras do escudo. 



BEM E GRANDES DE PORTUGAL 247 



NB. Esta familia descende de Álvaro Gonçalves Cabral, vassalo de El-Rei D. João i, Alcaide do Castello 
Guarda, a quem o mesmo Rei fizera doação, de juro e herdade, de Azurara e de Valhellas, Manteigas e 
|oimenta, e do julgado de Figueiredo, por Cartas do 27 de Março. 15 de Abril e 21 de Agosto de 1422. 
ireh. da T. do T., Chanc. de D. João I, Liv. 1, fl. 61, e Liv. 2 da Beira, •fl. 81 v.) 

A doação de Azurara e Valhellas foi confirmada a Fernão de Alvares Cabral, Fidalgo, vassalo de El-Rei 
João I e criado do Infante D. Henrique, por El-Rei D. AfTonso v, em Carla datada de Santarém a 20 de 
íarço de 1449. (Liv. 2 da Beira, fl. 83.) 




BEMPOSTA (Marqueza). — D. Maria Maneia de Lemos Roxas Carvalho e Menezes 
*equeno Chaves Teixeira Vahia, 2.' Marqueza e 2." Condessa da Bemposla-Subserra, pelo 
seu casamento a 25 d'Agosto de 1834, e 2." Condessa de Subserra, em verificação de vida 
concedida n'este ultimo titulo a seu padrasto, o 1." Conde de Subserra, Manuel Ignacio 
Martins Pamplona, que m. a 16 d'Outubro de 1832, e foi casado com D. Isabel Antónia 
do Carmo de Roxas e Lemos de Menezes, Dama da Ordem de Maria Luiza de Hespanha, 
viuva de Manuel de Roxas e Lemos de Menezes, 11.° Sr., pelo seu casamento, da Casa da 
Trofa, de quem a actual Marqueza é filha legitima, e o fora adoptiva do dito seu padrasto, 
1.° Conde, por Decretos de 3 de Julho de 1823, 6 d' Abril de 1824 e 31 de Janeiro de 1825; 
Dama de Honor da Rainha D. Maria ii ; Commendadeira de Santa Maria do Pinheiro Gran- 
de, da Ordem de Christo, na Comarca da Gollegã, Concelho da Chamusca ; viuva, de 
primeiras núpcias, de Fradique Lopes de Sousa Alvim e Lemos, seu primo, 2." Conde de 
Subserra, pelo seu casamento a 8 de Maio de 1822 ; auctorisado a usar do titulo por Decreto 
de 31 de Janeiro de 1825 ; Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real ; Commendador da 
Ordem de Christo ; Cavalleiro da Ordem da Legião de Honra de França ; 16.° Sr. da Casa 
de Bordônhos, na Comarca de Vouzella, Concelho de S. Pedro do Sul ; Tenente-Coronel 
de Cavallaria do Exercito, que nasc. a 17 de Janeiro de 1800, e m. em Paris a 4 d'Outubro 
de 1826 ; filho de Ruy Lopes de Sousa Alvim e Lemos, 15." Sr. da referida Casa ; Moço 
Fidalgo da Casa Real ; e de sua mulher D. Antónia Adelaide Teixeira de Lira e Menezes. 
(V. Subserra.) 

A Condessa, ora Marqueza, passou a segundas núpcias a 25 d' Agosto de 1834. 

VIUVA. r>ES 

Theodoro Estevão de la-Rue de Saint-Lèger, 2." Marquez da Bemposta, em verificação 
de vida concedida n'este titulo por Decreto de 11 de Julho de 1835, com uma vida mais 
no mesmo titulo para se continuar na sua descendência masculina; 2.° Conde da Bemposta, 
lambem em verificação de vida concedida n'este titulo por Decretos de 13 de Maio de 1824 
e de 7 de Setembro de 1825, com uma vida mais n'elle, para se realisar em seus descenden- 
tes legítimos (as quaes mercês lhe foram feitas a pedido, e em vida de seu tio João Guilherme 
Hyde de Neuville, 1.° Marquez e 1.° Conde da Bemposta, em ires vidas; Barão de Neuville, 
em França ; Embaixador de S. M. Christianissima junto á Corte de Lisboa em 1823.) 
(\. adiante); 2.° Conde da Bemposta, auctorisado a usar igualmente d'esse titulo por Decreto 
de 9 de Julho de 1834 ; e de Bemposta-Subserra, pelo seu casamento ; Visconde de Saint- 
Lèger, em França ; Mestre-sala da Casa Real (Ófíicial-mór) ; Gentil-Homem Honorário da 



248 FAMÍLIAS TITULARES BEM 

Camará de S. M..; Ajudante de Campo de S. M. El-Rei o Sr. D. Fernando ii, e anteriormente 
de S. A. R. o Príncipe D. Augusto Carlos, Duque de Leuchtenberg e de Santa Cruz, Príncipe 
de Eiclistaíd, primeiro, esposo da Rainha D. Maria ii; e de S. M. I. o Duque de Bragança 
D. Pedro d'AIcantara (o iv do nome) desde os Açores (Março de 1832), até o seu falleci- 
mento a 24 de Setembro de 1834 ; Gran-Cruz das Ordens de S. Bento d'Aviz, e da antiga e 
muito nobre Ordem da Torre Espada, do Valor, Lealdade e Mérito ; condecorado com a 
Medalha das Campanhas da Liberdade, algarismo n.° 3 ; Gran-Cruz da Ordem de S. Maurício 
e S. Lazaro de Sardenha; Commendador das Ordens da Legião de Honra de França, da 
Militar de S. Fernando e Mérito de Hespanha, e de S. Salvador da Grécia; Oflicíal da Ordem 
da Torre Espada do Valor, Lealdade e Mérito, por serviços distinctos praticados no reconhe- 
cimento de Vallongo (22 de Julho de 1832), e na batalha de Ponte Ferreira (23 de Julho 
de 1832) ; Cavalleiro da Ordem de S. Luiz de França ; General de Divisão reformado do 
exercito portuguez. O Marquez serviu em França, no Corpo Real do Estado Maior, desde 
1814 até 1832; foi Ajudante de Campo do Marechal, D.uque de Ragusa (Marechal 
Marmont, que m. em Veneza em 1852), desde 1817 até 1828; passou na mesma qualidade, 
ás ordens do Marechal Marquez Maison (Nicolau José, que m. em 1840), Commandante 
do Corpo expedicionário da Grécia, e fez com elle a Campanha de 1828 e 1829; passou 
a Chefe de Batalhão do Corpo Real d'Estado Maior, de França, a 1 d' Agosto de 1830 ; 
acompanhou na mesma graduação, S. M. I. o Duque de Bragança, embarcando com elle, 
a 2 de Fevereiro de 1832, em Belle-Isle para os Açores, como seu Ajudante de Campo ; 
foi Commandante do Batalhão de atiradores portuguezes, e do 1.° Regimento de Infanteria 
ligeira da Rainha, durante o memorável assedio da invicta cidade do Porto, 1832-33 ; fez 
as Campanhas do Porto, defeza das Linhas de Lisboa, cerco e ataque de Santarém, 
conduzindo-se sempre com hardímento e galhardia, tendo sido conluso de uma bala no 
peito, na defeza do convento (hoje fortaleza) da Serra do Pilar; teve o braço direito 
fracturado por uma bala, na defeza das linhas do Porto (acção do dia de S. Miguel) a 
29 de Setembro de 1832, e ainda outra vez, no ataque de Loures, em 11 de Setembro de 
' 1832. Nasc. em França em Charité-sur-Loire, Departamento do Nièvre, a 27 de Julho 
de 1799, e m. em Lisboa a 13 de Dezembro de 1871. 

ZPIXjHI-A. TTIsTIO-A. 

D. Maria Isabel. — Nasc. a 2S de Março de 184d. Condessa de Rio Maior, pelo seu ca- 
samento a 30 de Setembro de 1861, com António de Saldanha Oliveira Juzarte 
Figueira e Sousa, 4.» Conde de Rio-Maior; Par do Reino; Meslre-sí^la da Casa Real, 
etc, que nasc. a 8 de Julho de 1836; Dama de Honor de S. M. a Rainha D. Maria 
Pia. — Sem geração. (V. Rio-Maior.) 

SETJS PAES 

Isaac Estevão de la-Rue de Saint-Lèger, Commendador da Ordem da Legião de 
Honra; Cavalleiro da Ordem de S. Luiz de França; Coronel do Exercito antes da 
Revolução de Julho de 1830; Membro da Camará dos Deputados; Director Geral dos 
Archivos do Reino. Nasc. em 1760, e m. a 12 d'Agosto de 1830, tendo casado em 1792 
com MUe. Maria Suzana Hyde de Neuville, que nasc. a 11 d'Agosto de 1772, e m. em 
Paris a 30 d'Agosto de 1855. 

1.0 Theodoro Estevão. — Nasc. a 27 de Julho de 1799, e m. a 13 de Dezembro de 1871; 
Conde de Saint-Lèger em França ; 2.° Marquez e 2.<» Conde da Bemposta-Subserra, e 
3.0 Conde de Subserra em Portugal ; Mestre-sala da Casa Real ; Gentil-Homem Hono- 
rário da Gamara de S. M. F. ; General de Divisão reformado do Exercito, que casou 



BEM E GRANDES DE PORTUGAL 249 



com a 2.8 Condessa de Subserra, D. Maria Maneia de Lemos Roxas de Carvalho e 
Menezes Pequeno Chaves Teixeira Vahia, Dama de Honor da Rainha D. Maria ii, etc. 
— Com geração. (V. acima.) 
2° Armando Gabriel, — Cavalleiro das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, 
e da Torre Espada ; Cônsul geral de França na cidade do Porto, que nasc. a 28 de 
Julho de 1804. 

NB. Ignoro se casou e teve geração. 

SEUS AVOS 

João Guilherme Hyde, Esq/, natural de Inglaterra, que ra. em Paris em 1794, tendo 
vindo estabelecer-se com seus Paes em França (como emigrados c seguidores do Pretendente 
á coroa de Inglaterra o Príncipe Carlos Eduardo, chefe do partido denominado Jacobitas, 
que sob a designação de James II o queriam coUocar no throno, e que fora derrotado na 
batalha de Gulloden a 16 d' Abril de 1746), e alli casou em 1771 com MUe. Maria Roger de 
Neuville, que m. em 1808 em Charité-sur-Loire. 

j o jj.°>e Maria Suzana. — Casou com Isaac Estevão de la-Rue Sain-Lèger, Commendador da 
Ordem da Legião de Honra ; Cavalleiro da Ordem de S. Luiz de França ; Coronel do 
Exercito , Director dos Archivos de França. — Com geração. (V. acima.) 

2."* João Guilherme. — Nasc. a 24 de Janeiro de 1776, em Charité-sur-Loire, e m. em 
Paris a 28 de Maio de 1857. Foi Barão de Neuville ; Gran-Cruz da Ordem da Legião 
de Honra ; Cavalleiro da Ordem de S, Luiz ; Gran-Cruz da Real Ordem Americana de 
Isabel a Catholica, de Hespanha ; Ministro d'Estado da Marinha e Colónias, em 1828 ; 
Enviado Extraordinário, e Ministro Plenipotenciário de França, nos Estades Unidos 
da America, em 1816 ; Embaixador junto de El-Rei D. João vi, como Rei do Reino 
Unido de Portugal, Brazil e Algarves, na Corte do Rio de Janeiro, em 1820 ; e 
na Corte de Constantinopla, em 1822 ; de novo Embaixador de França, junto á Corte 
de Lisboa, em 1823 ; Membro da Camará dos Deputados, em França, desde 1816 até 
1830. 

Em Portugal, l." Marquez da Bemposta, em três vidas, verificando-se estas nos seus 
descendentes em linha recta e legitima, e na falta de successão, em seu sobrinho o 
Conde de Siibserra da Bemposta, acima mencionado, e seus descendentes masculinos, 
como consta do Decreto de 11 de Julho de 1835. — 1." Conde da Bemposta, em três 
vidas, para se realisar em seus descendentes em linha recta e legitima : e no caso de 
não ter filhos ao tempo do seu fallecimento, passar para o filho primogénito de sua 
irmã, Theodoro Estevão de la-Rue de Saint-Lèger, Ajudante de Campo do Marechal 
de França, Duque de Raguza, e Cavalleiro de dififerentes Ordens, seu descendente 
legitimo, conforme se estabelece no Decreto de 13 de Maio de 1824. 

O titulo de Marquez foi-lhe conferido em particular consideração aos bons offlcios e 
efficaz cooperação que prestou para o triumpho glorioso da causa da legitimidade, e 
liberdade portugueza ; e o titulo de Conde da Bemposta, por ser ali o logar em que 
o Embaixador de França, a 30 d'AbriI de 1823, á testa do Corpo Diplomático acre- 
ditado junto á Corte de Lisboa, desenvolveu aquella energia, que tão efficazmente 
cooperou para o restabelecimento da boa ordem e tranquillidade publica. Gran-Cruz das 
Ordens de Christo, e da Antiga Torre Espada. Casou em 1796 com M.eiie Henriqueta 
Josephina de Rouillé de Marigni, filha de Estevão de Rouillé de Marigni, e de sua 
mulher M.™^ Margarida de Villeneuve. — Sem geração. 

3.° João Jacques Paulo. — Gentil-Homem da Camará de El-Rei Luiz xviii ; Cavalleiro da 
Ordem de S. Luiz ; Official da Legião de Honra ; Intendente dos próprios da Coroa de 
Versailles : casou a 20 de Fevereiro de 1812, com M.eile Thereza Delfina de Espi- 
noelle. M. a 31 de Março de 1843. 

FILHOS 

1.0 M.iofi Maria Henriqueta. — Casou em 1834, com o Conde Romarín de 

Lastic. — Com geração. 
2.0 M.n»» Maria Paulina. — Casou a S de Dezembro de 1837, com o Visconde 

de Bardonnet. 

FILHO 

Guilherme Henry. — Barão de Bardonnet Hyde de Neuville ; Com- 
mendador da Ordem de Christo (em Setembro de 1877). 
3.0 M.eiie Isabel. 

31 



250 



famílias titulares 



BEN 



CREAÇÃO DOS títulos 

Marquez da Bemposta, em três vidas — 11 de Junho de 1833. Não tirou Carta. 

» » EM VERRiFicAçÃo DE VIDA — 24 de FcvereifO de 1836. Não tirou Carta. 

Conde da Bemposta, em três vidas — 13 de Maio de 1824, e Carta da mesma data — (D. João VI. — 

Regist. no Arch. da T. do T., Mercês, Liv. 17, fl. 259 v.) 
Conde, em verificação de vida — Decreto de 7 de Setembro de 1825, Não tirou Carta. 
Conde de Subserra, em duas vidas — Decreto de 3, e Carta de 11 de Julho de 1823. — (D. JoãO VI. — 

fíegiit. na Chanc. de D. João VI, Liv. 26, jfl. 164.) 
Conde de Subserra, em verificação da 2.* vida na 2." Condessa — Carta de 18 de Março de 1825. — 

(D. João VI. — Regist. no Arch. da, T. do T., Mercês, Liv. 20, fl. 52 v.) 
CoNDB DB Subserra da Bemposta — Decreto de 9 de Julho de 1834. — (D. Maria II. — Não tirou Carla.) 




BENAGÂZIL (Visconde). — Titulo extindo. — Polycarpo José Machado, 1." Visconde 
de Benagazil, em sua vida ; Par do Reino, por Carta Regia de 1 de Setembro de 1834, de 
que prestou juramento e tomou posse, em Sessão da Gamara dos Pares de 4 de Setembro 
do mesmo anno, competindo-lhe por essa qualidade as honras de Grande do Reino, em 
virtude do Decreto com força de Lei de 28 de Setembro de 1855 ; Fidalgo Cavalleiro da 
Casa Real, por successão a seus maiores (Alvará de 1 1 de Junho de i825); Gran-Cruz da 
Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Commendador da Ordem de Nosso 
Senhor Jesus Christo ; antigo Senador eleito por Santarém em 1839, e por Lisboa em 1841 ; 
Governador Civil do Districto Administrativo de Lisboa, em Maio de 1846 ; Membro da 
Commissão para distribuir os soccorros aos lavradores, creada por Decreto de 10 d'Outubro 
de 1834 ; Membro da Commissão Administrativa do Hospital Real de S. José de Lisboa, em 
1841, e de novo em 1846 ; Vogal substituto da Junta do Credito Publico, eleito pela Camará 
dos Dignos Pares em 1843 ; Membro da Commissão extraordinária da Fazenda Publica, 
creada por Decreto de 30 de Junho de 1836 ; Provedor da Santa Casa da Misericórdia de 
Lisboa ; Coronel do Regimento de Voluntários Reaes do Commercio, em 1825 ; Coronel do 
Batalhão Movei de Voluntários Reaes do Commercio, em 1833 ; Coronel do Regimento de 
Voluntários do Commercio, em 1841 e 1846 ; abastado proprietário, e capitalista ; negociante 
de grosso tracto da Praça commercial de Lisboa. Nasc. a 5 de Julho de 1796, e m. a 13 de 
Dezembro de 1875, tendo casado a 5 de Março de 1821, com D. Calharina Rita Pereira 
Caldas, sua prima, filha de João Pereira Caldas, Fidalgo da Casa Real ; Cavalleiro professo 



BEN 



E GRANDES DE PORTUGAL 



251 



da Ordem de Christo ; Coronel do Regiraenlo de Cavallaria de Voluntários Reaes do Com- 
^mercio de Lisboa, em 1809 ; abastado proprietário, e negociante de grosso tracto da Praça 
)ramercial de Lisboa ; e de sua mulher I). Catharina Rita Jorge. 

1.° António Francisco. — Nasc. a 6 de Fevereiro de 1822, e m. a 27 de Fevereiro de 1831. 

2 o D. Catharina Rita. — Nasc. a 21 de Maio de 1823, e casou a 7 de Janeiro de 1857, 
com Dom Pedro José de Noronha e Brilo, Genlil-Homem da Gamara d'El-Rei D. Luiz i, 
ele, etc. ; 2.° filho dos 8.°* Condes dos Arcos de Val-de-Yez. — Sem geração. (Y. Arcos 
de Val-de-Vez ) 

3.0 D. Anna María. — Nasc. a 17 de Maio de 1823, e m. a 14 de Setembro de 1832. 

4." D. Maria Gertrudes. — Nasc. a 3 de Setembro de 1826; 3." Viscondessa de Rio-Secco, 
com Grandeza, pelo seu casamento a 7 de Junho de 1852, com seu primo Joaquim 
José d'Azevedo, 3." Visconde de Rio-Secco, com Grandeza; que nasc. a 30 de Setembro 
de 1821, c m. a 3 d'Agosto de 1876. — Com geração. (V. Rio-Secco.) 

5.° D. Maria Luiza. — Nasc. a 29 d'Agosto de 1827, e m. a 26 d'Outubro de 1847, havendo 
casaio a 27 d'Outubro de 1846, com Joaquim António da Cosia Lima, Moço Fidalgo 
com exercício na Casa Real ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição 
de Villa Viçosa ; abastado proprietário, 

FILHO 

Joaquim. — Nasc. em 1847. 

6." D. Isabel Maria. — Nasc. a 4 de Julho de 1829, e m. em Março de 1844. 
7." D. Maria Severina. — Nasc. a 19 de Dezembro de 1830. 

S." D. Maria do Carmo. — Nasc. a 19 de Dezembro de 1832, e casou a 28 d'Abril de 1849, 
com seu cunhado Joaquim António da Costa Lima. (V. acima.) 

FILHOS 

l," Polycarpo. — Nasc, a 11 de Janeiro de 1852. 

2.° José. — Nasc. a 28 de Janeiro de 1853. 

3.*» António. — Nasc. a 19 de Setembro de 1856., 

9." António Francisco. — Nasc. a 1 de Junho de 183S, e casou a 17 de Janeiro de 1859, 
com D. Rita Van-Zeller, que nasc. a 24 de Março de 1837, e m. a 2 de Julho 
de 1860, filha de Jorge Van-Zeller, e de sua mulher e prima D. Júlia Van-Zeller. 

FILHO 

D. JuuA, — Nasc. a 13 de Novembro de 1859, e casoa a 7 de Janeiro de 
1878, com Eduardo Mendia, Addido á Legação de S. M. Catholica em 
Lisboa. 

10.° D, Anna Maria, — Nasc. a 27 d' Abril de 1837. 

li." D. Maria dos Prazeres. — Nasc. a 8 d'Abril de 1839, e m. a 7 d'Agosto do mesmo anno. 
12." D. JoANNA Francisca. — Nasc. a 28 de Fevereiro de 1841, e m. a 13 d' Agosto de 1842. 
13.0 D. Maria Magdalena. — Nasc. a 22 d'Abril de 1845. 

14." Polycarpo. — Nasc. a 19 de Maio de 1845, e casou «m 1874, com sua prima D. Joanna 
Pereira Caldas. 

NB. Ignoro se tem geração. 

15° (B.) D. JuLiA ScHiRA. — Legitimada pelo testamento do' Visconde. Nasc. em 1861, e casou 
a 29 de Novembro de 1877, com António Francisco Ferreira, negociante de grosso 
tracto da Praça do commercio de Lisboa. 



SEXrS PAES 

António Francisco Machado, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 12 de 
Setembro de 1777); do Conselho de El-Rei D. João vi; Commendador da Ordem de 
Christo ; Inspector da Junta dos Reaes Empréstimos feitos ao Real Erário, por Decreto de 
29 d'Outubro de 1796, e Alvará de 13 de Março de 1797 ; Deputado da Real Junta do 
Commercio, Agricultura, Fabricas, e Navegação ; Administrador da Companhia de Pernam- 
buco e Parahiba; Coronel do Regimento de Voluntários Reaes do Commercio de Lisboa, 
em 1809; Coronel do Regimento de Milícias; abastado proprietário, capitalista e negociante 



m famílias titulares ben 

de grosso tracto da Praça commercial de Lisboa. Nasc. a 19 d'Agosto de 1768, e m. a 
29 de Novembro de 1839, tendo sido casado com D. Maria Cleoffe Pereira Caldas, que nasc. 
a 18 de Fevereiro de 1773, e m. a 8 d' Abril de 1843, filha de João Pereira Caldas, Fidalgo 
da Casa Real ; Coronel do Regimento de Cavallaria de Voluntários Reaes do Commercio ; 
e de sua mulher D. Calharina Rita Jorge. 

1.0 PoLYCARPO José. — Foi o 1.° Visconde de Benagazil, e Par do Reino, que casou com sua 
prima D. Catharina Rita Pereira Caldas. — Com geração. (V. acima.) 

2." D. Maria Gertrudes. — Nasc. a 23 de Março de 1798, e m. a 17 de Fevereiro de 1872; 
Viscondessa de Rio-Secco, com Grandeza, pelo seu casamento a 20 de Dezembro de 1818, 
com o 2." Visconde de Rio-Secco, com Grandeza, João Carlos de Azevedo.— Com 
geração. (V. Rijí-Secco.) 

SEUS A.VOS 

Polycarpo José Machado, Cavalleiro professo na Ordem de Christo (em 1766); Depu- 
tado da Junta do Commercio, e das Companhias de Pernambuco e Parahiba ; Contractador 
do Tabaco, em 1764 ; abastado proprietário e capitalista ; negociante de grosso tracto da 
Praça commercial de Lisboa : casou com D. Maria Luiza Machado, filha de Ambrósio 
Lopes Coelho, e de sua mulher D. Joanna Joaquina. 

1.0 António Francisco.— Nasc. a 19 d'Agosto de 1868, e m. a 29 de Novembro de 1839, 
havendo sido casado com D. Anna Maria Cleoffe Pereira Caldas, que m. a 8 d'Abril 
de 1843. — Com geração. (V. acima.) 

2.0 Manoel José da Gama Machado. — Fidalgo Cavalleiro da Casa Real {Alvará de 12 de 
Setembro de 1777); casado com D. F... 

FILHO 
Caetano José da Gama. 

NB. Ignoro se teve mais descendência. 

3.0 Caetano José. — Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 12 de Setembro de 1777); 
proprietário : casou com D. Anna Florencia Bandeira. 

FILHA 
D. Maria Luiza Machado. — Casou com José Pereira Palha. 

FILHA 
. D. Anna Adelaide Pereira Palha. 
NB. Ignoro se houve mais descendência. 

BISAVÓS 

António Francisco Machado, proprietário, assistente na sua Quinta do Furadoiro, em 
Bucellas ; negociante matriculado na Junta do Commercio, da Praça commercial de Lisboa, 
e que antes da matricula fora Administrador dos Tabacos para as ilhas dos Açores : 
casou com D. Valentina Franco da Moita, filha de Gaspar da Motta, natural da villa da Lou- 
rinhã ; e de sua mulher D. Suzana Franco, natural da Freguezia de S. José de Lisboa. 

Polycarpo José. — Foi Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; Contractador do Tabaco ; 
Deputado da Junta do Commercio ; negociante ; proprietário e capitalista : casou com 
D. Maria Luiza Machado. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 



BEN E GRANDES DE PORTUGAL 253 



Manuel Francisco, proprietário, natural da freguezia de Santo Quintino, casado com 
D. Marianna Machado, natural do logar do Zambujal, freguezia de S. Julião do Tojal. 

António FnANcisco. — Proprielario ; negociante de grosso Irado da Praça commcrcial de Lisboa; 
Administrador dos Tabacos nas ilhas dos Açores : casou com D. Valentina Franco da 
Moita. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em sua vida — Decreto de 2 de Julho, e Carta de 29 de Setembro de 1846. — (D. Maria II. 
— Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. 18, fl. 133 v.) 

Oraziio <l'Arma,s. — Um escudo com as armas dos Machados — em campo vermelho 
cinco machados de prata postos em santor, e por differença uma brica de ouro. 

BRAZÃO concedido a António Francisco Machado, por Alvará de 18 de Maio de 1814. — (Regist. no 
Cartório da Nobreza, Liv. 1 , fl. 289.) 




BENALCANFOR (Visconde). — Ricardo Augusto Pereira Guimarães, 1." Visconde de 
Benalcanfôr, em sua vida; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa ; Gran-Cruz da Real Ordem Americana de Isabel a Catholica, de Hespanha ; 
Deputado da Nação nas Legislaturas de 1860-61 e 1861-64, por Damão, e na de 1865 a 
68, pelo circulo de Sinfâes ; Ajudante honorário do Procurador Geral da Coroa e Fazenda ; 
Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra ; Sócio correspondente da Aca- 
demia Real das Sciencias de Lisboa ; Sócio da Real Academia de Historia de Madrid ; da 
Academia de Cervantes e da Sociedade de Antropologia da mesma capital ; da Sociedade 
de Economia Politica de Paris ; do Instituto de Coimbra ; Membro Professor da Academia 
de Jurisprudência e Legislação de Madrid ; proprietário. O Visconde de Benalcanfôr é con- 
ceituado, d'entre os homens de letras de Portugal, como um dos mais talentosos, imaginoso 
e brilhante no discursar e escrever; vestindo a elocução, pura portugueza, de lai ameni- 
dade e mimo que lhe tem grangeado a reputação de florido e gracioso estylista. Nasc. a 
11 de Outubro de 1830 e casou a 1 de Janeiro de 1858, com D. Maria Magdalena Paes 
Guerreiro de Sande Salema, que nasc. na villa de Grândola a 28 de Julho de 1834 ; viuva 
de Joaquim Carlos Charapalimaud, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real, por successão 
a seus maiores, que m. a 21 de Julho de 1856; filho de José Joaquim Ghampalimaud, 
Fidalgo da Casa Real ; Commendador das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa, de S. Bento d'Aviz, e da antiga Ordem da Torre Espada, etc. ; Tenente-General 
do Exercito ; e de sua mulher D. Maria Clara de Sousa Lira e Castro, ambos já fallecidos. 



famílias titulares ben 



A Viscondessa é 10." Administradora do vinculo instituido em 1520 na vilia do Torrão, 
por Vasco Borralho Cardim Villa Lobos, que foi reunido a outro vinculo, na villa de 
S. Thiago de Cacem, por Pedro de Sande Salema, que parece fora Capitão-mór da dita 
yilla, pelo seu casamento com D. Maria Borralha Matoso de la Corona, dama de origem 
nobre hespanhola, herdeira do vinculo instituido em 1724, na villa de S. Thiago de Cacem 
por sua tia D. Anna Maria de la Corona, viuva de Christovão de Brito Varella, Fidalgo 
da Casa Real, e Cavalleiro da Ordem de Christo; constituindo estes vínculos um único, 
denominado de Sande Salema, hoje extincto em execução da Lei de 19 de Maio de 1863, 
que aboliu os vínculos. 

Pedro de Sande Salema, Cavalleiro da antiga Ordem de S. Thiago da Espada, foi 
Procurador por parle do povo de Alcácer do Sal, ao auto de juramento das Cortes de 
9 de Junho de 1668 de preito eTidelidade ao Infante D. Pedro, Regente do Reino, durante 
a inhabilidade de El-Rei D. Affonso vi, o que consta do respectivo auto (pag. 28). 

A Viscondessa é igualmente Administradora do vinculo de Guerreiro Barradas, 
instituido na villa de Grândola, e que foi lambem annexado ao vinculo de Sande Salema, 
pelo casamento de Francisco Joaquim Guerreiro Barradas, Fidalgo da Casa Real, Capitão- 
mór da sobredita villa, com D. Maria Magdalena de Sande Salema, Sr.* d'aquelle vinculo. 

É filha de João Alexandre Guerreiro Barradas de Sande Salema, Fidalgo da Casa 
Real, por successão a seus maiores; Tenente-Coronel do Regimento das Milícias d' Alcácer 
do Sal (19 de Junho de 1827), que foi casado com D. Maria da Luz Paes de Mattos 
Falcão, e passou a segundas núpcias com Jorge de Vasconcellos, Fidalgo da Casa Real, 
Sr. do vinculo de Vasconcellos, na villa de Grândola, de quem lambem foi segunda 
mulher, e d'eUe houve geração. 

ifiijIio ido -1.0 3Sd:.A.Tiaiaij:oiNrio 

1.° José Joaquim. — Nasc. a 3 de Maio de 1853. 

2." João Alexandre. — Nasc. a 9 de Dezembro de 1860. 
3.° D. Maria Magdalena. — Nasc. a 9 de Setembro de 1864. 
4.0 Ricardo Augusto. — Nasc, a 1 de Julho de 1868. 

SEUS PAES 

José Pereira Guimarães, proprietário e negociante de grosso tracto da Praça 
commercial do Porto, que foi eleito por varias vezes Vereador da Camará Municipal 
d'aquella cidade ; abastado proprietário ; já fallecido : casou com D. Cândida Carlota 
Alves Pereira de Sousa, íilha de Joaquim Alves de Sousa, e de sua mulher D. Perpetua 
Felicidade de Sousa Ferreira. 

iFiXjiaios 

1.° Ricardo Augusto. — Actual 1.° Visconde de Renalcanfôr, etc. : casou com D. Maria 
Magdalena Paes Guerreiro de Sande Salema, Administradora de differentes vínculos nas 
Tillas de S. Thiago de Cacem, Torrão e Grândola. — Com geração. (V. acima.) 

2.° Guilherme. — Nasc. em 1832, e m. em viagem de Hamburgo para a ilha de Santa Ca- 
iharina, no Império de Brazil. — Sem geração. 

3." Eduardo. — Nasc em 1834, e m. na ilha de Santa Calharina, onde casou cm primeiras 
núpcias com D. F. . . da qual houve duas filhas (Ignoro os nomes da mãe e das filhai). 
Passou a segundas núpcias com D. Rosa, sua prima, de quem houve três filhas (Ignoro 
os nomes). 

4." Adolpho. — Nasc. em 1838. Engenheiro civil, e actualmente Chefe de Secção nos Cami- 
nhos de Ferro do Minho. Solteiro. 



BEN 



E GRANDES DE PORTUGAL 



255 



SEXJS AVOS 

Manuel Pereira de Guimarães, natural da vilia (hoje cidade) de Guimarães ; Cavai leiro 

professo na Ordem de Chrislo (26 d' Agosto de 1811); negociante de grosso tracto da Praça 

)mmercial do Porto, matriculado na Real Junta do Commercio; Major d'Ordenanças ; 

)astado proprietário na cidade do Porto: casou com D. Margarida Claudina Máxima, 

fcatural do Porto, filha de André António de Magalhães, natural de Basto, e de sua mulher 

Maria Felizarda, natural do Porto. 

l," Manuel Pereira. — Fallecido. Foi Commendador da Ordem de Christo ; negociante de 
grosso Irado da Praça commercia) do Porto ; Presidente da sua Associação Commercial, 
e bem assim Presidente, e, por diversas vezes, Vereador da Gamara Municipal da 
mesma cidade ; abastado proprietário : casou com D. Emilia Ferreira da Silva, irmã 
do 1." Barão da Silva. — Com geração. 

2.' José Pereira. — Negociante de grosso tracto da Praça commercial do Porto; proprietá- 
rio : casou com D. Cândida Carlota Alves Pereira de Sousa. — Com geração. (V. acima.) 
, 3."* Francisco Pereira. — Fallecido. Foi do Conselho de S. M. F. ; Juiz Ajudante do Relator 
do Supremo Conselho de Justiça Militar, e antes Juiz de Fora de Villa Franca do 
Campo, na ilha de S. Miguel (em 1826); Bacharel formado em Cânones: casou 
com D. Carlota Emilia Mac-Mahon, filha de João Mac-Mahon, oriundo de Irlanda ; 
negociante de grosso tracto da Praça commercial de Lisboa ; sócio da firma commer- 
cial Mac-Mahon &. C", que girava ainda em 1817 ; e de sua mulher D. F... 



FILHA 



D. 



Carlota Emília. — Nasc. a 19 de Setembro de 1839, e m. a 2 de Maio 

de 1877. Viscondessa de Menezes, pelo seu casamento a 8 de Maio 

de 1858, com Luiz de Miranda Pereira de Menezes, 2.° Visconde de 
Menezes. — Com geração. (V. Menezes.) 

4."» D. Maria Cândida. — Casou na cidade do Porto, com José Gonçalves dos Santos Silva, 
negociante de grosso tracto da Praça commercial do Porto ; proprietário ; Cônsul que 
foi de Portugal na ilha de Santa Catharina, no Império do Brazil. — Com geração. 

José Gonçalves dos Santos Silva, foi declarado por Decreto das Cortes de 22 de 
Março de 1821, Benemérito da Pátria, por haver sido Membro da Associação que 
preparou na cidade do Porto a memorável revolução de 1820, que implantou o sys- 
tema e idéas liberaes, em Portugal. ^ 

5.*» Joaquim Pereira. — Conselheiro de Estado honorário; Commendador da Ordem de Christo; 
Procurador Geral da Coroa, aposentado, e antes Juiz de Direito de 2." Instancia ; 
Bacharel formado em Leis : casou com D. Florinda Rosa do Carmo Araújo, filha de 
Francisco José d'Araujo, negociante da Praça commercial de Lisboa ; e de sua mu- 
lher D. F...; ambos já fallecidos. (V. Olivaes.) 

FILHO 
1." Joaquim Pereira. — Casou na villa de Borba, com D. F... 
NB. Ignoro se tem geração ; recusou-se, por melindre, a dar-nos informações. 



1 Esta Associaçlo denominoa-se Synedrio, e foi planeada em 1817, por occasiâo do martyrio qne soffren o diRtSncto 
General portaguez, Gomes Freire d' Andrade, na explanada da Torre de S. Jnliâo da Barra, a 18 de Outubro de 1817, e 
mais onze companheiros sens, que no mesmo dia tiveram igual sorte no Campo de Sant'Anna, em Lisboa. 

O horroroso crime d'e8tes patriotas era professarem idéas liberaes, e aquelle General não querer sujeitar-se ás velei- 
dades do General em Chefe do Exercito, Sir Guilherme Carr Beresford, Marquez de Campo Maior, e Conde de Trancoso. 

Da Associação Synedrio, foram fundadores : 

1." Manuel Fernandes Thomaz, Desembargador da Relação do Porto ; 2.» José da Silva Carvalho, Juiz dos Orphâos 
na cidade do Porto ; 3." José Ferreira Borges, Advogado e Secretario da Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do 
Alto Douro ; 4." João Ferreira Vianna, commerciante — (Fundadores do Synedrio, em 22 de Janeiro de 1818) — 5." Duarte 
Lessa, negociante da Praça do Porto (admittido a 10 de Fevereiro du 1818) ; &." José Maria Lopes Carneiro, proprietário em 
Ramalde (admittido a 3 de Maio de 1818); 7.* José Gonçalves dos Santos Silva, negociante da Praça do Porto (admittido a 
8 de Mafo de 1818) ; 8.' José Pereira de Menezes, proprietário e Bacharel em Leis (admittido a 7 d'Agosto de 1818). N. B. Este 
senhor teve de retirar-se para Inglaterra, p<jr motivrs particulares, e só no« princípios de 1820 voltou a tomar parte no 
Synedrio. 9." Francisco Gomes da Silva (admittido a 26 de Maio de 1820) ; IO." João da Cunha Souto Maior, Desembargador 
(admittido a 2(> de Maio de 1820); 11." José Maria Xavier de Araújo, Provedor da comarca de Vianna do Minho (admittido 
a 22 de Junho de 1820) ; 12. <> José de Mello Castro Abreu, proprietário (admittido a 5 de Julho de 1820) ; 13.* Bernardo 
Corrêa de Castro Sepúlveda, Coronel do Regimento de Infanteria n.* 18 (admittido a 18 d' Agosto de 1820). 

(Copiado de um atUhographo do Sr. Duarte Leua, Secretario do Synedrio, o qual m. tttando emigrado em IgOndru. Vtm 
ptMieado na Beviata LUteraria do Porto, Biographia de J, F, Sorget, Tom, I, pag. IBÍ.) 



256 famílias TITULARES BER 

2° D. Florinda. — Casou com Domingos Pinheiro Borges, Commendador da 
Ordem Militar ile S Bento d'Aviz ; Major do Corpo d'Engenheiros do 
Exercito; Deputado da Nação na Legislatura de 1873-77. 

NB. Ignoro se tem descendência. Apezar de lhe dirigirmos uma atten- 
ciosa carta, nem sequer lhe merecemos a benevolência de resposta. 

3." D. Henriqueta. — Solteira. 

4.0 D. Maria. — Casou com Adolpho de Lima Mayer, negociante de grosso 
tracto da Praça commercial de Lisboa. 

NB. Ignoro se tem descendência. Recusou-se, por melindre, a dar-nos 
informações. 

5." António Roberto. — Solteiro. 

6.° D. Ermelinda. — Falleceu de menor idade. 

José Pereira, proprietário abastado, e lavrador : casou com D. Custodia Maria, 
ambos naturaes da freguezia de S. Vicente de Mascotellos, do concelho e termo da cidade 
de Guimarães. 

Manuel Pereira. — Foi Cavalleiro Professo na Ordem de Christo (em 18H); negociante ma- 
triculado da Praça commercial do Porto, pela antiga Junta do Commercio, Agricultura, 
Fabricas e Navegação ; proprietário abastado : casou com D. Margarida Glaudina Má- 
xima. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em sua vida — Decreto de 14 de Julho de 1870, e Carla de 6 de Maio de 1871. — (D. Luiz I. 
— Não registou no Archivo Nacional da Torre do Tombo.) 



BERTELINHO (Rarão). — João António Rodrigues de Miranda, natural da freguezia 
do Salvador de Serrazes, na comarca de Vouzella; 1." Rarão de Rertelinho, em sua vida; 
Commendador da Ordem de Nosso Senhor Jesus Christo; Cavalleiro da Ordem de Nossa 
Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Commendador da Real Ordem Americana de Isabel 
a Catholica de Hespanha; Racharei formado em Leis; Juiz de Direito de 2." Instancia, 
aposentado no quadro da Magistratura Judicial; proprietário. Nasc. a 23 de Dezembro 
de 1805, e casou em 1839, com D. Quitéria Amália Corrêa Frazão, que nasc. a 22 de 
Fevereiro de 1821, filha de João Nogueira da Costa, proprietário, e de sua mulher D. Maria 
da Nazareth Corrêa Frazão. 

1.0 JuLio António. — Nasc. a 7 de Novembro de 1839, e casou a 31 de Janeiro de- 1874, 

com D. Ignez Rosa dos Santos. — Sem geração. 
2.° AntonIo Augusto. — Nasc. a 27 de Novembro de 1840. Aspirante da Alfandega de Lisboa. 
3.° Augusto António. — Nasc. a 29 de Setembro de 1843. Reside na America Ingleza. 
4.° José António. — Nasc. a 1 de Fevereiro de 1849. Reside no Rio de Janeiro, e segue a 

vida commercial. 



BER 



E GRANDES DE PORTUGAL 



257 



S.° D. Marianna Amélia. — Nasc. a 14 de Dezembro de 1849. 



SEUS PAES 



João António Rodrigues de Miranda, proprielario na freguezia de Sarrazes, casado 
com D. Úrsula Maria do Sacramento. Ambos já fallecidos. 

iFiLiaio Tjnsrioo 

João António. — 1.° Barão de Berlelinho, que casoa com D. Quitéria Amália Corroa Frazão. 
— Com geração. (V. acima.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Barão — Decreto de 23 de Julho, e Carta de 27 d'Agosto de 1874. — (D. Luiz I. — Regist. no Arch. da 
T. do T.. Liv. 24 de Mercês de D. Luiz I, a fl. 283.; 



» 




BERTIANDOS (Conde). —Gonçalo Pereira da Silva de Sousa de Menezes, 3." Conde 
de Bertiandos, em sua vida; Par do Reino, por direito de successâo a seu Pae o 2.° Conde 
de Bertiandos (Par do Reino por Carla Regia de 23 Fevereiro de 1864J, de que ainda não 
tomou posse na Camará dos Dignos Pares ; OíTicial-mór Honorário da Casa Real ; Deputado 
da Nação na Legislatura de 1875-78 ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de 
Coimbra; filho primogénito dos 2.°' Condes de Bertiandos: nasc. a 3 de Dezembro de 
1851 e casou a 3 de Junho de 1876, com D. Anna de Bragança e Ligne de Sousa Tavares 
Mascarenhas da Silva, sua prima em 4.° grau, que nasc. a 13 de Julho de 1855, parente, por 
consanguinidade, da Casa Real, 1." filha de Dom Pedro de Portugal e Castro, Fidalgo de 
geração ; Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, 4.° filho dos 5.°* Mar- 
quezes de Valença e 12."' Condes de Vimioso ; e de sua mulher D. Maria Carlota de Bragança 
e Ligne de Sousa Tavares de Mascarenhas da Silva, parente, por consanguinidade, da Casa 

33 



258 famílias TITULARES BER 

Real ; M." Sr." da Casa de Sousa, e de lodos os vínculos que foram pertenças da Casa 
de Marialva ; filha primogénita dos 3.°' Duques de Lafões, 5.°' Marquezes d' Arronches, e 
7.°" Condes de Miranda do Corvo. (V. Arronches e Lafões). — De presente sem geração. 

SEUS JPAES E A-TÓS 

(V. Condessas de Bertiandos, D. Joanna e D. Thereza.) 

CREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 14 d'Abril de Í8S2. — (D. Maria II.) 

Renovado no 3.° Conde — Decreto de 23 de Setembro, e Carta de 17 de Dezembro de 1874. — (D. Luiz I. 

— Begist. no Arch. da T. do IP;, Liv. 25 de Mercês de D. Luiz I, fl. 29S.J 
Honras de Official-mór da Casa Real — Carta de 12 de Setembro de 1874. — (Não registou no Arch. da 

T. do T.) 

JBrazao d'A.i*iiias. — (V. adiante.) 



SEUS PAES 

BERTIANDOS (Condessa). — D. Joanna Maria do Rosário Francisca de Salles Pereira 
da Silva de Sousa e Menezes, 2.* Condessa de Bertiandos, em verificação de vida concedida 
n'este titulo a seu Pae, o 1." Conde, por Decreto de 18 d' Agosto de 1832; Dama de Honor 
da Rainha D. Estephania e de S. M. a Rainha D. Maria Pia ; Sr." da Casa e Morgados de 
Bertiandos, instituido o primeiro d'elies em 1566 por Martim Fernandes de Castilho em 
favor da descendência de sua filha D. Ignez Pinto, que foi 2.' mulher de Lopo Pereira, Sr. 
da Honra da Torre de Loivo e Reguengo de Ponte de Lima, que fora doado por Ei-Rei 
D. Duarte, cujos Morgados foram accrescentados por diversos administradores e ficam 
situados nos Concelhos de Ponte de Lima, Villa Verde, Braga, Barcellos e Arcos de Val-de- 
Vez ; Sr.* do Morgado denominado dos Biscainhos de Braga, situado nos Concelhos de 
Braga, e de Villa Verde ; do Morgado Novo, ou de Pentieiros, e de Salreu, instituido pelo 
Doutor Garcia de Sousa e Menezes, accrescentado por annexações de diversos administra- 
dores, situado em Ponte de Lima, Estarreja, Albergaria, Vouga, Águeda e Val-Passos; do 
Morgado de Moreira, instituido por Ruy Fernandes e accrescentado por vários administra- 
dores, situado nos Concelhos de Ponte de Lima e Vianna do Castelio ; do Morgado de Bou- 
ção, instituido por Ignacio Ferreira d'Eça, situado no Concelho de Ponte de Lima; do Mor- 
gado de Parada de Gatim, ou de Samaca, em Amares, instituido por Pedro Gonçalves do 
Lago, situado nos Concelhos de Villa Verde, Braga, Barcellos e Amares ; do Morgado de 
Chainha, instituido pelo Prior Lourenço Vicente e accrescentado por annexações de seus 
administradores, aluado nos Concelhos d'Arrayolos e de Ferreira d' Aves, hoje Sátão ; do 
Morgado de S. Miguel, instituído por Simão Alvares de Proença e accrescentado por diffe- 
rentes administradores, situado nos Concelhos da Guarda e de Sabugal ; do Morgado da Ca- 
lheta, instituido por Gonçalo Vaz de Sousa, e accrescentado por seus administradores, situado 
nos Concelhos de Villa da Praia da Victoria, era Angra do Heroísmo (Ilha Terceira). Nasc. 
a 27 de Setembro de 1827, filha primogénita dos 1.°' Condes e 1."" Viscondes de Bertiandos, 
com honras de Grandeza: casou a 16 de Fevereiro de 1851. 

VIUVA DE 

Sebastião Corrêa de Sá Menezes Brandão, seu primo em 2." grau; 2." Conde de 
Bertiandos, pelo seu casamento; auctorisado a usar do titulo por Decreto de 18 d'Agosto 



BER E GRANDES DE PORTUGAL 259 

Ide 1852; Par do Reino, por Carla Regia de 23 de Fevereiro de 1864, de que prestou 
tiramenlo e tomou posse na Gamara dos Dignos Pares em sessão de 16 de Maio de 1865 ; 
bíTicial-mór Honorário da Casa Real; Moço Fidalgo com exercicio na Casa Real, por 
■uccessão a seus maiores (Alvará de 15 de Janeiro de i822); Deputado da Nação na 
Legislatura de 1848-51 ; Cavalleiro da antiga e muito nobre Ordem da Torre Espada, do 
Valor, Lealdade e Mérito; Tenente-Coronel do Batalhão de Caçadores do Porto (2/ linha), 
e antes Capitão da 3." Companhia do Batalhão Movei de Caçadores de D. Maria ii (2. Minha), 
posto em que assistiu á defeza da Praça de Valença do Minho em 1846; serviu como 
Delegado do Procurador Régio na Comarca da Louzã, e Secretario do Governo Civil 
do Districto Administrativo de Coimbra (Decreto de 3 de Setembro de i842); Bacharel 
formado em Direito pela Universidade de Coimbra; 2.° filho dos 2.°' Condes de Terena. 
Nasc. a 18 de Março de 1818, e m. a 5 de Julho de 1874. 

^P 1.» Gonçalo Pereira. — Nasc. a 23 de Dezembro de 1851; 3.° Conde de Bertiandos ; Par 

do Reino, por direito de successão ; Official-mór Honorário da Casa Real ; Bacharel 
' formado cm Direito : casou a 3 de Junho de 1876, com D. Anna de Bragança e Ligne 

de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva, parente, por consanguinidade, da Casa Real. 
(V. acima.) 
2."* D. Francisca Emília. — Nasc. a 2 de Janeiro de 1853. Condessa de Oeiras, pelo seu 
primeiro casamento, a 2 de Maio de 1870, com o 7." Conde de Oeiras, Sebastião José 
de Carvalho e Mello Daun e Lorôna, que m. a 10 de Março de 1874.' — Sem geração. 

A -Condessa, viuva, passou a segundas núpcias em 27 de Maio de 1876, com 
Dom Pedro de Lencastre, Segundo Tenente da Armada Nacional, que nasc. a 24 de 
Março de 1849, 4.° filho dos 2.°* Condes das Alcáçovas. 

A Sr." D. Francisca Emilia Pereira da Silva de Sousa de Menezes, perdeu o direito 
a usar do titulo do seu primeiro marido, visto se lhe não haver concedido Alvará de 
confirmação do titulo e honras de Condessa de Oeiras, sem embargo de haver passado 
a segundas núpcias, como é de antigo estylo e praxe da Corte, sempre observado com 
Senhoras titulares, quando as honras do titulo lhes provieram pelo primeiro marido. 
f Assim se praticou com a 4." Condessa da Ilha do Principe, D. Anna de Lima, em 1735 ; 
com a Condessa da Ponte, D. Anna Joaquina, em 1758 ; e Condessa de S. Vicente, por 
Carta de 2 de Setembro de 1820; etc.) — (V. Alcáçovas.) 

FILHO DO 2.0 MATRIMONIO 

Dom Caetano — Nasc. a 5 de Janeiro de 1878. 

3.0 D. Thereza Emília. — Nasc. a 9 de Março de 1854. 

4,0 Sebastião Pereira. — Nasc. a 27 de Março de 1855. Alferes de Cavallaria do Exercito: 
casou a 7 de Fevereiro de 1877, com D. Eugenia Telles da Silva Caminha e Menezes, 
sua prima em 3.** grau, que nasc. a 11 de Fevereiro de 1860, herdeira do titulo de 
Condessa de Tarouca, como filha primogénita de Luiz Telles da Silva Caminha e Me- 
nezes, que deveria ter sido o 11.° Conde de Tarouca, titulo de juro e herdade, que 
compete «os filhos primogénitos dos Marquezes de Penalva, com a prerogativa de usar 
do titulo ainda em vida dos Paes, como é expresso no Decreto de 15 de Dezembro 
de 1751, mas de que se não encartara seu Pae, o sobredito Luiz Telles, que nasc. 
a 25 d'Abril de 1837, em. e 15 de Dezembro de 1863, havendo casado a 5 de 
Setembro de 1857, com D. Maria Francisca Brandão de Mello Cogominho Corrêa de 
Lacerda, .sua prima, que nasc. a 20 de Setembro de 1833 ; 5." filha dos 2.°* Condes 
de Terena: esta Senhora passou a segundas núpcias, a 8 de Novembro de 1876, com 
Fernando d'Albuquerque do Amaral Cardoso, seu primo. Fidalgo da Casa Real, por 
successão a seus maiores ; Alferes de Cavallaria do Exercito, que nasc. a 8 de Setem- 
bro de 1849, 4.° filho de António d'Albuqucrque do Amaral Cardoso, Fidalgo de 
geração ; Sr. da Casa do Arco em Vizeu, e dos Morgados de Pindo, Coitos, S. Fran- 
cisco do Monte Touraes, Tabosa, Arcozello, Sernancelhe, Sendim e Barcos ; e de sua 
mulher D. Anna Telles da Silva Caminha e Menezes, 4.* filha dos 5. os Marquezes 
d'Alegrete. — Com geração. (V. Amparo, Penalva e Tarouca.) 

5.0 D. Maria Emília. — Nasc. a 23 de Junho de 1856, e ra. a 1 de Julho de 1862. 

6.0 José Pereira. — Nasc. a 8 d'Agosto de 1857. 1." Sargento Aspirante de Cavallaria do 
Exercito. 



260 famílias titulares beii 

7.0 D, Maria Angelina. — Nasc. a 28 d'Agosto de 1858. 
8.** Damião Pereira. — Nasc. a 4 d'Agoslo do 1860. 
9.0 António Pereira. — Nasc. a 30 d'Agosto de 1862. 
10.° D. Maria da Conceição. — Nasc. a 19 de Fevereiro de 1864. 

GREAÇÃO DO TITULO 

Conde — Decreto de 14 d'Abril de 1852. — (D. -Maria II.) 

Concessão de maIs uma vida no titulo, para se verificar em sua filha D. Joanna — Decreto de 18 d'Agosto 

de 1852. 
Verificado na 2." Condessa — Decreto de 18 d'Agosto, e Carta de 6 d'Outubro de 1852. — (D. Maria II. 

— Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. 40, fl. 73.) 
2." Conde de Bertiandos — Decreto de 18 d'Agosto, e Carta de 6 d'Outubro de 1852. — (D. Maria II. — 

Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv, 41, /í. 96.) 
Honras d'0fficial-m<5r — Carta de 9 de Janeiro de 1864. — (D. Luiz I. — Regist. no Arch. da T. do T., 

Mercês de D. Luiz I, Liv. 8T fl. 19.) 

BrazsLO d.'j4.x*inas. — (V. adiante.) 



SEUS AVOS 

BERTIANDOS (Condessa). — D. Theroza Telles da Silva Caminha e Menezes, que 
nasc. a 21 de Fevereiro de 1803, 13.'' filha dos 3.*'' Marquezes de Penalva, e 7.°' Condes 
de Tarouca, e casou a 30 de Maio de 1825. 

VIUVA r>E 

Gonçalo Pereira da Silva de Sousa e Menezes, natural de Braga; 1.° Conde de 
Bertiandos, em sua vida, e 1." Visconde de Bertiandos, com honras de Grande do Reino, 
em sua vida; Par do Reino por Carla Regia de 3 de Março de 1842, de que prestou 
juramento e tomou posse na Camará dos Dignos Pares em Sessão de 26 de Janeiro de 1844 ; 
do Conselho de S. M. a Rainha D. Maria ii; Moço Fidalgo com exercício, accrescentado a 
Fidalgo Escudeiro (Alvará de 19 de Novem,hro de 182õ); 3." Sr. da Villa de Bertiandos, 
em verificação de vida n'este Senhorio, concedida por Decretos de '4 de Novembro de 
1820 (publicado na Gazeta do Rio de Janeiro u.° 90), e 13 de Outubro de 1823, e Reso- 
lução e Portaria do Desembargo do Paço de 9 e 24 de Fevereiro de 1824; Donatário 
do Couto de Francemil ; Sr. de todos os Morgados acima referidos ; Gran-Cruz da Ordem 
de Christo; Commendador da mesma Ordem, e de Nossa Senhora da Conceição de 
Villa Viçosa ; Governador Civil do Districto administrativo de Braga em 1852. Foi eleito 
Senador pelo Districto de Braga na Legislatura de 1838-41 ; Presidente honorário do Instituto 
d' Africa em Paris ; Licenciado na Faculdade de Leis pela Universidade de Coimbra. 

Succedeu na Casa de Bertiandos e seus vincules, e nos bens da Coroa, e Ordens, a 
seu Pae, em 23 de Dezembro de 1835. Nasc. a 10 Janeiro de 1797, e m. a 5 de Setembro 
de 1856. 

1." D. Joanna Maria. — É a 2.» Condessa de Bertiandos; Dama de Honor da Rainha D. Maria 
Pia ; viuva de seu primo, Sebastião Corrêa de Sá Menezes Brandão, 2.° Conde de 
Bertiandos, pelo seu casamento ; Par do Reino ; Oflicial-mór Honorário da Casa Real, 
que m. a 5 de Julho de 1874. — Com geração. (V. acima.) 

2.0 D. Maria Angelina. — Nasc. a 14 de Setembro de 1829, e casou a 4 de Fevereiro de 1856, 
com seu primo em 1.° grau, João Pacheco Pereira de Sousa Peixoto de Carvalho 
Belens Eldeis, 4.° Sr. de Aveloso, na Comarca de Trancoso, em verificação de vida 
concedida n'este Senhorio, por Decreto de 4 de Outubro de 1827 (de que se não 
encartou) ; Moço Fidalgo cora exercício na Casa Real, por successão a seus maiores 
(Alvará de 18 de Janeiro de 1827); filho primogénito e successor da Casa de seu Pae, 



BER E GRANDES DE PORTUGAL 261 



João Pacheco Pereira de Carvalho e Sousa, que m. a 27 de Setembro de 1831 ; 3." Sr. 
do Avcloso, em duas vidas {Decreto de 4 d'Outubro de 1827) ; Alcaide-mór de Villa 
de Rei, na Ordem de Christo, também cm vcrificagão de vida concedida n'csta Alcai- 
daria ; Fidalgo da Casa Real (Aloará de 19 de Janeiro de 1826); Cavalleiro professo 
na Ordem de Christo; Sr. dos Morgados do Peixotos, que se dizem instituídos em 1340, 
por Gonçalo Gonçalves Peixoto; de Carvalhos, instituídos por Gonçalo Dias de Carvalho; 
e do Morgado e Capella de Nossa Senhora d'Assumpção, instituído na Egreja de S. Ni- 
colau da cidade do Porto, por Pedro Belens, Familiar do Santo Officio ; e de sua 
mulher D. Dorothca Elders, de origem hoUandeza: casou a 7 de Fevereiro de 1827, com 
D. Margarida Telles da Silva Caminha e Menezes, que nasc. a 17 de Fevereiro de 1796, 
e m. a 22 de Março de 1832 ; 9.» filha dos 3."* Marquezes de Penalva e 7.°* Condes 
de Tarouca, (V, Penalva.) 

FILHO 

João Gonçalo. — Nasc. a 22 de Novembro de 1856. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde de BertIandos, com honras de Grande do Reino — Decreto de 22 de Março, e Carta de 13 de 
Novembro de 1840. — (D. Maria II. — Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Maria II, Liv. 
13, fl. 219 v.J 

Elevado a Conde — Decreto de 14 d'AbriI de 18S2. 

Concessão de mais uma vida n'este titulo — Decreto de 18 d'Agosto de 18S2. 

IJi*aza.o <!' Armas. — (V. adiante.) 



BISA.VOS 



Damião Pereira da Silva de Sousa e Menezes, natural de S. Martinho de Salreu ; Moço 
Fidalgo com exercido na Casa Real (Alvará de 22 de Junho de 1768) ; 2." Sr. da Villa 
de Berliandos na Comarca de Vianna, em sua vida (Decreto de 12 de Julho de 1800); 
Donatário do Couto de Francemil ; Administrador do 1.° Morgado de Bertiandos e dos 
de Sousa ou de Pentieiros, na Comarca de Ponte de Lima ; de S. Miguel, junto á Cidade da 
Guarda ; de S. Martinho de Salreu, junto á villa d'EstaiTeja ; de Chainha no Alemlejo ; 
dos Guedes de Carrazedo de Montenegro, em Trás-os-Montes ; e da Calheta na Ilha 
Terceira; Administrador, pelo seu casamento, do 2." Morgado de Berliandos; do dos 
Biscainhos de Braga, e do de Samaca em Amares ; Padroeiro do Mosteiro de Santa 
Clara da Guarda, e das Abbadias de S. Julião de Moreira do Lima, de S. Salvador 
de Bertiandos, e de S. Pedro de Gondarem, outr*ora Mangoeiro (Couto de), pela Casa 
tudo de Bertiandos; Padroeiro de S. Salvador de Esturãos pela Casa de Pentieiros, 
na Província do Minho; Commendador dos Dizimos e Miunças da Capitania de Mon- 
chique e[llha do Porto Santo na Ordem de Christo (Decreto de 13 de Maio de 1802); 
Brigadeiro Reformado de Infan teria do Exercito, que serviu com distincção nas cam- 
2.° panhas do Roussillon e Catalunha em 1793, 94 e 93, na patente de Capitão do 
Regimento de Infanteria do Porto; condecorado com a Granada de Ouro, distinclivo 
concedido á Infanteria da Divisão do Exeicito Portuguez, que fez aquellas campanhas 
(Decreto de 17 de Dezembro de 1795); condecorado com a Medalha da Campanha 
(la Guerra Peninsular, em que serviu como 2." Commandante do exercito de observação 
da Província da Beira durante a invasão franceza. Nasc. a 1 de Setembro de 1764, e m. 
a 23 de Dezembro de 1835, tendo casado a 2 de Fevereiro de 1792 com D. Maria Angelina 
Senhorinha José Justa Pereira Forjaz d'Eça Montenegro, sua prima, que nasc. a 30 de 
Junho de 1777, e m. a 5 de Março de 1822; Sr." do 2.° Morgadq de Bertiandos; do de 
Samaca na freguezia de Amares, Comarca de Villa Verde; da Casa dos Biscainhos de 
Braga ; filha única e herdeira de Dom João Pereira Forjaz Coutinho (filho 2." da Casa da 



FAMÍLIAS TITULARES BER 



Feira), Moço Fidalgo com exercicio, accrescentado a Fidalgo Escudeiro (Alvará de 22 de 
Maio de 1777); Cavalleiro professo na Ordem de Christo ; Sargento-mór de Cavallaria; e 
de sua mulher D. Catharina d'Eça Montenegro Pereira Pinto, filha de António Pereira Pinto 
(da Casa de Cavalleiros) ; Fidalgo da Casa Real; Sr. do 2." Morgado de Bertiandos, instiluido 
em 1566, e de Samaca em Amares ; herdeiro por sua Mãe D. Antónia Maria de Sousa 
Montenegro, Sr/ da Casa e Morgado dos Biscainhos de Braga, e de outro vinculo em 
Vianna do Minho; tilha de Diogo de Sousa da Silva, Sr. da Casa dos Biscainhos; Cavalleiro 
professo na Ordem de Christo ; e de sua mulher D. Catharina Thereza Montenegro Souto 
Maior e Lemos, dama nobre, natural de Tuy em Galliza. 

Por eíTeito d'este casamento se uniram os vínculos dos dois ramos da familia 
Pereira da Silva de Sousa Menezes, de Bertiandos, com a Casa dos Biscainhos e seus 
Padroados. 

A Damião Pereira da Silva (acima) foi concedida a mercê de mais uma vida nos bens 
da Coroa e Ordens que possuia a Casa de seu Pae, em recompensa de seus serviços e 
dos de seu filho o Doutor João Pereira da Silva de Sousa Menezes, Oppositor e Demons- 
trador da Cadeira de Metalurgia da Faculdade de Philosophia da Universidade de Coimbra, 
para se verificar em favor d'este, como consta do Decreto de 4 de Novembro de 1820, 
publicado na Gazeta n.° 90 do Rio de Janeiro, a 8 do mesmo mez e anno; e por seu 
fallecimento passou a verificação da mercê, para seu irmão 2.° genito Gonçalo Pereira da 
Silva (Despacho e Resolução de 5 e 24 de Julho de 1824), como se referiu no logar 
competente. Succedeu na Casa de Bertiandos, Senhorios e bens da Coroa e Ordens, em 
Maio de 1796. 

1." João Pereira. — Nasc. a 8 de Dezembro de 1793, e m. a 27 de Janeiro de 1823. Foi 
Doutor na Faculdade de Philosophia ; Oppositor e Desionstrador da Cadeira de Meta- 
lurgia na mesma Faculdade ; Bacharel formado em Malhematica ; Deputado da Nação 
ás Cortes de 1821, pela província do Minho: succedeu no 2.° vmculo de Bertiandos, 
no de Samaca, em Amares ; na Casa dos Biscainhos, de Braga, e em outro vinculo, 
situado em Vianna, a sua Mãe, em 5 de Março de 1822, e tinha mercê de vida, em 
todos os bens da Coroa e Ordens que usufruía a Casa de seu Pae, por Decreto de 4 
de Novembro de 1820. Os referidos vínculos, e bens da Coroa e Ordens, passaram 
para seu irmão 2." genito, ímmediato successor. (V. acima l." Conde de Bertiandos. J 

2.° Gonçalo Pereira. — Foi o l." Conde, e 1.° Visconde de Bertiandos, com grandesa ; 
Par do Beino ; 3.° Sr. da Villa de Bertiandos ; Donatário do Couto de Francemil ; 
Sr. de todos os vínculos da Casa de seus Paes ; Gran-Cruz da Ordem de Christo ; 
etc. : casou com D. Thereza Telles da Silva, da Casa dos 3.°* Marquezes de Penalva. 
— Com geração. (V. acima.) 

3.° D. Maria da Conceição. —Nasc. a 15 de Maio de 1798, havendo casado a 28 d'Agosio 
de 1823, com António Maria Osório Cabral da Gama, que m. a 20 de Março de 18S8. 
Par do Beino, por Carta Begia de 3 de Setembro de 1842 ; Moço Fidalgo com exer- 
cício na Casa Beal ; Sr. da Quinta das Lagrimas em Coimbra ; 9.° Sr. do Prazo de 
Vílhagre, e dos vínculos de S. Thiago de Cacem, Pinheiro d'Azcre, Águeda, Bobadella 
e Villa Cova de Sub-Avô ; Coronel do Begimento das Milícias da Figueira ; Bacharel 
formado em Mathematica pela Universidade de Coimbra. — Com geração. (V. Osório 
Cabral, Par do Beino.) 

4.° António Pereira. — Nasc a 23 de Junho de 1799. Fidalgo de geração, e Moço Fidalgo 
com exercicio ; Cavalleiro de Devoção da Ordem de S. João de Jerusalém, de Portu- 
gal ; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Depu- 
tado da Nação, nas Legislaturas de 1853-56, 1857-58, 1869-70, 1871-74; Bacharel 
formado em Leis, pela Universidade de Coimbra ; Coronel honorário do Batalhão Na- 
cional de Caçadores de Vianna; proprietário. Solteiro. 

5.0 D. Maria do Patrocínio. — Nasc. a 14 de Maio de 1803, e m. em Maio de 1876, no 
estado de solteira. 

6.0 D. Maria do Lorêto. — Nasc. a 29 d'Abril de 1805. 

7.0 D. Maria do Carmo. — Nasc. a 28 de Maio de 1807, e m. a 30 d'Agosto de 18S9, ha- 
vendo sido casada com seu primo, Damião Pereira da Silva de Sousa e Menezes (V. adian- 
te), que. nasc. a 19 de Setembro de 1797; Fidalgo da Casa Beal, por successão a seus 



BER E GRANDES DE PORTUGAL 263 



maiores (Alvará de 26 de Janeiro de 1828); Bacharel formado em Cânones, pela 
Universidade de Coimbra ; Juiz de Fora das Comarcas de Guimarães, e da do Fundão ; 
filiio de José Pereira da Silva e Menezes, Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; 
Major de Infanteria do Exercito ; e de sua mulher D. Anna Maria Francisca da 
Cerveira Leite Pereira, que m. a 21 de Setembro de 1830 ; 14.» Sr." da Quinta 
da Penna, no termo de Braga ; Sr.* do Morgado de Ramaldc (2.«> ramo), no concelho 
de Bouças ; viuva em primeiras núpcias, de Pedro da Silva da Fonseca, Moço Fidalgo 
da Casa Real; Tenente do 2.° Regimento de Infanteria do Porto (n.° 18); m. a 5 de 
Janeiro de 1794, na guerra do Roussillon. — Com geração d'ambos o$ matrimónios. 
(V. adiante.) 

8." Francisco Pereira. — Nasc. a 17 de Novembro de 1808, Tenente-Coronel de Infanteria 
do Exercito da índia, o qual casou em Gôa, com D. Maria Rita Telles de Mello, filha e 
herdeira de Francisco Maria de Mello Souto-Maior Telles. — Sem geração. 

9." José Pereira. — Nasc. a 3 d'Abril de 1816, e m. a 13 de Outubro de 1837. Fidalgo 
Capellão, que foi Abbade da freguezia de S. Salvador d'Eslurãos. 

TERCEIROS AVOS 

Gonçalo Pereira da Silva Pacheco de Sousa Menezes Osório de Mello de Noronha 
" Lima, Moço Fidalgo com exercido na Casa Real, accrescentado a Fidalgo Escudeiro ; 
Sr. da Honra de S. Martinho de Valbom; Donatário do Couto do Francemil; 1." Sr. da 
Villa de Bertiandos, annexando-lhe as duas aldeias de Esturâos e de Santa Comba, como 
successor de seu tio, Francisco Pereira da Silva, ao qual em recompensa de seus serviços 
foi concedida mercê, por Decreto de 13 de Abril de 1790 do Senhorio de uma villa 
de 200 visinhos, ora verificada na villa de Bertiandos, por Decreto de 19 de Fevereiro de 
1790 e de 7 de Janeiro de 1791 ; Sr. do 1." Morgado de Bertiandos e dos de Chainha 
no Alemtejo ; de S. Miguel, junto á Cidade da Guarda ; de S. Martinho de Salreu, junto 
a Estarreja ; dos Guedes, ou de Carrazedo de Montenegro, em Trás-os-Montes ; de Sousas 
ou de Pentieiros, em Ponte de Lima; ádi Calheta, na Ilha Terceira; Padroeiro da Egreja 
de S. Salvador de Bertiandos; Cavalleiro professo na Ordem de Christo; Brigadeiro do 
Exercito. Nasc. a 18 d'Outubro de 1744, e m. em Maio de 1796, tendo casado a 22 de 
Junho de 1763 cora D. Ignez Luiza de Lencastre César, que nasc. a 16 de Maio de 1735 
e m. a 18 de Fevereiro de 1793, 1." filha de Sebastião Corrêa de Sá, Moço Fidalgo com 
exercício ; Tenente-General do Exercito e Governador das Armas e Partido do Porto (2.° filho 
dos 3.°" Viscondes d'Asseca) : casou em 1734 com D. Clara Joanna d' Amorim Pereira, Sr.*" 
da Casa d'Agrella, e dos Morgados de Fontão, no concelho de Ponte de Lima; de Casal 
Soeiro, e da Rua Escura, no Porto ; filha e herdeira de Dom Lourenço d' Amorim Pereira, 
Fidalgo da Casa Real; Commendador de Santa Maria d'Ayrão, na Ordem de Christo; 
Sr. da Casa d'Agrella e Morgado do Fontão; Alcaide-mór da villa de Monção; Tenente- 
General do Exercito ; e de sua mulher D. Luiza Josepha d'Abreu Pereira, Sr." do Morgado 
da Rua Escura, filha e herdeira de Francisco d' Abreu Soares do Amaral, Fidalgo da 
Casa Real, Sr. d'aquelle vinculo; e de sua 1." mulher D. Clara d'Abreu Pereira. 

Gonçalo Pereira fez tombar os vincules da sua Casa, nos quaes se incluíram os de 
Carrazedo e xMontenegro, para o que obtivera auctorisação por Provisão do Desembargo do 
Paço, de 23 d'Agoslo de 1792, nomeando-lhe o respectivo Magistrado, o Bacharel António 
d'Azevedo Lopes Serra para efleituar a respectiva tombação. 

O mesmo Gonçalo Pereira (acima) estabeleceu, bastantes annos depois de casado, a 
pensão annual, arrhas, de 600^000 réis, imposta nos bens livres e vinculados da sua Casa, 
a favor de sua mulher D. Ignez Luiza (acima), as quaes arrhas foram approvadas e 
confirmadas por Decreto de 30 d'Outubro e Alvará de Provisão de 10 de Novembro de 
1792. 



264 famílias TITULARES BER 



l.° Damião Pereira. — Nasc. a 1 de Setembro de 1764, e m, a 23 de Dezembro de 1835. 
Foi 2.° Sr. da Vilja de Berliandos; Donatário do Couto de Francemil ; Sr. das Casas 
de Bertiandos e da dos Biscainhos de Braga, vincuios a ellas annexos, e Padroados ; 
Brigadeiro Reformado do Exercito : casou a 2 de Fevereiro de 1792, com D. Marianna 
Angelina Senhorinha José Justa Pereira Forjaz d'Eça Montenegro, sua prima, Sr.« do 

^ 2.° Morgado da Casa de Bertiandos, do de Samaca na freguezia d'Amares, e da Casa 

dos Biscainhos de Braga. — Com geração. (V. acima.) 

2." Sebastião Corrêa. — Nasc. a 20 de Fevereiro de 1766, e m. a 4 de Julho de 1849. 
Foi o !.*> Marquez e 1.° Conde do Terena, e 1.° Visconde de S. Gil de Perre, em duas 
vidas ; Par do Reino ; Sr. do Morgado de Casal Soeiro, da Casa d'Agrella, e do Mor- 
gado da Rua Escura no Porto ; Deputado da Nação ás Cortes de 1826 ; Senador eleito 
por Lameiro, na Legislatura de 1838 ; Gran-Cruz da Ordem de Christo ; Reitor da 
Universidade de Coimbra; Prefeito da província do Douro, em 1834; Governador 
Civil do Districlo do Porto, em 1835 ; antigo Chanceller da Relação, e Governador 
das Justiças do Porto: casou a 3 d' Agosto de 1791, com D. Francisca Jacome do 
Lago Bezerra, que nasc. a 28 de Outubro de 1777 ; 1.» filha e herdeira de Balthasar 
Jacome do Lago Bezerra, Sr. do Couto de Paredes, e das Casas Solares de S. Gil de 
Perre, na freguezia de Perre (S. Miguel), o da Torre do Paço, na freguezia de Santa 
Maria de Geraz do Lima, ambas na comarca e concelho de Vianna ; e de sua mulher 
D. Angela de Moscoso Baena Omazure Angulo, filha de D. Joaquim de Moscoso, Maes- 
trante do Real Corpo de Sevilha ; e de sua mulher D. Angela de Baena. 

FILHOS 

1 o D. Maria do Carmo. — Nasc. a 13 de Junho de 1792, e m. a 14 de 
Setembro de 1816, no estado de solteira. 

2.° D. Maria Emília. — Nasc. a 28 de Novembro de 1793, e m. a 6 d' Agosto 
de 1856. Foi 2." Condessa de Terena, e 2." Viscondessa de S. Gil de 
Perre, em verificação de vida concedida n'estes titulos ; herdeira de 
toda a Casa de seu Pae : casou a 2 de Fevereiro de 1814, com José 
Maria Brandão de Mello Cogominho Corrêa Pereira de Lacerda e Figuei- 
rôa, 2.° Conde de Terena, e 2.° Visconde de S. Gil de Perre, pelo seu 
casamento ; auctorisado a usar de ambos estes titulos, por Decreto de 13 
d'Outubro de 1839 ; Par do Reino ; Gran-Cruz da Ordem de Christo ; 
14.0 Sr da. Honra de Farelães ; 19.° Sr. da Torre dos Coelheiros, no 
Alemtejo ; 8." Sr. do Morgado de Sampaio de Guimarães ; Sr. da Casa 
da Torre da Marca, no Porto ; Governador Civil do Districto Adminis- 
trativo do Porto ; Coronel do Regimento de Milícias da Maia, que nasc. 
a lo de Setembro de 1793, e m. a 22 de Junho de 1859. — Com ge- 
ração. (V. acima, Monfalim, S. Miguel, Terena.) 

3.° José Pereira. — Nasc. a 18 de Maio de 1768, e m. a 7 de Agosto de 1828. Foi Moço 
Fidalgo com exercício ; Major do Regimento de Infanteria n,° 9 : casou a 28 de Junho 
de 1794, com D. Anna Maria Francisca da Cerveira Leite, que nasc. a 26 de Março 
de 1768, e m. a 21 de Setembro de 1830; 14. a Sr.» da Quinta do Prazo da Penna, 
no termo de Braga; Sr." do Morgado de Ramalde (2.o ramo), no concelho de Bouças; 
da qual foi 2. o marido, sendo ella viuva de Pedro da Silva da Fonseca, Moço Fidalgo 
com exercício na llasa Real; Tenente do 2." Regimento de Infanteria do Porto (n.° 18); 
que m. a 5 de Janeiro de 1794, em um ataque na guerra do Roussillon ; 3." filho de 
Manuel Pedro da Silva da Fonseca, Moço Fidalgo com exercício ; Cavalleiro professo na 
Ordem de Christo; Sr. do Morgado dos Silvas, em Alcobaça; Alcaide-mór d'Alfeizeirao; 
que m. em 1794, havendo casado a 21 de Novembro de 1749, com D. Antónia Rita 
de Bourbon e Almeida Portugal, filha de Dom João d'Almeida Portugal, Veador da 
Rainha D. Maria Anna d' Áustria ; Commendador de Santa Maria de Fornos, na Ordem 
de S. Thiago; Brigadeiro de Infanteria; Governador da Torre de Outão, que m. em 1749. 
e de sua mulher D. Joanna Cecília de Noronha e Menezes (da Casa de Fonte Arcada). 

FILHOS 

1.0 D. Ignez Luiza. — Nasc. a 16 de Março de 1795, e m. a 17 d'Outubro 
de 1825. 

2.0 José Pereira. — Nasc. a 24 de Maio de 1796, e m. a 8 d'Oulubro de 1817. 

3.0 Damião Pereira. — Nasc. a 19 de Setembro de 1797; Moço Fidalgo com 
exercício ; Bacharel formado em Cânones ; Juiz de Fora de Guimarães e 
Fundão : casou com D. Maria do Carmo Pereira da Silva de Sousa Me- 
nezes, sua prima, que nasc. a 28 de Maio de 1807, e m. a 30 d'Agoslo 
de 1859. — Com geração. (V. acima.) 



BER 



E GRANDES DE PORTUGAL 



265 



4." João António. — Nasc. a 3 de Novembro de 1803. Moço Fidalgo; Bacha- 
rel formado em Cânones. 

i." D. Maria Clara. — Falleceu ainda infante. 

5." D. Maria Isabel. — Nasc. a 4 de Junho de 1768, e casou com seu primo, António de 
Castro Lemos do Menezes, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 18 de Março 
de 1787) ; 8.° Sr. da Casa do Covo, em Oliveira d'Azemcis, e das Honras de César 
e Gayate ; 7.° Sr. do Morgado de Santo António de Villa Nova da Cerveira ; Alcaide- 
mór da Villa de Melgaço ; Commendador de Santa Maria da Covilhã, na Ordem de 
Christo ; Coronel do 2.° Regimento de Iiifanteria d'01iven\,a (n.° 15); Governador da 
mesma Praça, o qual m. a 4 de Fevereiro de 1792. — Sem geração. 

6.° Francisco Pereira. — Nasc. a 23 de Junho de 1770, e m. a 27 de Julho de 1833, bar- 
baramente assassinado (a golpes de machado) na cadeia dExIremoz, onde se achava 
preso pelas suas idéas liberaes. Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a 
seus maiores; Commendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa; 
Coronel do Regimento de Milícias d'Evora : casou em primeiras núpcias, com D. Ma- 
rianna Victoria de Sousa Saldanha e Menezes, filha e herdeira de José de Sousa Me- 
nezes, Moço Fidalgo com exercício ; Sr. da Aldeia de Santo António de Redemoinhos ; 
Commçndador honorário da Ordem de Christo, que m. em 1801 ; e de sua 1.* mu- 
lher D. Josepha Francisca d'Azevedo de Saldanha e Noronha. — Sem geração. Passou 
a segundas núpcias com D. Ignacia Xavier Caetana d"Aragão e Castro de Refoyos, filha 
e herdeira de Joaquim Pedro da Camará de Sousa Menezes Castro de Refoyos, Moço 
Fidalgo com exercício ; Sr. do Morgado de S. Jacintho, em Idanha a Nova. (V. Por- 
talegre.J 

FILHA 

D. Jgnez Emília. — Casou com Manuel José da Nóbrega Camizão, Capitão de 
Infanteria do Exercito. — Com geração. 



7.0 
8.0 
9.0 



10.0 



Joaquim Pereira. — Falleceu ainda infante. 

D. Maria do Carmo. — Falleceu de menor idade. 

D. Maria José. — Nasc. a 23 de Setembro de 1776, e m. em 1823; viuva de Sebastião 
d'Abreu Pereira Cyrne Peixoto, Sr. de Villa Nova de Lanhezes, por transferencia de 
Lindoso ; Alcaide-mór de Ferreira ; Prestamario de Gominhães ; Padroeiro da Egreja de 
Santa Eulália de Linhares ; Commendador de S. Miguel de Villa Franca, na Ordem de 
Christo. — Com geração. (V. Almada.) 

João Pereira. 



11.0 António Pereira. 



Falleceram ainda infantes. 



Damião Anlonio Pereira da Silva Pacheco de Sousa e Menezes, natural de S. Martinho 
^de Salreu; Moço Fidalgo cora exercício na Casa Real (Alvará de 7 d' Agosto de 1744) ; 
Donatário do Couto de Francemil; Sr. da Honra de S. Martinho de Valbom; Sr. do 1." 
Morgado de Bertiandos, e do de Sonsas ou de Pentieiros; da Chainha, no Alemtejo; de 
S. Miguel, junto á Guarda; de >S^. Martinho de Salreu; dos Guedes de Carrazedo 
de Montenegro, em Trás-os-Montes ; da Calheta, na Ilha Terceira; Padroeiro das 
Egrejas de S. Pedro de Gondarem (antigamente Mangoeiro); de S. Salvador de Bertiandos, 
e alternadamente do beneficio simples de Santa Maria da Cunha; Cavalleiro Professo na 
Ordem de Christo; Familiar do Santo OíBcio; Sargento-mór do Regimento de Infanteria 
de Vianna do Minho : casou com D. Luiza Joanna Menezes, sua prima, natural da villa de 
Trofa, viuva, filha de Bernardo de Carvalho e Lemos, 7.° Sr. da villa da Trofa, Alfarella 
e Jales ; Mestre de Campo de Auxiliares, e de sua mulher D. Maria Magdalena de Sousa 
Menezes, filha de Manuel de Sousa e Menezes, Commendador de S. Mamede de Canellas 
na Ordem de Christo, e de sua mulher D. Magdalena Christianna de Sousa Vasconcellos. 



1.0 Gonçalo Pereira. — Foi Sr. da Honra de S. Martinho de Valbom; Donatário do Couto 
de Francemil; l.o Sr. da villa de Bertiandos, em verificação da mercê feita a seu 
tio Francisco Pereira da Silva, Sargento-mór de Batalha, e Governador Militar do 

34 



k 



266 FAMÍLIAS TITULARES BES 

reino do Algarve, como acima se declara, confirmado por Decreto de 12 de Julho 
de 1800 : casou com D. Ignez Luiza de Lencastre Gesar. — Com geração. (V. acima.) 
2." D. Margarida Pereira. — Falleceu no estado de solteira. 

DBrazao d' Armas. — Um escudo; em campo vermelho, uma cruz de prata florida, 
vazia do campo, e por differença uma brica de ouro. — Timbre — a mesma cruz entre duas azas 
de prata. 

BRAZÃO concedido a Damião Pereira, morador na villa de Ponte de Lima; com todas as honras e 
privilégios de Fidalgo, por descender da geração e linhagem dos Pereiras, por parte de sua Mãe e Avós. 
Dada em Lisboa a 21 d'Outubro de 1532, — Regist. na Chanc. de D. João III, Liv. 18, fl. 113 v. (Archivo 
Heráldico pelo Visconde de Sanches de Baena.J 



BESSONE (Viscondessa). — D. Thereza Messier de Claye, Viscondessa de Bessone 
pelo seu casamento. Nasc. a 21 de Fevereiro de 1821, e casou a 2 d'Abril de 1859. 

VIXJVA I>E 

Thomaz Maria Bessone, 1." Visconde de Bessone, em sua vida; Cavalleiro da Ordem 
de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; Capitão do extincto Regimento de 
Voluntários Nacionaes do Commercio de Lisboa ; abastado proprietário e negociante de 
grosso tracto da Praça commercial da mesma cidade. Nasc. a 11 d'Agosto de 1814, e 
m, era Lisboa a 6 d'Outubro de 1877, tendo casado em primeiras núpcias a 9 de Fevereiro 
de 1839 com D. Maria do Carmo Faria, que m. a 26 de Março de 1854, filha de Sebastião 
António de Faria, negociante da praça de Lisboa, e de sua mulher D. Joaquina Helena 
Schiappa de Faria, de quem houve geração. Passou a segundas núpcias era 2 d'Abril de 
1859 com D. Thereza Messier de Claye, da qual tarabem houve geração. 

O Visconde de Bessone prestou era differentes epochas valiosos serviços ao Estado, 
especialmente nas possessões d'Africa Oriental, onde possuia vasteza de terrenos, desen- 
volvendo ali a agricultura e commercio da colónia como consta de varias Portarias, que 
pelo Governo lhe foram dirigidas, algumas das quaes estão publicadas no Diário Official. 

Concorreu também com avultadas quantias de dinheiro para supprimento do Thesouro 
Publico, particularmente no anno de 1844, e prestou diversas vezes os seus navios para o 
desempenho de commissões de serviço publico, para as quaes nem sempre os navios do 
Estado podiam com urgência ser aprestados. 

IFIXjHIOS ido !-• 3yiLA.TI2,I3V^01sriO 

1.0 Thohaz Maria. — Nasc. a 21 de Fevereiro de 1840, e m. a 13 de Novembro de 1866; 
casou a 28 de Julho de 1862, com D. Emilia da Conceição Pereira da Gosta, que 
nasc. a 20 de Maio de 1846, e m. a 12 de Julho de 1863, filha de Joaquim Pereira 
da Costa, Fidalgo da Casa Real ; Gommendador da Ordem de Ghristo ; Presidente da 
Direcção do Banco de Portugal ; negociante de grosso tracto da Praça Commercial de 
Lisboa ; abastado proprietário, e capitalista ; e de sua mulher D. Emilia Augusta Pereira 
da Gosta, sua parente. 

FILHA UNIGA 

D. Maria. — M. ainda infante, o antes do Pae. 



BES 



E GRANDES DE PORTUGAL 



267 



2.0 D. Carolina Maria. — Nasc. a 23 d'Agosto de 1842, e casou a 22 d'Agoslo de 1861, 
com Nuno José Pereira Basto, que nasc. a 5 de Dezembro du 1836; Fidalgo da Casa 
Real, e proprietário ; filho de Nuno José Pereira Basto, Fidalgo da Casa Real ; do 
Conselho da Rainha D. Maria ii, e de El-Rei D. Pedro v ; Commendador da Ordem 
de Christo ; Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, e 
da distincta Ordem de Carlos iii de Hespanha ; condecorado com a Medalha das Campa- 
nhas da Liberdade, algarismo n.°2; Coronel do 2." Regimento de Voluntários do 
Commercio de Lisboa, em 184(5 ; Presidente da Camará Municipal d'esta cidade, em 
1849 ; abastado proprietário, e capitalista ; negociante de grosso tracto da Praça 
commercial de Lisboa, que nasc. a 25 de Setembro de 1804, e m. a 5 de Julho de 
1873 ; e de sua muliíer D. Margarida Angélica de Carvalho. 

FILHOS 

1.0 D. Maria do Caumo. — Nasc. a 5 de Junho de 1862. 

2.0 Nuno José. — Nasc. a 20 de Fevereiro de 1865, c m. a 15 de Junho 

de 1873. 
3.° Thomaz Maria. — Nasc. a 5 de Março de 1866. 
4.° Pedro Maria. — Nasc. a 3 de Junho de 1867. 
5.*> D. Carolina Maria. — Nasc. a 3 de Junho de 1869. 
6." Manuel Amaro. — Nasc. a 15 de Janeiro de 1870. 
7." Alberto Carlos. — Nasc. a 15 de Fevereiro de 1877, 

3.0 D. Leopoldina Maria. — Nasc. a 13 d'Outubro de 1849, e casou a 22 d'Agosto de 1865, 
com Carlos Augusto Pereira Basto, que nasc. a 6 de Fevereiro de 1844, filho do Con- 
selheiro Nuno José Pereira Basto, acima mencionado ; e de sua mulher D. Margarida 
Angélica de Carvalho. 

FILHOS 

1.0 Carlos Alberto. — Nasc. a 25 de Setembro de 1866. 
2.0 D. Maria Antonina. — Nasc. a 3 de Maio de 1868. 
3,0 Jorge Maria. — Nasc. a 21 de Fevereiro de 1870. 

4.0 Frederico Maria. — Nasc. a 18 de Julho de 1848. 
5.0 Alfredo Maria. — Nasc. a 10 d'Abril de 1851. 

6.0 Jorge Maria. — Nasc. a 9 de Julho de 1860. 

7.0 D. Thereza Maria. — Nasc. a 28 de Julho de 1862. 

SEUS PAES 

Romão Maria Ressone, negociante da Praça commercial de Lisboa : casou com D. Ger- 
rudes Maria Luiza Ressone, sua parente. 

1.0 Thomaz Maria. — Foi o l.o Visconde de Bessone : casou duas vezes; a primeira com 
D. Maria do Carmo de Faria, que m. a 26 de Maio de 1854, e da qual teve geração. 
Passou a segundas núpcias em 2 d' Abril de 1859, com D. Thereza Messier de Claye, 
de quem houve geração. (Y. acima.) 

2.0 D. Joaquina Maria. — Nasc. a 5 de Dezembro de 1821, e casou com José Severo Tavares, 
que nasc. a 18 d'Outubro de 1820; Commendador das Ordens militares de hCristo, 
e da de S. Bento d'Aviz ; Cavalleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de 
Vilia Viçosa; Commendador ordinário da Real Ordem Americana de Isabel a Catholica 
de Hespanha ; Oílicial da Coroa d'Italia ; Contra-Almirante reformado da Armada 
Nacional, filho de Francisco de Paula Tavares, Capitão de fragata da Armada Nacional, 
c de D. Maria Innocencia Tavares. — Sem geração. 

SEUS AVOS 

António Maria Ressone, natural de Génova ; casado. 



Romão Maria. — Casou com D. Gertrudes Maria Luiza Bessone. — Com geração. (V. acima. J 
NB. Ignoro se houve mais descendência. 



268 



famílias titulares 



BET 



CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em sua vida — Decreto de 22, e Carta do 26 de Outubro de 1870. — (D. Luiz I. — Regist. no 
Arck. da T. do T., Mercês de D. Luiz 1, Liv. 20, fl. 187 v.) 




BETTENCOURT (Visconde). —João de Bettencourt Vasconcellos Corrêa d' Ávila, 
1.** Visconde de Bettencourt, em sua vida; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão 
a seus maiores (Alvará de 5 de Março de 1S50); Sr. de vínculos nas ilhas Terceira e 
Graciosa ; abastado proprietário, que nasc. a 17 d'Agosto de 1835, e casou em 1859, com 
D. Maria Adelaide de Magalhães Menezes Perfeito d'Aragão Sauzêdo, qne nasc. a 5 de 
Janeiro de 1840, filha de José de Magalhães Menezes Villas-Bôas (da Casa do Paço de 
Villas-Bôas, em Barcellos) ; Moço Fidalgo com exercido na Casa Real (Alvará de i 9 de 
Novembro de 1822); e de sua mulher, D. Anna Adelaide Perfeito d' Aragão Sauzêdo (das 
Casas do Paço e Corredoura, em Lamego). 

1," João de Bettencourt. — Nasc. a 16 d'Abril de 1860. 
2.° Diogo de Bettencourt. — Nasc. a 14 d'Abril de 1863. 



SEUS PAES 

Diogo de Bettencourt Vasconcellos Corrêa d' Ávila, Fidalgo da Casa Real ; Sr. dos 
Morgados acima referidos, que nasc. a 9 de Março de 1804, e casou com D. Anna Emilia 
Bettencourt. 

ifiIjUO TJJsrioo 

João de Bettencourt, — Actual 1." Visconde de Bettencourt, que nasc. em 1835, e casou 
em 1859, com D. Maria Adelaide de Magalhães Menezes Perfeito d'Aragão Sauzêdo, 
que nasc. em 1840. — Com geração. (V. acima.) 



BET E GRANDES DE PORTUGAL 269 



SEUS AVÓS 

João Baptista de Bellencourt Vasconcellos Corrêa d'AviIa, Fidalgo Cavalieiro da Casa 
leal (Alvará de 26 de Setembro de 1801); Administrador dos vínculos instituídos por 
)ão Gonçalves Corrêa, e por D. Ignez d'Avilla Bettencourt, na ilha Graciosa ; e por Diogo 
Fernandes, o Rico, na cidade d'Angra ; nasc. a 6 de Dezembro de 1773, e casou com 
). Anna de Lacerda Leite de Noronha, filha de Diogo Pereira Sarmento de Lacerda, e de 
ia mulher D. Joaquina Leite de Noronha. 

Diogo de Bettencowrt. — Fidalgo Cavalieiro da Casa Real ; Sr. de Casa (vínculos) na ilha Ter- 
ceira e Graciosa : casou com D. Anna Emilia Bettencourt. — Com geração. (V. acima.) 

BISAVOS 

João de Bettencourt Vasconcellos Corrêa d'Avila, Fidalgo Cavalieiro da Casa Real 
{Alvará de 5 de Fevereiro de 1762); Sr. dos Morgados que acima ficam referidos; 
*rovedor dos Resíduos dos Orphãos e Capellas da ilha Terceira, defunctos e ausentes, 
)lficio que era propriedade de seus maiores; o qual casou com D. Maria Escholastica do 
'anlo, filha de José Francisco do Canto e Castro Pacheco de Sampaio, Moço Fidalgo com 
íxercicio ; Provedor das Armadas ; Familiar do Santo OíTicio (Carla de 23 de Dezembro 
^de 1721) ; e de sua segunda mulher, D. Maria Victoria da Costa Noronha, filha de Ber- 
nardo Homem da Costa Noronha, Fidalgo da Casa Real ; e de sua mulher D. Benedicla 
Paula de Castro. 

João de Bettencourt. — Fidalgo de Casa Real ; Sr. de Casa nas ilhas Terceira e Graciosa, 
que casou com D. Anna Isabel de Lacerda Leite e Noronha. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se foi o primogénito, e se houve mais descendência. 
TERCEIIiOS AVOS 

Malheus João de Bettencourt Vasconcellos Corrêa d'Avila, Fidalgo da Casa Real ; 
Provedor dos Resíduos dos Orphãos e Capellas da ilha Terceira, Officio que fôra de seu Avô; 
Sr. de Casa na cidade d'Angra, e na ilha Graciosa ; que casou com D. Luiza Clara de 
Lacerda, filha de Diogo Álvaro Pereira de Lacerda, Sr. de Casa na ilha Terceira ; e de 
sua mulher D. F... 

1.0 João de Bettencourt. — Fidalgo Cavalieiro da Casa Real; succedeu na Casa c Officio 
de Provedor dos Resíduos dos Orphãos e Capellas. ele. : casou com D. Maria Escholas- 
tica do Canto. — Cot» geração. (V. acima. J 
a."* Manuel de Bettencourt. \ 
■i o Pkduo de Bettencourt. J 
o Diogo de Bettencourt. /Fidalgos Cavalleiros da Casa Real f Alvará de 5 de Fevereiro 
,<• Thomaz de Bettencourt. / de 1762). 

o Álvaro de Bettencourt. \ ^q jgnoro se foram casados e tiveram descendência. 
<• José de Bettencoí rt. 



" Francisco de Bettencourt. / 

QUARTOS AVOS 

João de Bettencourt Vasconcellos Corrêa d'Avila, Provedor dos Resíduos dos Orphãos e 
Capellas da ilha Terceira, Oflicio que fôra de seu Pae, Francisco de Bettencourt Vascon- 
cellos : casou com D. Efisa Francisca do Canto. 



270 famílias titulares BIV 



1.0 António de Bettencourt. — Fidalgo Cavallc'ro f Alvará de 8 de Janeiro de 1700). 
2.» F... 

3.° Wathehs João. — Cisou com D. Luiza Clara de Lacerda, da qual houve geração. Succcdeu 
no Ollicio de Provedor dos Resíduos, por Carla de 27 de Janeiro de 1774. 

NB. Ignoro se houve mais descendência. 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 13 de Novembro de 1873, e Carta de 11 de Julho de 1874. — (D. Lliiz I. — 
Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz I, Liv. 24, fl. 263 v.) 

'Br-sLxsLo d'A.irmas. — Em campo de prata, um leão de preto, armado de vermelho 
— Timbre — o leão do escudo. 




BISCHOFFSBEIM (Visconde). —Henrique Luiz Bischoffsheim, 1.° Visconde de Bis- 
choíFsheim, em sua vida; Esq."", súbdito Britânico, Banqueiro era Londres, casado com 
Mirs. F... 

NB. Não podemos alcançar noticia sulficiente ; reservamos as indicações genealógicas de familia para o 
supplemento, caso nos não sejam recusadas. 

CREAÇÃO DO TITULO 
VISCONDE, EU scA VIDA — Decrcto de 18 de Dezembro de 1873. — (D, Luiz I.) 



rA^ii 



) O a. 




BIVAR (Visconde). — Francisco d'Almeida Coelho de Bivar ^1." Visconde de Bivar, 
em sua vida; Par do Reino, por Carta Regia de 16 de Maio de 1874, de que prestou 
juramento e tomou posse na Camará dos Dignos Pares, em Sessão de 11 de Fevereiro 
de 1875, competindo-lhe n'essa qualidade as honras de Grande do Reino, nos termos do 
Decreto com forca de Lei de 28 de Setembro de 1855 ; do Conselho d'Ei-Rei D. Luiz i ; 
Deputado da Nação na Legislatura de 1852, e nas de 1857-58, 1860-61, 1861-1864, 1865, 
e de 1865-68 ; Vogal Supplente do Tribunal de Contas ; Bacharel formado em Direito, 
em 1845. Nasc. em Villa Nova de Portimão, a 9 de Janeiro de 1823, e casou com D. F... 

* Nos registros de matricula da Universidade, e na carta de formatura, vem designado por Francisco José d'Almeida 
Coelho, natural de Villa Nova de Portimão, filho do Bacharel José d' Almeida Coelho, natural da mesma villa ; e de sua 
mulher D. Maria Feliciauna de Bivar Gomes da Costa. 



IIV E GRANDES DE PORTUGAL 271 



NB. Ignoro o nome Ja Viscondessa, e de seus Paes ; bem como se tem descendência. — Apezar de 
ípetidas cartas que dirigimos ao Visconde, afim de poder completar a noticia genealógica da sua família, 
ligal-a com os apontamentos que possuímos, não lhe merecemos sequer a benevolência de resposta. 

SEUS PA.ES 

José d'Almeida Coelho, natural de Villa Nova de Portimão ; Cavalleiro professo na 
Ordem de Chrislo; Juiz de Fora da villa da Lagoa (em 1822); Bacharel formado em Leis; 
e proprietário : casou com D. Maria Felicianna de Bivar Gomes da Costa, natural de Faro, 
lllha de Manuel José Gomes da Costa, Cavalleiro da Ordem de Christo ; Coronel de Caval- 
laria do Exercito ; natural da villa (hoje cidade) de Guimarães ; e de sua mulher D. Maria 
Francisca da Paz de Bivar Weinhollz. 

Francisco José. — Nasc. a 9 de Janeiro de 1823; 1." Visconde de Bivar; P.ir do Reino; 
Vogal Supplente do Tribunal de Contas : casou com D. F... (V. acima.) 

NB. Ignoro se tem geração. 

NB. Ignoro se foi o primogénito, e se houve mais geração. 

SEXJS AVOS 

Francisco José d'Almeida Coelho, natural da villa de Monchique ; Cavalleiro professo 
da Ordem de Christo ; serviu como Juiz de Fora de Villa Nova de Portimão (em 1772), e 
depois em Tavira, aonde foi reconduzido com o predicamento.de correição ordinária; 
Desembargador honorário, aposentado na Relação e Casa do Porto (em 1794) ; o qual m. 
a 7 de Janeiro de 1803, havendo sido casado com D. Antónia de Bivar Albuquerque de 
Mendonça Weinlioltz, natural de Lisboa, filha de Frederico Jacob Weinhollz \ natural de 
Vienna d'Austria ; Brigadeiro do Exercito ; e de sua mulher D. Felicianna Theotonia de 
Bivar d'Albuquerque Mendonça, natural de Lisboa, a qual era neta de Luiz Garcia de 
Bivar, Fidalgo da Casa Real, que foi Sargento-Mór de Batalha, e Governador da nova 
Colónia do Sacramento, situação em que fallecêra, casado com Anna Josepha de Bivar 
Albuquerque Mendonça. Esta Senhora passou a segundas núpcias com Dom Félix Moreno, 
súbdito hespanhol. Foi Sr." de dois vincules, instituídos em Lisboa, um por seu Bisavô, 
Manuel Garcia de Bivar, e outro por seu tio o Padre Manuel Garcia de Fivar. Pertenceu 
á Casa d'esta Senhora a Quinta do Ramalhão, nas abas de Cintra. (Arch. da T. do T., 
Chanc. de D. Maria l, Liv. 52, fl. 180.) 

José d'Almeioa. — Cavalleiro professo na Ordem de Christo; Juiz de Fora da villa da LagAa; 

e proprietário : casou com D. Maria Felicianna Bivar Gomes da Costa. — Com geração. 

(V. acima.) 
NB. Ignoro se foi o primogénito, e se tiveram mais descendência. 

BISAVÓS 

José d'Almeida Coelho, natural de Monchique; Sargenlo-mór d'Ordenanças da cidade 
de Silves : casou com D. Maria Martins d'Almeida, natural da villa de Monchique, filha 
de Pedro Rodrigues, e de Maria Martins, ambos naturaes da mesma villa. 

1 Frederico Jacob Weinholtz, foi Director da Fundição, e inventor de um novo systema de peças, e dos petardos, o 
que consta do Alvará de Padrão de tença, datado de 14 de Dezembro de 1778. — (Arch. da T. do T., Mercê» de D. Maria I, 
Liv. 5, fl. 105.) 

Luiz Oarcia de Bivar Gkiines da CoBta, foi Tenente-C!oronel do Regimento de Milicias de Tavira, em 13 de Maio de 182õ. 



272 



famílias titulares 



BOA 



Francisco José. — Foi Desembargador honorário, aposentado da Relação do Porto ; Magistrado 
em diversas Comarcas do Reino ; Gavaileiro professo da Ordem de Ghristo : casou com 
D. Antónia Hygina de Bivar de Albuquerque Mendonça Weinholtz. — Com geração. 
(V. acima.) 

NB. Ignoro se foi o primogénito, e se houve mais descendência. 
TJERCEIROS .A.VOS 

João d'Almeida Coelho, proprietário, casado com D. Maria Alves, ou Alvares. 

^ José d'Almkida. — Foi Sargento-mór das Ordenanças da cidade de Silves, e proprietário : casou 
com D. Maria Martins d'Almeida. — Com geração. (V. acima.) 

NB. Ignoro se foi o primogénito, e se houve mais descendência, 

CREAÇÃO DO TITULO 

Visconde, em sua vida — Decreto de 1 de Março, e Carta de 25 d'Abril de 1872. — (D. Luiz l.^-Regist. 
no Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz I, Liv. 20, fl. 236 v.) 

NB. O motivo de não ir mais completa a noticia genealógica d'esta familia, fica acima declarado. Sem 
informações peculiares das próprias familias, nem sempre é possível saber as suas ascendências, e ainda menos 
as descendências dos ramos collaleraes. 

As noticias genealógicas que apresentamos, são sempre tiradas dos registos oíQciaes das Mercôs ; das ha- 
bilitações das Ordens Militares; da leitura dos Bacharéis, perante o Desembargo do Paço; das matriculas 
da Universidade ; e finalmente das habilitações para Familiares do Santo Olficio. 




BOA- VISTA (Visconde). — Francisco de Sousa Feio, 2." Visconde da Boa- Vista, 
em verificação de vida concedida n'este titulo a seu Pae o í." Visconde, por Decreto de 
7 de Março de 1872; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, por successão a seu Pae 
(Alvará de 7 de Junho de 1867); Cavalleiro da Ordem de Christo; Commeudador de 



Í0\ 



K GRANDES DE PORTUGAL 



273 



mmero extraordinário da Real Ordem Americana de Isabel a Calholica de Hespanha; 
>valleiro da Ordem de S. Maurício e S. Lazaro de Itália. Nasc. a 8 d'Agoslo de 1841, e 
casou a 1 d'Agoslo de 1877 com D. Maria Júlia Apparicio de Vilhena, lilha de Filippe José 
le Vilhena, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real ; Gommendador da Ordem de Nossa Senhora 
la Conceição de Villa Viçosa ; abastado proprietário no concelho de Ferreira ; e de sua 
lulher D. Guiomar Maria de Mônna Apparicio. — Por emquanto sem geração. 

SEUS PAES E AVOS 

(V. Boa-Vtsta, que segue) * 

CREAÇÃO DO TITULO 

riscoNDE — Decreto de 22 d'Abril de 1869. — (D. Luiz I.) 
CoNCESsXo DE MAIS UMA VIDA n'este TITULO — Dccrelo dc 7 dc Março 1872. 

Verificação no i.° Visconde— Decreto de 7 de Março, e Carta de 4 d'Abril de 1872. — (D. Lttiz I. — 
Regist. no Arch. da T. do T., Mercês de D. Luiz I, Lio. 20, fl. 226.) 

Bx*aaE£Ío <1'A vimas. — (V. adiante.) 




BOA-VISTA (Visconde). — Marianno Joaquim de Sousa Feio, 1.° Visconde de Boa- 
vista, em duas vidas; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real (Alvará de 12 d' Abril de 1758) ; 
)mmendador das Ordens de Christo, e da de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa ; 
)epulado da Nação nas Legislaturas de 1857-58, que foi a 10.^ depois do restabelecimento 
ío regimen Constitucional, e nas de 1860-61, de 1861 a 64, de 1865, que apenas durou 
|uatro mezes e meio, e na de 1865-68 ; serviu em diíferenles épocas de Governador Civil 
lo districlo administrativo de Beja ; Tenente-Coronel Commandante do Batalhão Nacional 
le Caçadores de Beja; Presidente honorário da Commissão Portugueza de soccorros a 
feridos e doentes militares do Exercito e Armada, em tempo de guerra ; condecorado com 
a Cruz de bronze, pelo Conselho da Sociedade Humanitária de taes soccorros em França ; 
abastado proprietário e lavrador, no dislricto.de Beja. Nasc. a 15 de Setembro de 1815, 
e casou a 8 d'Agosto de 1840, com D. Marianna Thereza Bibeiro de Sousa, que nasc. a 18 
de Maio de 1861, filha de Hypolilo José Ribeiro, e de D. Maria da Cruz. 

1." Francisco de Sousa. — Nasc. a 8 d'Ag08to de 1841; 2.o Visconde da Boa-Visla, ate. : 
casou com D. Maria JuIia de Vilhena, (Y. acima.) 

2." D. Marianna de Sousa. — Nasc. a 14 de Junho de 1843. 

3.<* D. Maria Carolina. — Nasc. a 12 d' Agosto de 1844; 3." Condessa d'Avillez, pelo seu casa- 
mento, a 15 de Dezembro de 1867, com Jorge Salema d'Avillez Juzarte de Sousa 
Tavares, 3." Conde d'Avinez ; Moço Fidalgo com exercício na Casa Real ; Sr. do Mor- 
gado d'Espargosa ; que nasc. a 31 de Janeiro de 1842. — Com geração. (V. Avillez). 

4.° Marianno de Sodsa. — Nasc. a 5 de Dezembro de 1846 ; Fidalgo Cavalleiro da Casa Keal, 
por successão a seus maiores ; Commendador da Ordem de Christo ; proprietário ; casou 
a 29 de Maio do 1873, com D. Mathilde da Costa Sequeira, que nasc. a 23 de Março 
de 1857, filha de Pedro Victor da Costa Sequeira, General de Brigada do Exercito, 
reformado ; Commendador da Ordem Militar de S. Bento d'ATÍz ; já fallecido ; e de 
sua mulher D. Mathilde Clara da Costa Sequeira. 

35 



274 famílias TITULARES BOA 

FILHOS 

l.° Marianno. — Nasc. a 31 de Março de 1874. 
2.0 D. Mathilde. — Nasc. a 9 de Junho de 1876. 

S.° D. Francisca de Sousa. — Nasc. a 7 de Junho de 18i8, e casou a 28 de Novembro 
de 1872. com Manuel Geraldo de Castro Hibeiro, seu primo, que nasc. a 2j de De- 
zembro de 1846; Fidalgo Cavalleiro da Casa Real; proprietário; filho dos I.*" Viscondes 
da Corte. 

FILHOS 

1.° Manuel Eleuterio. — Nasc. a IS de Fevereiro de 1874. 
2." D. Francisca. — Nasc. a 28 de Setembro de 1875. 

3.° D. Marianna. — Nasc. a 21 de Novembro de 1876, e m. a 10 de Junho 
de 1877. 

SEXJS PAES 

Joaquim José de Sousa, proprielaiio ; Capitão de Ordenanças de Beja : casado com 
D. Josepha Balbina Feio de Sousa. 

1.*» Innocencio José. — Nasc. a 19 de Março de 1803; General de Divisão do Exercito, 
reformado (serviu na arma d'Artilheria) ; Commendador da Ordem Militar de S. Bento 
d'Aviz ; Cavalleiro da Antiga e muito Nobre Ordem da Torre Espada, do Valor, 
Lealdade e Mérito; Deputado da Nação nas Legislaturas de 1848 a 51, e de 1868 a 
69 ; Director que foi, do deposito do material de guerra do Exercito ; Membro da 
Commissão de aperfeiçoamento da arma d'Artilheria ; Presidente do Conselho Admi- 
nistrativo da Direcção Geral da referida arma ; proprietário : casou com D. Maria das 
Dores da Costa, que nasc. a 27 de Março de 1809. 

FILHOS 

1.0 D. Marianna Rita. — Nasc. a 30 de Junho de 1837, e casou com Joaquim 
José Alves, Bacharel formado em Direito, que nasc. a 23 de Fevereiro 
^ de 1830. 

NB. Ignoro se tem descendência. 

2.° Joaquim da Costa. — Nasc. a 13 de Junho de 1839, e m. a 1 de Maio 
de 1868. Foi Medico-Cirurgião, pela Eschola Medico-Cirurgica de Lisboa. 

3." D. Maria das Dores. — Nasc. a 4 de Maio de 1841, e m. a 23 de Setem- 
bro de 1842. 

4.° Marianno Joaquim. — Nasc. a 27 de Setembro de 1842. Segundo Tenente 
d'Artilheria do Exercito. 

5.° D. Maria Cândida. — Nasc. a 8 de Janeiro de 1845. 

no n* m „ . i>, . ^ ' | Gemeas. Nasc. a 13 de Fevereiro de 1849. 
7." u. Maria «Ita. ) 

D. Maria Rita, casou com Alfredo de Castro, que nasc. a 27 de Janeiro 

de 1851. 

NB. Ignoro se tem descendência. 

2.0 D. Maria Rita. ') Religiosas no Convento de Nossa Senhora da Conceição da cidade de 

3.° D. Maria Cândida. ) Beja. 

4." Marianno Joaquim. — Nasc. a 13 de Setembro de 1815; 1." Visconde da Boa-Vista ; 
Commendador das Ordens de Christo e da de Nossa Senhora da Conceição de Villa 
Viçosa, que casou com D. Marianna Thereza Ribeiro de Sousa. — Com geração. 
(V. acima.) 

CREÀÇÃO DO TITULO 

Visconde — Decreto de 22, e Carla de 27 d'Abril de 1869. — (D. Luiz I. — RegUt. no Arch. da T. do 

T., Mercês de D. Luiz I, Liv. 18, fl. 268.^ 
Concessão de mais uma vIda n'este titulo — Decreto de 7 de Março de 1872. 
FORO DE Fidalgo Cavalleiro — Alvará de 29 de Março de 1856. — (D. Pedro V. — Regist. no Arch. da 

T. do T., Mercês de D. Pedro V, Liv. 5, fl. 253 v.J 

BrazsLo d' Ax*mas. — Escudo esquartelado, tendo o primeiro quartel também esquar- 
telado ; no primeiro, em campo de prata, as cinco quinas de Portugal, e assim o seu alterno ; 
no segundo, em campo vermelho, uma cruz de Malta de prata, e assim o seu alterno ; o se- 
gundo quartel do escudo, interceptado por três bandas de purpura em campo de prata, e assim 



COB 



E GRANDES DE PORTUGAL 



275 



o terceiro seu alterno ; o quarto quartel, egual ao primeiro do escudo. — Timbre — Um galgo 
vermelho andante com uma espiga de trigo de ouro na mão direita. 

BRAZAO concedido a Marianno Joaquim de Sousa Feio, 1° Visconde da Boa-Vista, por Alvará de 17 
d'Agosto de 1869. (Regist. no Cartório da Nobreza, Liv. 9, fl. 124. — JVão tem registo no Arch. da T. do T.J 




BOBADELLA (Conde). — Gomes Freire cl'Andrade, 3." Conde de Bobadella, em 
verificação de